Vigilância Sanitária interdita duas praças de alimentação neste domingo
Fiscais fazem valer a força da lei nos centros comerciais | Foto: Secretaria de Saúde Dois shoppings na Asa Norte e no Guará foram vistoriados pelos fiscais da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) na tarde deste domingo (20). A praça de alimentação do shopping localizado no Guará estava lotada e precisou ser interditada. [Numeralha titulo_grande=”R$ 2 milhões” texto=”é o valor máximo da multa por descumprimento de medida sanitária” esquerda_direita_centro=”centro”] No shopping da Asa Norte, também foi preciso interditar um restaurante que não seguia os protocolos sanitários vigentes. A praça de alimentação foi autuada por apresentar algumas inconformidades, como o não distanciamento correto das mesas. Nesse mesmo espaço comercial, um hipermercado foi autuado por não aferir a temperatura dos colaboradores e não haver distanciamento adequado de mesas na área do café. Os fiscais orientaram os comerciantes quanto às medidas que deveriam ter sido tomadas, nos termos da legislação pertinente. Após adequação e controle do fluxo de pessoas, houve a liberação para continuar recebendo clientes desde que não houvesse desrespeito às normas de segurança. Aglomeração de clientes viola necessidade de distanciamento para frear contágio | Foto: Secretaria de Saúde Desde a última segunda-feira (14), as ações do órgão em estabelecimentos comerciais foram reforçadas para garantir o cumprimento das medidas de segurança contra o coronavírus, especialmente nessa época do ano, quando as pessoas vão com mais frequência a shoppings e feiras. Os trabalhos com reforço permanecem até a véspera de Natal, no dia 24 de dezembro, em mais de 90 centros comerciais do DF. “Os shoppings precisam organizar e controlar o fluxo de pessoas nos corredores, interiores das lojas, estacionamentos, especialmente nessa época de pandemia, de modo que se evite aglomerações”, alerta a gerente de Fiscalização da Vigilância Sanitária, Márcia Olivé, para quem “os estacionamentos não podem ultrapassar os 50% da sua capacidade máxima”. Ações em todo o DF Na última quinta-feira (17), um shopping localizado ao lado da Rodoviária do Plano Piloto teve a praça de alimentação interditada por aglomeração. Os fiscais permaneceram no local até que o fluxo de pessoas fosse controlado e as mesas distanciadas. Após a adequação, o local foi liberado para funcionar depois de algumas horas interditado. Áreas interditadas ficaram vazias até que os protocolos sanitários fossem respeitados | Foto: Secretaria de Saúde Outros dois shoppings que funcionam no Pistão Sul e na avenida Comercial Sul, em Taguatinga, também foram alvo da fiscalização neste sábado (19). O primeiro foi totalmente interditado por mais de duas horas. Ficou proibida a entrada de novos clientes até que a circulação de pessoas fosse reduzida. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Por lá os fiscais encontraram pessoas sem máscara e muito próximas umas das outras, nos corredores e na praça de alimentação. No outro estabelecimento havia aglomeração na fila de uma casa lotérica. Neste caso, houve autuação, porém sem necessidade de interdição. Sanções previstas em lei A Lei nº 6.437/1977 prevê autuação quando um estabelecimento de grande porte oferece alto risco de contaminação em massa. O flagrante do desrespeito às normas de segurança e higiene, especialmente neste período de pandemia, pode gerar a aplicação de multa ao final do processo administrativo de autuação, que varia entre R$ 2 mil a R$ 2 milhões, dependendo das irregularidades encontradas pelo órgão fiscalizador. A Vigilância Sanitária recebe denúncias que podem ser feitas via ouvidoria, pelos telefones 160 ou 162, ou pelo site www.ouv.df.gov.br. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Como o DF enfrentou a primeira onda da pandemia
Centro Médico da PM dispõe de estrutura e serviços de excelência no combate ao coronavírus | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília O combate ao novo coronavírus foi prioridade para o Governo do Distrito Federal desde o início, tão logo a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou, em março, que o mundo já enfrentava uma pandemia. Já no dia 11 de março o GDF decretou medidas restritivas para conter a proliferação de um vírus desconhecido e, em muitos casos, fatal. Agora, quando o mundo enfrenta uma nova investida da doença (a Covid-19) – a chamada “segunda onda” – o DF está pronto para diminuir os riscos da população. Desde o início da pandemia houve um grande investimento em ações capazes de proteger a população, desde a construção emergencial de hospitais de campanha e a compra de insumos – como máscaras protetivas, para distribuição pública – até a contratação de mais profissionais de saúde. Ou seja, um intenso investimento não só de recursos financeiros, mas também de força de trabalho, estrutura e serviços de qualidade (confira na arte ao final desta matéria). [Olho texto=”“Tomamos as ações aqui de forma muito rápida, fazendo a prevenção com isolamento social, criando leitos de UTI. E atendemos a todos. Não há nenhum caso de quem não tenha sido atendido pela rede pública”” assinatura=”Ibaneis Rocha, governador do DF” esquerda_direita_centro=”centro”] Em nove meses de pandemia, o governo distribuiu mais de três milhões de máscaras de tecido; disponibilizou, nos meses mais críticos da doença, 720 leitos exclusivos em hospitais públicos e privados, e convocou um reforço de mais de 3,7 mil profissionais de saúde. Também foi erguido um hospital de campanha, no Estádio Mané Garrincha, que atendeu mais de 1,8 mil pacientes, e ampliado o Hospital de Ceilândia, com a oferta de mais 73 leitos. [Olho texto=”“Nossas medidas de enfrentamento à doença foram pioneiras no país e reconhecidas nacionalmente”” assinatura=”Osnei Okumoto, secretário de Saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] Investimentos também foram feitos para transformar o Centro Médico da Polícia Militar em um outro ponto de apoio para tratar infectados pelo