Fiscalização registra 433 infrações de trânsito no fim de semana
Entre sexta-feira (8) e domingo (10), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou ações de fiscalização em nove regiões do DF e flagrou 433 infrações de trânsito. Durante as operações, foram realizados 1.056 testes de etilômetro, que resultaram em 92 autuações por condução de veículo após o consumo de bebida alcoólica. Os agentes autuaram ainda 39 condutores por não possuírem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entre eles, candidatos à obtenção da CNH que foram dirigindo até o local da prova prática do Detran, em Taguatinga. Também foram autuados 13 motoristas por conduzir veículo com o escapamento irregular, dois com o direito de dirigir suspenso e 287 por infrações diversas. As operações fazem parte do calendário do Maio Amarelo | Foto: Divulgação/Detran-DF As operações ocorreram em Águas Claras, Asa Norte, Asa Sul, Fercal, Gama, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo e Taguatinga. As ações de policiamento e fiscalização integram a programação do Maio Amarelo, movimento internacional voltado à conscientização da segurança viária e à redução de sinistros no trânsito. *Com informações do Detran-DF
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Oficina no Hospital Regional de Ceilândia ensina cuidados com recém-nascidos
Com o objetivo de transformar aprendizado teórico em experiência prática, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) promove, todo terceiro sábado do mês, uma oficina de cuidados com bebês recém-nascidos. A iniciativa prepara, de forma didática, futuras mães, pais e acompanhantes para os primeiros dias de vida do bebê. Oficina no HRC transforma o aprendizado teórico em experiência prática e acolhedora para futuras mães e acompanhantes | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde Conduzida por enfermeiros e residentes do Programa Multiprofissional em Neonatologia e Enfermagem Obstétrica da Secretaria de Saúde (SES-DF), a oficina aborda desde a importância de um pré-natal bem assistido até os detalhes que envolvem a chegada da criança. Durante o encontro, são transmitidas orientações essenciais sobre banho, troca de fraldas adequada, vacinação e cuidados específicos com o coto umbilical. “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade” Raquel Diógenes, enfermeira obstetra “O objetivo é aproximar a comunidade do hospital e também aperfeiçoar o cuidado dessa criança que está sendo gerada, que futuramente será um usuário da nossa unidade”, explica a enfermeira obstetra e tutora da residência, Raquel Diógenes, idealizadora da atividade no Centro Obstétrico do HRC. Simulação realística O diferencial da oficina é a metodologia de simulação realística. Sob a supervisão de preceptores e residentes, os participantes são convidados a praticar os cuidados aprendidos utilizando bonecos que simulam recém-nascidos. “Orientamos como são realizados os cuidados na prática. As famílias participam ativamente, o que ajuda a sanar dúvidas muito comuns, especialmente entre as mães de primeira viagem”, destaca a enfermeira residente Larissa Pinheiro, que ministrou o curso. Conduzida por enfermeiros e residentes do HRC, oficina aborda a importância de um pré-natal bem assistido e detalhes da chegada do bebê O convite para a oficina não se restringe apenas às gestantes. O programa incentiva a presença dos pais e de toda a rede de apoio — avós, tios e amigos que terão contato direto com o bebê. Como forma de incentivo e suporte, os participantes recebem também brindes oferecidos por parceiros da rede, como kits de roupinhas, mantas e acessórios de higiene. Oficinas de cuidados com o recém-nascido Quando: todo terceiro sábado do mês Horário: 9h às 12h Local: auditório da Pediatria do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia de campo apresenta novas tecnologias e reforça potencial da cafeicultura no Distrito Federal
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Semana começa com mais de mil vagas abertas nas agências do trabalhador
As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 1.096 oportunidades profissionais abertas nesta segunda-feira (11). O maior salário encontrado é de R$ 3.542,51 em duas vagas para chefe de serviço de limpeza, sem local fixo de atuação. Em relação à demanda, o setor de serviços é o que mais busca por novos funcionários. Empregadores oferecem 190 vagas para estoquista, 190 para operador de caixa, 146 para repositor de mercadorias, 65 para açougueiro, 65 para fiscal de prevenção de perdas, 60 para operador de empilhadeira, 40 para montador e 40 para atendente e auxiliar de alimentação. Os postos estão distribuídos em diversas regiões administrativas, com salários a partir de R$ 1.621. Todos oferecem benefícios. Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das chances do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram. Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@se. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
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Com prêmios de até R$ 1 milhão, sorteio do Nota Legal será dia 20 de maio
Faltam apenas dez dias para o primeiro sorteio de 2026 do Nota Legal. No próximo dia 20, à tarde, em transmissão ao vivo no canal da Secretaria de Economia (Seec-DF) no YouTube, o Governo do Distrito Federal sorteará 12,6 mil bilhetes dos mais de 85,1 milhões gerados por cupons fiscais emitidos (limitados a 200 por mês por contribuinte) entre 1º de maio de 2025 e 31 de outubro do mesmo ano. Estão habilitados a participar exatos 1.648.250 contribuintes que costumam exigir a inclusão dos seus CPFs nas compras. O primeiro sorteio eletrônico distribuirá novamente R$ 3,5 milhões em dinheiro, já com os impostos recolhidos. O prêmio principal é de R$ 1 milhão. Os valores dos prêmios são integrais, descontado o imposto de renda sobre eles incidente. A premiação terá como base os cinco primeiros números premiados do concurso da Loteria Federal do dia 16 de maio. O resultado será divulgado por meio da internet, no site endereço eletrônico www.notalegal.df.gov.br. Arte: Divulgação/Seec-DF Para saber se você está apto a participar ou para consultar seus bilhetes, basta acessar o site do programa, entrar com dados previamente cadastrados na área restrita e ir até a opção "Sorteios". Em seguida, o interessado deve clicar no link Sorteio Eletrônico PNL - 1º semestre de 2026. O sistema avisa automaticamente se o consumidor/contribuinte está apto ou não. [LEIA_TAMBEM]Pleno crescimento O programa Nota Legal tem um crescimento constante na quantidade de participantes. O sorteio deste mês, em relação ao último do ano passado, em novembro, registrou um acréscimo de 130.072 contribuintes. Esse hábito do consumidor brasiliense é sintoma da consolidação da chamada cidadania fiscal, na qual o contribuinte, ao pedir a nota, verifica indiretamente se as empresas locais estão pagando regularmente seus impostos. No último sorteio de 2025, realizado em 18 de novembro, o grande ganhador (levando um R$ 1 milhão) foi um morador de Taguatinga Norte, que fez uma compra de apenas R$ 145,37 num supermercado do Polo JK, em Santa Maria. O programa também garantiu R$ 200 mil a um morador da Vila Estrutural que pediu a nota em uma clínica odontológica e para outro do Setor de Mansões Mestre D´Armas, em Planaltina. *Com informações da Seec-DF
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Modernização hídrica amplia capacidade produtiva do Núcleo Rural Veredas
O Governo do Distrito Federal (GDF) entregou, neste sábado (9), mais uma etapa do projeto de modernização da infraestrutura hídrica rural no Núcleo Rural Veredas, na região do Rio Preto, em Planaltina. A iniciativa atende a uma demanda histórica dos produtores locais, que aguardavam há mais de uma década por melhorias no sistema de irrigação. Os investimentos visam fortalecer a segurança hídrica e ampliar a capacidade produtiva do local, conhecido pela produção de hortaliças e frutas e pela criação de animais. Nessa fase, foram implantados 3,5 quilômetros de canais de irrigação tubulados e instalados dez tanques lonados, beneficiando diretamente dez propriedades e 13 famílias de produtores rurais. Rafael Bueno: "Esse projeto garante água para os produtores, promove sustentabilidade ambiental e econômica e beneficia diretamente mais de 20 famílias rurais" | Foto: Divulgação/Seagri-DF Com a nova entrega, o total de reservatórios implantados no Rio Preto chega a 100 unidades. Cada tanque possui capacidade para armazenar até 450 mil litros de água, garantindo maior regularidade no abastecimento das propriedades rurais. Além disso, já foram construídos 11 quilômetros de canais de irrigação na região, beneficiando, ao todo, 247 propriedades e cerca de 300 famílias. Segundo o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, Rafael Bueno, a obra representa mais um avanço das políticas públicas voltadas para a sustentabilidade e para o fortalecimento da produção rural. “Esse projeto garante água para os produtores, promove sustentabilidade ambiental e econômica e beneficia diretamente mais de 20 famílias rurais aqui na região do Rio Preto”, afirmou. Rafael Bueno destacou, ainda, que a iniciativa é resultado da parceria entre Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Agência Reguladora de águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) e Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF). Segundo ele, além de garantir água para irrigação, o projeto impulsiona a piscicultura e amplia a produção de alimentos destinados à merenda escolar. “É um trabalho estratégico que fortalece o campo, gera desenvolvimento sustentável e melhora a qualidade de vida dos produtores rurais do Distrito Federal”, concluiu. "Famílias que já não conseguiam mais produzir por falta de água voltam agora a ter condições de cultivar hortaliças e frutas com qualidade" Cleison Duval, presidente da Emater-DF O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou que a ação devolve condições de produção para famílias que já enfrentavam dificuldades por falta de água. “Famílias que já não conseguiam mais produzir por falta de água voltam agora a ter condições de cultivar hortaliças e frutas com qualidade”, destacou. Segundo ele, a revitalização dos canais e a implantação dos reservatórios contribuem para a preservação ambiental e para o aproveitamento sustentável dos recursos hídricos da região. “Estamos falando de preservação da água, um dos bens mais valiosos para a produção agrícola e para a vida. Além da irrigação, os reservatórios também começam a impulsionar a produção de tilápias, fortalecendo o abastecimento da rede pública e ampliando as oportunidades para os produtores rurais”, afirmou. Para o produtor rural Cláudio Podgorski, um dos beneficiados pela iniciativa, a chegada da água representa uma transformação para a produção agrícola local. “Hoje temos água para fortalecer a hortifruticultura, ampliar a irrigação e também desenvolver a piscicultura, que começa a crescer aqui na região”, disse. [LEIA_TAMBEM]O projeto integra um acordo de cooperação técnica (ACT) que prevê a revitalização de 16,5 quilômetros de canais de irrigação e a construção de 247 tanques lonados com aplicação de geomembrana. Até o momento, já foram revitalizados 11 quilômetros de canais — cerca de 60% das metas previstas — e instalados 102 tanques lonados, o equivalente a aproximadamente 41% do total planejado. A iniciativa é resultado da parceria entre Seagri, CBHSF, Agência de Bacia Hidrográfica Peixe Vivo (APV), Adasa e Emater-DF. *Com informações da Seagri-DF
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Governadora inaugura reservatórios de água em Sobradinho
Mais de 355 mil de pessoas serão beneficiadas com os novos reservatórios de água tratada de Sobradinho, inaugurados neste sábado (9), pela governadora Celina Leão. As obras da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) receberam investimento de R$ 21,9 milhões e vão garantir água limpa e de qualidade para moradores das cidades Sobradinho II, Itapoã, Paranoá e de condomínios nessas regiões. Durante a solenidade, a chefe do Executivo assinou duas ordens de serviço, autorizando mais obras de infraestrutura: a implantação de nova adutora para compor o Sistema de Abastecimento de Água Norte e a construção de rede de captação de águas pluviais no Condomínio Vivendas Bela Vista, no Grande Colorado, em Sobradinho II. Celina Leão reforçou que o planejamento já pensa no crescimento futuro da região | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “Nós não estamos fazendo um planejamento somente para esse momento. É um planejamento de futuro também, prevendo o crescimento da cidade”, afirmou. “O cidadão pode viver sem muita coisa, mas sem água ele não vive. Então, nós temos orgulho de a nossa Caesb ser uma das melhores companhias do Brasil. Antes a população sofria muito, principalmente o comércio, porque tinha que escolher que dia ia abrir, porque um restaurante sem água não funciona, uma academia sem água não funciona. E nós mudamos tudo isso com investimento.” Capazes de armazenar 8 milhões de litros de água no total, os novos reservatórios integram o Sistema de Abastecimento de Água Norte, complexo que vai reforçar o abastecimento em diferentes regiões do Distrito Federal. Luis Antônio Reis explicou que a água passa pelos novos reservatórios e segue para outros existentes Segundo o presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, a água passa pelos novos reservatórios e segue para outras estruturas já existentes. “Essa água vai distribuir aqui pela BR-020, vai interligar com o outro reservatório que nós já temos aqui na região dos condomínios e vai chegar até a Fercal com essa distribuição de todo esse sistema”, explicou. O presidente acrescentou que a obra gerou a interligação entre os sistemas Paranoá e Sobradinho, permitindo aliviar a demanda sobre o sistema Pipiripau, responsável pelo abastecimento de Planaltina. “Quando a gente interliga o sistema Paranoá com o sistema de Sobradinho, diminui a pressão no sistema Pipiripau. É como se eu estivesse dando uma folga para Planaltina”, explicou. Com obras autorizadas pela governadora, a Adutora Taquari 031 será mais uma parte importante no Sistema de Abastecimento de Água Norte. Segundo a Caesb, a estrutura receberá investimento na ordem de R$ 6,1 milhões, enquanto a construção da tubulação deve mobilizar aporte de R$ 9 milhões. Serão implantados 4,9 km de adutora de água tratada em tubulação de ferro fundido com diâmetro de 600 mm. Esta adutora deriva da adutora Taquari 030 e leva a água tratada até a região