Resultados da pesquisa

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Cruzamento do Trecho 5 da Epig é liberado para o trânsito

O Governo do Distrito Federal (GDF) liberou o cruzamento nas proximidades dos postos de combustíveis no Trecho 5 da Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig), trazendo mais fluidez ao trânsito em uma das vias mais movimentadas da capital. O ponto estava interditado desde o início das obras de implantação do corredor exclusivo de ônibus no canteiro central. A liberação faz parte do cronograma de execução da obra e representa mais um avanço na requalificação da via, que inclui melhorias na mobilidade urbana, modernização da infraestrutura e reforço no sistema viário da região. De acordo com o secretário de Obras, Valter Casimiro, a medida já impacta positivamente o dia a dia dos motoristas. “Cada trecho liberado contribui diretamente para melhorar a fluidez do trânsito e reduzir os transtornos causados pelas intervenções. Estamos trabalhando para entregar toda a via o mais breve possível”, destacou. A previsão do GDF é concluir a liberação de todo o sistema viário da Epig ainda no primeiro semestre, à medida que as etapas da obra forem finalizadas.   *Com informações da Secretaria de Obras (SODF)

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Com cerca de R$ 46 milhões em recursos, Viaduto de Planaltina entra na fase de lançamento das vigas  

As obras do Viaduto de Planaltina, executadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), já passaram da metade do tempo previsto para execução. Em uma das fases mais importantes, o serviço contempla intervenções no Km 22,6 da BR-020, no entroncamento com a DF-128. O investimento, feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) , é de aproximadamente R$ 46 milhões.  Guindaste iça as estruturas de concreto que serão posicionadas sobre as vigas transversais | Foto: Divulgação/DER-DF  “A expectativa é melhorar a fluidez do trânsito, reduzir congestionamentos e aumentar a segurança viária em um dos principais corredores de ligação entre o Distrito Federal e o Entorno”, reforça o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Júnior. Ele estima que, quando concluída, a obra vai beneficiar cerca de 90 mil motoristas que passam diariamente pela região.  Atualmente, os trabalhos estão concentrados no lançamento das vigas longarinas. Com o uso de guindastes de grande porte, essas estruturas de concreto são içadas e posicionadas sobre as vigas transversais, responsáveis por ligar os pilares já concluídos. Essa etapa, lembra o DER-DF é fundamental para o avanço da superestrutura. Encaixe das peças De forma simples, o processo pode ser comparado à montagem de um “lego”, em que as peças são encaixadas e conectadas para formar a base da estrutura. Na sequência, após a instalação de 100 vigas longarinas — cerca de 20 por vão —, será feita a ligação entre essas estruturas por meio de vigas transversinas. Após essa fase de montagem e amarração, será iniciada a execução do tabuleiro, por onde os veículos vão trafegar. Paralelamente, as equipes atuam nos serviços de terraplenagem e no aterro das cabeceiras, preparando o terreno para os acessos e a integração com o sistema viário existente.  Com a evolução das etapas estruturais, o Viaduto de Planaltina ganha forma e cresce como referência de uma das principais intervenções de mobilidade urbana em andamento no DF.     *Com informações do DER-DF

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Nova regra exige registro digital de hóspedes em hotéis do DF

