Fiscalização apreende mais de R$ 1 milhão em mercadorias irregulares
Equipes de auditores da Secretaria de Economia abordaram, na madrugada desta quarta-feira (1º), várias cargas com ausência de documentação fiscal idônea. As mercadorias irregulares, avaliadas em cerca de R$ 1 milhão, foram apreendidas em rodovias e encontradas em transportadoras. Entre os produtos apreendidos estão bebidas, confecções, alimentos e peças para carros. As ações de fiscalização em véspera de feriado apostam na crença dos sonegadores de que não haverá fiscalização. “É importante dizer que as nossas equipes prosseguem trabalhando 24 horas por dia, mesmo em feriados e fins de semanas, e encontram-se nas vias, rodovias, no aeroporto e em transportadoras do DF”, explica o coordenador de Fiscalização Tributária, Silvino Nogueira Filho. Entre os produtos apreendidos estão bebidas, confecções, alimentos e peças para carros | Foto: Divulgação/ Secretaria de Economia “A importância da fiscalização tributária do DF perpassa por combater frontalmente a sonegação fiscal, proporcionando uma sensação de risco àqueles que insistem em deixar de cumprir suas obrigações fiscais junto à Receita do DF”, acrescenta. Para o secretário de Economia, Ney Ferraz, o objetivo não é apenas apreender mercadorias e multar. “Queremos com essa ação rotineira mostrar que o GDF está nas ruas atuando para que os tributos sejam arrecadados dentro da lei, sem prejudicar aqueles contribuintes que estão em dia com o Fisco”, reforça. Confira o que foi apreendido e o local da ação de fiscalização: ⇒ Carreta com cosméticos (sabonetes, colônias, desodorantes, óleos, kit capilar, etc.) sem nota fiscal: carga avaliada em R$ 700 mil. Veículo abordado em Ceilândia; ⇒ Carreta com bebidas alcoólicas (36 mil unidades de cervejas e 2016 unidades de cachaça sem nota fiscal): carga avaliada em R$ 110 mil. Carreta abordada em Sobradinho; ⇒ Peixes com nota fiscal inidônea carga abordada na BR-060. Valores em apuração; ⇒ Produtos automotivos (pneus e faróis) com nota fiscal inidônea. Valores em apuração; ⇒ Confecções com nota fiscal inidônea. Valores em apuração; ⇒ Bolsas com nota fiscal inidôneas. Valores em apuração; ⇒ Pneus e faróis com nota fiscal inidôneas. Valores em apuração. *Com informações da Secretaria de Economia
Ler mais...
Mais de 15,3 mil atendimentos a suspeitas de dengue realizados pelas novas tendas
As novas tendas de acolhimento a pacientes com dengue ou com suspeita da doença já promoveram mais de 15,3 mil atendimentos. Os espaços foram inaugurados pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para facilitar o acesso da população a exames e consultas. A implantação da primeira das 11 unidades ocorreu em 11 de abril. Neste final de semana, foram entregues os dois últimos espaços: no Varjão, no sábado (28), e no Areal, no domingo (29). Em cada uma das tendas há mais de 60 profissionais da saúde para atender uma média de 150 pessoas por dia. Ao todo, são 11 espaços em operação, onde a população tem acesso a exames e consultas, sendo três com funcionamento 24 horas e os demais com atividade das 7h às 19h | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde Apenas nas últimas 24 horas, foram registrados 1.397 atendimentos, sendo 994 pacientes adultos e 403 crianças. Além disso, no período, 492 pessoas foram testadas e 14 foram transferidas para outras unidades da rede pública de saúde, em razão do agravamento do quadro clínico da doença. A tenda com o maior número de assistências nas últimas 24 horas foi a de Planaltina, com 206 atendimentos, seguida pelo Paranoá (155), Samambaia (144), Varjão (122), Gama (121), Ceilândia (119), Areal (117), Guará (116), Plano Piloto (106), Taguatinga (105), e Vicente Pires (86). Ao todo, são 11 espaços em operação, onde a população tem acesso a exames e consultas, sendo três com funcionamento 24 horas e os demais com atividade das 7h às 19h. Em cada um deles, há mais de 60 profissionais da saúde para atender uma média de 150 pessoas por dia. As unidades estão espalhadas pelo Guará, Gama, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Vicente Pires, Varjão e Areal. As tendas funcionam diariamente, com estrutura semelhante a hospitais de campanha, e estão estrategicamente posicionados próximo a hospitais regulares, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) a fim de garantir um atendimento mais rápido aos pacientes sintomáticos da doença e, consequentemente, reduzir a pressão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Endereços e horários de funcionamento das novas tendas Funcionamento 24 horas → Gama: estacionamento do Hospital Regional (HRG) → Guará: em frente à UBS 1 → Paranoá: estacionamento do Hospital da Região Leste Funcionamento das 7h às 19h → Plano Piloto: estacionamento do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) → Vicente Pires: estacionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) → Varjão: atrás da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 → Taguatinga: estacionamento do ambulatório do Hospital Regional (HRT) → Planaltina: na policlínica da região → Águas Claras: estacionamento da UBS 1 do Areal → Ceilândia: estacionamento do Hospital Regional (HRC) → Samambaia: estacionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) 7
Ler mais...