do Itapoã e Paranoá. Mais obras Também neste sábado (9), a governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para a construção da rede de captação de águas pluviais no Condomínio Vivendas Bela Vista, no Grande Colorado, em Sobradinho II. Com investimento superior a R$ 10 milhões, a obra vai beneficiar mais de 2,3 mil pessoas que residem no complexo habitacional, com mais segurança e conforto, sobretudo no período de chuvas. Os serviços serão executados por empresa contratada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Cada lote terá uma caixa de infiltração para captar a água do telhado e do terreno. Esse volume será direcionado para caixas intermediárias ao longo das ruas, até o ponto final do sistema, onde será absorvido pelo solo O objetivo é promover a retenção e infiltração da água dentro do próprio empreendimento, que ocupa uma área de cerca de 100 hectares, com 19 conjuntos habitacionais e 719 lotes residenciais. Como a área é cercada por outros dois condomínios, não é permitido escoar a água para fora. Por isso, cada lote terá uma caixa de infiltração para captar a água do telhado e do terreno. Esse volume será direcionado para caixas intermediárias ao longo das ruas, até o ponto final do sistema, onde será absorvido pelo solo. A solução é mais sustentável e evita o escoamento para áreas externas. Atualmente, o sistema de drenagem do condomínio funciona de forma precária, com bocas de lobo dispersas e pontos improvisados de infiltração das águas pluviais. Com o novo sistema de drenagem para captação e escoamento do volume, a expectativa é reduzir alagamentos, erosões e danos provocados pelo escoamento superficial durante o período chuvoso. Altair Alves Costa comemora as obras; "É um complemento depois da regularização da nossa área" | Foto: Paulo H. Costa/Agência Brasília O presidente da comissão de obras do condomínio e morador há 15 anos, Altair Alves Costa, relata que a falta de drenagem sempre trouxe transtornos aos moradores, especialmente no período chuvoso. “Sem a rede adequada, o asfalto das vias era danificado com frequência. Além disso, as casas que ficam na parte de baixo sofrem com alagamentos, já que a água escoava em direção à reserva e, em alguns pontos, o entupimento das passagens acabava direcionando o volume para dentro das casas”, explica. “Essa obra é um complemento depois da regularização da nossa área”, finaliza. *Colaborou Karol Ribeiro, da Agência Brasília
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Governadora Celina Leão autoriza obra de mais de R$ 7 milhões para nova UBS em Sobradinho
Moradores da Vila Rabelo, em Sobradinho, terão atendimento de saúde mais próximo de casa com a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Neste sábado (9), a governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para o início das obras da unidade, que terá investimento de mais de R$ 7,1 milhões. Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou que a nova unidade vai garantir atendimento mais perto de casa para os moradores da comunidade, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões de Sobradinho. Celina Leão: "Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão" | Foto: Renato Alves/Agência Brasília “É uma demanda muito antiga que nós estamos atendendo, que é a atenção primária. Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. Por isso, demos essa ordem de serviço aqui. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão”, afirmou Celina Leão. A UBS será construída na Quadra 01, Área Especial 01, na comunidade Vila Rabelo, seguindo o modelo UBS Modular Tipo I. A estrutura terá capacidade para atender até duas equipes de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. O espaço contará com consultórios médicos e de enfermagem, salas de vacinação, curativos, acolhimento e farmácia. A unidade será a porta de entrada do SUS na Vila Rabelo, com foco em prevenção e atenção básica à comunidade local. Juracy Cavalcante: "Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica" Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a unidade terá capacidade para atender até 4 mil pessoas. “A atenção primária cria um vínculo com o paciente. Por exemplo, uma pessoa diabética ou hipertensa passa a ser acompanhada pela equipe de Saúde da Família, tanto pelos médicos quanto pela equipe multidisciplinar. Esse vínculo é importante porque fortalece os laços com a comunidade e ajuda a evitar a sobrecarga da atenção secundária. Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica”, destacou o secretário. [LEIA_TAMBEM]Mais reforço na saúde Nesta semana, a governadora Celina Leão também autorizou a contratação de 164 médicos para reforçar a rede pública de saúde do Distrito Federal. São 114 profissionais temporários para atuação na Estratégia de Saúde da Família, além da nomeação de 45 médicos efetivos e cinco psiquiatras aprovados no concurso vigente. A medida foi viabilizada após o remanejamento de cerca de R$ 25 milhões inicialmente destinados às comemorações do aniversário de Brasília para investimentos na saúde pública. Os profissionais serão distribuídos pelas unidades conforme planejamento estratégico da pasta. A medida integra a estratégia do governo de priorizar áreas essenciais diante do cenário orçamentário, direcionando recursos para o atendimento direto à população.
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Governadora redefine área do Polo de Cinema de Sobradinho para permitir regularização de assentamento
A governadora Celina Leão sancionou, neste sábado (9), o Projeto de Lei Complementar 77/2025, que permite o redimensionamento do Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal, em Sobradinho, para possibilitar a regularização fundiária do Assentamento José Wilker. A medida redefine o uso de parte do território, garantindo segurança jurídica às 250 famílias que ocupam a área há mais de uma década. Na ocasião, a chefe do Executivo também assinou uma ordem de serviço para obras no telhado da Feira de Sobradinho. Celina Leão: "Não tem nada mais digno para o cidadão do que ele ter o direito de regularizar a área onde ele mora" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília “O melhor que nós podemos fazer é dar dignidade para a vida das pessoas que mais precisam. É isso que nós estamos fazendo por essa população que estava por muitos anos invisibilizada, que passava necessidade de coisas básicas como água. Não tem nada mais digno para o cidadão do que ele ter o direito de regularizar a área onde ele mora”, ressaltou Celina Leão, durante a solenidade. A chefe do Executivo tambem reforçou o impacto para a qualidade de vida dos cidadãos. “Sempre falo que quando a pessoa consegue acessar a legalização da sua área, da sua terra, ela muda de patamar porque até para buscar empréstimo no banco, ela precisa de um documento oficial. Isso muda a expectativa desses agricultores”, disse. A proposta foi elaborada pela Empresa de Regularização de Terras Rurais (ETR) em parceria com a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O texto unifica o Projeto de Lei Complementar 77/2025, de autoria do deputado distrital Wellington Luiz, e o PLC 98/2026, encaminhado pelo Executivo. A matéria foi aprovada em dois turnos e em redação final. A medida não trouxe prejuízo ao polo. A área chegava a 400 hectares e, agora, foi mantido o suficiente para o funcionamento do equipamento público, de 16 hectares. No espaço, poderão ser construídas estruturas com estúdios de imagem e som, além de cidade cenográfica permanente. O texto baseia-se no fato de que, desde a implementação do Programa de Desenvolvimento do Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal, em 2002, não houve avanços significativos na utilização da área. Com o redimensionamento, é encerrada a disputa judicial histórica com relação ao uso e à ocupação da área. O polo é localizado na Gleba 04 da Fazenda Sobradinho-Mogi, registrado como propriedade da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Segundo o presidente da ETR, Thulio Moraes, a medida encerra um impasse histórico que prejudicava a vida de centenas de pessoas. Ele explica que, ao longo dos anos, a mesma área acabou sendo direcionada ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), resultando na comunidade hoje instalada no local. Thulio Moraes explica: "A lei destina 16 hectares para o polo de áudio e vídeo e cinema, o suficiente para o funcionamento desse equipamento público, e libera as demais áreas para que a gente possa avançar na regularização" “Hoje é um dia de muita alegria e felicidade para essa comunidade, porque a sanção do projeto viabiliza a regularização. A lei destina 16 hectares para o polo de áudio e vídeo e cinema, o suficiente para o funcionamento desse equipamento público, e libera as demais áreas para que a gente possa avançar na regularização”, afirmou Moraes. “A regularização é fundamental para que essas famílias sejam tratadas com dignidade, tenham energia de qualidade, acesso à assistência técnica e condições de produzir e cumprir a função social da propriedade. É um instrumento de governança territorial. A partir dela, o produtor passa a ter acesso a crédito, investimento e incentivo para a produção rural, além de gerar emprego, renda e arrecadação para o Estado”, completou. Cristiane Landim produz maçã, limão e laranja e comemora: "Com os documentos, vamos ter mais segurança para produzir, para investir na terra" Para os produtores rurais do assentamento, a medida sancionada pelo GDF foi motivo de celebração. A produtora rural Cristiane Landim, 41 anos, contou que a família espera pela regularização há mais de uma década. “Faz muito tempo que nós estamos esperando por esse momento único. Com os documentos, vamos ter mais segurança para produzir, para investir na terra”, comentou ela, que desenvolve diversas culturas com apoio da família. “No momento, tenho plantado banana, 14 pés de maçã, limão, laranja. Agora nós vamos investir mais ainda na terra.” Presidente de uma das cooperativas do assentamento, Tatiano Tavares explicou que o avanço jurídico contribui com ações de preservação da área. “É um momento de esperança, de criar novos mercados, de consolidar uma nova forma de usar a terra, mas principalmente de criar arranjos produtivos que dão retorno para a sociedade, para o meio ambiente e para a economia”, salientou. “Nessa região temos uma produção diversificada, em que os agricultores priorizam recuperar a terra e trabalhar com insumos orgânicos. Tem produtos do Cerrado, com um volume ainda pequeno, mas que, a partir deste momento em que o governo se coloca à disposição para regularizar essa comunidade, poderá crescer.”
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Ginásio de Esportes de Sobradinho II ganha nova estrutura
A comunidade de Sobradinho II recebeu, neste sábado (9), o ginásio poliesportivo da região totalmente reformado. A entrega foi feita pela governadora Celina Leão e marca a retomada de um espaço importante para a prática esportiva e o convívio da população local. Na cerimônia de inauguração do ginásio reformado, a governadora Celina Leão já anunciou nova ampliação, desta vez do lado de fora do equipamento público | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou que o governo já autorizou uma segunda etapa de intervenções no local, com ampliação da estrutura externa do equipamento público. “Estamos inaugurando a reforma e dando ordem de serviço para uma segunda reforma aqui: a ampliação do lado de fora. O ginásio ficou maravilhoso. São várias ações hoje aqui em Sobradinho para que a gente possa realmente atender as pessoas que mais precisam”, afirmou a chefe do Executivo. A primeira etapa da obra foi executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimento de R$ 411.443,58. As intervenções incluíram manutenção do piso da quadra poliesportiva, das arquibancadas, das tabelas de basquete e das traves dos gols, além de pintura epóxi no piso da quadra e revitalização das estruturas metálicas do telhado. O espaço também recebeu pintura acrílica nas áreas internas e externas, instalação de refletores em LED, postes e rede de vôlei. "O esporte movimenta, o esporte é vida, o esporte transforma" Mateus Bahia, secretário de Esporte e Lazer em exercício O secretário de Esporte e Lazer em exercício, Mateus Bahia, ressaltou que a manutenção faz parte dos investimentos do Governo do Distrito Federal para fortalecer o esporte nas regiões administrativas. “Hoje é uma alegria muito grande, porque o esporte hoje está se movimentando de uma forma em Brasília que não tem igual. Quando eu estive aqui o ano passado, a gente fez a reforma do campo sintético e agora estamos fazendo essa reforma aqui. O esporte movimenta, o esporte é vida, o esporte transforma”, destacou. O ginásio já tem uma nova etapa de obras prevista. A próxima fase inclui manutenção dos banheiros e vestiários, substituição de equipamentos sanitários e revestimentos, além da instalação de rede de proteção. O investimento previsto é de R$ 200 mil. As duas etapas da reforma serão custeadas por emendas parlamentares do deputado distrital Eduardo Pedrosa. Impacto O Ginásio de Esportes de Sobradinho é aberto à comunidade e oferece diversas atividades, como futsal, vôlei, basquete, ginástica para a terceira idade, yoga para todas as idades e hitbox. O espaço também abriga três escolinhas esportivas gratuitas, que atendem jovens de 4 a 17 anos. Segundo o diretor de uma das escolinhas, Gilberto de Araújo, a reforma era aguardada há mais de uma década. “Foram 12 anos de espera. A gente sofria muito, principalmente com as goteiras. O que foi feito agora deu uma nova cara ao ginásio. Nem classifico como reforma, está tudo novo, excelente. A comunidade está com sorriso de orelha a orelha”, afirma. Gabriel Vieira, ao lado do filho, Antônio: "O esporte é fundamental para a juventude, tira as crianças da droga. É importantíssimo na formação e no caráter de um jovem" Somente as escolinhas reúnem entre 700 e mil alunos, o que demonstra a importância e o uso intenso do espaço pela população. Entre os alunos que já aproveitam o ginásio reformado está Antônio Pereira, de 6 anos. O morador da AR 22 e aluno da escolinha de futebol do G10 comemorou o novo espaço. “Está muito bonito, porque está enfeitado e com muita cor”, contou. O pai dele, o motoboy Gabriel Vieira, destacou a importância do esporte na formação das crianças. “O esporte é fundamental para a juventude, tira as crianças da droga. É importantíssimo na formação e no caráter de um jovem. Se não tiver lazer, qual vai ser a infância dessa criança? O esporte faz parte da infância”, disse.
