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Hotel Social supera 21 mil acolhimentos nos primeiros meses de 2026

Ao longo dos seus 45 anos, Alex Damasceno já viveu em diversas cidades do Brasil e do mundo. A mais recente foi Aracaju (SE), de onde saiu após enfrentar problemas financeiros. “Pensei: ‘A única oportunidade que eu tenho é ir para Brasília, que é um centro econômico, um centro de oportunidades, tentar fazer a vida’”, lembra. Na capital federal, porém, ele voltou a ficar sem dinheiro. Foi então que encontrou um lugar que lhe abriu as portas: o Hotel Social, equipamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) que oferece pernoite gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade. “Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente. Eu digo que é um trampolim para quem chega desorientado, chega descapitalizado, chega perdido, da forma que seja. Ninguém vai te tratar diferente conforme você chegou, de onde você veio. Vai ser atendido como todo mundo, tratado com dignidade e com respeito. E depois a equipe técnica vai te abordar para ver o que eles também podem fazer para te ajudar de alguma forma a sair dessa situação e se reencontrar, se recolocar no âmbito social, de ter um trabalho, um lugar para morar. O que ele te proporciona é exatamente isso: um respiro digno para você recomeçar”, conta Alex, que hoje conseguiu um emprego e já não dorme mais no local. Alex Damasceno já foi acolhido pelo Hotel Social: "Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A história dele não é única. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o Hotel Social registrou 21 mil acolhimentos. Desde a criação, em julho do ano passado, o total de atendimentos já supera os 50 mil. O espaço funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite. Além de cama e cobertor para dormir, os acolhidos têm direito a banho quente e duas refeições — jantar e café da manhã. O equipamento ainda é um dos únicos do país a aceitar animais de estimação, contando com um espaço reservado para eles. “Quem está em situação de rua também quer um lugar bom para dormir, com segurança, tranquilidade, sem tanto barulho, sem tanta perturbação. Quer um lugar para poder se alimentar e dormir, e para ter dignidade. Essas pessoas precisam desse serviço pela dignidade que ele oferece”, aponta Daura Meneses, diretora dos Serviços de Acolhimento da Sedes, que também destaca outras ações promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas à população em situação de rua. “O Distrito Federal tem se destacado por meio do Plano Distrital para a População em Situação de Rua, uma iniciativa que realmente é de extrema importância.”   O local é gerido pelo Instituto Mãos Solidárias, organização contratada por meio de licitação. De acordo com a presidente da entidade, Juliana Alves, desde a abertura do Hotel Social, 105 pessoas acolhidas no equipamento foram reinseridas no mercado de trabalho. “Nós temos uma equipe técnica, psicólogos, assistentes sociais, que fazem esse encaminhamento, tanto para empregos quanto para outros estados, no caso daqueles que vieram de fora e desejam voltar. Para nós, é gratificante. Esse é o intuito do instituto: acolher e dar oportunidade”, pontua. Grato por ser uma dessas pessoas, Alex Damasceno agora dá um conselho para quem enfrenta a mesma situação que ele viveu. “Se você precisar de um espaço, de dignidade, de respeito, de se sentir querido de alguma forma, venha para cá. Eu não precisei ficar na rua, mas ouvi relatos de pessoas aqui de que a rua não é um lugar muito bom. Então, se você está passando por alguma necessidade, procure o equipamento, que eles vão te orientar e, com certeza, vai haver uma condição para você poder se hospedar enquanto procura uma reorganização da vida.” O Hotel Social  funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite, com direito a cama, cobertor, banho quente e duas refeições Política distrital O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população em situação de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Em 27 de maio de 2024, o GDF oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira. Em julho de 2025, a governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que criou o programa Acolhe DF. A iniciativa propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com dependência de drogas ilícitas, álcool e tabaco, criando uma linha de atendimento específica e ampliando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.

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Consulta para melhorar o Serviço Veterinário Público do DF começa nesta sexta-feira (8)

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Mães atípicas: entre desafios diários, o acolhimento transforma rotinas no DF

