Resultados da pesquisa

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SIA passa por nova vistoria para detectar focos de dengue

Minuciosa, a inspeção permitiu identificar focos do mosquito transmissor da dengue em vários terrenos e imóveis que se encontram com acesso fechado | Foto: Breno Esaki / SES Uma nova vistoria com drones foi realizada, nesta quinta-feira (6), nos imóveis do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Em parceria com militares do Corpo de Bombeiros e outros órgãos do GDF, agentes de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES) prosseguem nas ações iniciadas na quarta-feira (5) para detectar focos do mosquito Aedes aegypti. “Infelizmente, em torno de 150 imóveis do SIA estão fechados”, informa o diretor de Vigilância Ambiental da SES, Edgar Rodrigues. “A liminar que temos em mãos nos possibilita adentrar nesses lotes. Ao fazermos isso, detectamos muitos depósitos do mosquito. Dos visitados ontem [quarta-feira, 5], quase 100% tinham larvas do Aedes, e uma área como essa compromete toda a região.” De acordo o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Deusdete Vieira, a maior parte dos locais visitados estava abandonada, o que facilitou o acúmulo de água e proliferação do mosquito em pontos como caçambas de lixo, pneus e terrenos baldios. “Vistoriamos 40% da demanda repassada, e hoje [quinta, 6] vamos trabalhar para concluir os imóveis restantes”, ressaltou. Drones fazem inspeção Os trabalhos continuam com o uso de três drones operados por homens do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Com as imagens em alta resolução captadas pelos equipamentos, os agentes de identificam os imóveis onde há possibilidade de focos e os indicam para as equipes de campo que fazem as vistorias. Quando os agentes da SES e bombeiros vistoriaram os locais, aplicam larvicida em pontos estratégicos e orientam sobre como evitar a proliferação do mosquito. Nos imóveis fechados, eles precisam utilizar escadas para entrar nos lotes. Para os moradores e frequentadores do SIA, esse trabalho é mais do que bem-vindo. “Esse tipo de ação ajuda muito”, comemorou o eletricista Tássio Nóbrega, encarregado de uma das oficinas do local. “Com mais pessoas para cobrar essa atenção, mais seguro eu me sinto, e fica melhor para todo mundo”. Ações constantes A ação no SIA foi promovida pela SES e pela Sala Distrital Permanente de Coordenação e Controle das Ações de Enfrentamento às Doenças Transmitidas pelo Aedes do Distrito Federal (SDCC), formada por diversos órgãos do DF, como Casa Civil, secretarias de Saúde e de Educação, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, entre outros. A Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) também executa, rotineiramente, um trabalho de visita às residências e locais com prováveis focos do Aedes aegypti, realizando manejos ambientais, aplicação de fumacê, instalação de armadilhas contra o mosquito e educação ambiental. Força-tarefa  Uma nova força-tarefa entra em ação no sábado (8) para combater a proliferação do vetor transmissor da dengue e outras arboviroses. Dessa vez, a mobilização será realizada nas regiões administrativas do Gama, Fercal, Sobradinho, Vila Planalto e Arapoanga. A última mobilização ocorreu no início deste mês, em Ceilândia, Pôr do Sol, Sol Nascente, Samambaia, Taguatinga e Brazlândia. Cerca de 700 militares do Corpo de Bombeiros vistoriaram 5.382 imóveis e encontraram 14.631 depósitos de água, 31 deles com focos do mosquito. Também houve inspeções domiciliares e comerciais, com tratamento biológico e instalação de armadilhas. O último boletim epidemiológico divulgado pela SES apontou 1.419 casos prováveis de dengue nas primeiras semanas de janeiro deste ano, com uma morte pela doença. Houve aumento de 84,1% de casos, se comparado com o mesmo período de 2019. As crianças menores de um ano de idade e os adultos com mais de 50 anos foram as mais atingidas pela doença. Como ajudar Se você tem dicas e alertas sobre a dengue, envie seu CEP para o número 40199 e cadastre-se na lista da Defesa Civil. * Com informações da SES

