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Centro de Radioterapia do HRT será inaugurado nesta quarta-feira (30)

Centro tem recepção, salas de espera, consultórios e banheiros, tudo dentro da Lei de Acessibilidade | Foto: Agência Saúde Os pacientes oncológicos do Distrito Federal que necessitam de tratamento com radioterapia, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), serão beneficiados com uma nova unidade equipada com aparelho de última geração. O Centro de Radioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) será inaugurado nesta quarta-feira (29) e irá atender, inicialmente, 25 pacientes por dia. [Numeralha titulo_grande=”R$ 9,1 milhões” texto=”é o valor total do investimento” esquerda_direita_centro=”centro”] Atualmente esse tipo de atendimento para os pacientes da Secretaria de Saúde era feito no Hospital de Base, que possui dois aparelhos, e no Universitário de Brasília, que tem um, bem como em unidades contratadas. Com a nova unidade em operação será possível acelerar os atendimentos e diminuir o tempo de espera pelo tratamento. Hoje, a fila para primeira consulta em radioterapia está em 134 pacientes. Obra A obra teve início em 8 janeiro de 2019 e foi concluída em abril deste ano. O investimento total do empreendimento foi de R$ 9,1 milhões, dos quais que R$ 3 milhões foram usados na compra do equipamento acelerador linear da empresa norte-americana Varian Medical Systems. Os recursos são provenientes do Ministério da Saúde em parceria com o Governo do Distrito Federal, que forneceu recursos humanos, terreno e conhecimento. Bunker: paredes de concreto de alta densidade vão impedir que a radiação se espalhe | Foto: Agência Saúde O prédio do Centro de Radioterapia ocupa uma área de 860 metros quadrados, ao lado do HRT. A sala onde foi instalado o acelerador linear foi construída com materiais especiais e paredes de concreto de alta densidade, chamada de bunker. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Essa estrutura é necessária para evitar que a radiação se espalhe no ambiente. O centro conta com recepção, salas de espera, consultórios, banheiros e todos os ambientes conforme a Lei de Acessibilidade.   * Com informações da Secretaria de Saúde

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Apoio a quem ajuda o outro

O projeto visa captar servidores que estejam sentindo algum transtorno psicológico, como ansiedade e depressão, para avaliar o grau de gravidade e prestar apoio psicológico. Foto: Divulgação/Agência Brasília Cuidar da saúde de quem cuida dos outros é essencial, ainda mais neste cenário atípico de pandemia, em que algumas situações levam ao desgaste físico, mental e psicológico. Pensando nisso, várias gerências do Hospital da Região Leste (antigo Hospital do Paranoá) uniram-se para criar o projeto Psicólogo Amigo da Saúde, que irá disponibilizar atendimento psicológico aos servidores. O