Programa promove alimentação saudável para servidores
Visando melhorar a qualidade de vida do servidor, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES) instituiu o Programa de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável no Ambiente de Trabalho. De acordo com a iniciativa, coffee breaks, coquetéis, almoços e lanches de eventos promovidos pela secretaria deverão ofertar alimentos e refeições saudáveis, in natura, minimamente processados. O programa foi criado pela portaria nº 400/2023, que entra em vigor em 60 dias. A preferência será por frutas, castanhas, nozes, sementes e oleaginosas, leite e iogurte natural, sanduíches naturais sem molhos ultraprocessados, pães sem recheio, bolos preparados com frutas, tubérculos, cereais e/ou legumes, usando quantidades reduzidas de açúcar e gorduras, e ainda tapiocas, cuscuz, omeletes, entre outros itens. Os projetos e as atividades decorrentes do programa terão caráter permanente. Segundo texto da portaria, “as ações têm o objetivo de contribuir para a promoção da saúde dos servidores e demais trabalhadores, bem como dos indivíduos participantes de eventos e atividades promovidos pelo órgão ou entidade, contribuindo para a redução dos agravos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis [DCNTs] e dos seus fatores de risco modificáveis, especialmente sobrepeso, obesidade e alimentação inadequada”. [Olho texto=”“A portaria permitirá que os servidores reflitam sobre a composição dos lanches ofertados nos eventos e planejem opções mais saudáveis”” assinatura=”Carolina Gama, gerente de Nutrição da SES” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “A portaria permitirá que os servidores reflitam sobre a composição dos lanches ofertados nos eventos e planejem opções mais saudáveis. Quando os eventos ocorrerem em serviços de saúde com envolvimento da população, poderão causar impacto na alimentação de toda a comunidade, contribuindo para a promoção da saúde”, avalia a gerente de Nutrição da SES, Carolina Gama. Escolhas saudáveis Coordenador do Comitê Central de Promoção à Saúde da SES, Douglas dos Santos Moreira destaca que a pasta definirá estratégias para a prevenção e o controle do sobrepeso e da obesidade dos trabalhadores, além de incentivar a criação de refeitórios equipados para armazenar alimentos trazidos pelos servidores da pasta.? “A portaria não restringe o consumo individual de alimentos pelos servidores em suas refeições ou em celebrações privadas, mas visa trazer um componente de educação para que as escolhas sejam mais adequadas e saudáveis, não apenas uma norma, mas uma escolha com um processo educativo”, explica. [Olho texto=”Os itens comercializados dentro das dependências da SES e das entidades vinculadas também deverão se adequar à mudança” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] As doações recebidas e oferecidas pelo órgão também seguirão o critério de alimentação saudável. “A Secretaria de Saúde, como instituição, deve promover a alimentação saudável em seus espaços. Teremos ações de educação, promoção de espaços para que as pessoas possam se alimentar adequadamente”, acrescenta Moreira. A SES se espelhou em uma portaria do Ministério da Saúde, que já adotou a medida. Os itens comercializados dentro das dependências da SES e das entidades vinculadas também deverão se adequar à mudança, que proíbe a comercialização de balas, pirulitos, chicletes, biscoitos recheados e doces industrializados em geral, bem como de refrigerantes. Estratégias previstas no programa: [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] ? Acompanhamento da situação de saúde dos trabalhadores, com ênfase na abordagem alimentar e nutricional de forma integrada às demais ações de promoção e proteção à saúde; ? Definição de estratégias para prevenção e controle do sobrepeso e obesidade dos trabalhadores, com realização de atividades que estimulem o seu autocuidado; ? Fornecimento de alimentos e refeições saudáveis em todos os eventos (coffee breaks, coquetéis, almoços, brunchs etc.) realizados pela SES e pelas entidades vinculadas, dentro de suas dependências e em eventos externos; ? Proibição de venda direta, promoção, recebimento por doação, publicidade ou propaganda de alimentos ultraprocessados com quantidades excessivas de açúcar, gordura e sódio prontos para o consumo, dentro das dependências da SES e das entidades vinculadas e em eventos externos sob coordenação