21/6/21 18:30
Atualizado em 21/6/21 às 18:30

Um curso de capacitação para reeducandos do DF

Por meio de cooperação técnica, Secretaria de Justiça e Cidadania promove atividades coordenadas pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso

A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) assinou Acordo de Cooperação Técnica, por meio da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso do Distrito Federal (Funap), para oferecer curso de capacitação na área de marcenaria, com produção, conservação e restauração de móveis de madeira aos reeducandos do Sistema Penitenciário do DF.

Alunos aprenderão a trabalhar com restauração | Foto: Divulgação/Funap

A iniciativa foi tomada após a celebração de acordo entre o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) e a Funap, com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O curso, que terá início até o dia 30 deste mês, contará com a participação de 20 alunos da Papuda, que vão restaurar cinco móveis do designer Jorge Zalzupin, doados pelo Tribunal de Contas da União ao IFB.

“Acreditamos que, com os meios corretos para o exercício de uma atividade laborativa, há maiores possibilidades de que esse custodiado se afaste da criminalidade” Deuselita Martins, diretora da Funap

A proposta do projeto é oferecer habilidades  técnicas aos alunos e fortalecer a consciência de preservação da memória por meio da recuperação física e estética do acervo de móveis existentes em espaços públicos, como o Palácio do Itamaraty, Universidade de Brasília e Museu Vivo da Memória Candanga, bem como demais instituições públicas a serem inseridas no plano. O curso terá a duração de 160 horas, envolvendo capacitação e acompanhamento das aulas a distância.

“A promoção do trabalho e a assistência educacional para o preso é embasada na Lei de Execução Penal e tem a missão de contribuir para inclusão e reintegração social das pessoas presas e egressas do sistema prisional, desenvolvendo seus potenciais como indivíduos, cidadãos e profissionais”, explica a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Para a diretora da Funap, Deuselita Martins, também aposta no potencial dessa formação como mais uma oportunidade de reinserção social. “Acreditamos que, com os meios corretos para o exercício de uma atividade laborativa, há maiores possibilidades de que esse custodiado se afaste da criminalidade”, afirma.

Mais sobre a Funap

A Funap foi criada pela Lei nº 7.533, de 2 de setembro de 1986, para atuar como intermediadora na alocação da mão de obra dos apenados no mercado de trabalho. Entre os seus principais objetivos estão a promoção de oportunidades de trabalho mediante convênios com empresas públicas e privadas, com projetos que fomentem a elevação da escolaridade, bem como a prestação de apoio social às famílias dos apenados.

A promoção do trabalho estimula o desenvolvimento sob dois eixos: intramuros e extramuros. No âmbito intramuros, são promovidas oficinas de profissionalização no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), voltadas aos internos em regime fechado, nas áreas de marcenaria, corte e costura, panificação, mecânica, serralheria e com atividades agrícolas na Fazenda Papuda.

No âmbito extramuros, as atividades são promovidas fora do estabelecimento penal, quando o preso recebe a concessão do benefício para o trabalho externo – em regime semiaberto ou aberto. Nesse contexto, a Funap investe no desenvolvimento de ações que visam à inclusão social das pessoas que se encontram em privação de liberdade e de egressos do sistema.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania