Resultados zerados e testes liberados
Com foco e em tempo recorde, 35 profissionais zeraram a fila de pendências | Foto: Agência Saúde Graças à força-tarefa promovida por servidores durante este fim de semana, o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) conseguiu zerar a fila de 3,8 mil exames RT-PCR pendentes de resultado para detectar casos suspeitos da Covid-19. Mais do que isso, os esforços levaram o laboratório a atingir a marca de 80 mil testes liberados desde o início da pandemia, em março, até esta segunda-feira (10). [Olho texto=”“Seria impossível atingir a marca de 80 mil exames se não fosse essa força-tarefa e a dedicação dos servidores”” assinatura=”Fabiano Costa, gerente de Biologia Médica do Lacen” esquerda_direita_centro=”centro”] A equipe é formada por aproximadamente 50 servidores, que possibilitam ao Lacen funcionar 24 horas por dia, durante toda a semana. Mas, desde sexta-feira (7), em torno de 35 profissionais se comprometeram exclusivamente a zerar a fila. “Somente ontem [9] foram quase 2 mil exames liberados. Vários servidores se disponibilizaram a vir no fim de semana, fora de suas escalas e independentemente de carga horária contratual, com esse objetivo de zerar essas amostras represadas”, afirmou o gerente de Biologia Médica do Lacen-DF, Fabiano Costa. Equipe de Biologia Molecular realizou diagnósticos e desenvolveu técnica que possibilita aumentar média diária de exames RT-PCR | Foto: Agência Saúde Com os profissionais a postos, todos os equipamentos do Lacen-DF para testes ficaram direcionados no fim de semana para entregar os resultados dos exames de coronavírus pendentes. Assim, ao longo de três dias, quase 5 mil amostras foram liberadas. “Seria impossível atingir a marca de 80 mil exames se não fosse essa força-tarefa e a dedicação dos servidores”, agradeceu o gerente. Novo protocolo Além disso, o Lacen-DF também desenvolveu e aprimorou um novo protocolo de extração interno, para dar respostas mais céleres aos casos suspeitos de Covid-19. Tudo isso graças à equipe de Biologia Molecular, que, além de realizar o diagnóstico, desenvolveu a técnica que possibilitou aumentar a média diária de exames RT-PCR. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Neste protocolo, determinado volume do reagente de extração é pipetado (levado de um recipiente a outro) em placa de PCR, seguido da adição da amostra. Essa placa passa por uma etapa de variação de temperatura em termobloco e gelo, depois submetida à RT-PCR. Essa técnica permite um resultado mais rápido e com menor custo. Surgiu devido à alta demanda por testes para diagnosticar a Covid-19 e a dificuldade mundial em adquirir os kits para extração automatizada de ácidos nucleicos, que é etapa inicial do processo de detecção molecular do vírus Sars-CoV-2, essencial em exames do tipo RT-PCR. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Boletim de Pessoal – Agosto de 2020
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No Dia dos Pais, paciente na UTI ganha videochamada da família
Depois de nove dias internado com Covid-19, o paciente Jorge Eugênio de Carvalho, de 77 anos, recebeu neste domingo (9) um presente especial de Dia dos Pais. Poder ver toda sua família por uma videochamada feita por celular, graças à equipe de enfermagem que estava de plantão na UTI do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), onde faz tratamento. Confira a telechamada do paciente Jorge Eugênio com a família: /documents/d/guest/videochamada-paciente-covid-1-mp4 Ao aproveitar que o paciente tinha saído da sedação e estava mais disposto naquele momento, os profissionais de saúde decidiram fazer uma surpresa para Jorge e seus familiares. Ligaram no celular de sua filha para que todos pudessem se ver e interagir por um breve momento. “Ao me ligarem, falaram que iam dar um presente de Dia dos Pais. Quando vimos meu pai pelo celular foi uma emoção muito forte aqui em casa. Minha mãe, minha irmã e eu choramos e ficamos muito felizes”, contou, emocionada, a filha de Jorge, Tatiane Soares. “Como já tínhamos perdido um parente antes por causa dessa doença, estávamos todos sem chão. Vê-lo interagindo com a gente nos incentiva e dá esperança por uma situação melhor”, comenta. [Olho texto=”Tentamos ao máximo aproximar os pacientes das suas famílias, dentro dos limites impostos pela Covid-19.” assinatura=”Luciano Gomes, diretor do HRSam” esquerda_direita_centro=”esquerda”] A técnica de enfermagem Iranilda dos Reis foi uma das responsáveis por conseguir reduzir a distância e a saudade entre os familiares. Mas essa não foi a primeira vez que ela ajudou em uma ação semelhante. Na semana passada, fez uma videochamada entre um paciente com Covid-19 e seus seis filhos que estavam na Paraíba. Poucos dias depois, ele recebeu alta. “Creio que esse tipo de ação ajuda no tratamento dos pacientes. Eles ficam sedados, em coma induzido e sem ver a família por muito tempo. Quando acordam, não entendem direito o que está acontecendo, e por ser uma área restrita, acabam ficando distantes daqueles que mais amam. Ao verem a família, isso acaba ajudando muito pelo lado psicológico”, acredita Iranilda. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”centro”] Para a supervisora de Enfermagem da UTI do HRSam, Raquel Fonseca, a equipe do hospital compreendeu a apreensão dos familiares e sua necessidade de contato com os internados. Por isso, decidiu estabelecer essa ligação entre os parentes e pacientes. “Vemos o quanto isso é importante e quanto colabora na recuperação deles. Além de ser gratificante para a equipe”, ressalta. De acordo com o diretor do HRSam, Luciano Gomes, mais do que simplesmente atender os pacientes, é necessário um trabalho de humanização dos serviços de saúde, que passa por ações como manter esse vínculo familiar presente. “Tentamos ao máximo aproximar os pacientes das suas famílias, dentro dos limites impostos pela Covid-19. Sempre buscamos algum jeito deles conversarem e fazer essa ponte entre eles, porque esse contato ajuda na recuperação de todos, tanto dos pacientes como dos familiares que se sentem apreensivos”, pondera Luciano Gomes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia dos Pais: amor e saudade marcam profissionais na linha de frente
O Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), será diferente do ideal para alguns profissionais de saúde. Mesmo sendo um momento especial de comemoração e de passar o tempo com a família, muitos estão atuando agora na linha de frente contra a Covid-19, reforçando os atendimentos e fortalecendo os serviços de saúde em meio a uma pandemia global. É o caso do auxiliar de enfermagem Luzivan Gonçalves. Neste momento, ele está trabalhando no centro cirúrgico do Hospital Regional de Samambaia (HRSam), uma das unidades que tem atendido pacientes com coronavírus no Distrito Federal. De bem com a vida e alto-astral, o profissional de saúde enxerga isso como uma oportunidade de fazer o melhor pelo próximo. “Meus filhos até se surpreenderam quando eu disse que trabalharia no Dia dos Pais. Falei pra eles: graças a Deus o papai tem saúde e vai poder trabalhar, para poder fazer o melhor que eu puder. Como esse é meu trabalho, e eu quis isso, só tenho motivos para agradecer”, comenta. Descontraído e bem-humorado, Luzivan tenta mostrar aos seus filhos, Gabriel e Ana Júlia, a como encarar cada dia como uma verdadeira dádiva. “A vida é um presente, e vou receber esse presente trabalhando no Dia dos Pais, sem titubear. E quando acabar a tarefa, eu sei que vou voltar para me divertir com meus filhos, confraternizar e mostrar o quanto amo eles”, reforça. Saudade Já o enfermeiro Étrio Pereira, além de estar como supervisor da UTI do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), também tem dado suporte nos trabalhos do hospital modular anexo ao HRC. Para ele, neste Dia dos Pais, um sentimento resume esse momento: a saudade. “Desde que começou essa pandemia, meus filhos estão na casa dos avós maternos, em Minas Gerais. Como minha esposa trabalha no centro cirúrgico, decidimos que seria o melhor para eles. Não é fácil ficar longe da família, mas entendo que nesse momento crítico a sociedade precisa da gente. Temos que tentar ajudar”, explica o enfermeiro. Pai de Samuel, com oito anos, e do pequeno Josué, de dois anos, Étrio decidiu manter o distanciamento social como uma forma de garantir a segurança dos seus filhos. Enquanto isso se candidatou para ajudar nos trabalhos do hospital anexo depois que a unidade foi inaugurada. “É um serviço novo que abriu, e como tenho sete anos de Secretaria de Saúde, tento ajudar como eu posso. Temos que ver o lado da sociedade, que agora tem muitos pais que estão precisando do nosso suporte. Há um lado humano de cuidar do próximo e quero fazer a minha parte, apesar de eu estar longe da minha família por um breve período”, lembra. Futuro papai Enquanto uns profissionais de saúde já são pais, outros estão prestes a se tornar um, como o enfermeiro do HRC Júlio Arantes. Sua esposa, grávida de nove meses, deve dar a luz ainda em agosto. A mistura de ansiedade em se tornar papai com o ambiente imprevisível na linha de frente contra a Covid-19 tem sido um dos principais desafios da vida de Júlio. “É complicado. Lutamos contra um inimigo invisível, e fico preocupado com o que pode vir. Como tenho uma esposa grávida em casa, então o cuidado tem que ser redobrado, para não transmitir nada para ela”, disse Júlio. Contudo, como também integra o Corpo de Bombeiros, o enfermeiro reforça que o treinamento militar tem sido um aliado valioso para manter a estabilidade emocional. A preparação para situações extremas o tem ajudado a manter a serenidade nos momentos mais adversos. “Apesar da situação, posso dizer que estou tranquilo. Sinto que sou afortunado, porque já presenciei colegas em momento de dificuldade. Mas como estou na iminência de mudar minha vida, e dizem que ter um filho é sentir um amor inexplicável, estou mais ansioso para quando isso acontecer”, afirma o futuro papai de Cecília. *Com informações da Secretaria de Saúde
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