coronavírus. No hospital militar, foram admitidos 308 pacientes entre 1º de agosto e 21 de outubro. “Tomamos as ações aqui de forma muito rápida, fazendo a prevenção com isolamento social, criando leitos de UTI. E atendemos a todos. Não há nenhum caso de quem não tenha sido atendido pela rede pública”, enfatiza o governador Ibaneis Rocha. [Olho texto=”“A nossa mensagem é de valorização da vida. É preciso ter consciência de que a Covid-19 mata, e temos que nos proteger. O governo está fazendo sua parte, mas o cidadão também tem de fazer a dele”” assinatura=”José Humberto Pires, secretário de Governo” esquerda_direita_centro=”centro”] A testagem da população também foi reforçada. Mais de 570 mil exame foram aplicados gratuitamente na população, nas modalidades RT-PCR e sorológicos. “Nossas medidas de enfrentamento à doença foram pioneiras no país e reconhecidas nacionalmente”, destaca o secretário de Saúde, Osnei Okumoto. “Ademais, o governo investiu na ampliação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no acréscimo e na valorização dos profissionais de saúde e em dezenas de campanhas educativas para a conscientização da população”, acrescenta o gestor. [Olho texto=”“Chegamos a aplicar várias multas. Mas o papel da Vigilância Sanitária foi o de orientar e fiscalizar as melhores práticas”” assinatura=”Divino Valero, subsecretário de Vigilância em Saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] Todo o mundo enfrenta uma nova onda da doença, que só será controlada com o sucesso das vacinas. Mas o Distrito Federal está pronto para qualquer emergência, lembra o secretário Okumoto, uma vez que os leitos e respiradores podem ser ampliados imediatamente, e os investimentos na saúde pública não param. Em breve será inaugurado o Hospital de Campanha de Ceilândia, que depois da pandemia será incorporado à rede de saúde do GDF, com mais 60 leitos, e sete unidades de pronto atendimento (UPA) estão em construção. [Olho texto=”“O objetivo principal é coibir as aglomerações em bares e restaurantes do DF, alertar sobre o uso obrigatório de máscaras em áreas comuns desses estabelecimentos, quando não fazendo consumo de bebidas e alimentos, e a necessidade de aferição de temperatura e da disponibilização de álcool gel”” assinatura=”Cristiano Mangueira, secretário da DF Legal” esquerda_direita_centro=”centro”] Suspensão das aulas: o início da prevenção Com a edição de vários decretos, o governador Ibaneis Rocha foi suspendendo paulatinamente as atividades ao mesmo tempo em que reforçou a necessidade do isolamento social. A capital do país foi a primeira a suspender as aulas, em 12 de março. Uma semana depois, uma norma determinou o fechamento do comércio em geral, bem como a suspensão da prestação de alguns serviços e a realização de eventos públicos. Equipe da Segov em dia distribuição de máscaras em Areal, Taguatinga | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília No dia 23 de abril veio a obrigatoriedade do uso de máscaras no Distrito Federal. Essa e outras medidas são fiscalizadas pela Secretaria DF Legal e pela Vigilância Sanitária, com apoio das forças de segurança. Ao mesmo tempo em que monitorava, o GDF oferecia o item de proteção. [Numeralha titulo_grande=”538.739 vistorias” texto=”sanitárias e de distanciamento feitas pela força-tarefa do GDF” esquerda_direita_centro=”centro”] Sob coordenação da Secretaria de Governo (Segov-DF), cerca de 3 milhões de máscaras foram distribuídas até o momento por diversos órgãos e administrações regionais. “A nossa mensagem é de valorização da vida. É preciso ter consciência de que a Covid-19 mata, e temos que nos proteger. O governo está fazendo sua parte, mas o cidadão também tem de fazer a dele”, destaca o gestor da pasta, José Humberto Pires. “Trabalhamos intensamente nas ações corretiva e a educacional. Na abertura do comércio, reforçamos a necessidade do uso do álcool em gel, quantitativo de pessoas, a distância mínima, a higienização”, completa o subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Divino Valero. “Chegamos a aplicar várias multas. Mas o papel da Vigilância Sanitária foi o de orientar e fiscalizar as melhores práticas”, acrescenta. Servidores da DF Legal e da Vigilância Sanitária não apenas aplicaram multas e advertências, mas também orientaram comerciantes | Foto: Lúcio Bernardo Jr. / Agência Brasília Fiscalização reforçada: mais de 500 mil vistorias O governo também reforçou a fiscalização nas ruas para que as medidas sanitárias contra o Covid 19 fossem cumpridas. De março a novembro, a Secretaria DF Legal coordenou operações em companhia de servidores da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e Secretaria de Saúde. Neste período, a força-tarefa fez 538.739 vistorias em estabelecimentos comerciais, fechando compulsoriamente 24.275 deles por desobediência a alguma regra sanitária. O DF Legal multou 395 lojas e interditou outras 1.678. [Numeralha titulo_grande=”Mais de 70 mil” texto=”pacientes atendidos no Hran” esquerda_direita_centro=”centro”] O uso obrigatório de máscaras também fez a fiscalização abordar mais de 82.225 pessoas nas ruas das 33 regiões administrativas. Deste total, 170 foram multadas. “O objetivo principal é coibir as aglomerações em bares e restaurantes do DF, alertar sobre o uso obrigatório de máscaras em áreas comuns desses estabelecimentos, quando não fazendo consumo de bebidas e alimentos, e a necessidade de aferição de temperatura e da disponibilização de álcool gel”, destaca o secretário da DF Legal, Cristiano Mangueira. Rede hospitalar ampliada e melhorada Em Brasília, o tradicional Hospital Regional da Asa Norte (Hran) logo deu o exemplo. Tornou-se referência nacional no tratamento de casos de Covid-19. Foram mais de 70 mil pacientes atendidos na unidade hospitalar. Além da excelência médica e de uma reestruturação de fluxo, vários estudos foram feitos no Hran no sentido de reduzir a propagação da doença. A tarefa de salvar vidas se espalhou por todo o DF. Foram construídos os hospitais de campanha do Mané Garrincha (com 197 leitos de UTI) e da