Como saber se você tem direito ao Cartão Gás no DF
Famílias de baixa renda do Distrito Federal podem receber o benefício do Cartão Gás, que repassa R$ 100 a cada dois meses para a compra de botijão de gás de cozinha de 13 quilos. Atualmente, cerca de 70 mil famílias são atendidas pelo programa na capital. Não existe inscrição específica para participar do programa. A seleção é feita automaticamente com base nas informações registradas no Cadastro Único (CadÚnico). Por isso, manter os dados atualizados é fundamental para que a família possa ser considerada elegível. Podem receber o benefício famílias inscritas no CadÚnico que residam no Distrito Federal, tenham renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa e tenham informado no cadastro que parte da renda é comprometida com a compra do gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no botijão de cozinha. Também é necessário que o responsável familiar tenha pelo menos 16 anos e CPF informado no Cadastro Único. Não podem participar do programa pessoas em situação de rua nem famílias acolhidas em instituições coletivas. A análise para concessão do benefício é feita com base nas informações do Cadastro Único | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Caso o número de famílias aptas seja maior do que os recursos disponíveis, a prioridade é dada nesta ordem: às famílias monoparentais chefiadas por mulheres com crianças de até 6 anos; famílias com crianças nessa faixa etária; famílias com pessoas com deficiência; e famílias com idosos. Cadastro atualizado Como a concessão ocorre automaticamente, não é preciso procurar um órgão público para solicitar o Cartão Gás. A análise considera exclusivamente as informações declaradas no Cadastro Único. Por isso, é importante verificar se estão corretos o CPF do responsável familiar, a composição da família, o endereço de residência no Distrito Federal, a renda e a informação de que há comprometimento da renda com a compra do botijão de gás. A ausência dessa declaração ou do CPF do responsável impede a concessão do benefício. Como saber se você foi contemplado A consulta para verificar se a família foi contemplada pode ser feita pelo Sistema de Cadastro Socioeconômico, clicando aqui. Basta informar o CPF e a data de nascimento do responsável familiar. O sistema informa se o benefício foi concedido e indica a agência bancária onde o cartão estará disponível para retirada. A relação de beneficiários costuma ser divulgada na semana em que ocorre o pagamento. O cartão é emitido em nome do responsável familiar e encaminhado, preferencialmente, para uma agência próxima ao endereço registrado no Cadastro Único. Após a disponibilização, ele deve ser retirado em até 120 dias. Valor e regras do benefício O crédito é de R$ 100, liberado a cada dois meses, e pode ser utilizado exclusivamente para a compra de botijão de gás de cozinha de 13 quilos em estabelecimentos credenciados. O auxílio não possui prazo determinado para encerramento. A família permanece recebendo o benefício enquanto continuar atendendo aos critérios estabelecidos pelo programa. O Cartão Gás pode ser cancelado caso não seja retirado dentro do prazo de 120 dias, seja identificado recebimento indevido por diferentes integrantes da mesma família ou residência; ou sejam constatadas informações falsas ou uso de meios ilícitos para ingressar ou permanecer no programa. Passo a passo para participar ⇒ Estar inscrito e manter atualizado o Cadastro Único; ⇒ Conferir se o CPF do responsável familiar, renda, composição familiar e endereço no DF estão corretos; ⇒ Declarar no cadastro que parte da renda é destinada à compra do botijão de gás; ⇒ Aguardar a seleção automática; ⇒ Consultar o resultado no Sistema de Cadastro Socioeconômico do BRB com CPF e data de nascimento do responsável familiar; ⇒ Caso seja contemplado, retirar o cartão na agência indicada em até 120 dias; ⇒ Utilizar o crédito de R$ 100, liberado a cada dois meses, exclusivamente para a compra de botijão de gás de 13 quilos. Em caso de dúvidas, a pessoa pode buscar atendimento pelo site oficial; pela Central 156; pela Ouvidoria, no telefone 162; ou por este portal.
