Feira apresenta soluções inovadoras na área de saúde
Mais de 60 inovações estão cadastradas na 6ª edição da Feira de Soluções para a Saúde. Pela primeira vez, entre os dias 27 e 28 de novembro, a capital federal sedia o evento, realizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, e patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O objetivo é disseminar e incentivar possibilidades que auxiliem no enfrentamento de crises sanitárias apresentadas neste século. Entre as inovações, estão “Stella”, nome dado a um sistema nervoso artificial que auxilia na recuperação de pacientes que sofreram derrame, e ITB, solução online que monitora a situação de saúde das pessoas com tuberculose, minimizando o abandono de tratamento. Também constam aplicativos voltados à saúde da população LGBTQIAPN+ ou ao combate à dengue, drones que transportam amostras biológicas e plataforma de monitoramento da saúde que avalia dados biológicos captados pela câmera do celular. Arte: Divulgação/SES-DF Com o tema “Transformação Digital na Saúde”, a feira traz um portfólio de ideias já colocadas em prática ou em desenvolvimento que abordam temas como educação, ciência e tecnologia abertas, arboviroses, hanseníase, tuberculose, HIV/Aids, pesquisa clínica, judicialização da saúde, cuidado com a gestante e registro das ações dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). São projetos que visam, principalmente, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), local e nacionalmente. Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, que presidirá o evento, trata-se de um espaço diverso, fundamental para avaliar o progresso dos serviços da rede pública. “Esta feira representa uma oportunidade real para identificar soluções tangíveis aos desafios contemporâneos que enfrentamos. Teremos a oportunidade de mostrar iniciativas na área da ciência que são realidade e poderão impactar positivamente aos cuidados de saúde no futuro”. [Olho texto=”A Hacktona SUS Digital vai instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A programação da feira inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, mesas de negociação, pôsteres, bem como estandes e outras apresentações. Esta sexta edição reúne especialistas e entusiastas da área de saúde, previamente cadastrados. O intuito é promover parcerias institucionais de ciência, tecnologia e inovação, impulsionando o desenvolvimento e a aplicação de soluções únicas no cenário do DF. O subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal, enxerga o evento como uma oportunidade de avançar na informatização dos serviços da rede. “A feira é muito importante para estabelecermos e pensarmos em uma cultura de transformação digital na SES-DF. Esses três dias serão de imersão, na qual o conhecimento será ampliado.” Hackatona Uma das ações que merecem destaque na feira é a chamada Hacktona SUS Digital, que irá instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil. Ao final, cada equipe deverá entregar um documento detalhando a ideia e sua viabilidade. As quatro propostas que obtiverem as melhores avaliações serão escolhidas. O resultado será divulgado em 29 de novembro, último dia da feira. Na etapa de incorporação da tecnologia, valores de até R$ 400 mil serão distribuídos entre os projetos qualificados e indicados pela SES-DF, de acordo com as atividades, nível de complexidade e necessidade de equipamentos. Espaço para todas as ideias [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A diversidade é uma das características da feira. Ao lado de soluções criadas por equipes já veteranas, aparecem, por exemplo, projetos idealizados por alunas da educação básica do Rio de Janeiro, que propuseram uma ferramenta de apoio a mulheres em situações de violência. Aos aplicativos somam-se ainda um observatório que disponibiliza indicadores de ciência, tecnologia e inovação em saúde; um repositório que arquiva, preserva e compartilha dados digitais para pesquisa; e uma plataforma que concentra experiências bem-sucedidas de unidades e trabalhadores do SUS de todo o país. Vindos de diferentes regiões do Brasil, entre os objetivos dos autores dos trabalhados estão: facilitar a comunicação com os usuários, ampliar o conhecimento da população sobre seu status de saúde, oferecer ferramentas seguras e acessíveis de teleatendimentos e automatizar processos digitais. A primeira Feira de Soluções para a Saúde foi realizada em 2017, na Bahia, com foco no enfrentamento do zika vírus. A partir dela, outras questões de importância sanitária foram tema do evento. Hoje, o evento conta com um público participante estimado em mais de oito mil pessoas. Serviço 6ª Feira de Soluções para a Saúde ? Data: 27, 28 e 29 de novembro ? Local: Millenium Convention Center (Clube da Ascade – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Conjunto 10, Lote 18, Asa Sul). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Novembro Azul: 175 unidades da rede pública do DF reforçam serviços