Polícia Militar do DF (80 leitos), além dos cuidados nas UPAs e demais hospitais regionais do Distrito Federal. Emoção marcou as mais de 1,5 mil altas clínicas no Hospital de Campanha do Mané Garrincha | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Passaram pelo Hospital de Campanha do Mané Garrincha 1,8 mil pacientes. Destes, 1.787 receberam alta do local. Já o Hospital de Campanha do Centro Médico da PM admitiu, entre 1º de agosto e 21 de outubro, 308 pacientes, dos quais 189 receberam alta. O GDF contou ainda com uma ajuda no reforço de número de leitos: a doação de uma unidade modular, anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), feita pela empresa JBS. O local conta com 54 módulos hospitalares refrigerados com 73 leitos – dos quais três com suporte de ventilação mecânica – distribuídos em uma área de 1.015 metros quadrados. Mais profissionais de saúde A Secretaria de Saúde nomeou este ano, até novembro, 3.796 servidores para reforçar os atendimentos à população durante a pandemia do novo coronavírus. Ao todo, foram chamados 1.199 profissionais de saúde efetivos e 2.597 temporários, que ampliaram as equipes e atuaram na prevenção, combate, mitigação e enfrentamento da Covid-19. Corpo de servidores da Saúde, os verdadeiros heróis da pandemia, foi reforçado para vencer o novo vírus | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília Para o secretário da pasta, Osnei Okumoto, os mais de 3 mil servidores chamados representam o esforço de gestão para garantir o melhor atendimento nas unidades de saúde durante a pandemia. “Esse é um compromisso do governador Ibaneis Rocha com os aprovados em concurso público. Estamos cumprindo aquilo que foi prometido a todos, que é o chamamento para os cargos na Secretaria de Saúde e, com isso, reforçar os serviços à população”, afirmou. Testagem da população A alta testagem da população sempre esteve na lista de prioridades. Segundo a Secretaria de Saúde, até o dia 31 de outubro foram realizados no DF 573.483 testes nas modalidades RT-PCR e sorológicos. Postos de drive-thru foram espalhados em pontos estratégicos do Distrito Federal para a aplicação de testes rápidos. Os resultados saíam com rapidez, majoritariamente no mesmo dia do exame. As unidades básicas de saúde também ofereceram dois tipos de teste: os rápidos e por swab nasal (RT-PCR). Em outra frente, o governo investiu cerca de R$ 15,7 milhões na aquisição de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os servidores que atuam na linha de frente do combate (saúde e segurança). Medida mais do que necessária para evitar a disseminação da doença. Baixa ocupação de leitos A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados à Covid-19 na rede pública – incluindo adulto, pediátrico e neonatal – sempre esteve dentro da normalidade. No final de novembro, após redução gradativa dos 720 leitos exclusivos para 391 ativos, o índice de ocupação para Covid registrou 64%. Portanto, abaixo do percentual de até 70%, considerado dentro dos padrões sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A redução gradativa dos casos levou o governo a desativar as camas e estruturas a partir de 26 de setembro, obedecendo a um cronograma rígido e controlado por técnicos de saúde e estatísticos. O hospital do Mané Garrincha, por exemplo, encerrou as atividades em 15 de outubro. Taxa de recuperação é 90% Já são mais de 214 mil pacientes recuperados na capital do país, atribuindo ao DF um dos mais altos índices de recuperação em todo o Brasil: cerca de 90%. Até o início de dezembro, foram registrados 3,9 mil óbitos em decorrência da doença. A Secretaria de Saúde segue acompanhando de perto a evolução e o número de casos de infecção por aqui. “As providências e os cuidados seguem. Até mesmo para que o Distrito Federal esteja em condições de enfrentar uma possível segunda onda de Covid-19”, finaliza Osney Okumoto. CONFIRA ALGUMAS DAS AÇÕES DO GDF CONTRA O CORONAVÍRUS:
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Natal antecipado anima pacientes do Hospital de Base
O kit distribuído pelas voluntárias do MAC conta com toalhas, lenços, hidratante para pele, batom, creme de barbear, sabonete, entre outros | Foto: divulgação Secretaria de Saúde O dia começou cheio de surpresas e alegrias para os pacientes de algumas áreas do Hospital de Base. Isso porque o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) 55 kits com produtos de higiene pessoal nas unidades de Oncologia, Hematologia e Gastrologia. Francisco Manoel das Chagas foi um dos contemplados com as lembranças. Ele está em tratamento de um câncer e internado desde maio na unidade hospitalar. “Estou super feliz com esses presentes. Não tenho palavras para agradecer”, disse. “Que Deus multiplique para aqueles que fizeram isso de coração.” O kit distribuído pelas voluntárias do MAC conta com toalhas, lenços, hidratante para pele, batom, creme de barbear, sabonete, entre outros. A dona Aparecida dos Santos, que passa por tratamento de câncer, ficou feliz ao receber esse carinho. “É muito bom ser lembrada neste momento”, declarou. “Isso nos dá mais animação para continuar essa luta”. E é justamente essa a ideia do MAC. Segundo a coordenadora do movimento, Regina Selma de Sousa, muitos pacientes, mulheres ou homens, necessitam, durante o período de tratamento, de produtos básicos de higiene. “Não fazemos nenhuma distinção, preparamos kits para homens e mulheres”, explicou Regina. “Qualquer mimo nessa hora aumenta a autoestima do paciente, e isso ajuda na recuperação.” As voluntárias do MAC Além de Regina, o MAC conta com outras três voluntárias: Soraya, Márcia e Marilene. Elas distribuem cestas básicas todas as últimas terças-feiras de cada mês. E isso é feito praticamente o ano inteiro. Para 2021, eles já estão buscando donativos. Aceitam cestas básicas, produtos de higiene pessoal, roupas, calçados e acessórios. Presentes que alegram a alma de quem tem que enfrentar as dores de um câncer. Como ajudar o MAC Doações podem ser feitas às terças e quintas-feiras, das 8 às 18h, na sede do MAC: Ala dos Voluntários do Hospital de Base. Produtos preferidos: cestas básicas; alimentos para café da manhã e lanche da tarde; roupas, calçados, acessórios e utilidades para o bazar permanente; itens de higiene, como sabonetes, escovas, pastas de dente e hidratantes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital de Santa Maria retoma oferta de tomografias