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Mais de 50 mil se inscrevem para seleção de agentes 

Um total de 52.438 candidatos se inscreveram para o processo seletivo que escolherá agentes comunitários de saúde e de vigilância ambiental em saúde para cargo temporário na Secretaria de Saúde.  Estão sendo oferecidas 600 vagas, sendo metade para cada um dos cargos. A maioria dos inscritos foi para a vaga de Agente Comunitário de Saúde: 28.223. A próxima etapa será a avaliação dos currículos, pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF), entre esta segunda-feira (3) e 19 de fevereiro.  O resultado está previsto para ser divulgado em 20 de fevereiro. Caberá recurso, no período de 21 a 24 de fevereiro. A convocação dos selecionados será feita pela Secretaria de Saúde, a partir de 2 de março. O edital foi publicado no Diário Oficial na quinta-feira (30). As inscrições duraram três dias, sendo finalizadas neste domingo (2). Foram oferecidas 300 vagas para Agente Comunitário de Saúde e mais 300 para Agente de Vigilância Ambiental em Saúde.  O contrato é temporário, com duração de seis meses. O foco do trabalho é a prevenção e o combate à dengue.  * Com informações da Secretaria de Saúde-DF

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Hospital do Paranoá ganha mais uma sala de odontologia

O Centro Especializado de Odontologia do Hospital Regional do Paranoá ganhou uma nova sala. O espaço é completamente adaptado para atender pacientes com necessidades especiais e terá uma dentista especializada neste tipo de atendimento. “A porta de acesso é mais larga, para facilitar a entrada de cadeira de rodas e até mesmo macas. O consultório é mais espaçoso, para que comporte familiares dos pacientes que queiram acompanhar o atendimento”, destaca a cirurgiã dentista reguladora da Odontologia na Região Leste, Cláudia Joffily. O local, que também atenderá o público em geral, fará procedimentos como cirurgia, periodontia, endodontia, extrações, além de oferecer instruções a familiares de pacientes especiais no que tange à higiene oral. “Também temos um aparelho para fazer radiografias na própria unidade”, complementa Cláudia. A próxima etapa será preencher a sala com desenhos lúdicos e a chegada de um aparelho de TV, para tornar o espaço mais humanizado. * Com informações da Secretaria de Saúde 

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Iges-DF pode agilizar contratação de agentes para combater a dengue 

A parceria entre a Secretaria de Saúde e o Instituto de Saúde (Iges-DF) pode tornar a ação de combate à dengue mais célere no Distrito Federal. O decreto que instituiu situação de emergência na saúde pública permite a contratação de agentes para atuar na capital e isso poderá ser feito a partir de termo de cooperação técnica entre a pasta e o órgão, evitando burocracia de seleção de empresa.  A situação de emergência compreende o período de 180 dias, contados desde sexta-feira (24). O decreto foi assinado pelo governador Ibaneis Rocha em razão do risco de epidemia de dengue, da potencial epidemia de febre amarela e da possível introdução dos vírus zika e chikungunya – bem como da alteração do padrão de ocorrência de microcefalias no Brasil.  Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília Presidente do Iges-DF, Francisco Araújo conta que o instituto se colocou à disposição para fazer a seleção para contratação dos agentes de saúde que poderão atuar nesse período crítico de combate ao mosquito, conforme permite o decreto. De acordo com ele, se a pasta fosse lançar edital para escolha de uma empresa que fizesse triagem, isso demoraria. A Secretaria de Saúde confirma que há uma necessidade de contratação de servidores, mas ainda estuda a forma de realização da contratação. Entre dezembro de 2018 e dezembro do ano passado, 47.393 casos de dengue foram registrados. Desse total, 44.311 são de residentes no Distrito Federal e 3.082 em outros estados. Situação de emergência Para fortalecer as ações de combate ao Aedes aegypti, o governador Ibaneis Rocha assinou, na sexta-feira (24), o decreto de situação de emergência devido ao risco de epidemia de dengue e outras arboviroses. Isso torna possível e mais ágil as parcerias com outras áreas na realização das ações preventivas, contratações de agentes, aquisição de insumos e materiais, entre outros. No fim de semana, o Dia D de combate à dengue foi realizado pela Secretaria de Saúde e a Sala Distrital em cinco cidades: Guará, São Sebastião, Sobradinho, Fercal e Planaltina. O objetivo foi  orientar a população sobre as doenças transmitidas pelo inseto e como prevenir o seu aparecimento. Sintomas Os principais sintomas típicos da dengue são febre alta, náusea, vômito, manchas avermelhadas pelo corpo, dor de cabeça, dor no corpo, dor em volta dos olhos e sinal de sangramento. Diante desses sintomas, o paciente deve buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde mais próxima.

