Resultados da pesquisa

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Pesquisa vai avaliar experiência dos usuários no transporte público do DF

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), deu início, nessa segunda-feira (8), à pesquisa de avaliação do transporte público coletivo no DF. O levantamento tem como objetivo identificar a percepção dos usuários sobre diferentes aspectos do Sistema de Transporte Público Coletivo (STPC). Segundo a secretária de Transporte e Mobilidade do DF, Sandra Holanda, a pesquisa atende a uma demanda estratégica para fortalecer a participação dos usuários na avaliação dos serviços prestados. "A realização de pesquisa de satisfação dos clientes do Serviço de Transporte Público do DF é fundamentada na participação social e na avaliação da qualidade dos serviços previstos na Lei Federal nº 12.587/2012, na Lei Distrital nº 4.011/2007, nos contratos de concessão do STPC-DF e, atualmente, na Portaria Semob nº 62/2026, que instituiu o Índice de Qualidade do Transporte [IQT]", destaca. O levantamento será realizado diretamente dentro dos ônibus, com aplicação presencial de questionários por pesquisadores do IPEDF, devidamente identificados, em campo. A pesquisa será feita de forma embarcada nas viagens do STPC e contará com a atuação de 20 voluntários ao longo do período de coleta. As entrevistas ocorrerão durante todo este mês, incluindo fins de semana, tanto nos horários de pico quanto nos períodos de entrepico, abrangendo todas as bacias operacionais do Distrito Federal, incluindo as regiões administrativas e o Plano Piloto. A amostra contemplará uma quantidade representativa de linhas e horários da operação do sistema, nos períodos da manhã, tarde e noite. Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, o rigor metodológico é fundamental para garantir que os resultados reflitam a realidade dos usuários do sistema. "O papel do IPEDF é assegurar uma amostra representativa, capaz de retratar a experiência dos passageiros em diferentes regiões, horários e linhas do transporte coletivo. Essas informações serão importantes para subsidiar o planejamento e o aperfeiçoamento das políticas públicas de mobilidade urbana no Distrito Federal", afirma. O levantamento será realizado diretamente dentro dos ônibus, com aplicação presencial de questionários por pesquisadores do IPEDF, devidamente identificados, em campo | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília As linhas avaliadas serão definidas pelo IPEDF, responsável pela seleção da amostra dentro dos critérios metodológicos da pesquisa, com objetivo de garantir a representatividade dos dados coletados. Entre os principais horários de aplicação estão os períodos entre as 5h e as 7h da manhã e após as 19h, acompanhando os fluxos mais intensos de passageiros. O questionário terá duração média de poucos minutos e ficará em campo durante 30 dias. A proposta é ouvir usuários frequentes e ocasionais do transporte público em relação à qualidade, conforto, segurança, acessibilidade e operação do sistema. Entre os principais pontos avaliados estão a pontualidade dos ônibus, o tempo de espera nos pontos, o tempo total das viagens e a cobertura do serviço nas diferentes regiões do DF. A pesquisa também abordará aspectos ligados à conservação e limpeza dos veículos, acessibilidade para pessoas idosas e pessoas com deficiência (PcDs), além da condução dos motoristas e do atendimento prestado pelas equipes. Além da avaliação operacional, os usuários responderão perguntas sobre hábitos de deslocamento, frequência de uso do transporte público, quantidade de ônibus utilizados até o destino final, integração tarifária, formas de pagamento e principais motivos das viagens. O levantamento também pretende medir o conhecimento e a utilização de ferramentas de informação ao usuário, como o aplicativo DF no Ponto, utilizado para consulta de horários e itinerários das linhas de ônibus. Outro foco da pesquisa será a avaliação da infraestrutura de apoio ao transporte público, incluindo o conforto da Rodoviária do Plano Piloto, dos terminais e dos pontos de ônibus. Sandra Holanda ressalta que o levantamento permitirá reunir informações inéditas sobre a percepção dos passageiros em relação ao transporte público do DF. "Essa pesquisa foi uma missão que nossa governadora Celina Leão entregou à Semob, para que tenhamos o registro da percepção dos nossos clientes e da fiscalização contratual. Em parceria com IPEDF e UnDF, serão aplicados questionários a bordo dos ônibus em todo DF nos próximos 30 dias, em todos os turnos", explica. Esta será a primeira pesquisa de satisfação da qualidade do transporte realizada pela Semob em cumprimento ao Índice de Qualidade do Transporte (IQT), instituído em 2026. De acordo com Sandra Holanda, a expectativa é alcançar uma amostra de 3.768 entrevistas, distribuídas em 1.546 viagens e mais de 700 linhas do sistema. "Ao final da pesquisa, iniciaremos o tratamento dos dados e divulgaremos a data do resultado. Uma nova coleta para validar a pesquisa acontecerá em novembro, e a partir de 2027, já com a metodologia testada, a pesquisa de satisfação será realizada anualmente, permitindo a adequada participação social", conclui. Manoel Clementino destaca que a iniciativa representa um importante avanço para a produção de dados voltados à mobilidade urbana: "Ouvir a população é essencial para compreender os desafios do sistema e identificar oportunidades de melhoria. Quanto maior a participação dos usuários, mais robusto será o diagnóstico e mais efetivas poderão ser as ações futuras". *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

