Fábrica Social vai comprar material para a confecção de máscaras
Em caráter emergencial e solidário, o retorno das atividades do Programa Fábrica Social foi autorizado pela Secretaria de Educação do Distrito Federal. A ideia, a princípio, é produzir máscaras cirúrgicas e outros materiais do segmento hospitalar para proteção dos servidores da Saúde, bombeiros, idosos em situação de vulnerabilidade e da Segurança Pública. Nesta quinta-feira (9/4), a SEEDF lançou o aviso de dispensa de licitação no Diário Oficial do DF para a compra urgente de tecido não tecido (TNT), lastex, amarrilho plástico e agulhas para a produção dos insumos necessários à proteção da saúde no combate à pandemia da covid-19. Desde terça-feira, (7/4) as 140 alunas do Programa já voltaram as atividades (70 no período da manhã e 70 à tarde). Foram produzidas 3 mil máscaras cirúrgicas e 2 mil de pano até agora. “Com o retorno das atividades ampliamos a capacidade de produção destes insumos. As nossas alunas estão cumprindo uma missão extraordinária: cada máscara produzida é uma vida que pode ser salva. Todas estão atuando sob as normas de segurança, com orientações do Corpo de Bombeiros, o uso de máscaras e toda a assepsia necessária”, esclarece a subsecretária de Integração Social, Thereza de Lamare. Nas quartas-feiras, os bombeiros vão até à Fábrica Social para conversar e orientar sobre o coronavírus com as alunas, todas com menos de 60 anos e fora do grupo de risco. Elas têm a oportunidade de tirar dúvidas e os profissionais de observar e identificar qualquer sintoma, para tomar as providências, caso necessário, e, assim, evitar qualquer risco de disseminação. Além disso, estão mantendo a distância recomendada umas das outras para trabalhar. “Cada aluna pode chegar a produzir em média de 70 a 100 máscaras por dia. No entanto, elas estão se adaptando ao tipo de material, à forma como deve ser costurado, para, aos poucos, irem adquirindo as habilidades necessárias para alcançar a meta. Estamos em fase de planejamento para destinações e prazos. Temos um compromisso de atender a Secretaria de Saúde, neste primeiro momento”, conta a subsecretária. Para dispensa de licitação A compra dos materiais pela SEEDF, autorizada no DODF desta quinta-feira, está estimada em R$ 141.311,69. Os interessados na venda dos materiais para a Secretaria de Educação terão até às 15 horas do dia 13 de abril para enviar documentação e proposta ao e-mail: pregoeiro.gdf@gmail.com ou entregar na sala nº 104 do endereço: SBN Quadra 02 Bloco C – Edifício Phenícia, Asa Norte. *Com informações da Secretaria de Educação
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Vigilância Sanitária orienta feirantes sobre cuidados durante a pandemia
Para combater o coronavírus e evitar a disseminação da doença durante a Semana Santa, todas feiras permanentes do Distrito Federal estão sendo fiscalizadas pela Vigilância Sanitária até segunda-feira (13), com foco principal nas peixarias. O objetivo é orientar os feirantes sobre os cuidados indispensáveis para reduzir os riscos de contaminação, como manter o distanciamento entre as pessoas e fornecer álcool em gel aos clientes. Nesta quarta-feira (8), durante uma das inspeções na Feira Permanente de Taguatinga, a Vigilância Sanitária encontrou alguns estabelecimentos descumprindo as normas de segurança e prevenção ao coronavírus. Entre elas, a dificuldade de feirantes manterem a distância em espaços fechados, além do uso incorreto de máscaras pelos vendedores. “Só se pega na parte de trás da máscara, e não na parte de frente. E as que são transparentes, com uma camada só, protegem muito pouco. É recomendável pelo menos um filtro de TNT, que resolve melhor. Mas o uso delas, por si só, não elimina a necessidade de manter a distância”, orientou o gerente de Alimentos da Vigilância Sanitária, André Godoy. Distância essa que também não foi respeitada pelas pessoas que circulavam na feira. Apesar de um dos estabelecimentos ter feito divisórias com fita adesiva no chão, para facilitar que os visitantes mantivessem o distanciamento, a iniciativa não foi respeitada. Mesmo situação pode ser observada para a placa com informações, ignorada pelos consumidores que se escoravam nos balcões. “A Semana Santa está chegando e as peixarias vão ficar mais cheias. Por isso, estamos pedindo para higienizarem os balcões a cada 30 minutos e respeitar o distanciamento de dois metros nas filas. Se tiver aglomerações, evitem ir à feira ou levar a família, especialmente idosos. Lembrando que o melhor fiscal nesse momento é a população”, alertou o gerente. Todos orientações para as feiras permanentes durante a pandemia foram descritas na nota técnica elaborada pela Gerência de Alimentos da Diretoria de Vigilância Sanitária. Cópias do documento foram entregues na Feira Permanente de Taguatinga um dia antes da ação. Segurança O feirante Paulo Frazão considera a fiscalização importante para garantir uma segurança a mais aos trabalhadores e a população. Ele trabalha no estabelecimento que promoveu a iniciativa de separar com fitas adesivas os espaços para cada pessoa ficar. “Estamos tentando organizar, respeitando o distanciamento, usando álcool em gel e máscaras. Mas essa presença física da Vigilância Sanitária ajuda bastante, para mostrar como temos que nos prevenir”, disse Paulo. “É importante que a população e os estabelecimentos realmente sigam as orientações técnicas. É o momento de cada um fazer sua parte, com distanciamento social, lavar as mãos com água e sabão, para que possamos, juntos, enfrentar e superar essa pandemia”, destacou a gerente de Apoio à Fiscalização da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), Márcia Olivé. De acordo com a gestora, 18 notas técnicas foram elaboradas para cada estabelecimento que oferece serviços essenciais a população, com o objetivo de impedir a disseminação da Covid-19. “É necessário que cumpram com o recomendado. Em março, atendemos 146 denúncias de ouvidorias e descobrimos oito estabelecimentos fabricando de forma clandestina álcool em gel, sendo autuados e interditados”, informou a gerente. Reabertura As 23 feiras permanentes do Distrito Federal voltaram a receber clientes no dia 4 de abril. Os espaços foram retomados após a publicação do Decreto n°40.587, que autoriza o funcionamento desses locais, neste momento, exclusivamente para a comercialização de gêneros alimentícios de consumo humano ou animal. A abertura foi feita de forma consciente e segura, pois o Governo do Distrito Federal higienizou as feiras como medida de combate à proliferação da Covid-19. O público também tem recebido todas as orientações, inclusive com aferição de temperatura na entrada das feiras feita pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Os procedimentos são necessários para garantir que tudo transcorra com a maior segurança. * com informações da Secretaria de Saúde
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GDF recebe cinco respiradores para enfrentar a Covid-19
| Foto: Renato Alves / Agência Brasília O Governo do Distrito Federal recebeu nesta quarta-feira (8) cinco respiradores que vão ajudar no combate ao coronavírus. A doação foi oficializada pela manhã, por iniciativa da sociedade civil organizada representada pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal (Codese-DF). A assinatura de doação dos equipamentos aconteceu no Salão Nobre do Palácio do Buriti e contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, do secretário de Saúde, Francisco Araújo, e do presidente do Codese-DF, Paulo Roberto de Morais Muniz. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “É um gesto em favor da população do DF que agradecemos muito”, disse o chefe do Executivo. “São equipamentos necessários não só no tratamento do coronavírus, mas que depois serão úteis para atender a população do DF em outros tratamentos.” Os respiradores são fundamentais no tratamento de pacientes com Covid-19, a doença causada pelo novo vírus. Sua principal função é ajudar os pulmões a inspirar e expirar o oxigênio quando a pessoa perde a capacidade de operar normalmente seu sistema respiratório. Daí a eventual falta desses aparelhos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) ter sido a grande preocupação das autoridades de saúde quando aumentar a procura de pacientes por tratamento. Para o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do Distrito Federal, Paulo Muniz, o governador Ibaneis Rocha tem sido vanguardista, em nível nacional, quando o assunto é o enfrentamento à pandemia. | Foto: Renato Alves / Agência Brasília “Parabéns pelas atitudes que o senhor tem tomando, governador, com decisões à frente da situação. Nós [setor econômico] temos sentido [o baque das medidas de restrição comercial], mas compreendemos que é um trabalho muito importante pela curva, porque está dando resultado”, elogiou. A entidade também disponibilizou, por meio da campanha “Juntos pelo DF”, cerca de R$ 38 mil para a Universidade de Brasília (UnB), recurso que será usado na fabricação de máscaras de acetato. São equipamentos de material transparente, muito usadas por profissionais da área de saúde. No mesmo sentido, o Codese irá doar para alunos da Fábrica Social material para confecção de máscaras de tecido e aventais, que serão doados para Secretaria de Saúde. Além dessa doação, equipes do próprio conselho orientarão os estudantes a respeito da manufatura. Esse tipo de iniciativa tem feito diferença nesses difíceis tempos de pandemia. “Juntos nós vamos construir o DF que queremos”, destacou Muniz. Envolvendo empresas, associações, entidades e pessoas principalmente ligadas à construção civil, a campanha “Juntos pelo DF”, que está em curso, já arrecadou mais de R$ 280,5 mil. No site www.juntospelodf.com.br é possível fazer doações financeiras por transferência bancária.