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Inteligência artificial vai auxiliar a gerenciar pedidos de manutenção de iluminação pública
A inteligência artificial começa a redefinir a gestão da iluminação pública no Distrito Federal. A CEB Iluminação Pública e Serviços (CEB IPEs) iniciou a modernização do sistema de gerenciamento de pedidos de manutenção, com aplicação de inteligência artificial capaz de monitorar equipes em tempo real e transformar a forma como a manutenção da iluminação pública é executada em Brasília. A medida, anunciada pelo presidente da CEB, Elie Chidiac, marca uma mudança estrutural no modelo de operação da empresa. Brasília será a primeira grande cidade do Brasil a utilizar esse sistema de monitoramento de demandas de iluminação pública com inteligência artificial na gestão dos serviços. Elie Chidiac: "Essa atualização do sistema vai trazer mais agilidade, produtividade e eficiência para as equipes, permitindo que a população tenha suas demandas atendidas com muito mais rapidez" | Foto: Divulgação/CEB IPes “Estamos implementando mais uma etapa da modernização da nossa gestão. Essa atualização do sistema vai trazer mais agilidade, produtividade e eficiência para as equipes, permitindo que a população tenha suas demandas atendidas com muito mais rapidez”, afirmou Chidiac. A nova plataforma utiliza algoritmos inteligentes que podem distribuir automaticamente as ordens de serviço, cruzar dados como localização da ocorrência, grau de criticidade, disponibilidade operacional e tipo de veículo necessário para cada atendimento. A modernização do sistema acompanhará desde a abertura do chamado até a conclusão efetiva do serviço, permitindo rastrear deslocamentos, fiscalizar execuções e medir o desempenho operacional da rede de manutenção. O sistema também pode sugerir reorganizar rotas e priorizar demandas de maior impacto, reduzindo deslocamentos desnecessários e aumentando a velocidade das respostas à população. Além da automação dos despachos, a companhia passará a monitorar em tempo real todas as equipes próprias e terceirizadas Além da automação dos despachos, a companhia passará a monitorar em tempo real todas as equipes próprias e terceirizadas responsáveis pelos atendimentos, assim como os caminhões. “Vamos conseguir acompanhar em tempo real se as equipes realmente atenderam os chamados abertos, se o serviço foi executado corretamente e se a população teve sua solicitação resolvida. Isso traz mais transparência, eficiência e controle para toda a operação”, disse o presidente. A perspectiva da Chidiac é de que a integração entre inteligência artificial, monitoramento contínuo e reforço operacional reduza significativamente o tempo de resposta aos protocolos registrados pela população, além de elevar o nível de controle sobre contratos, produtividade e execução dos serviços. Mais de 700 Número de municípios brasileiros que usam o sistema que a CEB IPes está implementando no DF O sistema adotado pela CEB IPes já é utilizado em seis países, lidera o mercado latino-americano e está em expansão para regiões da Ásia. No Brasil, a tecnologia opera em mais de 700 municípios. No entanto, o Distrito Federal será o maior parque de iluminação pública do país a utilizar a modernização com inteligência artificial. Mais atendimentos Paralelamente ao investimento tecnológico, a CEB iniciou um reforço da estrutura de atendimento nas ruas. A companhia ampliará o número de equipes, caminhões e profissionais especializados para acelerar os atendimentos e reduzir falhas prolongadas na iluminação pública. “A nossa missão é manter a cidade iluminada e melhorar a qualidade de vida da população. Naturalmente sempre existirão luminárias que precisarão de reparos, mas não teremos mais grandes trechos apagados sem resposta rápida”, afirmou Chidiac. A CEB estuda ampliar o uso de tecnologias de vigilância para combater furtos e vandalismo na rede de iluminação pública Segundo o presidente, as empresas terceirizadas também estão ampliando a capacidade operacional, principalmente em horários críticos e situações emergenciais. “Estamos colocando mais equipes nas ruas, mais caminhões especializados e fortalecendo a gestão operacional. A inteligência artificial vai trazer mais precisão, agilidade e eficiência para o nosso centro de operações”, declarou. A Central de Comando e Operação da CEB Ipes também passa por reformulação e ganhará papel estratégico dentro do novo modelo de gestão. O espaço será utilizado para monitoramento integral das operações, análise de picos de demanda, gerenciamento de emergências e redistribuição dinâmica das equipes em tempo real. A companhia também estuda ampliar o uso de tecnologias de vigilância para combater furtos e vandalismo na rede de iluminação pública. Entre as medidas avaliadas estão drones, câmeras inteligentes e integração operacional com forças de segurança do Governo do Distrito Federal. *Com informações da CEB IPes
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Programa Olhar Cidadão leva consultas e óculos gratuitos para crianças e adolescentes no Guará
Quem passa diariamente pela Estação Guará do metrô vai encontrar, nos próximos dias, mais do que a correria do transporte público. Entre os dias 11 e 22 de maio, o estacionamento da estação, na QE 22, será transformado em um ponto de atendimento gratuito de odontologia e oftalmologia do programa Olhar Cidadão, realizado pelo grupo Líderes do Brasil com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). “Na área odontológica, serão oferecidos serviços básicos, como limpeza e restauração. Já na oftalmologia, serão realizados exames de visão, com fornecimento gratuito de óculos para quem precisar”, explica a técnica socioeducativa da Secretaria de Justiça, Fernanda Elisa Calvet. O atendimento de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos será por ordem de chegada ou medianta inscrição prévia | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília As consultas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com atendimento por ordem de chegada. O público-alvo são crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. “A expectativa é que a iniciativa tenha impacto direto na vida dos jovens, especialmente no desempenho escolar, já que problemas de visão podem afetar a concentração e o aprendizado. E os atendimentos odontológicos também contribuem para a saúde e a autoestima”, destaca Calvet. Atendimento gratuito A expectativa é realizar cerca de 320 atendimentos odontológicos e 320 oftalmológicos A ação contará com dois dentistas e dois oftalmologistas. A expectativa é realizar cerca de 320 atendimentos odontológicos e 320 oftalmológicos. “A Estação Guará do metrô recebe grande circulação de pessoas todos os dias, o que facilita o acesso das famílias aos atendimentos. Uma equipe está percorrendo escolas e ruas da região para divulgar a ação. Além disso, carros de som circulam pelas redondezas para informar a população sobre os serviços disponíveis”, diz a produtora do Grupo Líderes do Brasil, Thayzza D'Avila. A orientação é que os interessados compareçam ao local acompanhados do responsável legal, levando os documentos da criança ou adolescente e também do responsável. No local, será feita a entrega de senha e o encaminhamento para a triagem. Saúde Itinerante Expectativa do projeto é, até junho, atender 5,1 mil crianças a adolescentes de oito regiões administrativas do DF [LEIA_TAMBEM]Esta é a quinta região administrativa a receber o programa. No total, serão oito regiões administrativas contempladas até junho deste ano. A expectativa é alcançar mais de 5,1 mil cidadãos, com prioridade a estudantes da rede pública, famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças com dificuldades de aprendizagem, baixa visão ou deficiência. É possível fazer a inscrição prévia pelo site, informando os dados do responsável e da criança ou adolescente, além de escolher o dia e o turno da consulta. Também há opção de agendamento presencial no local da ação, mediante apresentação de documento com foto. Mais informações estão disponíveis no site do projeto () ou no perfil Olhar Cidadão no Instagram @olharcidadao.df.
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Hospital de Santa Maria realiza Teste do Olhinho em recém-nascidos
Antes mesmo de deixar a maternidade, todos os recém-nascidos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) passam por um exame simples, rápido e essencial para a identificação precoce de doenças que podem comprometer a visão. Conhecido como Teste do Olhinho, o procedimento integra a rotina assistencial da unidade e reforça o cuidado com a saúde ocular dos bebês desde os primeiros dias de vida. Na unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), nenhum bebê recebe alta hospitalar sem passar pela avaliação. O exame é indolor, dura poucos minutos e permite detectar alterações oculares ainda no início da vida, aumentando as chances de tratamento adequado e do desenvolvimento saudável da visão. A pediatra Beatriz Nascimento explica que o procedimento consiste na observação do chamado reflexo vermelho, reação considerada normal quando uma luz é direcionada aos olhos do bebê. O exame é indolor: "O objetivo é detectar o mais cedo possível qualquer alteração que possa comprometer a visão da criança”, diz a pediatra Beatriz Nascimento | Foto: Divulgação/IgesDF “Quando a luz reflete de volta para a gente, significa que não existe nada bloqueando a passagem dentro do olho. O objetivo é detectar o mais cedo possível qualquer alteração que possa comprometer a visão da criança”, afirma. [LEIA_TAMBEM] O Teste do Olhinho pode identificar doenças como catarata congênita, glaucoma e até tumores oculares raros. Segundo a especialista, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações futuras e garantir mais qualidade de vida para a criança. Lorrane da Silva Souza deu à luz ao pequeno Ravy há poucos dias e conta que não conhecia o exame antes da internação. “Eu não sabia que existia esse teste e achei muito importante quando me explicaram. A gente fica mais tranquila sabendo que o bebê já sai daqui com esse cuidado e que, se tiver qualquer alteração, pode descobrir logo no começo”, relata. Além da avaliação realizada ainda na maternidade, a médica reforça a importância do acompanhamento oftalmológico ao longo da infância. “Mesmo quando o teste está normal, a recomendação é que o bebê seja avaliado por um oftalmologista pelo menos a cada seis meses, principalmente no primeiro ano de vida”, orienta. Atendimento especializado Quando o Teste do Olhinho apresenta alguma alteração ou quando o recém-nascido apresenta fatores de risco específicos, o HRSM oferece acompanhamento oftalmológico especializado. A oftalmopediatra Anna Kelly Fernandes é responsável pelos exames complementares realizados nos bebês encaminhados pela equipe pediátrica. “Eu realizo o mapeamento de retina, um exame mais aprofundado, feito com dilatação das pupilas, que permite avaliar estruturas importantes do olho, como retina, nervo óptico e vasos sanguíneos”, explica. O procedimento é indicado principalmente para recém-nascidos com suspeita de alterações no exame inicial ou filhos de mães diagnosticadas com infecções congênitas, como toxoplasmose, citomegalovírus, herpes, HIV e sífilis. Cuidado ampliado para prematuros O serviço oferecido pelo HRSM também contempla exames específicos para bebês prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Entre eles, está a avaliação para retinopatia da prematuridade, condição que pode comprometer o desenvolvimento da retina e levar à perda da visão quando não identificada precocemente. O exame é realizado em recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação, peso igual ou inferior a 1,5 kg ou que necessitaram de oxigenoterapia prolongada. Além disso, crianças diagnosticadas com síndromes genéticas também recebem acompanhamento oftalmológico especializado ainda durante a internação. O acompanhamento precoce da saúde ocular infantil é considerado essencial para garantir o desenvolvimento visual da criança e ampliar as chances de tratamento em casos de alterações identificadas ainda nos primeiros dias de vida. *Com informações do IgesDF
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Amor de mãe ajudou filha a se recuperar e ter alta da UTI do HRSM
