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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento

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Operação na DF-001 apreende veículos irregulares

A Polícia Militar do Distrito Federal, por meio do Pelotão de Motociclistas do Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv), realizou a Operação Rodovia Segura na rodovia DF-001, na altura do quilômetro 83, na manhã desta quarta-feira (3). A ação teve como foco fiscalizar e retirar de circulação condutores e veículos em situação irregular. Durante o ponto de bloqueio, as equipes policiais constataram diversas irregularidades administrativas e condutas que geravam risco na rodovia. O balanço final da produtividade da operação integrada registrou os seguintes dados: 510 veículos abordados; 50 veículos removidos ao depósito da Via Brasília; 155 autos de infração de trânsito aplicados; 21 condutores inabilitados flagrados; 16 motoristas com a CNH vencida identificados; 14 vistorias veiculares realizadas. Operação Rodovia Segura, na manhã desta quarta-feira (3), retirou de circulação 50 veículos em situação irregular | Foto: Divulgação/PMDF A corporação contou com o apoio de 14 guinchos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) para realizar o transporte dos veículos até o depósito. Todas as medidas cabíveis foram adotadas pelas equipes do BPRv diretamente no local da blitz, garantindo o cumprimento da legislação de trânsito e reforçando a segurança dos motoristas que utilizam a via. *Com informações da PMDF

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Projetos do bicicletário e ciclovia da Rodoviária do Plano Piloto passam por audiência pública

A construção de um bicicletário e da ligação cicloviária na Rodoviária do Plano Piloto entrou em fase decisiva dos projetos, após a audiência pública promovida pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) nesta quarta-feira (3). Os próximos passos serão fazer os ajustes finais na proposta para que a obra possa ser executada. Projeção mostra área com pista demarcada e o percurso delineado na Rodoviária do Plano Piloto | Foto: Divulgação/Semob-DF Durante a audiência, realizada no auditório do Ministério Público (MPDFT), a secretaria apresentou os projetos e recebeu sugestões da comunidade. Faltam poucos detalhes, como aprimorar a sinalização nas travessias e definir como será a iluminação da ciclovia no interior da rodoviária. “Quando a gente prioriza um projeto de ciclomobilidade, a gente contribui de fato para a ordenação de como as pessoas se deslocam na cidade”  Sandra Holanda, secretária de Transporte e Mobilidade De acordo com o projeto, o bicicletário ficará na parte externa do terminal, atrás do local onde fica o Na Hora, próximo da alça oeste da rodoviária. Os ciclistas terão acesso ao equipamento também pela área interna, favorecendo quem chegar de bike pelo metrô. O bicicletário terá o nome de Raul Aragão, em homenagem ao ativista da ciclomobilidade que foi vítima fatal de atropelamento em outubro de 2017. O percurso A ciclovia, que passará por dentro da rodoviária, terá a maior parte do percurso na margem da Via N1 (lado Norte), no sentido de saída da Esplanada em direção à Torre de TV. O objetivo é possibilitar que o ciclista atravesse pedalando em segurança, do sentido leste para o oeste do terminal, sem precisar passar pelas plataformas de embarque e desembarque de passageiros. “Quando a gente prioriza um projeto de ciclomobilidade, a gente contribui de fato para a ordenação de como as pessoas se deslocam na cidade”, avalia a secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda. “E a importância desse projeto se torna ainda maior por se tratar da Rodoviária do Plano Piloto, que é um ponto de integração de diversos modos de transporte. Com a ciclovia e o bicicletário, a rodoviária se consolida como um terminal multimodal, que agora será também um terminal cicloviário.” [LEIA_TAMBEM]No encontro, o promotor Dênio Augusto Moura, da Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística, falou sobre a importância de o debate ocorrer no Dia Mundial da Bicicleta, comemorado em 3 de junho, e enfatizou: “Temos algumas condicionantes pelo fato de a Rodoviária ser parte da área tombada de Brasília, e por isso foi importantíssimo esse trabalho conjunto da Semob, Ministério Público, Iphan e Rede Urbanidade”. A audiência pública foi transmitida ao vivo pela internet e está disponível para consultas no canal da Semob-DF no Youtube. Todas as manifestações serão respondidas em relatório que será elaborado pela equipe técnica e publicado em breve no site da secretaria.   *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade  

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Redes de assistência social, educação e trabalho garantem ao DF o topo em ranking de desenvolvimento humano