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Guerreiros da Saúde do DF vão ganhar hospedagem em hotéis para descansar da luta diária
O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha anuncia nesta quarta (8) três ações que beneficiam diretamente os profissionais de saúde que lidam direto com pacientes suspeitos e/ou diagnosticados com a Covid-19. Numa articulação entre as pastas da Saúde, Economia e Turismo, que há mais de uma semana vem trabalhando no assunto, o GDF vai disponibilizar diárias na rede hoteleira para que médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de outros profissionais que atuam diretamente com cuidados aos pacientes vítimas da pandemia, possam preservar sua saúde e de seus familiares com instalações próximas ao trabalho nos hospitais referenciados, para o combate ao Coronavírus. Essa iniciativa faz parte de um pacote de ações que envolvem ainda, assistência psicológica e prioridade na testagem rápida para o diagnóstico da Covid-19. “Estas ações tem como principal objetivo reforçar a importância desses verdadeiros guerreiros, que sacrificam suas vidas e o convívio com suas famílias para salvar vidas”, destacou Francisco Araujo , Secretário de Saúde do DF. Para o Secretário de Economia “ esse recurso que será aplicado não representa gastos e sim, investimento naquilo que há de mais precioso no serviço público que é seu servidor e a missão que ele desempenha. O profissional de saúde está no front dessa luta e, portanto, deve ter toda atenção do governo do DF”, finalizou. Para a Secretária do Turismo Vanessa Mendonça, “essa ação mostra a preocupação do governador Ibaneis com o ser humano que está por trás do profissional e, ao mesmo tempo, repercute no aquecimento da atividade hoteleira, na medida em que preserva postos de trabalho no setor”, conclui. * Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF solicita acesso às certidões de óbito que mencionam coronavírus
O Governo do Distrito Federal solicitou, nesta terça-feira (7), a inclusão do poder Executivo local na rotina de envio diário das declarações de óbitos confirmados e suspeitos do novo coronavírus. Segundo o ofício enviado para a Corregedoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a medida é necessária em função da atual pandemia causada pela Covid-19 e esse monitoramento será de extrema relevância para a Vigilância em Saúde. Ainda de acordo com o documento endereçado ao desembargador Humberto Adjuto Ulhôa, caso os dados coletados pelos cartórios de registro civil do DF sejam enviados para a Subsecretaria de Vigilância em Saúde, o órgão terá uma melhor compreensão do impacto da pandemia na capital.
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Lacen zera fila de espera por resultados de diagnósticos da Covid-19
O Distrito Federal tem zerado diariamente a fila de espera para exames de diagnóstico do coronavírus. O tempo para conseguir o resultado reduziu, em média, de 72 horas, para até 24 horas. Tudo graças ao comprometimento dos profissionais do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). A unidade, responsável pela realização dos exames de detecção da Covid-19, passou a funcionar 24 horas para dar mais agilidade aos processos. Com a mudança nas atividades do Lacen e o aporte de recursos humanos da Secretaria de Saúde, em torno de 350 exames são feitos por dia para detectar a Covid-19 na população do DF. A capacidade é chegar a mil, caso sejam utilizados os novos equipamentos disponibilizados pela parceria com a Universidade de Brasília (UnB). Até o momento, cerca de 4,5 mil testes foram realizados desde os primeiros exames para identificar os casos de coronavírus no Distrito Federal. A dedicação dos servidores para alcançar esse patamar foi elogiada, nesta terça-feira (7), pelo secretário de Saúde, Francisco Araújo, que realizou uma visita técnica nas instalações. “Desde que o Lacen passou a funcionar 24 horas, deu uma forte agilidade nos resultados dos exames para a comunidade brasiliense”, afirmou o gestor. “Isso nunca houve na história do Lacen, de ter resultado no mesmo dia e a fila estar zerada”, destacou. Na avaliação do gestor, mesmo em meio a pandemia, a população pode se sentir segura com o trabalho realizado pelos servidores e instituições renomadas como a UnB, que tem apoiado os trabalhos para detectar a doença. “Temos bons profissionais e instituições que tem o respeito da sociedade. Junto com o governo, conseguimos produzir o resultado que a população precisa, para ter a tranquilidade em meio a pandemia”, ressaltou Francisco Araújo. Mudança De acordo com o diretor do Lacen, Jorge Chamon, a mudança promovida na unidade alterou a rotina dos 60 profissionais que atuam no Laboratório Central. Alguns escolheram até dormir no local de trabalho, em beliches e camas disponíveis aos servidores, para manter o expediente durante as 24 horas de serviço para analisar os exames de Covid-19. “Tudo é por uma causa maior, e tem contribuído bastante para mantermos essa quantidade de entregas. Sem dúvida, o esforço não é em vão, e tem melhorado muito os processos. Inclusive, temos inspirado outros laboratórios do país a ampliar para 24 horas”, comentou Chamon. Apoio Para que as medidas de combate ao Covid-19 tenham ainda mais eficiência, Francisco Araújo pediu o apoio do Ministério da Saúde nas ações locais de enfrentamento a doença. O que inclui mais recursos para a Secretaria de Saúde poder liberar leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com a Covid-19. “É importante que eles liberem os leitos de UTI que pedimos para credenciar, que são 319. O país está no meio de uma pandemia e o que os estados e o Distrito Federal precisam é de apoio”, ressaltou o secretário de Saúde, que também defendeu a continuidade do isolamento social. Na última semana, o Ministério da Saúde fez um alerta sobre o risco de aceleração descontrolada do número de doentes pelo novo coronavírus nas próximas semanas, nos estados do Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e o DF. O anúncio provocou insegurança na população. “Discordamos veementemente da posição do Ministério, de colocar essa situação que nem existe na literatura, de aceleração descontrolada. Todo o esforço que estamos fazendo é de controle da situação”, reforçou o gestor. Teste rápidos Durante a visita técnica, Francisco Araújo também lembrou que mais testes rápidos para a Covid-19 estão em processo de aquisição pela pasta. “Estaremos colocando 300 mil deles para poder testar ainda mais pessoas no DF e dar mais celeridade a esse processo. Mas, atualmente, o Lacen é onde fazemos o maior número de testes”, informou. O subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, explica que os testes rápidos são baseados em reação imunológica e demoram até 30 minutos para ficarem prontos. Enquanto os do Lacen, de biologia molecular, são mais complexos e dispendiosos. “Os testes no Lacen também são a partir da entrada da amostra e processados no mesmo dia. Mas não teremos um tempo de realização desse exame de mais de 24 horas. Todas as amostras que entram aqui, já tem o resultado”, comentou Hage. A expectativa dos gestores é que os processos para aquisição dos testes rápidos sejam finalizados até a próxima semana, para então serem distribuídos a toda a rede pública de saúde. * Com informações da Secretaria de Saúde
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A origem da saúde em Brasília
