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Conscientização e multa: a distribuição de máscaras é diária no DF
Aproximadamente 95% dos frequentadores e comerciantes da rodoviária do Plano Piloto usam a proteção. Apesar disso, a distribuição é diária no local, só nesta segunda-feira (25), 2,5 mil máscaras foram entregues. O GDF faz as doações e o trabalho de conscientização da população, diariamente, há duas semanas, nos lugares de maior circulação das RAs. O administrador da rodoviária do Plano Piloto, Josué Martins, esclareceu que são pontuais os que não usam máscara. “Mais de 10 mil já foram ofertadas. Queremos chegar a 100% das pessoas, com o equipamento de proteção e uso de forma correta, por isso nosso trabalho diário de orientação e oferta”. afirmou administrador. Ao todos 10 mil unidades já foram distribuídas na rodoviária: Fotos: Acácio Pinheiro Apesar da adesão, o uso errado é recorrente, muitas pessoas deixam abaixo do queixo, com nariz aparente, para falar ao telefone, se alimentar ou fumar em espaço público. Com apenas uma máscara, o vendedor de balas Rafael Silva garantiu outra para trocar no decorrer do trabalho. “Muito legal a atitude. Agora estarei mais seguro”, disse Rafael. Conduta Durante as abordagens o trabalho de orientação é intensificado com os servidores do DF Legal, administração da rodoviária, vigilância sanitária e apoio da Polícia Militar. As equipes supervisionam o uso e fiscalizam: o uso é obrigatório no DF e pode gerar multa de R$ 2 mil para pessoa física e R$ 4 mil para os comerciantes.
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Mobilização de 300 servidores para entrega de máscaras e fiscalização
Ação que se estende pelas 33 regiões administrativas do DF | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília O Comitê Covid-19 realizou nesta sexta-feira (22) a maior operação de entrega de máscaras, orientação e fiscalização desde o início das medidas tomadas pelo GDF no combate ao coronavírus. Ao todo, 10 mil equipamentos de proteção foram levados por 300 servidores às cidades de Ceilândia, Samambaia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Taguatinga, em ação que se estende às 33 regiões administrativas do DF. Servidores das administrações regionais, de secretarias e de outros órgãos do governo intensificaram as atividades de orientação, fiscalização e distribuição do acessório. O subsecretário de Desenvolvimento Regional e Operação nas Cidades, Flávio Araújo, explicou que os trabalhos de hoje têm o objetivo de cobrir a maior área das localidades e educar a população sobre a importância das medidas sanitárias. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “É a maior operação feita de conscientização para uso das máscaras. Atingimos um número grande de casos e estamos reforçando todas as indicações de saúde para proteção de todos”, afirmou Flávio Araújo. Na força-tarefa, as três centenas de servidores estiveram envolvidos na orientação dos pedestres e comércios sobre horário de funcionamento, disponibilização de álcool 70%, distanciamento e obrigatoriedade do acessório. Rigor A respeito da não adequação, por parte de comerciantes e demais cidadãos, à legislação de isolamento social, somente em último caso as medidas punitivas serão adotadas. Neste sentido, a comerciante de materiais de construção Deuseline Maria da Silva já se antecipou e tomou providências para conter o avanço do coronavírus, bem como passou a cobrá-las de seus clientes. Moradores e comerciantes foram atenciosamente orientados pelos servidores do GDF | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília “Temos que nos prevenir”, resumiu a aposentada Maria de Fátima, 65 anos, agradecendo às equipes do comitê pela ação de conscientização. “Isso é muito bom, importante para nossa saúde.” Confira, abaixo, o testemunho dos quatro administradores regionais à Agência Brasília: Ceilândia (7 mil máscaras entregues até 22/5) O administrador da cidade, Marcelo Cunha, lembrou que a área central e algumas vias concentram atividades econômicas e intenso fluxo de pessoas, o que demanda atenção especial. “Vamos reforçar para que as pessoas e comércios cumpram a legislação”, afirmou. Samambaia (7 mil máscaras até 22/5) “A mensagem principal de hoje é que estamos unidos para manter a saúde da população. Precisamos nos cuidar e atender também os mais vulneráveis”, declarou o administrador regional, Gustavo Aires, acrescentando que a cidade está com ponto de testagem prorrogado até 30 de maio. Taguatinga (7,7 mil máscaras até 22/5) “Estamos conseguindo chegar às áreas com maior circulação e centros comerciais”, pontuou o administrador de Taguatinga, Geraldo César de Araújo, feliz pela parceria com os órgão do Comitê Covid-19. Sol Nascente/Pôr do sol (4,5 mil máscaras até 22/5) Já o administrador do Sol Nascente/Pôr do Sol, José Gondim, lamentou haver resistência por parte de alguns moradores da região quanto às medidas de higiene e funcionamento de lojas. “O trabalho de educação é muito importante para mudar a cultura dos moradores. A população da cidade é diferenciada, existe uma cultura própria”, observou.