projeto visa captar servidores que estejam sentindo algum transtorno psicológico, como ansiedade e depressão, para avaliar o grau de gravidade e prestar apoio psicológico. O evento de abertura ocorreu nesta terça-feira (29), no Espaço Saúde do HRL, e contou com a presença da superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Beviláqua, que se mostrou feliz com a iniciativa, que é pioneira em um projeto voltado para a saúde mental do servidor. “Este projeto vem ao encontro do cuidado da saúde do servidor, que se estiver com sua saúde em dia consegue trabalhar mais feliz, torna-se mais produtivo, tem mais qualidade de vida e adoece menos, gerando menos absenteísmo (falta de assiduidade no trabalho)”, avalia. ApoioSegundo Raquel, este é um projeto que está começando pelo HRL, mas cujo objetivo é fortalecê-lo e estender esse apoio psicológico para os servidores da atenção primária e, futuramente, em outras Regiões de Saúde, de acordo com a demanda dos profissionais. O projeto foi criado por iniciativa dos servidores do HRL com parceria da coordenação do voluntariado. “No geral, o atendimento será realizado por profissionais já formados e que se dispõem a voluntariar no hospital. Após a triagem de classificação de risco, os servidores atendidos serão encaminhados para atendimento com uma psicóloga da Secretaria de Saúde”, explica Gilson Cosme, coordenador do Voluntariado no HRL. “Se o servidor for classificado com a cor laranja ou vermelha, ele será encaminhado para fazer terapia por um período um pouco mais prolongado e, com isso, entrará na fila da regulação para obter seu tratamento”, informa o técnico de enfermagem e idealizador do projeto, Alberto Sabala. Idealização do projeto A ideia de criar o projeto Psicólogo Amigo da Saúde surgiu com a percepção dos servidores ao verem a angústia e o medo de muitos colegas em ir trabalhar no hospital por conta da pandemia. “Trabalhar na saúde é algo que gera ansiedade e com o medo de pegar a Covid-19 e infectar a família, muitos profissionais precisam de apoio psicológico para continuar trabalhando. Por isso, discutindo esse problema em várias gerências do HRL, decidimos criar o projeto”, explica o idealizador do Psicólogo Amigo da Saúde. Atendimentos De acordo com ele, os primeiros atendimentos começaram na semana passada e já tiveram 26 inscritos, sendo que 19 dos servidores já foram atendidos. Os atendimentos ocorrem de acordo com a agenda das duas psicólogas voluntárias que participam do projeto. Para entrar em contato com os voluntários, os servidores podem utilizar um QR Code criado exclusivamente para o projeto. O diretor do HRL, João Marcos Meneses, diz sentir-se grato com a atitude da equipe e elogia os profissionais por fazerem além de suas funções em prol da saúde de todos os servidores. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Hospital Modular: quase 90% de índice de recuperação

