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Órgãos do GDF vão atender famílias afetadas pelas chuvas em Arapoanga
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Após os estragos provocados pelas fortes chuvas que atingiram o Distrito Federal na noite de quarta-feira (16/9), a governadora Celina Leão sobrevoou, nesta quinta-feira (17/9), a região de Arapoanga, em Planaltina, para avaliar os danos e acompanhar as medidas adotadas para atender as famílias afetadas. A área atingida fica no Assentamento Terra Nova. Até o momento, seis famílias estão desabrigadas e foram acolhidas na Administração Regional de Arapoanga. O número, no entanto, pode aumentar, já que outras pessoas podem ter buscado abrigo na casa de familiares ou vizinhos. “Desde ontem, acionamos todos os nossos órgãos e todas as nossas secretarias. Foi uma chuva muito forte, e a área atingida é a mais carente, com algumas estruturas provisórias. Estamos aqui para ajudar na remoção do que precisa ser retirado, dos postes que caíram, no restabelecimento da energia elétrica e na reconstrução das casas atingidas”, afirmou Celina Leão. De acordo com a governadora, materiais para a reconstrução estão sendo encaminhados para um galpão em Arapoanga, onde serão organizados e redistribuídos às famílias. Equipes de reeducandos também serão mobilizadas para auxiliar na reconstrução das casas destelhadas. A área atingida fica no Assentamento Terra Nova; até o momento, seis famílias estão desabrigadas e foram acolhidas na Administração Regional de Arapoanga | Foto: Luh Fiuza/GDF Apesar dos danos, não houve registro de vítimas. Segundo Celina, moradores relataram momentos de medo durante o temporal, principalmente por causa da intensidade da chuva e dos riscos às estruturas das casas. “Não tivemos nenhuma vítima, mas temos pessoas desoladas, com as casas caídas e todo o seu patrimônio no chão. É isso que vamos agora ajudar a reconstruir”, afirmou. Nos casos em que houve perda total do telhado, as famílias poderão receber o auxílio-reconstrução, por meio de cartão disponibilizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). A Defesa Civil vistoria casa por casa para identificar as condições das estruturas e definir quais imóveis podem ser recuperados e quais apresentam situação que impede a reconstrução. Também foi emitido pela Defesa Civil um laudo para autorizar o corte de eucaliptos que oferecem risco às casas próximas. Atendimento às famílias A Administração Regional de Arapoanga deve instalar um posto de atendimento dentro da Associação do Assentamento Terra Nova. O espaço será usado para identificar as famílias afetadas, levantar novas demandas e orientar os moradores sobre a assistência disponível. “Aqui vamos identificar se foram mais de seis famílias ou se foram somente as seis. Esse número pode aumentar, porque foi durante a noite”, explicou a governadora. Área em processo de regularização O terreno atingido pelas chuvas ainda não é regularizado. Segundo Celina Leão, o GDF iniciou neste ano o processo de regularização fundiária da área. A região também passou recentemente a contar com serviços básicos. Há cerca de três meses, foi iniciado o processo para regularização do fornecimento de energia elétrica pela Neoenergia. A área também já conta com o programa Água Legal. “É uma área que está em processo de regularização, que carece de infraestrutura, e nós já havíamos iniciado tanto a parte de escritura por parte do GDF quanto essa parte de regularização dos serviços básicos”, afirmou Celina Leão.
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DF ganha tecnologia que dobra tempo de conservação de corações para transplante
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A possibilidade de buscar corações para transplante em diferentes regiões do país ganha uma nova perspectiva no Distrito Federal. Isso porque a capital da República passa a contar com uma caixa de transporte de órgãos capaz de ampliar de quatro para até oito horas o período de conservação de corações durante o deslocamento. A governadora Celina Leão conheceu a tecnologia nesta quinta-feira (17/9), no Palácio do Buriti. Celina Leão foi conhecer o equipamento: “Nós já somos um dos estados que mais fazem esse tipo de cirurgia, mas essa alta complexidade que muitas vezes as pessoas não enxergam, mas que existe no DF, trouxe até aqui uma caixa que é a única que tem no Brasil” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A inovação utiliza refrigeração de precisão, sensores e monitoramento por GPS para garantir a integridade do coração durante o trajeto. Com o aumento do tempo de preservação, a tecnologia permite que órgãos captados em qualquer região do país possam chegar ao DF em condições adequadas para o procedimento. A chefe do Executivo enfatizou a relevância do avanço e reforçou o compromisso com a ampliação dos serviços de saúde: “Nós já somos um dos estados que mais fazem esse tipo de cirurgia, mas essa alta complexidade que muitas vezes as pessoas não enxergam, mas que existe aqui no DF, trouxe até aqui uma caixa que é a única que tem no Brasil, que vai estar à disposição. Ela consegue preservar os órgãos no tempo dobrado”. A governadora ressaltou que a meta do governo é trabalhar na redução do tempo de espera dos pacientes e garantiu apoio contínuo para o fortalecimento das cirurgias de alta complexidade. Reutilização e alta complexidade Gustavo Lima, vice-presidente da fundação que administra o ICTDF, ressaltou a vantagem da localização geográfica do Distrito Federal: “É praticamente possível pegar órgãos, pegar corações em todo o território nacional, porque o DF está bem no meio do Brasil” O Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) é o terceiro hospital do país a receber o equipamento, desenvolvido no Rio Grande do Sul por meio de parceria entre a iniciativa privada e o instituto de cardiologia do estado, com orientação da equipe médica e de cirurgiões. Gustavo Glotz de Lima, vice-presidente da Fundação Universitária de Cardiologia (FUC), instituição que administra o ICTDF, explicou que a localização geográfica estratégica do Distrito Federal, aliada à nova autonomia de transporte, potencializa a captação de órgãos em todo o território nacional. “O tempo de transporte de um coração é de quatro horas, e vai passar para oito horas”, apontou. “Com isso, aqui no Distrito Federal é praticamente possível pegar órgãos, pegar corações em todo o território nacional, porque [o DF] está bem no meio do Brasil.” O Distrito Federal figura entre os principais centros de transplantes cardíacos do país em volume de procedimentos. Atualmente, o ICTDF registra 34 pessoas na fila de espera por um coração. Além das cirurgias cardíacas, o instituto executa transplantes de fígado, rim e medula óssea, consolidando a capital como referência em procedimentos de alta complexidade no SUS.