Tudo começou nos anos 50 do século passado | Foto: Edson Porto / Arquivo pessoal Em evidência nestes tempos sombrios que parecem ter emergido das páginas do romance existencialista A Peste, do escritor franco-argelino Albert Camus, os aguerridos profissionais da saúde do DF têm muito do que se orgulhar quando se trata da história do sistema hospitalar surgido na nova capital. Trata-se de passado marcado pela vanguarda, empenho e dedicação de pioneiros do setor que fizeram e, como mostram os dias atuais, fazem toda a diferença. Tudo começou em meados dos anos 50. Com aquele que foi oficialmente o primeiro médico a pisar solo candango, o carioca Ernesto Silva (1914-2010). E, por ostentar condição tão peculiar – ou seja, a de ser um dos exploradores da região – até o final de seus 95 anos de vida, ele seria lembrado pela alcunha de o “pioneiro do antes”. Cabe o registro de que Dr. Ernesto, também militar, de fato só iria arregaçar as mangas em prol da saúde no DF em meados dos anos 50, quando assumiu uma das diretorias da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Homem de confiança de JK, fora encarregado pelo presidente de implantar as diretrizes não apenas da saúde na cidade surgida do nada, no meio do Cerrado, mas também do plano educacional. [Olho texto=”“Como Brasília era realmente um famoso terreno de obras, os acidentes de trabalho começavam a surgir diária e assustadoramente”” assinatura=”Edson Porto, pioneiro do setor de saúde pública no DF, sobre o HJKO” esquerda_direita_centro=”direita”] “Assumi o cargo por mérito, sem indicação política, já que Juscelino sabia que eu conhecia bem a região”, lembraria anos depois. Nascida sob a égide da modernidade, o Plano de Saúde do DF, assim como outros elementos sociais indispensáveis para o funcionamento de uma cidade, era para ter sido essencialmente “uma obra original, isenta de erros e vícios, adaptada à rápida transformação por que passa o mundo”, como Ernesto Silva escreveu no livro História de Brasília – Um sonho, uma esperança, uma realidade. Modernismo “assustador” Gaúcho de Pelotas que chegou a Brasília no final dos anos 60 para fazer parte do quadro do Hospital de Base – na época chamado de Hospital Distrital –, o médico aposentado Cláudio Luiz Viegas, hoje com 74 anos, recorda que o conceito modernista da então nova capital do país assustou um bocado de gente. Para ele, a cidade estava muito à frente de muitos governantes que a tiveram sob comando, bem como dos profissionais que chegaram à nova cidade para trabalhar em diversos segmentos. “Muitos não estavam preparados”, avalia o profissional da saúde, que chegou aos 24 anos à capital federal. Ele atuou primeiro como clínico geral e, depois, passou a se dedicar à pneumologia. Os primeiros postos e atendimentos Assim como quase tudo no começo de Brasília, a saúde no DF teve início com um empurrão da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a partir da criação de um departamento que prestou relevantes serviços à coletividade. Resumia-se a um mero barraco de madeira construído no acampamento da empresa, o que viria a ser o primeiro núcleo hospitalar do Planalto Central. “Hospital Distrital”: o Base em seus primórdios | Foto: Arquivo Público Em tempos de coronavírus, o Departamento de Saúde da Novacap, sob direção do Dr. Jairo de Almeida, ainda nos primórdios da cidade prestou inúmeros serviços de natureza preventiva junto à jovem população que se formava. A partir de um convênio firmado com o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Endemias Rurais (DNERu), manteve em sua sede um intenso serviço de vacinação contra variólica, paralisia infantil e combate a viroses como sarampo, caxumba e rubéola. E não apenas isso. Um ambulatório oferecia medicamentos de urgência, aplicação de injeções e até pequenas cirurgias. No acampamento do Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Industriários (Iapi), localizado entre a Candangolândia e a então Cidade Livre (hoje, Núcleo Bandeirante), seria montado também em madeira outro posto pioneiro de saúde que atendia os trabalhadores em peso. “Havia um só médico, recém-formado, mas dedicado e prestativo”, lembraria Ernesto Silva em suas memórias. Era o jovem médico mineiro Edson Porto, mineiro de Araguari, que acabara de chegar de Goiânia, aos 26 anos. “Brasília foi uma necessidade de sobrevivência, força de contingência, não pelo fato de acreditar na cidade”, admitiria o médico ao Programa de História Oral do Arquivo Público, gravado em fevereiro de 1989. “Como todo médico, ou qualquer iniciante de uma carreira, eu tinha ambição de me projetar, de me realizar dentro daquela atividade. Como não havia a possibilidade de trabalhar em Goiânia naqueles primeiros anos, me ofereci para dar assistência em Brasília”, confessaria. O Hospital Juscelino Kubistchek de Oliveira, primeira grande estrutura de saúde do DF, na década de 1950 | Foto: Arquivo Público E foi bem ali, no acampamento do Iapi, que em julho de 1957 seria inaugurado o Hospital Juscelino Kubistchek de Oliveira (HJKO), a primeira unidade hospitalar robusta do gênero na cidade, que prestaria inestimáveis “serviços durante a construção da cidade”, como o próprio Ernesto Silva recordaria. Visitado pouco antes de sua inauguração pelo presidente de Portugal, Craveiro Lopes, o hospital prestava assistência médica, cirúrgica e odontológica a particulares, servidores e operários que precisavam fazer o exame médico para a admissão ao serviço. “Nenhuma empresa podia dar emprego sem a apresentação da Carteira de Saúde”, registra Ernesto, também em suas memórias. Convergência médica Estrategicamente localizado no DF, o HJKO cuidava dos milhares de candangos que chegavam à cidade todos os dias para trabalhar nas obras da nova capital. Em 1968, com a inauguração do Hospital Distrital (atual Hospital de Base), o espaço viraria um posto de saúde. Em 1974, o antigo hospital de madeira parou de funcionar. “O hospital HJKO foi feito realmente como um projeto interessante, na linha hospital de campanha, com 40 leitos, funcionando as quatro clínicas básicas: médica, cirúrgica, pediatria e gineco-obstetríca”, conta o pioneiro Edson Porto no depoimento ao ArPDF. “Como Brasília era realmente um famoso terreno de obra, os acidentes de trabalho começavam a surgir diariamente e assustadoramente. Foi então que, quando inaugurado o hospital, foi providenciado imediatamente a instalação de um serviço de ortopedia para atendimento nesses casos”, relata. Vale destacar o que todos os pioneiros da área de saúde gostam de frisar: o extraordinário serviço prestado pelo Hospital Volante das Pioneiras Sociais, entregue à população em 26 de outubro de 1957. “Sua atuação foi muito valiosa quando, em 7 de junho de 1958, a Novacap iniciou o assentamento em Taguatinga da enorme população que se havia instalado ao longo da estrada Brasília-Anápolis, junto ao Núcleo Bandeirante”, reconhece Ernesto Silva. “Até que se inaugurasse o Hospital São Vicente de Paulo, em 1959, o Hospital Volante das Pioneiras resolvia todos os casos simples naquela cidade-satélite”, acrescenta. O hospital-base Inaugurado em 12 de setembro de 1960, quando se comemora o nascimento de JK, o Hospital de Base (na origem chamado de Hospital Distrital, vale lembrar) surgiu para ser, como o próprio nome entrega, a base de todo o “Plano Médico-Hospitalar” do DF, atendendo os habitantes do Plano Piloto. Dotado de equipamentos de ponta e todas as especialidades, fazia parte de um moderno e avançado modelo de instituição idealizado pelo médico Bandeira de Mello, um funcionário do Ministério da Saúde contratado pela Novacap àquela época. O sistema de atendimento médico previa ainda a construção de outros onze hospitais gerais e seis instituições rurais espalhados pela cidade e suas satélites, hoje denominadas de regiões administrativas do Entorno. “Era um sistema bem organizado e centralizado, com ramificações para todos os hospitais, mas que ficou prejudicado, de certa forma, pelo inchaço da cidade, dez anos depois de sua inauguração – o que aconteceu, com a determinação definitiva da vinda das embaixadas e de todos os ministérios nos anos 70”, lamenta o médico aposentado Claudio Luiz Viegas, autor do livro Fragmentos – Cinquenta anos de residência médica no Hospital de Base. Hospital de Base em seus primeiros dias, na década de 1960 | Foto: Arquivo Público Referência na região central do país, com mais de 600 mil atendimentos anuais no pronto-socorro e no ambulatório, o Hospital de Base marcou e norteou toda uma geração de profissionais da saúde que vieram de várias partes do Brasil tentar a sorte no Cerrado. Foi o que aconteceu com o paulista de origem árabe Hélcio Luiz Miziara, o primeiro patologista de Brasília e um dos primeiros médicos legistas do DF. “Assinei contrato com a FHDF [Fundação Hospitalar do Distrito Federal] em janeiro de 1961, depois de ser escolhido entre três candidatos de alto nível”, conta o pioneiro, que está prestes a completar 86 anos. “O Hospital de Base contava com um staff de alta qualidade, onde trabalhavam profissionais de alta qualidade, com passagem pelos Estados Unidos e Europa. O Hospital de Base era onde todo mundo queria ficar”, recorda o médico, ele próprio aluno residente em Anatomia Patológica no Hospital Mercy, em Pittsburgh (Pennsylvania, EUA). