Resultados da pesquisa

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Mutirão de cirurgias ortopédicas no Hospital de Base

Uma força-tarefa reduziu em 58% a fila de pacientes que aguardam por cirurgias ortopédicas de urgência e emergência no Hospital de Base (HB). Vinte pessoas foram operadas nas últimas duas semanas, e 14 deverão passar pelo procedimento nos próximos dias. Isso porque os estoques de insumos foram abastecidos após o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) regularizar o pagamento dos fornecedores.   Os 49 ortopedistas da Unidade de Ortopedia e Traumatologia estão envolvidos no mutirão, além dos demais profissionais do local, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. Para a mobilização, eles estão usando duas salas do centro cirúrgico.   [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os insumos chegaram no último dia 12, sexta-feira anterior ao carnaval. A equipe, então, abriu mão do descanso para dar início à força-tarefa. “No período do feriado, operamos a todo vapor e seguimos empenhados nesta missão”, destaca o chefe do setor, o médico Nicolay Kirkov.   Uma das beneficiadas foi Maria José de Souza, de 66 anos, que também é paciente de câncer na rede pública do DF. Após se lesionar em casa, a moradora do Recanto das Emas precisou ser internada no Hospital Regional de Taguatinga. De lá, foi encaminhada ao HB. “O médico disse que eu deveria ser transferida para cá por ser uma unidade de referência em cirurgia ortopédica”, conta.   A operação para tratar a fratura no fêmur ocorreu na última quinta-feira (25). Em dois dias de internação no Base, a idosa percebeu a humanização no atendimento. “Desde que cheguei, tenho sido muito bem atendida. Os enfermeiros e médicos são bastante educados e atenciosos”, elogia.   Próteses, placas e parafusos   Até o momento, foram abastecidos os estoques de prótese de quadril, utilizada em pacientes com fratura de colo de fêmur, e de placas e parafusos, usados em diversos tipos de cirurgias ortopédicas.   Kirkov ressalta que o serviço de ortopedia manteve as atividades regularmente, sem suspender o atendimento à população. “No mês de janeiro, mesmo com a ausência de alguns insumos, fizemos 159 cirurgias ortopédicas”, salienta o especialista. * Com informações do Iges-DF

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Dores crônicas? É importante diagnóstico precoce

  Arte: Divulgação/SES A campanha Fevereiro Roxo é voltada à conscientização e prevenção da fibromialgia, quadro doloroso crônico caracterizado por amplificação da percepção da dor, desregulação da resposta ao estresse e associação a síndromes funcionais. A queixa central é dor musculoesquelética generalizada crônica, associada a sintomas como fadiga, distúrbio do sono, distúrbios cognitivos (memória e concentração) e alterações de humor (depressão e ansiedade). [Olho texto=”“A fibromialgia associa-se a outras condições em que as sensações dolorosas do corpo são amplificadas”” assinatura=”Rodrigo Aires, RTD em reumatologia” esquerda_direita_centro=”direita”] “Com frequência, a fibromialgia associa-se a outras condições em que as sensações dolorosas do corpo são amplificadas, como a síndrome do intestino irritável e cefaleia”, o médico Rodrigo Aires, Referência Técnica Distrital (RTD) em reumatologia. “O diagnóstico da fibromialgia é clínico, baseado nesses sintomas da doença, sem a necessidade de qualquer exame subsidiário; eles podem ser solicitados apenas para diagnóstico diferencial.” De acordo com o especialista, a estratégia para o tratamento ideal da fibromialgia requer uma abordagem multidisciplinar com a combinação de modalidades de tratamentos farmacológico e não farmacológico. Tudo deve ser elaborado em acordo com o paciente, conforme a intensidade da sua dor, funcionalidade e suas características, sendo importante também levar em consideração questões biopsicossociais e culturais. Tratamento “Programas individualizados de exercícios aeróbicos podem ser benéficos para alguns pacientes, que devem ser orientados a realizar exercícios aeróbicos moderadamente intensos de acordo com a idade, de duas a três vezes por semana, atingindo o ponto de resistência leve, não o ponto de dor, evitando, dessa forma, a dor induzida pelo exercício”, complementa o médico. Analgésicos, antidepressivos, miorrelaxantes e anticonvulsivantes são medicamentos utilizados para o tratamento de dor crônica em que há um processo de amplificação dos sintomas pelo sistema nervoso central. Segundo o Plano Distrital da Reumatologia, em acordo com as recomendações do Ministério da Saúde, é recomendado que os pacientes com doenças crônicas de alta prevalência – como fibromialgia, osteoartrite e osteoporose – sejam acompanhados, em consultas regulares, por médicos capacitados no nível da assistência primária. As consultas com a reumatologia podem ser feitas em casos ou situações especiais, bem como perante dúvidas diagnósticas e terapêuticas. Redução dos sintomas “Na Secretaria de Saúde, realizamos periodicamente a capacitação dos médicos da Atenção Primária”, acrescenta Rodrigo Aires. “O tratamento da fibromialgia é direcionado à redução dos principais sintomas desse distúrbio, incluindo dor crônica generalizada, fadiga, insônia e sono não restaurador e disfunção cognitiva.” O tratamento deve ser individualizado, envolvendo medidas não farmacológicas e, na maioria dos pacientes, terapia medicamentosa. Alguns, particularmente aqueles que se apresentam inicialmente a médicos de cuidados primários, bem como os que não apresentam um transtorno do humor coexistente ou um distúrbio do sono significativos, podem responder adequadamente apenas às medidas não farmacológicas. “Na maioria dos pacientes da Atenção Secundária e Terciária, usamos medicamentos para o tratamento dos sintomas associados à fibromialgia, juntamente com medidas não farmacológicas”, detalha o médico. “No entanto, alguns pacientes respondem adequadamente apenas a medidas não farmacológicas, sobretudo os pacientes acompanhados na atenção primária.” Fatores diversos Na média, cerca de 50% da melhora dos pacientes com fibromialgia se deve ao tratamento não farmacológico, como na identificação e correção de fatores biopsicossociais, doenças psiquiátricas, episódios relacionados à higiene do sono e à realização de atividades físicas regulares que possam estar interferindo nos sintomas da doença. [Numeralha titulo_grande=”50%” texto=”da melhora dos pacientes se deve ao tratamento não farmacológico” esquerda_direita_centro=”centro”] O reumatologista explica que, embora a fibromialgia não seja um distúrbio com risco de vida, muitas pessoas temem que seus sintomas representem os estágios iniciais de uma condição mais grave, como o lúpus eritematoso sistêmico. Estudos de longo prazo não indicam que pessoas com fibromialgia tenham um risco aumentado de desenvolver outras doenças reumáticas ou condições neurológicas. Muitos continuam a sentir dor e fadiga crônica ao longo da vida, mas a maioria é capaz de trabalhar e realizar atividades normais. * Com informações da SES