delas; ? Realização de ações de educação alimentar e nutricional, de forma integrada, de modo a orientar as escolhas alimentares saudáveis; ? Incentivo à criação e manutenção de refeitórios equipados com mesas e cadeiras em número suficiente, bem como locais e equipamentos necessários para guarda temporária e preparo complementar de alimentos trazidos pelos servidores e trabalhadores, respeitada a disponibilidade física e orçamentária; ? Incentivo à criação de salas de apoio à amamentação, a fim de promover ambiente acolhedor e adequado à coleta e armazenamento do leite humano; ? Incentivo à realização de eventos que promovam a alimentação adequada e saudável, como feiras, exposições, seminários, entre outros que envolvam os servidores, funcionários, prestadores de serviço e a população usuária dos serviços de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Rede pública oferece acolhimento e tratamento para câncer de mama
O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres no Brasil atualmente. Entre janeiro e setembro de 2023 foram registrados 430 novos casos da doença na rede pública do Distrito Federal. No mesmo período, o sistema público da capital federal realizou 10.556 mamografias bilaterais para rastreamento e 1.411 mamografias comuns. Como forma de tratamento foram feitas 2.572 quimioterapias, 149 radioterapias e 131 mastectomias. A Unidade Básica de Saúde (UBS), que integra a atenção primária, é a porta de entrada para o diagnóstico da doença. É o popularmente chamado “postinho” que as pacientes devem procurar em casos dos primeiros indícios durante o autoexame, como o aparecimento de nódulos, alterações na pele da mama, secreções mamárias, dores nos seios ou assimetria mamária, e também para fazer o rastreamento recomendado a partir dos 50 anos ou em casos com histórico ou mutação genética na família. “A UBS é a porta de entrada preferencial. Ela tem toda essa estrutura para fazer a abordagem inicial e acompanhar ao longo do tempo essa paciente. Somos nós que pedimos os exames de rotina e, no caso da mulher com sintomas, encaminhamos para os demais exames. Com o resultado clínico, fazemos o encaminhamento por meio do sistema levando em consideração as prioridades das pacientes”, revela o médico da família da UBS 19 de São Sebastião, Rafael Alves Pinheiro. Além do primeiro acolhimento, cabe à UBS acompanhar a paciente ao longo e após o tratamento, coordenando o cuidado, solicitando exames, retirando pontos e direcionando para ações de práticas integrativas e grupos de apoio. “A UBS tem equipes multidisciplinares com psicólogo e nutricionista que também apoiam nessa parte”, completa. O médico Rafael Alves Pinheiro ressalta que a UBS “tem toda essa estrutura para fazer a abordagem inicial e acompanhar a paciente” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr/ Agência Brasília A auxiliar de serviços gerais Valdice de Souza Roma, 59 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama neste ano dentro da Unidade Básica de Saúde (UBS) 19 de São Sebastião. Com alguns sinais há algum tempo e aversão a atendimento médico, ela resolveu por conta própria fazer uma mamografia e uma tomografia após 10 anos sem realizar o exame de rastreamento. Com os resultados em mãos foi até a UBS que fica na rua em que ela mora para se consultar com o médico de família, que, prontamente, fez o encaminhamento da paciente para o Hospital da Asa Norte (Hran). Em menos de 15 dias, ela fez a biópsia e entrou para a fila de espera na lista vermelha. A cirurgia de retirada do tumor foi feita em meados de setembro. Tudo num processo bastante agilizado. “Cheguei aqui e o médico me consultou. Quando ele viu que eu já estava com câncer, me colocou na lista vermelha e eu já fui para os procedimentos”, conta. Em menos de 15 dias, a auxiliar de serviços gerais Valdice Roma fez a biópsia e entrou para a fila de espera na lista vermelha Valdice lembra que em pouco tempo recebeu a informação de que faria o procedimento. “Quando eu recebi a ligação, ainda falei que não podia porque estava trabalhando. Saí do serviço às 9h, peguei meus exames, cheguei lá às 12h e operei. Hoje, vejo que se eu não tivesse procurado, feito os exames e o médico me colocado na lista vermelha, eu poderia ter precisado de arrancar a mama completamente. Agradeço a Deus e aos médicos todos os dias”, diz se referindo à mastectomia, que retira toda a mama. Ela passou pelo