Tomógrafo em pleno funcionamento: serviço volta a ser oferecido no hospital | Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF Desde esta terça-feira (15), está regularizada a oferta de tomografias do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). O serviço foi interrompido no dia 4 deste mês, depois de uma das centrais de refrigeração da unidade de saúde apresentar problemas. De janeiro a outubro, a unidade realizou 23.147 tomografias, com média de 95 exames por dia. [Numeralha titulo_grande=”23.147 ” texto=”Número de tomografias feitas pelo HRSM de janeiro a outubro” esquerda_direita_centro=”centro”] Para retomar os atendimentos, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges), que administra o HRSM, instalou na sala de tomografia um aparelho de ar-condicionado split – composto por duas partes, uma condensadora e outra evaporadora. Assim, os exames podem ser feitos em condições adequadas e sem risco de danificar o tomógrafo da unidade. O tomógrafo é sensível a altas temperaturas e precisa de um ambiente com boa refrigeração para operar corretamente. “O ar-condicionado central apresentou problemas no dia 1º”, detalhou o superintendente do Hospital de Santa Maria, Willy Pereira. “Até o dia 4, estávamos fazendo três exames e precisando desligar para ele esfriar. Optamos, então, por suspender o serviço para evitar que o tomógrafo se danificasse”. “É importante esclarecer que o nosso tomógrafo jamais esteve quebrado”, explica o gerente de apoio diagnóstico terapêutico do HRSM, Ubirajara Silveira. “O que fizemos foi interromper o funcionamento dele por medida de segurança”. Durante esse período, informa o gestor, os pacientes não ficaram desassistidos: “Encaminhamos os usuários que necessitavam do exame para outros hospitais da rede pública”. * Com informações do Iges-DF
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GDF Presente construindo caminhos
Com apoio do programa GDF Presente, a construção ou reforma de calçadas foi ampliada, chegando a todas as cidades do Distrito Federal | Fotos: GDF Presente/Divulgação Tão importantes para a mobilidade e a segurança de pedestres, além do bom funcionamento do trânsito, as calçadas são prioridade dentro da política de mobilidade urbana do DF. Com apoio do programa GDF Presente, a construção ou reforma desses equipamentos ampliou, chegando a todas as cidades do Distrito Federal. Desde janeiro, já são cerca de 160 mil metros quadrados de passeios, em um investimento de R$ 14,2 milhões. No Sol Nascente/Pôr do Sol, por exemplo, quatro mil metros de calçadas estão saindo do papel. Demandaram um investimento de R$ 1,2 milhão e as obras são executadas por uma empresa contratada por licitação pela Novacap, com o apoio do GDF Presente e da administração regional. “Estamos atentos à importância da questão da mobilidade. A Novacap tem feito um estudo das necessidades em cada região. Em 2021, o investimento e a parceria com o GDF Presente será ainda maior”, garante o subsecretário de Desenvolvimento Regional e Operações nas Cidades, Flávio Araújo. “Nossa maior preocupação é construir calçadas acessíveis, mais espaçosas e de alta qualidade, garantindo a durabilidade e elevando a segurança que a população precisa”, afirma o diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] Para o vigilante Edson Batista, 41 anos, os novos passeios chegam em ótimo momento. “Nessa época de pandemia, em que está tudo tão difícil, é importante pra gente se locomover em segurança”, afirma. “Na nossa cidade, que é tão carente de infraestrutura, a calçada é como um equipamento público, além dos vários PECs (Ponto de Encontro Comunitário) instalados. Estamos muitos felizes e parabenizo o governo”, completa Edson. “A calçada é de suma importância para a comunidade. Ajuda no bem-estar e na segurança dos moradores e, acima de tudo, traz conforto”, opina o administrador do Sol Nascente/Pôr do Sol, Cláudio Domingues. “Aqui, no Sol Nascente, ainda vemos muitas pessoas andando no meio da rua, perto dos carros. Mas agora vai melhorar muito com esse investimento”, assegura. No Sol Nascente/Pôr do Sol, por exemplo, quatro mil metros de calçadas estão saindo do papel. Demandaram um investimento de R$ 1,2 milhão | Foto: Divulgação/GDF Presente Guará No Guará, a construção de um passeio “salvou” um acesso que era foco de problemas na QE 15 do Guará 2. O beco entre dois quarteirões vivia alagado com as chuvas, além de o local ser alvo de alguns assaltos. Cinquenta e dois metros de calçada foram colocados na área. “O acesso ali era muito complicado na época das chuvas. Então ficou excelente, pois significa mais segurança e mais mobilidade para a população guaraense”, explica a administradora Luciane Quintana. Segundo Luciane, uma emenda parlamentar do deputado distrital Rodrigo Delmasso vai destinar R$ 575 mil para a instalação de mais passeios pela cidade em 2021. “Eles são essenciais para as mães andarem com seus carrinhos de bebê, além de idosos e crianças principalmente. No Guará, temos uma população muito ativa”, pontua. Samambaia e Taguatinga Já em Samambaia, a melhoria veio para dar acessibilidade aos usuários do hospital público da cidade, o HRSam, localizado na QR 614. Calçadas também foram colocadas no canteiro central da QR 210/410, onde há duas faixas de pedestres próximas. “Temos uma população de cerca de 300 mil habitantes e esse é um dos pedidos mais recorrentes em nossa Ouvidoria. É primordial oferecer mobilidade”, acredita o administrador Gustavo Aires. Taguatinga também vai ganhar um passeio de grandes dimensões. O GDF Presente está construindo 640 metros quadrados nas quadras 38/40 do Setor M Norte, margeando o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 17.