O Distrito Federal alcançou o topo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil em 2024, com a marca histórica de 0,866, e conquistou a faixa de "muito alto desenvolvimento humano", acima do resultado nacional (0,805). Esse índice não é apenas uma estatística fria em um relatório. Por trás dos números que medem saúde, educação e renda estão milhares de vidas que encontram na rede de proteção e incentivo do Governo do Distrito Federal (GDF) a força necessária para reescrever as próprias histórias.  O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Samambaia Sul chega a atender quase 30 mil famílias por ano  “Para as famílias que mais precisam, as políticas sociais talvez sejam as únicas formas de garantir o mínimo, como a comida na mesa" Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social Giselle Ferreira, secretária de Desenvolvimento Social Entre 2021 e 2024, o índice brasiliense teve avanço de 0,043, ou 5,2%, quando ficou em 0,823. Em 2012, o resultado do DF era de 0,824. O IDHM, uma adaptação do índice global para avaliar a realidade das unidades federativas e municípios, avalia o bem-estar e o progresso de longo prazo da população. A escala varia de 0 a 1 e é calculada com base no desempenho em três dimensões fundamentais do desenvolvimento humano: a garantia de uma vida longa e saudável (longevidade e saúde), o acesso ao conhecimento (educação) e um padrão de vida decente (renda e trabalho). O Radar IDHM 2024 é o documento com os dados mais recentes. A publicação é elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para sustentar esse topo e transformar o vigor econômico em bem-estar social nas regiões administrativas, o GDF atua de forma integrada: a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) lidera uma rede de proteção com programas inovadores como o Cartão Prato Cheio e o DF Social, que garantem segurança alimentar e dignidade; a Secretaria de Educação impulsiona os índices educacionais com a menor taxa de analfabetismo do país e o avanço histórico do programa Alfaletrando, que já alfabetizou 65% das crianças até o 2º ano; enquanto a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Trabalho e Renda (Sedet) fecha o ciclo de desenvolvimento humano, ao fomentar a autonomia financeira por meio da capacitação profissional do QualificaDF e da revitalização comunitária do RenovaDF.  Gerente do Cras de Samambaia Sul, Paolo Sousa: "Há famílias que tinham uma condição precária de alimentação e, hoje, após o Prato Cheio, têm dignidade na alimentação” Luz no fim do túnel A cozinheira Diana Patrícia Moura sabe bem o que esse amparo significa. Diagnosticada com uma doença grave em outubro do ano passado, ela se viu impossibilitada de trabalhar. Sem renda, morando de aluguel e focada no tratamento médico, o medo da fome bateu à porta. A resposta veio por meio do Cartão Prato Cheio, que garante R$ 250 mensais para a compra de alimentos a 130 mil famílias no DF, em 18 parcelas. "Vai ajudar muito, porque tem que pagar aluguel, né? Fora o aluguel, o mais caro é a comida. Então, vai ser bem-vindo", desabafa a moradora de Samambaia Sul, agora com a tranquilidade de ter o alimento garantido durante sua luta pela saúde.  O diferencial de acolher os cidadãos nos momentos mais críticos e garantir o mínimo para recomeçar é o que sustenta essa ampla rede de apoio. A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, explica que para muitas pessoas o Estado é a única porta possível a bater. “Para as famílias que mais precisam, as políticas sociais talvez sejam as únicas formas de garantir o mínimo, como a comida na mesa, com o benefício do Cartão Prato Cheio, o Cartão Gás e o DF Social, que complementam a renda e reduzem o impacto nos orçamentos dessas pessoas”.   Tamires Nigre, mãe de recém-nascida, sentiu o alívio de ter a alimentação da família assegurada pelo Prato Cheio O amparo, no entanto, não se restringe à transferência de renda, mas exige um olhar humanizado que atua na raiz do bem-estar social. “Seja com um pernoite no Hotel Social para garantir dignidade e oportunidades para outras políticas públicas ou com acompanhamento adequado dos Cras, além de garantir direitos, essas políticas socioassistenciais reconstroem vidas e também previnem vulnerabilidades e reduzem as mazelas, melhorando a qualidade de vida para toda a população do DF”, complementa a secretária.  "A gente foi a uma consulta da neném e precisa de um remedinho, que não tenho como comprar neste momento. Mas, quando vier, esse benefício vai dar uma ajuda"   Tamires Negre, dona de casa, mãe de recém-nascida Essa reconstrução de vidas busca, acima de tudo, construir uma ponte para a autonomia. Tamires Negre, mãe de uma recém-nascida de apenas 22 dias, vive em uma casa com seis pessoas e já sentiu o alívio de ter a alimentação da família assegurada pelo Prato Cheio. Agora, a dona de casa precisa da Bolsa Natalidade, que oferece kit com enxoval e R$ 200 para famílias vulneráveis, para ajudar nas despesas com a bebê. "Ajuda muito. A gente foi a uma consulta da neném e precisa de um remedinho, que não tenho como comprar neste momento. Mas, quando vier, esse benefício vai dar uma ajuda", relata a moradora de Samambaia Norte, que encontra na rede de assistência um amparo para o desgaste físico e mental da maternidade.  Nas trincheiras do atendimento diário, gestores testemunham essas transformações de perto. Paolo Sousa, gerente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Samambaia Sul — unidade que chega a atender quase 30 mil famílias por ano —, explica a dimensão desse impacto. "Há famílias que tinham uma condição precária de alimentação e, hoje, após o Prato Cheio, têm dignidade na alimentação”, relata.  Autonomia e desligamento dos benefícios O objetivo central, no entanto, é devolver a independência aos cidadãos. O diretor se emociona ao contar sobre as famílias que pedem o desligamento voluntário dos benefícios porque alcançaram a autonomia. “O nosso trabalho gera frutos", comemora. Ele relembra o agradecimento recente de uma mãe atendida na unidade: "Ela falou: 'Muito obrigado, porque vocês, enquanto equipamento público, nos proporcionaram acesso ao estudo'. Com o dinheiro que ela recebia, ela se qualificou, conseguiu pagar um estudo mínimo para a filha, que depois passou em um concurso”, conta Sousa.  Avanço alcançado pelas famílias depois de receber desmistifica preconceito de muitas pessoas sobre os programas sociais  Para o diretor, o avanço real dessas pessoas desmistifica qualquer preconceito sobre os programas sociais. "Isso tira a ideia que, infelizmente, muitas pessoas têm de que quem recebe algum benefício fica acomodado. Não, isso não existe. Hoje os números mostram a diferença. Os programas de transferência de renda trazem, sim, autonomia para que essas famílias consigam sair da insegurança alimentar e gerir a própria vida", completa. Educação é o pontapé inicial Para que as famílias consigam dar esse salto definitivo, a base educacional é imprescindível. Hoje, o DF tem a menor taxa de analfabetismo do país para maiores de 15 anos e pode celebrar a marca de 65% das crianças alfabetizadas ao fim do 2º ano do ensino fundamental, índice que supera a meta nacional.  "Cada estudante que permanece na escola e conclui sua trajetória educacional representa um avanço concreto para o desenvolvimento humano do DF”  Iêdes Soares Braga, secretária de Educação interina Ao refletir sobre como essas salas de aula constroem a liderança do DF no desenvolvimento humano, a secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, enfatiza que o conhecimento é o principal instrumento de transformação social e desenvolvimento humano. “Quando ampliamos o acesso à escola, fortalecemos a alfabetização, garantimos a permanência dos estudantes e investimos na formação profissional, estamos impactando diretamente a qualidade de vida da população." Os avanços educacionais do Distrito Federal refletem não apenas em melhores indicadores de escolaridade, mas também em mais oportunidades, geração de renda, inclusão social e perspectivas de futuro para nossos jovens. Cada estudante que permanece na escola e conclui sua trajetória educacional representa um avanço concreto para o desenvolvimento humano do DF”, avalia a secretária. Novos capítulos [LEIA_TAMBEM]Com cidadãos amparados e educados, as portas do mercado se abrem, completando o ciclo virtuoso que impulsiona o IDHM. Apenas nos primeiros meses de 2026, as agências do Trabalhador disponibilizaram quase 25 mil vagas de emprego. Em paralelo, o vigor econômico se comprova nos números do programa Emprega DF, programa de incentivo do GDF que dá benefícios fiscais a empresas que investem, mantêm e geram emprego no DF. Além de alcançar firmas já instaladas na capital federal, a iniciativa procura atrair novos empreendimentos e, assim, alavancar a economia local. Entre 2019 e 2024, houve aumento superior a 3.200% na geração de empregos diretos (saltando de 321 para 10.608 postos), além de crescimento dos investimentos de empresas, de R$ 37,1 milhões para R$ 189,3 milhões.  O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Thales Mendes, explica a engrenagem por trás dessa economia pulsante: “O Distrito Federal tem se consolidado como um lugar cada vez mais atrativo para viver, trabalhar e investir. Além da localização estratégica e da diversidade econômica, o DF conta com pessoas empreendedoras e dispostas a aproveitar novas oportunidades. A expectativa é seguir ampliando a geração de empregos, fortalecendo os negócios locais e levando mais qualificação profissional para todas as regiões administrativas. Quando criamos oportunidades perto de onde as pessoas vivem, impulsionamos o desenvolvimento e melhoramos a qualidade de vida de toda a população".

