Resultados da pesquisa

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Biotic lança edital em fluxo contínuo para atrair startups, empresas de tecnologia e instituições de inovação

A Biotic S.A., responsável pela gestão do Parque Tecnológico de Brasília, lançou na segunda-feira (26) o Edital de Chamamento Público nº 01/2026, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), destinado à seleção de startups, empresas de base tecnológica, instituições de pesquisa e organizações ligadas à inovação interessadas na ocupação de espaços do parque. A iniciativa contempla espaços físicos e institucionais do edifício de governança da Biotic e tem como objetivo fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e empreendedorismo do Distrito Federal, promover a conexão entre empresas e instituições e estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras. Inscrições em fluxo contínuo O chamamento será realizado em fluxo contínuo, permitindo que os interessados apresentem propostas e projetos técnicos a partir da publicação do edital. As propostas deverão ser encaminhadas para o e-mail credenciamento@bioticsa.com.br, acompanhadas da documentação exigida no edital.  Chamamento tem como alvo pessoas jurídicas públicas ou privadas que atuem no setor de ciência, tecnologia e inovação | Foto: Divulgação A análise técnica das propostas será realizada em até 60 dias após o recebimento da documentação. A aprovação final caberá à Diretoria Executiva da empresa. Quem pode participar [LEIA_TAMBEM]O chamamento é destinado a pessoas jurídicas públicas ou privadas que atuem no setor de ciência, tecnologia e inovação, incluindo startups, scale-ups, spin-offs, empresas de base tecnológica, instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), incubadoras, aceleradoras, hubs de inovação, living labs, venture builders e empresas-âncoras com programas estruturados de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A seleção considerará critérios como grau de inovação, maturidade tecnológica, potencial de impacto econômico, social e ambiental, capacidade técnica, governança e contribuição para o fortalecimento do ecossistema do Parque Tecnológico de Brasília. Também serão avaliados o potencial de cooperação com outros atores do setor e a capacidade de geração de valor científico, tecnológico, institucional e econômico. Parcerias e oportunidades de inovação As parcerias poderão contemplar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, cooperação técnica e compartilhamento de conhecimentos, conforme as condições estabelecidas no edital. A seleção das propostas não garante a ocupação dos espaços, que dependerá da disponibilidade, das aprovações internas e do cumprimento dos requisitos estabelecidos no edital. O chamamento também prevê procedimentos de governança, integridade, monitoramento e avaliação das parcerias, em conformidade com a legislação aplicável. A iniciativa integra as ações da Biotic voltadas para a articulação entre empresas, instituições de pesquisa e demais atores do ecossistema de inovação do Distrito Federal. Serviço → Edital: Chamamento Público nº 01/2026 – Seleção de ocupantes para os espaços do Parque Tecnológico de Brasília – Biotic S.A. → Publicação: 26 de outubro de 2026, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). → Prazo para apresentação de propostas: fluxo contínuo, a partir da publicação do edital. → Envio da documentação: credenciamento@bioticsa.com.br → Mais informações e edital completo: https://www.bioticsa.com.br/edital/676/  *Com informações do Biotic 

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Centro de Referência da Mulher Brasileira oferece cursos gratuitos 

