Período de seca exige atenção redobrada contra carrapatos
Com a seca, no período entre maio e setembro, os carrapatos encontram condições favoráveis para completar o ciclo de vida, exigindo mais atenção em trilhas, parques e áreas de vegetação. Diante desse cenário, especialista da Secretaria de Saúde (SES-DF) orienta a população sobre medidas simples para reduzir o risco de contato com o aracnídeo. Como não há vacina contra a febre maculosa, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta e, se isso não for possível, usar roupas claras, que facilitem a visualização de carrapatos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo. Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria” Camila Cibeli, bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF “É nessa época de baixa umidade, que os ovos dos carrapatos secam e eclodem, dando origem às larvas e às ninfas, fases iniciais do ciclo de vida que antecedem a fase adulta”, explica a bióloga da Diretoria de Vigilância Ambiental da SES-DF, Camila Cibeli. Prevenção Os carrapatos de importância médica estão associados principalmente à presença de capivaras e cavalos. Os aracnídeos são encontrados com mais frequência em trilhas, margens de lagos, parques e outros locais onde animais de maior porte circulam. Não há vacina contra a febre maculosa, doença infecciosa transmitida pelo carrapato contaminado. Por isso, a principal forma de prevenção é evitar áreas com vegetação alta. Quando isso não for possível, recomenda-se usar roupas claras, que facilitem a visualização dos aracnídeos. “Prefira roupas que cubram a maior parte do corpo, como calças compridas e blusas de manga longa”, orienta Cibeli. A bióloga aconselha, ainda, verificar o corpo a cada uma ou duas horas. “Dessa forma, é possível identificar e remover o carrapato antes que haja tempo suficiente para a transmissão da bactéria." [LEIA_TAMBEM] Caso encontre um carrapato preso ao corpo, a recomendação é removê-lo com uma pinça, puxando de forma firme e contínua. Não aperte nem esmague o aracnídeo. Em seguida, lave o local da picada com água e sabão ou álcool. Os cuidados com os animais de estimação também devem ser mantidos, pois são possíveis hospedeiros de carrapatos. Febre maculosa Entre 2016 e 2025, o DF notificou 391 casos suspeitos de febre maculosa, todos descartados. Desde o início da série histórica, em 2007, não há registro na capital de casos confirmados da forma brasileira da doença. Ainda assim, a SES-DF mantém vigilância contínua para identificar ocorrências suspeitas e investigar a possível circulação de patógenos. Transmissão A bactéria da febre maculosa é transmitida para humanos por meio da saliva do carrapato liberada na corrente sanguínea. Para isso, o aracnídeo precisa permanecer grudado à pele de quatro a seis horas. Os sintomas costumam surgir entre o segundo e o décimo quarto dia após a infecção. A doença não é passada de pessoa para pessoa. Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dor muscular constante. Também é possível ocorrer inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e plantas dos pés e paralisia dos membros que pode evoluir das pernas até os pulmões, causando parada respiratória. Tratamento Ao apresentar os primeiros sintomas, a pessoa deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Diante da suspeita clínica, o tratamento com antibiótico pode ser iniciado antes mesmo da confirmação laboratorial, já que as chances de cura são maiores quando a doença é tratada precocemente. A confirmação da febre maculosa é feita por exame sorológico em dois momentos: o primeiro na suspeita clínica e o segundo após 15 dias. A comparação dos resultados permite confirmar a infecção. Os casos suspeitos devem ser notificados às autoridades de saúde em até 24 horas. *Com informações da SES-DF
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Entidades se reúnem para alinhar etapas da regularização fundiária de condomínios