Novo em folha, hospital foi erguido em 33 dias | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Dois meses de muitas vidas salvas. O Hospital Modular de Ceilândia comemora os índices de recuperação desde a inauguração da unidade, em 13 de julho. Destinada ao tratamento exclusivo de pacientes com Covid-19, a unidade admitiu 479 enfermos desde então, dos quais 415 receberam alta e dois vieram a óbito. O índice de recuperação chega a 86,6%, enquanto o de morte está bem abaixo da média distrital, 0,4%. [Olho texto=”“Fiquei sete dias aqui. As condições são excelentes e o tratamento que recebi foi sempre no sentido de melhorar minha autoestima. Foi nota 10”” assinatura=”Geraldo dos Reis, motorista de aplicativo” esquerda_direita_centro=”centro”] Atualmente, 57 pessoas estão internadas no local, recebendo os devidos cuidados dos profissionais de saúde. A unidade modular está anexada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e foi construída em tempo recorde, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) de combater o coronavírus de forma responsável. O hospital de 1.015 metros quadrados foi erguido em 33 dias e logo entrou na rede de atendimento à Covid-19 no DF. Com capacidade para 63 leitos, o hospital recebeu 148 servidores temporários. Foram lotados 18 clínicos gerais, 30 enfermeiros e 100 técnicos de enfermagem. A estrutura – de saltar aos olhos – ainda de dispõe de farmácia, três postos de enfermagem, dois depósitos de materiais, área para lavagem de material, sanitários adaptados e copa para funcionários. Estrutura que surpreende o motorista de aplicativo, Geraldo dos Reis Ferreira, de 63 anos, internado no hospital. “Fiquei sete dias aqui. As condições são excelentes e o tratamento que recebi foi sempre no sentido de melhorar minha autoestima. Foi nota 10”, disse. Geraldo, que tem diabetes e é hipertenso, teve 35% do pulmão comprometido pela doença, mas venceu a batalha na sexta-feira (11). Ele se preparava para receber alta enquanto conversava com a reportagem da Agência Brasília. Supervisora da unidade, Maria Lopes é servidora da Saúde há 30 anos | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Assim como ele, o aposentado Francisco das Chagas Lima, de 75 anos, preparava-se para deixar o hospital na sexta-feira. “Faço hemodiálise e os cuidados aqui sempre foram muito bons. Eles me levam na clínica para fazer a diálise e me acompanham o tempo todo. Aqui é um hospital muito bom e hoje eu sinto que nasci de novo”, relata. Tal retorno dos pacientes enche os olhos de quem está na linha de frente no combate à Covid-19, como o médico Daniel Bonfim. “A gente fica comovido e não deixa de agradecer o carinho dos pacientes. O que temos visto aqui, nas últimas três semanas, é uma queda nos casos mais graves. Isso nos anima, também”, comemora. [Olho texto=”“Trabalhar em um lugar assim traz tranquilidade para seguir nosso trabalho e prestar nossa assistência sem nos expor”” assinatura=”Daniel Bonfim, médico do hospital modular” esquerda_direita_centro=”centro”] Daniel conta que, no início da pandemia, o trabalho foi mais complicado em razão da novidade que o coronavírus representava, além da apreensão gerada pela doença. Ele também relata que ter uma estrutura adequada para trabalhar, como a que o hospital modular oferece, motiva os profissionais. “Trabalhar em um lugar assim traz tranquilidade para seguir nosso trabalho e prestar nossa assistência sem nos expor”, afirma. Ainda segundo o médico, a pandemia trouxe um senso de coletividade entre os profissionais e até de reaproximação com antigos colegas. “Estamos sempre trocando informações, lendo artigos. Até meus grupos com amigos da faculdade voltaram a se movimentar, trocar mensagens”, arremata. Futuro pós-pandemia: unidade modular deve ser transformada em clínica médica | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Esse senso de coletividade também é observado pela supervisora do hospital modular, Maria Lopes. Servidora da Secretaria de Saúde há 30 anos, Maria conta que nunca tinha visto nada parecido na profissão, em um contexto de desafios em série provocados pela Covid-19. “Tem sido um grande aprendizado. As equipes se sincronizaram ainda mais, estão comunicando melhor. Esse hospital é um grande ganho para Ceilândia. Nos organizamos como pudemos para esse momento e tenho visto o empenho de todos, formando uma grande corrente do bem”, destaca. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A expectativa do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para o pós-pandemia é transformar a unidade modular em clínica médica, que é uma grande demanda da população de Ceilândia e região. Com ou sem pandemia, fica o legado da estrutura para a população da cidade e todos os que buscam atendimento por lá. Responsabilidade social A empresa JBS, por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem, doou R$ 11 milhões para o enfrentamento do coronavírus no Distrito Federal, incluindo o valor a construção do hospital modular. Além da nova unidade em Ceilândia, o DF tem recebido da empresa equipamentos de proteção individual (EPIs), itens de higiene e limpeza e cestas básicas para instituições sociais, benefícios que devem impactar mais de 2,5 milhões de pessoas. As doações integram um esforço nacional da JBS de enfrentamento à Covid-19. Ao todo, a empresa pretende doar R$ 400 milhões a 19 unidades da Federação e a mais de 200 cidades.

