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Hospital de campanha ficará como legado para sistema prisional do DF

As escoltas para os hospitais vão diminuir e pequenos procedimentos médicos poderão ser feitos no local. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Após o cenário pandêmico atual cessar, o hospital de campanha que está sendo construído para atender internos acometidos pela Covid-19, ficará como legado para o sistema penitenciário local. Ou seja, a estrutura será utilizada para tratamentos, evitando, assim, escoltas hospitalares e ocupação em hospitais da rede pública de saúde. “Diariamente, precisamos fazer escoltas para hospitais. Com o hospital no próprio Complexo da Papuda, vamos reduzir o número de escoltas, podendo, assim, reduzir custos e direcionar os policiais penais para outras ações”, explicou o subsecretário do Sistema Penitenciário, Adval Cardoso. Segundo ele, pequenos procedimentos médicos poderão ser realizados no local. “De acordo com os médicos que atuam nas unidades prisionais, pequenas cirurgias poderão ser realizadas no hospital de campanha”, contou. Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, o delegado Anderson Torres, o modelo servirá como referência para o país. “Vamos aproveitar o espaço que está sendo construído numa crise e transformá-lo num modelo ideal, com mais segurança e rapidez no atendimento, o que servirá de modelo para outros estados”, explicou. O local onde o hospital está sendo construído era um campo de futebol. No início das obras, por conta das chuvas, toda a cobertura teve que ser retirada para que fosse feita outra estrutura, que será definitiva. Leitos De acordo com informações da Secretaria de Saúde, serão dez leitos de suporte avançado e 30 de enfermaria para a população carcerária com Covid-19. Ao todo, serão 900 metros quadrados de área construída. O espaço receberá contêineres que serão usados como estrutura para o hospital de campanha, que terá sistema de isolamento térmico e acústico, rede de fibra óptica, para se interligar ao sistema da Secretaria de Saúde, e, também, suportar as câmeras de vigilância. Tudo compatível com as condições de segurança do presídio e, ao mesmo tempo, em observância aos requisitos sanitários para atendimentos. “O compartilhamento de informações para garantia de segurança foi essencial para a concepção da obra”, disse Cardoso. *Com informações da Secretaria de Segurança

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Saúde investe R$ 20 milhões em equipamentos de proteção individual

Quantidade comprada é estimada para abastecer a rede por um período de aproximadamente seis meses | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde As unidades de saúde do DF receberão reforço no quantitativo de equipamentos de proteção individual (EPI). Devido à pandemia de Covid-19, a Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) investiu quase R$ 20 milhões na compra desses equipamentos essenciais no dia a dia dos trabalhadores. Todas as compras são feitas em atendimento às medidas que constam no Plano de Contingência para Epidemia da Doença pelo Coronavírus 2019 (Covid-19) do Distrito Federal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da Covid-19 e sua capacidade de maior transmissibilidade, o plano leva em consideração o enfrentamento da H1N1 como aumento de 30% de casos. Neste ano, ainda em março, a SES/DF iniciou sua campanha mais cedo para evitar complicações e transmissão em paralelo à Covid-19. A quantidade comprada é estimada para abastecer a rede por um período de aproximadamente seis meses. Ao todo são 51 milhões de itens que estarão disponíveis para a rede. Estão contemplados na compra os macacões de pulverização, protetor facial com viseira flexível, sapatilha descartável, macacão protetor para quimioterapia, touca hospitalar descartável, óculos de proteção individual antiembaçante, avental/capote cirúrgico estéril descartável, luva nitrílica para procedimento não cirúrgico, máscara de proteção respiratória (PFF2/N95), máscara cirúrgica descartável e luva de procedimento não estéril de látex. A instituição também receberá álcool em gel 70% frasco, com tampa acoplada 85 a 100 gramas. Subsecretário de Administração Geral, Iohan Struck, ressalta que todas as compras são feitas de forma responsável e atendendo a um período específico de pandemia, mas que segue todos os critérios estabelecidos por lei e quantitativo de compras calculados por métodos amplamente já validados por áreas de compra dos governos. “As compras são necessárias e essenciais para atender a população do Distrito Federal nesse momento de pandemia. Tudo que as áreas técnicas tem feito está dentro de um planejamento e plano de ação alinhados com a necessidade das áreas fins. Apesar de ser uma pandemia, possuímos estratégias e planos de enfrentamento de crise para atuar quando necessário. As ações não são pensadas no susto ou sem ter um parâmetro”, declarou. Todos os produtos deverão ser entregues com o Certificado de Registro do Produto em plena validade, inclusive para os itens importados, que deverão apresentar certificação da Anvisa. Ainda no processo de contratação, as empresas tiveram que encaminhar três amostras de cada item ofertado. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde aplica teste rápido em servidores da Central de Regulação