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GDF Saúde distribui carteirinhas de beneficiários
Os mais de 5,5 mil servidores e familiares, que fizeram inscrição no GDF Saúde até agora, começaram a receber as carteirinhas confirmando a adesão. Os documentos estão sendo enviados por e-mail e pelos Correios e já podem ser utilizados para atendimentos de urgência e emergência na rede credenciada. Todos os inscritos no convênio irão receber a carteirinha física em casa. Mas, até que ela chegue, é possível utilizar a versão digital enviada por e-mail juntamente com o documento de identidade. Até o momento, além dos servidores da Secretaria de Saúde podem aderir ao GDF Saúde, os da Educação. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os beneficiários que receberem a carteirinha podem, após 24 horas, utilizar a rede de hospitais já credenciados para atendimento de urgência e emergência. Para a utilização em consultas, exames, cirurgias e procedimentos eletivos, a carência é de 60 dias e para partos 300 dias após a data de efetivação da adesão. Uma ótima notícia para os servidores que já se inscreveram e os que pretendem aderir ao GDF Saúde. Os hospitais Home, CBV Hospital de Olhos, o Hospital Urológico de Brasília, o Hospital PAI, na Asa Sul, e o Hospital Santa Marta, em Taguatinga, já fazem parte da rede credenciada. “Estamos bastante satisfeitos com os hospitais credenciados à rede GDF Saúde. Dentro dos próximos dias a expectativa é de que novos contratos sejam assinados, ampliando ainda mais o atendimento em todo o Distrito Federal, em diversas especialidades”, ressalta Bruno Richelieu, diretor do Plano de Saúde do Instituto Assistência à Saúde dos Servidores dos Distrito Federal (Inas). Adesão De acordo com o calendário elaborado pelo GDF, os funcionários da Secretaria de Educação podem se inscrever no convênio desde a última terça-feira (1º) e, a partir de 4 de janeiro de 2021, as outras pastas poderão se cadastrar no programa. A adesão deve ser feita pelo site do Inas. Com o número da matrícula, CPF e data de nascimento em mãos, é preciso preencher o Termo de Adesão e anexar quatro documentos: a identificação com foto e um comprovante de residência para o titular e a identificação e um documento que comprove o parentesco para os dependentes. Servidores ativos, aposentados, aqueles que ocupam cargo comissionados ou temporários e empregados públicos poderão contar com os serviços do GDF Saúde. Não há limite de idade para adesão ao plano. Também poderão se inscrever o cônjuge ou companheiro, filhos menores de 21 anos, inválidos e estudantes universitários até 24 anos. Enteados e menores sob a guarda judicial também terão direito ao benefício. O recém-nascido, filho natural ou adotivo do titular, poderá ser inscrito na condição de dependente, estando isento do cumprimento dos períodos de carência, desde que a sua inscrição ocorra no máximo em 30 dias após o seu nascimento ou adoção. Também não será obrigatório o cumprimento de novos períodos de carência para o beneficiário dependente que se tornar pensionista e que manifestar intenção em permanecer no plano. Confira a rede de hospitais e laboratórios já credenciados em http://inas.df.gov.br/adesao-ao-gdf-saude/
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Saúde conta com Fecomércio e sindicatos para combater a Covid-19
A aplicação de restrições e a retirada delas está condicionada à taxa de transmissão do novo coronavírus e à ocupação hospitalar no Distrito Federal. O monitoramento semanal feito pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica tem norteado as decisões da Secretaria de Saúde e é uma das informações essenciais repassadas ao governador Ibaneis Rocha para embasar as restrições e liberações durante a pandemia. Uma nova ferramenta importante para as novas deliberações está em curso, que é o inquérito epidemiológico. Esses e outros assuntos foram abordados durante entrevista do secretário de Saúde, Osnei Okumoto, ao CB Poder, programa transmitido pela TV Brasília e o jornal Correio Braziliense. A entrevista foi conduzida pelo apresentador Carlos Alexandre, nesta quarta-feira (2). Um dos pontos abordados foi o recente decreto do Governo do Distrito Federal com a limitação do horário de fechamento dos restaurantes e bares, que devem restringir as atividades até as 23 horas. Okumoto explicou que, além do aumento da taxa de transmissibilidade, que está em 1.3 – que é preocupante –, a maioria do público que frequenta os estabelecimentos até mais tarde é de grande maioria jovem, que costumam ser assintomáticos, mas, mesmo assim, podem transmitir o vírus para pessoas do grupo de risco, que costumam desenvolver os casos mais graves da Covid-19 e acabam sendo o maior grupo que evoluem a óbito. [Olho texto=”A transmissão acontece justamente quando a gente relaxa nas medidas de segurança, então de tudo o que a gente vem falando desde o início da pandemia que é evitar aglomerações, utilizar máscara, a utilização do álcool gel, tudo isso é muito importante” assinatura=”Osnei Okumoto, secretário de Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A transmissão acontece justamente quando a gente relaxa nas medidas de segurança, então de tudo o que a gente vem falando desde o início da pandemia que é evitar aglomerações, utilizar máscara, a utilização do álcool gel, tudo isso é muito importante”, reforçou. Fiscalização A fiscalização de todos os tipos de estabelecimentos é realizada pela Vigilância Sanitária, pela Secretaria de Saúde, e o DF Legal. Bares, igrejas, shoppings e outros passam constantemente por vistorias sobre o cumprimento das regras e, quando necessário, podem ser notificados, multados ou