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Semana do Meio Ambiente terá feira de orquídeas, aula de yoga e ações de educação ambiental no JBB

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Obesidade infantil exige atenção das famílias aos primeiros sinais

Foi dentro de casa que a assistente administrativa Thaynara Aguiar percebeu que algo não estava bem com a filha, Vallentina Louzeiro, de 7 anos. “Ela comia muito rápido e em grandes quantidades. Muitas vezes, repetia a refeição e, se sobrasse comida do irmão, também queria comer. Foi quando comecei a entender que precisava olhar para aquela situação com mais atenção”, relembra. A preocupação aumentou à medida que os sinais se tornavam mais evidentes. Além do ganho de peso, Vallentina passou a sentir dores nos joelhos e enfrentou comentários desagradáveis na escola. “Como mãe, fiquei muito preocupada. Ver minha filha tão pequena sofrendo com dores e sendo alvo de 'brincadeiras' por causa do peso me fez perceber que era hora de agir”, conta. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil. O problema vem aparecendo cada vez mais cedo entre crianças e adolescentes. O alerta ganha ainda mais relevância diante de um cenário preocupante: segundo relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos está acima do peso no mundo. Ao todo, são cerca de 391 milhões de jovens nessa condição, sendo que quase metade já convive com a obesidade. No Dia da Conscientização Contra a Obesidade Infantil, celebrado nesta quarta-feira (3), especialistas do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), reforçam a importância da adoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida e do olhar atento das famílias. Dores nas pernas, dificuldade para acompanhar brincadeiras, mudanças no comportamento e sofrimento emocional são alguns dos sinais de alerta para a obesidade infantil | Foto: Divulgação/IgesDF Pequenas mudanças, grandes resultados Segundo o pediatra do HRSM, Luis Henrique Costa, o aumento dos casos de excesso de peso entre crianças está diretamente relacionado às mudanças no estilo de vida observadas nos últimos anos. “Atualmente, alimentos industrializados, congelados e prontos para consumo costumam ser mais acessíveis e práticos do que opções frescas. Quando isso se soma ao excesso de tempo diante das telas, à redução das atividades físicas e a hábitos alimentares inadequados, o resultado é o crescimento dos índices de sobrepeso e obesidade infantil”, explica. Segundo o especialista, o excesso de peso na infância pode aumentar o risco de problemas como hipertensão, diabetes, dores articulares, alterações hormonais e impactos emocionais que podem acompanhar a criança ao longo da vida. No caso da Vallentina, a mudança começou dentro de casa. A mãe, Thaynara, revisou a rotina alimentar da família retirando refrigerantes, doces e outros produtos ultraprocessados do dia a dia. Também passou a orientar a filha a comer com mais calma e a respeitar os sinais de saciedade. “Entendi que ela consumia aquilo que estava disponível. Então, a responsabilidade também era minha. Começamos a fazer escolhas melhores e a construir uma relação mais equilibrada com a comida”, afirma. Com as mudanças na rotina, Vallentina perdeu cerca de cinco quilos e passou a apresentar mais disposição, melhora no bem-estar e mais qualidade de vida. A nutricionista da unidade, Ingrid Oliveira, destaca que a prevenção começa dentro de casa e não depende de mudanças radicais. Segundo ela, pequenas escolhas feitas diariamente podem fazer grande diferença na saúde das crianças. “Quanto mais colorido for o prato, melhor. Frutas, legumes e verduras devem fazer parte da alimentação do dia a dia”, orienta. Ingrid ressalta que os impactos de uma alimentação inadequada vão muito além do ganho de peso. De acordo com a especialista, o organismo não foi preparado para receber tantos alimentos ultraprocessados e produtos artificiais. “Esse consumo excessivo pode comprometer o crescimento, a saúde óssea, o equilíbrio hormonal e até o bem-estar emocional de crianças e adolescentes. Por isso, estimular hábitos saudáveis desde cedo é uma forma de promover mais saúde e qualidade de vida ao longo dos anos”, conclui. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Escolas públicas do Distrito Federal formam guardiões do meio ambiente