  O Dia das Mães lembra também a rotina de quem é mãe atípica: para muitas, o cuidado é integral, constante e atravessado por incertezas. Nessa realidade, histórias como a da aposentada Cleide Maria Magalhães Matos, de 56 anos, ganham força. E também a ajuda de programas do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Melhorias Habitacionais, e de órgãos como a Secretaria de Educação (SEEDF), que mantém a rede pública de ensino especial. Mãe de Jessé Magalhães, de 28 anos, Cleide Maria traduz o peso e o amor da jornada, que começou quando o pequeno chegou à porta dela, com 40 dias. Determinada a criá-lo, ela conta que a descoberta do diagnóstico do filho, de autista suporte 3 severo, foi difícil: “Eu fui para a beira do lago chorar. Você cria expectativa com um filho. Então, foi um balde de água fria. Mas por ele eu faria tudo novamente — tudo, sem tirar uma vírgula”, afirma.  Depois do desespero com o diagnóstico de Jessé, a rotina de Cleide Maria Matos tornou-se de acolhimento e reconstrução | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A rotina mudou de desespero para acolhimento quando Cleide conheceu um dos 13 centros de ensino especial do Distrito Federal, onde ela reconquistou a própria autonomia, além de ver uma mudança profunda em seu filho. Jessé, que constantemente apresentava rompantes agressivos, hoje consegue se regular e até pintar quadros na escola. Cleide, que deixou o trabalho para cuidar do filho, redescobriu a própria vida a partir do apoio da escola. Com uma equipe para atender as necessidades de Jessé, ela começou a se exercitar e perdeu 34 quilos, ganhando saúde física e mental para continuar a maternidade. “Esqueci totalmente de mim. Foi depois do centro que eu voltei a fazer atividade física e a cuidar da minha saúde. Hoje eu sei que preciso estar bem para cuidar dele. A escola foi meu refúgio.” A governadora Celina Leão se mostra solidária a essas mães. “Tem algumas mamães que são mais do que especiais, são sinônimo do amor puro, São as nossas mães atípicas, que lutam com coragem, com perseverança, com a certeza de que o amor pode vencer todos obstáculos. A todas vocês, um Feliz Dia das Mães. Que a gente possa governar a cidade com esse olhar materno de que uma mãe faz sempre o que é melhor para os seus filhos”, compartilhou. No Distrito Federal, mais de 27,4 mil estudantes são atendidos pela educação especial, distribuídos em 675 escolas, sendo 13 centros de ensino especial, além de 520 salas de recursos. Os centros da rede pública atendem mais de 3,5 mil alunos com deficiências intelectuais, sensoriais, físicas ou múltiplas. Essas unidades especializadas, incluindo o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e a Escola Bilíngue de Taguatinga, integram a política de inclusão da Secretaria de Educação do DF. "A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães" Iêdes Braga, secretária de Educação Segundo a secretária de Educação, Iêdes Braga, o olhar do governo vai ー  e precisa ir ー  além do estudante. “A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães. Elas recebem um diagnóstico e caminham a vida inteira com essa responsabilidade. Por isso, a escola precisa ser também um espaço de conforto, orientação e apoio”, declara. Mãe em tempo integral Os números refletem um impacto direto nas famílias, especialmente nas mães, que muitas vezes assumem sozinhas o cuidado integral dos filhos. A dona de casa Rute Ferreira de Oliveira, de 55 anos, é mãe de Davi, de 12, e descreve a intensidade da rotina. “A gente vive para eles. Eu não trabalho fora, meu tempo é todo para o meu filho: terapia de manhã, escola à tarde e à noite continuo cuidando em casa. Não é fácil, é muito difícil, e a gente precisa de apoio”. Ana Silva: "A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Já nos primeiros anos após o diagnóstico, o impacto é imediato. A dona de casa Daniele Lourenço, 43, mãe do pequeno Moisés, 4 anos, relata o processo de adaptação: “No começo, é um turbilhão de informações e terapias. A gente não consegue fazer outra coisa. O Moisés fazia horas seguidas de atendimento e a gente entrou nisso sem entender direito. Com o tempo, aprendemos que também precisamos viver e conhecer nosso filho, mas até chegar a esse equilíbrio é um processo". Ao longo do tempo, essa dedicação exclusiva da maternidade atípica também transforma a identidade dessas mulheres. A dona de casa Ana Silva, de 45 anos, mãe de Paulo Daniel, de 9 anos, aborda esse impacto: “A mãe deixa um pouco de ser mulher e vive só a vida de mãe. É uma rotina muito corrida e pesada, até na mente, que não para. A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é". O acolhimento Os serviços da rede pública abrangem centros de ensino especial, escolas bilíngues para surdos e salas de recursos multifuncionais, que complementam o ensino regular e auxiliam na inclusão. No Centro de Ensino Especial da 912 Sul, por exemplo, o atendimento visa o acolhimento às famílias, orientação e suporte emocional, criando uma rede que ajuda a reorganizar não apenas a vida dos alunos, mas de todo o núcleo familiar. "A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida"  Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira, diretora do Centro de Ensino Especial 1 Na prática, esse apoio se traduz em mudanças reais dentro das famílias, acompanhadas diariamente pela diretora do Centro de Ensino Especial 1, Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira. “Temos relatos de famílias que conseguiram viajar juntas pela primeira vez, que voltaram a frequentar restaurantes e conseguiram reorganizar a rotina dentro de casa. A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida”, detalha. O espaço recebe alunos a partir de 15 anos até a idade que precisam ficar na escola. Atividades como artes, música, educação física e vivências sociais ajudam a desenvolver habilidades muitas vezes invisíveis no início. “O aluno que vem para cá já não consegue trabalhar na matriz curricular do ensino regular. Então, trabalhamos a manutenção pedagógica do que existe de ganho do estudante, além da funcionalidade, autonomia e socialização”, acrescenta a diretora. Para as mães, o impacto também é pessoal. Esse sentimento é compartilhado por mães como a artesã Rejane de Freitas Kubiszeski, de 62 anos, que encontrou no ambiente escolar novas possibilidades, como o crochê e o artesanato. “A gente se apoia muito. Aprendi coisas novas, me sinto mais independente, mais empreendedora. A troca de experiência entre as mães é muito importante, porque só quem vive entende”, ressalta. Dentro da escola, projetos voltados às mães incentivam o autocuidado e o convívio social. A dona de casa Francisca Alves Brandão, de 68 anos, é mãe de Allan Alves Faria, de 40, e reforça o papel do espaço como ponto de encontro e trocas importantes: “Aqui é vida para nós. A gente aprende, conversa, apoia uma à outra. Não é obrigação vir, é um lazer. Quando ficamos longe, sentimos falta, quase como os meninos". Enquanto as mães encontram suporte, os estudantes também desenvolvem vínculos e autoestima. João Pedro Angotti Medeiros Araújo, de 19 anos, é diagnosticado com o transtorno do espectro autista (TEA). Em uma oratória articulada que desenvolveu com a escola e a família, ele resume o sentimento de pertencimento: “Aqui eu me sinto muito em casa. Muito acolhido, muito feliz. Nas outras escolas faziam bullying comigo, aqui não fazem". João Pedro Angotti Medeiros Araújo: "Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Dele vem um recado simples e direto, mas carregado de significado para quem vive essa realidade todos os dias: “Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida. Mamãe, te amo”. Mãe atípica transforma a vida do filho com apoio habitacional no DF “Tia, me espera que eu vou arrumar a minha mochila.” Foi com essa frase simples que Emanuel Ferreira, de 28 anos, um jovem com deficiência intelectual, deixou o abrigo rumo a um novo começo, nos braços de quem escolheu ser sua mãe. Neste Dia das Mães, a história dele e de Maria do Socorro Ferreira, de 52 anos, mostra como o afeto transforma vidas. Beneficiado pelo programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Emanuel hoje vive com mais dignidade ao lado da mãe de coração, que também teve a rotina e a qualidade de vida transformadas. Maria do Socorro Ferreira vai comemorar o primeiro Dia das Mães na casa nova, ao lado do filho, Emanuel | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Antes, Maria do Socorro vivia em uma casa pequena, com apenas um quarto, banheiro e cozinha, espaço onde Emanuel também dormia desde os 9 anos, quando foi adotado. Sem infraestrutura adequada, a rotina de cuidados com o filho era limitada e desafiadora. “Quando entregaram as chaves para a gente, falei: Emanuel, seu quarto agora já está pronto, sua cama está lá. Vamos lá ver?”. A lembrança do momento da mudança ainda emociona. “A gente tinha planos de arrumar a casa, mas não sabia quando nem como.” Foi por meio de uma amiga da família que Maria soube das inscrições abertas da Codhab para um programa voltado a famílias com pessoas com deficiência. “Como mãe atípica, sei que tudo aconteceu por causa do Emanuel. Não foi fácil, e ainda não é fácil cuidar dele, mas eu passaria por tudo de novo. Ele sabe que tem uma família, que tem uma casa nova.” Há dois meses, os dois celebram essa nova fase, com mais conforto e dignidade. Prioridade social Dentro do programa Melhorias Habitacionais, hoje referência no país, as pessoas com deficiência (PcD) têm prioridade no atendimento. Desde 2018, 239 pessoas já foram beneficiadas, sendo 62 famílias com integrantes com deficiência. Atualmente, outras 42 famílias aguardam na fila. 62 Número de famílias com integrantes com deficiência atendidas pelo projeto Melhorias Habitacionais Segundo a Codhab, 95% dos atendimentos são destinados a mulheres, muitas delas responsáveis pelo cuidado diário de filhos com deficiência, realidade que reforça o papel central das mães atípicas e dá ainda mais significado às ações do programa. A assistente social da Codhab, Marilurde Lago, explica que o atendimento começa com a inscrição e uma visita social para verificar se a família atende aos critérios do programa. Para ser beneficiado, é preciso morar no Distrito Federal há pelo menos cinco anos, ter renda de até três salários mínimos, ser dono do imóvel, não possuir outra residência e viver em área de regularização de interesse social. Para famílias com PcD, é necessário apresentar o laudo médico da pessoa e a carteira da pessoa com deficiência (obrigatoriamente). Para isso, também pode ser utilizado a comprovação do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Acompanhar Maria e Emanuel foi muito gratificante. Na primeira visita, vimos de perto a vulnerabilidade em que a família vivia, foi muito emocionante. Poder entregar uma casa nova, com um quarto para o Emanuel, com iluminação e ventilação adequadas, é algo que marca. É a realização de um sonho, tanto para o morador quanto para quem participa desse processo”, afirma Marilurde. [LEIA_TAMBEM]Casa nova A intervenção habitacional do Governo do Distrito Federal (GDF) representou, nesse contexto, muito mais do que uma obra física, foi uma transformação concreta na qualidade de vida dessa família. A residência passou por uma reconstrução e ampliação, com área aproximada de 71,70 m², com o objetivo de regularizar as condições de salubridade e à adequação da edificação aos parâmetros mínimos de habitabilidade, segurança e desempenho. A casa, que antes era um ambiente único e sem divisões, passou a contar com sala, cozinha e quartos bem definidos. A ampliação também considerou aspectos ambientais, como a orientação solar e a integração de uma árvore já existente no lote, utilizada como elemento natural de sombreamento. A cobertura foi totalmente substituída por telha sanduíche, para garantir melhores condições térmicas no interior da residência. Com o investimento da Codhab de R$ 99,8 mil, a moradia foi transformada em um espaço estruturalmente seguro, organizado e mais eficiente. Mas, acima de tudo, tornou-se um verdadeiro lar.  