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Limpeza adequada ainda é a melhor prevenção contra escorpiões
Escorpiões se escondem em cantos de obra, caixas de esgoto, entulho, caixas de fiação elétrica e em tomadas abertas, ensina especialista | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde Todos os anos escorpiões costumam surgir nas áreas urbanas do Distrito Federal, o que aumenta significativamente a quantidade de acidentes relacionados ao veneno do inseto. Para evitar esse tipo de problema, tanto dentro de casa e quanto em quintais e demais áreas ao ar livre, é necessário adotar alguns cuidados, principalmente a higiene adequada. “Os escorpiões gostam de se esconder em materiais de construção, caixas de esgoto, entulho, frestas e buracos em paredes, além de caixas de fiação elétrica, de telefone e tomadas abertas. Para evitar o surgimento deles é importante colocar telas de proteção nas janelas, ralos, aqueles rodinhos de vedação nas portas”, explica o biólogo da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) Israel Martins. [Olho texto=”“É um animal muito ativo durante a noite. Muitas vezes podem chegar aos apartamentos dos últimos andares, já que usam as tubulações para isso”” assinatura=”Israel Martins, biólogo da Dival” esquerda_direita_centro=”direita”] Ele alerta que também é necessário redobrar os cuidados para evitar o aparecimento de baratas, pois elas são a fonte de alimento dos escorpiões. Ou seja, a presença de baratas significa ameaça de escorpiões em busca de alimento. “É importante manter os ambientes limpos. Limpar a caixa de gordura, evitar deixar migalhas espalhadas pela casa e ter cuidado com o lixo, pois tudo isso atrai as baratas, que consequentemente podem atrair os escorpiões. Por isso, eliminar as baratas reduz muito o risco de aparecimento desses animais peçonhentos”, acrescenta. O biólogo esclarece ainda que o surgimento de escorpiões em apartamentos é comum porque eles podem se abrigar em redes de instalações elétricas e telefônicas. Nesse sentido, tomadas e luminárias mal encaixadas representam possíveis canais de entrada desses insetos nos imóveis. “É um animal muito ativo durante a noite. Muitas vezes podem chegar aos apartamentos dos últimos andares, já que usam as tubulações para isso.” Crianças O cuidado deve ser redobrado em locais que têm crianças ou animais de estimação, tendo em vista que o efeito do veneno após a picada de escorpião pode ser mais forte em vítimas com menos peso. “O escorpião não sai de seu abrigo para picar ninguém. Geralmente os acidentes acontecem porque alguém pisou, colocou a mão em um lugar e o esmagou. Por isso é importante verificar lençóis, roupas de cama e toalhas antes de usar. Além de afastar as camas das paredes”, continua Israel. Segundo o biólogo, sempre que aparecer um escorpião em casa é necessário acionar a Vigilância Ambiental em Saúde, por meio do telefone 160. Equipes vão ao local de chamada para descobrir as condições que favorecem o aparecimento e o abrigo do animal peçonhento. O biólogo também alerta que não existe inseticida comprovadamente eficaz para combater escorpiões. A melhor maneira é prevenir o aparecimento, com limpeza correta de todas as áreas da residências e colocação de barreiras de proteção nos possíveis locais de entrada dos escorpiões. Vigilância A Diretoria de Vigilância Ambiental monitora a distribuição temporal e espacial da população de escorpiões e de acidentes, além de promover, em todo o Distrito Federal, ações de prevenção e controle do aracnídeo. O atendimento à população é feito por demanda passiva, ou seja, a população aciona o serviço de saúde (telefones: 2017-1343 ou 160) para que as providências sejam tomadas. A Dival acrescenta que se compromete a verificar o local nos dias conseguintes à primeira visita. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O Centro de Informações Toxicológicas dá as primeiras orientações nos casos de acidente com animais peçonhentos. O telefone é o 0800 644-6774. Números De janeiro a abril foram registrados 601 acidentes envolvendo escorpiões no Distrito Federal. Até 21 de maio foram solicitadas 451 inspeções, que resultaram em 307 animais capturados. Todo paciente que sofrer um acidente por animal peçonhento deve procurar a emergência dos hospitais do DF ou de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – unidades que possuem atendimento de clínica médica estão aptos para receber esse tipo de paciente. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Doença crônica agravou situação de paciente com Covid em 87% dos óbitos