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Muito de sua experiência de mais de 40 anos como profissional de relevante unidade hospitalar do DF está relatado, agora, no livro Hospital que nós amamos – Hospital Distrital, que acaba de concluir. Ele pretende lançar a obra após o surto de pandemia que assola o DF e todo o país. São histórias de exemplo e passagens curiosas, como o período em que trabalhou na formação técnica de auxiliares de saúde do hospital – entre eles um jovem tímido que explodiria nacionalmente, anos depois, chamado Ney Matogrosso. “Eu estava lá quando o presidente Tancredo Neves foi hospitalizado… São muitas histórias que narro como forma de agradecimento à cidade”, arremata.
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Convênio entre FAP-DF e Finatec fortalecerá ações contra a Covid-19
Secretaria de Saúde ressalta que será reforçada a capacidade de diagnóstico do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), com investimentos da ordem de R$ 5 milhões | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação Com a finalidade de apoiar a execução e o desenvolvimento de projetos e ações de pesquisa, inovação e extensão destinadas ao combate à Covid–19, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) firmaram um convênio em que a Secretaria de Saúde do Distrito Federal será beneficiada diretamente. A Secretaria de Saúde ressalta que será reforçada a capacidade de diagnóstico do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF), com investimentos da ordem de R$ 5 milhões. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo o secretário de Saúde, Francisco Araújo, o convênio “é um passo importante para superação de uma das grandes dificuldades que todo o Brasil enfrenta, ou seja, o de realizar testagens do coronavírus, a partir da aquisição de materiais e insumos”. A FAP-DF oferecerá recursos orçamentários e/ou financeiros no valor de R$ 30 milhões. O montante será repassado à Finatec de acordo com cronograma de desembolso contido no plano de trabalho. “Nosso maior objetivo, sempre destacado pelo governador Ibaneis Rocha, é aplicar nossos recursos para o enfrentamento das grandes demandas do DF e agora, não poderia ser diferente, já que o enfrentamento da pandemia de Covid-19 é um desafio não apenas aqui, mas em todo o mundo”, afirma o diretor-presidente da FAP-DF, Alessandro França Dantas. De acordo com ele, a atuação articulada entre governo, universidade e setor produtivo, especialmente em momentos difíceis, é uma valiosa estratégia para conseguir fortalecer a capacidade de ação baseada em ciência, tecnologia e inovação. Atuação Para atingir o objetivo geral, o convênio abrange três eixos principais de atuação. O primeiro deles é o apoio a projetos selecionados no âmbito da chamada de propostas de projetos e ações de pesquisa, inovação e extensão para o combate à Covid-19, medida publicada pela Universidade de Brasília (UnB) em 25 de março. O segundo eixo é o apoio a projetos voltados para a solução de demandas da Secretaria de Saúde relacionados ao combate à Covid-19. O terceiro eixo é o fomento ao setor produtivo (startups, micro e pequenas empresas) que tenha por objetivo o desenvolvimento de ações e projetos de inovação tecnológica e produtos que se enquadrem no combate à Covid-19 e às consequências da pandemia. Benefícios Dentro desses eixos, diversos projetos serão desenvolvidos. O primeiro deles, feito em parceria direta com a Secretaria de Saúde, é para o fortalecimento da capacidade de diagnóstico do Lacen-DF, para o qual a previsão orçamentária é de R$ 5 milhões. Nesse sentido, o Instituto de Ciências Biológicas da UnB (ICB/UnB) já disponibilizou máquinas de PCR (termocicladores) com o objetivo de colaborar com o aprimoramento da infraestrutura do Lacen-DF. No contexto de pandemia – em que são essenciais a infraestrutura e os materiais de diagnóstico de pessoas infectadas e o impacto positivo que esse procedimento tem na saúde pública – a Finatec propõe a aquisição de 15 mil kits, reagentes para diagnóstico da infecção pelo novo coronavírus; aquisição de 10 mil kits reagentes (teste rápido) e demais insumos para diagnóstico da infecção; e aquisição de máquinas de PCR (termocicladores) para detecção de coronavírus. Eixo de atuação envolve projeto de pesquisa no âmbito da Universidade de Brasília | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação “Tudo isso se trata de uma ação inicial prevista pelo convênio. Outras ações poderão ser contempladas por meio do mesmo convênio ou com outras instituições, tais como Fiocruz e agências da Organização das Nações Unidas”, explica o chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Projetos da Finatec, Carlos Humberto Spézia. Segundo Spézia, a importância em se testar de forma maciça a população do Distrito Federal para o novo coronavírus, e não apenas os casos graves, tem respaldo na experiência internacional, já que países como Coreia do Sul, Taiwan e Japão conseguiram, até o presente momento, achatar a curva de transmissão com baixíssimas taxas de mortalidade. Isso se deve ao fato de que as nações intensificaram a testagem em massa e o distanciamento pessoal. “Se identificado um maior número de pessoas infectadas, em especial, as assintomáticas, pode-se isolar essa pessoa de modo a impedi-la de transmitir o vírus para outros – achatando, assim, a curva [de transmissão]. Menos pessoas infectadas no mesmo período de tempo significa menos pressão sobre os sistemas público e privado de saúde, reduzindo gasto e desgastes a longo prazo”, defende. Demandas Também constam entre os objetivos que constam no Documento de Oficialização de Demanda da FAP-DF: Monitorar a saúde dos profissionais de saúde e da segurança pública; Ampliar a capacidade geral da SESDF em atendimento da população do DF e a realização de diagnóstico da infecção causada pelo Covid-19; Desenvolver tecnologias digitais para o diagnóstico, o tratamento e a prevenção da infecção causada pela Covid-19; Preparar força de trabalho para atuar no ambiente de saúde digital; Fomentar a rede cooperativa de ciência e tecnologia da cadeia de inovação digital do DF para o desenvolvimento de pesquisas tecnológicas de enfrentamento de doenças infectocontagiosas; Desenvolver atividades de comunicação, publicação e pesquisas para ampliar o grau de informação e bem-estar da comunidade do DF. Publicação O Convênio nº 3/2020, firmado entre a FAP-DF e a Finatec, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (02). O processo nº 00193-00000381/2020-22 foi assinado em 31 de março de 2020. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Base passa por desinfecção feita pelo Exército