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Projeto social traz alívio para pacientes com infecção óssea

Um projeto implantado pela equipe da Unidade de Ortopedia para tratar infecção óssea está mudando a vida de pacientes no Hospital de Base (HB). Mais de 40 já foram beneficiados pela nova técnica. Joeri Alves, 45 anos (foto abaixo), é um deles. Depois de noites inteiras sem dormir por causa de uma dor intensa na perna, ele foi diagnosticado com osteomielite, uma infecção no fêmur. O alívio só chegou após ser submetido ao tratamento que conta com uma abordagem inovadora e de forte caráter social. Davidyson Damasceno/Iges-DF “Acordei com uma dor muito forte que teve continuidade nos dias seguintes. Se eu me deitasse, uma hora depois já estava de pé, porque sentia muita dor. Passava a noite pulando da cama para o sofá na tentativa de um cochilo. Graças a Deus esse sofrimento acabou. Hoje durmo a noite inteira”, relatou. O cirurgião da Unidade de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Base Mário Soares foi quem operou o paciente e teve a iniciativa de implementar o projeto. Ele explicou que conheceu essa abordagem fora do Brasil e que ela promove a cura em mais de 90% dos casos. “O mundo inteiro tem dificuldade de tratar essa infecção. Essa técnica existe há alguns anos em parte da Europa e nos Estados Unidos. Aprendi o tratamento na Alemanha e trouxe esse conhecimento para o Brasil. Com o apoio do Hospital de Base, preparamos a equipe e compramos o material para colocá-la em aplicação”, ressaltou. O cirurgião esclarece que já foram beneficiados mais de 40 pacientes com a nova técnica e faz questão de reforçar que os ganhos para os pacientes são diversos, principalmente nas esferas social, pessoal e econômica. “ Eles sofrem muito, durante um bom tempo, sem uma solução definitiva para o caso. São inúmeros dias internados, várias cirurgias sem sucesso e uso de antibióticos por longos períodos, além de todos os efeitos colaterais” disse. Mário Soares relata, ainda, que muitos pacientes acabam abandonando o emprego e tendo sempre uma história de sofrimento familiar. “Esse projeto de luta contra a osteomielite é a grande oportunidade desses pacientes e a grande contribuição do Hospital de Base para a comunidade do DF. Além de representar uma medida coerente e inteligente para economia de recursos que poderão ser destinados a outros tipos de tratamentos. Nosso objetivo é curar essa doença da maneira mais rápida e eficiente possível”, destacou. O diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo, elogia a técnica que está sendo utilizada e ressalta a importância desse projeto para “a diminuição do tempo de internação, do número de cirurgias por paciente, além da redução de gastos com antibióticos e de tratamentos que não resultam em sucesso”. Francisco Araújo também destacou o aspecto social do projeto e o trabalho multidisciplinar feito pelos profissionais de saúde do Hospital de Base. Bactéria O projeto consiste em algumas etapas importantes. Antes de tudo, é identificada a bactéria causadora da infecção para melhor definição do antibiótico. Posteriormente, é feita a cirurgia. Durante a operação, o médico limpa o local para retirada de todos os tecidos infectados e dos implantes ortopédicos, quando for o caso. Depois, são colocados os implantes ortopédicos. O cuidado com as partes moles, que são peles e tecidos ao redor, é responsabilidade da equipe de cirurgia plástica. Posteriormente é feita a cirurgia geral. O tratamento cirúrgico pode ser realizado em um tempo, quando na mesma cirurgia é retirado o tecido infectado e inserida a prótese ou outro material. A segunda opção consiste em fazê-la em dois tempos, quando se opta por retirar o tecido morto, aguardar a recuperação e realizar uma segunda cirurgia em até 60 dias para inserção da prótese. “A indicação do tipo de tratamento cirúrgico dependo de cada caso. Fazemos sempre o que é melhor para o paciente. O resultado é parecido, mas a vantagem é que em um tempo é mais cômodo para o paciente e permite uma otimização do tempo das salas cirúrgicas”, explicou. Davidyson Damasceno/Iges-DF O médico ressaltou que é de grande importância também a atendimento multidisciplinar. O paciente é atendido por enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos clínicos, infectologistas, geriatra, técnicos de enfermagem e de gesso, assistentes sociais, além de cirurgião plástico, que cuidam do paciente em todas as esferas. Doença A osteomielite é a infecção do osso causada por uma bactéria que provoca gradativamente a morte do tecido. A bactéria pode chegar aos ossos pela corrente sanguínea. Pacientes que sofreram fraturas, principalmente, as expostas também podem ter a infecção, já que muitas vezes o osso entra em contato com terra, asfalto e outras superfícies que têm bactérias. “No Hospital de Base, recebemos muitos pacientes nessa situação. Uma vez que a bactéria contamina e mata o osso, somente a cirurgia tem potencial curativo”, ressaltou. Os sintomas mais comuns incluem dor, vermelhidão local, vazamentos nas feridas, febre e calafrios. Os fatores de risco são desnutrição, obesidade, diabetes descompensado, pacientes fumantes, aqueles que fazem uso de corticóide e que têm doenças que causam baixa imunidade. * Com informações do Iges-DF