Queima controlada ajuda a evitar incêndios florestais em Águas Emendadas
Fogo para combater o fogo. Se a princípio isso pode parecer contraditório, vale dizer que é uma técnica cada vez mais utilizada no Distrito Federal e que tem trazido resultados na proteção do Cerrado. Com esse intuito, o Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta segunda-feira (29), a chamada queima prescrita na Estação Ecológica Água Emendadas (Esecae), em Planaltina. Durante a ação foram queimados 70 hectares – equivalente a mais de 70 campos de futebol – o que corresponde a 0,5% da área total da Esecae, que é de 10 mil hectares. O objetivo é reduzir a matéria orgânica acumulada, originada de vegetação exótica, ou seja, que não faz parte do bioma do Cerrado, como as braquiárias plantadas na região antes dela se tornar área de preservação. Com isso, quando a estiagem chegar, os riscos de incêndios florestais de grandes proporções são minimizados. Esse manejo do fogo é realizado no local uma vez por ano desde 2017, e nesta ação participaram 40 profissionais. A iniciativa faz parte do Programa de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) da Esecae, comandado pela Diretoria de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Brasília Ambiental (Dpcif). Ele conta com a parceria do Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), que articulou o apoio técnico dos combatentes do Parque Nacional de Brasília e do Grupamento de Proteção Ambiental (Gepram/CBM). O Instituto Brasília Ambiental realizou, nesta segunda-feira (29), a chamada queima prescrita na Estação Ecológica Água Emendadas (Esecae), em Planaltina | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Os profissionais que atuam nos órgãos de proteção ambiental do Distrito Federal relatam que a medida tem surtido efeito tanto na redução da proporção das queimadas como para o fortalecimento da vegetação nativa. O administrador da Unidade de Conservação do Brasília Ambiental, Gesisleu Jacinto, afirma que a cada ano esses efeitos positivos se intensificam. Ele explica a ação. “O Cerrado foi forjado com fogo, obviamente, com o fogo benéfico. Então, fazemos um fogo planejado, num período em que a gente monitora a temperatura, o clima, o vento. Fazemos um fogo brando e a vegetação resiste bem a esse fogo. Diferentemente do incêndio florestal, que ocorre em uma época bem crítica, por conta da seca, e passa dizimando tudo. O objetivo é a eliminação de material combustível para quando chegar o período crítico a gente não tenha os incêndios florestais. O foco principal, aqui, é proteger as veredas e a mata ciliar da Lagoa Bonita”, afirma o administrador. “É uma ação preventiva. Caso venha um incêndio dentro da unidade de conservação, ele não vai atingir a área da Lagoa Bonita, que é a área principal da Esecae. Antes da ação, avaliamos a área como um todo e fazemos um planejamento para que os órgãos envolvidos possam executar. Quando a ação é executada, a labareda não é tão alta. Toda a ação é feita de forma segura” Carol Schubar, coordenadora do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) A coordenadora do Plano de Prevenção de Combate a Incêndios Florestais (PPCIF), da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Carol Schubar, ressalta que a medida é uma aliada na preservação de Águas Emendadas, feita após muito planejamento. “É uma ação preventiva. Caso venha um incêndio dentro da unidade de conservação, ele não vai atingir a área da Lagoa Bonita, que é a área principal da Esecae. Antes da ação, avaliamos a área como um todo e fazemos um planejamento para que os órgãos envolvidos possam executar. Quando a ação é executada, a labareda não é tão alta. Toda a ação é feita de forma segura”, garante a coordenadora. Segurança Por ser realizada de maneira controlada e com profissionais habilitados, essa queima é considerada bastante segura. O solo é molhado ao redor de toda a área, na chamada linha fria. O fogo é ateado em oposição à direção do vento para garantir que se espalhe devagar. Enquanto isso, os brigadistas fazem o controle do fogo com sopradores de ar e, caso seja necessário, o caminhão do Corpo de Bombeiros está pronto para intervir. A medida serve ainda como treinamento entre as equipes para situações extremas, conforme explica o segundo-tenente do Corpo de Bombeiros Militar do DF, Filipy Ferreira de Mesquita. “A gente busca auxiliar os brigadistas tanto no ateamento de fogo como no combate, com abafadores e assopradores. É uma ação segura, controlada e uma situação muito boa porque buscamos também mais entrosamento entre as equipes para que, caso haja incêndio, estejam preparadas para atuar”, afirma. Águas Emendadas Localizada a 50 quilômetros do centro de Brasília, a Esecae preserva um importante fenômeno natural – as águas emendadas – que verte água para duas grandes bacias hidrográficas: Tocantins/Araguaia e a Platina, na vereda de 6 km de extensão. Também é fonte de captação de água para abastecimento público da região. Criada em 1968 como reserva biológica, quando são permitidas visitas apenas com objetivos educacionais, o local foi alçado à categoria de estação ecológica, que além de visitas educacionais, permite a realização de pesquisas científicas.