Dez militares do 16º Batalhão Logístico do Exército Brasileiro se envolveram na força-tarefa de limpeza | Fotos: Davidyson Damasceno / Iges-DF Em uma atuação conjunta com o Exército Brasileiro, o Hospital de Base passou por uma desinfecção da área externa e interna de grande circulação do Pronto Socorro para prevenir possíveis contágios por Covid-19, já que a unidade está recebendo pacientes com o diagnóstico da doença. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A ação, promovida na manhã desta terça-feira (31), durou aproximadamente um hora. Ao todo, 10 militares do 16º Batalhão Logístico do Exército Brasileiro promoveram a atividade e, além disso, ensinaram equipes do Hospital de Base a como fazer desinfecções do tipo. “Esse trabalho é fundamental e extremamente necessário para ajudar a mitigar possíveis contágios da Covid-19. Ressaltamos que o Hospital de Base já estava tomando providências diárias para reforçar a segurança dos profissionais, pacientes e acompanhantes”, disse o superintendente de Apoio Operacional do Hospital de Base, Mauro Faturetto. Ele acrescenta que, além da limpeza feita mais frequentemente e da capacitação das equipes, a segurança da unidade está monitorando o trânsito de pessoas para que não transitem em locais desnecessários ou proibidos. O oficial de Comunicação Social do Comando Conjunto Planalto, coronel Boa Ventura, ressaltou que o propósito da desinfecção é apoiar os órgãos de saúde. “A atuação integrada visa a atuar em proveito da população, permitindo a preservação da saúde pública. Queremos evitar a disseminação do coronavírus”, ressaltou o militar, ao informar que o produto empregado na desinfecção tem como base o cloro. O coronel lembrou ainda que a força-tarefa dá continuidade à atividade de desinfecção já realizada na Rodoviária do Plano Piloto, na Estação Central do Metrô e no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). * Com informações do Iges-DF
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Coronavírus: Iges-DF abre nova contratação emergencial de profissionais
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) abriu nova contratação de pessoal, em caráter temporário e emergencial devido à pandemia do novo Coronavírus. A seleção é para os cargos de médico intensivista, farmacêutico, analista de laboratório clínico, técnico em farmácia, técnico de laboratório, técnico em nutrição, nutricionista e técnico de enfermagem (UTI). Os salários variam de R$ 2.050,95 a R$11.942,00. A carga horário é de 20 horas semanais para médicos e 36 horas para farmacêutico, técnico em farmácia, analista de laboratório, técnico de laboratório e técnico em enfermagem. Para técnico em nutrição e nutricionista, são 40 horas semanais.Os profissionais atuarão de forma temporária, por seis meses. A contratação emergencial selecionará os profissionais com base em análise curricular para atender as demandas de urgência e emergência da população na rede de saúde pública do Distrito Federal no combate ao novo coronavírus. O encaminhamento de currículos deverá ser feito pelo o e-mail: selecao@igesdf.org.br Confira a matéria completa e os detalhes de cada cargo em: http://igesdf.org.br/noticia/coronavirus-igesdf-abre-nova-contratacao-emergencial-de-profissionais/. * Com informações do Iges-DF
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Medo do coronavírus provoca queda na doação de leite materno
Com a situação de pandemia de coronavírus, a coleta domiciliar de leite materno sofreu uma queda de 35%. A situação é preocupante, pois muitos recém-nascidos internados na rede pública de saúde precisam desse alimento para sobreviver. “As mães estão com medo e não querem profissionais de saúde em suas casas. Entretanto, estamos cumprindo todo o rigor na coleta, tanto as recomendações das legislações de Banco de Leite Humano quanto todos os planos de contingências realizadas pelo GDF”, esclarece a coordenadora dos Bancos de Leite Humano do DF, Miriam Santos. Ela faz um apelo para que as mães continuem doando leite materno e tomando os mesmos cuidados com a higiene durante a coleta. “Lembrando sempre de proteger as vias respiratórias e de lavar muito bem as mãos”, complementa. Miriam destaca que a mulher não precisa sair de casa para entregar o leite. “Basta entrar em contato que vamos buscar”, diz. Orientações e esclarecimentos sobre a amamentação e doação de leite materno estão sendo oferecidas por telefone, por mensagem de whatsapp, e-mail e até mesmo por vídeo chamada. Dengue Outro serviço que está sendo prejudicado devido à pandemia de coronavírus é a visita dos agentes de saúde para inspeção da dengue. “Muita gente não está querendo deixar os agentes entrar, mas pedimos que não façam isso, pois este trabalho é muito importante e estamos tomando todos os cuidados necessários relacionados ao coronavírus”, diz o diretor de Vigilância Ambiental, Edgar Rodrigues. Ele esclarece que os agentes estão usando máscaras e o acesso aos imóveis tem sido apenas nas áreas externas e não dentro das casas. “Neste sentido, pedimos a colaboração dos moradores, que aproveitem o fato de estarem em casa e façam essa vistoria dentro de seus imóveis, removendo os depósitos que acumulam água”, destaca. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Profissionais de saúde recebem rosas em agradecimento por serviços prestados
População reconhece comprometimento dos heróis do serviço público em tempos de crise | Foto: Divulgação Profissionais de saúde foram surpreendidos, nesta quarta-feira (25), com a entrega de rosas e demais demonstrações de carinho. O gesto é a forma que a população encontrou para agradecer pelos serviços destes servidores públicos. Equipes se emocionaram e demonstraram gratidão com as homenagens. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na Unidade Básica de Saúde 1 de Águas Claras, a equipe da Sala de Vacinação vem recebendo o carinho da população. São bilhetes, rosas e palavras de agradecimento aos serviços prestados durante a campanha de vacinação, e dos cuidados preventivos contra o coronavírus, causador da doença Covid-19. “Os profissionais de saúde se sentem acolhidos e agradecidos pela manifestação de apreço frente ao trabalho que a equipe vem desenvolvendo. Gratidão ao reconhecimento é a palavra”, destaca a gerente de Serviços da Atenção Primária de Saúde de Águas Claras, Núbia dos Passos. A equipe que vem atuando na tenda da dengue, instalada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), também foi surpreendida com a homenagem de uma floricultura de Águas Claras. A intenção da comunidade é agradecer aos trabalhadores da saúde que fazem a diferença. Bilhetes carinhosos reforçaram a intenção das flores para os profissionais de saúde | Foto: Divulgação “Foi muito bonito, fiquei emocionada. Foi um presente muito lindo, em meio a tanta preocupação. Foi uma bênção”, pontua a técnica de Enfermagem do HRT Ana Carolina Alves. Enquanto a população tenta cumprir a quarentena e o isolamento social, diante da ameaça do novo coronavírus, profissionais de saúde continuam trabalhando para cumprir a missão de salvar vidas. Com o mesmo propósito, o GDF mantém as medidas de restrição na atividade comercial e à circulação de cidadãos em determinados espaços públicos, enquanto multiplica ações de combate à nova doença, que já vitimou milhares de pessoas em todo o mundo. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Vacinação contra influenza começa nesta segunda-feira (23), com novas regras