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Riacho Fundo: UBS cria grupo para ajudar pessoas com sobrepeso

Grupo teve início no segundo semestre de 2019 e já conta com 40 pacientes | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação Profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, do Riacho Fundo 1, criaram um grupo para promover a perda de peso de forma saudável para os pacientes da unidade. O Grupo Viver Mais Leve oferece aos pacientes a busca e a prática de um estilo de vida mais saudável no horário estendido de atendimento da unidade de saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A incidência do sobrepeso e da obesidade tem crescido muito nas últimas décadas. A obesidade é responsável por doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, articulares e depressão. Neste sentido é fundamental a implementação de ações que busquem reduzir o crescimento do sobrepeso e da obesidade”, destaca o nutricionista da UBS 1, Fábio Pires. O Grupo Viver Mais Leve teve início no segundo semestre de 2019 e já conta com 40 pacientes. As atividades são voltadas para adultos com sobrepeso e obesidade, com ou sem doenças associadas. Nos encontros os pacientes recebem orientações de vários profissionais – como nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo –, que trocam experiências entre eles e dão seu testemunho, incentivando uns aos outros. Para participar do grupo é preciso ser morador do Riacho Fundo I | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação “Esse trabalho ajuda demais. Com as terapias estou bem mais leve, perdi muito peso e me surpreendo com o novo corpo que venho ganhando a cada dia”, destaca o aposentado Francisco de Assis Pires, de 62 anos. O grupo se reúne uma vez por mês para estimular a prática de atividade física, orientar sobre alimentação saudável e trabalhar as questões como ansiedade e compulsão alimentar. A próxima reunião será em 29 de janeiro. “Uma vez inserido no grupo, o indivíduo participara de uma jornada de 12 meses, tendo como uma das metas a redução de seu peso de 5 a 10% no primeiro semestre”, pontua o nutricionista Fábio. Para participar do grupo é preciso ser morador do Riacho Fundo I, procurar a equipe de saúde da família de referência do usuário e informar que deseja participar do Grupo Viver Mais Leve. Um novo grupo, com integrantes encaminhados pelas equipes, terá início em 31 de janeiro.   * Com informações da Secretaria de Saúde