No Dia Nacional da Educação Ambiental, celebrado em 3 de junho, escolas da rede pública do Distrito Federal mostram como a educação ambiental faz parte do cotidiano pedagógico da rede. De hortas agroecológicas a projetos que conectam nascentes do Cerrado ao Oceano Atlântico, estudantes de diferentes regiões aprendem, na prática, sobre preservação, sustentabilidade e cuidado com os recursos naturais. Projeto Horta e Alimentação Saudável, desenvolvido na EC Beija-Flor, leva as crianças a conhecerem processos de plantio e manejo de mudas | Foto: Tereza Silva/SEEDF “A educação ambiental não é um tema isolado no currículo, mas um eixo fundamental para formar cidadãos responsáveis e preparados para os desafios do século 21”, afirma a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga. “Continuamos o legado de transformação, garantindo que cada estudante do DF desenvolva não apenas conhecimento, mas valores de preservação e cuidado com o planeta, especialmente nas regiões de maior vulnerabilidade.” Aprendizado nasce da terra Na Escola Classe (EC) Beija-Flor, na Asa Norte, a educação ambiental faz parte da rotina escolar. Por meio do projeto Horta e Alimentação Saudável, estudantes acompanham o cultivo de hortaliças, plantas medicinais e espécies nativas do Cerrado em espaços utilizados como ambientes de aprendizagem. “Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada” Tereza da Silva, diretora da Escola Classe Beija-Flor Além de conhecer processos como germinação, plantio e manejo de mudas, os alunos desenvolvem práticas relacionadas ao cuidado com o meio ambiente e à valorização da biodiversidade local. A diretora da unidade, Tereza Marques Cardoso da Silva, lembra que a proposta contribui diretamente para a formação dos estudantes: “Nós somos natureza, e aí precisamos nos conectar a essa natureza, pois essa conectividade é a nossa formação integral. Um ser que não está conectado à natureza tem uma parte da sua educação ceifada”. A escola também participa de ações de plantio de árvores na Serrinha do Paranoá, ampliando as experiências de educação ambiental para além do ambiente escolar. Do Cerrado ao oceano [LEIA_TAMBEM]A dimensão socioambiental também atravessa fronteiras linguísticas. Na Escola Bilíngue do Plano Piloto (EBPP), referência no atendimento a estudantes surdos, o projeto Missão Guardiões do Mar demonstra que a preservação dos oceanos começa nas nascentes do Cerrado. Com o tema “Vereda (a)mar: conexões visuais entre céu, Cerrado e mar”, os estudantes utilizam ferramentas como o Google Earth para mapear o trajeto das bacias hidrográficas e compreender como o cuidado com os mananciais locais reflete diretamente na saúde do Oceano Atlântico. Toda a mediação é feita em Libras, garantindo que o aprendizado sobre responsabilidade socioambiental seja plenamente inclusivo. A data, instituída pela Lei Federal nº 12.633/2012, integra o calendário oficial da educação brasileira e reforça a importância de iniciativas voltadas à conscientização ambiental. Nas escolas da rede pública do Distrito Federal, esse trabalho é desenvolvido ao longo de todo o ano por meio de projetos que aproximam os estudantes do Cerrado, da sustentabilidade e da preservação dos recursos naturais. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento

A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) prepara a entrega do primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III do Gama, beneficiando a população de aproximadamente 140 mil habitantes da região. A inauguração concretizará o investimento de R$ 3,6 milhões descentralizados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), reforçando a proposta de ampliação do cuidado próximo à comunidade. Localizada no setor norte da cidade, a unidade integra o Sistema Único de Saúde (SUS) como o 19º Caps do Distrito Federal e o segundo na modalidade Caps III. Um local de acolhimento e apoio às pessoas que enfrentam sofrimento psíquico intenso. O modelo III especifica uma unidade de funcionamento 24 horas, com atendimento voltado a maiores de 18 anos, com transtornos mentais graves e persistentes. Estrutura da obra Desde a concepção da planta, o projeto foi pensado para atender às demandas específicas da unidade, assim como garantir acessibilidade às pessoas com deficiência. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna. Em um terreno amplo de 3,5 mil m², a construção ocupa aproximadamente 740 m² e valoriza espaços de convivência, com integração entre a área externa e interna | Foto: Divulgação/Novacap A estrutura conta com farmácia, enfermaria, banheiros e vestiários, espaço de convivência interno, jardins externos, salas de atividades coletivas e atendimento individualizado, refeitório, cozinha e quarto de plantão com banheiro, para repouso dos profissionais, além das demais instalações obrigatórias. Entre os serviços oferecidos estão acolhimento inicial, atendimentos individuais e em grupo, intervenções em crises, ações farmacológicas e não farmacológicas, oficinas terapêuticas, visitas domiciliares, apoio às famílias e atividades comunitárias. "Esta entrega representa um momento histórico para o SUS do Distrito Federal e demonstra o nosso compromisso com o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e com a política de saúde mental. Essa unidade do Caps Gama foi muito esperada pela população, e é uma alegria enorme poder, com ela, ofertar mais acesso às pessoas com sofrimento psíquico no DF" afirma Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental. Com a inauguração do Caps, a população do Gama, estimada em cerca de 140 mil habitantes, passará a contar com atendimento mais próximo, sem a necessidade de deslocamento até o Recanto das Emas. A Administração Regional do Gama celebra o investimento na saúde mental, na prevenção e no cuidado com os moradores. “O Caps representa um avanço histórico para o Gama. Saúde mental é uma necessidade real da nossa população, e esse equipamento vai trazer acolhimento, tratamento e dignidade para muitas famílias que hoje enfrentam dificuldades sem o suporte adequado”, afirma a administradora Thábata Almeida. Joana Ferreira, 30 anos, moradora da região, conta que havia desistido de procurar ajuda devido à longa distância que precisava percorrer até o centro mais próximo. “Essa nova unidade me encorajou, pois agora o tratamento vai ser viável”, compartilha. “Essa entrega representa o resultado de uma atuação conjunta entre a Novacap e a Secretaria de Saúde, unindo infraestrutura e política pública para ampliar o acesso da população a um atendimento humanizado e de qualidade. Nosso compromisso é garantir que obras como essa cheguem às regiões que mais precisam, fortalecendo a rede pública de saúde do Distrito Federal”, destacou o presidente da Novacap, Fernando Leite.   *Com informações da Novacap

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Com apoio da FAPDF, UnB desenvolve tecnologia para aproximar idosos dos serviços digitais de saúde

Em um cotidiano cada vez mais digital, marcar consultas, acessar exames, buscar informações confiáveis e utilizar serviços de saúde pela internet já faz parte da rotina de muitas pessoas. Para parte da população idosa, no entanto, essas ferramentas ainda podem representar uma barreira. Foi para enfrentar esse desafio que surgiu o Digihealth Techkit, projeto desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Tech Learning (2023). A iniciativa reúne aplicativo, e-book, conteúdos interativos, jogos educativos e códigos QR para ajudar adultos a partir de 45 anos e pessoas idosas do Distrito Federal a desenvolverem habilidades digitais voltadas para o cuidado com a própria saúde. A professora Camila Alves Areda: “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo” | Foto: Divulgação/FAPDF O projeto é coordenado pela professora Camila Alves Areda, do curso de Farmácia da UnB, do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação (Profnit) e do Programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica (PPGasfar). Para Camila, esse investimento foi estratégico para aproximar a pesquisa das demandas reais da população. “O apoio da FAPDF foi fundamental para transformar a proposta em uma solução concreta, validada e adaptada à realidade da população do Distrito Federal. O fomento permitiu aprimorar a tecnologia, desenvolver materiais educativos, realizar testes com usuários reais e fortalecer a integração entre pesquisa, inovação e impacto social”, destaca