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04/10/2022 às 14:51, atualizado em 09/05/2024 às 09:19
Principais focos de proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya estão em recipientes nos quintais residenciais; enquanto isso, GDF mantém ações quinzenais pelas cidades
Brasília, 20 de agosto de 2022 – O fim do período de estiagem requer da população um preparo das áreas externas e dos quintais de casa. É lá que, segundo o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa), da Vigilância Ambiental de Saúde, estão os depósitos predominantes de criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A constatação requer um suporte fundamental da população no enfrentamento à proliferação dessas doenças: a eliminação de água em recipientes.
Sem chuvas que propiciem a formação desses criadouros, o índice de infestação predial no Distrito Federal volta a atingir níveis satisfatórios com uma grande redução do número de casos de dengue, de acordo com o boletim epidemiológico de agosto. Há, porém, uma exceção: no Lago Norte, o status ainda é de “alerta”.
São considerados focos de transmissão itens como vasos e frascos com água, pratos de plantas, pingadeira, recipiente de gelo de refrigeradores, caixas d’águas descobertas, bebedouros e pequenas fontes ornamentais, ou seja, aqueles que estão ao redor do cidadão no quintal de casa.
Diretor da Vigilância Ambiental de Saúde, Jadir Costa Filho orienta o cidadão a gastar dez minutos do seu tempo por semana para conferir se há água parada e lavar com bucha recipientes que tendem a acumular água para retirar ovos do mosquito que porventura possam ter sido plantados por lá e não saem só com a água. “É hora de vasculhar o quintal em busca de possíveis locais de acúmulo de água, conferir calhas, telhados, refrigeradores, tampar caixas d’água e manter a atenção redobrada considerando o período chuvoso que em breve estará de volta”, alerta.
E se cabe à população patrulhar e eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti, o Governo do Distrito Federal (GDF) cuida das ações macro, como o manejo ambiental, autuação em residências de acumuladores e visitas a pontos estratégicos, como borracharias e ferros velhos.