Criada para promover o cuidado geral com a saúde masculina, indo além do câncer de próstata, a campanha Novembro Azul ressalta a importância da rede de 175 unidades básicas de saúde (UBS) para o atendimento à população masculina. Por meio do CEP de residência, é possível identificar qual é a UBS de referência e ter acesso a toda a carteira de serviços ofertada pela rede pública da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Os homens frequentam mais as unidades básicas nesse período e temos a impressão de que, a cada ano, a participação deles nos eventos é maior”, conta a diretora regional de Atenção Primária à Saúde da Região Leste, Janaína de Oliveira, responsável pelas atividades das UBSs do Paranoá, Itapoã, Jardim Botânico, São Sebastião e Jardins Mangueiral. Além do atendimento diário, ações especiais foram organizadas – por todo o DF – para ampliar o acolhimento da população masculina. Entre as atividades estão palestras, recepções festivas (cafés e lanches), testagem e ações de acolhimento. Os horários das atividades dependem da unidade. Os homens representam apenas 34% da população presente nas consultas em UBSs | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O desafio é enfrentar as resistências. “É um problema muitas vezes cultural. A mulher desde cedo é estimulada à prevenção. O homem tem dificuldade. Quando procura a assistência, é porque já está doente”, explica o diretor regional de Atenção Primária à Saúde da Região Oeste, Marcondes Mendes, à frente das UBSs de Ceilândia, Brazlândia e Sol Nascente. Por isso, uma das orientações para os profissionais é aproveitar todas as eventuais visitas desse público a uma UBS. O acompanhamento de um familiar ou a simples retirada de medicamento podem ser a oportunidade para uma abordagem. As equipes de Estratégia de Saúde da Família (eSF) também são instruídas a abordar a população masculina. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Parte das unidades básicas – como as UBS 3 e 7 de Ceilândia – fazem atendimentos de segunda a sexta-feira até as 22h, o que também é um estímulo aos cuidados com a saúde. “Aqueles que têm dificuldades de acesso, por causa do trabalho, podem procurar essas UBSs com atendimento noturno”, pontua o diretor. Minoria nos atendimentos Segundo dados da SES-DF, em 2023, os homens representam apenas 34% da população presente nas consultas de atenção primária, aquelas realizadas em UBSs. Esse índice inclui idosos, bebês e pacientes com doenças crônicas. Entre os homens de 20 a 59 anos, o índice cai para 28%, de acordo com dados do Ministério da Saúde para todo o país. Confira os locais com eventos especiais do Novembro Azul previstos até o fim do mês: Foto: Arquivo/ Agência Saúde 23 de novembro (quinta-feira) ? UBS 3 do Recanto das Emas ? UBS 4 do Recanto das Emas ? UBS 8 do Recanto das Emas ? UBS 5 de Ceilândia ? UBS 6 de Ceilândia ? UBS 7 de Ceilândia ? UBS 12 de Ceilândia ? UBS 13 de Ceilândia 24 de novembro (sexta-feira) ? UBS 3 de Taguatinga ? UBS 10 do Recanto das Emas ? UBS 11 do Recanto das Emas ? UBS 3 de Ceilândia ? UBS 10 de Ceilândia 25 de novembro (sábado) ? UBS 1 do Guará ? UBS 1 do Areal ? UBS 2 do Areal ? UBS 12 de Samambaia ? UBS 5 do Recanto das Emas ? UBS 10 do Recanto das Emas ? UBS 11 do Recanto das Emas 27 de novembro (segunda-feira) ? UBS 5 de Santa Maria 28 de novembro (terça-feira) ? UBS 1 do Cruzeiro ? UBS 1 de Vicente Pires ? UBS 1 de Samambaia ? UBS 11 de Samambaia ? UBS 16 de Ceilândia ? UBS 18 de Ceilândia 29 de novembro (quarta-feira) ? Terminal rodoviário do Núcleo Bandeirante ? UBS 2 de Taguatinga ? UBS 8 de Taguatinga ? UBS 2 de Samambaia ? UBS 3 de Samambaia ? UBS 6 de Samambaia ? UBS 7 de Samambaia ? UBS 8 de Samambaia ? UBS 10 de Samambaia ? UBS 4 de Santa Maria ? UBS 10 de Santa Maria Os endereços de cada unidade e horários de funcionamento podem ser consultados no InfoSaúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Grupo de dor crônica do HRSM cria rede de apoio a pacientes