Camila. Para a professora, o investimento em projetos como o Digihealth Techkit demonstra a importância de políticas públicas de fomento à ciência, tecnologia e inovação voltadas a desafios sociais concretos. “A FAPDF teve um papel estratégico ao incentivar projetos que promovem inclusão digital, saúde e envelhecimento ativo”, afirma. Educação O Digihealth é um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível O nome do projeto combina dois conceitos: Digihealth, ligado à saúde digital, e Techkit, que significa kit de ferramentas. Na prática, trata-se de um conjunto de recursos educativos pensado para tornar o uso da tecnologia mais simples, seguro e acessível. A iniciativa é desenvolvida pela Universidade de Brasília, por meio da Faculdade de Ciências e Tecnologias em Saúde e da Universidade do Envelhecer (UniSER/UnB). “O projeto surgiu porque percebemos que muitas pessoas idosas ainda enfrentam dificuldades para utilizar tecnologias que hoje fazem parte do acesso à saúde, como aplicativos, exames digitais e teleatendimento. Isso pode gerar exclusão, dependência e dificuldade no cuidado com a própria saúde”, explica a professora. Segundo Camila, a proposta busca aproximar esse público das soluções digitais de forma gradual. “Nosso objetivo foi criar uma solução simples, acessível e adaptada à realidade desse público, promovendo inclusão digital, autonomia e mais qualidade de vida”, afirma. Como funciona O projeto propõe ferramentas educativas digitais voltadas para o desenvolvimento da chamada literacia digital em saúde. O termo pode parecer técnico, mas significa, de forma simples, a capacidade de usar tecnologias digitais para buscar informações confiáveis, acessar serviços e tomar decisões mais seguras sobre o próprio cuidado. “O Digihealth Techkit é um conjunto de ferramentas educativas digitais criado para ensinar, de forma simples e acessível, como utilizar tecnologias relacionadas à saúde. Na prática, a pessoa idosa aprende a acessar aplicativos, utilizar serviços digitais de saúde, consultar informações e desenvolver mais autonomia no cuidado com a própria saúde”, explica a coordenadora. O aplicativo foi criado pensando em dar mais autonomia a idosos que têm dificuldade em acessar tecnologia para realizar atividades cotidianas O aplicativo está em nível de maturidade tecnológica 7, também conhecido como TRL 7, indicando que uma solução já se encontra em estágio avançado de desenvolvimento, com protótipo em funcionamento e testes em ambiente real. Atualmente, a ferramenta passa por aprimoramentos constantes e avaliações com usuários, etapa fundamental antes de sua futura disponibilização para download. Além do aplicativo, o projeto prevê a adaptação do e-book Digihealth BSB, estruturado a partir do conceito japonês Ikigai, associado à busca por propósito, sentido e realização na vida. No projeto, essa ideia é aplicada à promoção de um envelhecimento mais ativo, saudável e conectado, relacionando saúde digital, autocuidado, aprendizagem ao longo da vida e participação social. Tecnologia pensada com e para pessoas idosas Um dos diferenciais do projeto é o desenvolvimento de uma tecnologia centrada no usuário. Isso significa que o aplicativo e os materiais são pensados a partir das necessidades reais das pessoas que irão utilizá-los, especialmente aquelas que não tiveram contato frequente com tecnologias digitais ao longo da vida. Para isso, a equipe trabalha com linguagem simples, navegação intuitiva, recursos visuais acessíveis e organização didática das informações. A proposta também considera aspectos como tamanho de letras, facilidade de compreensão, usabilidade e adaptação cultural ao contexto brasileiro. A construção do projeto também conta com a participação dos próprios usuários. A validação do protótipo envolve pessoas idosas da comunidade do Distrito Federal, incluindo participantes e egressos do Curso de Educador Político Social em Gerontologia, vinculado à UniSER/UnB. Esse processo permite que a equipe identifique dificuldades reais de uso, ajuste a linguagem e aprimore a experiência de navegação. O Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem Para tornar o aprendizado mais dinâmico, o Digihealth Techkit utiliza recursos de gamificação, ou seja, elementos