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RenegAedes mobiliza DF e Goiás contra a dengue

Prioridade para a Secretaria de Saúde, o combate à dengue ganha mais vulto com a iniciativa do GDF de manter parceria com Goiás | Foto: Breno Esaki/SES O Aedes aegypti não conhece fronteiras. Por isso, agentes de saúde do Distrito Federal e da Prefeitura Municipal de Valparaíso de Goiás (GO) se uniram, nesta quarta-feira (15), para realizar uma grande ação de combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya – a campanha RenegAedes. O local escolhido foi o condomínio Residencial Santa Maria, na divisa entre o DF e Goiás. A parceria foi criada para mobilizar e conscientizar a população sobre a importância da contribuição de cada um na prevenção das doenças causadas pelo mosquito. Agentes de campo visitaram residências da região e fizeram a busca ativa dos focos. Os trabalhos incluíram recolhimento de materiais inservíveis, poda do mato alto e plantio de mudas. O evento contou com palestras e a oferta de serviços de saúde à população, como aferição de pressão arterial e da glicemia, consultas oftalmológicas e de prevenção à hanseníase e distribuição de kits odontológicos. Ação ampliada “Dengue, zika e chikungunya estão deixando de ser sazonais e vêm ocorrendo em todos os meses do ano”, alertou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero. “Por isso, é muito importante fazermos parcerias como esta, com os municípios próximos do DF, para ampliar nossa atuação”. Divino Valero defende que o controle do mosquito transmissor dessas doenças deve ser cada vez mais frequente, tanto para os profissionais de saúde como toda a população. “Este evento vem coroar a intenção dos governos do DF e do município de Valparaíso de unir forças para qualificar e quantificar a atividade de controle vetorial e melhorar a saúde como um todo na região”, resumiu. A ação é prioridade para a Secretaria de Saúde (SES), destacou o médico de família Fernando Erick, representante da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde (Sais). “A melhor evidência que temos é que só conseguiremos vencer a dengue com ações conjuntas, somando forças”, lembrou. “Nisso a Atenção Primária é fundamental, porque é a porta de entrada da rede pública de saúde. Hoje, temos 600 equipes da Estratégia Saúde da Família no DF, e a meta é subir para 700”. Parceria eficiente  A secretária municipal de Saúde de Valparaíso de Goiás, Alyane Ribeiro, ressaltou a importância da união com o Distrito Federal para conscientizar a população no combate ao Aedes. “Esta é a primeira ação em parceria com o DF, mas esperamos ter várias, até porque o mosquito da dengue não tem fronteiras”, disse. “Agradeço a todas as equipes que vão de porta em porta, nas residências, para ajudar nesse combate”. [Olho texto=”“Esta é a primeira ação em parceria com o DF, mas esperamos ter várias, até porque o mosquito da dengue não tem fronteiras”” assinatura=”Alyane Ribeiro, secretária de Saúde de Valparaíso de Goiáse” esquerda_direita_centro=”direita”] A parceria foi igualmente comemorada pelo prefeito de Valparaíso de Goiás, Pábio Mossoró. “Temos a responsabilidade de tranquilizar a população, e é por meio dessas parcerias que vamos fazer a diferença”, declarou, agradecendo ao governador Ibaneis Rocha e às equipes mobilizadas para a ação. Também participou do trabalho a equipe da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entidade vinculada ao Ministério da Saúde. “Podemos contribuir muito no combate a essa doença que tem abalado a todos”, enfatizou a diretora do Departamento de Saúde Ambiental da Funasa, Débora Roberto. “É muito importante a educação para evitar os focos do Aedes, além do trabalho conjunto. A população será a maior beneficiada”. Os números  Dados do último informativo epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES), divulgado no final de 2019, mostram que o Distrito Federal registrou 50.464 casos suspeitos de dengue, dos quais 48.847 (96,8%) são de residentes no DF e 1.617 (3,2%) provenientes de outros estados. Dentre os episódios confirmados, 48 evoluíram para óbitos, 74 são casos graves que sobreviveram e 873 são de casos de dengue com sinais de alarme. Um próximo boletim deve ser publicado em breve.

