GDF investe R$ 3 milhões em centro especializado no atendimento de estudantes com TEA
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Frequentar uma sala de aula pode ser uma atividade simples para muitas crianças. Mas nem sempre é assim. Pensando no acolhimento a meninos e meninas com transtorno do espectro autista (TEA), o Governo do Distrito Federal (GDF) criou um espaço onde eles poderão ter acesso a suporte pedagógico com profissionais especializados que poderão levar o conhecimento com linguagem mais adequada e com estímulos sensoriais específicos para cada caso. Eles entram e aprendem em um mundo de texturas, sons e até cheiros. O primeiro Centro de Referência Especializado para Atendimento aos Estudantes com Transtorno de Espectro Autista (Centro TEA) vai funcionar em Taguatinga Norte, no antigo prédio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Foram R$ 3 milhões de investimento com capacidade para atender 260 crianças por mês. Foram R$ 3 milhões de investimento, com capacidade para atender 260 crianças por mês, no primeiro Centro de Referência Especializado para Atendimento aos Estudantes com Transtorno de Espectro Autista (Centro TEA) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr O espaço apresenta ao aluno mais de 1.800 experiências sensoriais que permitirão a ele reconhecer frutas pelo cheiro, fenômenos da natureza, como chuva, tempestade e um dia ensolarado, pelos sons e cores, e muito mais. Isso tudo com um simples toque em um botão. As salas de aula também são equipadas com o que há de mais avançado na pedagogia. Tudo voltado para auxiliar o aprendizado. São equipamentos que estimulam todos os sentidos do estudante. Por meio de telas e texturas, eles vão aprender as diferenças entre os objetos, vão reconhecer os brinquedos. Tudo muito lúdico, mas sempre com a preocupação prioritária de ensinar, de inserir o aluno com TEA na sociedade. A tecnologia também estará presente em mesas interativas e sistemas integrados às atividades pedagógicas. Esses recursos permitirão trabalhar conteúdos e habilidades de forma lúdica e participativa, ampliando as possibilidades de interação das crianças com o conhecimento. São equipamentos que estimulam todos os sentidos do estudante. Por meio de telas e texturas, eles vão aprender as diferenças entre o liso e o áspero, o redondo e o quadrado, por exemplo. Sempre com a preocupação prioritária de ensinar, de inserir o aluno com TEA na sociedade. O centro tem o objetivo de oferecer suporte pedagógico especializado a alunos da rede pública, promover assessoramento técnico às instituições educacionais de formação continuada, apoio às famílias, produção de conhecimento, desenvolvimento de tecnologias educacionais e articulação interinstitucional. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou de uma visita técnica ao espaço na manhã desta quinta-feira (22/10). “Isso aqui é um sonho que nasceu de muitos diálogos com mães que não tinham os recursos adequados para cuidar dessas crianças e muitos profissionais de educação. A ideia é ter um centro em cada cidade. A gente quis trazer o que há de mais moderno, o que há de melhor no mundo. Essa é a nossa filosofia de governo: entregar o que há de melhor para a população. O Estado tem que entregar um serviço de qualidade e um espaço de qualidade”, afirmou a governadora, mencionando que o próximo centro será em Samambaia. "A ideia é ter um centro em cada cidade. A gente quis trazer o que há de mais moderno, o que há de melhor no mundo" Governadora Celina Leão O projeto do Centro Especializado, que conta com a cooperação de entidades ligadas ao tema, é da Secretaria de Educação, por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral. A implantação do espaço busca descentralizar os serviços de apoio à educação inclusiva, beneficiando estudantes da própria região administrativa e de localidades próximas. A unidade vai oferecer atendimento educacional especializado, complementar ao ensino regular, com atividades voltadas para comunicação, socialização, aprendizagem e autonomia dos estudantes. A partir de novembro, serão iniciadas as tratativas para os critérios de atendimento individualizado dos estudantes, respeitando os respectivos turnos de escolarização. Para o secretário de Educação, Thiago Peixoto, o destaque inicial do novo Centro TEA é a estrutura do espaço, sem precedentes no país. De acordo com ele, o local é uma “solução estruturada” a um problema que cresce em todo o mundo: a incapacidade de atender adequadamente pessoas com TEA. “Essa criança precisa desse atendimento especial, de apoio à escola, com olhar na aprendizagem de habilidades que, se ela não for estimulada no seu dia a dia, ela não vai desenvolver. Imagine que são crianças que têm potencial, mas que não são estimuladas. Aqui a gente vai conseguir fazer isso. Esse espaço vai atender em torno de 260 crianças, mas nós temos um universo muito grande a cobrir ainda. É um projeto inicial que vai