fechados. Já a Diretoria da Vigilância Epidemiológica tem como uma das suas responsabilidades realizar o monitoramento semanal da taxa de transmissibilidade do novo coronavírus no DF. Para isso, um cálculo é feito levando em conta os novos casos registrados a cada sete dias. Atualmente, a taxa é de 1.3, ou seja, cada 100 pessoas transmite para 130. O índice considerado aceitável é de 1 ou menor que isso. Os dados para esse cálculo são extraídos a partir do resultado dos exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública, laboratórios privados e os dados repassados ao Ministério da Saúde por meio do sistema de notificação compulsória. O secretário afirmou que a pasta se adiantou a uma possível segunda onda em vários pontos importantes. “Mesmo com a desmobilização dos leitos a gente deixou tudo muito bem organizado para que possam ser reativados esses leitos de Covid, caso haja necessidade. Hoje, temos 205 leitos de UTI, sendo que 30% a 35% estão ocupados, então, temos uma margem muito grande de leitos disponíveis e no caso de enfermarias são 290 leitos, sendo que a gente tem 130 vagos. A gente tem aí uma margem muito importante observada”, resumiu Okumoto. Outra ferramenta importante para balizar as próximas decisões em relação à pandemia é o inquérito epidemiológico que teve início nesta quarta-feira (2). Para este estudo serão testadas 230 pessoas em cada uma das 34 regiões administrativas. “Não são as pessoas que vão procurar a gente, a gente vai procurar os lares por meio de um sorteio”, explicou o secretário. A pasta utilizou o IPTU para sortear os endereços. No caso de haver mais de um morador na residência maior de 18 anos e que queira participar da pesquisa, uma nova escolha aleatória será feita. Okumoto anunciou que a pesquisa deve ser encerrada no próximo dia 15 para até o dia 18 de dezembro a pasta ter o compilado em mãos com os resultados dos estudos. A expectativa é que a análise dessa amostragem possa permitir entender o comportamento do vírus até agora, no momento atual e antever ações futuras. Os testes que estão sendo aplicados identificam os anticorpos IgG e IgM, que tem a capacidade de negativar quem nunca teve a doença, identificando quem está com a Covid ou apontando quem já teve. A análise será realizada pelo corpo de especialistas da Secretaria de Saúde. Parcerias para a educação da população Com o aumento da taxa de transmissão do vírus uma das preocupações é com as festas de final de ano. Na última terça-feira (1º), o secretário teve uma reunião com a Fecomércio que chamou outros 11 sindicatos do setor produtivo local. Em compromisso para propagar as medidas de segurança as entidades contribuirão com campanhas educativas. “Quando apresentei o índice de transmissibilidade de 1.3, reafirmando a necessidade de manter os cuidados para que a transmissão não seja tão grande e, assim ter um Natal com as lojas funcionando, com todos podendo exercer as suas atividades e estar até mesmo com as suas famílias, todos entenderam e vão trabalhar com as informações para produção de folder, spots de rádio, teremos veiculação de informativos, de educação em saúde para que a gente possa ter tranquilidade e sem transmissão”, contou Okumoto. O gestor afirmou, ainda, que “as medidas restritivas de agora visam garantir maior tranquilidade nos períodos de festas, reduzindo a transmissão do vírus”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Corpo de Bombeiros entrega Medalha Imperador D. Pedro II
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal concederá nesta quarta-feira (2) a Medalha Imperador D. Pedro II. A comenda é destinada a bombeiros militares, autoridades e personalidades que contribuíram com as ações e demandas da Corporação, com resultados positivos à sociedade. Em virtude dos protocolos advindos da pandemia de Covid-19, a solenidade ocorrerá em duas etapas: Local: Abmil – Auditório Cel. José Nilton Matos – Academia de Bombeiro Militar – Setor Policial Sul – Sais – Área Especial 3 Horários: Solenidade 1 – Grau Comendador e Grau Oficial: às 10h. Solenidade 2 – Grau Cavaleiro: às 16h. *Com informações do Corpo de Bombeiros
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Todo dia é dia de Consciência Negra nas escolas públicas do DF
O Marcos Lopes dos Reis, da Escola Classe 64 de Ceilândia, trabalha a temática diariamente | Foto: Divulgação/Secretaria de Educação “Quem danifica o caráter do outro, danifica o seu próprio.” O provérbio africano é citado pelo professor Marcos Lopes dos Reis, da Escola Classe 64 de Ceilândia. Negro, vítima do racismo ainda nos primeiros anos escolares, conhece de perto as dores e as delícias da negritude. Agora é diferente. Ele não só tem voz como abre espaço para outras meninas e meninos da rede pública de ensino do Distrito Federal. A lição do professor Marcos é clara: não basta aprender a lutar contra o racismo, é preciso empoderar a população negra, sobretudo os jovens. O professor, que também realiza palestras sobre o tema, faz parte do time da rede da Secretaria de Educação do DF, que atua durante todo o ano com atividades interdisciplinares na luta contra o preconceito e as mais cruéis formas de segregação. “Tudo que sofri na infância e na adolescência me dá forças para continuar na luta com esse trabalho, para que os meus alunos não passem pelo que eu passei”, afirma. Marcos carrega na própria história de vida a experiência de ser acusado, julgado e condenado apenas pela cor de sua pele. Em 1981, aos seis anos de idade, chegou na escola e outra criança, ainda no conhecido “prezinho”, se recusou a entrar na sala de aula. “Enquanto esse macaco estiver aí eu não entro”, lembra. A inércia dos gestores na época