Mulheres do Distrito Federal e do Entorno interessadas em ampliar a qualificação profissional já podem se inscrever no 10º ciclo de formações das unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB). Promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF) em parceria com a ação social Renascer, a iniciativa oferece 500 vagas gratuitas para os cursos de marketing digital, crochê e amigurumi, massagem – módulo II e empreendedorismo.  As inscrições seguem abertas até esta quinta-feira (29), e as aulas começam em 5 de novembro. As matrículas podem ser feitas presencialmente nas unidades do Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II ou por meio do formulário digital oficial. Cada unidade disponibiliza 125 vagas. Cada unidade do Centro de Referência da Mulher Brasileira oferece 125 vagas | Foto: Divulgação/SMDF “Toda mulher merece a oportunidade de acreditar em si mesma, descobrir seus talentos e construir um futuro com mais liberdade e independência”  Sueneide Melo, diretora-geral do CRMB e da Casa da Mãe Atípica “Esse é um passo importante para a qualificação profissional e a autonomia financeira das mulheres, que passam a ter mais oportunidades no mercado de trabalho”, pontua a secretária da Mulher, Jackeline Aguiar. “Os resultados alcançados demonstram a importância de investir em iniciativas que ofereçam formação gratuita e apoio para que cada mulher possa desenvolver suas habilidades e construir novas perspectivas para o futuro. O nosso compromisso é contribuir para que mais mulheres conquistem os seus sonhos e transformem as suas trajetórias.” Qualificação e independência Diretora-geral do CRMB e da Casa da Mãe Atípica, Sueneide Melo enfatiza: “Toda mulher merece a oportunidade de acreditar em si mesma, descobrir seus talentos e construir um futuro com mais liberdade e independência. Nos centros de referência da mulher brasileira, nossos cursos são mais do que uma qualificação profissional: são portas abertas para o recomeço, para a conquista da autonomia financeira e para a realização de sonhos. Queremos que cada mulher reconheça sua força e saiba que é capaz de transformar sua própria história”. Podem participar mulheres cisgênero e transgênero com 18 anos ou mais, além de adolescentes a partir de 16 anos, desde que sejam mães e apresentem comprovação. As formações são gratuitas e incluem material didático, lanche durante o intervalo, monitoria para crianças a partir de 3 anos e certificado de participação para quem cumprir os critérios de frequência e desempenho. Também é possível se inscrever em mais de uma modalidade, desde que não haja conflito entre os horários. A qualificação profissional oferecida pelos CRMBs já apresenta resultados. Ao longo dos oito ciclos, mais de 2.100 mulheres concluíram os cursos. De acordo com a coordenação das unidades, 83% das participantes já trabalham nas áreas em que receberam formação. Entre as participantes do 8º ciclo de capacitações está Joselita Pereira de Souza, de 49 anos, moradora do Riacho Fundo II. Após passar 12 anos afastada do mercado de trabalho por conta da maternidade, ela concluiu o curso de tranças e penteados afro e voltou a trabalhar neste ano. [LEIA_TAMBEM]“O curso de trança pra mim foi uma experiência muito boa”, relata. “Além de eu aprender uma profissão, ganhei conhecimento e confiança para conquistar minha independência financeira. É um serviço que não precisa de muito dinheiro para começar. Lá encontrei acolhimento, respeito e apoio dos profissionais.”. Além dos cursos, as unidades oferecem gratuitamente atendimento psicossocial, orientação jurídica, assistência social e enfermagem. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Faça sua inscrição por meio deste link.  Veja, abaixo, os endereços das unidades do CRMB. Todas funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.  Recanto das Emas Av. Buritis, Quadra 203, Lote 14 Telefones: (61) 3181-2665/ 3181-2666 Sol Nascente Trecho 2 – Quadra 100, Conjunto A, Lote SC1 – Pôr do Sol Telefones: (61) 3181-2255/ 3181-2660 São Sebastião Área Especial – AE 11, Centro de Múltiplas Atividades Telefones: (61) 3181-2661/ 3181-2662 Sobradinho II AE 6 Coer, Quadra 1, Setor Oeste Telefones: (61) 3181-2663/ 3181-2664.   *Com informações da Secretaria da Mulher

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PREGÃO ELETRÔNICO SRP nº. 22/2026

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Startup do Distrito Federal transforma o ensino de robótica e leva inovação a mais de 30 mil estudantes