No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), uma iniciativa muito aguardada se tornou realidade: o grupo de dor crônica. O espaço vai além do tratamento convencional, criando uma rede de apoio para pacientes que enfrentam diariamente desafios impostos por essa doença Em um contexto onde a dor crônica afeta aproximadamente 37% da população brasileira, cerca de 60 milhões de pessoas, conforme dados da Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), a linha de cuidados para pessoas com dores crônicas do HRSM se destaca como uma resposta inovadora. Grupo conta, entre outros profissionais, com psicólogos, fisioterapeutas, reumatologistas, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais | Fotos: Divulgação/ IgesDF O grupo funciona no ambulatório e é formado por aproximadamente 15 participantes que se encontram semanalmente. As manhãs de quinta-feira são marcadas pela conexão e pelo compartilhamento de experiências e de conhecimento. Com o intuito de aprimorar a qualidade de vida diante das limitações físicas e dos desafios cotidianos impostos pela dor crônica, a abordagem adotada busca explorar diferentes estratégias ao longo de aproximadamente 12 encontros. Essas estratégias variam desde psicoeducação até técnicas de mindfulness, (prática terapêutica de concentração máxima no presente) com a colaboração de uma equipe de especialistas de diferentes áreas. [Olho texto=”“O nosso objetivo é trabalhar estratégias de enfrentamento para a dor, para que eles possam recuperar a qualidade de vida e consigam seguir com essas condições”” assinatura=”Paola Palatucci, psicóloga” esquerda_direita_centro=”direita”] Psicólogos, fisioterapeutas, reumatologistas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, farmacêuticos e nutricionistas unem forças para proporcionar estratégias de enfrentamento e conscientização do papel dos pacientes em seu próprio tratamento. A psicóloga Paola Palatucci, especialista em dor crônica e uma das mentes por trás do projeto, explica: “O nosso objetivo é trabalhar estratégias de enfrentamento para a dor, para que eles possam recuperar a qualidade de vida e consigam seguir com essas condições”. Albertina Fernandes, de 53 anos, membro do grupo desde o início, mencionou que usava remédios controlados para dor por mais de uma década. Desde que ingressou no grupo, reduziu o uso de algumas medicações. Ela comentou: “Estou me sentindo bem melhor. O grupo tem sido de grande ajuda; durmo melhor e estou bem emocionalmente. Só tenho a agradecer”. Paula Palatucci reforçou: “Trabalhamos higiene do sono, dietas anti-inflamatórias, psicoeducação e utilizamos técnicas de mindfulness para fortalecer a atenção concentrada dos pacientes, visando sempre estratégias de enfrentamento”. [Olho texto=”Em todos os encontros, são realizados exercícios adaptados para trabalhar alongamento e analgesia” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O tratamento exige uma abordagem multidisciplinar na qual a fisioterapia também desempenha um papel significativo. Em todos os encontros, são realizados exercícios adaptados para trabalhar alongamento e analgesia. O programa incorpora, ainda, a auriculoterapia, uma técnica derivada da acupuntura que aplica pressão em pontos específicos da orelha para tratar vários tipos de dores. Essa prática terapêutica visa não apenas ao bem-estar físico, mas também ao equilíbrio emocional. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A fisioterapeuta Alessandra Sandro Meireles enfatiza a importância da abordagem integral da equipe, ressaltando o compromisso em proporcionar não apenas um alívio imediato, mas uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes: “Todas as estratégias são apresentadas para que possam ser aplicadas no dia a dia, permitindo que os pacientes tenham consciência de seu papel ativo na melhoria de seu quadro clínico”. Desde os 20 anos, Suely Pinheiro Barreira, 61, convive com o desafio da fibromialgia, uma condição dolorosa e persistente. “Esse grupo está sendo uma maravilha; tenho aprendido como lidar com a dor da fibromialgia, porque é uma dor crônica, uma dor que você acha que não vai conseguir suportar. Eu tenho aprendido muito com toda a equipe e me sinto acolhida. Para mim tem dado resultado, tenho parado até de tomar alguns medicamentos fortes”, relata *Com informações do IgesDF
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Rede pública do DF oferta cuidado integral para hipertensão
