Fale com o Governo Ações em Destaques

8/4/22 às 17:26

Governo forma 52 novos brigadistas florestais para o DF

Curso faz parte do Programa de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais e teve participação de 17 mulheres

Agência Brasília* | Edição: Rosualdo Rodrigues

“Não é pra qualquer um, porque é difícil, é um trabalho pesado. É diferente de tudo que já fiz” – Érica Aparecida Oliveira, bióloga e concluinte do curso

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Instituto Brasília Ambiental, da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) e em parceria com o Prev Fogo (Ibama), entregou ao mercado de trabalho, nesta sexta-feira (8), 52 novos brigadistas florestais. Eles são concluintes do Curso de Formação de Brigadistas de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, realizado em duas turmas de 25 pessoas cada uma, com presença de 17 mulheres.

A formação iniciou dia 28 de março com aulas teóricas e práticas, como a produção de aceiros e queimadas controladas. Todo o treinamento foi conduzido pelos profissionais do Prev Fogo e está inserido no Programa de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), coordenado pela Sema.

O treinamento foi conduzido pelos profissionais do Prev Fogo e incluiu aulas teóricas e práticas, sobre temas como a produção de aceiros e queimadas controladas | Fotos: Brasília Ambiental

Para a bióloga Érica Aparecida Oliveira Guedes, 23 anos, foi uma experiência única. “Não é pra qualquer um, porque é difícil, é um trabalho pesado. É diferente de tudo que já fiz. Devido à minha formação, entendo a importância da preservação do bioma Cerrado – muito ensinada no curso – sendo fundamental para a saúde pública”, explica.

”Os instrutores das duas turmas avaliaram que essas foram as melhores que tiveram, devido ao alto nível de interesse e integração dos cursandos em todas as atividades propostas” – Pedro Paulo Cardoso, diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do Brasília Ambiental

Érica é voluntária no Brasília Ambiental, no momento atuando na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), na área de monitoramento de mamíferos de médio e grande porte. Ela diz que a formação lhe proporcionou condições de concorrer aos editais 2022 para a contratação de brigadistas. Oportunidade que garante que não vai desperdiçar. “Este ano, com certeza, estarei em uma das equipes de prevenção e combate aos incêndios florestais do Distrito Federal”.

Já a advogada Amanda Victória Marques Rodrigues, 27 anos, ressalta que seu interesse em fazer o curso está totalmente ligado à proteção ambiental. “Quero contribuir para proteger a fauna e a flora do nosso cerrado. Tenho formação de brigadista predial, mas gostei muito de participar desta formação de brigadista florestal”.

Suriel Apolinário dos Santos, 38 anos, também concluinte do curso, endossa a opinião de suas colegas de turma: “O que me motivou a fazer o curso foi ter mais contato com a natureza e cooperar no combate contra o fogo. É muito bom saber que em algum momento posso cooperar para que a natureza seja preservada, animais resgatados”. E acrescenta: “Vou me inscrever para todos os editais e também aguardar mais cursos que o Brasília Ambiental ofereça”.

Foram formadas duas turmas, de 25 pessoas cada uma, que tiveram significante participação feminina: entre os concluintes estavam 17 mulheres

Aproveitamento

O diretor de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (DPECIF) do Brasília Ambiental, Pedro Paulo Cardoso, destacou que o aproveitamento das duas turmas foi muito positivo e superior ao esperado. ”Os instrutores as duas turmas avaliaram que essas foram as melhores que tiveram, devido ao alto nível de interesse e integração dos cursandos em todas as atividades propostas”.

O diretor anuncia que o lançamento do edital de contratação de brigadistas do instituto está previsto para ocorrer na segunda quinzena de maio, com contratação dos profissionais em junho.

Para a superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água (Sucon), Rejane Pieratti, o fundamental da formação é que os novos brigadistas tenham consciência da importância da nova profissão deles. “O que eles aprenderam no curso foi proteger e impedir que o fogo tome conta de áreas protegidas, porque os nossos parques são, antes de mais nada, unidades de conservação. Protegendo-as, eles passam a ser protetores das nossas vidas”, enfatiza.

*Com informações Instituto Brasília Ambiental

Últimas Notícias