O cenário dos quadros mais graves de infecção pelo novo coronavírus no Distrito Federal segue uma tendência mundial: o agravamento da doença se relaciona diretamente às condições clínicas específicas de cada paciente. Levantamento do Painel Covid-19 no DF, divulgado nesta quinta-feira (21), às 17h30, mostra que dos 84 óbitos registrados na capital da República, 73 possuíam pelo menos uma doença crônica. Entre as comorbidades mais comuns identificadas estão as de origem cardiovasculares e as metabólicas. “O que mais vemos são quadros de saúde agravados por hipertensão, diabetes e obesidade”, avalia o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ricardo Tavares. No perfil das vítimas da Covid-19, há outras características a se destacar: cerca de 75,3% das vítimas sofriam de hipertensão e 74% tinham mais de 60 anos. A fatalidade atingiu mais homens (43) que mulheres (41). A diabetes também foi identificada em 38,4% dos casos fatais; e, a obesidade em 17,8%. “Na população do DF, são características que se destacam. Quando partimos para uma análise nacional, temos de considerar também a subnutrição”, avalia Tavares. “Na região Norte é uma situação que preocupa tanto o número de infecções como o que tem impacto em casos de mortes”, completa. Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, emitido em 8 de maio, 65% dos casos de óbitos no Brasil estão relacionados à pelo menos um fator de risco. No entanto, o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, alerta: “Quando o vírus afeta uma pessoa de maneira grave a evolução é muito rápida e bem pior do que a Influenza e outros virais respiratórios”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Hage destaca que, no cenário nacional, já há registros de mortes entre crianças e adultos aparentemente fora do quadro de risco. “Ainda não conhecemos bem quais os fatores para essa evolução grave em pessoas fora do quadro de risco. Pode ser carga viral ou outros fatores ainda desconhecidos”. Por isto, ele alerta, a melhor escolha no momento é redobrar a prevenção e evitar ao máximo sair de casa. Taxa de mortalidade Outro estudo elaborado pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), divulgado na terça-feira passada (19), mostra que o Distrito Federal caiu duas posições no ranking nacional de mortes por Covid 19, no intervalo de uma semana. Até o dia 10 de maio, a unidade da Federação ocupava a 20ª posição e passou para 22ª no dia 17. O DF ainda apresentou um salto positivo quanto à mortalidade a cada 100 mil habitantes, saindo da 10ª para 16ª posição em sete dias. [Numeralha titulo_grande=”458,5″ texto=”casos por 100 mil habitantes, proporção registrada no Lago Sul” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Segundo o levantamento, a incidência de casos ainda se concentra em localidades de maior renda. O Lago Sul permanece como a região administrativa com o maior número de casos quando se analisa a proporção de sua população: 458,5 para cada 100 mil habitantes. “Permanecemos com um índice de mortalidade relativamente baixo e estamos perto do pico, que deve ser em julho”, avalia o secretário-adjunto Ricardo Tavares. Para ele, o quadro só foi possível em função das medidas certas tomadas pelo governo. “Além das ações iniciais de isolamento social, aumentamos a testagem em massa e oferecemos a internação precoce. Todo esse conjunto de ações estão dando resultados e agora ficamos numa situação mais confortável”, explica. * Com informações da Codeplan-DF
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