Por trás de cada mãe, há uma história de amor construída em gestos silenciosos, renúncias e presença constante, especialmente nos momentos mais difíceis. Todos os dias, Valquíria Ávila dos Santos saía do Recanto das Emas em direção ao Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) para visitar a filha, Camila Rodrigues, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Sem familiaridade com aplicativos de transporte, muitas vezes precisou pedir ajuda a desconhecidos para conseguir voltar para casa após as visitas. Ainda assim, não faltou um dia sequer. Camila Rodrigues foi internada no hospital no dia 4 de fevereiro deste ano para realizar uma cirurgia de redução de mama. O que deveria ser um procedimento programado acabou se tornando um período delicado. Após intercorrências, ela precisou permanecer por vários dias na UTI. A história de Camila Rodrigues e Valquíria Ávila dos Santos é marcada por emoção, superação e muita fé | Foto: Divulgação/IgesDF Durante toda a internação, Valquíria esteve presente. Há 28 anos, ela adotou Camila ainda criança, aos 6 anos de idade, e desde então construiu uma relação marcada por afeto, acolhimento e parceria. “Eu abracei esta missão e pensei: 'Deus está colocando a Camila no meu caminho, ou me colocando no caminho dela, porque Ele sabe o bem que posso fazer e como posso prepará-la para o mundo'”, relembra. Hoje, aos 34 anos, Camila diz que a experiência tornou ainda mais forte o reconhecimento pela mãe. Após receber alta hospitalar no dia 28 de março, ela conta que voltou para casa carregando também um novo olhar sobre a força materna. “Ela representa tudo de bom na minha vida. Quando voltei do coma, soube de todo o esforço dela para estar ao meu lado em todos aqueles dias e fiquei muito feliz. Tenho uma mãe incrível, corajosa, que está sempre comigo”, afirma. "Hoje a Camila está em casa e foi muito bem cuidada. Esse carinho não foi só com ela, mas com todos os pacientes que vi. O HRSM representa muita coisa na minha vida" Valquíria Ávila dos Santos Grata pela recuperação da filha, ela também faz questão de destacar o acolhimento recebido durante o período em que acompanhou a rotina hospitalar da paciente. “Hoje a Camila está em casa e foi muito bem cuidada. Esse carinho não foi só com ela, mas com todos os pacientes que vi. O HRSM representa muita coisa na minha vida, e eu só tenho a agradecer”, relata. A analista administrativa Ieda Soares, do Núcleo de Regulação Cirúrgica, acompanhou de perto a rotina das duas durante a internação e afirma que a presença constante da mãe chamou a atenção de toda a equipe. “Ela é um ser de luz, serena e com um amor incondicional pela filha. Sempre acreditou que tudo daria certo e, muitas vezes, era ela quem nos transmitia força e esperança”, conta. Depois de semanas entre visitas, orações e espera, Valquíria voltou para casa com a filha recuperada. Neste Dia das Mães, a história das duas reforça que, muitas vezes, o gesto mais poderoso dentro de um hospital continua vindo de quem nunca solta a mão. *Com informações do IgesDF
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Servidores do GDF participam de capacitação em gestão de lixo
Servidores do Instituto Brasília Ambiental participaram, nesta sexta-feira (8), de uma visita técnica à Usina de Tratamento de Resíduos do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), localizada no Setor P Sul, da Região Administrativa de Ceilândia. A atividade integra o cronograma de capacitação continuada promovido pela Comissão Gestora da Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do Instituto. Durante a ação, que teve o objetivo de trabalhar a temática de boas práticas na gestão do lixo, servidores do SLU apresentaram as instalações do complexo, inaugurado em 1986, que faz o tratamento mecânico-biológico dos detritos. “Esse tipo de ação é incentivado no Instituto. Incentivamos e apoiamos porque proporciona a troca de conhecimentos e de vivências e estreita ainda mais a parceria entre os órgãos que compõem o governo do Distrito Federal”, disse o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes. Visitantes conheceram todas as instalações da usina, que produz anualmente 20 mil toneladas de composto orgânico, destinado a produtores do DF | Foto: Divulgação/Instituto Brasília Ambiental Os visitantes puderam conferir toda a infraestrutura que compõe a usina, que conta com esteiras, peneiras, os serviços de separação manual por cooperados e de compostagem orgânica. E os números gerados por essa unidade impressionam: são produzidas 20 mil toneladas de composto orgânico, anualmente, destinadas a produtores do DF. Outro dado a se destacar é que a unidade da Ceilândia efetua, em média, a coleta domiciliar de 16 mil toneladas mensais, entre rejeitos orgânicos e secos. [LEIA_TAMBEM]“O que eu vou levar dessa experiência, tanto para o Brasília Ambiental quanto para a minha vida, é a necessidade de separação correta de resíduos. E de que, quanto maior o consumismo, maior a produção de resíduos. Então, é necessário reduzir o consumo para diminuir a produção de lixo e pensar na reutilização de produtos e na reciclagem desses resíduos”, refletiu a auditora fiscal do Instituto, Vanessa Barboza, participante da visita. Já a estagiária da Assessoria de Projetos de Engenharia (Aspeng) do Instituto, Maria Isabel, que também participou da iniciativa, considera que a visita forneceu instrumentos para uma reflexão muito importante: repensar a forma como descartamos lixo hoje. “Vimos que tinham muitos resíduos orgânicos misturados aos recicláveis. O que, às vezes, inviabiliza a reciclagem. Temos que rever nossa forma de descarte”, avaliou. O DF conta, também, com uma segunda usina de tratamento do SLU, localizada na Asa Sul, que desempenha os trabalhos de coletas seletivas e domiciliares. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Segunda chamada para matrícula na Fábrica Social é divulgada
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF) divulgou a segunda chamada dos candidatos selecionados para preenchimento das vagas remanescentes da Fábrica Social. A convocação contempla participantes do cadastro reserva, chamados após a conclusão da primeira etapa de matrículas. Os candidatos convocados deverão realizar a matrícula entre os dias 11 e 15 de maio, das 8h às 17h, em uma das unidades da Fábrica Social: Cidade do Automóvel (SCIA Quadra 14, Conjunto 2, Lote 16) e Unidade Sol Nascente (Setor Habitacional Sol Nascente, Chácara 125-A, Quadra A, lotes 1/7 Ceilândia). Caso ocorram desistências ou permaneçam vagas em aberto após esta etapa, novos candidatos da lista de espera poderão ser convocados | Foto: Divulgação/Sedet-DF Para garantir a vaga, é obrigatória a apresentação dos documentos originais: Número de Identificação Social (NIS) e Cadastro Único, para candidatos inscritos no CadÚnico; CPF; documento de identidade com foto (RG ou equivalente); comprovante de residência atualizado ou declaração de residência escrita de próprio punho. Pessoas em situação de rua ou acolhidas em casas de passagem estão dispensadas da apresentação do comprovante de residência. Somente terão a matrícula efetivada os candidatos que atenderem aos critérios previstos no Edital de Chamamento Público nº 17/2026, respeitando o limite de vagas disponíveis. Caso ocorram desistências ou permaneçam vagas em aberto após esta etapa, novos candidatos da lista de espera poderão ser convocados conforme a ordem de classificação do processo seletivo. *Com informações da Sedet-DF
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Com apoio do GDF, game sobre universo pós-apocalíptico será lançado no Brasília Game Festival
Um futuro submerso, submarinos e sobreviventes tentando reconstruir a humanidade em um oceano hostil e imprevisível: este é o cenário de A Tale of Silent Depths. Desenvolvido pelo estúdio independente Crit42 Studio, o game foi criado com apoio do programa Start BSB, da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF), e nasce como mais um exemplo da expansão da indústria criativa brasiliense. O jogo, junto com um livro inspirado no mesmo universo, será lançado durante o Brasília Game Festival, nos dias 15, 16 e 17 de maio, na Arena BSB Mané Garrincha. Os ingressos gratuitos devem ser retirados no site. “A Tale of Silent Depths surgiu muito como um jogo que eu sempre quis jogar. Sou muito fã de RPGs e de gêneros como rogue-like. A ideia era criar uma experiência contemplativa, de exploração e solidão em um mundo pós-apocalíptico submerso”, relata o criador do jogo e autor do livro derivado, Eduardo dos Santos Azevedo. A ideia era criar uma experiência contemplativa, de exploração e solidão em um mundo pós-apocalíptico submerso”, conta Eduardo dos Santos Azevedo, idealizador do jogo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O game foi selecionado para o eixo II do Start BSB, voltado à incubação de startups. Iniciado em 2025, o programa do GDF visa fomentar negócios de tecnologia e inovação ao longo de três anos, com investimento de R$ 43 milhões. No total, são três eixos, sendo o primeiro eixo voltado para a ideação, o segundo para incubação e o terceiro para aceleração dos negócios. A presidente do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira, explica que o Start BSB foi estruturado para criar uma trilha contínua para startups do DF. “No caso da incubação, que é a etapa executada pelo instituto, as startups recebem R$ 110 mil e passam por um acompanhamento completo. Não é só entregar o recurso. Eles recebem suporte administrativo, jurídico, contábil, de marketing, design e mentorias para estruturar o negócio”, detalha a presidente. “O Start BSB ajuda não apenas financeiramente, mas também a pensar estratégias de mercado e internacionalização. São novos CNPJs nascendo no Distrito Federal, gerando emprego, renda e ampliando a arrecadação local”, destaca Cristiane. Mundo gamer Entre as principais iniciativas da Secti-DF para impulsionar o setor está o Brasília Game Hub, projeto localizado na Asa Norte, fruto de parceria entre a pasta e o Instituto Conecta Brasil Em A Tale of Silent Depths, o planeta foi inundado após o derretimento das calotas polares, e a humanidade sobrevive séculos depois em submarinos. “É quase uma proposta ambiental de design fiction, de imaginar futuros possíveis por meio da narrativa”, afirma Eduardo, que acrescenta que o lançamento no festival celebra anos de dedicação ao setor. “De todos os jogos que eu fiz, esse é o que mais me divertiu desenvolver e também o que está tendo os melhores resultados. Ver as pessoas entendendo a proposta do jogo, se conectando com esse universo, aquece muito o coração”, diz. O desenvolvedor destaca que o apoio do GDF foi decisivo para transformar o projeto em realidade. “Foi essencial. Sem esse funding (financiamento), o jogo não sairia tão cedo. Muitas vezes o mercado privado exige métricas e resultados imediatos que nem sempre permitem inovação ou criatividade. O Start BSB foi esse ponto de virada”, afirma. “Hoje consigo olhar para o jogo e ver o quanto cresceu. Além do recurso financeiro, o programa oferece capacitação e um olhar de negócios que tem sido muito valioso”, acrescenta. "Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade” Samara Araújo, subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF A subsecretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Samara Araújo, ressalta que o setor de games vem ganhando protagonismo na economia criativa brasiliense. “Esse mercado reúne atividades como programação, design gráfico, roteirização, sonorização e gestão de projetos — e o Distrito Federal já é a sexta cidade brasileira em número de desenvolvedoras de jogos, com mais de 50 empresas em atividade”, afirma. Entre as principais iniciativas da pasta para impulsionar o setor está o Brasília Game Hub, projeto localizado na Asa Norte, fruto de parceria entre a Secti-DF e o Instituto Conecta Brasil. “O Brasília Game Hub, principal vetor desse crescimento, mobilizou R$ 35 milhões em potencial de investimentos em apenas um ano e prepara os estúdios para um mercado em plena expansão”, complementa. Um dos responsáveis pelo Brasília Game Hub, Carlos Victor Mendes, reforça a expansão do setor. “Nos últimos três anos, passamos de 20 para 60 estúdios em Brasília e crescemos na parte de empregabilidade, com contratação direta de mais de 180 pessoas e faturamento de mais de R$ 8 milhões. É um mercado global que tem muita possibilidade de mudar a matriz econômica de Brasília, fomentando e criando empregos, gerando imposto para o governo”, afirma. “Hoje um jogo que é produzido em Brasília pode ser lançado nos Estados Unidos, fazer sucesso na Rússia e receber investimento de japoneses.”