de jogos, como desafios, etapas e atividades interativas, aplicados ao processo de aprendizagem. Também são utilizados códigos QR, que podem ser lidos pela câmera do celular e direcionam o usuário para conteúdos digitais. “Essas ferramentas tornam o aprendizado mais leve, prático e estimulante. Os jogos educativos aumentam o engajamento e ajudam na fixação do conteúdo, enquanto os QR codes e conteúdos interativos facilitam o acesso às informações e incentivam a participação ativa da pessoa idosa no processo de aprendizagem”, afirma a professora. Envelhecimento inteligente e conexão internacional O aplicativo também dialoga com o conceito de envelhecimento inteligente, tradução de smart ageing. A ideia está relacionada ao uso de tecnologias, soluções de design e estratégias educacionais para promover mais independência, inclusão, segurança e qualidade de vida à medida que a população envelhece. O Digihealth Techkit integra a versão brasileira da plataforma SmartAgeCare, projeto internacional com origem na Universidade do Porto e na 4Humanz Consultancy and Research, desenvolvido no âmbito do programa Erasmus+ e com participação de instituições de diversos países europeus. A parceria com a UnB, por meio da UniSER, permite adaptar, traduzir e reinventar para o cenário brasileiro soluções voltadas à população idosa. No Distrito Federal, a proposta coloca Brasília em posição estratégica no desenvolvimento de tecnologias voltadas para o envelhecimento, especialmente na interface entre saúde, educação, inovação e inclusão digital. Mais segurança para cuidar da própria saúde Entre os principais impactos esperados está o fortalecimento da autonomia da população idosa. Ao aprender a utilizar ferramentas digitais, a pessoa pode acessar exames, marcar consultas, buscar informações confiáveis, acompanhar orientações e participar de forma mais ativa do próprio cuidado. "Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros" Camila Alves, professora do curso de Farmácia da UnB “Esperamos mais autonomia, segurança e participação ativa no cuidado com a própria saúde. Quando o 60+ aprende a utilizar tecnologias digitais, ele consegue acessar serviços de saúde com mais facilidade, acompanhar informações importantes e se tornar menos dependente de terceiros”, ressalta Camila. A inclusão digital também tem impacto emocional e social. Ao dominar recursos tecnológicos, a pessoa idosa pode se sentir mais segura, confiante e integrada à sociedade. Para a coordenadora, esse processo contribui para fortalecer a autoestima e reduzir o sentimento de exclusão. *Com informações da FAPDF  

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Inscrições abertas para técnicos e assistentes que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) abriu as inscrições para o processo de seleção de técnicos e assistentes técnicos que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026. Os interessados podem se candidatar até o dia 15 de junho. Os profissionais selecionados integrarão as comissões técnicas responsáveis por orientar, preparar e acompanhar os estudantes-atletas que defenderão o Distrito Federal na maior competição escolar do país. A atuação desses profissionais é decisiva para o desenvolvimento esportivo dos participantes e para o fortalecimento das equipes durante a competição. Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) abriu as inscrições para o processo de seleção de técnicos e assistentes técnicos que representarão o DF nos Jogos da Juventude 2026 | Foto: Victor Bandeira, Ascom/SEEDF   Podem participar da seleção professores e técnicos das redes pública e privada de ensino do Distrito Federal interessados em atuar nas modalidades coletivas, conforme os critérios estabelecidos no Regulamento Geral dos Jogos Escolares do Distrito Federal (JEDF) 2026. As inscrições são realizadas por meio de formulário eletrônico, com envio do plano de trabalho e da documentação comprobatória exigida em arquivo único no formato PDF. Cronograma: • 2 a 15 de junho de 2026 – Inscrições e envio da documentação; • 16 a 30 de junho de 2026 – Análise Documental; • 3 de julho de 2026 – Divulgação do resultado.   *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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