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Região de Saúde Centro-Sul ganha ambulatório para doenças crônicas

Pacientes da região são beneficiados com centro especializado em doenças crônicas | Foto: Agência Saúde A Região de Saúde Centro-Sul * recebeu o primeiro Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), núcleo especializado em atendimento ambulatorial. A unidade começou a funcionar no Hospital Regional do Guará nesta quarta-feira (9) e amplia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a oferta de serviços especializados para os moradores da região. [Olho texto=”“O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia: cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados”” assinatura=”Flávia Costa, superintendente da Região de Saúde Centro-Sul” esquerda_direita_centro=”centro”] Com atendimento multidisciplinar, o novo ambulatório é destinado para pacientes da Região de Saúde Centro-Sul classificados como de alto e muito alto risco para hipertensão e diabetes. O atendimento aos pacientes com doenças crônicas na região já era oferecido, mas de forma não integrada. “O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia – cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados. No mesmo dia o paciente passa por diferentes especialistas, tendo em vista serem pacientes de alto e muito alto risco”, explica a superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Flávia Costa. Com o atendimento multidisciplinar, o resultado esperado é aumentar a resolutividade regional, de modo a serem reduzidas as ocorrências de infarto, acidente vascular cerebral e amputações. “Há substancial melhora na qualidade de vida de pacientes portadores de doenças crônicas, sem aumentar custos para o sistema de saúde”, analisa a gestora. Atendimentos são agendados pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde | Foto: Agência Saúde A expectativa é de atender cerca de 60 casos novos por mês, com perspectiva de multiplicação desse número por cinco ou seis vezes nos próximos seis meses. Porta de entrada Os pacientes atendidos pelo Cedhic são encaminhados para o ambulatório pelas unidades básicas de saúde (UBSs). São as UBSs que realizam o primeiro atendimento, avaliam cada caso e direcionam aqueles de alto e muito alto risco para as atenções secundária ou especializada. Ao fundo, a superintendente Flávia Costa e o diretor administrativo da Cedhic, Evilásio Sousa Ramos, ao lado da cardiologista Luciane Santoro (de jaleco) e o diretor de Atenção Secundária, Thiago Braga | Foto: Agência Saúde Esse atendimento é feito nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de mais adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada. O novo ambulatório é mais um avanço da Região de Saúde Centro-Sul na proposta de Planificação de Atenção à Saúde, projeto viabilizado pelo Proadi-SUS, do Ministério da Saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O ambulatório O Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca funciona no Hospital Regional do Guará. Trata-se de uma policlínica vinculada à Gerência de Serviços da Atenção Secundária. Os atendimentos serão realizados sob forma de circuito multidisciplinar composto por especialistas em cardiologia – especialmente insuficiência cardíaca e hipertensão arterial –, endocrinologistas, enfermeiras especializadas em cuidados com “pé diabético”, atendimento psicoterapêutico, nutricional, fisioterapêutico e com assistente social.   * Com informações da Secretaria de Saúde. ** A Região de Saúde Centro-Sul é formada pelas seguintes regiões administrativas: Guará, Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo e Riacho Fundo II.

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Respirador de baixo custo vai ampliar atendimento a pacientes com Covid-19

Expectativa é de que 30 unidades fiquem prontas para uso em dois meses | Foto: FAP-DF Criar respiradores mecânicos baratos para ampliar o acesso de pacientes com Covid-19 em leitos de UTI. Esse é o objetivo do projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), instituição vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), e coordenado pelo pesquisador Sanderson César Macêdo Barbalho. O cronograma do projeto é de 120 dias a partir da assinatura do Termo de Outorga e Aceitação (TOA) junto à FAP-DF, o que foi feito no início do mês de junho. Ao final deste período, a expectativa do pesquisador e sua equipe é de ter 30 unidades prontas para uso.Covi [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O projeto recebeu investimento de R$ 1,1 milhão. O valor foi repassado pela Secti/FAP-DF no âmbito do Convênio 03/2020, que conta com orçamento global de R$ 30 milhões para apoiar projetos e ações de pesquisa, inovação e extensão destinadas ao combate à Covid-19. “Nosso objetivo inicial é desenvolver um respirador de baixo custo, mas que atenda às normas de segurança médica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], validar o produto e certificá-lo de acordo com os padrões simplificados da agência para a pandemia, para que possamos entregar um lote-piloto”, explica o coordenador do projeto, que também é professor adjunto do Departamento de Engenharia de Produção (EPR) da Universidade de Brasília (UnB). “Estamos organizados em grupos divididos por área tecnológica – eletrônica e software, mecânica, testes médicos e logística de aquisições e fabricação. Cada grupo se reúne e planeja suas atividades semanalmente. Usamos metodologia ágil baseada em softwares de uso livre para registrar as atividades. Fazemos uma reunião semanal toda sexta-feira para consolidar o avanço do projeto, e assim por diante. Serão 17 semanas de trabalho nesse ritmo para atingir a nossa meta”, acrescenta Sanderson. Ele destaca ainda a importância do fomento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e em Pesquisa Desenvolvimento (P&D) para que projetos como esse saiam do papel e, assim, possam efetivamente ajudar a população do DF, bem como os profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia. “Sem o fomento o projeto não aconteceria. Tivemos contato com investidores de Brasília, os quais infelizmente não se prontificaram em contribuir minimamente com a proposta. E, com recursos próprios, conseguiríamos no máximo fazer um protótipo de bancada, não muito diferente do que encher um balão de festas”, arremata.   * Com informações da FAP-DF