A Terracap reuniu, nesta quinta-feira (2), representantes das áreas de regularização de interesse específico (Arines) que possuem Termos de Compromisso firmados com a companhia para apresentar o andamento dos processos, alinhar as próximas etapas da regularização fundiária e esclarecer dúvidas das entidades representativas dos moradores. Atualmente, a Terracap mantém 14 Termos de Compromisso celebrados com condomínios e associações de moradores. Grande parte dos processos já está em estágio avançado, aproximando essas comunidades da etapa de venda direta dos terrenos aos ocupantes. Diretor técnico da Terracap, Carlos Leal, lembrou que o processo de regularização se dá por etapas | Foto: Divulgação/Terracap Durante o encontro, o diretor técnico da Terracap, Carlos Leal, explicou que a regularização ocorre em etapas. Inicialmente, são desenvolvidos os estudos urbanísticos, o licenciamento ambiental e os projetos de infraestrutura. Após a aprovação pelos órgãos competentes, a emissão das licenças ambientais e o registro cartorial do parcelamento do solo, a Terracap inicia os procedimentos internos para a venda direta dos imóveis aos moradores. Transparência [LEIA_TAMBEM]Segundo o diretor, além do acompanhamento técnico, a Terracap também tem investido em iniciativas para ampliar a transparência e aproximar os moradores do processo. “Desde 2020, celebramos Termos de Compromisso com condomínios e associações e desenvolvemos ações para aproximar os moradores da regularização”, lembrou o gestor. “Entre elas estão placas informativas com QR Code, que permitem acompanhar o andamento dos processos e identificar a entidade responsável pela interlocução com a Terracap”. Essa modalidade de regularização, prevista na Lei Federal nº 13.465/2017, permite que os próprios condomínios assumam os custos da elaboração e execução projetos de urbanismo, infraestrutura e aqueles relacionados ao licenciamento ambiental, como drenagem pluvial, esgotamento sanitário, abastecimento água potável, energia elétrica, pavimentação, entre outros, além de estudos ambientais. “As famílias já vivem nessas áreas e realizaram investimentos ao longo dos anos. A regularização garante tranquilidade e representa a concretização do direito à moradia” Nilo Gonsalves, administrador do Condomínio Villages Alvorada Para Maria José Feitosa Andrade, consultora da Estância Quintas da Alvorada, no Jardim Botânico, a aprovação do novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) eliminou entraves que dificultavam o andamento de alguns processos e abriu caminho para uma tramitação mais ágil. “Estamos bastante animados”, disse. “Essa reunião esclarece muitas dúvidas e orienta os representantes sobre onde buscar informações”. Acompanhamento Nilo Gonsalves, administrador do Condomínio Villages Alvorada, ressaltou que o diálogo contínuo permite solucionar questões técnicas com mais rapidez. “Essa relação facilita o esclarecimento das questões técnicas e fortalece o trabalho conjunto para que possamos avançar na regularização”, apontou. “As famílias já vivem nessas áreas e realizaram investimentos ao longo dos anos. A regularização garante tranquilidade e representa a concretização do direito à moradia”. Representando o Privê I – Quadra 3, Lindalva Ferreira também avaliou a reunião como um marco para as entidades que aderiram ao programa: “Essa reunião mostra que o trabalho é sério. Dá mais segurança aos moradores e fortalece a parceria com a Terracap. Isso nos motiva a seguir em frente, porque percebemos que a companhia atua como parceira na construção da regularização”. Além das apresentações técnicas, a reunião foi dedicada ao acompanhamento individual dos processos e à escuta das demandas de cada entidade, reforçando a parceria entre a Terracap e as comunidades envolvidas. *Com informações da Terracap *Com informações da Terracap
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Escola da Natureza celebra 30 anos de educação ambiental no DF