Por conta da pandemia do coronavírus no Brasil, a Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza foi antecipada em 30 dias e ocorrerá no período de 23 de março a 22 de maio. A Secretaria de Saúde disponibilizará 128 postos de vacinação e o primeiro grupo a receber as doses será o dos idosos. Outras novidades foram adotadas em função do coronavírus. Este ano a vacinação poderá ocorrer em forma de drive-thru, ou seja, em locais com estacionamentos maiores em que o idoso possa ir de carro, e receber a vacina no próprio automóvel. Além disso, para evitar aglomerações, nesta primeira semana, que é exclusiva para os idosos, a imunização será aplicada em ordem alfabética. Pessoas acamadas/institucionalizadas com mais de 60 anos de idade podem agendar o recebimento da vacina em domicílio, a partir de 23 de março, pelo telefone 160. “Os idosos vão receber suas vacinas por ordem alfabética, e o objetivo é evitar as grandes filas que se formam no início das campanhas. Por isso, pedimos que respeitem o cronograma, mas caso algum idoso se confunda no dia, será vacinado também. O objetivo da gente é proteger ao máximo nossos idosos, que é o grupo mais vulnerável ao coronavírus. Por isso, o atendimento das salas de vacina será das 8h às 22h”, explicou o secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, durante coletiva de imprensa online realizada neste sábado (21). A campanha de vacinação no Distrito Federal vai contar com a parceria da Secretaria de Educação e das administrações regionais. O chefe da Casa Civil, Valdetário Monteiro, destacou a importância de unir forças para combater a Covid-19. “Estamos trabalhando unidos para fazer o melhor ao combate a essa pandemia. Não devemos nos aglomerar de forma alguma, por isso teremos tantos postos de vacinação, em escolas, administrações, etc”, explica. Doses O DF já recebeu 60.800 doses de vacinas. O restante será enviado pelo Ministério da Saúde, em um cronograma com 14 entregas semanais. A estimativa é que cheguem 1.015.600 doses. No Distrito Federal, o público-alvo é de 912.914 pessoas. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos elegíveis para a vacinação. Neste ano, o Ministério da Saúde decidiu ampliar a abrangência da vacinação no público adulto, incluindo adultos de 55 a 59 anos e as pessoas com deficiência, para aumentar o acesso à vacinação de grupos mais vulneráveis. O secretário-adjunto de Assistência, Ricardo Tavares, ressalta a importância de toda a população se unir para vencer o Covid-19. “Só venceremos essa pandemia sem se aglomerar. Pedimos que a população siga as instruções de ficar em casa, vacinar os grupos de risco e se proteger dentro de casa”, avalia. Dia 9 de maio será o dia “D” de mobilização nacional, mas o objetivo é que a maioria dos grupos prioritários já tenha se vacinado e evite aglomerações. Grupos prioritários Devem ser vacinadas pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças na faixa etária de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medida socioeducativa, população privada de liberdade e servidores do sistema prisional, forças de segurança e salvamento, adultos de 55 a 59 anos e pessoas com deficiência. O diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), Sérgio Luiz da Costa, destaca a importância de os grupos de riscos tomarem a dose contra a influenza. “É de fundamental importância as ações que já foram adotadas na perspectiva da redução dos danos relacionados à transmissão ao Covid-19, mais conhecido como coronavírus. O Instituto vem nesse processo de continuidade adotando as respostas nas frentes de capacidade de resposta, com esforços dentro de critérios científicos, dentro de um plano de contingência, em seus níveis de ativação”, afirma. Sérgio ressalta que o grupo executivo é o grupo gestor e que todos estão preparados para dar as respostas que são necessárias. É um processo de continuidade e integrado aos outros serviços de saúde. O sanitarista Eduardo Hage, da Secretaria de Saúde, ressalta a importância de fazer um chamamento para toda a população, principalmente os grupos alvos da campanha. “É uma vacina que protege contra três tipos de vírus Influenza e que são vírus que impactam de forma importante na saúde da população, pois em alguns casos de agravamento, podem levar a um quadro respiratório semelhante ao do coronavírus. Queremos reduzir especialmente o quadro de doenças graves respiratórias com essa vacina, esse é o objetivo da campanha”, explica. De acordo com Hage, a vacina contra Influenza existe desde o ano 2000 e é uma vacina segura, produzida por laboratório nacional. Além disso, todos devem ficar atentos e confiantes com relação ao seu grau de proteção. Contraindicações A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses prévias da vacina, bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Contudo, na maioria dos casos, as vacinas contra influenza têm um perfil de segurança excelente e são bem toleradas. Óbitos No ano passado, ocorreram 22 óbitos por influenza, sendo 17 por influenza A (H1N1), 3 por influenza B e 2 por influenza A não subtipada. Desses, 16 apresentaram um ou mais fatores de risco para complicação. Além disso, quatro não fizeram uso de antiviral. Cronograma 23 de março a 22 de maio: pessoas com mais de 60 anos e trabalhadores da saúde. 16 de abril a 22 de maio: professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas. 9 a 22 de maio: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adultos de 55 a 59 anos de idade e pessoas com deficiência. Nesta primeira semana, a vacinação será exclusiva para os idosos, distribuídos por ordem alfabética nas datas de 23 a 27 deste mês, e cujo primeiro nome do registro civil (CNH, RG, Certidão de Nascimento, etc ) esteja disposto da seguinte forma: 23/3 – Idosos de nome iniciado com as letras A, B, C, D e E; 24/3 – Idosos de nome iniciado com as letras F, G, H, I e J; 25/3 – Idosos de nome iniciado com as letras K, L, M, N e O; 26/3 – Idosos de nome iniciado com as letras P, Q, R, S, e T; 27/3 – Idosos de nome iniciado com as letras U, V, W, X, Y e Z. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Coronavírus: portaria regulamenta teletrabalho temporário
A Casa Civil do Distrito Federal regulamentou o teletrabalho temporário no serviço público da capital. As orientações das medidas que devem ser adotadas pelos órgãos e entidades foram publicadas em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF), na noite desta quinta-feira (19). A medida foi adotada para prevenir o contágio do novo coronavírus, considerando a classificação de pandemia, e engloba funcionários que fazem parte do grupo de risco e que conseguem trabalhar em casa. A Portaria nº 17, de 19 de março de 2020, regulamenta o Decreto nº 40.526, publicado dois dias antes. Conforme o texto, só pode aderir ao teletrabalho em caráter excepcional aqueles que têm infraestrutura tecnológica e de comunicação adequada para manter as atividades fora do ambiente de trabalho. O uso dos equipamentos próprios não serão custeados pelo Executivo. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] As atividades desenvolvidas de casa serão monitoradas pela chefia imediata e não serão consideradas, para efeito de remuneração extra ou qualquer outro, como horas excedentes de trabalho. O texto ainda estabelece que o servidor precisa permanecer acessível e disponível, mantendo contatos atualizados e ativos para garantir comunicação imediata com o órgão nos dias de expediente. Quando solicitado, o servidor em regime de teletrabalho deve comparecer à repartição. Se necessário, a retirada de documentos e processos físicos depende de autorização, e terá todo o procedimento devidamente registrado. Em caso de descumprimento das regras determinadas, a pessoa poderá responder a processo administrativo disciplinar para apuração de responsabilidade. Quem tem direito O decreto que instituiu o teletrabalho em caráter excepcional e temporário definiu os critérios para executar as funções de casa enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública, de importância internacional decorrente do coronavírus. O texto engloba servidores efetivos e comissionados, empregados públicos e contratados com sintomas da Covid-19 ou que tenham retornado de viagem internacional recente, além de idosos acima de 60 anos, imunossuprimidos e gestantes. Também estão incluídos aqueles que estão em convívio com familiar diagnosticado com a doença. Para não comprometer a prestação de serviços essenciais à população, servidores dos setores da saúde e segurança pública não serão incluídos no regime de teletrabalho. Além disso, deverão seguir as orientações das secretarias competentes. Uma das primeiras medidas publicadas já autorizava trabalho remoro para quem apresentasse sintomas de gripe.
