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Profissionais do Hospital da Região Leste são testados para Covid-19

O Hospital da Região Leste (HRL), antigo Hospital Regional do Paranoá, começou a testagem rápida para detecção da Covid-19 nos profissionais de saúde que atuam na linha de frente na unidade. Serão testados, neste primeiro momento, profissionais do pronto-socorro, emergência e sala vermelha, um dos grupos mais expostos ao contágio. “É importante essa ação e é preciso que os profissionais de saúde da unidade participem, porque só assim vamos ampliar a nossa capacidade de proteger as pessoas”, disse o secretário de Saúde, Francisco Araújo, lembrando que a testagem começou segunda-feira e vai se estender pelo resto da semana. “Nosso objetivo é dar atenção e tomar todos os cuidados possíveis com esses trabalhadores que estão na linha de frente do combate à Covid-19”, acrescentou. “Essa testagem é um meio de prevenção, é importante para identificar os profissionais que já tiveram contato com o coronavírus e afastá-los o quanto antes, com o objetivo de não contaminar os colegas de trabalho e nem os pacientes. Por isso, queremos testá-los a cada 15 dias, já que eles têm contato direto com os pacientes”, declara a superintendente da Região de Saúde Leste, Raquel Bevilaqua. Os profissionais do HRL estão sendo testados desde a última segunda-feira (4). A testagem continuará ao longo da semana. Cada dia é realizado 80 testes, sendo 40 no período da manhã e 40 à tarde. Até a tarde desta quarta-feira (6) foram realizados 240 testes rápidos, tendo somente um resultado positivo. “Esse profissional já tinha tido contato com a Covid-19 há mais de 30 dias, fez a quarentena e já está curado. Por isso detectou no exame, que identifica o IgG e IgM”, explica a superintendente. O médico ortopedista Pablo Godinho, ressaltou a importância da prevenção no ambiente de trabalho.  “O servidor está exposto, na linha de frente da batalha. Quem primeiro vai se contaminar é quem atende. Fazer o teste é importante para não sermos um transmissor assintomático tanto para os colegas que convivem diariamente conosco, quanto para os pacientes”, observa. Além de reconhecer a importância deste tipo de ação para resguardar a saúde dos profissionais, a técnica em Nutrição Maria da Glória, cita, ainda, como importante o uso adequado de suplementação para aumentar a imunidade. Agendamento Por meio de um portal de atendimento criado pelo Núcleo de Tecnologia da Informação da Região Leste, o profissional faz o cadastro, agenda o horário do teste rápido e apresenta-se no local para o procedimento. O resultado do teste é enviado por e-mail, mas o profissional também poderá saber o resultado pessoalmente, aguardando alguns minutos. O acesso é por meio do link: http://agendamento.app2b.me/inscricao. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Cartas solidárias: as homenagens aos ‘guerreiros da saúde’

Carinho, reconhecimento e gratidão. Esse foi o tom das cartas recebidas pelos profissionais da Secretaria de Saúde, verdadeiros “guerreiros da saúde” que atuam na linha de frente contra o coronavírus. Os elogios – escritos em poemas, citações, recados e fragmentos – pela comunidade acadêmica da Universidade de Brasília (UnB) fazem parte do projeto Cartas solidárias. A iniciativa foi lançada, nesta terça-feira (5), no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência no atendimento a pacientes com a Covid-19. “Atitudes assim mostram que a população entende o risco que corremos, as dificuldades que enfrentamos, tudo que abrimos mão para estar aqui, cuidar do outro e servir. É uma forma de reconhecimento, que até então, não tínhamos”, contou a médica Fernanda Quirino, uma das agraciadas pela homenagem, feita no jardim do hospital. Foto: Breno Esaki/Saúde-DF Assim como a médica, que representou as equipes de saúde, também receberam cartas profissionais da vigilância, serviços gerais, nutrição, vigilância em saúde e comunicação. Cada um foi escolhido para representar as áreas atuantes durante a pandemia e que, dentro das suas especialidades, tem se empenhado para ajudar nesse momento. As cartas, em sua maioria, têm manifestações de força e empatia para os profissionais. Frases como “o seu trabalho é essencial para as pessoas” e “sua presença e doação são luz e amparo em momentos de dor” marcaram servidores como a gerente de enfermagem do Hran, Cleide Crisóstomo. Para ela, seu trabalho ser reconhecido pelas pessoas é um incentivo a mais para continuar se dedicando na luta contra o coronavírus. “Fiquei muito feliz e emocionada. É uma atitude linda, com palavras simples e verdadeiras. É muito gratificante receber esse tipo de atenção”, comentou. Efeitos do isolamento Foto: Breno Esaki/Saúde-DF A responsável pela entrega das cartas foi a professora de Terapia Ocupacional da UnB, Flávia Mazitelli. De acordo com a especialista, o projeto é mais uma das iniciativas da universidade voltada a amenizar os efeitos do isolamento social. O objetivo é reduzir os impactos da medida e prevenir qualquer transtorno entre os profissionais. “Queremos não só fazer uma manifestação de solidariedade, como também é uma forma da comunidade sentir que está participando desse momento, ainda que de casa. Esperamos ainda que traga um pouco de acalento aos profissionais nesse momento tão difícil”, afirmou a docente. Assim que recebidas no e-mail da UnB, as cartas são entregues aos trabalhadores que atuam na linha de frente contra o coronavírus. A ideia é que as próximas sejam regularmente atualizadas e afixadas em um mural de fácil acesso aos profissionais do Hran.   * Com informações da Secretaria de Saúde-DF