procedimento que retira apenas parte do seio. Apesar da rapidez no processo na rede pública, Valdeci faz um alerta às mulheres em relação à prevenção. “Eu tinha feito a última mamografia em 2013. Talvez se eu tivesse feito antes, não estaria sem um pedaço do meu corpo. Aconselho a todas as mulheres que se cuidem. Sentiu uma dorzinha, surgiu um carocinho, vai ao médico. Não esqueçam de fazer a mamografia”, deu o recado. Artes: Agência Brasília Atenção especializada Assim como aconteceu com Valdice, o caminho trilhado pelas pacientes em idade de rastreamento e com suspeita de câncer de mama se inicia na UBS e, via regulação, segue para os exames nos hospitais e clínicas especializadas, bem como o tratamento, quando necessário. Em idade recomendada para o exame preventivo, a professora Iara de Lima e Silva, 61 anos, foi encaminhada pela UBS próxima a casa dela no Guará para fazer a mamografia periódica no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A professora Iara de Lima e Silva apostou na prevenção ao procurar a UBS mesmo sem apresentar sintomas da doença “Eu vim através da regulação encaminhada pela UBS onde eu sou assistida. Acho que é um serviço primordial e que realmente funciona. Foi muito rápido, desde o momento em que eu estive na unidade até o dia de fazer o exame”, comenta. “Estou aqui realmente para me prevenir de uma doença tão cruel que acomete milhares de mulheres no nosso país e no mundo”, acrescenta. No caso da professora, durante o exame, nenhum indício de câncer foi identificado. Mas em uma situação contrária, ela seria encaminhada para a consulta com mastologista e depois com oncologista nos hospitais especializados da rede. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A paciente [que tem um carcinoma identificado] logo que ela faz a mamografia vai levar ao mastologista que, geralmente, pede a biópsia. Com a confirmação, essa paciente tem que ser prontamente encaminhada para iniciar o tratamento”, explica a oncologista clínica do Hospital de Base, Mirian Cristina da Silva. O tratamento pode ser cirúrgico – com a retirada de parte ou total da mama – e, a depender do estágio do tumor e de algumas características, imuno-histoquímicas com quimioterapia e radioterapia. “As taxas de cura do câncer de mama são muito altas. Não é uma sentença de morte. Se a gente descobre no início, a gente cura essa paciente”, afirma a médica. A oncologista reforça a importância da prevenção: “A partir do momento que a mulher conhece o seu corpo, ela vai notar alguma coisa diferente e a partir disso vai procurar o clínico na sua UBS”.
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Câncer de mama raro em homens tem tratamento na rede pública do DF
A chegada do Outubro Rosa desperta o alerta em relação ao câncer de mama. Mas o cuidado não é exclusivo das mulheres. A doença também acomete homens. A incidência é rara na população masculina – corresponde a apenas 1% do total de casos da doença, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No entanto, o que se observa é que os homens descobrem a doença em estágio mais avançado. A manifestação do câncer de mama nos homens é bastante similar à das mulheres, com o surgimento de nódulos palpáveis na mama ou na axila. Também são sintomas dor, alteração na pele, aumento unilateral do volume mamário e secreção sanguinolenta. [Olho texto=”“A única diferença entre homens e mulheres é porque, como há pouco tecido mamário nos homens, o tumor se infiltra mais profundamente, o que pode dificultar o diagnóstico”” assinatura=”Farid Buitrago, referência técnica distrital de mastologia da SES-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] Neste ano, a rede pública de saúde já diagnosticou quatro homens com a doença. No ano passado foram registrados três casos, enquanto em 2021 foram 12 homens com o diagnóstico de câncer de mama. “A única diferença entre homens e mulheres é porque como há pouco tecido mamário, nos homens, o tumor se infiltra mais profundamente, o que pode dificultar o diagnóstico. A falta de costume e de conhecimento dos homens é outro fator. O que vemos é que o câncer acaba sendo descoberto em estágios mais avançados”, destaca o referência técnica distrital (RTD) de mastologia da Secretaria de Saúde (SES-DF), Farid Buitrago. Diagnóstico e tratamento Neste ano, a rede pública de saúde diagnosticou quatro homens com câncer de mama. Em 2022 foram três casos, e em 2021, 12 | Foto: Divulgação A identificação da doença costuma ser feita a partir do autoexame da mama. Bastante conhecido pelas mulheres, o toque consiste na avaliação própria da região mamária em busca de caroços, secreções ou alterações na forma do mamilo. A análise é feita com um braço apoiado atrás da nuca. A mão livre é usada para apalpar a mama e a axila do lado do braço elevado. O toque deve ser feito nas duas mamas. É preciso observar se há nódulos na mama ou próximos ao mamilo ou à axila. Também se há liberação de líquidos pelos mamilos ou feridas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A rede pública do Distrito Federal está preparada para atender a casos raros de câncer de mama envolvendo homens. Ao notar qualquer nódulo ou alteração, o homem deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima. No local, ele será encaminhado via regulação para a consulta de especialidade com o mastologista da rede pública. O diagnóstico é feito por mamografia e, se necessário, por biópsia para identificação do tipo do tumor. A depender do estágio do tumor, o tratamento envolve quimioterapia e radioterapia ou procedimento cirúrgico radical com a retirada completa da mama. Quanto mais cedo detectado, maiores são as chances de cura. “É importante reforçar que não é uma doença exclusiva das mulheres, qualquer homem pode ser acometido e costuma ser mais frequente em homens acima de 50 anos. Por isso, é preciso que eles estejam atentos ao autoexame, já que não há uma exigência de um exame de rastreamento para os homens, como as mulheres que fazem mamografia de rotina mesmo que não sintam nada”, reforça o médico.
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Merendeiras mostram criatividade com frutos e ingredientes do Cerrado
A merendeira Mar-Lucy Pereira do CEF Saúde de Planaltina, uma das participantes da segunda edição do concurso Sabor de Escola, promovido pela Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF), surpreendeu a todos com sua receita. Ela preparou uma carne suína com um molho de maracujá com adicional de abacaxi, que encantou os paladares dos jurados. A candidata foi uma das selecionadas para representar a região de Planaltina na semifinal. A classificação de duas merendeiras da Regional de Ensino aconteceu na tarde desta sexta-feira (22). O concurso Sabor de Escola não apenas promove a criatividade culinária, mas também valoriza a cultura e os ingredientes regionais | Fotos: Divulgação/SEE-DF “Os frutos do Cerrado são de extrema importância na merenda dos alunos. Além de serem ricos em proteínas e vitaminas, nós conseguimos explorar o alimento que, às vezes, muitos desses estudantes não tem o privilégio de comer”, explica Mar-Lucy. Outra concorrente que também foi classificada para a semifinal da competição, Ana Paula Cardoso, não ficou para trás. Ela levou até os pratos dos jurados um rocambole de carne acompanhado do purê de mandioca, que, segundo a candidata, foi uma opção fundamental para conquistar a aprovação da plateia e também dos avaliadores. “É uma oportunidade incrível de mostrar nossa criatividade e também de valorizar os sabores da nossa região. O Cerrado tem uma riqueza de ingredientes que muitas vezes são subestimados, e eu quis mostrar que podemos fazer pratos deliciosos com eles”, destaca. Dois dias de competição O primeiro dia de competição da etapa de Planaltina foi na manhã da quinta-feira (21), e contou com a presença do secretário-executivo da Secretaria de Educação, Isaías Aparecido, que incentivou as participantes. “Vocês já são mais que vencedoras. Nossos profissionais merecem ser valorizados. Eles fazem isso com muito amor, dedicação, carinho e a Secretaria de Educação vem avançando todos os dias na qualidade e na preparação da alimentação escolar. São mais de 590 mil refeições servidas por dia”, afirma. A classificação de duas merendeiras da regional de ensino aconteceu na tarde desta sexta-feira (22) O Concurso Sabor de Escola não apenas promove a criatividade culinária, mas também valoriza a cultura e os ingredientes regionais. Durante os dois dias de competição, as 28 merendeiras que participaram da etapa de Planaltina, verdadeiras artistas da cozinha escolar, demonstraram como a alimentação nas escolas pode ser saborosa e nutritiva ao mesmo tempo. Uma das talentosas chefs de cozinha, Rosilane Batista, que conquistou o segundo lugar na primeira edição do concurso Sabor de Escola, relembrou como foi a experiência vivida no ano passado. Para ela, a competição não é apenas sobre ganhar, mas sobre celebrar a paixão pela culinária e servir refeições deliciosas às crianças da escola. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Apesar de não ter levado o título de campeã e nem me classificado para a próxima etapa desta vez, a oportunidade de participar já me fez sentir como uma vencedora. É muito importante a merenda escolar não apenas para nutrição, mas também como uma experiência saborosa que enriquece a vida dos alunos”, disse. Com sabores autênticos do Cerrado e abordagens inovadoras na mesa, as classificações do concurso Sabor de Escola continuam até o dia 26 de outubro nas próximas Regionais de Ensino que faltam receber a seletiva. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF)
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UBS 12 de Ceilândia atende 324 pacientes com força-tarefa em clínica médica
Em mais uma força-tarefa da Secretaria de Saúde (SES-DF), a Unidade Básica de Saúde (UBS) 12 de Ceilândia atendeu 324 pacientes na área de clínica médica. Durante todo o dia, servidores ficaram à disposição para dar assistência a crianças e adultos. A ação, realizada na terça-feira (19), contou com 10 profissionais da Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde (Diraps), da Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps), especialistas em saúde da família (ESF), médicos e enfermeiros. Na força-tarefa, os pacientes passaram por uma triagem, com aferição de pressão e de glicemia, e depois foram encaminhados às enfermeiras para a identificação do problema | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Supervisor da UBS 12 de Ceilândia, Wilsimar Souza Dias ressaltou a importância da ação junto à comunidade com o objetivo de dar celeridade aos atendimentos. “É uma região mais vulnerável. Estávamos com uma demanda reprimida de pacientes na lista de espera e agendados. A população precisa desse serviço e a SES-DF busca oferecer o melhor serviço possível.” Na força-tarefa, os pacientes passaram por uma triagem, com aferição de pressão e de glicemia, e depois foram encaminhados às enfermeiras para a identificação do problema. Segundo a médica da família e coordenadora da Atenção Primária do DF, Fabiana Fonseca, entre as principais queixas dos usuários estavam dores abdominais e sintomas gripais, além de doenças crônicas como pressão alta. “Vim com a equipe da Coaps e queremos ficar mais perto tanto dos profissionais que estão na ponta, na assistência, quanto da população. Isso é muito importante, porque conseguimos avaliar situações que podem ser ajustadas, trazendo melhorias à unidade”, explicou a coordenadora. Na força-tarefa, os pacientes passaram por uma triagem, com aferição de pressão e de glicemia, e depois foram encaminhados às enfermeiras para a identificação do problema Reforço Uma das mudanças já previstas para outubro, de acordo com o diretor substituto da Diraps Oeste, Aridan Fernandes de Almeida, é a chegada de mais uma equipe para reforçar os serviços da UBS 12 de Ceilândia. Esta é a região administrativa com maior procura pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). “A vinda desses profissionais irá auxiliar na organização de fluxos e no atendimento”, afirmou. A unidade apresenta também altas demandas de inserções no sistema de regulação e assistência para a troca de receitas, avaliação em clínica médica e exames de rotina. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A moradora de Ceilândia, Izabel de Deus Cesar, 65 anos, foi uma das pacientes contempladas pela ação e elogiou a iniciativa. “Fui bem recebida. O atendimento aqui é muito bom, humanizado, com profissionais educados. Eu tenho um aneurisma e passo muito mal com desmaios. Já saí com a receita e com os remédios”, relatou. Assim como Izabel, o ajudante de atacadista Antônio Carlos da Conceição, 45 anos, acompanhou a esposa e aproveitou a ocasião para também mostrar exames seus ao médico. Hipertenso, ele contou ter levado uma “chamada” do profissional por ter interrompido o tratamento. “Dei uma passadinha na triagem e a pressão não estava legal. O médico me deu uma ‘bronca’ e disse para eu tomar o remédio todos os dias. Além disso, me passou novos exames para ver colesterol e diabetes. O atendimento foi ótimo. Estou indo embora com tudo resolvido e já com data de retorno para outra consulta”, concluiu.