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Com expansão de serviços, Centro de Radioterapia de Taguatinga atende 262 pacientes em 2026

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Auditoria impede prejuízo de mais de R$ 1 milhão no transporte público do DF

Uma auditoria da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) identificou uma situação de uso indevido, por usuários, de cartões de gratuidade para pessoas com deficiência (PcD) em ônibus e no metrô. A situação tinha potencial de gerar prejuízos de aproximadamente R$ 1 milhão ao ano, o que possibilitou a implementação de medidas que hoje asseguram mais eficiência e melhor aplicação dos recursos no transporte público para ônibus e metrô. A partir desse diagnóstico, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) publicou novas normas. A Portaria nº 131/2025, que regulamenta o uso e a fiscalização dos cartões de gratuidade, estabelece intervalos mínimos entre uma validação e outra no mesmo veículo ou estação e define um teto de utilizações diárias compatível com o deslocamento real do beneficiário. Além disso, a nova regra detalhou os procedimentos de biometria facial e o cruzamento de dados, fazendo com que a inconsistência entre a foto da biometria e o cadastro gere o bloqueio automático do cartão. “As pessoas não entendem muito bem o papel de uma auditoria. Esse é o papel. Nós encontramos possíveis irregularidades ou falta de controle que podem gerar prejuízos e apontamos um caminho de acerto ao órgão, como foi o caso da Semob, que prontamente resolveu a situação. Esse trabalho permitiu que a gratuidade seja um direito respeitado, e não um caminho para fraudes”, destaca o controlador-geral do DF, Daniel Lima. O resultado impacta cada morador do DF. Combate à fraude, uso correto do dinheiro público e garantia contínua de direitos com o benefício para quem realmente precisa de gratuidade. A atuação não apenas interrompeu o prejuízo financeiro causado pelo uso irregular, como também impulsionou a modernização do sistema, com novas regras e tecnologias de fiscalização | Foto: Arquivo/Agência Brasília Ian Harun, artista e usuário do transporte público, destaca a importância para quem usa: “Acho superimportante que tenha esse controle, que haja essa fiscalização, porque muitas pessoas acabam agindo de má-fé. É fundamental que tenha um órgão que assegure isso, porque muitas pessoas dependem disso para ir trabalhar, estudar ou ir para a faculdade.” A atuação não apenas interrompeu o prejuízo financeiro causado pelo uso irregular, como também impulsionou a modernização do sistema, com novas regras e tecnologias de fiscalização. As melhorias impactam diretamente cerca de mais de 1 milhão de usuários. Apenas em 2025, o sistema de bilhetagem registrou mais de 21,5 milhões de acessos de pessoas com deficiência e acompanhantes ao transporte público coletivo do DF. Para a secretária de Transporte e Mobilidade do DF, Sandra Holanda, é fundamental que haja um rigoroso controle e fiscalização constante no uso dos cartões de gratuidade, para garantir o bom funcionamento do transporte público coletivo no Distrito Federal. “Medidas como as auditorias da CGDF, a fiscalização da Semob e as normas de uso dos cartões, como intervalos mínimos entre validações, limites diários e biometria facial, modernizam o sistema e combatem fraudes, otimizando recursos públicos. Assim, asseguramos um transporte mais justo, eficiente e sustentável para todos os brasilienses", disse Sandra Holanda. “Você pode não ver o auditor no dia a dia, mas percebe o resultado quando o recurso público é melhor utilizado. Nosso trabalho não se limita a constatar problemas, atuamos para impulsionar melhorias. Neste trabalho, contribuímos para o avanço de soluções como biometria e análise de dados, fortalecendo a prevenção de irregularidades e tornando o sistema mais seguro, eficiente e justo para todos”, destaca a subcontroladora de Controle Interno da CGDF, Graziella Brunale. Maio é o Mês Internacional de Conscientização Profissional da Auditoria Interna. No Distrito Federal, o trabalho de auditoria vai além da fiscalização: ele contribui diretamente para a melhoria dos serviços públicos oferecidos à população. É um trabalho muitas vezes não visto pela sociedade, mas que gera resultados para o DF. *Com informações da CGDF