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Balanço sobre a Covid-19 no sistema penitenciário – quarta-feira (6)

A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), informa que, até as 17h desta quarta-feira (6), 92 policiais penais seguem com teste positivo para o coronavírus e 39 se encontram recuperados. Em relação aos reeducandos, 238 estão com a Covid-19 e 67 se recuperaram da doença. O cenário atual indica, até o momento, 330 casos ativos e 106 recuperados. Parte dos que testaram positivo ainda aguarda a contraprova, ou seja, os números podem sofrer alterações nos próximos levantamentos. A alta testagem realizada nos presídios do DF, desde o início dos primeiros casos da doença no DF, permitiu a adoção imediata de medidas preventivas e de isolamento. Até o momento, já foram aplicados, pela Secretaria de Saúde (SES), mais de 1,8 mil testes em internos e policiais penais no DF. Tais iniciativas têm se mostrado muito eficazes, pois, apesar de apresentar cerca de 74% dos casos detectados no sistema prisional brasileiro, de acordo com o Painel Covid-19 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o DF possui atualmente uma taxa de 0% de letalidade. No restante do país, 16 internos morreram da doença até o momento. Em decorrência da Covid-19, cinco policiais penais se encontram internados, sendo dois no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) e três na rede hospitalar particular do DF. A Sesipe não possui informações consolidadas sobre o quadro clínico dos servidores. Oito internos que apresentaram sintomas da doença estão no HRAN. Um deles tem comorbidade e necessita de cuidados especiais. Os demais apresentam sintomas moderados. Destacamos que reeducandos que por ventura apresentem algum tipo de agravamento no estado de saúde são imediatamente encaminhados para o HRAN. Os demais contaminados são acompanhados por equipes de saúde nas próprias unidades prisionais. Dos policiais penais confirmados, nove são do Centro de Detenção Provisória (CDP), 13 do Centro de Internamento e Reeducação (CIR), 40 da Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I), 16 da Penitenciária do Distrito Federal II (PDF-II), três do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), oito da Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE) e três servidores da Sesipe. Dos policiais recuperados, 17 são do CDP, 19 do CIR, dois da PDF-II e um da DPOE. Dos internos, 46 são do CDP, 34 do CIR, 121 da PDF I, 34 da PDF-II, um da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) e dois do CPP. Destacamos que o reeducando identificado na PFDF havia sido transferido do CDP a pedido da Justiça e, por testar positivo ainda na triagem, retornou de imediato à unidade de origem. Dos 67 reeducandos recuperados, 52 são do CIR, nove do CDP e seis da PDF-I. Em trabalho conjunto com a SES, responsável pela assistência médica aos internos, a SSP/DF vem intensificando cada vez mais as medidas para combater o coronavírus no sistema penitenciário do DF. São elas: Ações recentes – O governador Ibaneis Rocha anunciou a entrega de 30 mil máscaras para o sistema penitenciário; – Dois blocos dos novos Centros de Detenção Provisória (CDPs), com 400 vagas, estão em fase final de preparação e serão utilizados para o tratamento e a quarentena de presos durante a pandemia. (https://is.gd/SKd0KB); – A partir desta semana, servidores e população carcerária da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF) estão sendo testados para Covid-19, com início nessa segunda-feira (4). O objetivo é que, até semana que vem, todos sejam testados (https://is.gd/3miuuo); – A Sesipe passou a fazer a assepsia de celas, viaturas e prédios da administração e parte externa dos presídios por meio de sua Gerência Obras e Reparos (GEOR). A mesma ação havia sido realizada com apoio do Exército Brasileiro e da Vigilância Ambiental, da SES (https://is.gd/QcBanG); – Seis blocos com 60 celas da PDF I passaram por limpeza e sanitização. A ação foi promovida pela Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, por meio do programa Sanear-DF (https://is.gd/kl1ig0); – Novo canal para troca de mensagens entre familiares e internos. Agora, além dos aplicativos de mensagens, a comunicação pode acontecer por meio do site da Sesipe, no link do cadastro de visitantes (https://is.gd/owOwU9); – A Escola Penitenciária (EPEN) lançará cartilha exclusiva para os servidores carcerários. Vídeos com as orientações de médicos e profissionais da saúde também foram enviados para os celulares dos servidores; – Cadastros de visitantes com vencimento, entre os dias 19 de