O cenário brasileiro em relação à hipertensão é mais crítico do que o da maioria das nações. É o que aponta o primeiro relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os efeitos globais da doença. Enquanto, na média global, 33% dos adultos entre 30 e 79 anos são afetados pela enfermidade, estima-se que, no Brasil, o índice alcança 45%, isto é, 50,7 milhões de pessoas. Desse total, 62% foram o diagnosticados, mas apenas 33% estão com a pressão controlada. Na UBS 15 de Planaltina, pacientes hipertensos e diabéticos participam de reuniões quinzenais com a equipe multiprofissional de atendimento | Foto: Jonathan Cantarelle/Agência Saúde No Distrito Federal, todas as 175 unidades básicas de saúde (UBSs) contam com equipes de Saúde da Família (eSF) capazes de oferecer o diagnóstico e dar início ao tratamento. É o caso da UBS 15 de Planaltina, onde ocorrem as reuniões de pacientes do Hiperdia, sistema de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e diabéticos. Atendimento multiprofissional Os encontros quinzenais com a equipe multiprofissional acolhem, em média, 20 pessoas. Além de ações diretamente relacionadas ao controle e ao tratamento individual, são também oferecidas orientações acerca dos fatores gerais que impactam no alto nível de pressão arterial. Há cinco anos, Darlan da Costa, 41 anos, recebeu o diagnóstico positivo para diabetes e hipertensão. O acompanhamento feito em consultas e atividades coletivas na UBS 15 de Planaltina é integrado à retirada dos medicamentos na farmácia da própria unidade. “Vejo que isso ajuda não só a mim, mas também aos demais participantes do grupo”, conta. “Nós, que somos diabéticos e hipertensos, precisamos mesmo ter maior atenção”. A doença [Olho texto=”“Muitas vezes, o primeiro sinal já é um infarto ou um acidente vascular cerebral” ” assinatura=”Edna Maria de Oliveira, referência técnica distrital em cardiologia da Secretaria de Saúde ” esquerda_direita_centro=”direita”] A pessoa é considerada hipertensa quando apresenta regularmente pressão arterial superior a 140 por 90 mmHg (14 por 9). Os sintomas costumam aparecer somente em estágios mais avançados ou quando a alteração ocorre abruptamente, mas sinalizam risco de várias outras doenças. Por isso, lembra a médica Edna Maria de Oliveira, referência técnica distrital (RTD) colaboradora de cardiologia da Secretaria de Saúde do DF (SES), é importante fazer a aferição regularmente, ao menos duas vezes ao ano. “Muitas vezes, o primeiro sinal já é um infarto ou um AVC [acidente vascular cerebral]”, alerta. Há cerca de um ano, as dores no peito e na cabeça e a dificuldade para dormir de Meri Cristina, 57, começaram a ser investigadas no Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão (Cedoh) da SES. O local é referência a pacientes de alto e muito alto risco residentes da Região Central de Saúde do DF – Asa Norte, Asa Sul, Varjão, Lago Norte, Lago Sul, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal e Vila Planalto. Com os riscos identificados pela equipe da UBS 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, Meri foi encaminhada ao médico especialista. “Mantenho confiança no atendimento; a gente não pode desistir nunca”, afirma ela. Os cuidados A pressão alta é um dos fatores de risco predominantes no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que, por sua vez, são as principais causas de morte em todo o mundo. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Embora a hipertensão não tenha cura, possui tratamento e pode ser controlada. O relatório da OMS indica que, se os níveis de tratamento projetados para o país forem alcançados, serão evitadas 365 mil mortes pela doença até 2040. Além dos medicamentos disponíveis, é importante adotar um estilo de vida saudável, com alimentação adequada, atividade física regular e alteração de hábitos relacionados ao fumo e à ingestão de álcool. “É preciso também se atentar a outros fatores de risco, como o diabetes e a obesidade”, pontua a cardiologista Edna Maria de Oliveira. Para encontrar a UBS de referência, basta digitar o CEP no portal InfoSaúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Prevenção ao câncer de mama é aliada à aula de forró
O incentivo aos cuidados com a saúde pode (e deve) ser divertido. É o que mostra a iniciativa do Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde (Cerpis) de Planaltina, que, no Outubro Rosa, uniu o forró ao alerta de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. A última aula deste mês – que ocorre sempre às quartas-feiras – foi temática. O Forró das Rosas reuniu idosos e encheu o salão com passos habilidosos. A dança fortalece o sistema muscular, melhora a flexibilidade, diminui dores e aumenta a autoestima, segundo o enfermeiro Edmundo Bezerra da Secretaria de Saúde | Fotos: Rafaella Felix/Agência Saúde-DF “Forró é terapia, trabalha corpo e mente. E, neste mês, é uma oportunidade de trazer a conscientização para combate ao câncer de mama”, ressalta o enfermeiro e facilitador de práticas integrativas Edmundo Bezerra. Quem participou aprovou a iniciativa. “Isso é um remédio. Não falto, pois dançar é comigo mesmo”, conta Zilda da Costa, 73 anos. A moradora do Vale do Amanhecer participa das aulas de forró