ganhar uma escala muito grande e vai ser exemplo para o país”, explicou o chefe da pasta da Educação. O espaço oferecerá Atendimento Educacional Especializado, complementar ao ensino regular, com atividades voltadas para comunicação, socialização, aprendizagem e autonomia dos estudantes O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, afirmou que o Centro TEA será mais um equipamento público disponível para lidar com essa pauta transversal. Segundo ele, existe uma demanda de 13 mil crianças por atendimento especializado, e esse modelo de centro surge como modelo complementar à linha de cuidado e de tratamento. “O Distrito Federal entra na vanguarda dessa transversalidade e tenho certeza de que essas crianças e famílias vão ter um tratamento mais humanizado e uma equipe para ajustar o plano terapêutico, buscando sempre uma melhoria cognitiva e uma alta do serviço”, afirmou Lacerda. Segundo o secretário da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, Willian da Cunha, as pessoas com deficiência — ele inclui-se entre elas em função da deficiência visual que tem — estão “em ascensão” no Distrito Federal, com maior representatividade na estrutura governamental. “Sair de uma Coordenação de Pessoa com Deficiência para uma Secretaria de Estado não é simples. Isso é visibilidade, é garantia de dignidade para as pessoas. O trabalho em conjunto do GDF tem proporcionado uma vida melhor para as pessoas com deficiência”, comentou. Em outro momento, afirmou que o novo Centro TEA vai se comportar como um complemento ao ensino de crianças do espectro. “Esse espaço vai servir como contraturno para atender essas crianças. Ou seja: ela vai para a escola e vem para cá para ter um reforço especializado. É mais uma entrega que garante dignidade, acolhe a família e, sem dúvida, o Governo do Distrito Federal vai servir de modelo”, completou. "O Centro TEA vai atender várias demandas, como, por exemplo, esporte, lazer, informática, além de ensinar os pais a preparar uma boa alimentação para as crianças" Ezequias Pereira, administrador regional de Taguatinga O administrador regional de Taguatinga, Ezequias Pereira, ressaltou a importância de ter um centro de referência na região para apoio a crianças e jovens com TEA. “Isso é muito importante, porque o Centro TEA vai atender várias demandas, como, por exemplo, esporte, lazer, informática, além de ensinar os pais a preparar uma boa alimentação para as crianças; enfim, vai ser um centro de apoio muito importante, tanto para o aluno, quanto para os pais e para os professores da nossa Secretaria de Educação”, comentou.
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Dia do educador social é marcado por homenagem e reflexão
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) realizou na quarta-feira (21/10) um evento em homenagem aos educadores sociais que atuam nos 16 Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cecons) do Distrito Federal. O encontro, realizado em alusão ao Dia Nacional do Educador Social, celebrado em 19 de setembro, reuniu 66 servidores no auditório do Espaço Sedes Colab, na 515 Norte. A programação contou com um momento dedicado ao autocuidado, incluindo uma sessão de respiração guiada, seguida pela apresentação de histórias do cotidiano de trabalho, contadas por meio de um show de stand-up promovido pelos próprios educadores. O encerramento teve a palestra de Mallon Aragão, coordenador do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que abordou o papel do serviço no cenário nacional e detalhou as iniciativas do governo federal. Dia do Educador teve palestra, sessão de respiração guiada e apresentação de histórias do cotidiano de trabalho, entre outras atividades | Foto: Divulgação “O educador social tem grande importância em nossa secretaria, pois desempenha atividades que promovem o protagonismo e o pertencimento social de públicos de diferentes idades” Rafael Rodrigues, secretário substituto de Desenvolvimento Social O secretário substituto de Desenvolvimento Social, Rafael Rodrigues, destacou o papel desenvolvido pela categoria. “O educador social tem grande importância em nossa secretaria, pois desempenha atividades que promovem o protagonismo e o pertencimento social de públicos de diferentes idades”, disse. "Trata-se não apenas de celebrar a profissão, mas de reconhecer quem fortalece essa caminhada. O educador social é fundamental para a atuação do SCFV. É ele quem está na ponta todos os dias, acompanhando e fortalecendo vínculos com as famílias", destacou Mallon Aragão, coordenador do MDS. Ao todo, a Sedes conta com 185 educadores sociais atuando no serviço de convivência, nos Centros de Referência e de Referência Especializado de Assistência Social (Cras/Creas) e nas unidades de gestão da pasta — sendo 101 mulheres (54,6%) e 84 homens (45,4%). Ampliando oportunidades Educadora social do Cecon Brazlândia, Daniele Nunes, fez questão de participar da homenagem realizada na Sedes. “O papel