Resultados da pesquisa

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Sistema Sadefuzzy: inteligência artificial dá suporte à decisão clínica

As disfunções do trato urinário inferior (Dtui) são problemas associados ao armazenamento, retenção de urina ou esvaziamento da bexiga. A incontinência urinária, por exemplo, acomete mais de 200 milhões de pessoas no mundo. Em geral, esses pacientes apresentam baixos índices de qualidade de vida. Diante do cenário, que pede diagnóstico assertivo e precoce, a professora-adjunta de Gerenciamento do Cuidado em Saúde, da Universidade de Brasília (UnB), Anna Carolina Faleiros Martins, participou da 6ª Feira de Soluções para Saúde, nesta quarta-feira (29), e apresentou o Sadefuzzy. Trata-se de uma inteligência artificial que oferece suporte à decisão clínica, uma vez que apresenta o diagnóstico a partir dos sintomas. Anna Carolina Faleiros Martins: “A tecnologia pode evitar tratamentos desnecessários ou inadequados e, portanto, contribuir para a diminuição de custos na saúde” | Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde-DF O software foi elaborado pela professora e por uma equipe de físicos, desenvolvedores de sistemas, médicos e enfermeiros no laboratório de urologia (Laburo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A ideia surgiu da complexidade inerente ao diagnóstico urológico, que envolve muitas incertezas e etapas, como coleta de dados, exame clínico, avaliação urodinâmica e testes. Como surgiu? Em sua palestra, Martins detalhou o processo de desenvolvimento da ferramenta. Profissionais de referência e especialistas em urologia analisaram o grau de pertinência de 37 sintomas para 10 diagnósticos diferentes (definidos pela Sociedade Internacional de Continência) e designaram um valor a cada sinal. “O sistema foi configurado a partir das relações entre os sintomas e os diagnósticos associados. Dados de prontuários e estudos urodinâmicos de 100 pessoas [50 mulheres e 50 homens] com problemas no trato urinário inferior conseguiram aperfeiçoar o software”, explicou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segundo a professora, uma série de publicações científicas comprova a segurança de sistemas de apoio à decisão clínica baseados em inteligência artificial. “A tecnologia pode evitar tratamentos desnecessários ou inadequados e, portanto, contribuir para a diminuição de custos na saúde”, argumentou. “O Sadefuzzy é um sistema de apoio, que compõe a medicina baseada em evidências, contribui para que haja diagnósticos precoces e precisos, melhorando os cuidados com os pacientes”, afirmou. O software foi avaliado por consultores, a fim de qualificá-lo conforme padrões e normas técnicas. Verificou-se que o Sadefuzzy tem qualidade técnica satisfatória para ser empregado com segurança na prática clínica. “A tecnologia nunca irá substituir a assistência de um especialista, mas ela pode, sim, dar apoio. A decisão, contudo, será do profissional”, concluiu Martins. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Feira apresenta soluções inovadoras na área de saúde

Mais de 60 inovações estão cadastradas na 6ª edição da Feira de Soluções para a Saúde. Pela primeira vez, entre os dias 27 e 28 de novembro, a capital federal sedia o evento, realizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, e patrocinado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O objetivo é disseminar e incentivar possibilidades que auxiliem no enfrentamento de crises sanitárias apresentadas neste século. Entre as inovações, estão “Stella”, nome dado a um sistema nervoso artificial que auxilia na recuperação de pacientes que sofreram derrame, e ITB, solução online que monitora a situação de saúde das pessoas com tuberculose, minimizando o abandono de tratamento. Também constam aplicativos voltados à saúde da população LGBTQIAPN+ ou ao combate à dengue, drones que transportam amostras biológicas e plataforma de monitoramento da saúde que avalia dados biológicos captados pela câmera do celular. Arte: Divulgação/SES-DF Com o tema “Transformação Digital na Saúde”, a feira traz um portfólio de ideias já colocadas em prática ou em desenvolvimento que abordam temas como educação, ciência e tecnologia abertas, arboviroses, hanseníase, tuberculose, HIV/Aids, pesquisa clínica, judicialização da saúde, cuidado com a gestante e registro das ações dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). São projetos que visam, principalmente, fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), local e nacionalmente. Para a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, que presidirá o evento, trata-se de um espaço diverso, fundamental para avaliar o progresso dos serviços da rede pública. “Esta feira representa uma oportunidade real para identificar soluções tangíveis aos desafios contemporâneos que enfrentamos. Teremos a oportunidade de mostrar iniciativas na área da ciência que são realidade e poderão impactar positivamente aos cuidados de saúde no futuro”. [Olho texto=”A Hacktona SUS Digital vai instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A programação da feira inclui oficinas, palestras, rodas de conversa, mesas de negociação, pôsteres, bem como estandes e outras apresentações. Esta sexta edição reúne especialistas e entusiastas da área de saúde, previamente cadastrados. O intuito é promover parcerias institucionais de ciência, tecnologia e inovação, impulsionando o desenvolvimento e a aplicação de soluções únicas no cenário do DF. O subsecretário de Planejamento em Saúde, Rodrigo Vidal, enxerga o evento como uma oportunidade de avançar na informatização dos serviços da rede. “A feira é muito importante para estabelecermos e pensarmos em uma cultura de transformação digital na SES-DF. Esses três dias serão de imersão, na qual o conhecimento será ampliado.” Hackatona Uma das ações que merecem destaque na feira é a chamada Hacktona SUS Digital, que irá instigar 20 equipes aprovadas a apresentarem soluções a crises sanitárias e seus efeitos diretos ou secundários, como na covid-19. São três dias de maratona e o prêmio é de uma bolsa de estímulo à pesquisa no valor de R$ 150 mil. Ao final, cada equipe deverá entregar um documento detalhando a ideia e sua viabilidade. As quatro propostas que obtiverem as melhores avaliações serão escolhidas. O resultado será divulgado em 29 de novembro, último dia da feira. Na etapa de incorporação da tecnologia, valores de até R$ 400 mil serão distribuídos entre os projetos qualificados e indicados pela SES-DF, de acordo com as atividades, nível de complexidade e necessidade de equipamentos. Espaço para todas as ideias [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A diversidade é uma das características da feira. Ao lado de soluções criadas por equipes já veteranas, aparecem, por exemplo, projetos idealizados por alunas da educação básica do Rio de Janeiro, que propuseram uma ferramenta de apoio a mulheres em situações de violência. Aos aplicativos somam-se ainda um observatório que disponibiliza indicadores de ciência, tecnologia e inovação em saúde; um repositório que arquiva, preserva e compartilha dados digitais para pesquisa; e uma plataforma que concentra experiências bem-sucedidas de unidades e trabalhadores do SUS de todo o país. Vindos de diferentes regiões do Brasil, entre os objetivos dos autores dos trabalhados estão: facilitar a comunicação com os usuários, ampliar o conhecimento da população sobre seu status de saúde, oferecer ferramentas seguras e acessíveis de teleatendimentos e automatizar processos digitais. A primeira Feira de Soluções para a Saúde foi realizada em 2017, na Bahia, com foco no enfrentamento do zika vírus. A partir dela, outras questões de importância sanitária foram tema do evento. Hoje, o evento conta com um público participante estimado em mais de oito mil pessoas. Serviço 6ª Feira de Soluções para a Saúde ? Data: 27, 28 e 29 de novembro ? Local: Millenium Convention Center (Clube da Ascade – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 2, Conjunto 10, Lote 18, Asa Sul). *Com informações da Secretaria de Saúde

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