Heróis da Alegria levam música e presentes a crianças internadas no Hospital de Santa Maria
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Fantasiados de personagens infantis, os voluntários do projeto Heróis da Alegria percorreram, na quinta-feira (8/10), os setores pediátricos do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) com músicas, brincadeiras e presentes. A visita antecipou as comemorações do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, e levou momentos de descontração às crianças internadas e aos familiares que as acompanham. Entre os pacientes que receberam os voluntários estava Davi Moreira, de 5 anos, internado havia três dias e com previsão de alta para o fim de semana. O menino ganhou um caminhão de brinquedo e logo descobriu uma utilidade para o presente. “Eu amei, ele é grandão e cabe até os meus outros carrinhos dentro. Muito legal”, disse, sorridente. Para o pai, Lucas Moreira, a visita representou uma oportunidade de aliviar a tensão vivida durante a hospitalização do filho. “É importante demais ter esses momentos, pois às vezes estamos passando por um momento difícil na vida e essa ação faz a gente se alegrar, sorrir. Ajuda tanto a criança quanto os pais na saúde mental”, avalia. Momento de alegria, fé e esperança Voluntários do Heróis da Alegria: com música, brincadeiras e presentes, grupo antecipa comemoração do Dia das Crianças e leva descontração à meninada internada no Hospital Regional de Santa Maria | Fotos: Divulgação/IgesDF As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava” Renilda Orneles, mãe de Pollyana, de 3 anos, internada desde 27 de setembro A pequena Mariah Oliveira, de 1 ano e 2 meses, também participou da comemoração. Internada havia dois dias, ela estava acompanhada da mãe, Stefanie Lays Oliveira, que observou a reação da filha à chegada dos personagens. “Gostei desse momento porque a minha filha se animou bastante, interagiu e ficou bem alegre”, conta Stefanie. Para outras famílias, a visita aconteceu em meio a períodos mais longos de internação. Richard Guimarães, de 4 anos, está no hospital desde 1º de setembro, em tratamento de uma infecção nos ossos, conhecida como osteomielite. O pai, Ítalo Guimarães, precisou deixar o emprego para acompanhar o filho, enquanto a esposa permaneceu em casa com um bebê pequeno. Diante dessa rotina, a presença dos voluntários trouxe um momento de esperança. “Esse é um momento que traz fé e esperança, porque é uma situação bem difícil. Eu tive que sair do meu emprego pra ficar aqui com ele, já que minha esposa está com um bebê pequeno em casa e não pode vir sempre. Tem sido muito desafiador, mas tenho fé de que logo ele estará curado”, diz Ítalo. A visita também chegou até Pollyana Orneles, de 3 anos, internada desde 27 de setembro. Em tratamento de um abscesso nos rins e de uma infecção urinária, a menina se divertiu especialmente com as bolinhas de sabão. A mãe, Renilda Orneles, conta que a comemoração trouxe alegria em um período de hospitalização mais longo do que a família esperava. “Me emocionei muito com a visita, pois nos traz esperança e fé. As canções nos dão uma alegria na alma, e minha filha ficou tão feliz com as bolinhas de sabão! Isso alegrou meu coração, já que estamos aqui por um tempo bem maior que eu imaginava”, explicou Renilda. O cuidado além dos procedimentos Chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli diz que presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa” Dartway Santiago, enfermeiro rotineiro da Pediatria Para os profissionais do Hospital Regional de Santa Maria, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a presença dos voluntários ajuda a tornar a experiência hospitalar menos difícil para as crianças. A chefe do Serviço de Enfermagem da Pediatria, Michelle Donadelli, explica que estar longe de casa e passar por procedimentos médicos pode tornar a internação especialmente desafiadora nessa fase da vida. “Se para um adulto já é complexo ficar internado, imagine para uma criança, que está fora do ambiente ao qual está acostumada e precisa passar por procedimentos, como punções venosas, que podem ser dolorosos. Tudo o que podemos fazer para tornar esse período mais leve, nós procuramos fazer”, explica Michelle. Segundo ela, o hospital procura realizar atividades em datas comemorativas, como o Dia das Crianças e o Natal, com o apoio de voluntários. Sempre que possível e respeitando os cuidados de segurança e controle de infecção, os profissionais participam das ações usando acessórios e fantasias. “As crianças adoram, e a equipe também se sente motivada. Nossos profissionais já têm esse olhar humanizado, esse carinho e cuidado com os pequenos. Quando essas ações acontecem, todos se envolvem para tornar a internação um pouco mais tranquila”, destaca Michelle. No Pronto-Socorro Infantil (PSI), a chegada dos personagens foi acompanhada pelos profissionais da unidade. Para a chefe do Serviço de Enfermagem do setor, Layana Lopes, a brincadeira permite que os pequenos vivenciem momentos próprios da infância, mesmo durante o tratamento. “Por alguns instantes, a criança deixa de pensar que está no hospital e volta a ser apenas criança, brincando, sorrindo e se divertindo. Isso faz toda a diferença! Afinal, nosso cuidado vai muito além dos procedimentos e medicamentos, também envolve carinho, acolhimento e amor”, observa Layana. O enfermeiro rotineiro da Pediatria, Dartway Santiago, ressalta que o acolhimento se estende aos familiares, que convivem com preocupações e incertezas durante a internação. “É como um remédio não medicamentoso, mas para a alma. A criança está fragilizada, e os pais também vivem momentos de insegurança e incerteza. Essas visitas trazem leveza, descontração e renovam a esperança de que tudo vai ficar bem e de que logo poderão voltar para casa”, afirma. De uma iniciativa individual a 150 voluntários Hoje, grupo reúne cerca de 150 voluntários e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições Criado em 2019, o projeto Heróis da Alegria começou com visitas realizadas pelo enfermeiro e professor de Enfermagem Marcos André Lima a unidades de saúde. Com o tempo, estudantes e outras pessoas passaram a participar das ações. Atualmente, a iniciativa reúne aproximadamente 150 voluntários em sua rede de organização e desenvolve atividades em hospitais e outras instituições, atendendo crianças, adultos e idosos. “Comecei sozinho e, aos poucos, meus alunos foram se juntando. Percebi que, na correria da assistência, muitas vezes uma pessoa precisa apenas de um abraço, de uma palavra de carinho ou de alguém que esteja disposto a ouvi-la. Foi dessa vontade de fazer a diferença que nasceu o projeto”, recorda Marcos. Para as visitas em comemoração ao Dia das Crianças, o grupo passou cerca de um mês arrecadando brinquedos. A mobilização resultou em aproximadamente 400 presentes destinados às ações realizadas em unidades hospitalares. Além das fantasias e dos brinquedos, os voluntários levam músicas, mensagens de fé e momentos de escuta, respeitando as necessidades de cada pessoa. “Todos que participam têm esse desejo de levar algo bom para quem está passando por um momento difícil. Uma música, uma oração, uma palavra ou um abraço podem transformar o dia de alguém. Nossa missão é fazer com que as pessoas se sintam acolhidas e lembradas”, ressalta Marcos. O grupo já se organiza para as atividades de Natal, quando pretende ampliar a arrecadação de brinquedos e roupas. *Com informações do IgesDF
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