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4/10/22 às 07:40, Atualizado em 4/10/22 às 15:45

Encontros orientam sobre acolhimento de crianças sem convívio familiar

Reuniões online têm a finalidade de disseminar informações e engajar famílias. A primeira ocorreu nesta quarta-feira (20). A próxima será em 20 de julho, contemplando as regiões Candangolândia, Estrutural e Riacho Fundo

Agência Brasília* | Edição: Carolina Lobo

Brasília, 20 de julho de 2022 – Com o objetivo de fomentar orientações sobre serviços de acolhimento familiar de crianças e adolescentes no Distrito Federal, a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude (PJDIJ) promove bate-papos do Projeto Ninho. Um deles ocorreu nesta quarta-feira (20).

Iniciado em 2021, o Projeto Ninho tem como foco engajar e capacitar pessoas que estejam dispostas a acolher crianças de até 6 anos afastadas do convívio familiar por medida judicial. Vale lembrar que o acolhimento familiar é temporário e não deve ser confundido com adoção, pois é um período de transição para que o acolhido volte para a família de origem ou possa ser encaminhado para uma família substituta, por meio da adoção.

“Essas crianças, ao saírem do vínculo familiar, chegam fragilizadas, com sequelas. Por esse motivo é necessário ter um lar com proteção, atenção e carinho para superar a ruptura de vínculos, enquanto outras medidas judiciais são tomadas” Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

O projeto foi dividido em fases de atuação. A primeira foi a divulgação do Programa Família Acolhedora. A segunda fase consiste na realização de bate-papos de forma intersetorial com a rede de proteção e atenção à criança e ao adolescente, com a participação de famílias que pretendem aderir ao Programa Família Acolhedora, juntamente com os profissionais da assistência social, dos conselhos tutelares, organizações da sociedade civil, lideranças comunitárias e protetores de direitos e garantias da criança.

A primeira rodada de bate-papo teve início em junho e contou com a participação de instituições de acolhimento e de representantes socioassistenciais das regiões administrativas: Brasília, Guará, Núcleo Bandeirante, Varjão e Lago Norte. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor o funcionamento do programa de acolhimento, histórico, êxitos, desafios e procedimento judicial envolvido.

Referente aos bate-papos, a Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude pretende promover articulações para aumentar o número de vagas de famílias acolhedoras, em relação ao acolhimento institucional, mediante expansão dos serviços já desenvolvidos pelo governo e por organizações não-governamentais.

Em relação ao acolhimento institucional, a Secretaria de Desenvolvido Social (Sedes) executa os serviços de forma direta em unidades de acolhimento para crianças e adolescentes, além de uma república para jovens. Pelas famílias acolhedoras, a execução é realizada por uma parceria com a entidade da sociedade civil Aconchego, em que são acompanhadas 20 famílias.

“O afastamento da criança ou do adolescente da família é uma medida excepcional, aplicada em situações de grave risco à integridade física e ou psíquica. Essas crianças, ao saírem do vínculo familiar, chegam fragilizadas, com sequelas. Por esse motivo é necessário ter um lar com proteção, atenção e carinho para superar a ruptura de vínculos, enquanto outras medidas judiciais são tomadas”, ressalta a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

Os bate-papos são abertos a todos os profissionais da assistência social, à comunidade e às famílias que têm o interesse de ser acolhedoras. O próximo encontro será no dia 20 de julho, das 14h às 16h, pela plataforma Teams. Para se inscrever, basta preencher o formulário neste link.

Cronograma

– Encontro 2 (20 de julho): Candangolândia, Estrutural e Riacho Fundo;
– Encontro 3 (18 de agosto): Paranoá, Itapoã, Planaltina, Sobradinho, Fercal e São
Sebastião;
– Encontro 4 (29 de setembro): Águas Claras, Brazlândia, Ceilândia, Taguatinga,
Arniqueira, Vicente Pires e Sol Nascente;
– Encontro 5 (27 de outubro): Gama, Recanto das Emas, Samambaia e Santa Maria.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

 

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