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Carreta da Regularização inicia atendimentos em Samambaia nesta segunda-feira (11)

A Carreta da Regularização chega a Samambaia nesta segunda-feira (11), levando atendimento gratuito para moradores que buscam regularizar seus imóveis e obter mais segurança jurídica sobre suas moradias. A estrutura ficará instalada no estacionamento do Complexo Cultural de Samambaia, com funcionamento das 8h às 18h. A iniciativa faz parte do trabalho itinerante realizado em parceria com a Codhab-DF, com execução do Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (Inesq), e tem como objetivo facilitar o acesso da população aos serviços de regularização fundiária, levando os atendimentos diretamente para dentro das regiões administrativas do Distrito Federal. Durante o período de atendimento, os moradores poderão esclarecer dúvidas, acompanhar processos, receber orientações sobre documentação e obter suporte relacionado à regularização de imóveis. O atendimento é gratuito e não exige agendamento prévio. A proposta da carreta é aproximar os serviços da população, especialmente de moradores que enfrentam dificuldades de deslocamento ou acesso aos atendimentos presenciais tradicionais. Além de agilizar demandas, a iniciativa contribui para ampliar o acesso à moradia regularizada e à segurança jurídica das famílias atendidas. Durante o período de atendimento, os moradores poderão esclarecer dúvidas, acompanhar processos, receber orientações sobre documentação e obter suporte relacionado à regularização de imóveis | Foto: Divulgação/Codhab-DF “A proposta da carreta é justamente facilitar a vida da população, levando o atendimento até onde as pessoas estão. Muitas famílias aguardam há anos por esse processo, e aproximar esse serviço da comunidade faz toda a diferença”, destaca a presidente do Inesq, Lúcia Batista. A Carreta da Regularização já realizou milhares de atendimentos em diferentes regiões do Distrito Federal, reforçando o trabalho de ampliação do acesso da população aos serviços de regularização fundiária. *Com informações da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF)

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Fiscalização apreende 27 toneladas de carne bovina sem nota fiscal no DF

Entre os dias 4 e 8 de maio, auditores da Subsecretaria da Receita da Secretaria de Economia (Seec-DF) intensificaram a fiscalização para combater a sonegação fiscal e irregularidades no transporte de mercadorias. As ações ocorreram na BR-020 e na BR-060, em transportadoras, no aeroporto e no Setor de Transporte Rodoviário de Cargas, com retenções de cargas sem nota fiscal ou com documentação considerada inidônea. Ao todo, a operação resultou em mais de R$ 3 milhões em mercadorias retidas e cerca de R$ 1,3 milhão em créditos tributários, entre impostos e multas. Na BR-060, auditores da Receita do Distrito Federal interceptaram caminhões com 116 mil latas de cerveja | Foto: Divulgação/Seec-DF Um dos destaques da operação foi a apreensão de uma carreta com 27 toneladas de carne bovina na BR-020. A carga apresentava nota fiscal inidônea e gerou autuação com crédito tributário superior a R$ 315 mil. Ainda na mesma rodovia, os auditores fiscais apreenderam 81 mil unidades de leite condensado e mais de 32 toneladas de plumas de algodão. [LEIA_TAMBEM]Na BR-060, as equipes da Receita do DF interceptaram caminhões com 116 mil latas de cerveja, 97 mil litros de etanol hidratado e uma carreta com 63 toneladas de milho a granel sem nota fiscal. Também houve apreensão de 15 toneladas de material de construção transportadas irregularmente. A operação registrou ainda retenções no Setor de Transporte Rodoviário de Cargas, incluindo 3 mil projéteis balísticos e mais de 10 mil cuecas boxer com irregularidades fiscais. No Park Way, cargas de portas, janelas, esquadrias de alumínio, colchões e camas box também foram autuadas por falta de documentação fiscal. *Com informações da Secretaria de Economia (Seec-DF)

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Mulher, Não Se Cale – Canal de Denúncia

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Atendimentos de radioterapia no HRT crescem 259% em 2026