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DF fortalece a vigilância e cria plano de contingência para doenças de tilápias
Matéria editada em 17/9, às 15h20 Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A produção de peixes do Distrito Federal passa a contar com novas medidas de prevenção e controle sanitário. A Portaria nº 339 atualizou os protocolos do Plano Distrital de Vigilância de Doenças e Boas Práticas em Aquicultura (PDVAq), vigente desde 2023, e instituiu um plano de contingência para casos de Tilapia lake virus (TiLV) e outras doenças exóticas que podem afetar os animais aquáticos. Na prática, a nova regulamentação estabelece procedimentos para identificar possíveis doenças ainda nos primeiros sinais e agir rapidamente diante de uma suspeita ou confirmação. O objetivo é reduzir o risco de disseminação de enfermidades e evitar que os prejuízos se espalhem a toda a produção. Entre as medidas previstas estão fiscalizações, coleta de amostras, monitoramento epidemiológico e acompanhamento das condições sanitárias dos estabelecimentos. O plano também reforça a importância da adoção de boas práticas de manejo e de medidas de biossegurança pelos produtores. Um dos principais pontos da nova regulamentação é o plano específico para o TiLV, vírus de notificação obrigatória internacional que afeta tilápias e causa impactos severos na tilapicultura dos países onde a doença está presente. O Distrito Federal e o Brasil não possuem registros dessa enfermidade até o momento. O protocolo define como devem ser conduzidas as ações em caso de suspeita ou identificação de um foco, incluindo medidas de contenção, controle e, quando necessário, erradicação. A ideia é evitar que uma eventual ocorrência se espalhe para outras propriedades ou comprometa a cadeia produtiva. A preocupação ganha importância diante do peso da tilápia na piscicultura. A tilápia é a principal espécie cultivada comercialmente e, por isso, a entrada de uma doença de grande impacto pode representar perdas severas para piscicultores, frigoríficos e toda a cadeia produtiva. Biossegurança ganha espaço O novo plano também estabelece critérios para o Programa de Certificação de Estabelecimento Aquícola Biosseguro, disponibilizado pela Secretaria de Agricultura do DF aos produtores desde 2022. A proposta é estimular propriedades a adotarem procedimentos capazes de reduzir os riscos de entrada e disseminação de doenças de peixes. Medidas como controle da movimentação de animais, cuidados com a água, equipamentos e instalações, além do acompanhamento da saúde dos peixes, fazem parte de uma estratégia de prevenção que depende também da participação dos próprios produtores. Os planos de vigilância e contingência não serão estáticos. Os documentos deverão passar por revisões periódicas, considerando mudanças no cenário epidemiológico, novas avaliações de risco e atualizações técnicas. Também poderão ser alteradas as doenças monitoradas e os critérios utilizados para coleta de amostras. A versão mais recente de cada plano, de vigilância e de contingência, ficará disponível para consulta do público em geral no site da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal. *Com informações da Seagri-DF
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Voluntários superam 1 milhão de lanches distribuídos a pacientes oncológicos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O que começou com a iniciativa de dois pais que acompanhavam o filho durante um tratamento oncológico já resultou na distribuição de mais de 1 milhão de lanches no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Há 38 anos, o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) faz da alimentação uma das formas de acolher pacientes e acompanhantes durante a rotina de tratamento. A iniciativa surgiu com a oferta de lanches e ampliou a atuação ao longo dos anos. Instituído oficialmente em 1994, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas, além de outros itens. Os lanches são preparados pelos próprios voluntários e servidos a pacientes que realizam radioterapia e quimioterapia. Os acompanhantes recebem a alimentação, composta por suco, café, sanduíches caseiros, pão de queijo, biscoitos, bolos e frutas. Além dos lanches preparados e distribuídos pelos próprios voluntários, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas | Foto: Divulgação/IgesDF “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo” Marias de Lourdes Gomes do Nascimento, ex-paciente e hoje voluntária no Hospital de Base Para a presidente do MAC, Lilian Rejane Müller da Silva, a atuação do grupo vai além da assistência material. “Nossa função aqui é, primeiro de tudo, sentar ao lado do paciente e conversar com eles. O importante do voluntariado é isso, é dar atenção para eles”, explica. Solidariedade que se multiplica Maria de Lourdes Gomes do Nascimento conheceu o trabalho do MAC enquanto fazia tratamento de leucemia no Hospital de Base. Depois de receber alta, voltou à unidade e se inscreveu como voluntária. Há 16 anos, passou de paciente acolhida a integrante do grupo. “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo”, emociona-se Maria de Lourdes. Ivana Amaral conheceu o MAC enquanto acompanhava a filha, que é médica, no Hospital de Base. Foi nesse período que teve contato com a atuação dos voluntários e com o trabalho desenvolvido pelo grupo. “É um trabalho muito maravilhoso e enriquecedor. Todos estão aqui com o objetivo de ajudar o paciente, dando palavras de apoio”, relata. *Com informações do IgesDF
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