março e 1º de junho, terão sua data de validade estendida até o dia 15 de junho. A medida vai beneficiar mais de 3,5 mil pessoas; – As unidades prisionais passaram a permitir o envio de cartas entre internos e familiares por meio de aplicativo de mensagens. Cada presídio recebeu quatro celulares para essa operação. (https://is.gd/hbJcrs); – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) repassou à Sesipe equipamentos de proteção individual (EPIs) para policiais penais e internos. São máscaras, luvas e álcool em gel, itens a serem divididos entre as unidades prisionais. (https://bit.ly/3cD7x1z); – Suspensão das visitas aos reeducandos até o dia 15 de maio, quando será definido novo prazo. A medida, iniciada em 12 de março, está alinhada às ações do Governo do Distrito Federal (GDF) voltadas para a prevenção do contágio pelo novo coronavírus; – Atendimento dos advogados aos internos passou a ser feito por videoconferência. A implementação está sendo feita em todas as unidades prisionais de forma gradativa. Outras medidas – Início da vacinação contra a gripe de servidores e reeducandos do Sistema Penitenciário. Sentenciadas da PFDF já foram imunizadas. Previsão é que todos os sentenciados estejam vacinados contra influenza em duas semanas (https://is.gd/3miuuo); – Desinfecção do CIR realizada pelo Exército Brasileiro. Após a limpeza, os militares deram instruções aos policiais penais de como usar adequadamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e a fazer a assepsia de superfícies. A ação teve início com a limpeza do CDP e foi realizada pela Vigilância Ambiental do DF; – Serviço de informação via telefone com o objetivo de repassar aos familiares, de forma individualizada, o estado de saúde dos internos testados positivos para a Covid-19; – Todos os presos que possivelmente tenham tido algum contato com aqueles que já testaram positivo para o novo coronavírus estão sendo monitorados diariamente por meio das equipes de saúde dos presídios; – A Sesipe, por meio da Escola Penitenciária (Epen), está repassando vídeos educativos aos servidores com orientações sobre a prevenção do coronavírus; – Corpo de Bombeiros produziram 200 litros de álcool glicerinado e etílico 70% para o Sistema Penitenciário; – Avaliação médica e aplicação de testes rápidos para diagnóstico do vírus em todos os 332 internos e 126 agentes da ala em que os primeiros casos foram detectados. Destes casos, 13 testaram positivo; – Consultórios específicos com médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde foram montados nas unidades prisionais para avaliar suspeitas de coronavírus; – Instalação de hospital de campanha com dez leitos equipados com suporte de ventilação mecânica e 30 leitos de retaguarda para ventilação no Complexo da Papuda; – Afastamento e isolamento de todos os agentes penais e reeducandos que estiverem com a doença; – Higienização diária das celas com Hipoclorito de Sódio, componente da água sanitária. O banho de sol tem sido feito em separado e por mais tempo; – Limitação das transferências de pessoas presas – homens e mulheres – da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), localizada na sede da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), no Parque da Cidade, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) ou Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), para só uma vez por semana. Anteriormente, eram feitas duas vezes por semana; – Intensificação das triagens de internos que chegam às unidades prisionais. Isso inclui vacinação e avaliação médica realizada pela equipe de saúde; – Implementação da quarentena de 14 dias aos presos recém-chegados ao CDP e à PFDF. Somente após este período eles são encaminhados para a convivência comum com outros presos; – Encaminhamento ao hospital e isolamento em cela separada de qualquer interno que apresente sintomas da doença. Os direcionamentos são feitos pela equipe medica da unidade prisional; – Todos os idosos das seis unidades prisionais do DF foram transferidos para o CDP, exceto mulheres internas da PFDF, e estão isolados da massa carcerária; – A higienização de celas e viaturas foi reforçada. Cartilhas e material informativos foram distribuídos a servidores. As informações foram repassadas aos reeducandos; – Os servidores da Sesipe só estão realizando o Serviço Voluntário de Execução Penal (SVEP) em suas unidades de origem; Destacamos ainda que a Sesipe está seguindo orientações dos profissionais da Secretaria de Saúde do DF (SES), específicas para o ambiente carcerário, por meio de palestras e vídeos enviados via aplicativo de mensagens.