A unidade de radioterapia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) atendeu 262 pacientes nos quatro primeiros meses de 2026, alta de 259% em comparação com o mesmo período de 2025, quando 73 pessoas passaram pelo serviço. A ampliação está vinculada ao programa "O câncer não espera. O GDF também não", do Governo do Distrito Federal (GDF), que triplicou a oferta de vagas na unidade. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025. A média mensal de atendimentos passou de cerca de 18 pacientes em 2025 para mais de 65 em 2026. A chefe substituta da Radioterapia do HRT, Aline Ribas, atribui o avanço ao reforço das equipes e à ampliação da capacidade operacional da unidade. “Tivemos servidores lotados aqui, entre enfermeiros, físicos, técnicos de radiologia e técnicos de enfermagem. Isso veio para somar e ajudar a disponibilizar mais vagas para o sistema de regulação”, afirma. Entre janeiro e abril de 2026, o serviço ofertou 335 vagas, mais que o triplo das 92 disponibilizadas no mesmo período de 2025 | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Segundo ela, o atendimento humanizado também é uma marca do serviço. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca. Em 2025, a unidade somou 424 atendimentos no ano inteiro. Em 2026, em quatro meses, o serviço chegou a 262, mais de 60% do total do ano anterior. O supervisor de proteção radiológica da unidade, o físico médico Thyago Mangabeira, explica que a reorganização interna e o reforço das equipes permitiram ampliar significativamente a capacidade do serviço. “Conseguimos mais físicos, aumento de carga horária e uma melhor distribuição das equipes. Isso aumentou a eficiência na recepção dos pacientes e a taxa de conversão dos atendimentos”, relata.   Segundo o profissional, a unidade passou a operar em dois turnos com a presença de físicos médicos. “Antes, funcionávamos apenas em um turno. Com a adequação das equipes e a chegada de mais profissionais, dobramos nossa capacidade de atendimento em termos de horário de trabalho”, explica. Mangabeira também destaca o trabalho integrado das equipes multiprofissionais. “Na radioterapia, não existe divisão simples de tarefas. Trabalhamos efetivamente em grupo. Isso garante um cuidado integral, desde a recepção até a alta do paciente”, afirma. “Aqui, o paciente está sempre em primeiro lugar. Desde a recepção até a revisão médica, esse acolhimento faz diferença para que o paciente se sinta seguro e esperançoso”, destaca Aline Ribas, chefe substituta da radioterapia do HRT O físico médico ressalta ainda a complexidade tecnológica da estrutura do HRT. “O equipamento que temos aqui é um acelerador de partículas de altíssima complexidade, que utiliza feixes de elétrons e fótons para tratar os pacientes. Ter acesso a esse tipo de tecnologia dentro do SUS é algo muito significativo”, avalia. Fila da radioterapia cai 75% no DF Entre março de 2025 e abril de 2026, a fila da radioterapia no Distrito Federal caiu 75%, de 630 para 156 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 72%, de 87 para 24 dias. No mesmo intervalo, o programa "O câncer não espera. O GDF também não" atendeu 4.094 pacientes em radioterapia, em três hospitais da Secretaria de Saúde (SES-DF) e quatro clínicas privadas. Foram 2.234 novos pacientes na rede do SUS e 1.860 na rede contratada. Na fila oncológica, a redução foi de 21% no período: a fila caiu de 889 para 701 pacientes em espera. O tempo médio de espera diminuiu 58%, de 81 para 34 dias. No mesmo intervalo, foram 5.531 pacientes atendidos, em três hospitais da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e oito clínicas privadas. Da quimioterapia à reta final da radioterapia Maria Sufia de Miranda, de 55 anos, faz tratamento contra câncer de mama no Centro de Radioterapia do HRT. Após quimioterapia e três cirurgias, está na 9ª das 15 sessões de radioterapia previstas. Ela conta que encontrou acolhimento desde o primeiro atendimento. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, relata. “Fui muito bem recebida. Os médicos, as enfermeiras, os técnicos, toda a equipe me deram apoio e carinho. O atendimento aqui foi maravilhoso”, conta a paciente Maria Sufia de Miranda Maria Sufia afirma que a proximidade da unidade facilitou a continuidade do tratamento. “Depois que cheguei aqui, fui atendida rapidamente. E fazer radioterapia perto de casa ajudou muito, porque, nesse período, a gente fica fragilizada também financeiramente”, diz. A paciente também elogia o ambiente da unidade e o tratamento humanizado. “Aqui, todo mundo é tratado com respeito, atenção e pontualidade. Você chega mais tranquila para enfrentar um momento tão difícil”, afirma. Já na reta final do tratamento, Maria Sufia comemora a remissão da doença. “Estou muito feliz. Graças a Deus, está dando tudo certo”, celebra.  

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Consulta para melhorar o Serviço Veterinário Público do DF começa nesta sexta-feira (8)

A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal do Distrito Federal (Sepan-DF) abriu, nesta sexta-feira (8), uma consulta pública para receber sugestões da população sobre o Serviço Veterinário Público do Distrito Federal (Hvep). A iniciativa tem como objetivo reunir contribuições que auxiliem no aprimoramento e na ampliação do atendimento veterinário público e gratuito ofertado à população. A consulta pública é voltada a tutores de animais, protetores independentes, organizações da sociedade civil, profissionais da área veterinária e demais interessados na pauta da proteção animal. As sugestões recebidas vão subsidiar a construção de novo modelo de execução dos serviços do Hvep prestados à população, considerando que será realizado um chamamento público para seleção da Organização da Sociedade Civil (OSC), que irá ficar responsável pela gestão dos serviços veterinários públicos no Distrito Federal.  Organização da Sociedade Civil (OSC) ficará responsável pela gestão dos serviços veterinários do Hvep | Foto: Arquivo/Agência Brasília  O formulário aborda temas relacionados à expansão e à melhoria do atendimento veterinário público, como prioridades de atendimento, formas de agendamento, acesso da população aos serviços e medidas consideradas importantes para ampliar e aprimorar o funcionamento do Hvep.  [LEIA_TAMBEM] A participação da população é fundamental para auxiliar na identificação de demandas, prioridades e oportunidades de melhoria relacionadas ao acesso e à qualidade do serviço veterinário público no DF. A consulta pública fica aberta entre os dias 8 e 17 de maio de 2026 e pode ser acessada por meio do formulário eletrônico disponível no site da Sepan-DF​. *Com informações da Sepan-DF

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Obras na Avenida Paranoá melhoraram a vida de motoristas e pedestres