deixou na criança uma marca tão profunda que ela, hoje crescida, considera ser aquele o dia em que nasceu. [Olho texto=”Tudo que sofri na infância e na adolescência me dá forças para continuar na luta com esse trabalho, para que os meus alunos não passem pelo que eu passei” assinatura=”Professor Marcos Lopes dos Reis” esquerda_direita_centro=”centro”] Marcos trabalha com crianças do Ensino Fundamental. As aulas não começam antes da leitura de provérbios indígenas, africanos, europeus e judeus, com o viés da diversidade. A ideia é refletir a temática ao longo do ensino. Antes da pandemia da Covid-19, o professor chegou a ser premiado em 1º lugar no prêmio Educar para Igualdade Racial e de Gênero, com o projeto Orgulho e Consciência Negra. Além desse, também já produziu o Coral Afro Brasilidade para a Semana da Consciência Negra, com músicas que cantam a história do Brasil e o combate ao racismo, e esquetes como As Borboletas, um contraponto ao poema de Vinícius de Moraes. “Ao contrário do que diz o poema sobre as borboletas pretas, mostramos que elas podem ser da cor que quiser”, diz. O dia D O Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, é um dia de culminância das atividades do ano e do mês realizadas pelo professor Marcos e pelos demais, que assumiram o compromisso junto à Diretoria de Educação do Campo, Direitos Humanos e Diversidade (DCDHD), da Secretaria de Educação, do enfrentamento às desigualdades numa rede de ensino majoritariamente negra, formada por aproximadamente 69% de estudantes autodeclarados negros – pretos e pardos. A data em homenagem ao líder quilombola Zumbi dos Palmares está no Calendário Escolar da rede pública para celebrar as contribuições da população negra para toda a sociedade brasileira. E é sob a Lei de Diretrizes e Bases, artigo 26A, que a SEEDF cumpre com a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Africana e Indígena nos currículos da Educação Básica. “Reconhecer a identidade dos estudantes negros significa torná-los visíveis. Compreender sua complexa realidade e planejar ações que não neguem sua história e sua cultura, que não colaborem com a exclusão e com o racismo institucional e estrutural é cumprir o papel social da escola. É retirar da invisibilidade os alunos que se autodeclaram negros e manter a consciência negra viva cotidianamente na vida escolar”, destaca a diretora da DCDHD, Ruth Meyre Rodrigues. Representatividade No Recanto das Emas a história é outra. A professora Renata Keila dos Santos conta, há oito anos, a parte que não está nos livros. Na Escola Classe 803 eles não falam apenas sobre a escravidão, mas relembram a resistência do povo negro. “Trabalhamos o empoderamento e a cultura afro nas escolas. Fazemos atividades para que eles possam se identificar como negros. Em seguida, entramos no tema racismo e preconceito e, após isso, exercitamos a representatividade, com brinquedos, personagens negros, heróis. As crianças não estão acostumadas com a diversidade em suas casas, é preciso trabalhar a tolerância”, alerta a docente. Renata também já levou projetos externos para fora dos muros da escola, como o Afro Ação, que trata do empoderamento estético negro na oficina de cabelos e turbantes. As meninas aprendem sobre os diferentes tipos, a curvatura de cada fio, como tratar. “Uma maneira de mostrar que a beleza natural delas também é bonita e elas podem se aceitar como são”, ressalta a professora responsável ainda pelo desfile da beleza negra, uma maneira singela de elevar a autoestima das meninas e meninos da escola. Embora esses trabalhos tenham sido realizados antes da pandemia do novo coronavírus, as atividades seguiram mundo virtual adentro, após a paralisação das aulas presenciais. Na plataforma do ensino on-line, a escola tem levantado o tema preconceito racial com personagens negros e relatos da cultura africana desde o início da história do Brasil, além de incentivar os professores a participarem de lives de formação. Antirracistas Branca, vivenciando outra realidade, a professora Regina Cotrim, atual coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Médio 02, de Ceilândia, confessa que foi preciso muita reflexão sobre “como se colocar nesse lugar de fala”. Para isso, ela se especializou em Gestão em Políticas Públicas para Gênero e Raça na Universidade de Brasília. “Voltar para a sala de aula foi muito importante, me deu mais embasamento teórico. Com o apoio dos estudantes, então, começamos a trabalhar durante o ano a temática, que sempre foi muito presente nas minhas aulas”, conta. O projeto Lápis Cor de Pele começou em 2013 | Foto: Divulgação/Secretaria de Educação Em 2013, deu início ao projeto Lápis Cor de Pele. Qual pele? Era uma provocação. Os próprios estudantes foram incumbidos, na época, de chamar palestrantes e pessoas de fora da escola para o trabalho, que também contava com teatro, dança e ensaios fotográficos para valorizar a beleza negra. “Percebemos o crescimento dos estudantes, eles foram se soltando e aceitando cada estilo. A nossa escola realmente abraçou essa causa, e os alunos afirmam que se sentem representados”, comemora a coordenadora. Atualmente, no WhatsApp, estudantes e ex-alunos do CEM 02 de Ceilândia participam do grupo Negra Sou, onde eles debatem políticas de afirmações positivas para todas as camadas da diversidade. Ano passado, a escola elegeu o primeiro diretor negro, o professor Eliel de Aquino, que já iniciou os trabalhos com o planejamento para 365 dias de consciência negra na unidade. Uma ideia limitada pela Covid-19, mas não esgotada. “Antes da pandemia, estávamos planejando fazer valer a legislação que torna obrigatório o ensino da história das africanidades, inclusive