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Jornada da Mulher Trabalhadora: 198 alunas concluem cursos em Ceilândia
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quando entrou no curso de extensão de cílios, a professora Denise Dantas de Souza Pinto, de 40 anos, pensava em aprender a técnica para atender as duas filhas e reduzir uma despesa familiar. Ao concluir a formação, decidiu montar com uma delas, que também participou do projeto, um estúdio em casa e buscar as primeiras clientes entre as amigas das jovens. Cerimônia de formatura reuniu as alunas, familiares e equipes do curso na Praça da Bíblia, em Ceilândia | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “É por isso que cursos como este são tão importantes: eles qualificam as mulheres e dão oportunidades para que tenham trabalho, emprego e renda, possam sair de uma situação de violência e ter uma segunda chance” Governadora Celina Leão Denise esteve entre as 198 alunas que receberam, nesta sexta-feira (17), os certificados do projeto Jornada da Mulher Trabalhadora. A cerimônia, na Praça da Bíblia, em Ceilândia, contou com a presença da governadora Celina Leão. Durante o evento, a governadora defendeu que a qualificação profissional integre as políticas de proteção às mulheres: “É por isso que cursos como este são tão importantes: eles qualificam as mulheres e dão oportunidades para que tenham trabalho, emprego e renda, possam sair de uma situação de violência e ter uma segunda chance”. Cursos O edital destinou 210 vagas a Ceilândia, divididas igualmente entre as três modalidades. Cada uma teve turmas nos turnos matutino e vespertino, com até 35 participantes. Após a seleção inicial, um novo chamamento abriu 106 vagas que ainda não haviam sido preenchidas. Planaltina recebeu outras 210 oportunidades, totalizando 420 nas duas regiões administrativas. Para obter o certificado, as participantes precisavam cumprir pelo menos 75% da carga horária e ter o aproveitamento validado por avaliações teóricas e práticas. A seleção exigia idade mínima de 16 anos e residência no Distrito Federal, com preferência para mulheres de Ceilândia e Planaltina em situação de vulnerabilidade social, desempregadas ou trabalhadoras informais. Recém-formada, Denise Pinto conta que enfrentou jornada intensa durante a capacitação: “Os afazeres de casa ficavam esperando enquanto eu me dedicava ao curso” A rotina de Denise ficou mais intensa depois do início das aulas, e a terceira semana concentrou o momento mais difícil. “Olhei para minha filha e falei: ‘Não quero ir mais, estou cansada’”, lembra ela. “Os afazeres de casa ficavam esperando enquanto eu me dedicava ao curso. Ela e a professora me incentivaram a continuar. Valeu a pena demais”. Superação Ludilene Rodrigues concluiu o terceiro curso pelo projeto: “Tudo ficou diferente: minha autoestima, meu jeito de me comunicar e minha renda. Hoje incentivo outras mulheres a continuar, porque a independência emocional e financeira faz diferença” Para Ludilene Rodrigues, 37, o desafio teve outra dimensão. Dona de casa e mãe de três filhos, ela, que mora longe do local das aulas, precisou arcar com as passagens e reorganizar os horários e os cuidados com as crianças para frequentar a turma de alongamento de unhas. “Eu dizia que não conseguia, e a professora segurava a minha mão: ‘Você consegue, só precisa tentar mais um pouco’”, relata. “Eu não sabia que tinha talento; ela encontrou isso em mim e foi me moldando.” Antes do fim das aulas, ela recebeu de outra profissional a oferta de um local para trabalhar. “Já tenho clientes; agora preciso comprar o material para começar nesse espaço”, comemora. A formação atual foi a terceira concluída por Ludilene. Em 2022, ela fez o curso de trancista e passou a atuar na área. No ano seguinte, estudou maquiagem. “Tudo ficou diferente: minha autoestima, meu jeito de me comunicar e minha renda. Hoje incentivo outras mulheres a continuar, porque a independência emocional e financeira faz diferença”, ressalta.