Para programar, era preciso primeiro traduzir. Comandos, manuais e materiais de apoio estavam, em grande parte, em inglês, criando uma barreira para quem desejava dar os primeiros passos na robótica. Foi diante desse problema que um grupo de jovens de Brasília decidiu criar uma alternativa: uma ferramenta que permitisse programar placas Arduino utilizando comandos em português. O projeto, desenvolvido em 2017, parecia responder a uma dificuldade específica. Mas, ao chegar às escolas, revelou um desafio muito maior. Não bastava traduzir os comandos. Para colocar a robótica dentro da sala de aula, também eram necessários materiais didáticos, conteúdos organizados, formação de professores e atividades adequadas para cada idade. A partir dessa descoberta, aquela primeira ferramenta se transformou em uma empresa dedicada a aproximar crianças, jovens e professores da tecnologia. Hoje, a Br.ino já alcançou mais de 30 mil estudantes, capacitou mais de 600 educadores e estabeleceu parcerias com mais de 30 escolas de diferentes regiões do país. “A necessidade não era apenas por um robô ou por uma oficina, mas por um sistema completo de educação tecnológica”, resume o sócio-fundador da empresa, Victor Pacheco. A Br.ino já alcançou mais de 30 mil estudantes, capacitou mais de 600 educadores e estabeleceu parcerias com mais de 30 escolas de diferentes regiões do país | Foto: Divulgação   Da pergunta à invenção A Br.ino Robótica Educacional surgiu a partir do interesse de Gabriel Pacheco, Mateus Berardo, Giulia Fricke, Rafael Mascarenhas e Víctor Pacheco por programação, robótica e educação. Durante a formação do grupo, eles perceberam que aprender essas áreas no Brasil ainda era difícil para quem não dominava o inglês, não tinha acesso a equipamentos específicos ou não encontrava professores especializados. Um dos primeiros caminhos encontrados foi facilitar o uso do Arduino, uma placa eletrônica programável utilizada na criação de robôs, sensores e diferentes projetos de automação. Com os comandos em português, o primeiro contato com a programação se tornava mais simples. Mas o trabalho nas escolas mostrou que o idioma era apenas uma parte do problema. Algumas instituições até adquiriam equipamentos, mas encontravam dificuldades para utilizá-los de maneira contínua e integrada ao aprendizado. Foi então que a empresa passou a reunir, em uma mesma solução, equipamentos, livros, planos de aula, atividades e formação para os professores. Em vez de oferecer apenas uma oficina pontual, a proposta evoluiu para um programa que pudesse acompanhar os estudantes ao longo da vida escolar. O conteúdo muda de acordo com a idade. Nos primeiros anos, os alunos têm contato com a robótica por meio de histórias, brincadeiras e desafios. Conforme avançam, passam a desenvolver projetos envolvendo programação, automação e inteligência artificial. Na prática, eles deixam de apenas utilizar tecnologias criadas por outras pessoas.  “Os estudantes deixam de ocupar apenas uma posição de consumidores de tecnologia. Eles passam a planejar, montar, programar, testar, identificar erros e melhorar seus próprios projetos”, destaca Victor. Esse processo permite que o estudante acompanhe o resultado das próprias escolhas. Se o robô não executa o movimento esperado ou o projeto não funciona na primeira tentativa, é preciso investigar, corrigir e tentar novamente. O erro deixa de representar apenas uma falha e passa a fazer parte do aprendizado. Para os professores, a implantação inclui formação prática, planejamento, materiais de apoio e acompanhamento pedagógico. Dessa forma, não é necessário ser especialista em programação ou eletrônica para começar a trabalhar com os projetos. As atividades podem ser oferecidas durante o turno regular, integradas às disciplinas ou desenvolvidas em projetos interdisciplinares. No contraturno, podem assumir a forma de oficinas, cursos, clubes de robótica e equipes de competição. Entre as instituições parceiras estão o Centro Educacional Leonardo da Vinci, o Colégio Olimpo, a Escola Americana de Brasília, a Escola Canadense de Brasília, o Colégio Moraes Rêgo, o Marista Asa Sul e a Brasília International School. O objetivo não é formar programadores precocemente, mas ampliar o repertório tecnológico e mostrar que os estudantes também podem ocupar o papel de pesquisadores, engenheiros, inventores e empreendedores. Para atender instituições com realidades diferentes, a Br.ino organizou os conteúdos, os materiais e os processos de acompanhamento   Quando a ideia ganhou escala A transformação dos primeiros projetos em uma operação estruturada aconteceu aos poucos. As escolas começaram a renovar as parcerias, ampliar o programa para outras turmas e procurar a empresa para capacitar novos professores. Para atender instituições com realidades diferentes, a Br.ino organizou os conteúdos, os materiais e os processos de acompanhamento. Assim, a metodologia passou a ser aplicada em outras escolas sem perder a proposta que havia orientado a criação do projeto. Nesse percurso, a empresa participou do Start BSB — programa de startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) que auxilia negócios em diferentes etapas de desenvolvimento e crescimento — com o projeto “Br.ino, uma plataforma para o ensino de robótica”. Em 2021, a iniciativa foi selecionada para a terceira fase do programa, voltada à aceleração e à consolidação de empreendimentos. Naquele momento, a Br.ino tinha uma solução inicialmente testada e buscava estruturar o modelo de negócio, ampliar o mercado e transformar os primeiros projetos em uma operação capaz de alcançar um número maior de escolas. Mais tarde, a empresa foi selecionada no edital do Programa Tecnova III (2024) — iniciativa da FAPDF que apoia empresas no desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores — com o projeto “TechEdu: Metodologia para o Ensino de Robótica”, coordenado por Gabriel Rodrigues Pacheco. A iniciativa recebeu R$ 560 mil para um período de 12 meses. O apoio é destinado ao aperfeiçoamento dos kits, à produção e aos testes de materiais didáticos, à formação de professores e à aplicação da metodologia em ambientes escolares. Esse processo permite avaliar, por exemplo, se os equipamentos são fáceis de utilizar, se resistem à rotina das turmas e se as atividades despertam o envolvimento dos estudantes. Também ajuda a empresa a desenvolver e testar novas soluções antes de levá-las a mais escolas. Segundo a equipe, esse tipo de apoio é importante porque atividades de pesquisa e desenvolvimento exigem tempo, profissionais especializados, criação de protótipos e diferentes etapas de validação. Os próximos passos incluem a criação de novos kits nacionais de robótica e eletrônica e o desenvolvimento de plataformas digitais de apoio aos professores. Para o ensino médio, a empresa pretende ampliar os conteúdos relacionados à inteligência artificial, ciência de dados, desenvolvimento de jogos, automação e engenharia. A ideia que começou traduzindo comandos agora busca fazer outro tipo de tradução: aproximar tecnologias que parecem complexas da realidade de professores e estudantes.   *Com informações da FAPDF

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