como terapia desde 2018, após amigas indicarem a atividade. “As dores que sentia nas pernas e na coluna melhoraram 100%. Gosto muito de forró. Eu amo isso aqui”. Em alusão ao Outubro Rosa, o Cerpis organizou também outras atividades com foco na prevenção ao câncer de mama, como prática de medicina chinesa, indicação do uso de plantas, auriculoterapia e roda de conversa sobre autoestima. Além de muito forró, o evento teve apresentações artísticas da comunidade com cantos, contos e premiação aos participantes melhor caracterizados. Maria Áurea da Conceição, 70 anos, fez questão de usar vestido, unha e maquiagem no tom rosa para combinar com a atividade. “Aqui é animado, a gente sai um pouquinho melhor. Faz bem para a saúde”, avalia. O companheiro dela, Fidêncio Espíndola, 73 anos, participa há um ano das aulas: “Gosto de vir, aqui a gente faz amizade. Cansa, mas é bom”. Interessados podem participar da terapia com forró toda quarta-feira, às 16h, na tenda do Cerpis, localizada ao lado do Hospital Regional de Planaltina (HRPl). As aulas são gratuitas e não necessitam de agendamento. O casal Maria Áurea, de 70 anos, e Fidêncio Espíndola, 73 anos, participam da terapia há mais de um ano e destacam a animação e amizades que fizeram nas aulas Quem dança, os males espanta Com problemas na coluna e após o falecimento do filho, Raulde Rosa da Cruz, 60 anos, recebeu a indicação de um médico para participar da terapia. “Vim, me identifiquei e não parei mais. Gosto do forró e da assistência. Entro aqui e saio mais feliz.” Ela conta que, depois de iniciar a atividade, hoje não precisa mais de remédio para dormir. Segundo o enfermeiro Bezerra, a dança fortalece o sistema muscular, melhora a postura e a flexibilidade, diminui dores e ajuda a manter o bom ritmo cardíaco e a pressão arterial, além de aumentar a autoestima. No local, as aulas de forró como forma de terapia ocorrem desde 2017 e, atualmente, cerca de 40 pessoas participam toda semana. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “[As aulas de forró] Ajudam muito na saúde emocional, na interação. São formados vínculos afetivos entre os participantes e fortalece a proximidade com os servidores da Secretaria de Saúde [SES-DF]. Além disso, insere o paciente no cuidado com ele próprio”, destaca a técnica de enfermagem e facilitadora das práticas integrativas Rosane Natividade. Sobre o Cerpis Vinculado à SES-DF, o Cerpis de Planaltina funciona de segunda a sexta-feira e oferta ainda outras práticas integrativas. Por exemplo: yoga, técnica de redução de estresse, automassagem, artesanato, constelação familiar e práticas de medicina chinesa. Considerando todas as terapias, cerca de 800 pessoas são atendidas mensalmente no local. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 2017-1085. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Interessados já podem negociar dívidas no Refis 2023
A partir desta quinta-feira (26), os interessados podem aderir ao Refis 2023, o novo Programa de Incentivo à Regularização Fiscal do Distrito Federal. O Decreto nº 45.110, assinado pelo governador Ibaneis Rocha, publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), autorizou o início das renegociações, que deverão ser efetuadas até o dia 30 de novembro. Esta é mais uma oportunidade para pessoas físicas e jurídicas regularizarem os débitos cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2022. [Olho texto=”O pagamento pode ser efetuado de duas formas: à vista, com um desconto de 99% em juros e multas; ou parcelado, com um pagamento inicial de 10% e o restante dividido em até 120 parcelas” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O governo visa, por meio desta iniciativa, regularizar a situação fiscal da população e dos empresários, ao mesmo tempo em que busca aumentar a arrecadação. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 400 milhões com a adesão ao Refis até 30 de novembro. Segundo estimativas dos técnicos da Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz), mais de 150 mil pessoas físicas e 4,5 mil empresas estão aptas a aderir ao programa. Nesta edição, o pagamento pode ser efetuado de duas formas: à vista, com um desconto de 99% em juros e multas; ou parcelado, com um pagamento inicial de 10% e o restante dividido em até 120 parcelas. O governador Ibaneis Rocha destacou a importância do programa para a economia do Distrito Federal. “As limitações impostas pela pandemia trazem reflexos até hoje tanto para empresários quanto para cidadãos. Este novo Refis é mais uma oportunidade para que todos possam regularizar seus débitos. Para o GDF é um importante reforço de caixa para que possamos manter nossas ações e obras em dia”, afirmou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O programa abrange uma ampla variedade de débitos, que incluem Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS), Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre a Transmissão Inter Vivos de Bens Imóveis e Direitos a Eles Relativos (ITBI), Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis ou Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD) e Taxa de Limpeza Pública (TLP). A adesão ao Refis-DF 2023 pode ser realizada pessoalmente nas unidades da Receita do DF ou pelo Portal de Serviços da Receita do Distrito Federal. *Com informações da Sefaz