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Brasília Ambiental cede espaço para ‘fábrica de máscaras’

Movimento Comunitário dos Moradores do Jardim Botânico coordena as atividades no CPS | Foto: Brasília Ambiental / Divulgação O salão de eventos do Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) do Instituto Brasília Ambiental será transformado, nesta quinta-feira (7), em uma fábrica social. O objetivo é a produção de máscaras protetivas faciais e outros equipamentos de proteção individual (EPIs) a serem destinados à proteção contra o coronavírus. A abertura da fábrica social será às 16h30, de forma totalmente virtual (endereço digital: https://www.facebook.com/MovimentoJB). A iniciativa, da qual o Instituto Brasília Ambiental é parceiro, conta com recursos do Operador Nacional de Sistema (ONS), com apoio das administrações regionais do Jardim Botânico e de São Sebastião. A coordenação é do Movimento Comunitário dos Moradores do Jardim Botânico (MCJB). [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Localizado no Jardim Mangueiral, o espaço do CPS, disponibilizado pelo Brasília Ambiental, tem 430 metros quadrados, com espaço ventilado e muita qualidade ambiental. Fatores que foram decisivos na escolha para a implantação do projeto “fábrica de máscaras”. De acordo com a analista de Atividades de Meio Ambiente do instituto, Bárbara Costa, esta cessão do salão vai exatamente ao encontro dos propósitos de uso compartilhado do local. “É uma estrutura totalmente sustentável, que beneficia a saúde das pessoas e objetiva o bem-estar da comunidade”, enfatiza Bárbara. Local arejado e amplo garantem qualidade ambiental para o trabalho de confecção das máscaras | Foto: Brasília Ambiental / Divulgação Toda a organização do maquinário necessário para a produção dos EPIs obedece ao protocolo de segurança adotado pelo GDF no processo de enfrentamento à pandemia. Ao todo, dez costureiras trabalharão lado a lado, mas a cerca de dois metros de distância uma da outra. Além disso, todas utilizarão máscaras pessoais e álcool em gel. Encomendas De acordo com o diretor-executivo do MCJB, Ilton de Queiroz Júnior, a fábrica já tem como demanda 120 mil máscaras, material destinado ao projeto de doação a pessoas carentes. Os membros da comunidade compram e doam os equipamentos. Existe também a demanda de 3 mil máscaras para a Organização das Nações Unidas (ONU), que serão doadas aos moradores de rua, além da encomenda de até 30 ml máscaras pelo GDF. Ilton Júnior menciona também o projeto “Drive Thru das Máscaras”, que é a entrega dos produtos, a preço de custo, para pessoas inscritas para vacinação na sede do CPS. O centro já hospedou a campanha de vacinação nas suas primeiras etapas e deve hospedá-la nas próximas. “A ideia é que a pessoa receba a vacina e a máscara dentro do carro”, explica. O CPS é um espaço para uso da comunidade na realização de projetos sociais. A solicitação pode ser feita com o preenchimento de formulário a ser acessado no endereço http://www.ibram.df.gov.br/centro-de-praticas-sustentaveis/. * Texto atualizado às 9h16 de 8 de maio de 2020 * Com informações do Brasília Ambiental

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Hospital de campanha ficará como legado para sistema prisional do DF