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Vacinação toma a pauta do Fórum de Governadores

O aumento da oferta de vacinas contra a covid-19 foi um dos temas tratados na conferência que reuniu os governadores e os novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Manutenção do auxílio emergencial, aumento da oferta de vacinas contra a covid-19, revisão da Lei Complementar 179, discussão sobre o ICMS dos combustíveis e reforma tributária, além do alongamento dos prazos de endividamento dos estados foram alguns dos temas tratados na reunião entre os governadores e os novos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. A reunião foi realizada na manhã desta sexta-feira (12), por videoconferência. Coordenador do Fórum de Governadores, o governador Ibaneis Rocha ressaltou a importância do encontro, o primeiro contato após a eleição dos novos presidentes do Poder Legislativo federal. “Esses momentos são fundamentais e precisam acontecer mais vezes, ainda mais num ano como esse que será difícil para todos”, afirmou, ao lembrar os reflexos da pandemia. Parceria Todos os governadores, a começar do chefe do governo do Piauí, Wellington Dias, falaram da importância dessa parceria com os congressistas. O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, também mostrou preocupação com as contas dos estados, afirmando que o Congresso Nacional pode ajudar num equacionamento dos pagamentos. O governador do Maranhão, Flávio Dino, também se mostrou preocupado com a necessidade da contenção da inflação dos alimentos. Todos os gestores ressaltaram a questão da vacinação como fundamental para a retomada da normalidade e do crescimento. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, chegou a dizer que o Brasil pode produzir 50 milhões de vacinas por mês, desde que tenha insumos para isso. Outra unanimidade foi a necessidade da permanência do auxílio emergencial. Ainda que reduzido, para se adequar ao teto de gastos. Projetos O vice-governador da Bahia, João Leão, chegou a sugerir aos presidentes da Câmara e do Senado que listem “cinco ou seis projetos essenciais e que sejam escolhidos em comum acordo com os governadores” para que ganhem prioridade e ajudem os estados e municípios a enfrentar a crise. Já o governador do Mato Groso do Sul, Renaldo Azambuja, lembrou que o Congresso Nacional pode ajudar os estados na questão da habilitação de leitos de UTI. Segundo ele, o Ministério da Saúde está demorando muito para liberar as autorizações. Para tratar tanto a questão da vacinação como da habilitação dos leitos de UTI, Ibaneis Rocha disse que depois do carnaval vai articular uma nova reunião dos governadores, com a participação do ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo.

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Lidar com o desconhecido foi um dos maiores desafios da pandemia

Ana Paula foi uma das primeiras a tomar a vacina do COVID em janeiro. Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Formada em Fisioterapia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) há 21 anos, Ana Paula Barbosa Pereira, 49 anos, é uma profissional de saúde que integra o grupo dos Heróis da Saúde. Ela decidiu trabalhar na área porque acredita que pode interferir positivamente na qualidade de vida de um indivíduo. Ana Paula trabalhou por 12 anos com reabilitação neurológica e saúde do idoso. No entanto, os últimos oito foram dedicados dentro da enfermaria da Cirurgia Geral do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Um trabalho gratificante, segundo ela. Desde o início da pandemia, a servidora começou a atender os pacientes acometidos pela Covid-19 e entrou para a linha de frente do enfrentamento. “Com o início da pandemia, a equipe de fisioterapia iniciou um novo desafio: lidar com o desconhecido. Senti medo. Diante de minha família, eu, antes protetora e exemplo, passei a ser uma ameaça. Momentos difíceis, idosos isolados, muito sofrimento e mortes. Nenhuma escola nos preparou para isso”, relembra. Ana Paula conta que a equipe de fisioterapia “foi guerreira e unida”, apesar das dificuldades vivenciadas diariamente na rotina hospitalar e em meio a uma doença tão perigosa e desconhecida. Segundo a fisioterapeuta, a vacina contra Covid-19 foi esperada com grande expectativa por todos. “Com o passar de 2020 sonhamos com a vacina, era nossa esperança. Ser uma das primeiras pessoas vacinadas me deixou feliz e ainda mais esperançosa”. A fisioterapeuta sente-se abençoada por nunca ter pego Covid-19 e não ter perdido nenhum familiar próximo. “Sou abençoada”, afirma com alegria. Ana Paula foi uma das primeiras vacinadas contra a Covid-19 no DF e recebeu a primeira dose em 19 de janeiro. *Com informações da Secretaria de Saúde

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