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Febre amarela pode ser prevenida com vacina

O mesmo da dengue: mosquito Aedes aegypti também é o transmissor da febre amarela urbana | Foto: Agência Saúde A febre amarela é uma doença viral que há algum tempo voltou a ser notícia no Brasil e ainda preocupa as autoridades. Em 2017, ocorreu um novo surto da doença no leste de Minas Gerais com diversas mortes. No Distrito Federal, a situação está sob controle e a cobertura vacinal da população tem sido essencial para manter a doença longe da população. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão dá-se pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Há ainda o Aedes albopictus que apresenta ampla valência ecológica, adaptando-se aos ambientes rurais, periurbanos e urbanos. Essa característica lhe confere destaque pela possibilidade de fazer a ponte entre os ciclos silvestre e urbano de transmissão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Por isso, é importante manter a vacina em dia, principalmente as pessoas que mantêm contato direto com regiões de mata, ecoturismo entre outras atividades em que a pessoa fica exposta na zona rural. O Distrito Federal não tem casos confirmados da doença, mas em outros estados do Brasil há registro da doença tanto em locais urbanos quanto em regiões rurais. No país já é admitida a presença dos dois ciclos de transmissão. Por isso ela ainda tem grande importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo Aedes. Membro da gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Fabiano Martins destaca que a doença continua exigindo uma vigilância permanente pelo quadro clínico grave que apresenta. Como recorrentemente não chega a dar sintomas nas pessoas, o paciente não é tratado de maneira precoce, podendo ter hemorragia e chegar a óbito. O profissional alerta para os deslocamentos para áreas endêmicas e propensas à transmissão. “A doença tem um potencial muito grande de transmissão em área urbana por conta do Aedes. A vigilância é essencial para evitar essa proliferação que pode acontecer de maneira muito rápida. Por isso, a pessoa não vacinada, independentemente da idade ou sexo, que se exponha em áreas de risco pode ser contaminada e morrer. Viajar para lugares de mata onde há registro de casos e não estar com a vacina em dia é se expor ao risco de contaminação com a doença”, alerta. Em viagens internacionais, o cidadão pode ser barrado por não ter a comprovação da vacina, bem como correr o risco em países endêmicos como o Brasil. Primatas A Vigilância Ambiental trabalha no controle do ambiente e mapeamento de macacos que aparecem mortos. Rodrigo Menna, gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, explica que a população deve contribuir informando a gerência sempre ao encontrar macacos mortos para que os animais sejam recolhidos e feita a autópsia. Vacina contra a febre amarela está disponível em todas as UBSs do DF | Foto: Agência Saúde “Esse animal não pode ser descartado, jogado no lixo ou enterrado. É preciso a investigação de sua morte, pois é o principal hospedeiro da doença no meio ambiente. Também reforçamos o alerta sobre os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Não podemos mais permitir que ele nasça, deixando depósitos de água para o seu desenvolvimento”, afirmou Rodrigo. O Distrito Federal, no último boletim do Ministério da Saúde sobre monitoramento de mortes de macacos, recolheu 69 macacos mortos para análise, sem a confirmação de caso positivo para a febre amarela. Caso a população encontre macacos mortos, deve comunicar pelo telefone (61) 99269-3673 ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. Sintomas e prevenção Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou eles são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as salas de vacina do DF. Assim como as demais vacinas do calendário nacional de imunização, a que previne contra essa doença está com baixa cobertura em 2020. Até o momento, a cobertura vacinal é de 62,9%, número abaixo do registrado em 2019, quando atingiu-se 90,5% e a meta preconizada foi alcançada. Veja todos os dados abaixo: Casos De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (28), o Distrito Federal não registrou casos da doença em 2019 e em 2020. Este ano, foram notificados 16 casos suspeitos de residentes e não residentes do DF. Porém nenhum foi positivo para a doença. No entanto, em 2018, o DF teve dois casos confirmados. Por isso, a vacinação é a única proteção. Nas duas últimas décadas, diversas reemergências do vírus foram registradas. A última, iniciada em 2014 apresenta efeitos até o presente e resultou nos maiores surtos de febre amarela silvestre da história do país, desde que esse ciclo foi descrito na década de 1930, alcançando a área de domínio de Mata Atlântica, onde as populações não estavam imunizadas. No século XXI, além da área endêmica, casos humanos e/ou epizootias em primatas não humanos foram registrados em todos os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia, caracterizando a expansão recorrente da área de circulação viral nos sentidos Leste e Sul do país. Isso afetou áreas antes consideradas indenes, onde o vírus não era registrado há décadas, o que gerou profundos impactos à saúde pública e à biodiversidade. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Ceilândia: mais três núcleos de saúde e cerca de um milhão de beneficiados

