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HRSM chega aos 15 anos como referência em partos de alto risco
A manhã desta sexta-feira (28) foi um tanto diferente na rotina do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), unidade sob gestão do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Isso porque Santinha, como o hospital é carinhosamente chamado, completou 15 anos e ganhou uma festa. O hospital, que tem como missão o atendimento de excelência de forma humanizada e eficiente, atende população estimada de um milhão de habitantes. Pela localização, o HRSM é a principal referência da região sul do DF e também do sul do Entorno. A unidade conta com 391 leitos hospitalares ativos, sendo 13 de boxes/sala vermelha, 38 leitos de observação, 17 leitos no centro obstétrico, 263 leitos de enfermaria, 40 leitos de UTI adulto e 20 leitos de UTI neonatal. Entre janeiro e novembro de 2022, foram realizados no local 89.330 procedimentos, somando as consultas com equipe multiprofissional. O HRSM atende o lado sul do DF e do Entorno | Fotos: IgesDF/ Divulgação A unidade ainda é referência em partos de alto risco, pois o HRSM conta com maternidade e UTI neonatal. No centro obstétrico, no ano passado, foram realizados 3.721 partos. Já na UTI neonatal, foram 24.066 procedimentos, somados os de fisioterapia, terapia ocupacional e serviço social. Ao longo de 2022, o ambulatório do HRSM totalizou 30.125 procedimentos. A especialidade de ortopedia se destacou, com 9.612 deles. Aniversário A comemoração contou com culto ecumênico, música, vídeos de homenagem ao hospital e teve direito a bolo e Parabéns a você. “São 15 anos de muito sucesso marcados pela qualidade e segurança do paciente, além de atividades essenciais inéditas realizadas neste período”, ressaltou Denise Teresa Tavares Bastos, presidente do Conselho Regional de Saúde de Santa Maria. “O hospital enfrentou também um dos maiores desafios ao longo de sua trajetória: a pandemia de covid-19. Durante esses anos, os colaboradores mostraram maturidade”, acrescentou. A superintendente do HRSM, Eliane Souza de Abreu, se emocionou com a comemoração. “Hoje é um dia especial, de 2008 a 2023 foram 15 anos de muitas histórias e desafios. Santinha sempre esteve a serviço da população e tem uma identidade única: o clima aqui é diferente”, elogiou. “Ainda que seja tão jovem, o hospital tem consciência plena do potencial para o desenvolvimento e o crescimento. Vamos continuar adiante”, destacou Eliane. A festa teve direito a bolo de aniversário Em seguida, a superintendente das UPAs, Nadja Regina Vieira Cavalcante Carvalho, disse que, “quando a gente lembra do hospital, é com muito carinho. Agradeço a toda a equipe, gestores e colaboradores. Vocês estão de parabéns. Nós reparamos o quanto o hospital é bem-cuidado.” Para dar continuidade à comemoração, o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodrigo de Sousa Conti, aproveitou para elogiar o esforço dos colaboradores e os números obtidos: “O HRSM representa muito para a saúde. Passamos pela pandemia e o hospital foi muito parceiro da Secretaria de Saúde.” Já o diretor de Administração e Logística, Antonio Carlos Garcia Martins Chaves, reforçou o orgulho que sente pelo hospital. “Estarei aqui sempre para saber das necessidades de vocês para tentarmos resolver o mais rapidamente possível. Isso é um compromisso da diretoria toda, focada em resolver os problemas das unidades geridas pelo instituto”, destacou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Emanuela Dourado Rebêlo Ferraz, diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), deu boas-vindas à nova gestão e agradeceu a todas as equipes do hospital. “Parabenizo a todos vocês por fazer o HRSM ser o que é hoje. Percebemos a alegria e o ânimo dos profissionais em meio a tribulações e dificuldades, é um diferencial”, observou. Para Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, presidente do IgesDF, “o hospital cuida, acolhe e diagnostica as pessoas no momento de maior fragilidade. Sabemos o quanto as pessoas ficam frágeis no momento de doença. A nossa maior missão é dar as melhores condições de trabalho a vocês para que possam atender a população com excelência”, finalizou. Após a abertura com a mesa diretora, a diretora clínica do HRSM, Janaína Cristina dos Reis Machado, compartilhou relato sucinto da longa trajetória no HRSM: “É um hospital robusto que cresceu, tem enfermaria, múltiplas especialidades e exames de rotina.” Os agradecimentos para as equipes e a parceria dos envolvidos não poderiam ficar de fora da fala do gerente geral de assistência do HRSM, Guilherme Porfírio, que convidou os presentes para refletir em relação às evoluções obtidas. “Nós temos uma gestão compartilhada, convidamos a ponta e, juntos, chegamos a uma melhor decisão em prol do paciente”, enfatizou. *Com informações do IgesDF
