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Com mais de 1,6 mil formandos em 2026, QualificaDF leva cursos gratuitos às comunidades do DF

O QualificaDF Móvel já certificou mais de 1,6 mil pessoas em 2026, nos meses de abril, maio e junho. Ao todo, cerca de 20 mil pessoas receberam qualificação profissional através do programa. A iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF), coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), leva cursos gratuitos de qualificação profissional a diferentes regiões administrativas por meio de unidades móveis equipadas para atividades teóricas e práticas. O objetivo é ampliar o acesso à formação profissional, especialmente entre pessoas que enfrentam dificuldades financeiras ou de deslocamento para frequentar cursos presenciais. O balanço foi divulgado em abril de 2026, durante a formatura de 580 alunos da quarta etapa do quarto ciclo do programa, realizada no Paranoá. A marca de aproximadamente 20 mil pessoas certificadas foi destacada pela secretaria, que ressalta o papel da iniciativa na promoção da empregabilidade e do empreendedorismo. Em maio, outras 579 pessoas concluíram cursos na quinta etapa do mesmo ciclo, em cerimônia realizada em Samambaia. Nas formaturas noticiadas em abril, maio e junho, pelo menos 1.660 participantes receberam certificados | Fotos: Divulgação/Sedet-DF Qualificação profissional em 2026 Ao longo de 2026, o programa ampliou sua atuação no Distrito Federal. Nas formaturas noticiadas em abril, maio e junho, pelo menos 1.660 participantes receberam certificados. O número considera as turmas de 580 alunos da quarta etapa, 579 da quinta etapa e 501 da sexta etapa do quarto ciclo. A iniciativa utiliza carretas adaptadas como salas de aula e laboratórios, que percorrem diferentes regiões administrativas para aproximar a formação profissional das comunidades. Entre as localidades atendidas em 2026 estão Planaltina, Cruzeiro, Sol Nascente, Água Quente, Taguatinga, Sobradinho II e Recanto das Emas, além de outras regiões contempladas nas etapas do programa. Os cursos abrangem áreas como administração e empreendedorismo, redes sociais aplicadas aos negócios, fotografia e edição, manicure e pedicure, maquiagem profissional, cabeleireiro, trancista, cuidador de pessoas idosas, manutenção de aparelhos celulares e técnicas de decoração com balões. A oferta varia conforme a etapa, as necessidades das comunidades e as oportunidades identificadas no mercado de trabalho. 1.660 Número de participantes que receberam certificados em abril, maio e junho de 2026 Diferentemente do RenovaDF, que combina qualificação profissional com atividades práticas de recuperação de equipamentos públicos, o QualificaDF Móvel tem como foco a formação profissional itinerante. Seu impacto está relacionado principalmente à capacitação de trabalhadores e à ampliação das possibilidades de geração de renda. Cursos gratuitos A gratuidade é um dos principais diferenciais do QualificaDF Móvel, iniciativa criada em 2022. Os participantes têm acesso aos cursos sem cobrança de mensalidade e recebem os materiais necessários às atividades, incluindo uniforme, conforme as condições previstas na oferta de cada etapa. Ao concluir a formação e cumprir os critérios de frequência e aproveitamento, o aluno recebe certificado emitido pela entidade qualificadora e pela Sedet-DF. Os cursos têm, em geral, carga horária de 80 horas, combinando conhecimentos teóricos e atividades práticas. Para receber o certificado, o participante deve cumprir frequência mínima de 75% e alcançar aproveitamento de pelo menos 60%, conforme as regras divulgadas para as etapas do programa. A formação procura desenvolver habilidades que possam ser aplicadas tanto em empregos formais quanto na prestação de serviços e na abertura de pequenos negócios. Inclusão social e autonomia financeira O público prioritário do QualificaDF Móvel é formado por pessoas que buscam melhorar suas condições de vida por meio da qualificação profissional. Entre os participantes estão desempregados, trabalhadores informais, jovens a partir de 16 anos, mulheres, pessoas negras, pessoas com deficiência, imigrantes e outros grupos socialmente vulneráveis. A seleção também considera a residência no Distrito Federal e, preferencialmente, nas regiões ou nos territórios atendidos pelas unidades móveis, conforme os critérios de cada edital. A presença expressiva de mulheres, incluindo mães solo e mães de crianças com necessidades específicas, é uma característica destacada em relatos divulgados sobre o programa. Para parte desse público, a possibilidade de frequentar um curso próximo de casa facilita a conciliação entre os estudos, o trabalho e as responsabilidades familiares. Em maio de 2026, durante a formatura de 579 alunos em Samambaia, a participante Cristiane Pereira, de 39 anos, relatou que o curso de cuidador de pessoas idosas a incentivou a seguir o sonho de se tornar técnica de enfermagem. Ela também ressaltou a importância de ter acesso a uma formação gratuita, especialmente para quem não dispõe de recursos para pagar por um curso particular. O programa abrirá inscrições para 907 vagas nos cursos presenciais de qualificação profissional O empreendedorismo também aparece entre os resultados esperados. Cursos de manicure, maquiagem, cabeleireiro, fotografia e redes sociais, por exemplo, podem ajudar os participantes a iniciar atividades por conta própria, ampliar a clientela e organizar pequenos negócios. Embora a conclusão de um curso não garanta emprego ou renda imediata, a aquisição de conhecimentos técnicos pode aumentar as possibilidades de inserção profissional e fortalecer a autonomia financeira. Inscrições abertas para 907 vagas O programa abrirá inscrições para 907 vagas nos cursos presenciais de qualificação profissional. O período de inscrição será de 3 a 17 de novembro de 2026, exclusivamente pela internet, mediante preenchimento do formulário eletrônico disponibilizado no portal da secretaria. As aulas serão realizadas em unidades móveis itinerantes, com o objetivo de aproximar a formação profissional dos moradores das regiões atendidas. Os interessados deverão acompanhar as orientações do chamamento público para conhecer os cursos disponíveis, os critérios de seleção, os requisitos para matrícula e o cronograma das atividades. Como o número de candidatos pode superar a quantidade de vagas, a inscrição não garante a participação: a seleção e a convocação seguirão as regras estabelecidas no edital.   *Com informações da Sedet-DF