Alta demanda: por mês nascem mais de 600 crianças na cidade | Foto: Arquivo Agência Brasília Assim que a pandemia da Covid-19 estiver controlada, Ceilândia vai herdar melhorias que vão mudar completamente a cara da saúde pública da maior cidade do Distrito Federal. Uma delas é a nova Unidade Básica de Saúde, obra com 10% de trabalhos executados, uma estrutura que deve ser inaugurada ainda neste ano. São benfeitorias que vão permanecer, uma vez encerrada a crise sanitária, para reforçar o sistema de saúde pública de toda a região, de modo a beneficiar cerca de um milhão de pessoas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na manhã desta sábado (29), o secretário de Saúde do DF, Osney Okumoto, e o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Gestão (Iges-DF), Sérgio Costa, estiveram na cidade para acompanhar obras e ações em andamento. Acompanhados pelo administrador regional, Marcelo Piaui, e pela superintendente de Saúde da Região Oeste, Lucilene Florêncio de Queirós, eles foram conferir o andamento das obras da nova UPA, no Setor O, e do Hospital de Campanha na QNN 27, em Ceilândia Norte, que se tornará o primeiro Hospital Materno Infantil do DF fora do Plano Piloto. O administrador Marcelo Piauí acredita que a construção das novas instituições, em Ceilândia – aliada a outras ações e obras, como a ala anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), com mais de 60 leitos – será um divisor de águas para a saúde da cidade. “São edificações que seguem os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o que habilita a atender milhares de pacientes quando as obras forem entregues. Por mês nascem mais de 600 crianças na cidade, o que justifica a presença de um hospital especializado para atender as mães e fazer todo o acompanhamento necessário. Todas essas benfeitorias ficarão como legado na saúde para toda comunidade”, enfatiza Piauí. [Numeralha titulo_grande=”1 milhão” texto=”de pessoas beneficiadas com a nova rede de saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] O administrador também ressalta que a estruturação da saúde em Ceilândia tem sido intensa e por meio de parcerias. “Ceilândia ganhou o novo Hospital Modular, a ala anexa ao HRC, que está em pleno funcionamento e que, depois que passar essa pandemia, irá reforçar a oferta de atendimento do Hospital de Ceilândia. Uma das nossas prioridades é desenvolver e oferecer uma saúde pública de qualidade para a população”, acrescenta. O secretario de Saúde, Osney Okumoto, disse que as obras vêm reforçar o sistema como um todo. “Já ampliamos enormemente o programa Saúde da Família, que hoje tem a maior cobertura do Brasil, e vai prover a população da fase mais importante, que é a saúde preventiva. Importante ressaltar que todo o investimento feito para o combate à Covid-19 fica na rede, reforçando muito a nossa capacidade de atendimento”, explicou. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em construção na cidade é uma das oito unidades que serão entregues até o final do ano. As obras estão adiantadas e o presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, afirma que elas entrarão rapidamente em funcionamento. “Já estamos providenciando todo o mobiliário e pessoal necessários para que as UPAs entrem em operação assim que as obras físicas forem concluídas”, vislumbrou.   * Com informações da Secretaria de Saúde