As escoltas para os hospitais vão diminuir e pequenos procedimentos médicos poderão ser feitos no local. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Após o cenário pandêmico atual cessar, o hospital de campanha que está sendo construído para atender internos acometidos pela Covid-19, ficará como legado para o sistema penitenciário local. Ou seja, a estrutura será utilizada para tratamentos, evitando, assim, escoltas hospitalares e ocupação em hospitais da rede pública de saúde. “Diariamente, precisamos fazer escoltas para hospitais. Com o hospital no próprio Complexo da Papuda, vamos reduzir o número de escoltas, podendo, assim, reduzir custos e direcionar os policiais penais para outras ações”, explicou o subsecretário do Sistema Penitenciário, Adval Cardoso. Segundo ele, pequenos procedimentos médicos poderão ser realizados no local. “De acordo com os médicos que atuam nas unidades prisionais, pequenas cirurgias poderão ser realizadas no hospital de campanha”, contou. Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, o delegado Anderson Torres, o modelo servirá como referência para o país. “Vamos aproveitar o espaço que está sendo construído numa crise e transformá-lo num modelo ideal, com mais segurança e rapidez no atendimento, o que servirá de modelo para outros estados”, explicou. O local onde o hospital está sendo construído era um campo de futebol. No início das obras, por conta das chuvas, toda a cobertura teve que ser retirada para que fosse feita outra estrutura, que será definitiva. Leitos De acordo com informações da Secretaria de Saúde, serão dez leitos de suporte avançado e 30 de enfermaria para a população carcerária com Covid-19. Ao todo, serão 900 metros quadrados de área construída. O espaço receberá contêineres que serão usados como estrutura para o hospital de campanha, que terá sistema de isolamento térmico e acústico, rede de fibra óptica, para se interligar ao sistema da Secretaria de Saúde, e, também, suportar as câmeras de vigilância. Tudo compatível com as condições de segurança do presídio e, ao mesmo tempo, em observância aos requisitos sanitários para atendimentos. “O compartilhamento de informações para garantia de segurança foi essencial para a concepção da obra”, disse Cardoso. *Com informações da Secretaria de Segurança

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Saúde investe R$ 20 milhões em equipamentos de proteção individual

Quantidade comprada é estimada para abastecer a rede por um período de aproximadamente seis meses | Foto: Breno Esaki / Secretaria de Saúde As unidades de saúde do DF receberão reforço no quantitativo de equipamentos de proteção individual (EPI). Devido à pandemia de Covid-19, a Secretaria de Saúde do DF (SES/DF) investiu quase R$ 20 milhões na compra desses equipamentos essenciais no dia a dia dos trabalhadores. Todas as compras são feitas em atendimento às medidas que constam no Plano de Contingência para Epidemia da Doença pelo Coronavírus 2019 (Covid-19) do Distrito Federal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Além da Covid-19 e sua capacidade de maior transmissibilidade, o plano leva em consideração o enfrentamento da H1N1 como aumento de 30% de casos. Neste ano, ainda em março, a SES/DF iniciou sua campanha mais cedo para evitar complicações e transmissão em paralelo à Covid-19. A quantidade comprada é estimada para abastecer a rede por um período de aproximadamente seis meses. Ao todo são 51 milhões de itens que estarão disponíveis para a rede. Estão contemplados na compra os macacões de pulverização, protetor facial com viseira flexível, sapatilha descartável, macacão protetor para quimioterapia, touca hospitalar descartável, óculos de proteção individual antiembaçante, avental/capote cirúrgico estéril descartável, luva nitrílica para procedimento não cirúrgico, máscara de proteção respiratória (PFF2/N95), máscara cirúrgica descartável e luva de procedimento não estéril de látex. A instituição também receberá álcool em gel 70% frasco, com tampa acoplada 85 a 100 gramas. Subsecretário de Administração Geral, Iohan Struck, ressalta que todas as compras são feitas de forma responsável e atendendo a um período específico de pandemia, mas que segue todos os critérios estabelecidos por lei e quantitativo de compras calculados por métodos amplamente já validados por áreas de compra dos governos. “As compras são necessárias e essenciais para atender a população do Distrito Federal nesse momento de pandemia. Tudo que as áreas técnicas tem feito está dentro de um planejamento e plano de ação alinhados com a necessidade das áreas fins. Apesar de ser uma pandemia, possuímos estratégias e planos de enfrentamento de crise para atuar quando necessário. As ações não são pensadas no susto ou sem ter um parâmetro”, declarou. Todos os produtos deverão ser entregues com o Certificado de Registro do Produto em plena validade, inclusive para os itens importados, que deverão apresentar certificação da Anvisa. Ainda no processo de contratação, as empresas tiveram que encaminhar três amostras de cada item ofertado. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde aplica teste rápido em servidores da Central de Regulação