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Secretaria de Saúde detalha apuração de óbitos em hospitais da rede pública do DF
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Durante coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (16), a Secretaria de Saúde (SES-DF) detalhou as informações e as providências administrativas sobre os recentes óbitos ocorridos nas unidades de saúde da rede pública. Logo na abertura da coletiva, os gestores da pasta prestaram solidariedade aos familiares das vítimas e reafirmaram o compromisso de investigar cada ocorrência com o máximo rigor. A equipe técnica da SES-DF apresentou o detalhamento das apurações preliminares de cada caso. Veja abaixo. Caso no Hospital Regional de Samambaia (paciente de 36 anos) A paciente de 36 anos deu entrada na unidade em trabalho de parto, que foi induzido com o consentimento dela e de seu acompanhante. Contudo, após o nascimento do bebê, foi constatada uma atonia uterina — uma complicação grave em que o músculo do útero não se contrai para estancar o sangramento do local onde a placenta estava fixada. A equipe médica de plantão acionou imediatamente todos os protocolos de emergência preconizados, incluindo a realização de uma histerectomia (retirada cirúrgica do útero) na tentativa de conter a hemorragia, mas, infelizmente, o quadro não pôde ser revertido. Caso no Hospital Regional de Samambaia (paciente de 25 anos) A equipe técnica da SES-DF apresentou o detalhamento das apurações preliminares dos casos | Foto: Divulgação/SES-DF A paciente de 25 anos deu entrada no hospital em trabalho de parto que, após sucessivas avaliações clínicas e monitoramento constante, evoluiu inicialmente sem sinais de alerta. No entanto, a ocorrência de um sangramento nasal (epistaxe) acendeu o alerta da equipe, que deu início imediato à investigação de um possível distúrbio sistêmico de coagulação — uma condição grave, de difícil diagnóstico em exames de pré-natal convencionais. Apesar de a equipe médica ter empregado todos os protocolos de terapia intensiva e suporte cabíveis para reverter o quadro, a paciente sofreu uma hemorragia pós-parto e não resistiu. Caso da bebê de 5 meses (transferência de Planaltina) Sobre o falecimento da bebê de cinco meses ocorrido durante a transferência do Hospital Regional de Planaltina (HRPL) para o Hospital da Criança de Brasília (HCB), a SES-DF informou a abertura imediata de um processo de apuração para investigar a conduta no transporte. A paciente, que havia nascido prematura tardia e já utilizava oxigênio domiciliar, deu entrada no HRPL com um quadro suspeito de bronquiolite e precisou ser intubada. As apurações preliminares apontam que, durante o transporte de urgência realizado por uma empresa terceirizada contratada pelo Estado, houve o desprendimento acidental do tubo de ventilação mecânica (extubação). A SES-DF reforçou que, caso as investigações comprovem imperícia ou negligência na prestação do serviço de transporte, serão tomadas todas as sanções administrativas e legais cabíveis, incluindo a imediata rescisão do contrato com a empresa prestadora. Protocolos de atendimento A gestão da SES-DF destacou que a rede pública do Distrito Federal segue rigorosamente as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, que priorizam o parto normal humanizado como o método mais seguro. Contudo, a pasta frisou que a indicação e a realização de cesarianas de emergência devem ocorrer prontamente em qualquer situação onde as equipes médicas identifiquem riscos à integridade física e à vida da mãe ou do bebê. Os gestores pontuaram que o Hospital Regional de Samambaia apresenta, historicamente, um índice de excelência e segurança obstétrica muito consolidado: em 2024, foram realizados mais de 3,3 mil partos na unidade, registrando-se apenas um óbito materno. Já em 2025, foram realizados mais de 3,4 mil partos no hospital, com nenhum registro de óbito materno. A Secretaria de Saúde reitera que o objetivo prioritário das investigações em curso é garantir que esse padrão histórico de excelência e segurança no atendimento obstétrico seja rigorosamente mantido e assegurado a toda a população do Distrito Federal.
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Novos beneficiários do DF Social têm até o dia 26/7 para abrir conta no BRB
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Foram selecionadas 1.514 novas famílias beneficiárias do programa DF Social para abrirem a conta no Banco de Brasília (BRB) e terem acesso ao auxílio mensal de R$ 150. Para garantir o recebimento do próximo pagamento, é necessário que o cidadão tenha a conta social (não se trata de uma conta bancária comum) aberta até as 18h do dia 26 de julho. Aqueles que não abrirem conta no prazo estabelecido vão ter que aguardar nova contemplação. A abertura da conta social deve ser realizada pelo aplicativo BRB Mobile. Para saber se foi contemplado, o cidadão deve fazer a consulta no site GDF Social e confirmar se está entre os beneficiários. No portal, em “Consulta DF Social”, é necessário informar CPF e data de nascimento do responsável familiar, conforme declarado no Cadastro Único. Após esse procedimento, aparece mensagem na tela informando se a pessoa está ou não na lista de contemplados. O DF Social é o programa de transferência de renda do Governo do Distrito Federal (GDF) que concede R$ 150 mensais às famílias de baixa renda residentes no Distrito Federal. Têm direito ao benefício os grupos com renda per capita de até meio salário mínimo inscritos no Cadastro Único, entre outros critérios. A contemplação é feita por meio de seleção automática, cruzando critérios do programa com os cadastros únicos. O crédito de R$ 150 é disponibilizado pelo BRB sempre no primeiro dia útil de cada mês, a partir das 18h. *Com informações da Sedes-DF
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