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Tecnologia ajuda UBSs a traçar estratégias contra a Covid-19

| Foto: Divulgação A pandemia do coronavírus tem se mostrado um grande desafio para a humanidade, mas também tem despertado a necessidade de inovações tecnológicas em várias frentes, inclusive na saúde pública. Na Região de Saúde Leste, as Unidades Básicas de Saúde 3, do Paranoá Parque, e a UBS 1 do Itapoã estão utilizando uma plataforma indicada pela Organização Mundial da Saúde para estudo de dados, e outro aplicativo gratuito do Google. Apesar de usarem a mesma base, o painel de cada unidade tem suas diferenças, conforme a necessidade de cada local. “O Painel Epidemiológico dos casos de Covid-19 tem como principal função conhecer o perfil dos pacientes que procuram a UBS 1 do Itapoã com sintomas gripais e, com isso, pensar em estratégias que melhorem os fluxos internos e os processos de trabalho a fim de melhorar a eficiência no nosso atendimento”, simplifica a gerente da unidade Thaís Fonseca Lima. Conheça o painel da UBS 1 do Itapoã aqui. A gestora destaca como uma das principais características do painel da sua unidade o mapa de calor que ele apresenta, indicando os locais onde há mais casos. “Outro ponto é saber como está o contágio de nossos servidores e tentar minimizar os efeitos dos afastamentos na assistência pois sabemos que aquele servidor ficará tantos dias afastados”, indica Thaís. A atualização dos dados é semanal, exceto dos servidores que é atualizado sempre que há um novo afastamento ou recuperação. O painel apresenta, ainda, o monitoramento do consumo dos testes sorológico e PCR, com a memória do consumo desses insumos, permitindo a solicitação apenas do necessário para atender a demanda dessa UBS. “Os dados estatísticos são de extrema importância para qualquer organização, sabendo sua demanda, de onde ela vem, a quantidade atendida, as queixas mais comuns de determinada área e a doença que necessita de acompanhamento por exemplo, podemos traçar estratégias para tentar minimizar os problemas da população, perceber o perfil de nossa comunidade e traçar uma estratégia assistencial fazendo grupos, por exemplo”, finaliza a gestora. Paranoá No caso da unidade do Paranoá, a gerente de Serviços da Atenção Primária, Mariana Alencar Sales, conta que, desde o início da pandemia é realizado o monitoramento diário dos casos suspeitos e confirmados da Covid-19. “O acompanhamento desses dados é de grande importância para a compreensão do cenário epidemiológico do nosso território e para a organização das ações de cuidado. A elaboração de um painel ajuda na visualização destas informações. É uma forma mais agradável de se relacionar com esses dados do que, por exemplo, as tabelas”, justifica a gestora. Os responsáveis pela consolidação semanal dos dados são dois residentes de Gestão em Saúde, da Fiocruz. | Foto: Divulgação A fim de conscientizar a comunidade, os profissionais daquela unidade buscaram aproximação dos síndicos dos condomínios locais, inicialmente divulgando os dados e discutindo estratégias de cuidados coletivos. Com a criação do painel, essa atualização dos casos suspeitos e confirmados ficou mais fácil. “O painel interativo possibilita maior dinamicidade na apresentação das informações e ajuda na divulgação dos dados para as equipes pois podemos divulgar apenas o link no qual está hospedado e todos podem acessar de forma mais rápida. É mais atrativo também para as equipes pois podemos ver os dados gerais da Unidade de Saúde ou os dados referentes aos atendimentos dos usuários daquela equipe, bastando clicar no gráfico”, explica Mariana. O painel entrou no ar no último dia 18 de agosto e pode ser acessado aqui. Para chegar até o painel, os dados dos casos suspeitos e confirmados, e seus respectivos contatos, são lançados no Go.Data. As equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Odontologia fazem monitoramento diário usando o sistema da OMS. A partir desses sistema, os dados são extraídos para consolidar e fazer o painel interativo no Data.Studio, do Google. A UBS 3 do Paranoá participa de um projeto piloto, junto à UnB, na utilização da plataforma da OMS. *Com informações da Secretaria de Saúde

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