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Projeto treina cães-guia para promover autonomia a deficientes visuais

O projeto de formação de cães-guia do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) deu mais um passo nesta semana: sete filhotes foram entregues para socialização com famílias temporárias e outros 11 passarão por treinamento especializado. A iniciativa foi retomada em agosto do ano passado, com a inauguração do centro de treinamento de cães da corporação, e visa capacitar os animais para garantir autonomia e segurança a pessoas com deficiência visual. Os sete filhotes entregues para socialização são da raça golden retriever, que nasceram a partir do cruzamento de cães com aptidão para o trabalho. A “ninhada D” recebeu nomes que seguem a organização alfabética adotada pelo projeto: Duda, Delta, Dacota, Dora, Dom, Dante, Draco e Dexter. Agora, os animais passam a viver com famílias voluntárias para a etapa de socialização, com duração de dez a 12 meses, considerada fundamental para a formação de cães-guia. Os sete filhotes entregues para socialização são da raça golden retriever e integram a "ninhada D" | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O capitão Jean Charles Meireles dos Santos explica que, durante o período, os animais convivem em ambiente doméstico para desenvolverem comportamentos básicos, adaptação a diferentes estímulos e obediência. “É o momento em que o cão sai de bebê até ficar adulto, mas numa vida normal, convivendo com a sociedade, indo e vindo aos lugares a que as pessoas vão”, observa. Três labradores também estão em processo de socialização, com previsão de término para outubro deste ano. Um dos filhotes da ninhada D será recebido na casa da economista Júlia Conter, 50 anos. Em fevereiro, ela pegou a labradora Cora e, nesta semana, iniciou o processo com a golden retriever Dora. “Tem quatro meses que estamos com a Cora; e, quando fiquei sabendo da ninhada nova, decidi pegar também. São ótimas companhias para a minha golden retriever, que tem dez anos, e animam a nossa casa. O principal é que é uma missão muito bonita, estamos contribuindo com a segurança de alguém”, conta Júlia. Júlia Conter já recebeu a labradora Cora e, agora, se prepara para também acolher a golden retriever Dora A rotina com as duas cachorrinhas engloba tanto atividades externas como estímulos dentro de casa. “Levo elas para todos os lugares a que posso: supermercado, padaria, farmácia, escola, trabalho. E no dia a dia, as três cachorras brincam o tempo todo”, revela a economista. “Elas serão os olhos de um cego. Vão ajudar a se movimentar melhor, caminhar na rua, tudo mesmo. Tenho certeza de que serão ótimas cães-guia”. Já entre os 11 cães que agora passarão por treinamento especializado há sete pastores-alemães, nascidos na corporação, e quatro labradores, recebidos por doação. Essa fase dura entre seis e oito meses e inclui comandos avançados, obediência, mobilidade urbana e identificação de riscos. Depois, os animais são encaminhados para a fase de adaptação com os futuros tutores. “O cão vai aprender a conduzir alguém. Ele é treinado para proteger o tutor, evitar que ele caia em um buraco, tropece em um obstáculo ou até mesmo colida com estruturas mais altas" Jean Charles Meireles dos Santos, capitão Segundo Santos, o treinamento especializado tem como objetivo preparar os animais para conduzir pessoas com deficiência visual de forma segura e autônoma. “O cão vai aprender a conduzir alguém. Todo esse processo foca principalmente a condução segura. Ele é treinado para proteger o tutor, evitar que ele caia em um buraco, tropece em um obstáculo ou até mesmo colida com estruturas mais altas”, detalha. Dois cães-guia já foram entregues a pessoas com deficiência visual desde a retomada da iniciativa: são os labradores Bento e Tom, que foram doados para a corporação com um ano de idade. O atleta paralímpico Leonardo Moreno, 41, recebeu Tom, hoje considerado seu fiel escudeiro. “O trabalho com as famílias socializadoras é muito importante, ajudam muito no preparo dos nossos parceiros”, diz. Leonardo reforça a importância do animal para a segurança e conforto de pessoas com deficiência visual: “O cão é preparado para reconhecer obstáculos baixos, médios [na altura da cintura] e aéreos [na altura da cabeça]. Com a bengala só consigo rastrear o obstáculo, correndo o risco de bater o rosto. O cão não deixa isso acontecer. É meu parceiro 24 horas”, comenta. Leonardo Moreno conta com o auxílio do labrador Tom: "É meu parceiro 24 horas" Serviço essencial Além da formação dos cães, o CBMDF investe na qualificação de profissionais para garantir a continuidade do projeto. Quatro militares estão em processo de capacitação para se tornar treinadores e instrutores de cães-guia. “Cada um deles ficará responsável por acompanhar cerca de três cães. Todo esse treinamento é muito complexo e exige excelência. Um cão treinado de maneira errada pode colocar em risco a segurança de uma pessoa com deficiência visual”, esclarece o major João Gilberto Silva Cavalcanti. A metodologia aplicada, de origem canadense, foi aprendida por militares em intercâmbio internacional e permite que os cães sejam treinados para fazer qualquer trajeto necessário. Com a inauguração do centro de treinamento, o serviço ocupa um patamar de referência nacional na formação de cães de assistência, em um espaço que já prepara os animais para auxiliar pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e deficientes visuais, além de promover a inclusão social e o bem-estar animal. As famílias são escolhidas após processo seletivo que avalia o ambiente e o comprometimento de todos os integrantes da casa Para assegurar o sucesso da socialização, as equipes dos Bombeiros fornecem orientação, acompanhamento técnico e custeio de despesas como alimentação do animal e cuidados veterinários, o que contribui para a adesão das famílias. As famílias são escolhidas após processo seletivo que avalia o ambiente e o comprometimento de todos os integrantes da casa. Durante o processo, os tutores são identificados por meio do crachá, e os cães, com o lenço. Os animais são destinados para pessoas com deficiência visual com base em uma lista de espera e, após a entrega, a responsabilidade pelos cuidados com o animal passa a ser do usuário, com acompanhamento das equipes do CBMDF. [LEIA_TAMBEM]O ingresso e permanência de cães-guia nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo são previstos pela norma 11.126/05, regulamentada pelo decreto 5.904/2006, conhecido como a Lei do Cão-Guia. Interessados em se tornar família hospedeira de um filhote devem entrar em contato pelo e-mail famíliahospedeira@gmail.com. Para participar da seleção para ter um cão-guia, solicite informações pelo e-mail cadastronacional@projetocaoguia.com. Atualizações são divulgadas pelo Instagram @‌centrodetreinamentodecaescbmdf.  