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Capsi de Sobradinho celebra dez anos
?“O Capsi, durante muito tempo, foi minha segunda casa. Não são somente as pessoas, mas o ambiente daqui faz com que você se sinta melhor”. Essa foi a avaliação que o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) da região Norte recebeu da universitária Helen Kubota, durante a comemoração de dez anos do espaço. Ela começou a frequentar a instituição devido à depressão e à ansiedade, após encaminhamento do Conselho Tutelar. Helen Kubota: “Aqui a gente se conecta muito com as pessoas. Se hoje faço faculdade, trabalho, consigo morar sozinha e me sustentar, o Capsi tem uma parte muito importante nisso” | Foto: Rafaella Félix/Agência Saúde Helen entrou no projeto aos 13 anos e permaneceu até os 19. Hoje, com 22, ela cursa geofísica na Universidade de Brasília (UnB) e reconhece que o centro fez diferença na sua jornada. “Aqui a gente se conecta muito com as pessoas”, conta. “Não é só um profissional atendendo, tem uma empatia, tem sensibilidade. Se hoje faço faculdade, trabalho, consigo morar sozinha e me sustentar, o Capsi tem uma parte muito importante nisso”. Localizado em Sobradinho, o Capsi recebe, em média, de 280 a 300 pacientes por mês, moradores de Sobradinho, Sobradinho II, Fercal e Planaltina. O centro atende, principalmente, crianças e adolescentes em sofrimento psíquico grave, bem como menores de 16 anos que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas. Além disso, a unidade na região norte atua em parceria com outros serviços públicos, como Conselho Tutelar e Secretaria de Educação (SEE). Atendimento Sem necessidade de encaminhamento, o centro conta com equipe composta por médico, terapeuta ocupacional, enfermeiro, técnico de enfermagem, fonoaudiólogo, psicólogo, psiquiatra, assistente social e residentes de áreas diversas. Em regra, o atendimento é grupal mas, se necessário, há a possibilidade de assistência individual com profissionais especializados. “O trabalho é feito em grupo para desenvolver essa reabilitação da parte psicossocial”, explica a supervisora do Capsi Sobradinho, Ingrid Jeane. “São feitos grupos de adolescentes, de crianças e de pais. Além disso, temos uma equipe multidisciplinar e observamos a evolução do paciente”. Os grupos funcionam no horário oposto às atividades escolares dos pacientes. Por indicação da escola, Kátia (nome fictício) buscou atendimento no Capsi de Sobradinho para a filha, que é autista e tem fobia social, e à época tinha dez anos. “Acredito que esse espaço é uma válvula de escape para ela interagir com pessoas que a entendem”, avalia. “Aqui ela melhorou muito, pois convive com os colegas da escola, que antes não tinha. Todo o amparo que ela precisa, tem no centro”. Hoje com 16 anos, a jovem participa semanalmente de um grupo com outros adolescentes e faz acompanhamento com fonoaudióloga, psiquiatra e terapeuta ocupacional. Caminho de uma década No evento que celebrou mais de uma década de Capsi, neste mês, foi feita uma assembleia coordenada pelos adolescentes atendidos e pelos pais. Servidores e convidados conheceram as ideias de quem é assistido pela instituição. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “O objetivo foi ouvir as demandas dos usuários e discutir suas propostas”, conta a gerente do Capsi Sobradinho, Priscila Bueno. “Isso também é resultado do trabalho realizado na conferência da região Norte [de Saúde], realizada neste ano”. Bate-papo para trocas de experiência, atividades recreativas, pintura de rosto e apresentação de vídeos também fizeram parte da programação.? O Capsi ganhou protagonismo especialmente após o período mais intenso da covid-19. “A saúde mental infantil de certa maneira sempre foi negligenciada e, com a pandemia, cresceu”, afirma a diretora de atenção secundária da Secretaria de Saúde (SES), Elzileide de Albuquerque. “Quando as crianças deveriam estar socializando, elas estavam em casa. A ansiedade infantil é uma realidade. É preciso olhar com cuidado o sofrimento psíquico pediátrico. Ainda bem que podemos contar com o trabalho dos Capsis para atender as crianças, os pais e ajudá-los a lidar com isso”. Saiba mais Capsi Sobradinho ? Telefone: 2017-1145, ramais 2115/2116/2117 ? e-mail: capsisobradinho@gmail.com ? Horário de atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h. ? Acesse mais informações sobre o Centro de Atenção Psicossocial Infantil da região Norte de Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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