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Hospital de Base faz 63 anos como protagonista na saúde do DF
Em visita ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) para comemoração dos 63 anos do centro hospitalar, o governador Ibaneis Rocha destacou a força da principal unidade da rede pública do DF e a maior de todo o Centro-Oeste. O chefe do Executivo ainda comentou o processo contínuo de melhoria das instalações e do atendimento ao público. O Hospital de Base do Distrito Federal atende, diariamente, mais de 6 mil pacientes | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília “Tenho uma memória muito afetiva. Nasci e fui criado aqui, minha mãe era auxiliar de enfermagem, então eu tive a oportunidade de acompanhar desde os meus primeiros anos de vida o trabalho desse hospital. Agora, como governador, nós temos feito uma parceria com a Câmara Legislativa e a Câmara dos Deputados, disponibilizando recursos para a reforma dos andares. Isso já vem acontecendo, nós também vamos implementar sistema de rastreabilidade de medicamentos e usar a tecnologia em favor da saúde”, pontuou o governador. No fim de agosto, por exemplo, o GDF entregou as reformas na cozinha e no refeitório do Hospital de Base, intervenção feita sem interromper a produção diária que atende mais de 6 mil pacientes. Foram investidos R$ 675 mil para transformar o local, que estava há mais de 40 anos sem grandes intervenções estruturais. [Numeralha titulo_grande=”R$ 8 milhões” texto=”Investimento anunciado em agosto deste ano na compra de equipamentos para o Hospital de Base” esquerda_direita_centro=”direita”] O Base também recebeu R$ 8 milhões em equipamentos, o que permitiu a compra de 50 camas novas, equipamentos de duodenoscópio e videocolonoscópio, além de monitores, carrinhos de anestesia e ventiladores. Mudanças que, na visão do presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, permitem uma maior eficiência nos atendimentos. “Temos trocado nosso parque tecnológico para trazer mais eficiência e segurança para os pacientes, temos o nosso angiógrafo que vai favorecer nosso protocolo de AVC e dor torácica. Recebemos um tomógrafo que vai melhorar o atendimento no pronto-socorro e vamos trazer o projeto de rastreabilidade de medicamentos, que é uma meta internacional de saúde e teremos no Base”, detalha. Ainda segundo o presidente, o centro cirúrgico passará por reformas. No fim de agosto, o GDF entregou as reformas na cozinha e no refeitório do Hospital de Base Patrimônio da cidade A história do hospital se mistura com a de Brasília. Eles foram construídos simultaneamente, com a unidade médica abrindo as portas meses depois, em 12 de setembro de 1960, para, em pouco tempo, tornar-se o mais importante do DF. O Base foi idealizado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek e projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. “O Base é um marco da saúde do DF. É onde está nossa alta complexidade no quesito transplante, oncologia, cardiovascular. Ele tem uma equipe pronta e qualificada, sendo também uma escola, um ambiente de salvar vidas e formar profissionais”, pontua a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] A unidade é o maior centro hospitalar público do Centro-Oeste, com 64.696,67 m² de área construída, é modelo na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de alta complexidade em politraumas, emergências e cirurgias cardiovasculares, transplantes, neurocirurgia, oncologia, oftalmologia, ortopedia e reumatologia. Ao longo de 2022, o Base fez mais de 579 mil atendimentos, sendo 103.847 mil atendimentos de urgência na atenção especializada, 9.726 procedimentos cirúrgicos, 47.264 quimioterapias, entre outros.