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Novas tecnologias reforçam potencial da cafeicultura no Distrito Federal
Produtores rurais, pesquisadores, extensionistas e estudantes participaram, nesta sexta-feira (8), do Dia de Campo Cafeicultura do DF, realizado na área experimental da Embrapa Cerrados, em Planaltina. O evento apresentou tecnologias, pesquisas e estratégias voltadas para o fortalecimento da cadeia produtiva do café no Distrito Federal, atividade que vem ganhando espaço e se consolidando como alternativa de geração de renda também para pequenos produtores rurais. Promovido pela Emater-DF, Embrapa Cerrados, Embrapa Café e Consórcio Pesquisa Café, o encontro aproximou pesquisa científica e extensão rural da realidade vivida no campo. Ao longo do dia, os participantes percorreram estações técnicas com orientações sobre nutrição e irrigação do cafeeiro, manejo de pragas e doenças, cultivo de cafés Conilon e Robusta e sistemas integrados de produção, incluindo o consórcio entre café e baru. De acordo com dados da Emater-DF, o Distrito Federal reúne atualmente 172 produtores de café, distribuídos em aproximadamente 419 hectares cultivados, com produção anual estimada em 830 toneladas. O cenário demonstra o crescimento da atividade na capital e o potencial da cafeicultura local para produção de cafés especiais. Para o produtor rural Rubens Alves, da região do Lago Oeste, o acesso à tecnologia é decisivo para o sucesso da cafeicultura no DF | Fotos: Divulgação/Emater-DF Segundo o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, a cafeicultura do Distrito Federal vem se fortalecendo com apoio da assistência técnica, da pesquisa e da adoção de tecnologias adaptadas à realidade dos pequenos produtores. Ele destaca que a maioria das propriedades possui áreas reduzidas de cultivo, o que torna essencial investir em qualidade, manejo adequado e agregação de valor para garantir rentabilidade. “A cafeicultura está ganhando uma dimensão muito importante no Distrito Federal. Os produtores dispõem de grande potencial para cafés especiais devido às condições climáticas do Cerrado, altitude e manejo tecnológico. Como boa parte desses produtores trabalha em pequenas áreas, o acesso à inovação e à assistência técnica é fundamental para produzir um café diferenciado, competitivo e com maior valor agregado”, afirmou. O presidente também ressaltou a importância da integração entre pesquisa e extensão rural para o desenvolvimento sustentável da atividade. Segundo ele, a parceria entre Emater-DF e Embrapa Café permite levar conhecimento atualizado ao campo, aproximando os produtores das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa agropecuária. “Esse trabalho conjunto é essencial para que as tecnologias cheguem efetivamente às propriedades rurais. A Emater está na ponta, acompanhando os produtores no dia a dia, orientando sobre manejo, irrigação, controle de pragas, escolha de cultivares e estratégias de comercialização. Ao mesmo tempo, a Embrapa contribui com inovação e pesquisa aplicada. Essa integração fortalece a cafeicultura e cria oportunidades para que os produtores aumentem produtividade, qualidade e renda”, completou Cleison Duval. Durante a abertura do evento, o secretário de Agricultura do Distrito Federal destacou a relevância econômica da cafeicultura e o papel das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção e da comercialização rural. O evento contou ainda com a participação da representante da Câmara Setorial do Café, Lívia Teobaldo, pesquisadores, técnicos e produtores rurais de diferentes regiões do Distrito Federal. Soluções tecnológicas As estações técnicas apresentaram soluções voltadas à eficiência produtiva e à sustentabilidade das lavouras. Na Estação 1, técnicos da Emater-DF abordaram o sistema de produção no Cerrado Central, com foco em nutrição e irrigação do cafeeiro. O espaço reuniu orientações sobre manejo da adubação e uso eficiente da água, fatores considerados estratégicos para elevar a produtividade. No encontro, agricultores e técnicos da Emater discutiram sobre práticas relacionadas ao plantio, adubação e uso eficiente da água, entre outros fatores Já a Estação 2 destacou práticas relacionadas ao plantio, escolha de cultivares, controle de pragas e doenças, buscando reduzir perdas e fortalecer a sustentabilidade da atividade. Outras estações apresentaram alternativas para diversificação da renda familiar, incluindo o cultivo de cafés Conilon e Robusta e sistemas integrados que unem café e baru. Para o chefe-geral da Embrapa Cerrados, Jorge Werneck, o evento demonstra os avanços da cafeicultura na região e a importância da pesquisa para o desenvolvimento de sistemas produtivos adaptados ao Cerrado. “Temos uma ampla área experimental dedicada à cafeicultura, com pesquisas voltadas ao desenvolvimento de sistemas de produção, avaliação de variedades e integração com outras culturas. Também estudamos estratégias de manejo e controle de pragas para tornar a atividade cada vez mais eficiente e sustentável para os produtores do Distrito Federal e Entorno”, destacou. [LEIA_TAMBEM] O produtor rural Rubens Alves, da região do Lago Oeste, afirmou que o acesso à tecnologia é decisivo para o sucesso da atividade no DF. “Para quem trabalha com pequenas áreas, a tecnologia é fundamental. O que é desenvolvido aqui na pesquisa chega até nós por meio da Emater, que faz esse elo entre conhecimento e produtor rural. Isso nos dá mais segurança para investir e melhorar a produção”, relatou. O chefe-geral da Embrapa Café, Rodolfo Oliveira, reforçou que a atuação integrada entre pesquisa e extensão rural é estratégica para o crescimento da cafeicultura no Distrito Federal. “Não basta desenvolver pesquisas e novas tecnologias se esse conhecimento não chegar ao produtor. A extensão rural tem papel fundamental nesse processo. O Distrito Federal possui uma cafeicultura em expansão, formada principalmente por pequenos produtores, mas já com cafés de altíssima qualidade e reconhecimento. É uma atividade que tem potencial para gerar renda e valor agregado mesmo em pequenas propriedades”, ressaltou. Integração entre pesquisa e extensão rural A Emater-DF mantém acordo de cooperação técnica com a Embrapa Café para desenvolvimento de ações voltadas à capacitação de produtores e técnicos, realização de treinamentos, encontros técnicos e intercâmbio de conhecimentos entre pesquisa, extensão rural e setor produtivo. “Este evento demonstra o avanço da cafeicultura no Distrito Federal e a importância da difusão tecnológica para o fortalecimento da atividade. O trabalho desenvolvido pela Emater-DF, em parceria com a Embrapa, leva ao produtor informações fundamentais sobre irrigação, manejo, cultivares adaptadas, ponto ideal de colheita e estratégias para aumentar produtividade e qualidade", destacou o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno. Hoje, avalia Bueno, o café produzido no DF possui um novo perfil: "Deixou de ser uma cultura voltada apenas para volume e passou a se destacar pela qualidade, com cafés especiais e premium que já alcançam mercados altamente exigentes, inclusive internacionais. Esse trabalho conjunto de pesquisa, assistência técnica e inovação fortalece uma cadeia produtiva com grande potencial de geração de renda e valorização para os produtores rurais do Distrito Federal”. *Com informações da Emater-DF
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Unidades de saúde do DF comemoram Dia das Mães com manhã de acolhimento e carinho
Em meio à rotina intensa dos atendimentos, internações e plantões, unidades geridas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) reservaram a manhã desta sexta-feira (8) para homenagear mulheres que vivenciam diariamente o cuidado dentro da saúde pública. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), a equipe multidisciplinar da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica preparou um café da manhã especial para mães de crianças internadas e profissionais do setor. A proposta foi oferecer acolhimento e conforto em um ambiente marcado por desafios emocionais e longos períodos de internação. Momentos de descontração como o promovido nas unidades de saúde nesta sexta-feira ajudam no enfrentamento de momentos em que se tem medo de perder alguém | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o chefe da UTI Pediátrica do HBDF, Abdias Aires, a iniciativa surgiu da necessidade de olhar também para quem acompanha os pacientes durante todo o tratamento. “A mãe que acompanha um filho em situação crítica vivencia dias de profunda angústia, medo e exaustão emocional, muitas vezes diante da possibilidade real de perda. Proporcionar um momento simples de acolhimento e escuta representa uma forma de amenizar, ainda que por instantes, o peso dessa rotina tão dolorosa”, destaca. A ação criou uma pausa na rotina da terapia intensiva, aproximando equipes e famílias em um ambiente de escuta, apoio e solidariedade. “O cuidado em terapia intensiva vai além da tecnologia e dos protocolos. Ele também passa pelo acolhimento humano e pela construção de vínculos de solidariedade e esperança”, completa Abdias. Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Riacho Fundo, a celebração reuniu profissionais, pacientes e acompanhantes em uma manhã marcada por homenagens e reconhecimento. A iniciativa foi organizada pela equipe gestora da unidade, em parceria com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) e colaboradores. "Ser mãe vai muito além da maternidade biológica. É acolher, proteger, ensinar, amar e transformar vidas diariamente” Carolina Corrêa, gerente da UPA do Riacho Fundo Além do café da manhã, foram distribuídos brindes e lembranças às mulheres presentes na unidade. A proposta foi valorizar diferentes formas de cuidado e afeto representadas pelas figuras maternas. Para a gerente da UPA do Riacho Fundo, Carolina Corrêa, a homenagem representa gratidão e valorização. “Mais do que uma simples homenagem, esse momento representa reconhecimento e afeto por todas as mulheres que carregam consigo a essência do cuidado, da força e da dedicação. Ser mãe vai muito além da maternidade biológica. É acolher, proteger, ensinar, amar e transformar vidas diariamente”, afirma. *Com informações do IgesDF
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Hospital Cidade do Sol apresenta experiência do DF em cuidados paliativos em encontro nacional
O Hospital Cidade do Sol (HSol), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), foi escolhido pelo Ministério da Saúde para apresentar a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, realizado nesta sexta-feira (8), em Brasília. O evento, sediado na Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), celebrou os dois anos da Política Nacional de Cuidados Paliativos (PNCP) e reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A experiência apresentada durante o encontro foi conduzida pelo chefe do Núcleo de Cuidados Paliativos do IgesDF, o médico paliativista Arthur Amaral. Ele compartilhou os avanços do projeto Conti Comigo, iniciativa desenvolvida no HSol desde junho de 2025 e que já atendeu 170 pessoas, entre pacientes de 23 a 103 anos. Criado para oferecer assistência a pacientes com dores crônicas ou doenças que causam sofrimento intenso, o projeto foi inspirado no legado do médico Rodrigo Conti, ex-diretor do IgesDF e defensor de uma assistência centrada no acolhimento. A iniciativa busca fortalecer um modelo de cuidado baseado em respeito, dignidade e atenção integral ao paciente. O HSol apresentou a experiência do Distrito Federal em cuidados paliativos durante o II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos, nesta sexta (8), em Brasília | Foto: Divulgação/IgesDF Representação nacional Segundo Arthur Amaral, a escolha do Hospital Cidade do Sol pelo Ministério da Saúde demonstra que o trabalho desenvolvido no Distrito Federal vem se consolidando como referência nacional. “É uma honra para nós sermos escolhidos para representar nossas vivências em um evento deste porte, que reúne experiências de todo o país. É um sinal de que, apesar de ser uma política nova, caminhamos lado a lado com aquilo que há de mais importante nos cuidados paliativos: o cuidado centrado na pessoa”, pontua. Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico O médico também reforçou a importância de ampliar o debate sobre o tema e combater percepções equivocadas ainda existentes sobre esse tipo de assistência: “É importante entender que cuidados paliativos não são apenas para pacientes em fim de vida. Eles devem ser oferecidos a qualquer pessoa com doença grave que traga sofrimento. Nosso objetivo é garantir mais conforto, dignidade e qualidade de vida”. Segundo ele, fortalecer essa política dentro do Sistema Único de Saúde é um compromisso ético. “É um dever nosso, enquanto profissionais de saúde e cidadãos, não apenas debater, mas lutar pelo aumento de ações como essa no SUS. Somente assim construiremos uma saúde que pensa em todas as etapas da vida de uma pessoa, inclusive em seus dias finais”, completa. A coordenadora do Núcleo Nacional de Cuidados Paliativos do Ministério da Saúde, Gabriela Hidalgo, destacou que o trabalho desenvolvido pelo IgesDF se tornou uma referência importante para o fortalecimento da política no país. “A experiência do IgesDF representa um marco importante para o desenvolvimento da política, porque integra o atendimento hospitalar às unidades de pronto atendimento (UPAs) e outras unidades da rede. Isso facilita a identificação e o encaminhamento dos pacientes que precisam desse cuidado em um momento delicado”, ressalta. O encontro reuniu especialistas, gestores e representantes de todas as regiões do país para discutir estratégias de ampliação do atendimento no SUS Para o gerente-geral substituto do HSol, Leandro Queza, participar do encontro nacional reforça a importância de ampliar e consolidar esse tipo de assistência na rede pública: “Momentos como esse mostram que as ações desenvolvidas no Hospital Cidade do Sol estão trazendo resultados importantes e precisam ser continuamente fortalecidas. É um reconhecimento que nos motiva a seguir ampliando esse cuidado cada vez mais humano”. Além da apresentação de experiências de diferentes estados brasileiros, a programação do II Encontro Nacional de Cuidados Paliativos incluiu debates sobre o plano operativo da Política Nacional de Cuidados Paliativos e estratégias para ampliar o acesso ao atendimento em todo o país. [LEIA_TAMBEM]Como funciona o atendimento Os cuidados paliativos são indicados para pacientes com doenças graves que causam sofrimento físico, emocional ou psicológico. O acompanhamento busca melhorar a qualidade de vida, aliviar sintomas e oferecer suporte também às famílias. No IgesDF, o atendimento é realizado por equipes multiprofissionais e envolve integração entre hospitais, UPAs e outras unidades da rede pública de saúde, facilitando o encaminhamento e a identificação precoce dos pacientes que podem se beneficiar desse cuidado. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Mutirão de espirometria realiza quase 400 exames no Hran
Nesta semana, entre os dias 4 e 8 de maio, 365 pacientes passaram pelo Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) em meio à força-tarefa para realização de exames de espirometria. Também conhecido como prova de função pulmonar, o teste é essencial para avaliar a capacidade respiratória dos pacientes, permitindo o diagnóstico da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e de outras enfermidades. O mutirão, também organizado no ano passado, visa diminuir a fila de espera para realizar o exame pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). O diagnóstico é necessário para que alguns pacientes com a condição participem de programas de reabilitação pulmonar ou sejam encaminhados para outros procedimentos de saúde. O médico pneumologista do Hran, Paulo Feitosa, lembra que a rede de atenção da SES-DF é um modelo na oferta desse serviço. “A unidade de pneumologia do Hran é referência em várias patologias pulmonares específicas. Trata-se da maior unidade do tipo dentre as regiões Nordeste e Centro-Oeste e funciona em cooperação com outros serviços oferecidos no Hran, como o Ambulatório do Sono”, ressalta. Força-tarefa atendeu quase 500 pacientes entre os dias 4 e 8 de maio | Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF Como funciona Durante a espirometria, o paciente é orientado a encher o peito de ar e soprar forte e rápido, por seis segundos, esvaziando todo o pulmão em um tubo ligado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos do primeiro sopro e do uso de um broncodilatador, o paciente repete o sopro para ver se houve mudança depois do uso da medicação. Todo o exame é orientado por um técnico de espirometria habilitado, com equipamentos ligados a sistemas computadorizados que geram dados gráficos e numéricos para análise de um especialista — no mutirão, os pneumologistas do Hran. Um dos pacientes atendidos no decorrer da semana foi a chefe de cozinha Rayane Campeche. Ela conta que já havia se consultado com um fonoaudiólogo da rede e elogiou a equipe da SES-DF. “A profissional que marcou os exames foi super solícita comigo. Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”. Acompanhada da filha e do neto, a aposentada Doralice Samara também participou do mutirão Outra a participar do mutirão foi a aposentada Doralice Samara, acompanhada da filha e do neto. Doralice é fumante — apesar da forte reprovação da família — e afirma que a força-tarefa acontece em um momento oportuno. “Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”. Já sobre a dificuldade em realizar o teste, a aposentada fala com orgulho: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”, afirma sorridente. *Com informações da SES-DF
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Vistoria técnica avalia melhorias em feiras de Ceilândia
A Administração Regional de Ceilândia, em parceria com a Novacap, realizou nesta semana uma vistoria técnica nas Feiras Central e do P Sul e no Shopping Popular de Ceilândia com o objetivo de identificar demandas estruturais, necessidades de manutenção e possíveis melhorias nos espaços públicos destinados ao comércio popular da cidade. As equipes percorreram os ambientes internos e externos das feiras para levantamento técnico de serviços que poderão contemplar revitalizações, readequações, manutenção preventiva e melhorias | Foto: Divulgação/Administração de Ceilândia Durante a ação, as equipes percorreram os ambientes internos e externos das feiras para levantamento técnico de serviços que poderão contemplar revitalizações, readequações, manutenção preventiva e melhorias voltadas para conforto, segurança, acessibilidade e melhores condições de trabalho para feirantes e comerciantes. As feiras públicas desempenham papel fundamental na economia local, sendo responsáveis pela geração de emprego e renda para centenas de famílias, além de fortalecerem o comércio regional e preservarem a tradição cultural e social de Ceilândia. “As feiras públicas têm papel fundamental na economia e na vida da população de Ceilândia" Fernando Leite, presidente da Novacap “As feiras públicas têm papel fundamental na economia e na vida da população de Ceilândia. A Novacap está trabalhando em conjunto com a administração regional para identificar as principais demandas e contribuir com melhorias que garantam mais segurança, conforto e melhores condições para feirantes, comerciantes e frequentadores desses espaços”, afirma o presidente da Novacap, Fernando Leite. Parceria O trabalho conjunto entre a administração regional e a Novacap busca planejar ações estruturantes que contribuam para a valorização desses importantes espaços de convivência e desenvolvimento econômico da cidade. Segundo o administrador regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza, as vistorias fazem parte do compromisso da gestão em ouvir as demandas dos trabalhadores e promover melhorias contínuas nos equipamentos públicos. “Realizamos esse levantamento técnico para identificar as principais necessidades das nossas feiras e buscar soluções que garantam mais conforto, segurança e dignidade para feirantes, comerciantes e toda a população que frequenta esses espaços diariamente. As feiras têm um papel essencial na movimentação da economia de Ceilândia, na geração de emprego e renda e no fortalecimento do comércio local”, destacou o administrador. *Com informações da Administração de Ceilândia
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Brasília Ambiental realiza visita técnica à Usina de Tratamento de Resíduos
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Oficinas com inscrições abertas ainda nesse semestre!