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Saúde abre credenciamento para serviços de transplante de medula óssea alogênico

A Secretaria de Saúde (SES-DF) publicou o Edital de Credenciamento nº 248/2026, destinado a pessoas jurídicas especializadas na realização de transplantes de medula óssea alogênicos — células-tronco hematopoiéticas (TCTH). O serviço também prevê o acompanhamento dos pacientes entre 101 e 365 dias após o procedimento. A contratação contempla duas modalidades de transplante: a alogênica aparentada, quando o doador é um familiar compatível com o paciente; e a alogênica não aparentada, quando o doador não tem vínculo familiar com o receptor. As propostas podem ser encaminhadas até 10 de novembro deste ano. Atualmente, os pacientes da rede pública de saúde do DF que necessitam desse tipo de transplante são encaminhados a outros estados, por meio do programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Com o credenciamento, a SES-DF busca viabilizar a oferta do serviço no próprio DF, ampliando as possibilidades da assistência. Os serviços serão realizados nas instalações da empresa contratada, que deverá estar situada na capital federal. A contratação poderá ser firmada com uma ou mais empresas que atendam aos requisitos estabelecidos no edital. [LEIA_TAMBEM] O que é o transplante alogênico? O transplante alogênico de medula óssea é um procedimento médico no qual o paciente recebe células-tronco hematopoiéticas de um doador compatível. Essas células são responsáveis pela produção das células do sangue e reconstituem a medula óssea do paciente transplantado, sendo utilizadas no tratamento de determinados tipos de câncer e doenças que afetam a produção das células sanguíneas. Após o transplante, o paciente precisa de acompanhamento médico especializado para monitorar a recuperação, avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis complicações.   *Com informações da SES-DF