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Tendas do Iges-DF já atenderam seis mil pacientes
Desde fevereiro quando foram instaladas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), as tendas para atendimento de casos de dengue já receberam 5.686 pacientes – destes, 2.499 casos da doença foram confirmados. As estruturas montadas pelo Instituto de Saúde (Iges-DF) contemplam as regiões de Ceilândia, Sobradinho, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Samambaia, São Sebastião e Santa Maria. Até o momento, a tenda em que houve o maior número de casos confirmados foi a de Ceilândia com 998. Em seguida está a de Sobradinho, com 330 confirmações. No total, as tendas das UPAs atenderam 5.287 pessoas, com 2.347 confirmações. No Hospital Regional de Santa Maria, onde a tenda está em funcionamento desde o dia 10 de março, o número de casos confirmados até esta terça-feira foi de 152, com 399 pacientes atendidos. Segundo o vice-presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, as tendas têm dado um apoio substancial no atendimento da população. “Com a instalação das estruturas, conseguimos deslocar o atendimento desses casos específicos para poder continuar recebendo normalmente os pacientes com indicação para as UPAs”, diz ele. “Diante desse momento de pandemia do novo coronavírus, comprovamos o quanto o Iges-DF tem trabalhado de forma proativa para que o fluxo de atendimentos se dê da forma mais adequada possível”, destaca. Atendimento Cada uma das tendas conta com uma estrutura de 50 metros quadrados onde há sala de triagem, consultório médico, cadeiras para hidratação venosa e sistema de ar condicionado. Nos locais, é possível fazer o diagnóstico clínico, teste rápido e teste laboratorial. As instalações contam com equipe de médicos, técnicos em enfermagem, enfermeiros, técnicos em laboratório, analistas de laboratório, auxiliares de atendimento e auxiliares de serviços gerais para fazer a limpeza. O funcionamento é das 7h às 19h, todos os dias e, se necessário, o horário pode ser estendido para 24h por dia. * Com informações do Iges-DF
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Parceria reforça fiscalização contra excessos em tempos de coronavírus
As secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus) e de Economia firmaram parceria para ampliar e fortalecer as ações de fiscalização, em farmácias e estabelecimentos comerciais varejistas, a fim de evitar preços abusivos e falta de produtos que contêm o avanço do coronavírus (Covid-19), como álcool gel e máscaras. A portaria foi assinada nesta quinta-feira (19), em cerimônia no Palácio do Buriti. Com a parceria, os fiscais do Procon e da Receita do Distrito Federal passam a atuar conjuntamente a partir de agora. Para dar início às ações, uma equipe de dez pessoas dos dois órgãos saiu às ruas na manhã desta quinta-feira, sob orientação do Procon, que fez o mapeamento dos locais a serem visitados a partir de denúncias. A ação fiscalizará estabelecimentos comerciais de várias regiões administrativas do DF. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direito”] A secretária da Sejus, Marcela Passamani, primeiramente agradeceu a cada um dos envolvidos na ação e à parceria “tão necessária neste momento de crise”. Ao lado do secretário de Economia, André Clemente, ela reforçou a importância da ação lembrando que “a união faz a força e juntos faremos a diferença”. O secretário André Clemente disse que o Estado tem que estar presente neste momento de crise mundial grave. Ele informou que a área de inteligência de sua pasta atua para mapear locais que estão dificultando o acesso dos produtos à população, e também elogiou a parceria. “Nosso objetivo é garantir a oferta de produtos a preços justos.” Já o diretor do Procon, Marcelo Nascimento, relatou que as equipes têm sido aplaudidas em suas ações em defesa da comunidade e contra os preços abusivos. Ele informou que 266 farmácias já foram notificadas e terão que apresentar notas fiscais de compra e venda de álcool gel e máscaras, para checagem de eventuais irregularidades. Com a adesão da equipe da Receita Federal, a Sejus terá sua ação reforçada com apoio operacional e logístico. Caberá à equipe da Secretaria da Economia evitar crimes contra a economia popular. Também estiveram presentes à cerimônia representantes da vigilância sanitária que orientaram os presentes sobre a importância da higienização e de permanecer em casa neste momento de crise mundial. * Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Iges-DF reúne técnicos para debater a Covid-19
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) reuniu, nesta quarta-feira (18), um grupo de técnicos, pesquisadores, sanitaristas e infectologistas com o objetivo de analisar o atual cenário do Brasil e do DF com relação ao coronavírus e à pandemia da Covid-19. O encontro foi coordenado pelo diretor de Inovação, Ensino e Pesquisa do Instituto, Everton Macêdo. Recomendações para fluxos de atendimento em unidades de saúde e possibilidade de parcerias em caso de aumento de demanda por testagem diagnóstica também foram temas avaliados na reunião. A convite do Iges participaram o pesquisador e representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Bergman Ribeiro; o sanitarista da Fiocruz Claudio Henrique Maierovitch; o representante da Sociedade Brasileira de Infectologia José Davi Urbaez; a presidente da Sociedade Brasiliense de Infectologia, Heloisa Costa Ravagnani; e o médico infectologista do Hospital de Base Julival Ribeiro. Everton Macêdo destacou que ocorreram avanços na discussão de “possíveis protocolos de pesquisa para busca de tratamento da Covid-19, recomendações para fluxos de atendimento em unidades de saúde e possibilidades de parcerias caso venha a ocorrer um aumento de demanda para testagens diagnósticas”.