Na linha de frente no combate ao novo coronavírus, os servidores da Central de Regulação da Secretaria de Saúde foram testados para a Covid-19 nesta terça-feira (5). Nesse grupo estão os profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Central de Transplantes, que têm contato direto com pacientes. Ao todo, 800 pessoas serão testadas. Todos os 441 testes realizados apresentaram resultado negativo. Foto: Geovana Albuquerque/Saúde-DF “É extremamente necessário testá-los pois eles lidam diariamente com pessoas que apresentam sintomas, com pacientes suspeitos, confirmados ou assintomáticas. O teste é simples, rápido e por drive-thru obedecendo todas as normas de segurança”, observa o diretor do Complexo Regulador, Petrus Sanchez. Segundo o diretor, será aberta uma segunda etapa da testagem para os servidores que não puderam comparecer, seja por compromissos pessoais e por estarem em serviço. “Montamos um posto médico para acompanhar os possíveis casos positivos que apareçam para que possamos dar a assistência aos servidores”, diz Sanchez. Famílias O condutor socorrista do Samu Welinson Menezes avalia que a testagem ocorrida nesta terça-feira traz segurança para ele, aos colegas, e aos familiares quando retornarem para suas casas. “Embora cercados de cuidados, usando equipamentos de proteção individual completos (gorro, capotes e máscaras), é importante fazer o teste para não levar a doença para quem mais amamos”, explica. Para o diretor do Samu, Alexandre Garcia, a ação da Secretaria de Saúde serve para ter uma noção do quanto os servidores estão expostos. “O teste dará uma ideia epidemiológica quanto aos cuidados que devemos tomar em relação ao uso dos equipamentos de proteção individual e da higienização das mãos”, completa. * Com informações da Secretaria de Saúde

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Portaria do CBMDF regulamenta normas para construção de hospitais de campanha

A fim de regularizar normas para construção de unidades de atendimento médico de caráter temporário – ou hospitais de campanha – o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) publicou, nesta terça-feira (5), uma portaria com regras a serem seguidas. A medida será aplicada enquanto durar a pandemia de Covid-19. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Apesar de temporárias, as instalações deverão seguir medidas básicas de segurança contra incêndio e pânico, como extintores de incêndio, iluminação, sinalização e saídas de emergência e Plano de Prevenção Contra Incêndio e Pânico (PPCI). Mas outros itens, como chuveiros contra incêndio, hidrantes de paredes e detectores de fumaça, não serão obrigatórios. “Tendo em vista o caráter excepcional para construção deste tipo de unidade, que tem um tempo certo para funcionamento, os riscos são menores, não havendo aglomeração de pessoas, além de pacientes, médicos e equipes de saúde. Desta forma, com público e ambiente reduzidos, as regras podem ser adaptadas, pois a visualização do espaço como um todo é mais fácil”, explicou o chefe do Departamento de Segurança, coronel Claudio Góes. Ele explica ainda que, apesar da não exigência de alguns equipamentos, a segurança não é comprometida. “A própria estrutura não permitiria que hidrantes fossem acoplados às paredes, por exemplo. As adaptações são possíveis, mas a segurança permanece”, tranquiliza. As adequações também possibilita mais economia por parte do governo. “São ambientes que não serão permanentes. A portaria foi construída com base em normas já definidas em outros estados e também com a expertise da corporação, garantindo sempre a segurança dos usuários”, explicou o coronel Góes. Todas as informações – como área pavimentada, quantidade de leitos, tipo de material de construção ou de adaptação a ser utilizado, planta ou croqui das instalações constando destinação específica de cada ambiente, áreas de apoio, larguras dos corredores e portas, indicação da lotação por ambiente, áreas de espera e demais informações técnicas pertinentes – deverão ser apresentadas ao CBMDF. A corporação fará inspeção do cumprimento de todas as medidas. Também de acordo com a portaria, construções permanentes, utilizadas para instalação das unidades de atendimento médico de caráter temporário, como no caso do que está ocorrendo no estádio Mané Garrincha, não necessitam estar regularmente licenciadas pelo CBMDF para este fim especifico, podendo ser aproveitadas as estruturas já aprovadas pela corporação. No entanto, deverão apresentar medidas mitigadoras e Plano de Prevenção Contra Incêndio e Pânico (PPCI), devido às adaptações realizadas.   * Com informações da Secretaria de Segurança Pública 

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