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De Cara Nova recupera 13 áreas antes usadas para descarte irregular de lixo

O empresário Santiago Lucena, de 35 anos, adiou por cerca de um ano a abertura de uma hamburgueria na CNR 1, em Ceilândia. Ao lado do comércio, o acúmulo de lixo e animais mortos afastava a família e impedia os planos de receber clientes. Com a retirada dos resíduos pelo projeto De Cara Nova, do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), ele prepara o estabelecimento para abrir ao público. O espaço, no Conjunto Q, é um dos 13 pontos de descarte irregular recuperados pela iniciativa na cidade neste ano. O comerciante Santiago Lucena comemora a chegada do projeto à região onde mora: “Deu um incentivo para a gente poder continuar trabalhando e, o mais breve possível, abrir a nossa loja para o público, para a comunidade” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Santiago já tinha o imóvel, mas não conseguia abrir a hamburgueria por causa das condições do entorno. Agora, pretende inaugurar o comércio em dezembro. “Deu um incentivo para a gente poder continuar trabalhando e, o mais breve possível, abrir a nossa loja para o público, para a comunidade”, comemora.  Segundo balanço do SLU, o projeto soma 29 áreas recuperadas neste ano em Ceilândia, Planaltina, Estrutural, Recanto das Emas, Plano Piloto e Sobradinho. A iniciativa reúne retirada de resíduos, organização dos espaços e orientação à população para evitar novos despejos de lixo.   Depois da limpeza, as equipes instalam pneus reaproveitados, pintados com tinta resistente à água. Além de compor os espaços, eles dificultam a entrada de veículos usados para despejar resíduos. Placas orientam sobre o descarte correto. Áreas recuperadas Lugares que eram pontos de descarte irregular vão se transformando, aos poucos, em pontos de entretenimento para a população  O subdiretor de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo, estima que as equipes retirem de oito a dez toneladas de resíduos por ponto nas áreas menores. Nas maiores, o volume fica entre 15 e 20 toneladas. “Nós resgatamos essas áreas que eram pontos de descarte irregular, onde a população descarta todo e qualquer tipo de resíduo”, afirma. Everaldo alerta que o lixo também pode obstruir bocas de lobo e galerias de águas pluviais, com transtornos para os moradores no período chuvoso. R$ 7 milhões Estimativa de gasto mensal do SLU com a manutenção de Ceilândia O administrador regional de Ceilândia, Renato Santana, explica que a manutenção da cidade reúne equipes da administração, do SLU e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Segundo ele, o SLU gasta cerca de R$ 7 milhões por mês com a limpeza e a retirada de resíduos descartados irregularmente nas ruas de Ceilândia. “O Estado faz a limpeza, faz a manutenção, e, no dia seguinte, aquele espaço está cheio de lixo”, afirma. Para Santana, a repetição do descarte consome recursos que poderiam atender a outras necessidades da população. “Parte desse imposto poderia estar indo para melhoria nas escolas, melhoria da pracinha na esquina da sua casa, melhoria no asfalto.” Jucelilia da Silva elogia a mudança: “A gente hoje vê as crianças brincando, com alegria, no lugar onde era só lixo e rato” Para a dona de casa Jucelilia Inácio da Silva, 52, a mudança aparece no uso do espaço em frente à casa da mãe. Antes da limpeza, ela tentava impedir o descarte e precisava combater os ratos que entravam no imóvel. Segundo a moradora, muitas pessoas chegavam de carro de outros locais para deixar lixo na área. “A gente hoje vê as crianças brincando, com alegria, no lugar onde era só lixo e rato”, relata. Ela conta que os moradores ajudam a conservar a área após a intervenção. Onde descartar [LEIA_TAMBEM]Everaldo informa que um novo papa-entulho está em construção nas proximidades do ponto recuperado na CNR 1, com abertura prevista para novembro. A unidade deve ampliar as opções de descarte para os moradores da região. Segundo o subdiretor, o DF conta com 28 papa-entulhos. O SLU prevê inaugurar mais seis ainda neste ano e construir outros nove em 2027. Esses equipamentos recebem gratuitamente pequenos volumes de restos de obras, móveis sem uso, podas e galhadas. Para resíduos da construção civil, volumosos e restos de poda, o limite é de 1 metro cúbico por pessoa por dia — volume equivalente ao de uma caixa-d’água de mil litros. Os endereços das unidades podem ser consultados no aplicativo SLU Coleta DF ou no site do SLU. 