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Coronavírus: como é o monitoramento das ações de combate
É de um ambiente no primeiro andar do Palácio do Buriti, equipado com três conjuntos de monitores que transmitem informações em tempo real, onde o Governo do Distrito Federal monitora todas as ações de combate ao coronavírus. O lugar fica posicionado estrategicamente ao lado do gabinete do governador Ibaneis Rocha. A localização geográfica facilita ao chefe do Poder Executivo, entre uma reunião e outro compromisso, ter a noção exata da real situação. Os monitores informam números de contágios da pandemia no mundo, no Brasil e no Distrito Federal. Por exemplo: às 16h desta quarta-feira (18), o total de casos confirmados era de 34, oito a mais que na última contagem. Foto: Renato Alves/Agência Brasília O painel ainda é capaz de dividir por gênero a quantidade de pessoas infectadas. Naquele momento, havia 19 para homens e 15 para mulheres. No mundo, pelo que mostrava outro painel afixado em uma das paredes da sala, eram contabilizados 211.853 casos naquele instante. A China liderava o ranking, com 81.102, seguida por Itália (35.713) e Irã (17.361). O Brasil não aparecia na primeira página (felizmente!): ou seja, não estava entre os primeiros 17 países mais afetados. Naquele momento, o número de contagiados confirmados era de 291. “Para que tenhamos mais eficácia no combate a uma pandemia como essa é preciso ter o máximo de informações, no menor período de tempo possível”, comenta o governador Ibaneis Rocha. “Este é o trabalho que desenvolvemos aqui, recebendo dados de postos de saúde, hospitais e laboratórios, e formando uma base que nos permite saber quando, como e onde está havendo o contágio”, ressalta ele. O objetivo, segundo o governador, é oferecer uma resposta rápida e eficiente para a sociedade. “Muitas vezes, antecipando medidas que, à primeira vista, possam parecer exageradas, mas que são fundamentais para que a gente mantenha o controle do avanço da doença”, detalha. As decisões tomadas pelo Governo do DF atravessam a rua e chegam a outra sala importante no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) – onde foi montada uma força-tarefa exclusiva para agir no combate ao avanço do coronavírus. Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Capitaneado pelo Grupamento de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, o grupo conta ainda com representantes das secretarias de Saúde e Casa Civil, além da Polícia Rodoviária Federal e das vigilâncias Sanitária e Ambiental. As reuniões são diárias (às vezes, várias) e ocorrem na antiga sala de situação da dengue – que passou a ser chamada de central de operações ou comando de incidente. Lá, também há os mesmos painéis interligados, como no bunker do Palácio do Buriti. A diferença é que há quadros com dados de operações e ações sigilosas da corporação. Informações necessárias para quem está na ponta da batalha. Outro conjunto de telas monitora o Distrito Federal com imagens de câmeras que fornecem informações de onde estão as concentrações de público (iniciativa desaconselhável). “A gente consegue verificar pelas câmeras os pontos estratégicos para atuar”, diz a major Lorena Athaydes, chefe de Informação Pública da Operação. A presença mais notada nesse ambiente é a dos bombeiros. São 16 oficiais e praças escolhidos por sua experiência – como a própria Lorena. Ela mesmo fez cursos de especialização em emergências envolvendo produtos perigosos. “Nesse caso, a gente está trabalhando com agente biológico”, diz. É assim nesse aparato tecnológico e de contingente que são traçadas as estratégias de combate à pandemia no DF. Na terça-feira (17), a equipe de reportagem da Agência Brasília acompanhou a reunião do grupo. Na ponta da mesa, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros do DF, Lisandro Paixão, iniciava os trabalhos com um pedido de empenho de seus comandados. “Precisamos muito neste momento da dedicação dos senhores”, conclamava o oficial. O sacrifício a que Lisandro se referia significava cortar na própria carne. Ele avisava iria cancelar todas as férias dos bombeiros – mesmo aquelas que já haviam começado. Mas, tudo bem: o comandante sabe isso faz parte da carreira profissional da categoria.
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Coronavírus: GDF amplia teletrabalho em secretarias e empresas
O Governo do Distrito Federal (GDF) ampliou a modalidade de teletrabalho para servidores da administração pública. A medida, uma das adotadas pelo Executivo local no combate ao novo coronavírus (Covid-19), atinge os profissionais do Jardim Botânico e das secretarias de Desenvolvimento Social e de Segurança Pública. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) na quarta-feira (18) – em edição extra – e nesta quinta-feira (19). Na terça-feira (17), o governador Ibaneis Rocha editou decreto em que estabelecia, em caráter excepcional e temporário, o teletrabalho para servidores que fazem parte do grupo de risco de contágio, ou seja, idosos com mais de 60 anos, pessoas imunossuprimidas (que nasceram com uma doença imunológica), gestantes e aqueles com familiares sob suspeita ou diagnosticados pela Covid-19. Aos poucos, a medida tem sido ampliada dentro das secretarias e órgãos de governo. Também devem aderir ao chamado home office (na tradução literal, escritório em casa) os funcionários que apresentem sintomas característicos da doença, como tosse seca, dificuldade para respirar, dor de garganta, dor de cabeça e no corpo ou que tenham feito viagem internacional nos últimos 14 dias – ou daqui para frente. As medidas valem tanto para servidores efetivos quanto comissionados. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] No Jardim Botânico a medida vale por 15 dias a partir da publicação do decreto, em edição extra de quarta-feira (18). A Secretaria de Segurança Pública e seus órgãos e entidade vinculados, como o Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil e Polícia Militar, Casa Militar e Detran-DF também vão adotar o teletrabalho para parte dos servidores. Outra medida é a suspensão de viagens internacionais para esses profissionais enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública decorrente da Covid-19. A Emater-DF e o Tribunal de Contas do DF também adotaram o sistema. Mas o teletrabalho não é a única medida tomada pelo GDF de distanciamento social com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas – situação que propicia o contágio de forma célere e, consequentemente, pode levar à sobrecarga dos órgãos de saúde. Também são exemplos os decretos que suspendem atividades educacionais e em academias, que fecham museus e shoppings e determinam o ponto facultativo.
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Vigilância orienta comerciantes da Rodoviária sobre atos de higiene
Fiscais da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) iniciaram nesta quarta-feira (18) uma operação de conscientização e fiscalização na Rodoviária do Plano Piloto. O objetivo da ação é que tanto os comerciantes quanto os usuários das empresas de ônibus se conscientizem quanto às práticas de higiene e ao cumprimento das medidas adotadas pelo GDF para o enfrentamento ao coronavírus. Nos próximos 20 dias, os estabelecimentos comerciais receberão a visita dos fiscais que entregarão panfletos, orientarão quanto às medidas preventivas e, caso seja identificado algum descumprimento grave das regulamentações de Boas Práticas, serão autuados. Foi o caso de uma lanchonete da plataforma inferior que precisou ser notificada. “Nós vamos vistoriar os quiosques e restaurantes verificando o cumprimento do Decreto do GDF como o afastamento das mesas nos restaurantes de no mínimo dois metros, se tem sabonete líquido, papel toalha e lixeira com tampo em número suficiente”, explica a gerente de Apoio à Fiscalização, Márcia Olivé. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Ela diz que será também observada a área de manipulação de alimentos, que exige um lavatório com sabonete líquido e papel toalha. “O profissional que manipula os alimentos não pode usar adereços e ter unhas grandes, por exemplo”, explicou. Milhares de pessoas passam pela Rodoviária do Plano Piloto por dia. O governo do Distrito Federal quer sensibilizar a população da necessidade de mudança de hábitos. “Lavar as mãos corretamente com água e sabão, não levar a mão à boca ao tossir e, principalmente, evitar aglomerações. Essas são as regras básicas nesse momento que todos devemos tomar para prevenir o contágio com o vírus”, destacou a gerente de Risco da Divisa, Fabiana Rodrigues. Foto: Geovana Albuquerque/Saúde-DF As atividades de inspeção se estenderão também nos comércios de todas as Regiões Administrativas. O Decreto do GDF determina o fechamento de alguns estabelecimentos, como academias, cinemas e teatros. No entanto, a Divisa tem recebido denúncias de locais que não estão cumprindo a ordem. “Nós vamos fiscalizar, orientar e dar o prazo de 24h para que as atividades sejam encerradas. Tem academias em que os profissionais de educação física estão fazendo as atividades com os alunos em lugares abertos, como parques, mas a aglomeração está ocorrendo do mesmo jeito, não estão observando as medidas de higiene. A orientação é que não se faça isso. É preciso evitar a aglomeração em qualquer ambiente”, ressaltou Márcia. * Com informações da Secretaria de Saúde-DF
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