Vigilância Sanitária vistoria farmácias e supermercados da Asa Sul
A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) vistoriou, nesta quinta-feira (21), farmácias e supermercados na Asa Sul. O foco foi a verificação do cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCal). O documento regulamenta a venda e a divulgação de produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até 3 anos de idade. Operação foi executada em parceria com servidores da Anvisa | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A iniciativa ocorreu junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e buscou assegurar o uso apropriado de artigos e alimentos que podem ser utilizados inadequadamente como substitutos do aleitamento materno. “A população precisa saber que tem o direito de ser protegida dessas estratégias de marketing que, muitas vezes, podem induzir uma mãe a interromper o aleitamento e utilizar um produto em substituição” Renata Ferreira, coordenadora de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Alimentos da Anvisa “Emitimos termos de orientação e vistoria, indicando os pontos que estão adequados e aqueles que precisam de ajustes”, explicou o auditor da Vigilância Sanitária da SES-DF, Felipe Randalls. Conscientização Durante as vistorias, as equipes avaliaram exposição, rotulagem e promoção comercial de itens diversos, como fórmulas infantis, papinhas, mamadeiras e chupetas. Entre as irregularidades mais frequentes, foram identificadas divulgações promocionais de produtos destinados a crianças menores de 3 anos de idade, prática proibida pela legislação. “A população precisa saber que tem o direito de ser protegida dessas estratégias de marketing que, muitas vezes, podem induzir uma mãe a interromper o aleitamento e utilizar um produto em substituição”, ressaltou a coordenadora de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Alimentos da Anvisa, Renata Ferreira. A iniciativa foi bem-recebida pelos comerciantes. Para o gerente de um dos estabelecimentos visitados, Ezer Silva, as orientações ajudam a tornar as regras mais claras. “Quando os produtos são organizados da forma correta e o consumidor entende melhor seus direitos, todos saem ganhando”, apontou. “A visita da equipe foi muito importante." O descumprimento da NBCal constitui infração sanitária e pode resultar em penalidades previstas na Lei nº 6.437/1977, incluindo multas de até R$ 1,5 milhão e apreensão de produtos. Proteção do aleitamento materno A mobilização integra as ações do Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, comemorado em 20 de maio. A data marca a aprovação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), criado para proteger a amamentação de práticas abusivas de marketing que possam comprometer essa escolha. [LEIA_TAMBEM]Com base nesse código, foi criada no Brasil a NBCal, considerada uma das principais ferramentas de proteção ao aleitamento materno no país. A norma ganhou força de lei federal em 2006, por meio da Lei nº 11.265. “O marketing abusivo pode levar ao desmame precoce, especialmente em momentos de dificuldade na amamentação, quando muitas mães estão mais vulneráveis e em busca de soluções rápidas”, alerta Graça Cruz, integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF. “O leite materno, por conter todos os nutrientes essenciais, dispensa a necessidade de qualquer outro tipo de alimento ou suplementação nos primeiros seis meses de vida.” No DF, os serviços de aleitamento materno da SES-DF destacam-se como uma referência para o Brasil. As medidas incluem o trabalho classificado como Padrão-Ouro realizado pelos 14 bancos de leite humano e os sete postos de coleta do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Encontro promove integração entre servidores no Parque Tecnológico de Brasília
Em uma ação conjunta, a Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) promoveram, na última quarta-feira (20), um encontro de integração entre servidores das duas instituições. O evento foi realizado no auditório do BRB Lab, no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), e reuniu cerca de 150 participantes. Servidores da FAPDF e da recém-criada SGDI participam de ato de integração entre as duas equipes | Fotos: Divulgação/FAFDF O encontro marcou o primeiro alinhamento institucional entre as equipes da FAPDF e da recém-criada SGDI, que passa a ocupar instalações no Biotic, onde também está sediada a fundação. A programação contou com mediação e falas institucionais do secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Junior, e do diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman. A iniciativa integra as ações do Teia – Programa de Governança da FAPDF, voltado ao fortalecimento institucional e à promoção de ambientes mais colaborativos dentro da administração pública. Papel estratégico A aproximação entre a FAPDF e a SGDI também está alinhada ao papel estratégico da Fundação no apoio às iniciativas de transformação digital do Governo do Distrito Federal. Conforme previsto no Decreto nº 48.503, de 18 de abril de 2026, a FAPDF, como ente gestor do Centro de Inteligência Artificial do Distrito Federal (CIIA), atuará como órgão consultivo da secretaria. A Fundação contribuirá com infraestrutura tecnológica e suporte técnico-científico em iniciativas relacionadas à governança digital, pesquisas aplicadas e provas de conceito na administração pública