com planos de levar os estudantes para um passeio a um quilombo próximo ao Distrito Federal. Para a Semana da Consciência Negra, nossa escola está com uma programação especial no Google Meet, que começou no dia 11 e vai até o final do mês, para todos os públicos”, informa Eliel. Temática Mesmo pelo ensino remoto, a rede pública continua trabalhando a temática dentro das possibilidades. Para facilitar, a Diretoria de Educação do Campo, Direitos Humanos e Diversidade produziu alguns materiais para a educação na plataforma, com as videoaulas: A Questão Racial no Brasil parte I e II e Quilombos – Histórias de Resistência, transmitidas no programa Bate-Papo Fundamental. A DCDHD também preparou o informativo Todo Dia é Dia de Consciência Negra, sobre o Artigo 26A da LDB, com sugestões para o fazer pedagógico, que será enviado às escolas da rede pública do DF. E, ainda, nesta sexta-feira, 20, a diretoria apresenta a live com o mesmo tema, especial sobre mulheres negras e indígenas, às 9h, no canal da SEEDF no YouTube, o EducaDF. Também no canal da secretaria, algumas lives com a temática da diversidade foram transmitidas durante a Semana Temática Letiva e continuam disponíveis, como: Garantia de Direitos das crianças e dos(as) adolescentes https://youtu.be/MfhZNVtpEkM Programa Mulheres Inspiradoras – Ressignificação do espaço escolar https://youtu.be/zRMaYY1GwBY Educação para as relações étnico-raciais na educação infantil https://youtu.be/AGW-Dg8k7vE Educação na e para a Diversidade https://www.youtube.com/watch?v=5WUk33y9RvY&t=274s Projeto RAP: 5 anos promovendo Ressocialização, Autonomia e Protagonismo https://www.youtube.com/watch?v=jqEy2QjYN70 Convivência Escolar e Cultura de paz – Lançamento do Caderno Orientador. https://www.youtube.com/watch?v=VhExP3aMe9M&t=313s Ensino de História e Cultura Indígena https://www.youtube.com/watch?v=opohX2LC1f0 Educação antirracista https://www.youtube.com/watch?v=m8O8moTrF7A Programação com acesso garantido no YouTube, abertas a toda comunidade: CREs São Sebastião Dia 19, às 14h Oficina de construção de pandeiro com material reciclado e cantigas de samba de roda com Ricardo Costa Link de acesso: meet.google.cim/pgm-hncv-uqx Gerência de Educação em Direitos Humanos e Diversidade Dia 20, às 9h Todo dia é dia de Consciência Negra Link de acesso: https://www.youtube.com/c/EducaDF Gama Dia 25, às 14h30 Racismo e antirracismo no espaço escolar Link de acesso: https://bit.ly/33LYCYX *Com informações da Secretaria de Educação
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Educação: liberados mais R$ 1,79 milhão do Pdaf
O Pdaf pode ser utilizado para custeio de reparos nas escolas, como pintura e consertos em telhados e pisos. E para compra de materiais permanentes, como computadores e impressoras, que se incorporam ao patrimônio da unidade | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Mais investimento para a educação pública do Distrito Federal com a liberação de R$ 1,79 milhão do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf). Com esse valor, a Secretaria de Educação do DF já disponibilizou cerca de R$ 130 milhões para as coordenações regionais de ensino e unidades escolares no ano de 2020. A publicação está no Diário Oficial do DF desta quarta-feira (18). O montante desse Pdaf será destinado às coordenações regionais de ensino de Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Taguatinga. Os recursos do Pdaf detalhados abaixo são provenientes de emenda parlamentar do deputado distrital Leandro Grass. CRE / UE Capital Custeio Total CRE Brazlândia R$ 25.000,00 R$ 60.000,00 R$ 85.000,00 CRE Ceilândia R$ 45.000,00 R$ 225.000,00 R$ 270.000,00 CRE Gama R$ 22.500,00 R$ 220.000,00 R$ 242.500,00 CRE Guará R$ 12.500,00 R$ 0,00 R$ 12.500,00 CRE Núcleo Bandeirante R$ 27.500,00 R$ 0,00 R$ 27.500,00 CRE Paranoá R$ 92.500,00 R$ 215.000,00 R$ 307.500,00 CRE Planaltina R$ 90.000,00 R$ 172.800,00 R$ 262.800,00 CRE Plano Piloto R$ 95.000,00 R$ 160.000,00 R$ 255.000,00 CRE Recanto das Emas R$ 52.500,00 R$ 0,00 R$ 52.500,00 CRE Samambaia R$ 12.500,00 R$ 70.000,00 R$ 82.500,00 CRE Santa Maria R$ 112.500,00 R$ 0,00 R$ 112.500,00 CRE São Sebastião R$ 10.000,00 R$ 0,00 R$ 10.000,00 CRE Taguatinga R$ 35.000,00 R$ 40.000,00 R$ 75.000,00 Total R$ 632.500,00 R$ 1.162.800,00 R$ 1.795.300,00 O Pdaf pode ser utilizado para custeio de pequenos reparos nas escolas, como pintura, consertos em telhados e pisos. Eles também podem ser utilizados para despesas de capital, a partir da compra de materiais permanentes, tais como computadores e impressoras, que se incorporam ao patrimônio da unidade. Como utilizar o Pdaf Para utilizar os valores liberados, as coordenações regionais de ensino devem iniciar processos no Sistema Eletrônico de Informação (SEI), contendo a portaria que descentralizou o recurso e o documento que aprova a destinação do investimento pelo Conselho Escolar. Além disso, é preciso comprovar a adimplência das unidades executoras (que utilizam os valores). A comprovação é feita por meio da prestação de contas anual dos exercícios anteriores e da regularidade das prestações de contas parciais do período em curso. Como os recursos são provenientes de emendas parlamentares, a execução deve ser efetivada no exercício referente ao primeiro pagamento. No entanto, caso haja saldo residual ou a execução não se complete, a utilização poderá ser autorizada pela Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (Suplav). Os recursos do Pdaf devem ser empenhados de acordo com a Lei Distrital nº 6.023/2017 e demais normativos que deliberam sobre o Programa. *Com informações da Secretaria de Educação
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