Na linha de frente no combate ao novo coronavírus, os servidores da Central de Regulação da Secretaria de Saúde foram testados para a Covid-19 nesta terça-feira (5). Nesse grupo estão os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Central de Transplantes, que têm contato direto com pacientes. Ao todo, 800 pessoas serão testadas. Todos os 441 testes realizados apresentaram resultado negativo. Foto: Geovana Albuquerque/Saúde-DF “É extremamente necessário testá-los pois eles lidam diariamente com pessoas que apresentam sintomas, com pacientes suspeitos, confirmados ou assintomáticas. O teste é simples, rápido e por drive-thru obedecendo todas as normas de segurança”, observa o diretor do Complexo Regulador, Petrus Sanchez. Segundo o diretor, será aberta uma segunda etapa da testagem para os servidores que não puderam comparecer, seja por compromissos pessoais e por estarem em serviço. “Montamos um posto médico para acompanhar os possíveis casos positivos que apareçam para que possamos dar a assistência aos servidores”, diz Sanchez. Famílias O condutor socorrista do Samu Welinson Menezes avalia que a testagem ocorrida nesta terça-feira traz segurança para ele, aos colegas, e aos familiares quando retornarem para suas casas. “Embora cercados de cuidados, usando equipamentos de proteção individual completos (gorro, capotes e máscaras), é importante fazer o teste para não levar a doença para quem mais amamos”, explica. Para o diretor do Samu, Alexandre Garcia, a ação da Secretaria de Saúde serve para ter uma noção do quanto os servidores estão expostos. “O teste dará uma ideia epidemiológica quanto aos cuidados que devemos tomar em relação ao uso dos equipamentos de proteção individual e da higienização das mãos”, completa. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Portaria do CBMDF regulamenta normas para construção de hospitais de campanha

A fim de regularizar normas para construção de unidades de atendimento médico de caráter temporário – ou hospitais de campanha – o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) publicou, nesta terça-feira (5), uma portaria com regras a serem seguidas. A medida será aplicada enquanto durar a pandemia de Covid-19. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Apesar de temporárias, as instalações deverão seguir medidas básicas de segurança contra incêndio e pânico, como extintores de incêndio, iluminação, sinalização e saídas de emergência e Plano de Prevenção Contra Incêndio e Pânico (PPCI). Mas outros itens, como chuveiros contra incêndio, hidrantes de paredes e detectores de fumaça, não serão obrigatórios. “Tendo em vista o caráter excepcional para construção deste tipo de unidade, que tem um tempo certo para funcionamento, os riscos são menores, não havendo aglomeração de pessoas, além de pacientes, médicos e equipes de saúde. Desta forma, com público e ambiente reduzidos, as regras podem ser adaptadas, pois a visualização do espaço como um todo é mais fácil”, explicou o chefe do Departamento de Segurança, coronel Claudio Góes. Ele explica ainda que, apesar da não exigência de alguns equipamentos, a segurança não é comprometida. “A própria estrutura não permitiria que hidrantes fossem acoplados às paredes, por exemplo. As adaptações são possíveis, mas a segurança permanece”, tranquiliza. As adequações também possibilita mais economia por parte do governo. “São ambientes que não serão permanentes. A portaria foi construída com base em normas já definidas em outros estados e também com a expertise da corporação, garantindo sempre a segurança dos usuários”, explicou o coronel Góes. Todas as informações – como área pavimentada, quantidade de leitos, tipo de material de construção ou de adaptação a ser utilizado, planta ou croqui das instalações constando destinação específica de cada ambiente, áreas de apoio, larguras dos corredores e portas, indicação da lotação por ambiente, áreas de espera e demais informações técnicas pertinentes – deverão ser apresentadas ao CBMDF. A corporação fará inspeção do cumprimento de todas as medidas. Também de acordo com a portaria, construções permanentes, utilizadas para instalação das unidades de atendimento médico de caráter temporário, como no caso do que está ocorrendo no estádio Mané Garrincha, não necessitam estar regularmente licenciadas pelo CBMDF para este fim especifico, podendo ser aproveitadas as estruturas já aprovadas pela corporação. No entanto, deverão apresentar medidas mitigadoras e Plano de Prevenção Contra Incêndio e Pânico (PPCI), devido às adaptações realizadas.   * Com informações da Secretaria de Segurança Pública 

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