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Gripe ou covid-19? Saiba quando procurar atendimento ao identificar sintomas

O clima muda, as noites ficam mais frias e a frequência de espirros, tosses e narizes escorrendo aumenta. Esse período de sazonalidade de doenças respiratórias facilita a transmissão de vírus, especialmente os da gripe e da covid-19. As duas condições apresentam sintomas bem semelhantes. Então, quando buscar ajuda médica?  Idosos podem tomar as vacinas contra a gripe e a covid-19 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) | Fotos: Divulgação/SES-DF “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde” Camila Damasceno, referência técnica distrital de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde “Não é possível, apenas pelos sintomas, diferenciar essas enfermidades, pois podem apresentar, igualmente, quadros de tosse, coriza, febre, dor de cabeça e dor no corpo. O distúrbio olfativo [não sentir cheiros], por exemplo, não é exclusivo da covid-19, apesar de levantar um pouco mais de suspeita”, explica a referência técnica distrital (RTD) de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), Camila Damasceno. Na busca pela assistência, a orientação é procurar os locais conforme a gravidade dos casos. “Se a pessoa estiver com sinais respiratórios leves — como dor de cabeça, coriza, tosse, dor na garganta, moleza —, o ponto de atendimento são as unidades básicas de saúde (UBSs)”, orienta Camila. Casos graves, por sua vez, exigem assistência imediata em unidades de urgência e emergência. Os sintomas que merecem maior atenção são: febre por mais de 72 horas seguidas ou mesmo febre alta, acima de 39,5 graus ou 40 graus, que não diminui com remédio; dificuldade para respirar ou respiração acelerada; sensação de desmaio; e pressão no peito.  Uso de máscara protege a pessoa de infecção pelos vírus da gripe e da covid-19 e também evita a transmissão  Medidas que ajudam na prevenção Enquanto a gripe é causada pelo vírus influenza, a covid-19 provém do coronavírus SARS-CoV-2. Embora tenham vetores distintos, ambas têm alto potencial de contágio e mutação, podendo causar quadros leves ou evoluir para formas graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos. Por serem doenças virais, o tratamento de ambas é voltado para o alívio dos sintomas até que o organismo elimine o vírus. Entre os medicamentos mais utilizados estão antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional. Nos casos leves, a recomendação é manter repouso, hidratação adequada e alimentação equilibrada. O isolamento também é importante para evitar a transmissão. Outras medidas que ajudam na prevenção incluem ventilar os ambientes, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia.  Por que é tão importante tomar a vacina [LEIA_TAMBEM]Não importa se é gripe ou covid-19, a vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção nos dois casos. "A dose contra a influenza é atualizada anualmente. Isso porque as cepas da doença também sofrem alterações de um ano para o outro", detalha Damasceno. “Vale lembrar que a vacina da gripe protege a pessoa dos casos graves, hospitalizações e óbitos”. Segundo ela, os imunizantes não impedem que o indivíduo contraia o vírus; mas são essenciais para evitar o agravamento dos casos, hospitalizações e óbitos. Essa proteção vale, especialmente, para grupos de risco, como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e educação. A médica também destaca que a covid-19 segue circulando entre a população. “O coronavírus não foi embora nem vai, infelizmente. É uma infecção que vai continuar presente, como já acontece com a influenza e o VSR [vírus sincicial respiratório] — virose respiratória que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias”, avalia.  *Com informações da SES-DF 

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Obra do programa Caminho das Escolas melhora acesso ao CED Incra 9, em Ceilândia

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