Houve um tempo em que pedestres precisavam ficar subindo e descendo degraus para caminhar na então desnivelada Avenida Paranoá — uma das principais da região administrativa. Para os cadeirantes, o desafio era ainda maior: sem poder vencer as barreiras da calçada, eles tinham que dividir espaço, na rua, com os carros. Mas esse tempo passou. Em setembro de 2023, foram concluídas as obras que fizeram surgir uma nova Avenida Paranoá. Os serviços duraram menos de dois anos e receberam investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) na ordem de R$ 16 milhões. A Avenida Paranoá teve o asfalto recapeado, calçadas com acessibilidade construídas, vagas de estacionamento marcadas e projeto de paisagismo executado | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília "O comércio do Paranoá foi construído pelos comerciantes, cada um da sua forma. Então, a gente tinha desníveis aqui que chegavam a um metro, muita gente se machucava, principalmente idosos. O primeiro ganho [das obras] foi esse nivelamento, a inclinação ficou padrão", aponta o administrador regional do Paranoá, Wagner Teixeira. Ao todo, a avenida, que tem 2,7 km, teve o asfalto refeito e ganhou calçadas acessíveis, ciclovia de cerca de 2,5 km, 844 vagas de estacionamento e paisagismo. "A pista foi reconstruída. Não teve recapeamento, foi demolida e reconstruída. A ciclovia foi reconstruída, as calçadas foram reconstruídas e as praças foram construídas, onde era via se transformou em praça. Então, praticamente tudo foi demolido e reconstruído. Tudo o que você vê na avenida hoje é novo, desde o asfalto até as calçadas", reforça a coordenadora de Obras da Administração Regional, Gabriela Moreira. Juraci da Costa Lima: "A melhoria foi de 100%. Antes, era tudo bagunçado, uma calçada baixa, outra alta. Agora, ficou tudo nivelado, tudo bonitinho" [LEIA_TAMBEM]Para o administrador, as obras levaram mais qualidade de vida à área que é "o coração da cidade". "A avenida está linda. Melhorou a vida da população, especialmente dos pedestres. As pessoas aqui costumam transitar muito a pé e ficou ótimo, dá para andar em uma calçada de 4 metros [de largura], flui bem. Então trouxe, sim, uma qualidade de vida, deu uma melhorada boa." A população concorda. "Melhorou para o pedestre, a calçada ficou mais larga. Era muito estreito e melhorou bastante. Ficou maravilhoso", celebra a encarregada de limpeza Arlete da Conceição Bezerra, 50 anos. "Na minha avaliação, a melhoria foi de 100%. Antes, era tudo bagunçado, uma calçada baixa, outra alta. [Agora,] ficou tudo nivelado, tudo bonitinho", completa o comerciante Juraci da Costa Lima, 68 anos, que ainda viu o movimento no seu comércio crescer após as obras: "Tem mais gente passando na porta".

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Roubos em ônibus caem 52% no Distrito Federal em 2025

Os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registradas 111 ocorrências, contra 230 em 2024. Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhum caso, segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os dados evidenciam avanços na segurança pública, resultado de ações integradas entre as forças de segurança e melhorias na gestão do transporte, com impactos que vão além dos usuários e alcançam toda a população. Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, o uso de tecnologia e o trabalho de inteligência têm sido fundamentais para reduzir os crimes no transporte coletivo. “Buscamos identificar quadrilhas que antes atuavam em furtos e roubos dentro dos ônibus. O objetivo é evitar principalmente furtos e roubos de celulares, muitas vezes praticados por grupos organizados, inclusive com uso de armas brancas, que entram, cometem o crime e saem rapidamente”, explicou. Em comparação a 2024, os roubos em transporte coletivo no Distrito Federal caíram 52% no ano de 2025 | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Ainda de acordo com o secretário, a queda é resultado de um conjunto de medidas. “A redução chega a 96% entre 2016 e 2025. Há também a contribuição de mudanças no sistema de pagamento e o avanço de tecnologias, como a identificação facial. Estamos trabalhando para que, ao identificar um suspeito com mandado de prisão em aberto dentro do ônibus, possamos agir de forma mais rápida e eficiente”, afirmou. Uma iniciativa estratégica do Governo do Distrito Federal (GDF), implementada a partir de 2024, foi a extinção do pagamento da tarifa em dinheiro, medida que reduziu significativamente a atratividade desse tipo de crime ao eliminar a circulação de valores em espécie nos transportes coletivos. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) explica que, antes da implantação do sistema 100% digital, cerca de 29% das passagens eram pagas em dinheiro. Agora, as tarifas são pagas exclusivamente por meio de cartões de transporte ou cartões bancários em todo o Sistema de Transporte Público Coletivo. Os demais acessos ocorrem por meio de cartões de gratuidade (PLE, PCD, idoso etc.). Além disso, a Semob-DF atua em cooperação técnica com a SSP-DF no combate e na prevenção de crimes no transporte público coletivo do Distrito Federal. A pasta esclarece que todos os ônibus e terminais rodoviários são monitorados por câmeras, e as imagens são utilizadas na apuração de crimes. [LEIA_TAMBEM]No ano passado, a Semob-DF e a SSP-DF ampliaram a cooperação, que agora inclui imagens e informações sobre rotas e localização de veículos, motoristas e passageiros, inclusive de táxis e carros de aplicativo. A integração de dados é importante para que os órgãos de segurança pública possam identificar situações de risco, coibir práticas criminosas dentro dos terminais e veículos, além de garantir respostas mais ágeis para a população. Em relação às regiões que não registraram ocorrências, Alexandre Patury reforçou que o trabalho continua para reduzir ainda mais os índices. “Sabemos do medo da população de perder o celular, de ter seus bens roubados, seja ao sair cedo para o trabalho ou ao voltar para casa à noite. Precisamos diminuir essa sensação de insegurança, e é por isso que estamos investindo fortemente em inteligência e na ampliação do monitoramento por câmeras”, afirmou. O secretário interino da SSP-DF também destacou a importância da participação da população. “Fazemos um pedido para que as pessoas integrem suas câmeras ao sistema do DF 360. Isso pode ser feito pelo site [DF 360 — Segurança Integral]. Quanto mais câmeras tivermos, maior será a capacidade de identificar criminosos e retirá-los de circulação”, completou. Para o motorista Wemerson Guimarães, a redução dos assaltos a ônibus é fruto de várias mudanças importantes no sistema de transporte coletivo Impacto Atualmente, o Distrito Federal conta com mais de 5,9 mil motoristas que circulam diariamente. Wemerson Guimarães, que atua na área há 14 anos, relembrou situações de risco enfrentadas na profissão: “Eu já fui assaltado com emprego de arma de fogo. Na maioria das vezes, são situações muito violentas. Eles ameaçam, humilham, usam palavras de baixo calão… E a gente precisa manter a calma, não só por nós, mas também pelos usuários. É uma situação muito complicada. A empresa oferece suporte psicológico, e isso ajuda bastante no dia a dia, porque é algo que mexe com a gente, altera a rotina e acaba deixando a gente mais fragilizado”. Sobre a redução dos assaltos no transporte coletivo, ele destacou mudanças importantes no sistema. “Primeiro, a questão da segurança. A retirada do dinheiro a bordo dos veículos trouxe uma sensação maior de segurança e ajudou a diminuir os índices de assaltos. Outro ponto é a agilidade no embarque, que traz mais conforto para o usuário, já que não precisa esperar troco ou o cobrador finalizar o atendimento. E, para a gente que trabalha no sistema, tem também a questão da informatização: antes era preciso fazer arrecadação manual; hoje, o sistema já registra e envia tudo automaticamente. Esses são, na minha visão, os principais fatores que contribuíram para melhorar a rotina no dia a dia”, apontou. Rosa de Sousa, diarista: "Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus Quem depende do transporte público diariamente já percebe as mudanças na prática. É o caso da diarista Rosa de Sousa, de 51 anos, moradora de Água Quente. “Esse negócio do cartão foi muito bom, muito útil na vida da gente. Eu mesma uso e só tenho a agradecer. Moro aqui há 30 anos e, hoje, não vejo mais assaltos dentro dos ônibus. Nem ouço comentários sobre isso”, relatou. A sensação de segurança também mudou. “Com certeza, hoje é mais tranquilo. A gente não fica mais com aquele medo de alguém entrar no ônibus para assaltar. Eu ando tranquila”, completa. O aposentado Edson dos Santos, de 65 anos, morador do Areal há três anos, também destacou a melhora: “Durante esse tempo, nunca presenciei nada dentro dos ônibus. É tranquilo rodar pelo DF”.