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PMDF receberá 112 motocicletas para reforçar policiamento no DF

Motocicletas modelo Honda Sahara, de 300 cilindradas, serão adquiridas pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para reforçar o policiamento ostensivo preventivo e tático em todo o Distrito Federal. Elas serão destinadas às unidades de policiamento da corporação, ampliando a capacidade operacional dos batalhões de área e fortalecendo a presença da PMDF nas diversas regiões do DF. A utilização de motocicletas no policiamento oferece vantagens operacionais, como mais agilidade no deslocamento para o atendimento de ocorrências, facilidade de circulação em vias congestionadas nos horários de pico e melhores condições para chegar a áreas de difícil acesso. Com o reforço da frota, a PMDF amplia os recursos disponíveis para o emprego do policiamento ostensivo e tático, contribuindo para a mobilidade das equipes e a capacidade de resposta às demandas de segurança pública no Distrito Federal. *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

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Biotic lança edital em fluxo contínuo para atrair startups, empresas de tecnologia e instituições de inovação

A Biotic S.A., responsável pela gestão do Parque Tecnológico de Brasília, lançou na segunda-feira (26) o Edital de Chamamento Público nº 01/2026, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), destinado à seleção de startups, empresas de base tecnológica, instituições de pesquisa e organizações ligadas à inovação interessadas na ocupação de espaços do parque. A iniciativa contempla espaços físicos e institucionais do edifício de governança da Biotic e tem como objetivo fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e empreendedorismo do Distrito Federal, promover a conexão entre empresas e instituições e estimular o desenvolvimento de soluções inovadoras. Inscrições em fluxo contínuo O chamamento será realizado em fluxo contínuo, permitindo que os interessados apresentem propostas e projetos técnicos a partir da publicação do edital. As propostas deverão ser encaminhadas para o e-mail credenciamento@bioticsa.com.br, acompanhadas da documentação exigida no edital.  Chamamento tem como alvo pessoas jurídicas públicas ou privadas que atuem no setor de ciência, tecnologia e inovação | Foto: Divulgação A análise técnica das propostas será realizada em até 60 dias após o recebimento da documentação. A aprovação final caberá à Diretoria Executiva da empresa. Quem pode participar [LEIA_TAMBEM]O chamamento é destinado a pessoas jurídicas públicas ou privadas que atuem no setor de ciência, tecnologia e inovação, incluindo startups, scale-ups, spin-offs, empresas de base tecnológica, instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs), incubadoras, aceleradoras, hubs de inovação, living labs, venture builders e empresas-âncoras com programas estruturados de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A seleção considerará critérios como grau de inovação, maturidade tecnológica, potencial de impacto econômico, social e ambiental, capacidade técnica, governança e contribuição para o fortalecimento do ecossistema do Parque Tecnológico de Brasília. Também serão avaliados o potencial de cooperação com outros atores do setor e a capacidade de geração de valor científico, tecnológico, institucional e econômico. Parcerias e oportunidades de inovação As parcerias poderão contemplar atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, cooperação técnica e compartilhamento de conhecimentos, conforme as condições estabelecidas no edital. A seleção das propostas não garante a ocupação dos espaços, que dependerá da disponibilidade, das aprovações internas e do cumprimento dos requisitos estabelecidos no edital. O chamamento também prevê procedimentos de governança, integridade, monitoramento e avaliação das parcerias, em conformidade com a legislação aplicável. A iniciativa integra as ações da Biotic voltadas para a articulação entre empresas, instituições de pesquisa e demais atores do ecossistema de inovação do Distrito Federal. Serviço → Edital: Chamamento Público nº 01/2026 – Seleção de ocupantes para os espaços do Parque Tecnológico de Brasília – Biotic S.A. → Publicação: 26 de outubro de 2026, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). → Prazo para apresentação de propostas: fluxo contínuo, a partir da publicação do edital. → Envio da documentação: credenciamento@bioticsa.com.br → Mais informações e edital completo: https://www.bioticsa.com.br/edital/676/  *Com informações do Biotic 

