Como manter o peso após suspender o uso de caneta emagrecedora
As canetas emagrecedoras podem auxiliar no controle da fome, aumentar a saciedade e favorecer a perda de peso durante o tratamento da obesidade. Após a suspensão da medicação, porém, esses efeitos tendem a diminuir, e o retorno do apetite pode favorecer a retomada do peso. Especialistas alertam que a interrupção do tratamento deve ser planejada e acompanhada por profissionais de saúde para reduzir esse risco. Segundo a endocrinologista Tatiana Wanderley, do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a obesidade é uma doença crônica que envolve alterações nos mecanismos responsáveis pela regulação da fome e da saciedade. Por isso, o organismo de quem convive com a doença pode reagir de forma mais intensa à retirada da medicação. "Esses pacientes costumam sentir mais fome e menos saciedade. Quando a medicação é retirada, existe uma tendência importante ao reganho de peso, principalmente se não foram fortalecidas outras estratégias, como a mudança do estilo de vida, a relação com a comida e o cuidado com a saúde emocional", explica. A médica acrescenta que o próprio organismo ativa mecanismos de adaptação após a perda de peso, tentando retornar ao peso anterior. No caso de pessoas com obesidade, essa resposta pode ser ainda mais intensa. O objetivo do acompanhamento após o uso das canetas é minimizar a ocorrência de pequenas oscilações de peso e evitar que o paciente retorne ao peso anterior | Foto: Divulgação Mudança começa durante o tratamento A preparação para manter o peso não deve começar apenas quando a medicação é suspensa. A nutricionista Giovanna Menezes, do Hospital de Base, destaca que o período de tratamento deve ser aproveitado para construir hábitos que permaneçam mesmo após a redução dos efeitos do medicamento. "O medicamento deve ser encarado como um facilitador da mudança de comportamento, criando uma oportunidade para estabelecer hábitos alimentares saudáveis, uma rotina de exercícios e estratégias para lidar com a fome, a ansiedade e as situações do dia a dia", orienta. Quanto mais consolidados estiverem esses hábitos, maiores serão as chances de manter os resultados. Entre as principais medidas estão organizar os horários das refeições, evitar longos períodos de jejum, reconhecer os sinais de fome e saciedade e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Retirada deve ser individualizada Não existe uma regra única para suspender as canetas emagrecedoras. De acordo com Tatiana, a decisão deve ser tomada em conjunto pelo paciente e pela equipe de saúde, considerando a evolução e as necessidades de cada caso. "É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso" Giovanna Menezes, nutricionista do Hospital de Base "A tendência é que o tratamento seja mantido por longo prazo, por se tratar de uma doença crônica. Quando houver a decisão de suspender, é importante avaliar junto com o paciente e, de maneira geral, fazer a retirada aos poucos", esclarece. Em alguns casos, pode ser necessário manter a medicação continuamente ou adotar uma estratégia de manutenção. A interrupção por conta própria, além de favorecer o retorno do apetite, pode dificultar o controle do peso e aumentar o risco do chamado efeito sanfona. Efeito sanfona altera a composição corporal A alternância entre perder e recuperar peso também pode comprometer a composição corporal. Tatiana explica que, durante o emagrecimento, é possível perder gordura e massa muscular. Já no reganho, quando não há alimentação adequada e treinamento de força, a tendência é recuperar principalmente gordura. "Ficar emagrecendo e engordando repetidamente pode alterar a constituição metabólica do organismo. A pessoa perde músculos e recupera mais gordura, o que prejudica o metabolismo e aumenta a resistência à insulina e a predisposição a problemas cardiovasculares", alerta. A médica ressalta que pequenas oscilações são esperadas após a suspensão da medicação. O objetivo do acompanhamento é minimizar esse reganho e evitar que o paciente retorne ao peso anterior. Alimentação ajuda no controle da fome Durante a transição, a alimentação deve permanecer equilibrada e adaptada às necessidades individuais. Proteínas, fibras e alimentos menos processados ajudam a prolongar a saciedade e controlar a ingestão de calorias. As proteínas também contribuem para preservar a massa muscular, enquanto as fibras retardam o esvaziamento gástrico e auxiliam no controle da glicemia. Frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais estão entre os alimentos que podem fazer parte da rotina. "É importante adaptar a alimentação ao retorno gradual do apetite sem recorrer a excessos. O planejamento das refeições e a constância fazem muita diferença na manutenção do peso", destaca Giovanna. Dietas muito restritivas após pequenas alterações na balança devem ser evitadas. Segundo a nutricionista, essas estratégias podem aumentar a fome, dificultar a adesão ao tratamento e favorecer episódios de compulsão alimentar. Cuidado vai além da alimentação A prática regular de atividade física, especialmente exercícios de força, ajuda a preservar a massa muscular e o gasto energético. Sono de qualidade, hidratação adequada, controle do estresse e acompanhamento da saúde emocional também contribuem para manter os resultados. Segundo Giovanna, o peso deve ser acompanhado sem obsessão, e pequenas oscilações não podem ser encaradas como um fracasso. "O foco deve estar na consistência dos hábitos, e não na busca por resultados perfeitos. O objetivo é construir um estilo de vida que permita manter a saúde e o peso de forma sustentável a longo prazo", observa. Quem utiliza canetas emagrecedoras não deve reduzir a dose nem interromper o tratamento por conta própria. A orientação é procurar o profissional responsável pelo acompanhamento. Em caso de dúvidas ou necessidade de avaliação, a unidade básica de saúde (UBS) é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