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Programa Absorva o Bem completa 1 ano e consolida rede de cuidado e dignidade no DF 

Há projetos que nascem como política pública. Outros, como gesto. O Absorva o Bem, da Secretaria de Atendimento à Comunidade do Distrito Federal (Seac-DF), nasceu dos dois e, ao completar um ano, se firma como uma das iniciativas mais sensíveis e transformadoras da pasta. Criado em maio de 2025, o projeto disponibiliza pontos solidários (caixas de acrílico) instalados em banheiros públicos de órgãos parceiros e oferece absorventes gratuitos. A rede do Absorva o Bem conta, atualmente, com 200 pontos solidários; órgãos que quiserem participar podem procurar a Seac | Foto: Foto: Divulgação/Seac-DF Um ano depois, o que começou como um gesto se tornou rede. Já são mais de 200 pontos solidários espalhados por todas as regiões administrativas do Distrito Federal, em órgãos públicos, administrações regionais e espaços de grande circulação. Cada ponto é abastecido tanto pela atuação da secretaria quanto pelas doações da própria comunidade, uma engrenagem coletiva que transforma usuários em participantes ativos da política pública. “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela" Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade “O Absorva o Bem nasce da certeza de que é nos imprevistos que a empatia se revela. Quando a menstruação chega de surpresa, ter um ponto de apoio vai além do cuidado, é um gesto de respeito e acolhimento”, afirma a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz. Ao longo desse primeiro ano, o projeto, que tem como lema “Se precisar, pegue! Se puder, doe!”, também ampliou o alcance para além dos pontos físicos. A iniciativa promove ações educativas sobre saúde menstrual, reforçando a importância do autocuidado, da informação e da quebra de tabus que ainda cercam o tema.  Qualquer pessoa pode contribuir com o projeto doando diretamente nos pontos solidários instalados nos órgãos participantes. As doações são simples, espontâneas e não exigem cadastro. Cada contribuição ajuda a manter a rede ativa e a ampliar o alcance da iniciativa.  Órgãos interessados em aderir ao projeto podem entrar em contato com a Seac para orientações sobre a instalação de novos pontos. *Com informações da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF)  

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Apoio profissional auxilia mães a superar desafios da amamentação

Os primeiros dias de amamentação costumam trazer dúvidas, inseguranças e adaptações, especialmente para mães de primeira viagem, que ainda estão conhecendo a rotina e os sinais do bebê. Nesse período, contar com orientação profissional pode fazer toda a diferença para tornar o processo mais seguro e tranquilo. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse suporte é oferecido por meio do Banco de Leite Humano (BLH), que acompanha as mães e presta assistência especializada em amamentação. Foi em busca desse apoio que Nairana Almeida retornou ao HRSM com o filho, Isaac, de apenas 10 dias. Mãe de primeira viagem, ela conta que enfrentou dificuldades logo após o nascimento do bebê por não produzir leite imediatamente. “Ele estava tomando fórmula no copinho e eu fiquei triste porque queria muito amamentá-lo. Recebi alta, fui para casa e ainda não tinha leite. Mas depois, com as orientações que recebi aqui, tudo melhorou. Hoje já tenho leite e estou amamentando direitinho”, relata. Pega correta e fatores individuais podem influenciar Durante o retorno ao BLH, Nairana aproveitou para esclarecer dúvidas e acompanhar a evolução da maneira como o filho se posiciona e suga o peito durante a amamentação, método conhecido como "pega do bebê". Ela também observou algumas dificuldades na sucção, que seguem em avaliação pela equipe multiprofissional. No Hospital Regional de Santa Maria, profissionais auxiliam mães no período de amamentação | Foto: Divulgação/IgesDF A pediatra Lorena Oliveira, que atendeu Isaac, explica que não existe uma única postura correta para amamentar. Segundo ela, a melhor forma será sempre aquela em que a mãe estiver confortável, desde que o bebê esteja bem alinhado, com a barriga voltada para a mãe, boca bem aberta, bochechas cheias durante a sucção e sem causar dor à lactante. “Se a mãe sente dor durante a amamentação, é sinal de que algo não está certo”, orienta. A especialista ressalta que, além da técnica, outros fatores podem interferir no processo, como alterações anatômicas no mamilo, prematuridade, boca pequena do bebê ou freio lingual alterado, situações que podem dificultar a pega mesmo quando a posição está correta. Manejo adequado e atenção aos engasgos Embora a produção abundante de leite seja positiva, o fluxo muito intenso também pode trazer desafios. Nesses casos, segundo a pediatra, o bebê pode ter dificuldade para acompanhar a saída do leite e acabar se engasgando. “Orientamos que a mãe esvazie um pouco a mama antes da mamada e utilize posições em que o bebê fique mais elevado, o que ajuda no controle do fluxo”, recomenda. Caso o bebê se engasgue, mas continue tossindo e reagindo normalmente, a recomendação é apenas retirá-lo do peito e colocá-lo em posição ereta até que se reorganize. Logo após a amamentação, recomenda-se manter o bebê com a cabeça mais elevada do que o tronco por alguns minutos. Embora popularmente conhecida como “posição de arroto”, a prática é indicada principalmente para favorecer o esvaziamento gástrico e reduzir episódios de refluxo. “Não é necessariamente para o bebê arrotar. O objetivo é facilitar a digestão e evitar que o leite retorne”, afirma Lorena. "Esse cuidado pode ser mantido conforme a necessidade de cada criança, especialmente durante o primeiro ano de vida", completa. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Aprovado projeto de requalificação para trecho do Setor de Clubes Sul