do educador social é atuar junto a pessoas que, muitas vezes, estiveram à margem da sociedade e não tiveram acesso a todas as oportunidades pela educação formal. É promover a cidadania, reconhecer a humanidade de cada pessoa e ampliar horizontes, garantindo o acesso aos direitos”, destacou. Pedagoga de formação, Daniele atua há 17 anos na área e ressalta o aprendizado contínuo da profissão. “Percebo que aprendo um pouco mais a cada dia. Aproveitamos os conhecimentos prévios dos usuários para construir, juntos, um território mais seguro, feliz e garantidor de direitos para todos”, destaca. O Dia Nacional do Educador Social é comemorado em 19 de setembro. A data foi oficializada no Brasil pela Lei nº 13.580/2017, em homenagem ao nascimento de Paulo Freire, patrono da educação brasileira. Como funciona O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos não é contraturno escolar ou espaços de recreação isolados. Previsto no Sistema Único de Assistência Social (Suas), o serviço é ofertado no Distrito Federal por meio de 16 Cecons — unidades públicas geridas pela Sedes. Crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos participam por meio de encaminhamento dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) durante o atendimento socioassistencial às famílias. Na prática, o SCFV opera por meio de atividades coletivas em grupos que estimulam a convivência, o sentimento de pertencimento, a participação social e a criação de laços. O trabalho é complementar à assistência social realizada junto às famílias nos Cras. As ações são planejadas com base na realidade de cada território e nos interesses dos usuários, incluindo oficinas culturais, artísticas e esportivas, dinâmicas lúdicas, rodas de conversa e ações educativas sobre direitos e cidadania. Além disso, o trabalho é organizado em percursos com eixos norteadores. O primeiro, "Eu Comigo", desenvolve competências pessoais para relações interpessoais. Depois, "Eu com Quem Cuida de Mim" prioriza a formação entre cuidadores, permitindo que transmitam habilidades às crianças. "Eu com os Outros" foca em competências relacionais para interações além da criança-cuidador, como comunicação e empatia. Por fim, "Eu com a Cidade" amplia a noção de direitos e deveres, reforçando cidadania e habilidades interpessoais. *Com informações da Sedes-DF
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Dia Mundial de Combate à Poliomielite reforça a importância da vacinação infantil
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Neste sábado (24/10), Dia Mundial de Combate à Poliomielite, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de manter a vacinação das crianças em dia. A vacina é oferecida gratuitamente durante todo o ano na rede pública e protege contra a doença, que pode causar paralisia permanente. Pais e responsáveis devem levar a criança e a caderneta de vacinação a uma sala de vacina para verificar as doses recebidas e atualizar o esquema. Quem não tiver o documento também pode procurar o serviço para verificar a situação vacinal. Quando vacinar O esquema tem cinco doses: aos 2, 4 e 6 meses de idade, com o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo aos 4 anos. Esse último reforço passou a integrar o calendário nacional em 3 de agosto de 2026. Pais e responsáveis por crianças de 4 anos que ainda não receberam o segundo reforço devem procurar uma sala de vacinação. Não é necessário repetir essa dose quando a criança já completou as três doses iniciais e os dois reforços, com a vacina injetável ou oral. Desde novembro de 2024, o Brasil utiliza exclusivamente a vacina inativada poliomielite (VIP), injetável. A vacina oral, conhecida como “gotinha”, deixou de ser aplicada. Pais e responsáveis devem levar a criança e a caderneta de vacinação a uma sala de vacina para verificar as doses recebidas e atualizar o esquema | Foto: Divulgação Proteção em todos os territórios A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, não tem cura. Embora o Brasil não registre casos causados pelo poliovírus selvagem desde 1989, a circulação em outros países mantém o risco de reintrodução e a necessidade de vacinar as crianças. A meta do Ministério da Saúde é vacinar pelo menos 95% do público-alvo. A gerente-substituta da Rede de Frio Central da SES-DF, Laís de Morais, explica que manter a cobertura elevada é essencial para evitar a volta de doenças já controladas, como a poliomielite e o sarampo. A proteção deve alcançar a população de todos os territórios, evitando a concentração de crianças não vacinadas ou com doses em atraso. Onde se vacinar A vacina está disponível nas mais de 136 salas de vacina do DF, nas unidades básicas de saúde (UBSs), além de outros pontos de atendimento e ações de vacinação fora das unidades. Confira os locais e horários de vacinação no site da SES-DF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Contrato Nº 01/2020 – Ref. 2026
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