Em meio ao concreto e à rotina da cidade, um espaço cercado pelo verde, pelo canto dos pássaros e pela sombra das árvores segue formando gerações de estudantes da rede pública do Distrito Federal. A Escola da Natureza, unidade da Secretaria de Educação (SEEDF), localizada no Parque da Cidade, celebrou 30 anos de atuação com uma programação que reuniu atividades culturais, plantio de árvores e o reencontro de educadoras que participaram da criação da escola. Inaugurada em 1996 e institucionalizada no ano seguinte, a Escola da Natureza foi a primeira unidade de educação ambiental da rede pública do Distrito Federal e permanece como referência na área. O espaço reúne estufas, hortas, minhocário, banheiro seco e o Jardim de Cheiros, onde estudantes vivenciam experiências ligadas à biodiversidade, à sustentabilidade e à preservação do Cerrado. Ao longo do ano, a Escola da Natureza recebe entre 2.500 e 3.000 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Integrante da unidade desde 2008, Lucrécia Silva assumiu a direção em 2024 e destaca que a escola amplia o olhar de estudantes e educadores sobre a relação com o meio ambiente: “Aqui na escola, as crianças têm a oportunidade de vivenciar o que elas não vivenciam no dia a dia, tendo contato com a natureza, animais, aprendem sobre o cerrado, conservação do meio ambiente, respeito aos animais e à diversidade, fazem plantios de sementes e tem uma alimentação saudável. Elas vêm para cá para aprender e respeitar as diversidades ecológica e cultural. Educação ambiental é uma pauta que mexe muito com o emocional da gente. A gente trabalha com amor e carinho”. “Aqui na escola, as crianças têm a oportunidade de vivenciar o que elas não vivenciam no dia a dia, tendo contato com a natureza, animais, aprendem sobre o cerrado, conservação do meio ambiente, respeito aos animais e à diversidade” Lucrécia Silva, diretora da Escola da Natureza A comemoração contou com bate-papo entre professoras pioneiras, plantio de cinco árvores, pintura coletiva com as digitais dos servidores e apresentação da Corporação Musical Liese Beatriz, formada por 38 estudantes do Centro Educacional 01 do Itapoã. Vera Catalão, Iracema de Paula, Edna Guimarães e Maria da Paixão Oliveira foram algumas das pioneiras da escola. Vera explicou como a escola evoluiu e lembrou que educação ambiental ainda é necessária para reforçar a importância do consumo consciente, da qualidade de vida e das mudanças climáticas. Ao longo do ano, a Escola da Natureza recebe entre 2.500 e 3.000 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública. A unidade também promove cursos para professores e oficinas voltadas a diferentes áreas da Secretaria de Educação, ampliando o alcance das ações de educação ambiental desenvolvidas no espaço. Uma das idealizadoras da escola, em 1.996, Vera Catalão (a esquerda) e a atual gestora, Lucrécia Silva (a direita) [LEIA_TAMBEM]O coordenador de escolas de Natureza Especial e representante da Coordenação Regional de Ensino do Plano Piloto, professor Valentim Cordeiro, destacou a relevância das crianças aprenderem sobre a natureza. “A importância da Escola da Natureza extrapola a rede pública, ela tem uma importância crucial para as pessoas e crianças entenderem que elas fazem parte da natureza. Não é a pessoa aqui e a natureza lá. Nós somos parte de todo esse sistema. Essa escola tem o poder de fazer com que as crianças percebam isso para que no futuro elas promovam um mundo melhor, em harmonia com a natureza.” A professora da Escola da Natureza, Elizabeth Parente, reforçou a importância de trabalhar com projetos. “Ano passado nós abordamos o conteúdo sobre o Cerrado. Este ano, nós estamos trabalhando a questão da ancestralidade, da floresta, dos nossos avós, trabalhar esse contato da criança com os familiares mais idosos e as histórias que eles têm para contar”. Três décadas depois de sua criação, a Escola da Natureza segue como uma referência da educação ambiental na rede pública do Distrito Federal. Ao integrar teoria e vivências ao ar livre, a unidade contribui para formar estudantes mais conscientes da preservação do meio ambiente e fortalece a relação entre educação, sustentabilidade e cidadania. *Com informações da SEEDF
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Detran-DF suspende perfis nas redes sociais durante o período eleitoral
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