distrital. Durante o encontro, os gestores destacaram a importância da integração entre inovação, tecnologia e gestão pública, além da construção de conexões institucionais dentro do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal. Participantes do encontro destacaram o papel da transformação digital na integração das equipes Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, as fundações de apoio à pesquisa vêm ampliando sua atuação ao longo dos anos, incorporando iniciativas voltadas não apenas à academia, mas também ao setor produtivo e à gestão pública. “Historicamente, as fundações de apoio à pesquisa sempre estiveram muito ligadas ao financiamento da ciência e da academia. Mais recentemente, passaram também a apoiar o setor produtivo, startups e empreendedores inovadores. E hoje existe um terceiro eixo, que considero fundamental, que é o desenvolvimento de soluções e provas de conceito voltadas ao próprio governo”, afirma Reisman. Serviços públicos mais acessíveis [LEIA_TAMBEM]O secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Junior, destacou que a criação da SGDI surgiu da necessidade de fortalecer a integração e a governança das iniciativas de transformação digital no Governo do Distrito Federal. “Para a governadora Celina Leão, a transformação digital sempre foi uma prioridade. A partir dessa visão, surgiu a necessidade de criar uma estrutura capaz de organizar melhor as ações de tecnologia, fortalecer a governança e ampliar a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal.” Criada por meio do Decreto nº 48.467, a SGDI tem como missão coordenar iniciativas ligadas à governança digital, integração de sistemas, gestão de dados governamentais e inovação tecnológica voltada aos serviços públicos. A proposta do Governo do Distrito Federal é ampliar a integração entre órgãos, reduzir a sobreposição de sistemas e tornar os serviços públicos mais acessíveis à população. *Com informações da FAPDF
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DF inicia testes com ônibus escolar 100% elétrico na rede pública
O Distrito Federal iniciou neste mês de maio testes com um ônibus escolar 100% elétrico em uma rota do transporte escolar da rede pública de ensino. A iniciativa é realizada pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) em parceria com a iniciativa privada. O veículo em teste atua na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará, em operação assistida e monitorada pelas equipes técnicas da TCB. O objetivo é avaliar o desempenho do ônibus elétrico em condições reais de circulação e ampliar os estudos sobre a viabilidade da tecnologia no transporte escolar do DF. “Este piloto inaugura, para a TCB, o caminho da eletrificação da frota escolar do Distrito Federal. Os próximos ciclos contratuais do transporte escolar serão o momento natural para incorporar essa tecnologia em escala, e é por isso que precisamos chegar lá com evidência técnica robusta, e não com improviso”, afirma a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá. O veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes | Fotos: Divulgação/TCB O modelo utilizado é o ônibus elétrico I/Ankai OE-9, equipado com propulsão 100% elétrica. Com uma autonomia estimada de aproximadamente 200 quilômetros por carga completa e tempo médio de recarga de cerca de 3h30, o veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes. “Quando falamos em eletrificação do transporte escolar, falamos também de saúde pública. Crianças são particularmente vulneráveis à exposição prolongada a poluentes do diesel, e reduzir essa exposição no trajeto diário até a escola é um ganho que vai muito além da pauta ambiental”, destaca Cecília Lafetá. Entre as novidades do novo equipamento em teste estão o sistema de rebaixamento lateral da suspensão do veículo, conhecido como “kneeling”, que facilita o embarque de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, além de rampa de acesso, área reservada para pessoas com deficiência (PcD), sistema de fixação para cadeiras de rodas e assentos preferenciais sinalizados. Nesse período de teste serão observados critérios como consumo de energia e tempo de recarga de bateria, entre outros O período de testes irá avaliar critérios como desempenho operacional, autonomia energética, consumo de energia, tempo de recarga das baterias, conforto dos passageiros, acessibilidade, eficiência do ar-condicionado, desempenho em tráfego intenso e redução de ruídos e emissão de poluentes. As equipes técnicas também irão acompanhar indicadores relacionados à manutenção, eficiência energética e desempenho operacional do ônibus em comparação aos modelos convencionais utilizados atualmente. A iniciativa acompanha uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras, como Curitiba e São Paulo, que vêm ampliando testes e processos de implementação de ônibus elétricos em seus sistemas de transporte público. “Sabemos que a transição para uma frota elétrica não se faz sem viabilidade econômica para quem opera. Por isso, a TCB está em diálogo com instituições financeiras para desenhar soluções de crédito adequadas à realidade dos operadores do transporte escolar — uma agenda que caminha junto com a agenda ambiental”, explica a diretora-presidente. Para a TCB, o projeto-piloto representa mais um passo na busca por soluções modernas, sustentáveis e acessíveis para o transporte escolar da rede pública do Distrito Federal. Além da redução do impacto ambiental, a proposta visa oferecer mais conforto, segurança, tecnologia e inclusão aos estudantes atendidos pelo sistema, especialmente alunos com deficiência e mobilidade reduzida. *Com informações da TCB