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Canais aceitam denúncias de tráfico de pessoas no DF
O tráfico de pessoas é um crime que viola direitos humanos e pode ocorrer para fins de exploração sexual, trabalho em condição análoga à escravidão, adoção ilegal, remoção de órgãos, entre outras formas de exploração. Diante de qualquer suspeita, é fundamental denunciar. No Distrito Federal, a população conta com canais específicos para registrar denúncias, solicitar orientações e buscar ajuda. As informações recebidas contribuem para a identificação de possíveis vítimas e para o encaminhamento dos casos aos órgãos competentes. Como denunciar ou pedir ajuda: * Por este e-mail * Pelo telefone: (61) 2244-1232 Canal da Gerência de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Apoio ao Migrante (Getpam) destinado ao recebimento de denúncias, esclarecimento de dúvidas e orientações sobre tráfico de pessoas. Também é possível utilizar os canais nacionais: * Disque 100 – para denúncias de violações de direitos humanos; * Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, que também recebe denúncias e encaminha casos relacionados ao tráfico de pessoas. Fique atento aos sinais: Alguns indícios podem indicar situações de tráfico de pessoas, como: * promessas de emprego com condições pouco claras ou vantagens excessivas; * retenção de documentos pessoais; * restrição da liberdade de ir e vir; * situações de exploração, violência ou ameaças; * aliciamento para viagens ou trabalhos sem informações confiáveis. Ao identificar qualquer situação suspeita, não se omita. A denúncia é um importante instrumento para proteger vítimas e combater esse tipo de crime.
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DF-010: GDF investe R$ 28,8 milhões em via que conecta Scia e SMU
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Nesta segunda-feira (27/07), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou de uma visita técnica às obras da DF-010, via que conecta o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (Scia) e o Setor Militar Urbano (SMU). A nova rota beneficiará cerca de 30 mil pessoas diariamente e recebeu investimento de R$ 28,8 milhões. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagens do Distrito Federal (DER-DF), por meio da interligação de duas rodovias importantes como a Epia (DF-003) e a Estrutural (DF-095), o objetivo da obra é criar uma rota de fuga para a Cidade do Automóvel e para o Scia, que, atualmente, dispõe de apenas uma entrada e saída. Há também a expectativa de desafogar o trânsito da região ao lado do viaduto Ayrton Senna e da Rodoferroviária. Celina Leão lembra que a obra é um pedido antigo dos comerciantes da Cidade do Automóvel | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “São 7 km de obra, com mais de R$ 28 milhões investidos, já com ciclovia. Este é um pedido antigo da Cidade do Automóvel, onde atuei ainda quando deputada federal. Agora, estamos fazendo essa obra e, em menos de dois meses, ela será entregue”, comentou a chefe do Executivo. Para o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Junior, a região atendida pela nova rota de tráfego irá arrefecer fluxos intensos de veículos em vias de ligação de áreas importantes do Distrito Federal. “[Esta via] dá uma nova alternativa para o cidadão poder passar. Hoje, existe um trecho muito saturado na Epia, entre a antiga rodoferroviária e o viaduto Ayrton Senna. Com essa via de ligação, você tira os veículos que querem vir da área norte e acessar Taguatinga, Ceilândia e Brazlândia. Já no sentido inverso, você tira por essa nova ligação, desobstruindo a região ali do viaduto, da rodoferroviária, que é uma rodovia bastante saturada”, explicou. De acordo com o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos do Distrito Federal (Agenciauto), José Neto Rodrigues, a construção da via irá solucionar um gargalo de fluxo de veículos na região, sobretudo em horários de pico. “[Esta obra] não vai beneficiar apenas a Cidade do Automóvel, mas todo o DF. Para pessoas que saem da área norte chegar aqui na hora da inversão da Estrutural é confuso. [Atualmente] só tem o SIA Techo 17, que não é uma via preparada para receber todo esse fluxo de carros”, comentou, celebrando a nova alternativa de trânsito.
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Ceilândia terá fornecimento de energia interrompido nesta segunda-feira (3)
Nesta segunda-feira (3/8), o fornecimento de energia será interrompido em áreas de Ceilândia, das 9h às 15h, para a execução de serviços de melhoria e modernização da rede elétrica. O desligamento afetará a QNO 17, Conjunto B, lotes 31 e 32, e a QNO 17, Conjunto C, lotes 1, 5, 6, 7, 8, 9, 10 e 11. A interrupção é necessária para garantir a segurança dos profissionais e da população durante a execução dos trabalhos. Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer a interrupção de energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.
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