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh) aprovou o projeto de paisagismo e sistema viário para o Trecho 2 do Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), no Plano Piloto. A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), por meio da Portaria nº 63. A proposta contempla a qualificação de uma área pública da região, com 84.371,73 metros quadrados, por meio de intervenções voltadas à reorganização do sistema viário, à melhoria da acessibilidade e à valorização dos espaços livres. Paisagismo, sustentabilidade e fluxo ordenado O projeto prevê a requalificação do sistema viário local, com reorganização do tráfego, adequação de estacionamentos e implantação de percursos acessíveis para pedestres. Por se tratar de uma região que movimenta a cultura na cidade, com shows e outras apresentações, estão incluídas novas calçadas, travessias seguras e a integração entre diferentes áreas do setor, favorecendo a circulação e o uso mais qualificado do espaço urbano por pedestres. O projeto prevê a requalificação do sistema viário local, com reorganização do tráfego, adequação de estacionamentos e implantação de percursos acessíveis para pedestres | Foto: Divulgação/Seduh-DF A reorganização dos estacionamentos inclui a adequação de áreas já existentes e a criação de novos espaços públicos, ampliando e ordenando a oferta de vagas. Ao todo, estão previstas 694 vagas permanentes, sendo 36 destinadas a idosos e 16 a pessoas com deficiência, além de 912 vagas eventuais, ampliando a capacidade para até 1.606 vagas em períodos de maior demanda devido aos eventos realizados na região. O projeto também contempla 74 vagas para motos e 80 para bicicletas, incentivando diferentes modais de transporte. No campo do paisagismo, a proposta contempla a criação de áreas ajardinadas, além de espaços sombreados. Também estão previstas soluções de drenagem sustentável, como áreas permeáveis e jardins de chuva, que auxiliam na absorção das águas pluviais. O plano também inclui a instalação de mobiliário urbano, com bancos e lixeiras, além de estruturas de proteção para a vegetação existente. Próximos aos estacionamentos permanentes, estão previstos bicicletários equipados com paraciclos. Próximos passos Os documentos técnicos do projeto, incluindo o memorial descritivo, serão disponibilizados no Sistema de Documentação Urbanística e Cartográfica (Sisduc), conforme os prazos previstos na legislação. Após a publicação no Diário Oficial do Distrito Federal, a Seduh comunicará a Secretaria de Projetos Especiais (Sepe) sobre a aprovação, para dar continuidade às ações no âmbito do Programa Adote uma Praça. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh)

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GDF abre inscrições para 28 cursos online de capacitação para servidores

A Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), unidade vinculada à Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), está com inscrições abertas para 28 cursos de Educação a Distância (EaD) voltados para a capacitação e o desenvolvimento contínuo dos servidores públicos do Governo do Distrito Federal. As inscrições seguem abertas até 18 de maio. Nesta edição, a programação contempla sete eixos temáticos — Gestão, Comunicação, Técnico, Produtividade, Controladoria, Ética e Educação —, reunindo conteúdos estratégicos para o fortalecimento das competências individuais e institucionais no serviço público. Egov abre vagas para 28 cursos de Educação a Distância; interessados têm até 18 de maio para se inscrever | Foto: Divulgação/Egov Entre os destaques da nova oferta estão cursos alinhados às demandas contemporâneas da administração pública, como FluêncIA – Noções Básicas de Inteligência Artificial, desenvolvido em parceria com a Microsoft; Lei de Acesso à Informação na Prática; Governança de Serviços – Construindo Resultados a partir da Ouvidoria; além do novo curso Assédio Moral, Sexual e Discriminação no Trabalho, desenvolvido em parceria com a Controladoria-Geral do DF. Para a superintendente de Desenvolvimento e Formação da Egov, Fabíola Salomon, investir em capacitação é fortalecer a qualidade do serviço prestado à população. “A formação continuada dos servidores é fundamental para impulsionar uma administração pública mais eficiente, inovadora e preparada para atender às demandas da sociedade com excelência”, destaca. [LEIA_TAMBEM]Os cursos serão realizados integralmente na modalidade EaD, por meio da plataforma Moodle da Escola de Governo, permitindo que os servidores organizem a rotina de estudos de forma mais flexível. Cursos EaD – Junho de 2026 • Inscrições: até 18/5/2026 • Período das atividades: 25/5/2026 a 25/6/2026 • Modalidade: ensino a distância (online) • Informações: site da Egov ou ead.egov@economia.df.gov.br *Com informações da Escola de Governo do Distrito Federal (Egov)

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