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Centro de Referência da Mulher Brasileira oferece cursos gratuitos 

Mulheres do Distrito Federal e do Entorno interessadas em ampliar a qualificação profissional já podem se inscrever no 10º ciclo de formações das unidades do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB). Promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF) em parceria com a ação social Renascer, a iniciativa oferece 500 vagas gratuitas para os cursos de marketing digital, crochê e amigurumi, massagem – módulo II e empreendedorismo.  As inscrições seguem abertas até esta quinta-feira (29), e as aulas começam em 5 de novembro. As matrículas podem ser feitas presencialmente nas unidades do Recanto das Emas, Sol Nascente, São Sebastião e Sobradinho II ou por meio do formulário digital oficial. Cada unidade disponibiliza 125 vagas. Cada unidade do Centro de Referência da Mulher Brasileira oferece 125 vagas | Foto: Divulgação/SMDF “Toda mulher merece a oportunidade de acreditar em si mesma, descobrir seus talentos e construir um futuro com mais liberdade e independência”  Sueneide Melo, diretora-geral do CRMB e da Casa da Mãe Atípica “Esse é um passo importante para a qualificação profissional e a autonomia financeira das mulheres, que passam a ter mais oportunidades no mercado de trabalho”, pontua a secretária da Mulher, Jackeline Aguiar. “Os resultados alcançados demonstram a importância de investir em iniciativas que ofereçam formação gratuita e apoio para que cada mulher possa desenvolver suas habilidades e construir novas perspectivas para o futuro. O nosso compromisso é contribuir para que mais mulheres conquistem os seus sonhos e transformem as suas trajetórias.” Qualificação e independência Diretora-geral do CRMB e da Casa da Mãe Atípica, Sueneide Melo enfatiza: “Toda mulher merece a oportunidade de acreditar em si mesma, descobrir seus talentos e construir um futuro com mais liberdade e independência. Nos centros de referência da mulher brasileira, nossos cursos são mais do que uma qualificação profissional: são portas abertas para o recomeço, para a conquista da autonomia financeira e para a realização de sonhos. Queremos que cada mulher reconheça sua força e saiba que é capaz de transformar sua própria história”. Podem participar mulheres cisgênero e transgênero com 18 anos ou mais, além de adolescentes a partir de 16 anos, desde que sejam mães e apresentem comprovação. As formações são gratuitas e incluem material didático, lanche durante o intervalo, monitoria para crianças a partir de 3 anos e certificado de participação para quem cumprir os critérios de frequência e desempenho. Também é possível se inscrever em mais de uma modalidade, desde que não haja conflito entre os horários. A qualificação profissional oferecida pelos CRMBs já apresenta resultados. Ao longo dos oito ciclos, mais de 2.100 mulheres concluíram os cursos. De acordo com a coordenação das unidades, 83% das participantes já trabalham nas áreas em que receberam formação. Entre as participantes do 8º ciclo de capacitações está Joselita Pereira de Souza, de 49 anos, moradora do Riacho Fundo II. Após passar 12 anos afastada do mercado de trabalho por conta da maternidade, ela concluiu o curso de tranças e penteados afro e voltou a trabalhar neste ano. [LEIA_TAMBEM]“O curso de trança pra mim foi uma experiência muito boa”, relata. “Além de eu aprender uma profissão, ganhei conhecimento e confiança para conquistar minha independência financeira. É um serviço que não precisa de muito dinheiro para começar. Lá encontrei acolhimento, respeito e apoio dos profissionais.”. Além dos cursos, as unidades oferecem gratuitamente atendimento psicossocial, orientação jurídica, assistência social e enfermagem. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. Faça sua inscrição por meio deste link.  Veja, abaixo, os endereços das unidades do CRMB. Todas funcionam de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.  Recanto das Emas Av. Buritis, Quadra 203, Lote 14 Telefones: (61) 3181-2665/ 3181-2666 Sol Nascente Trecho 2 – Quadra 100, Conjunto A, Lote SC1 – Pôr do Sol Telefones: (61) 3181-2255/ 3181-2660 São Sebastião Área Especial – AE 11, Centro de Múltiplas Atividades Telefones: (61) 3181-2661/ 3181-2662 Sobradinho II AE 6 Coer, Quadra 1, Setor Oeste Telefones: (61) 3181-2663/ 3181-2664.   *Com informações da Secretaria da Mulher

