Encontro define integração de serviços para pessoas em situação de rua
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. As secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e de Saúde (SES) realizaram um encontro na quinta-feira (1º/10), para definir a implementação do Guia Intersetorial para Integração dos Serviços de Saúde e Proteção Social às Pessoas em Situação de Rua no Distrito Federal, lançado em junho em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília). O documento serve como instrumento de apoio a ser utilizado por profissionais da rede de saúde e assistência social, contendo a relação dos serviços oferecidos nas duas áreas, fluxos integrados de atendimento e unidades que existem no DF. Realizado no auditório da Sedes-DF na 515 Norte, o evento contou com a participação de aproximadamente 80 pessoas, como gerentes dos centros de referência de assistência social (Cras), dos centros de referência especializados de assistência Social (Creas), dos centros de referência especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop), das unidades de acolhimento e representantes da Fiocruz. Segundo a coordenadora da Proteção Social de Média Complexidade da Sedes-DF, Aline Pinho, o documento não deve ser visto como um material estático e, sim, como ferramenta que será utilizada no cotidiano pelas equipes. “A proposta é que, a partir dele, sejam realizadas intervisões nos territórios, reunindo profissionais das duas redes para conhecer melhor os serviços, discutir casos complexos e identificar conjuntamente estratégias para situações que exigem uma atuação articulada”, explica. Ainda de acordo com a coordenadora, as intervisões contarão com a participação de profissionais dos Centros Pop, Creas, unidades de acolhimento e dos Cras. Durante a programação, as duas pastas conversaram sobre a aplicação do guia no trabalho diário voltado a pessoas em situação de rua | Foto: Divulgação A mediação desse processo foi realizada pela Fiocruz, que também participou da construção do guia e da organização do seminário. “A proposta é que as experiências observadas nos territórios também contribuam para o aprimoramento das próprias políticas públicas. A partir disso poderão surgir novas políticas, novas orientações, novas diretrizes, novas possibilidades, novas estratégias”, complementa Aline Pinho. A expectativa inicial é que as intervisões ocorram mensalmente, funcionando como um projeto-piloto em algumas localidades. “O Guia Intersetorial é uma ferramenta importante para aproximar as equipes, alinhar os fluxos de atendimento e fortalecer o trabalho conjunto nos territórios. Nosso objetivo é assegurar que os profissionais tenham condições de oferecer um acompanhamento articulado, considerando as necessidades de cada pessoa e ampliando o acesso aos direitos e aos serviços públicos”, pontua o secretário de Desenvolvimento Social substituto, Rafael Rodrigues. Construção Um dos principais diferenciais do guia é a sistematização de fluxos intersetoriais que orientam o atendimento e o encaminhamento de casos envolvendo crianças e adolescentes, mulheres e gestantes, pessoas idosas, população LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência, usuários de álcool e outras drogas, situações de violência, saúde mental e processos de desospitalização, entre outros. Em evento de lançamento do Guia Intersetorial, em junho, o coordenador de Atenção Primária à Saúde da SES, Afonso Abreu Mendes Júnior, destacou que o novo guia traz ferramentas para profissionais e gestores “atuarem de forma mais integrada, humana e resolutiva". O guia ficará disponível nas unidades de saúde, nas unidades socioassistenciais, com as equipes de consultório na rua, das unidades básicas de saúde (UBSs) e com as equipes de abordagem social. Durante o lançamento, o coordenador técnico do Núcleo de Populações em Situações de Vulnerabilidade e Saúde Mental na Atenção Básica (Nupop), da Fiocruz Brasília, Marcelo Pedra, ressaltou que o papel da Fiocruz foi viabilizar e qualificar essa integração entre as áreas que atendem população em situação de rua. Ao longo da elaboração, foram realizadas cinco oficinas presenciais e cinco reuniões virtuais com gestores, técnicos e profissionais que atuam diretamente no cuidado e na assistência às pessoas em situação de rua. As oficinas permitiram o alinhamento conceitual e a construção coletiva de fluxos integrados de atendimento, considerando as múltiplas vulnerabilidades enfrentadas por essa população. *Com informações da Sedes-DF
Ler mais...
SIC – Serviço de Informações ao Cidadão
Ler mais...
Normas e Regulamentações
Ler mais...
Perguntas frequentes
Ler mais...
Canais de Atendimento
Ler mais...
Tipos de Manifestações
Ler mais...
Relatórios
Ler mais...
Conselho aprova plano de capacitação e nova versão do plano de gestão das águas do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Conselho de Recursos Hídricos do Distrito Federal (CRH/DF) aprovou, em reunião realizada em 16 de setembro, dois documentos que orientam a gestão da água na capital: um plano de capacitação para quem atua na área e a nova versão do Plano de Gerenciamento Integrado de Recursos Hídricos (PGIRH-DF). Capacitação de quem cuida da água O primeiro documento é o Plano de Capacitação do Progestão, programa nacional que apoia os estados e o DF na melhoria da gestão das águas por meio de metas pactuadas. Na prática, o plano organiza cursos e atividades de formação para os órgãos e colegiados que atuam no sistema de recursos hídricos do DF, ampliando a preparação técnica dos envolvidos. Plano de gestão das águas atualizado O segundo é o PGIRH 2026, que reúne diretrizes e ações para temas como qualidade e disponibilidade de água, segurança hídrica, saneamento, proteção de nascentes e áreas de recarga, controle da poluição e ordenamento do território. O plano serve de guia para a execução da Política de Recursos Hídricos no DF. A atualização foi acompanhada por um grupo de trabalho formado dentro do próprio Conselho, que analisou as etapas do plano e propôs melhorias. Entre elas estão a forma de representar as áreas mais vulneráveis à falta de água, a participação dos comitês de bacia e o detalhamento das informações sobre cobrança pelo uso da água, monitoramento e proteção dos mananciais. Participação da sociedade Antes da aprovação, o plano passou por audiência pública, em que foram analisadas 94 contribuições. Parte delas resultou em ajustes no texto, e outras viraram recomendações para serem acompanhadas na execução e em futuras revisões. O grupo de trabalho também ressaltou a importância de acompanhar o plano de perto, com responsáveis, metas, prazos e indicadores definidos para cada ação. Divulgação O PGIRH 2026 deverá ser divulgado a órgãos de gestão da água e de ordenamento territorial, empresas de saneamento, instituições de educação e saúde, usuários de recursos hídricos e à sociedade em geral, especialmente em ações de mobilização social. Os próximos passos envolvem o acompanhamento da execução das ações previstas, de forma conjunta entre o conselho, os órgãos gestores e os comitês de bacia. *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF)
Ler mais...
Perfil do Ouvidor
Ler mais...
Planos de Ação Anual
Ler mais...