Ler mais...
Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia celebra três anos de acolhimento
Localizada no coração de Ceilândia, a Casa da Mulher Brasileira (CMB) celebra três anos de dedicação à capacitação, promoção e enfrentamento à violência contra as mulheres do Distrito Federal. Desde a inauguração, em 22 de abril de 2021, o espaço, administrado pela Secretaria da Mulher (SMDF), tem sido um ponto de referência para milhares de mulheres em busca de apoio, oferecendo mais de 24 mil atendimentos ao longo desse período. Nos últimos três anos, a casa tem sido um refúgio de esperança e apoio para milhares de mulheres de todo o DF que enfrentam situações de violência e vulnerabilidade. O acolhimento é dividido em dois eixos: capacitação e enfrentamento à violência. Uma equipe multidisciplinar dedicada e sensível atende as necessidades das mulheres. Na Casa da Mulher Brasileira, uma equipe multidisciplinar atende o público feminino nos eixos de capacitação e enfrentamento à violência | Foto: Vinícius de Melo/ SMDF A secretária da mulher, Giselle Ferreira, reforça que os números de atendimentos refletem o impacto significativo que a CMB tem tido na comunidade. “Desde a sua abertura, milhares de mulheres encontraram apoio emocional, orientação jurídica e assistência prática para superar os desafios que enfrentam em suas vidas. Mais do que isso, elas têm recebido a oportunidade de se capacitar profissionalmente, ganhando as ferramentas necessárias para se tornarem independentes e alcançarem seus objetivos”, disse. Promoção e capacitação Além de fornecer um ambiente seguro e acolhedor para mulheres em situações de vulnerabilidade e violência, o espaço tem se destacado pelo compromisso em capacitar e promover o empoderamento feminino. Mais de 10 mil atendimentos foram realizados neste eixo desde a abertura. Por meio de uma variedade de programas e iniciativas, como o Empreende Mais Mulher e o Projeto Mão na Massa, a iniciativa tem ajudado mulheres de todas as origens a desenvolver habilidades, adquirir conhecimentos e encontrar oportunidades para um futuro melhor. Yanca Silva faz o curso de recepcionista: “Além da capacitação aqui, também posso contar com acompanhamento psicossocial, atendimentos de saúde, exames preventivos e o dia da beleza para levantar nossa autoestima” | Foto: Divulgação/ SMDF Concluindo o curso de recepcionista na CMB, Yanca Silva, 26 anos, destaca que o local é uma chave de esperança para uma porta de oportunidades. “Aqui eu pude de fato me dedicar ao curso, já que o local conta com brinquedoteca para meu filho. Além da capacitação aqui, também posso contar com acompanhamento psicossocial, atendimentos de saúde, exames preventivos e o dia da beleza para levantar nossa autoestima”, completa. O compromisso do local com a capacitação e promoção das mulheres é evidente em cada aspecto do funcionamento. Desde os cursos de capacitação profissional oferecidos regularmente até as parcerias com instituições locais para fornecer oportunidades de emprego, a casa tem se esforçado para garantir que cada mulher que passa por suas portas tenha as melhores chances possíveis de sucesso. Enfrentamento à violência Elizabete dos Santos: “Um espaço como esse nos ensina a viver de novo” | Foto: Divulgação/ SMDF A Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia tem desempenhado um papel fundamental na oferta de suporte e orientação para aquelas que buscam uma saída para a violência doméstica. Ao longo do funcionamento, o local já realizou cerca de 14 mil atendimentos no eixo de enfrentamento à violência realizados por uma equipe multidisciplinar, formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, dedicada e sensível às necessidades das mulheres. Esses acolhimentos representam não apenas números, mas histórias de coragem e resiliência de mulheres que buscaram ajuda para se libertar de relacionamentos abusivos. A subsecretária de enfrentamento à violência, Maíra Castro, reforça que o perfil das mulheres assistidas é diverso. “Cada atendimento é único. Em grande maioria, as mulheres demoram a entender que estão em um ambiente de violência doméstica. E a casa, por meio dos profissionais, tem a capacidade de acolher e proporcionar o apoio que elas precisam”, disse. Com o auxílio de conversas individuais, grupos de apoio e atividades terapêuticas, as mulheres são encorajadas a reconhecer sua própria força e capacidade de mudança. Além disso, o atendimento inclui assistência jurídica para lidar com processos legais relacionados à violência doméstica, apoio psicológico para lidar com traumas emocionais e orientação sobre como acessar recursos e serviços de apoio externos. Nesses três anos, a Casa da Mulher Brasileira teve impacto significativo na vida das mulheres da comunidade. Elizabete dos Santos, de 39 anos, que frequenta a casa, pontua que o acolhimento realizado é essencial. “Um espaço como esse, que traz segurança de volta à vida, nos ensina a viver de novo e sermos acolhidas por profissionais que entendem a situação, é algo aliviante”, declara. *Com informações da Secretaria da Mulher
Ler mais...