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Acolhimento e geração de renda fortalecem mães em situação de vulnerabilidade no DF
A maternidade costuma ser marcada por descobertas, desafios e transformações. Para muitas mulheres em situação de vulnerabilidade social, no entanto, esse período também pode significar insegurança, medo e falta de apoio. É nesse cenário que as políticas públicas da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) têm feito a diferença ao acolher, orientar e abrir caminhos para que mães reconstruam a vida com mais dignidade, autonomia e esperança. Entre as iniciativas desenvolvidas pela pasta, o programa Nasce uma Estrela simboliza esse cuidado desde o início da vida. Voltada a gestantes e mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade, a iniciativa oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher. O programa Nasce uma Estrela oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher | Fotos: Jhonatan Viera/Sejus-DF Executado pela Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes, o curso reúne uma equipe multidisciplinar formada por bombeiros, doulas, enfermeiras, obstetras, pediatras, dentistas e assistentes jurídicos. As participantes recebem orientações sobre amamentação, primeiros socorros, saúde emocional no pós-parto, cuidados com o bebê e direitos das mães, além de uma bolsa com itens essenciais para os primeiros meses da criança. Desde a criação, em 2024, mais de 3 mil mulheres já foram beneficiadas. Apenas entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 388 atendimentos. Moradora de Planaltina, a diarista Vitória Moura, de 24 anos, participou do projeto durante a gravidez do segundo filho. “Mesmo já sendo mãe, eu ainda tinha muitas inseguranças, porque cada gravidez é diferente. Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente. No Nasce uma Estrela, encontrei acolhimento, orientação e apoio para passar por esse momento com mais tranquilidade”, relata. Vitória Moura, diarista atendida pelo Nasce uma Estrela: "Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente" | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF O curso é realizado semanalmente, sempre às sextas-feiras, das 10h às 12h, durante as edições do programa GDF na Sua Porta. As inscrições podem ser feitas previamente por formulário eletrônico ou diretamente no local antes do início das atividades. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (61) 98382-0271. Neste ano, o programa ganhou uma nova etapa: o acompanhamento domiciliar de gestantes e puérperas, com visitas realizadas durante a gravidez e no pós-parto. A medida amplia o cuidado individualizado e fortalece o vínculo com as famílias atendidas. [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes da Sejus, Maria do Socorro Lucena, o projeto representa um acolhimento essencial para mães que muitas vezes enfrentam a maternidade sem rede de apoio. “O Nasce uma Estrela vai além da orientação técnica. É um espaço de escuta, acolhimento e fortalecimento emocional dessas mulheres. Quando uma mãe se sente segura e amparada, toda a família é beneficiada”, destaca. Autonomia que transforma lares A possibilidade de gerar renda sem abrir mão do cuidado com os filhos é uma realidade que também vem mudando a vida de muitas mães atendidas pelas políticas da Sejus. É nesse contexto que o Banco de Talentos se consolida como uma ferramenta de transformação social e autonomia financeira. O projeto atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo participantes acompanhadas pelo programa Direito Delas, da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), iniciativa voltada ao acolhimento e suporte de mulheres vítimas de violência. A proposta é conectar essas mulheres a oportunidades de empreendedorismo, capacitação e geração de renda, oferecendo oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais. O Banco de Talentos oferece oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais a mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/Sejus-DF Desde a criação, em 2019, o Banco de Talentos já realizou 172 feiras e beneficiou 1.658 mulheres. Apenas neste ano, até abril, foram promovidas 16 feiras, com a participação de 211 expositoras. A artesã Adriana Batista, 42 anos, mãe de dois filhos autistas, encontrou no projeto a oportunidade de unir renda, acolhimento e maternidade. Participante do Banco de Talentos, ela expõe e comercializa os produtos artesanais em espaços organizados pela iniciativa, principalmente na loja Cidadania Criativa, espaço permanente da Sejus na Galeria dos Estados destinado à valorização do empreendedorismo feminino e da economia criativa. “Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam. Muitas mães não conseguem sair de casa por causa da rotina com os filhos, então essa oportunidade acaba sendo também uma forma de garantir renda e dignidade para várias famílias”, afirma. Adriana Batista, artesã participante do Banco de Talentos: "Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam" | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, destaca que o Banco de Talentos tem um olhar especial para mulheres que precisam reconstruir a própria trajetória enquanto cuidam dos filhos. “O programa transforma vidas porque entende a realidade dessas mães. Muitas chegam fragilizadas emocionalmente e sem perspectiva financeira. Quando oferecemos capacitação, oportunidade e acolhimento, estamos fortalecendo não apenas essas mulheres, mas toda a estrutura familiar”, ressalta. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)
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Ceilândia recebe força-tarefa com obras, tapa-buracos e recolhimento de lixo
Ao longo da última semana, Ceilândia recebeu uma ampla força-tarefa de obras, manutenção e zeladoria realizada pela administração regional, em parceria com a Novacap, o GDF Presente e o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). As ações foram executadas em diversas regiões da maior cidade do Distrito Federal e incluíram recuperação asfáltica, limpeza urbana, implantação de estacionamentos e revitalização de áreas de lazer, com o objetivo de proporcionar mais segurança, mobilidade, organização e qualidade de vida para a população. Mais de 25 toneladas de massa asfáltica foram utilizadas em operações de tapa-buracos e recuperação de vias, beneficiando locais como a Rua 1 do Condomínio Privê, Via O-5, QI 20 do Setor de Indústrias, QNM 03 Conjunto J, QNP 09 Conjunto U, QNO 11 Conjunto I, Via M3 Sul, Via P5 Sul, EQNN 6/8, QNP 12 Conjunto M e Via P3 Sul. Além da recuperação viária, as equipes executaram melhorias em calçadas e praças | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Além da recuperação viária, as equipes executaram melhorias em calçadas e praças, com destaque para a Feira Permanente da CNM 02, em Ceilândia Norte, onde foram finalizados reparos em áreas de circulação e convivência. Também houve implantação de meio-fio na Avenida O4 e no estacionamento público da Praça da EQNO 3/5, no Setor O. “Ceilândia recebe uma atenção permanente da Novacap, principalmente em serviços essenciais como recuperação de vias, drenagem, manutenção de áreas públicas e apoio às ações de zeladoria. Esse trabalho conjunto permite atender demandas importantes da população e garantir mais segurança e melhores condições de circulação em toda a cidade”, afirma a chefe do Departamento de Regionais da Novacap, Walquiria Marra. O trabalho em Ceilândia é permanente e realizado em várias frentes, de acordo com a demanda da população Na área de infraestrutura, foram construídos novos estacionamentos na lateral da QNO 02, no Setor O, e na CNM 02, em Ceilândia Centro, ampliando a oferta de vagas e contribuindo para a organização do trânsito. As equipes também realizaram desobstrução da rede de drenagem pluvial com hidrojato na Via O-5, além de reposição de tampas de concreto, manutenção em bocas de lobo e reparos em placas educativas. Os serviços de zeladoria incluíram capina, roçagem mecanizada, limpeza urbana e recolhimento de entulho em diversos pontos, como EQNO 4/6, QNN 14, Via NM-3, P Sul, QNP 15, QNP 19 e nas vias Leste, Norte e Sul. As equipes ainda revitalizaram o parquinho da QNN 39, com manutenção em brinquedos, alambrados, pintura e capina. Na EQNO 4/6, foi implantada estrutura para postes móveis na quadra de vôlei, e em frente à Administração Regional foi realizada a pintura dos chamados “pirulitos”, reforçando a sinalização do local. “O trabalho em Ceilândia é permanente e atende demandas importantes da população. Estamos atuando em várias frentes, com tapa-buracos, limpeza, manutenção de praças e implantação de estacionamentos, sempre com o objetivo de oferecer mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para os moradores”, afirma o administrador regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza. *Com informações da Administração de Ceilândia
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Escolas, shoppings, feira e UBSs: saiba onde se vacinar neste sábado (9) no DF
Vacinas contra doenças como sarampo, febre amarela e coqueluche estarão disponíveis em 52 locais de atendimento neste sábado (9). Os pontos incluem dois shoppings — um no Plano Piloto e outro no Jardim Botânico —, escolas, a Feira Central de Ceilândia e 47 unidades básicas de saúde (UBSs). A lista completa com endereços e horários está disponível no site da Secretaria de Saúde (SES-DF). Para receber o imunizante, é importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Os imunizantes serão ofertados para pessoas de diferentes faixas etárias, conforme o calendário de vacinação e os grupos prioritários das campanhas. Adolescentes e adultos, por exemplo, poderão receber doses contra febre amarela, hepatite B, difteria e tétano (dT), além da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Jovens de 10 a 14 anos poderão tomar a vacina contra a dengue. Já idosos, crianças de até 5 anos e profissionais de diversas áreas, como professores e caminhoneiros, integram os públicos-alvo da vacinação contra a gripe (influenza). [LEIA_TAMBEM]É importante apresentar um documento de identidade válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. As equipes irão conferir os registros e avaliar a necessidade de aplicação de doses. A SES-DF reforça que é possível se vacinar em qualquer posto disponível, independentemente do local de residência. Não haverá atendimento no domingo (10). Na segunda-feira (11), as mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Mais de 900 pessoas são capacitadas a atuar em casos de importunação sexual a mulheres em grandes eventos
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) segue ampliando as ações de conscientização e prevenção à violência contra a mulher em grandes eventos na capital. Nesta semana, o Protocolo Por Todas Elas, da Sejus-DF, chegou ao Rock Saloon, bar instalado no Bosque da Arena Mané Garrincha. O espaço faz parte da programação do Capital Moto Week, que será realizado em julho. Ao todo, 45 profissionais das equipes de segurança e brigada participaram da formação, que integra as ações de capacitação voltadas ao atendimento humanizado e à atuação em situações de importunação sexual em eventos. Por meio do Protocolo Por Todas Elas, cerca de 900 profissionais já foram capacitados em 37 estabelecimentos, ao longo de dois anos, para atuar em situações de importunação sexual, além de oferecer acolhimento e atendimento humanizado ao público. [LEIA_TAMBEM] Respeito às diferenças O treinamento orienta os participantes sobre como identificar situações de vulnerabilidade, agir em casos de importunação sexual e garantir acolhimento adequado às vítimas. A iniciativa reforça a construção de ambientes mais seguros, inclusivos e preparados para diferentes públicos. Formação contribui para a criação de espaços mais seguros e acolhedores | Foto: Divulgação/Sejus-DF Além do Protocolo Por Todas Elas, a capacitação também abordou temas como respeito às diferenças, acessibilidade e atendimento humanizado em eventos de grande porte. A formação foi conduzida pela Subsecretaria de Apoio às Vítimas de Violência da Sejus. Para a assessora especial da pasta, Luene Garcia, a união entre poder público e iniciativa privada fortalece as ações de cidadania. “Quando entretenimento e conscientização caminham juntos, toda a sociedade ganha”, ressaltou. Já o CEO do Capital Moto Week, Juliana Jacinto, reforça que a formação das equipes contribui para a criação de espaços mais seguros e acolhedores. “Quando capacitamos profissionais para lidar com situações de violência e promover o respeito às diferenças, ampliamos a cultura de cuidado dentro e fora dos eventos”, afirmou. *Com informações da Sejus-DF
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No Dia Mundial do Lúpus, especialista reforça importância de reconhecer os sintomas