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Trabalho das doulas nos hospitais será normatizado

A Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde criou um Grupo de Trabalho para normatizar a entrada das doulas na rede pública de saúde do Distrito Federal. A Ordem de Serviço Nº 239 foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial do Distrito Federal e visa elaborar uma Nota Técnica que faça adequações nas legislações vigentes. “A iniciativa vai normatizar a entrada das doulas na rede para uma oferta de suporte emocional, físico e de informação. As doulas cumprem um papel importante ao proporcionar confiança e utilizar técnicas de alívio da dor, bem como oferecer recursos facilitadores para o parto”, destaca a coordenadora do Grupo de Trabalho, Gabrielle Medeiros. O grupo deverá realizar reuniões semanalmente para revisar, sistematizar e organizar os protocolos e as legislações Estaduais e Federais vigentes, elaborar e adequar diretrizes ao contexto do Distrito Federal nos serviços de saúde da rede. Foram designadas para compor o Grupo de Trabalho representantes das áreas técnicas e Regiões de Saúde relacionadas, que terão que apresentar a Nota Técnica aprovada em até 60 dias, a contar desta quinta-feira (2). Ação multidisciplinar O trabalho das doulas vem complementar o trabalho da equipe multidisciplinar, ouvindo as demandas da parturiente, dando suporte físico e emocional.  As doulas são mulheres treinadas para acompanhar as gestantes do início da gravidez até pouco depois do parto, dando informação, apoio para planejamento do parto e preparação física e mental ao casal e também para orientar nos primeiros cuidados com o bebê. “A nossa presença acalma as mulheres, diminuindo as possíveis complicações. Há um trabalho em conjunto entre a mulher, a doula, o acompanhante e a equipe de saúde. Enquanto a equipe de profissionais de saúde acompanha as questões técnicas, as doulas acompanham a mulher em suas necessidades físicas e emocionais, como uma posição melhor, descansar e falar”, ressalta a diretora da Associação de Doulas do Distrito Federal, Ladyane Ramos. Acordo de cooperação O Hospital Regional de Ceilândia (HRC) se destaca na linha de cuidados materno-infantis com os partos acompanhado por doulas. A iniciativa é possível por causa de um acordo de cooperação técnica celebrado entre a Secretaria de Saúde e da Associação de Doulas do Distrito Federal para a prestação de serviços voluntários às usuárias do HRC. “No HRC, qualquer mulher pode ser atendida. Muitas pacientes já conhecem e procuram por nosso atendimento. Buscamos formar um vínculo através da conversa, do toque e do olhar. Vamos atendendo as pacientes com um suporte emocional, que acalmam a paciente e o acompanhante”, pontua Ladyane Ramos.  Neste ano, o trabalho das doulas voluntárias deve ser implementado, ainda, nos hospitais regionais da Asa Norte, Sobradinho e Samambaia, além de Hospital Materno Infantil e Casa de Parto de São Sebastião. * Com informações da Secretaria de Saúde

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