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Participantes do Viver 60+ de Samambaia Sul vivem tarde inesquecível no Cine Brasília
Uma tarde marcada por emoção, descobertas e encantamento. Assim foi a visita de mais de 50 participantes do programa Viver 60+, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), ao Cine Brasília. O grupo do polo de Samambaia Sul, localizado na UBS 5, participou de uma sessão especial do filme O Diabo Veste Prada 2, um dos lançamentos mais aguardados do ano. Para muitos dos idosos, a experiência foi histórica. Aquela era a primeira vez em uma sala de cinema — e logo em um dos patrimônios culturais mais emblemáticos da capital federal. Projetado por Oscar Niemeyer, o Cine Brasília foi inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a entrega oficial de Brasília, e se tornou referência nacional pela arquitetura modernista e importância cultural. Localizado na Entrequadra Sul 106/107, próximo ao Eixo Rodoviário Sul, o espaço impressionou os participantes desde a chegada. A grandiosidade da sala, a dimensão da tela e a experiência coletiva despertaram emoção e encantamento no grupo. A aposentada Cleonice Vieira, 73 anos, viveu um momento ainda mais especial ao compartilhar a experiência com a neta Emily Silva, 13 anos. As duas conheceram uma sala de cinema pela primeira vez durante o passeio promovido pelo programa. “Esse programa é maravilhoso. Estou encantada com tudo, com a telona, com esse passeio e com essa turma maravilhosa. Quero viver isso de novo, mais e mais vezes”, contou Cleonice, emocionada ao fim da sessão. Emily também celebrou a oportunidade ao lado da avó. “Estou muito feliz. Não conhecia um cinema e realizei um sonho. Adorei o filme e, principalmente, esse passeio com a minha avó”, afirmou. Para muitos dos idosos, a experiência foi histórica porque aquela era a primeira vez em uma sala de cinema | Foto: Divulgação/Sejus-DF O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou que ações como essa vão além do lazer e fortalecem a inclusão social e o envelhecimento ativo da população idosa do DF. “Ver a emoção dessas pessoas vivendo algo inédito mostra a importância de políticas públicas que valorizem a convivência, a cultura e o bem-estar. O Viver 60+ transforma vidas justamente por proporcionar novas experiências, acolhimento e qualidade de vida”, ressaltou. Memórias, emoção e pertencimento Outra participante emocionada foi Maria das Graças Almeida, 69. Ela contou que acompanhou a construção do Cine Brasília ainda na juventude, quando trabalhava como babá em um prédio vizinho ao cinema, mas nunca havia conseguido entrar no local. “Você acredita que eu nunca tinha entrado aqui? Quando eu era nova, ficava imaginando todos os dias como seria aqui dentro. Estou emocionada de verdade. Já tinha até perdido a esperança de conhecer esse lugar, e, graças ao Viver 60+, estou vivendo esse sentimento único”, relatou. Para ela, o programa tem sido fundamental para melhorar a saúde emocional e fortalecer os vínculos sociais dos participantes. “O Viver 60+ ajuda a gente a sair da tristeza, da depressão e até dos remédios. Aqui fazemos amizades e voltamos a viver”, completou. A subsecretária de Políticas para o Idoso da Sejus, Dolores Ferreira, reforçou que o programa tem justamente o propósito de ampliar o acesso da população idosa a experiências de convivência, lazer e bem-estar. “Muitas pessoas idosas passaram a vida inteira sem acesso a espaços culturais, e momentos como esse mostram que nunca é tarde para viver novas experiências. O Viver 60+ promove pertencimento, autoestima e novas memórias para essas pessoas”, afirmou. A programação cultural continua na próxima semana. No dia 28, às 10h, será a vez de os participantes do polo da Ceilândia visitarem o Cine Brasília para assistir ao filme A Revolução dos Bichos. Qualidade de vida e envelhecimento ativo Coordenado pela Sejus-DF, o Viver 60+ promove qualidade de vida, convivência social e protagonismo para pessoas com 60 anos ou mais. O programa já atende mais de 15 mil idosos em todo o Distrito Federal e conta atualmente com 47 polos distribuídos em diversas regiões administrativas. As atividades incluem caminhadas, aulas de dança, alongamento, exercícios físicos, bate-papo, ações de bem-estar e iniciativas voltadas para o envelhecimento ativo e saudável. Os encontros são realizados gratuitamente em espaços comunitários, unidades de saúde, centros de convivência e equipamentos públicos parceiros, fortalecendo vínculos sociais e estimulando mais saúde física e emocional para os participantes. Além das atividades regulares, o programa também promove passeios e experiências culturais para os idosos, com visitas a pontos turísticos do Distrito Federal, sessões de cinema, idas ao zoológico e outras atrações culturais e de lazer. As ações têm como objetivo ampliar o acesso da população idosa a espaços de convivência, cultura e entretenimento, incentivando novas experiências e fortalecendo a autoestima e o sentimento de pertencimento dos participantes. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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