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PREGÃO ELETRÔNICO SRP nº. 22/2026

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Startup do Distrito Federal transforma o ensino de robótica e leva inovação a mais de 30 mil estudantes

Para programar, era preciso primeiro traduzir. Comandos, manuais e materiais de apoio estavam, em grande parte, em inglês, criando uma barreira para quem desejava dar os primeiros passos na robótica. Foi diante desse problema que um grupo de jovens de Brasília decidiu criar uma alternativa: uma ferramenta que permitisse programar placas Arduino utilizando comandos em português. O projeto, desenvolvido em 2017, parecia responder a uma dificuldade específica. Mas, ao chegar às escolas, revelou um desafio muito maior. Não bastava traduzir os comandos. Para colocar a robótica dentro da sala de aula, também eram necessários materiais didáticos, conteúdos organizados, formação de professores e atividades adequadas para cada idade. A partir dessa descoberta, aquela primeira ferramenta se transformou em uma empresa dedicada a aproximar crianças, jovens e professores da tecnologia. Hoje, a Br.ino já alcançou mais de 30 mil estudantes, capacitou mais de 600 educadores e estabeleceu parcerias com mais de 30 escolas de diferentes regiões do país. “A necessidade não era apenas por um robô ou por uma oficina, mas por um sistema completo de educação tecnológica”, resume o sócio-fundador da empresa, Victor Pacheco. A Br.ino já alcançou mais de 30 mil estudantes, capacitou mais de 600 educadores e estabeleceu parcerias com mais de 30 escolas de diferentes regiões do país | Foto: Divulgação   Da pergunta à invenção A Br.ino Robótica Educacional surgiu a partir do interesse de Gabriel Pacheco, Mateus Berardo, Giulia Fricke, Rafael Mascarenhas e Víctor Pacheco por programação, robótica e educação. Durante a formação do grupo, eles perceberam que aprender essas áreas no Brasil ainda era difícil para quem não dominava o inglês, não tinha acesso a equipamentos específicos ou não encontrava professores especializados. Um dos primeiros caminhos encontrados foi facilitar o uso do Arduino, uma placa eletrônica programável utilizada na criação de robôs, sensores e diferentes projetos de automação. Com os comandos em português, o primeiro contato com a programação se tornava mais simples. Mas o trabalho nas escolas mostrou que o idioma era apenas uma parte do problema. Algumas instituições até adquiriam equipamentos, mas encontravam dificuldades para utilizá-los de maneira contínua e integrada ao aprendizado. Foi então que a empresa passou a reunir, em uma mesma solução, equipamentos, livros, planos de aula, atividades e formação para os professores. Em vez de oferecer apenas uma oficina pontual, a proposta evoluiu para um programa que pudesse acompanhar os estudantes ao longo da vida escolar. O conteúdo muda de acordo com a idade. Nos primeiros anos, os alunos têm contato com a robótica por meio de histórias, brincadeiras e desafios. Conforme avançam, passam a desenvolver projetos envolvendo programação, automação e inteligência artificial. Na prática, eles deixam de apenas utilizar tecnologias criadas por outras pessoas.  “Os estudantes deixam de ocupar apenas uma posição de consumidores de tecnologia. Eles passam a planejar, montar, programar, testar, identificar erros e melhorar seus próprios projetos”, destaca Victor. Esse processo permite que o estudante acompanhe o resultado das próprias escolhas. Se o robô não executa o movimento esperado ou o projeto não funciona na primeira tentativa, é preciso investigar, corrigir e tentar novamente. O erro deixa de representar apenas uma falha e passa a fazer parte do aprendizado. Para os professores, a implantação inclui formação prática, planejamento, materiais de apoio e acompanhamento pedagógico. Dessa forma, não é necessário ser especialista em programação ou eletrônica para começar a trabalhar com os projetos. As atividades podem ser oferecidas durante o turno regular, integradas às disciplinas ou desenvolvidas em projetos interdisciplinares. No contraturno, podem assumir a forma de oficinas, cursos, clubes de robótica e equipes de competição. Entre as instituições parceiras estão o Centro Educacional Leonardo da Vinci, o Colégio Olimpo, a Escola Americana de Brasília, a Escola Canadense de Brasília, o Colégio Moraes Rêgo, o Marista Asa Sul e a Brasília International School. O objetivo não é formar programadores precocemente, mas ampliar o repertório tecnológico e mostrar que os estudantes também podem ocupar o papel de pesquisadores, engenheiros, inventores e empreendedores. Para atender instituições com realidades diferentes, a Br.ino organizou os conteúdos, os materiais e os processos de acompanhamento   Quando a ideia ganhou escala A transformação dos primeiros projetos em uma operação estruturada aconteceu aos poucos. As escolas começaram a renovar as parcerias, ampliar o programa para outras turmas e procurar a empresa para capacitar novos professores. Para atender instituições com realidades diferentes, a Br.ino organizou os conteúdos, os materiais e os processos de acompanhamento. Assim, a metodologia passou a ser aplicada em outras escolas sem perder a proposta que havia orientado a criação do projeto. Nesse percurso, a empresa participou do Start BSB — programa de startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) que auxilia negócios em diferentes etapas de desenvolvimento e crescimento — com o projeto “Br.ino, uma plataforma para o ensino de robótica”. Em 2021, a iniciativa foi selecionada para a terceira fase do programa, voltada à aceleração e à consolidação de empreendimentos. Naquele momento, a Br.ino tinha uma solução inicialmente testada e buscava estruturar o modelo de negócio, ampliar o mercado e transformar os primeiros projetos em uma operação capaz de alcançar um número maior de escolas. Mais tarde, a empresa foi selecionada no edital do Programa Tecnova III (2024) — iniciativa da FAPDF que apoia empresas no desenvolvimento de produtos, serviços e processos inovadores — com o projeto “TechEdu: Metodologia para o Ensino de Robótica”, coordenado por Gabriel Rodrigues Pacheco. A iniciativa recebeu R$ 560 mil para um período de 12 meses. O apoio é destinado ao aperfeiçoamento dos kits, à produção e aos testes de materiais didáticos, à formação de professores e à aplicação da metodologia em ambientes escolares. Esse processo permite avaliar, por exemplo, se os equipamentos são fáceis de utilizar, se resistem à rotina das turmas e se as atividades despertam o envolvimento dos estudantes. Também ajuda a empresa a desenvolver e testar novas soluções antes de levá-las a mais escolas. Segundo a equipe, esse tipo de apoio é importante porque atividades de pesquisa e desenvolvimento exigem tempo, profissionais especializados, criação de protótipos e diferentes etapas de validação. Os próximos passos incluem a criação de novos kits nacionais de robótica e eletrônica e o desenvolvimento de plataformas digitais de apoio aos professores. Para o ensino médio, a empresa pretende ampliar os conteúdos relacionados à inteligência artificial, ciência de dados, desenvolvimento de jogos, automação e engenharia. A ideia que começou traduzindo comandos agora busca fazer outro tipo de tradução: aproximar tecnologias que parecem complexas da realidade de professores e estudantes.   *Com informações da FAPDF

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