1/6/21 20:03
Atualizado em 1/6/21 às 20:03

Novas tecnologias para o atendimento a famílias vulneráveis

Tema foi debatido nesta terça-feira (1º) no webinário ‘Projeto Brasília Inteligente’, com a participação de gestores da Sedes

Como o desenvolvimento de novas tecnologias pode aprimorar o atendimento à população mais vulnerável do Distrito Federal? Esse foi o tema debatido nesta terça-feira (1º), durante o webinário Projeto Brasília Inteligente – Desenvolvimento Social e Segurança Alimentar, promovido pela Secretaria de Tecnologia, Ciência e Inovação (Secti). O seminário virtual propõe uma reflexão sobre as iniciativas tecnológicas promovidas em cada órgão do Governo do Distrito Federal (GDF) para melhorar a vida do cidadão.

Uma das inovações apresentadas foi o agendamento on-line para atendimento nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) de forma a evitar aglomeração e permitir maior controle  sobre cada família em risco social | Foto: Foto Paulo H. Carvalho / Agência Brasília
“Com essas novas tecnologias, podemos ter uma gestão mais informada e embasada para definir as estratégias” Ana Paula Marra, secretária adjunta de Desenvolvimento Social

No encontro desta terça, gestores da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) falaram sobre os desafios de ampliar a capacidade de atendimento às famílias vulneráveis em meio ao aumento da demanda por serviços socioassistenciais com a pandemia da covid-19.

Também foram apresentadas as inovações para ampliar a rede de proteção social – como a criação do programa Cartão Prato Cheio, que há um ano substituiu a entrega das cestas básicas in natura, e o novo sistema de agendamento on-line para atendimento nas unidades do Centro de Referência em Assistência Social (Cras), que evita aglomeração e permite maior controle do gestor sobre a situação de cada família em risco social, além de levar mais segurança para usuário e servidor.

“O nosso desafio foi viabilizar um atendimento remoto eficaz, que consiga estabelecer esse vínculo das equipes socioassistenciais com as famílias e identificar o que o usuário precisa naquele momento”, destacou a secretária adjunta de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, na abertura do webinário. “Com essas novas tecnologias, podemos ter uma gestão mais informada e embasada para definir as estratégias.”

Agendamento

A gestora lembrou também do aumento da oferta de serviços que podem ser acessados de forma não presencial: “Hoje nós também contamos com o apoio importante do e-GDF, onde usuários podem ter acesso a informações sobre os benefícios sociais pelo próprio celular, sem necessidade de ir pessoalmente ao Cras. Podem, por exemplo, acompanhar o status da solicitação do Cartão Prato Cheio, saber qual parcela está disponível e consultar a concessão e liberação de benefícios eventuais”.

A fim de permitir o agendamento dos usuários para acompanhamento das famílias em vulnerabilidade social, fazer inscrição ou atualizar a Cadastro Único e ter acesso a benefícios sociais, a Sedes desenvolveu o Módulo de Gestão de Demandas, parte integrante do Sistema Integrado de Desenvolvimento Social (Sids).

“O usuário pode fazer o agendamento para atendimento no Cras pelo telefone 156 ou pelo site da Sedes”, orientou a subsecretária de Assistência Social, Kariny Alves. “São 25 indicadores que classificam o grau de vulnerabilidade das famílias para priorizar o agendamento das pessoas que mais necessitam naquele momento”. Esses critérios, explicou ela, abrangem extrema pobreza, famílias com idosos, pessoas com deficiência (PCDs) e crianças na primeira infância, além de maior número de pessoas na mesma residência. “Vale reforçar que, mesmo com os critérios de prioridade, nenhuma família vai ficar sem atendimento, porque há um limite máximo de tempo para ficar na fila”, detalhou.

“A pandemia da covid-19 impactou a renda das famílias e aumentou a demanda por cestas básicas. O Cartão Prato Cheio supriu essa limitação” Karla Lisboa, subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes

Segundo a subsecretária de Assistência Social, esse sistema on-line também permite à Sedes ter um “retrato” de cada Região Administrativa e conhecer mais as demandas de cada comunidade. “Com esses dados, eu consigo saber onde é necessário construir novas unidades, por exemplo; o que a população precisa, onde é importante reforçar as equipes sociossistenciais”.

Rede bancária

A subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes, Karla Lisboa, falou no webinário sobre o Cartão Prato Cheio, programa que concede crédito mensal de R$ 250 às famílias em vulnerabilidade social para a compra de alimentos.

“É importante trazer essa reflexão de como tornar os nossos serviços mais acessíveis incorporando novas tecnologias”, disse. “A pandemia da covid-19 impactou a renda das famílias e aumentou a demanda por cestas básicas. O Cartão Prato Cheio supriu essa limitação que nós tínhamos de logística e transporte. Conseguimos ampliar a oferta, passando da entrega de oito mil cestas básicas por mês para 35 mil pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional beneficiadas pelo Prato Cheio.”

Mediador do debate, o subsecretário de Tecnologias de Cidades Inteligentes da Secti, Luciano Cunha de Sousa, reforçou que o Prato Cheio é considerado um programa de referência porque usa a tecnologia para fornecer dados ao gestor sobre a situação de insegurança alimentar e nutricional e traz transparência para o cidadão, que também tem mais liberdade no uso dos recursos, “além de fomentar a economia local com a venda de alimentos de forma descentralizada e em locais próximos às famílias”.

Parque tecnológico

O subsecretário de Gestão da Informação, Formação, Parcerias e Redes da Sedes, Rodrigo Freitas, apresentou no webinário as inovações tecnológicas implementadas nos últimos meses voltadas à área social do DF. “Pensamos em soluções voltadas para melhoria dos serviços oferecidos na secretaria”, disse. “Modernizamos nosso parque tecnológico com 881 novos computadores e novo sistema de telefonia para capacitar os nossos servidores a fazer esses atendimentos remotos, além de melhorar a conexão e velocidade da internet nas unidades”.

Rodrigo Freitas também destacou o investimento na educação permanente dos servidores: “Nós resgatamos as capacitações internas, que não ocorriam há oito anos, por meio da Escola Virtual da Sedes. É uma plataforma de formação, que tem sido importante para atualizar os profissionais e capacitar os servidores que tomaram posse no último concurso. É um espaço de discussão para aprimorar os nossos serviços”.

O ciclo de webinários sobre o projeto Brasília Inteligente, promovido pela Secti, se estende até o dia 17, com o objetivo de estender o debate à população do DF.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social