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Cirurgias eletivas: segunda fase de força-tarefa chega a 57% em dois meses
Trabalhar. É esse o principal desejo da Simone Gomes, de 40 anos. Desde 2019, quando ainda morava em Águas Lindas (GO), lutava contra as dores causadas por pedras na vesícula, um incômodo que tornava quase impossível a rotina de faxineira. “Eu não podia pegar algo pesado que já começava a dor”, conta. Iniciativa da Secretaria de Saúde em contratar hospitais da rede complementar para reduzir as filas de espera por cirurgias eletivas já beneficiou cerca das 2.900 pessoas | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF Ela é uma das cerca das 2.900 pessoas beneficiadas pela iniciativa da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) de contratar hospitais da rede complementar para reduzir as filas de espera por cirurgias eletivas – boa parte formada durante os períodos mais críticos da pandemia de covid-19. Em outubro de 2022, foram assinados os primeiros contratos que permitiram a realização de 2.384 cirurgias, entre hérnias e remoções de úteros e vesículas. A segunda fase da força-tarefa foi iniciada no fim de maio deste ano para 849 procedimentos, dos quais 57%, ou seja, 482 foram realizados até 9 de agosto. Simone Gomes lutava contra as dores causadas por pedras na vesícula, um incômodo que tornava quase impossível a rotina de faxineira | Foto: Humberto Leite/Agência Saúde-DF “Isso foi possível porque fizemos um treinamento com as instituições credenciadas e tornamos mais rápido as autorizações para os procedimentos”, afirma a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. O pedreiro Jaílson Oliveira Silva, de 49 anos, aguardava desde 2019 por uma cirurgia necessária por conta de uma hérnia inguinal. “Quando chegou a pandemia, já sabia que não ia acontecer”, relembra. Morador de Luziânia (GO), ele passou a fazer o acompanhamento em unidades de saúde do DF e, em junho, foi encaminhado para um centro cirúrgico da rede complementar. Jaílson Oliveira aguardava desde 2019 por uma cirurgia necessária por conta de uma hérnia inguinal | Foto: Arquivo pessoal Com a oferta elevada do número de cirurgias, o tempo de espera reduziu. Funcionário de uma pousada em Brazlândia, Eldinho Marques, de 40 anos, entrou na lista de espera em 11 de maio e foi encaminhado para o procedimento em 1º de julho. “Foi mais rápido do que eu imaginava.” As primeiras consultas e os exames prévios foram realizados no Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). Eldinho Marques entrou na lista de espera em 11 de maio e foi encaminhado para o procedimento em 1º de julho | Foto: Arquivo pessoal Além de diminuir as listas de espera pelas cirurgias, a iniciativa reduz a procura por atendimentos nas emergência. Essa é a percepção de Rita Vanessa Moura, de 43 anos. As pedras na vesícula atrapalhavam o dia a dia de trabalho em uma farmácia e, às vezes, a dor beirava o insuportável. “Quando eu tinha crises muito fortes, não conseguia fazer nada. Já fui ao Hospital de Ceilândia quatro vezes com dores”, afirma. Com a cirurgia, ela espera parar de tomar medicações e voltar a comer com mais tranquilidade. A porta de entrada para o acesso ao serviço permanece sendo as unidades básicas de saúde (UBSs), como fez a professora Lívia de Andrade, de 42 anos. Ela procurou a UBS 2 de Taguatinga, na Praça do Bicalho, por causa de fortes cólicas. “Eu nunca pensei que poderia ser uma hérnia”, diz. Diagnosticada, ela foi encaminhada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), onde passou por exames preparatórios para a cirurgia corretiva. Rita Vanessa tinha pedras na vesícula que atrapalhavam o dia a dia de trabalho em uma farmácia e, às vezes, a dor beirava o insuportável | Foto: Humberto Leite/Agência Saúde-DF Nos contratos estão previstas consultas antes e após as cirurgias, atendimento pré-anestésico, disponibilização de equipamentos, insumos e curativos pós-operatórios e biópsias, além de internação pós-operatória por 48 horas. As empresas passam ainda por avaliação técnica, administrativa e jurídica. Expansão A SES-DF prepara agora novos editais de credenciamento para a realização de 7 mil cirurgias, com prazo de 12 meses, a fim de beneficiar pacientes de oftalmologia, otorrinolaringologia, urologia, varizes, coloproctologia e cirurgia de cabeça e pescoço. Nestes casos, a redução na fila de espera é estimada em 90%. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O investimento total será de R$ 25,3 milhões, com recursos do Governo do Distrito Federal (GDF), de emendas parlamentares e do Programa Nacional de Redução das Filas de Cirurgias Eletivas, do governo federal. A expectativa é realizar até 25 mil cirurgias eletivas por meio de editais de credenciamento. RecadastraSUS-DF A melhora na dinâmica de realização das cirurgias também é resultado das iniciativas de recadastramento dos usuários. Pelo telefone 160 ou pessoalmente em uma UBS é possível atualizar os dados de contato para facilitar o chamamento. É preciso ter em mãos o comprovante de residência ou, caso não tenha, poderá apresentar uma declaração escrita à mão informando o endereço de moradia; CPF ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS); e documento de identidade (RG) ou certidão de nascimento. Também são coletadas informações sobre os dados pessoais e sociodemográficos, assim como sobre a situação de moradia e de saúde. *Com informações da SES-DF
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Servidores do GDF serão capacitados para multivacinação no Distrito Federal
Para aumentar ainda mais a cobertura vacinal no DF, servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) responsáveis pela imunização se reúnem até o dia 18 deste mês na Oficina de Capacitação em Microplanejamento para Ações de Multivacinação no Distrito Federal. O objetivo é aprofundar as estratégias de vacinação, seguindo a metodologia introduzida pelo Ministério da Saúde (MS) e respaldada pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) buscam aprimorar estratégias de imunização para aumentar cobertura vacinal | Foto: Tony Winston/Agência Saúde-DF Desde o início deste ano, a SES-DF já aplicou 1,5 milhão de doses de vacinas. Desse total, 703 mil foram contra a gripe e outras 700 mil em combate à covid-19, além de outros imunizantes previstos no calendário vacinal. As coberturas vacinais, contudo, ainda estão abaixo do esperado. No caso da gripe, 59,4% das crianças de 6 meses a 5 anos não foram imunizadas ainda. Entre os idosos, cerca da metade, 45,7%, também não procurou essa proteção. No caso dos professores, mais de 21% não foram se vacinar. Para a gerente da Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a metodologia proposta pelo MS oferece uma forma estruturada de aprimorar o que já está em andamento. “Esse método é importante para sistematizar as ações que estamos fazendo. O resultado é mais eficácia e eficiência em nossos processos diários”, afirma. [Olho texto=”“Há regiões, por exemplo, em que a vacina deve ser levada à casa da pessoa. Com esse curso, vamos avaliar esses perfis tão distintos para fazer ações mais personalizadas”” assinatura=”Fabiana Soares, coordenadora da Coaps” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Organizada pela Coordenação de Atenção Primária à Saúde (Coaps) e pela Gerência de Rede de Frio (GRF), a capacitação é voltada tanto aos gestores quanto aos servidores da Atenção Primária à Saúde e enfermeiros das salas de vacina. A partir da próxima semana, o curso será levado a todas as regiões de Saúde da rede. As peculiaridades de cada região também serão consideradas. A coordenadora da Coaps, Fabiana Soares, reforça que é essencial entender que as comunidades possuem especificidades e vulnerabilidades diferentes. “Há regiões, por exemplo, em que a vacina deve ser levada à casa da pessoa. Com esse curso, vamos avaliar esses perfis tão distintos para fazer ações mais personalizadas”, explica. Planejamento em pauta O processo de microplanejamento desempenha um papel fundamental na execução adequada e segura de todas as fases de uma campanha de vacinação, conforme ressalta o enfermeiro Fernando dos Santos, atuante na região Sudoeste – Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Águas Claras e Vicente Pires. Ele participou da oficina realizada nesta quinta-feira (10) e enfatiza: “Agora, tenho ferramentas aprimoradas para descentralizar as atividades de imunização, do âmbito local para o central”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Integrando também o grupo, a diretora de Atenção Primária na região Oeste de Saúde, Sandra Araújo, diz que a capacitação é uma oportunidade excepcional para explorar práticas que deram certo. “Queremos atingir maior eficácia no planejamento da cobertura vacinal. Nossa preocupação é contínua, pois atendemos uma região que demanda atenção especial, temos busca ativa e saímos com o carro da vacina. É importante para os gestores estarem próximos ao cerne da campanha de vacinação”, compartilha. A região Oeste abrange residentes de Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente e Pôr do Sol. A oficina será ministrada por servidores da GRF, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha), Coaps e também representantes dos núcleos de vigilância epidemiológica e imunização (NVEPIs) de cada região de saúde. *Com informações da SES-DF
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