28/02/2025 às 11:56

Internado no HSol, paciente de 68 anos ganha primeira festa de aniversário

Hospital Cidade do Sol promove celebração para Gaspar de Oliveira, internado há mais de 50 dias

Por Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

O Hospital Cidade do Sol (HSol) promoveu, nesta quinta-feira (27), um evento emocionante, ao comemorar o aniversário de Gaspar de Oliveira, paciente que, internado há mais de 50 dias, completou 68 anos. Vindo do Hospital Regional de Brazlândia e em meio a um processo de investigação diagnóstica com suspeita oncológica, ele nunca havia tido uma festa de comemoração de aniversário. Quando souberam disso, as equipes de psicologia e nutrição do hospital providenciaram a celebração. A emoção foi visível nos olhos de todos os presentes quando ele chegou à festa.

Equipe se reuniu para comemorar a data; para o aniversariante, destaque foi a presença do filho, que fez questão de comparecer à festa | Foto: Divulgação/IgesDF

A comemoração contou com bolo, balões e refrigerantes, além de uma decoração temática inspirada no futebol, paixão do aniversariante – que já foi jogador. Na área comum do hospital, foi montada uma mesa decorada com carinho para receber o aniversariante. Mas o maior presente, segundo ele, foi a presença de seu filho, Leandro, com quem ele compartilhou o momento especial.

“É gratificante proporcionar esses momentos aos pacientes. Eu realmente acredito que esses gestos fazem a diferença na recuperação emocional dos pacientes”

Maria Eduarda Estrela, nutricionista do HSol

O evento foi ainda mais marcante pela participação de toda a equipe multidisciplinar do hospital. Profissionais de enfermagem, psicologia, nutrição e outros integrantes da equipe, juntamente com o pessoal do projeto Humanizar, fizeram questão de estar presentes e dar um abraço em Seu. Gaspar, comemorando com ele essa data especial.

Tratamento diferenciado 

No HSol, a celebração de aniversários é uma prática recorrente, especialmente para pacientes de longa permanência. “Toda vez que temos um aniversário, buscamos comemorar, mas para os internados há mais tempo – tentamos expandir a ação, trazendo familiares e adaptando o momento de acordo com suas necessidades”, explicou a nutricionista Maria Eduarda Estrela.

Para Seu Gaspar, que chegou à unidade com dificuldades na alimentação e na comunicação, esse gesto fez toda a diferença. A equipe multidisciplinar foi conquistando sua confiança aos poucos, até ele compartilhar histórias de sua vida e seus desejos. “Ele era um paciente com baixíssima acessibilidade alimentar”, comentou Maria Eduarda.

“Tudo foi pensado para trazer as memórias afetivas dele, como fizemos com o balão personalizado como se fosse uma bola e usamos uma toalha verde para simbolizar o gramado”

Samara Brito, psicóloga do HSol

“Fomos conhecer melhor [sua história] para entender o que ele gostava e como poderíamos ajudá-lo”, complementou a nutricionista. “É gratificante proporcionar esses momentos aos pacientes. Não é só sobre a comida, mas sobre fazer com que se sintam acolhidos e cuidados, mesmo estando em um ambiente hospitalar. Ver o sorriso e a felicidade do Sr. Gaspar e de sua família foi muito emocionante. Eu realmente acredito que esses gestos fazem a diferença na recuperação emocional dos pacientes.”

Bem-estar emocional

Por sua vez, a psicóloga do HSol, Samara Brito, falou sobre o impacto emocional que ações como essa têm para os pacientes internados: “Esses momentos são direcionados para o bem-estar emocional, resgatam memórias afetivas e fortalecem os laços com os familiares, trazendo mais conforto e esperança ao paciente”.

Samara também ressaltou a importância da escuta ativa nesse processo: “Quando ele nos contou sobre sua relação com o futebol, pensamos em trazer esse elemento para a festa. Tudo foi pensado para trazer as memórias afetivas dele, como fizemos com o balão personalizado como se fosse uma bola e usamos uma toalha verde para simbolizar o gramado”.

Para o aniversariante, o detalhe mais importante foi a presença do filho, Leandro de Souza Oliveira, 40. “Desde o início, ele deixou claro que queria que o filho estivesse aqui”, relatou Samara. “Conseguimos entrar em contato e o convidamos para que ele pudesse comemorar ao lado do pai”.

Leandro fez questão de agradecer à equipe do hospital. “Fiquei muito feliz”, disse. “Ver o carinho com que todos aqui o tratam é algo inimaginável. Todos gostam muito dele, são muito queridos. Me emocionei várias vezes, não só pela situação que ele está vivendo, que já me deixa muito comovido, mas por perceber o amor e o cuidado que cada um tem com ele. A humanização dentro do hospital é algo que eu nunca vi na vida. Meu sentimento é de gratidão por tudo o que fazem pelo meu pai”.

*Com informações do IgesDF