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Anunciada a duplicação do trecho da BR-080 no Distrito Federal
O governador Ibaneis Rocha anunciou a duplicação da BR-080 em reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho, nesta terça-feira (25). A obra contempla trecho de 24 quilômetros, entre o entroncamento com a DF-001, em Taguatinga, e a divisa do DF com Goiás, próximo ao Povoado da Vendinha. A empresa responsável pela intervenção já foi contratada e o projeto já está pronto, restando apenas a aprovação do licenciamento ambiental. A medida beneficiará 80 mil motoristas diariamente. O alargamento da via faz parte do Plano de Governo 2023-2026 e foi incluída no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo federal em agosto deste ano. “Foi o único pedido que eu fiz para o presidente, a inclusão (da duplicação da BR-080) no PAC. E, graças a Deus, fomos atendidos pelo presidente Lula. E nós vamos agora iniciar essa obra”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. A a duplicação da BR-080 beneficiará 80 mil motoristas diariamente | Foto: Arquivo/Agência Brasília “Nós estamos com quase tudo pronto, só aguardando o licenciamento ambiental, que sairá nos próximos dias para, este mês de novembro, darmos a ordem de serviço, o que vai ser muito importante para Brazlândia e para o desenvolvimento de todo o Distrito Federal”, salientou o ministro dos Transportes. “É uma parceria do Governo do Distrito Federal, o GDF, com o governo federal, por determinação do presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva), nós vamos trabalhar para fazer essa obra”. A BR-080 é a única saída do DF que ainda não é duplicada e já registrou diversos acidentes de trânsito. Por isso, a importância da obra como forma de garantir mais segurança para os motoristas e melhorar a ligação da área leste do DF com Goiás e demais estados da região, como Tocantins e Mato Grosso. Além disso, contribui com o desenvolvimento da região onde a agricultura tem grande relevância para a capital. Em 2022, o GDF executou 8,2 km de alargamento da BR-080, no trecho da DF-001 na saída da Estrutural e que dá acesso ao 26 de Setembro. Também participaram da reunião, realizada no Ministério dos Transportes, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, o deputado federal Rafael Prudente e o deputado distrital Iolando Almeida.
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DF terá 20 locais de vacinação neste sábado (21)
Sábado (21) é dia de vacinação no Distrito Federal. Haverá pontos de atendimento no Plano Piloto, Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Estrutural, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Gama, Santa Maria, Itapoã, Sobradinho e Sobradinho II. A lista completa dos endereços e horários de atendimento está disponível no site da Secretaria de Saúde (SES-DF). Haverá pontos de atendimento no Plano Piloto, Guará, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Estrutural, Ceilândia, Samambaia, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Gama, Santa Maria, Itapoã, Sobradinho e Sobradinho II | Foto: Tony Winston/ Agência Saúde-DF Além dos imunizantes contra gripe e covid-19, os locais também irão atualizar a caderneta de vacinação, com doses previstas conforme cada faixa etária. Recomenda-se levar documento de identificação e, se possível, os registros das vacinas já recebidas. Será possível ainda tomar mais de um imunizante no mesmo dia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Em Brazlândia, uma equipe da SES-DF irá realizar mais uma edição do Carro da Vacina. O veículo vai percorrer ruas das quadras 1, 2 e 4 do Setor Sul, das 8h às 17h. A bordo estarão todos os imunizantes previstos no calendário de vacinação, com exceção da BCG. Não haverá imunização no domingo (22). Na segunda-feira (23), a rede de unidades básicas de saúde (UBSs) reabre com mais de 100 salas de vacinação disponíveis. *Com informações da Secretaria de Saúde
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