A Secretaria de Turismo (Setur-DF) alerta os meios de hospedagem sobre a obrigatoriedade do uso da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital, sistema que passa a centralizar o envio de informações dos visitantes em todo o país. Até segunda-feira (20), 37 dos 128 estabelecimentos formais do Distrito Federal inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) já aderiram à nova ferramenta. A medida representa uma mudança significativa na rotina da rede hoteleira. Antes, os dados dos hóspedes eram encaminhados por diferentes meios, como e-mail e até fotos de fichas em papel. Com a digitalização, todas as informações passam a ser enviadas exclusivamente por meio da plataforma oficial da FNRH Digital, garantindo mais padronização, segurança e confiabilidade. A transição é respaldada pela Lei Geral do Turismo e vem sendo implementada gradualmente pelo Ministério do Turismo desde novembro de 2025. O objetivo é modernizar a coleta de dados, eliminar processos ultrapassados e fortalecer as estatísticas do setor. Até essa segunda-feira (20), 37 dos 128 estabelecimentos formais do Distrito Federal inscritos no Cadastur já usavam a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital | Foto: Arquivo/Agência Brasília O secretário de Turismo do DF interino, Bernardo Antunes, destaca a importância da medida: “A FNRH Digital é um avanço essencial para o turismo brasileiro. Além de trazer mais segurança e transparência, ela permite que tenhamos dados mais precisos para o planejamento de políticas públicas. É fundamental que toda a rede hoteleira esteja atenta e regularizada para evitar penalidades”. A fiscalização será realizada pelo próprio ministério, podendo ser delegada a estados e municípios. Inicialmente, o processo envolve ações de orientação e notificação, mas pode evoluir para autuações em caso de irregularidades. Um ponto de atenção é a situação do Cadastur: caso o cadastro esteja vencido, o envio da FNRH é automaticamente bloqueado, gerando inconformidade imediata. Para os visitantes, a novidade traz mais agilidade no atendimento e maior segurança no tratamento das informações “Estamos ainda em uma fase de avaliação para entender como o público vai se adaptar e quais serão os impactos reais da implementação da nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes”, aponta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Henrique Severien. “A proposta é relevante e necessária, especialmente no que diz respeito à consolidação de dados confiáveis para o desenvolvimento do turismo. No entanto, neste primeiro momento, a percepção do setor é de certa dificuldade operacional, sobretudo pela necessidade de integração entre sistemas e pela adaptação do próprio hóspede ao modelo digital, que ainda não se consolidou na prática.” Como funciona para os viajantes Além da adaptação dos meios de hospedagem, os próprios turistas também passam a interagir com o sistema, podendo realizar etapas do registro de forma digital antes mesmo da chegada ao local. O acesso à plataforma pode ser feito por meio de link disponibilizado pelo estabelecimento ou via QR Code. Para entrar no sistema, o viajante pode optar por diferentes formas de autenticação, como conta Gov.br, certificado digital físico ou certificado digital em nuvem, conforme o serviço contratado. [LEIA_TAMBEM]Após o acesso, é possível registrar os dados da reserva diretamente na plataforma, informando o código da hospedagem, as datas da estadia e o tipo de acomodação. Em seguida, o usuário pode iniciar o pré-check-in digital, conferindo e atualizando seus dados pessoais e de contato. O sistema também solicita informações complementares, como motivo da viagem e meio de transporte utilizado. Após a confirmação e o aceite dos termos, o pré-check-in é enviado, e o status da reserva é atualizado automaticamente na plataforma. Para os visitantes, a novidade traz mais agilidade no atendimento e maior segurança no tratamento das informações. Já para os empreendimentos, a adequação ao novo modelo é indispensável para manter a regularidade junto ao Cadastur e garantir o funcionamento das atividades. A Secretaria de Turismo reforça a orientação para que todos os meios de hospedagem que ainda não aderiram ao sistema busquem se adequar o quanto antes, evitando sanções e contribuindo para a modernização do turismo no Distrito Federal. *Com informações da Secretaria de Turismo (Setur-DF)

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Projeto apoiado pela FAPDF restaura acervo filmográfico e resgata memórias de Brasília