O inchaço nas pernas parecia algo passageiro. Depois vieram a coceira no corpo e as manchas na pele em áreas expostas ao sol. Durante um ano inteiro, Mateus Gustavo Amaral, de 31 anos, conviveu com os sintomas sem imaginar que havia algo mais sério por trás. Há três anos, durante uma crise mais intensa, ele procurou atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Após dias de internação e uma série de exames, recebeu o diagnóstico de lúpus. “Eu não fazia ideia do que poderia ser. Nunca tinha ouvido falar nessa condição”, relembra. A história de Mateus não é incomum. O lúpus é uma doença autoimune que pode se manifestar de diferentes formas e atingir várias partes do corpo, o que muitas vezes dificulta a identificação precoce. Neste dia 10 de maio, quando é celebrado o Dia Mundial do Lúpus, especialistas reforçam a importância de reconhecer os sinais e procurar avaliação médica o quanto antes. De acordo com o reumatologista do HBDF Carlos Lins, o sistema imunológico, responsável por proteger o organismo contra vírus e bactérias, passa a atacar tecidos saudáveis nos pacientes com lúpus. As causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, mas as consequências podem ser graves quando o tratamento demora a começar. “O lúpus pode comprometer praticamente qualquer órgão do corpo, da pele aos rins. Existem formas mais leves e outras mais graves, com risco de morte. Por isso, o diagnóstico exige uma avaliação ampla do paciente”, explica. Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde | Fotos: Divulgação/IgesDF Sinais costumam ser confundidos Por atingir diferentes regiões do corpo, o lúpus pode apresentar manifestações variadas, muitas vezes confundidas com outros problemas de saúde. Entre os sinais mais comuns estão dores nas articulações, fadiga intensa, febre, queda de cabelo, manchas na pele, falta de ar e dor no peito ao respirar profundamente. Sem o acompanhamento adequado, a inflamação provocada pela doença pode causar danos progressivos, principalmente nos rins. “Quanto mais tempo o lúpus permanece sem controle, maiores são os riscos de complicações. Identificar cedo faz toda a diferença”, reforça o especialista. Atualmente, o HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), acompanha cerca de 70 pacientes por semana no ambulatório especializado. No Distrito Federal, a estimativa é de que entre duas e três mil pessoas convivam com a condição. Exposição ao sol exige atenção Embora ainda não exista uma causa definida para o lúpus, alguns fatores podem desencadear crises em pessoas predispostas, como exposição solar inadequada, infecções e uso de determinados medicamentos. Foi o que aconteceu com Fábia Ferreira Lima, de 49 anos. Há cerca de dez anos, ela começou a sentir dores no pescoço, inchaço nos membros e uma sensação constante de peso no corpo. “No começo, achei que era algo simples, como um torcicolo. Mas foi piorando até eu não conseguir mais caminhar”, conta. Fábia Ferreira Lima foi diagnosticada com a doença. Com acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram Após procurar atendimento em uma UPA, ela foi encaminhada ao HBDF, onde ficou internada por um mês até descobrir o lúpus. Com o início do acompanhamento médico e o uso correto dos medicamentos, os sintomas desapareceram e hoje ela mantém apenas as consultas de rotina. Qualidade de vida é possível com acompanhamento Apesar de não ter cura, o lúpus pode ser controlado com medicamentos e hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento contínuo. “Antes do avanço dos tratamentos, muitos pacientes com formas graves morriam poucos anos após o diagnóstico. Hoje, com acompanhamento adequado, é possível viver com qualidade e manter uma rotina praticamente normal”, afirma Carlos Lins. Pessoas com sintomas persistentes, como dores nas articulações, manchas na pele, fadiga intensa e inchaços frequentes, devem procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso haja suspeita de lúpus, o paciente pode ser encaminhado para acompanhamento especializado na rede pública. A principal mensagem do Dia Mundial do Lúpus é clara: informação, atenção aos sinais e diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Onde procurar atendimento Em caso de sintomas, a orientação é procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). Nessas unidades, é feita a avaliação inicial e, se necessário, o encaminhamento para atendimento especializado em hospitais de referência, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). *Com informações do IgesDF
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Diana de Almeida nomeada Procuradora-Geral do DF
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Como o portal foi criado?
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Por que estamos fazendo isso?
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O que são dados abertos?
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Com apoio técnico do GDF, agricultores de baixa renda ampliam produção no Distrito Federal
O apoio técnico oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à agricultura familiar tem ajudado produtores rurais a melhorar a produção no campo. As ações incluem assistência técnica, orientação para comercialização, acompanhamento da produção rural e até mecanização agrícola da própria terra para aumentar a produção. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Segundo o secretário da Seagri-DF, Rafael Bueno, o trabalho é voltado principalmente às famílias rurais que enfrentam dificuldades para custear etapas essenciais do plantio. “Sabemos que muitas dessas pessoas não têm recursos para preparar o solo para o plantio. O Governo do Distrito Federal vem ampliando esse atendimento, com mecanização e acompanhamento da Emater”, afirma. Por meio do programa Preparo de Solo, são oferecidos serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressalta que o atendimento prioriza agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária que enfrentam dificuldades para custear o preparo do solo. “O governo apoia justamente quem mais precisa na área rural. São produtores que muitas vezes não têm condições de pagar por uma máquina para preparar o solo e iniciar o plantio”, observa. O apoio direto ocorre por meio do programa Preparo de Solo, coordenado pela Seagri-DF, direcionado aos produtores de baixa renda cadastrados na Emater-DF | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF). Filha de agricultores, Marilene cresceu em meio ao trabalho rural, mas foi em 2016 que assumiu à frente da própria chácara. Hoje, cultiva abobrinha, alface, milho e morango. Contemplada na última edição do programa Preparo de Solo e com o acompanhamento técnico da Emater-DF, ela passou a aprimorar o manejo da produção. O atendimento inclui orientações sobre preparo do solo, aplicação de produtos, condução da lavoura e cuidados com o cultivo. “Antes eu não tinha sabedoria, não sabia de nada”, relata. “Hoje, quando eu necessito, ligo e eles vêm. Eles orientam a gente em tudo.” Na chácara de Marilene, o atendimento incluiu o uso de trator para preparação da área de plantio. Segundo Marilene, o suporte técnico contribuiu diretamente para melhorar a rotina de trabalho na chácara. O programa Preparo de Solo oferece serviços de mecanização agrícola para agricultores familiares e produtores vinculados à reforma agrária atendidos pela Emater-DF. A iniciativa inclui etapas como gradagem e preparação da área de plantio, com o objetivo de reduzir custos para os produtores e dar suporte ao início da produção rural. O acompanhamento da produtora é feito por Sérgio Rufino Maciel, extensionista rural da Emater-DF e gerente do escritório de Alexandre Gusmão. Segundo ele, as políticas públicas voltadas à agricultura familiar envolvem assistência técnica, mecanização agrícola, crédito rural, orientação para comercialização e apoio à produção. “Quando o atendimento é voltado ao agricultor familiar, essa ajuda é ainda maior. É um conjunto completo para a pessoa poder aumentar a renda dela”, afirma. Em Brazlândia, a agricultora Marilene Maria de Souza, 66 anos, é uma das produtoras atendidas pelas ações desenvolvidas pela Emater-DF e pela Seagri-DF A Emater-DF conta atualmente com 17 escritórios locais no Distrito Federal, além de duas unidades regionais e uma unidade central. Os atendimentos aos agricultores familiares incluem orientação técnica, indicação de culturas, adubação, manejo da produção e acesso a políticas públicas voltadas ao campo. Na chácara, Marilene afirma que o acompanhamento recebido trouxe mudanças que vão além da produção agrícola. “Quando eu mudei para cá, eu estava depressiva. Aqui, melhorei porque estou colhendo uma coisa, outra. Tenho prazer no que faço. Eu recomendo a todos os produtores que abram suas portas aos técnicos da Emater, porque eles ajudam muito”, ressalta. Serviço O Programa Preparo de Solo 2026 recebe inscrições entre 11 de maio e 10 de junho. Coordenada pela Seagri-DF em parceria com a Emater-DF, a iniciativa oferece serviços de mecanização agrícola a agricultores familiares e trabalhadores vinculados à reforma agrária inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar per capita de até meio salário mínimo e atendimento pela Emater-DF. As inscrições devem ser feitas conforme as orientações do edital, nos canais oficiais da Emater-DF, em dias úteis, das 8h às 12h e das 13h às 17h. O programa é regulamentado pela Portaria nº 358, de 19 de novembro de 2024.
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O que é o dados.df.gov.br?
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Hotel Social supera 21 mil acolhimentos nos primeiros meses de 2026
Ao longo dos seus 45 anos, Alex Damasceno já viveu em diversas cidades do Brasil e do mundo. A mais recente foi Aracaju (SE), de onde saiu após enfrentar problemas financeiros. “Pensei: ‘A única oportunidade que eu tenho é ir para Brasília, que é um centro econômico, um centro de oportunidades, tentar fazer a vida’”, lembra. Na capital federal, porém, ele voltou a ficar sem dinheiro. Foi então que encontrou um lugar que lhe abriu as portas: o Hotel Social, equipamento da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) que oferece pernoite gratuito a pessoas em situação de vulnerabilidade. “Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente. Eu digo que é um trampolim para quem chega desorientado, chega descapitalizado, chega perdido, da forma que seja. Ninguém vai te tratar diferente conforme você chegou, de onde você veio. Vai ser atendido como todo mundo, tratado com dignidade e com respeito. E depois a equipe técnica vai te abordar para ver o que eles também podem fazer para te ajudar de alguma forma a sair dessa situação e se reencontrar, se recolocar no âmbito social, de ter um trabalho, um lugar para morar. O que ele te proporciona é exatamente isso: um respiro digno para você recomeçar”, conta Alex, que hoje conseguiu um emprego e já não dorme mais no local. Alex Damasceno já foi acolhido pelo Hotel Social: "Realmente o equipamento funciona, ele te dá a oportunidade de você pensar, de criar uma estratégia e ver como você vai sair, o que você vai fazer daqui para a frente" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A história dele não é única. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, o Hotel Social registrou 21 mil acolhimentos. Desde a criação, em julho do ano passado, o total de atendimentos já supera os 50 mil. O espaço funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite. Além de cama e cobertor para dormir, os acolhidos têm direito a banho quente e duas refeições — jantar e café da manhã. O equipamento ainda é um dos únicos do país a aceitar animais de estimação, contando com um espaço reservado para eles. “Quem está em situação de rua também quer um lugar bom para dormir, com segurança, tranquilidade, sem tanto barulho, sem tanta perturbação. Quer um lugar para poder se alimentar e dormir, e para ter dignidade. Essas pessoas precisam desse serviço pela dignidade que ele oferece”, aponta Daura Meneses, diretora dos Serviços de Acolhimento da Sedes, que também destaca outras ações promovidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas à população em situação de rua. “O Distrito Federal tem se destacado por meio do Plano Distrital para a População em Situação de Rua, uma iniciativa que realmente é de extrema importância.” O local é gerido pelo Instituto Mãos Solidárias, organização contratada por meio de licitação. De acordo com a presidente da entidade, Juliana Alves, desde a abertura do Hotel Social, 105 pessoas acolhidas no equipamento foram reinseridas no mercado de trabalho. “Nós temos uma equipe técnica, psicólogos, assistentes sociais, que fazem esse encaminhamento, tanto para empregos quanto para outros estados, no caso daqueles que vieram de fora e desejam voltar. Para nós, é gratificante. Esse é o intuito do instituto: acolher e dar oportunidade”, pontua. Grato por ser uma dessas pessoas, Alex Damasceno agora dá um conselho para quem enfrenta a mesma situação que ele viveu. “Se você precisar de um espaço, de dignidade, de respeito, de se sentir querido de alguma forma, venha para cá. Eu não precisei ficar na rua, mas ouvi relatos de pessoas aqui de que a rua não é um lugar muito bom. Então, se você está passando por alguma necessidade, procure o equipamento, que eles vão te orientar e, com certeza, vai haver uma condição para você poder se hospedar enquanto procura uma reorganização da vida.” O Hotel Social funciona diariamente, das 19h às 8h, para que até 200 pessoas em situação de vulnerabilidade possam passar a noite, com direito a cama, cobertor, banho quente e duas refeições Política distrital O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a apresentar um plano de política pública após a suspensão das ações de abordagem à população em situação de rua pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As ações de acolhimento começaram a ser implementadas após uma fase de testes em maio de 2024, quando o GDF realizou visitas na Asa Sul e em Taguatinga, atendendo cerca de 50 pessoas com assistência social e oferta de serviços públicos. Em 27 de maio de 2024, o GDF oficializou o Plano de Ação para a Efetivação da Política Distrital para a População em Situação de Rua. Desde então, ocorrem ações semanais em diversos pontos do Distrito Federal. Os órgãos do governo já passaram por regiões como Plano Piloto, Vila Planalto, Taguatinga Norte e Sul, Ceilândia, Águas Claras e Arniqueira. Em julho de 2025, a governadora Celina Leão, então em exercício, assinou decreto que criou o programa Acolhe DF. A iniciativa propõe busca ativa e oferta de tratamento a pessoas em situação de rua com dependência de drogas ilícitas, álcool e tabaco, criando uma linha de atendimento específica e ampliando as ações já existentes do GDF voltadas a esse público.
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Consulta para melhorar o Serviço Veterinário Público do DF começa nesta sexta-feira (8)
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Mães atípicas: entre desafios diários, o acolhimento transforma rotinas no DF
O Dia das Mães lembra também a rotina de quem é mãe atípica: para muitas, o cuidado é integral, constante e atravessado por incertezas. Nessa realidade, histórias como a da aposentada Cleide Maria Magalhães Matos, de 56 anos, ganham força. E também a ajuda de programas do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Melhorias Habitacionais, e de órgãos como a Secretaria de Educação (SEEDF), que mantém a rede pública de ensino especial. Mãe de Jessé Magalhães, de 28 anos, Cleide Maria traduz o peso e o amor da jornada, que começou quando o pequeno chegou à porta dela, com 40 dias. Determinada a criá-lo, ela conta que a descoberta do diagnóstico do filho, de autista suporte 3 severo, foi difícil: “Eu fui para a beira do lago chorar. Você cria expectativa com um filho. Então, foi um balde de água fria. Mas por ele eu faria tudo novamente — tudo, sem tirar uma vírgula”, afirma. Depois do desespero com o diagnóstico de Jessé, a rotina de Cleide Maria Matos tornou-se de acolhimento e reconstrução | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A rotina mudou de desespero para acolhimento quando Cleide conheceu um dos 13 centros de ensino especial do Distrito Federal, onde ela reconquistou a própria autonomia, além de ver uma mudança profunda em seu filho. Jessé, que constantemente apresentava rompantes agressivos, hoje consegue se regular e até pintar quadros na escola. Cleide, que deixou o trabalho para cuidar do filho, redescobriu a própria vida a partir do apoio da escola. Com uma equipe para atender as necessidades de Jessé, ela começou a se exercitar e perdeu 34 quilos, ganhando saúde física e mental para continuar a maternidade. “Esqueci totalmente de mim. Foi depois do centro que eu voltei a fazer atividade física e a cuidar da minha saúde. Hoje eu sei que preciso estar bem para cuidar dele. A escola foi meu refúgio.” A governadora Celina Leão se mostra solidária a essas mães. “Tem algumas mamães que são mais do que especiais, são sinônimo do amor puro, São as nossas mães atípicas, que lutam com coragem, com perseverança, com a certeza de que o amor pode vencer todos obstáculos. A todas vocês, um Feliz Dia das Mães. Que a gente possa governar a cidade com esse olhar materno de que uma mãe faz sempre o que é melhor para os seus filhos”, compartilhou. No Distrito Federal, mais de 27,4 mil estudantes são atendidos pela educação especial, distribuídos em 675 escolas, sendo 13 centros de ensino especial, além de 520 salas de recursos. Os centros da rede pública atendem mais de 3,5 mil alunos com deficiências intelectuais, sensoriais, físicas ou múltiplas. Essas unidades especializadas, incluindo o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e a Escola Bilíngue de Taguatinga, integram a política de inclusão da Secretaria de Educação do DF. "A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães" Iêdes Braga, secretária de Educação Segundo a secretária de Educação, Iêdes Braga, o olhar do governo vai ー e precisa ir ー além do estudante. “A escola tem a função social de acolher esses alunos e isso nos leva a olhar também para essas mães. Elas recebem um diagnóstico e caminham a vida inteira com essa responsabilidade. Por isso, a escola precisa ser também um espaço de conforto, orientação e apoio”, declara. Mãe em tempo integral Os números refletem um impacto direto nas famílias, especialmente nas mães, que muitas vezes assumem sozinhas o cuidado integral dos filhos. A dona de casa Rute Ferreira de Oliveira, de 55 anos, é mãe de Davi, de 12, e descreve a intensidade da rotina. “A gente vive para eles. Eu não trabalho fora, meu tempo é todo para o meu filho: terapia de manhã, escola à tarde e à noite continuo cuidando em casa. Não é fácil, é muito difícil, e a gente precisa de apoio”. Ana Silva: "A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é" | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Já nos primeiros anos após o diagnóstico, o impacto é imediato. A dona de casa Daniele Lourenço, 43, mãe do pequeno Moisés, 4 anos, relata o processo de adaptação: “No começo, é um turbilhão de informações e terapias. A gente não consegue fazer outra coisa. O Moisés fazia horas seguidas de atendimento e a gente entrou nisso sem entender direito. Com o tempo, aprendemos que também precisamos viver e conhecer nosso filho, mas até chegar a esse equilíbrio é um processo". Ao longo do tempo, essa dedicação exclusiva da maternidade atípica também transforma a identidade dessas mulheres. A dona de casa Ana Silva, de 45 anos, mãe de Paulo Daniel, de 9 anos, aborda esse impacto: “A mãe deixa um pouco de ser mulher e vive só a vida de mãe. É uma rotina muito corrida e pesada, até na mente, que não para. A gente precisa aprender a se olhar também, entender o tempo do nosso filho e o nosso tempo, porque essa jornada muda completamente quem a gente é". O acolhimento Os serviços da rede pública abrangem centros de ensino especial, escolas bilíngues para surdos e salas de recursos multifuncionais, que complementam o ensino regular e auxiliam na inclusão. No Centro de Ensino Especial da 912 Sul, por exemplo, o atendimento visa o acolhimento às famílias, orientação e suporte emocional, criando uma rede que ajuda a reorganizar não apenas a vida dos alunos, mas de todo o núcleo familiar. "A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida" Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira, diretora do Centro de Ensino Especial 1 Na prática, esse apoio se traduz em mudanças reais dentro das famílias, acompanhadas diariamente pela diretora do Centro de Ensino Especial 1, Ana Paula Ventorim Rodrigues de Oliveira. “Temos relatos de famílias que conseguiram viajar juntas pela primeira vez, que voltaram a frequentar restaurantes e conseguiram reorganizar a rotina dentro de casa. A escola trabalha diretamente na estrutura familiar, trazendo mais equilíbrio e qualidade de vida”, detalha. O espaço recebe alunos a partir de 15 anos até a idade que precisam ficar na escola. Atividades como artes, música, educação física e vivências sociais ajudam a desenvolver habilidades muitas vezes invisíveis no início. “O aluno que vem para cá já não consegue trabalhar na matriz curricular do ensino regular. Então, trabalhamos a manutenção pedagógica do que existe de ganho do estudante, além da funcionalidade, autonomia e socialização”, acrescenta a diretora. Para as mães, o impacto também é pessoal. Esse sentimento é compartilhado por mães como a artesã Rejane de Freitas Kubiszeski, de 62 anos, que encontrou no ambiente escolar novas possibilidades, como o crochê e o artesanato. “A gente se apoia muito. Aprendi coisas novas, me sinto mais independente, mais empreendedora. A troca de experiência entre as mães é muito importante, porque só quem vive entende”, ressalta. Dentro da escola, projetos voltados às mães incentivam o autocuidado e o convívio social. A dona de casa Francisca Alves Brandão, de 68 anos, é mãe de Allan Alves Faria, de 40, e reforça o papel do espaço como ponto de encontro e trocas importantes: “Aqui é vida para nós. A gente aprende, conversa, apoia uma à outra. Não é obrigação vir, é um lazer. Quando ficamos longe, sentimos falta, quase como os meninos". Enquanto as mães encontram suporte, os estudantes também desenvolvem vínculos e autoestima. João Pedro Angotti Medeiros Araújo, de 19 anos, é diagnosticado com o transtorno do espectro autista (TEA). Em uma oratória articulada que desenvolveu com a escola e a família, ele resume o sentimento de pertencimento: “Aqui eu me sinto muito em casa. Muito acolhido, muito feliz. Nas outras escolas faziam bullying comigo, aqui não fazem". João Pedro Angotti Medeiros Araújo: "Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida" | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Dele vem um recado simples e direto, mas carregado de significado para quem vive essa realidade todos os dias: “Eu quero dar parabéns a todas as mães do Brasil, do mundo inteiro. Especialmente à minha mãe, ela é a minha vida. Mamãe, te amo”. Mãe atípica transforma a vida do filho com apoio habitacional no DF “Tia, me espera que eu vou arrumar a minha mochila.” Foi com essa frase simples que Emanuel Ferreira, de 28 anos, um jovem com deficiência intelectual, deixou o abrigo rumo a um novo começo, nos braços de quem escolheu ser sua mãe. Neste Dia das Mães, a história dele e de Maria do Socorro Ferreira, de 52 anos, mostra como o afeto transforma vidas. Beneficiado pelo programa Melhorias Habitacionais, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Emanuel hoje vive com mais dignidade ao lado da mãe de coração, que também teve a rotina e a qualidade de vida transformadas. Maria do Socorro Ferreira vai comemorar o primeiro Dia das Mães na casa nova, ao lado do filho, Emanuel | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Antes, Maria do Socorro vivia em uma casa pequena, com apenas um quarto, banheiro e cozinha, espaço onde Emanuel também dormia desde os 9 anos, quando foi adotado. Sem infraestrutura adequada, a rotina de cuidados com o filho era limitada e desafiadora. “Quando entregaram as chaves para a gente, falei: Emanuel, seu quarto agora já está pronto, sua cama está lá. Vamos lá ver?”. A lembrança do momento da mudança ainda emociona. “A gente tinha planos de arrumar a casa, mas não sabia quando nem como.” Foi por meio de uma amiga da família que Maria soube das inscrições abertas da Codhab para um programa voltado a famílias com pessoas com deficiência. “Como mãe atípica, sei que tudo aconteceu por causa do Emanuel. Não foi fácil, e ainda não é fácil cuidar dele, mas eu passaria por tudo de novo. Ele sabe que tem uma família, que tem uma casa nova.” Há dois meses, os dois celebram essa nova fase, com mais conforto e dignidade. Prioridade social Dentro do programa Melhorias Habitacionais, hoje referência no país, as pessoas com deficiência (PcD) têm prioridade no atendimento. Desde 2018, 239 pessoas já foram beneficiadas, sendo 62 famílias com integrantes com deficiência. Atualmente, outras 42 famílias aguardam na fila. 62 Número de famílias com integrantes com deficiência atendidas pelo projeto Melhorias Habitacionais Segundo a Codhab, 95% dos atendimentos são destinados a mulheres, muitas delas responsáveis pelo cuidado diário de filhos com deficiência, realidade que reforça o papel central das mães atípicas e dá ainda mais significado às ações do programa. A assistente social da Codhab, Marilurde Lago, explica que o atendimento começa com a inscrição e uma visita social para verificar se a família atende aos critérios do programa. Para ser beneficiado, é preciso morar no Distrito Federal há pelo menos cinco anos, ter renda de até três salários mínimos, ser dono do imóvel, não possuir outra residência e viver em área de regularização de interesse social. Para famílias com PcD, é necessário apresentar o laudo médico da pessoa e a carteira da pessoa com deficiência (obrigatoriamente). Para isso, também pode ser utilizado a comprovação do Benefício de Prestação Continuada (BPC). “Acompanhar Maria e Emanuel foi muito gratificante. Na primeira visita, vimos de perto a vulnerabilidade em que a família vivia, foi muito emocionante. Poder entregar uma casa nova, com um quarto para o Emanuel, com iluminação e ventilação adequadas, é algo que marca. É a realização de um sonho, tanto para o morador quanto para quem participa desse processo”, afirma Marilurde. [LEIA_TAMBEM]Casa nova A intervenção habitacional do Governo do Distrito Federal (GDF) representou, nesse contexto, muito mais do que uma obra física, foi uma transformação concreta na qualidade de vida dessa família. A residência passou por uma reconstrução e ampliação, com área aproximada de 71,70 m², com o objetivo de regularizar as condições de salubridade e à adequação da edificação aos parâmetros mínimos de habitabilidade, segurança e desempenho. A casa, que antes era um ambiente único e sem divisões, passou a contar com sala, cozinha e quartos bem definidos. A ampliação também considerou aspectos ambientais, como a orientação solar e a integração de uma árvore já existente no lote, utilizada como elemento natural de sombreamento. A cobertura foi totalmente substituída por telha sanduíche, para garantir melhores condições térmicas no interior da residência. Com o investimento da Codhab de R$ 99,8 mil, a moradia foi transformada em um espaço estruturalmente seguro, organizado e mais eficiente. Mas, acima de tudo, tornou-se um verdadeiro lar.
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