Antes das redes sociais e dos vídeos em celular, a história era registrada em película — filmes físicos usados nas câmeras antigas, que guardam, em imagens, momentos marcantes de outras épocas. É esse patrimônio que o projeto “Preservação do Acervo Filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal: Pesquisa, Tratamento e Digitalização”, coordenado pela pesquisadora Lila Silva Foster em parceria com o Instituto Latinoamerica,  busca preservar e tornar acessível ao público. Com apoio da FAPDF, vinculado ao programa Desafio DF (2024), a iniciativa atua na organização, recuperação e digitalização de um acervo que reúne centenas de títulos e mais de mil rolos de filmes fundamentais para a memória do Distrito Federal — muitos deles ainda pouco conhecidos do público. Modelo de câmera antiga com películas | Fotos: Divulgação/FAPDF Com investimento de mais de R$ 1,4 milhão, o apoio da FAPDF viabiliza a estrutura técnica e científica necessária para a execução do projeto, incluindo equipamentos, serviços especializados e ações formativas.  “O apoio da FAPDF permitiu estruturar não só a parte técnica, mas também criar condições para que esse acervo seja cada vez mais acessado pela sociedade”, afirma Lila. Com isso, imagens que por décadas permaneceram restritas ao arquivo passam a circular, permitindo que diferentes gerações revisitem e se reconheçam na história do Distrito Federal. “Quando apoiamos iniciativas como essa, não estamos apenas investindo em tecnologia ou em estrutura, mas garantindo que a história de Brasília permaneça acessível, viva e em permanente diálogo com as próximas gerações” Leonardo Reisman, presidente da FAPDF “A preservação do acervo audiovisual do Distrito Federal é, antes de tudo, uma ação estratégica de valorização da nossa identidade coletiva. Quando apoiamos iniciativas como essa, não estamos apenas investindo em tecnologia ou em estrutura, mas garantindo que a história de Brasília — em suas múltiplas dimensões — permaneça acessível, viva e em permanente diálogo com as próximas gerações. É nesse ponto que ciência, cultura e política pública se encontram de forma concreta”, afirma o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman. Entre o registro oficial e a vida cotidiana O acervo filmográfico do Arquivo Público do Distrito Federal reúne desde produções institucionais até registros amadores, compondo um panorama diverso sobre a formação da cidade. O levantamento inicial do projeto identificou 429 títulos e 1.160 rolos de filmes, incluindo materiais de diferentes períodos e origens, que ajudam a contar a história de Brasília sob múltiplas perspectivas. “Esse acervo é um reflexo dessa atividade de registros. Temos desde cinejornais ligados às narrativas oficiais até filmes amadores que mostram o cotidiano de quem estava vivendo a cidade naquele momento”, explica Lila Foster. Segundo ela, esses registros menos conhecidos são especialmente valiosos: “São filmes que mostram andanças pelas quadras, passeios, momentos de lazer, experiências de uma juventude que chegava a uma cidade ainda em formação. É um outro olhar sobre Brasília”. Um acervo vivo e vulnerável Oficina oferecida aos servidores e estagiários do Arquivo Público Apesar de sua relevância histórica, grande parte desse material está em suporte físico sensível ao tempo. “A película é composta por elementos físico-químicos que, com o passar dos anos, interagem com o ambiente e entram em processo de deterioração”, explica a pesquisadora. Um dos principais problemas identificados no acervo é a chamada síndrome do vinagre, que ocorre quando o material começa a se decompor. “Esse processo pode causar deformações, encolhimento, ressecamento e até perda da imagem. O que fazemos é tentar controlar essa degradação e garantir que o conteúdo não se perca”, detalha. “Acervos audiovisuais são, de certa maneira, entes vivos. O processo de deterioração é inevitável — o que podemos fazer é controlar esse processo”, completa a pesquisadora. Da análise ao cuidado com cada filme O trabalho começa muito antes da digitalização. Cada película passa por um processo cuidadoso de revisão manual, em que os filmes são analisados em mesas específicas, limpos, reparados e catalogados. Em alguns casos, são feitas correções físicas nas emendas e perfurações, além da medição do nível de deterioração com instrumentos próprios. Esse diagnóstico técnico permite definir prioridades de preservação e orientar todo o fluxo de trabalho do projeto. Até o momento, cerca de 60% do acervo já foi analisado, permitindo identificar quais materiais estão em melhores condições para digitalização imediata. Além da condição física, a seleção também envolve curadoria de conteúdo. “Estamos trabalhando tanto com filmes mais conhecidos quanto com materiais pouco explorados, como os filmes amadores. A ideia é ampliar o acesso e diversificar as narrativas disponíveis”, afirma Lila. Estrutura que permanece Débora Butruce orientando estagiários do ArPDF Um dos diferenciais da iniciativa é que ela não se limita à execução pontual. O projeto está estruturando uma base permanente dentro do Arquivo Público do DF, com aquisição de equipamentos, reorganização de espaços e criação de fluxos técnicos para preservação e digitalização do acervo. Também foi desenvolvido um repositório digital, baseado em tecnologia aberta, que permitirá organizar e disponibilizar as informações dos filmes de forma estruturada e acessível ao público. “Sustentabilidade sempre foi a palavra-chave do projeto. A ideia é criar uma estrutura para que esse trabalho continue dentro da instituição”, destaca a coordenadora. Preservação audiovisual Outro eixo importante é a formação de profissionais. O projeto já promoveu cursos e treinamentos voltados a servidores e colaboradores do Arquivo Público, abordando desde conceitos básicos até o manuseio direto das películas e dos equipamentos de preservação. “Formamos não só uma equipe para o projeto, mas profissionais que podem dar continuidade a esse tipo de trabalho”, afirma Lila. Com os conteúdos em formato digital, pesquisadores, instituições e o público em geral passam a ter acesso facilitado às imagens, sem necessidade de manusear os materiais originais A digitalização não apenas preserva — ela transforma a forma como o acervo pode ser utilizado. Com os conteúdos em formato digital, pesquisadores, instituições e o público em geral passam a ter acesso facilitado às imagens, sem necessidade de manusear os materiais originais. Mais do que isso, o projeto contribui para dar visibilidade a diferentes formas de memória. “Os arquivos regionais são fundamentais para garantir narrativas plurais. Eles preservam experiências que muitas vezes não aparecem nos registros oficiais”, ressalta a pesquisadora. *Com informações da FAPDF  

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