Jardim Botânico vai ter nova rodoviária com investimento de R$ 5,4 milhões
O sistema de transporte público da região leste do Distrito Federal ganha um importante reforço estrutural. A governadora Celina Leão assinou nesta quinta-feira (2) a ordem de serviço para o início das etapas de construção da Rodoviária do Jardim Botânico. Com um investimento superior a R$ 5,4 milhões, o novo equipamento público vai fortalecer a mobilidade urbana e estruturar a rede de transporte coletivo para acompanhar o crescimento demográfico local. Durante a cerimônia, a chefe do Executivo destacou que a construção da Rodoviária do Jardim Botânico integra um conjunto de obras de infraestrutura lançadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na região, incluindo investimentos em saneamento básico e iluminação pública. “Estamos dando a ordem de serviço para o terminal rodoviário do Jardim Botânico. São várias ordens de serviço no mesmo dia. É um governo que trabalha e entrega”, assegurou a governadora, ao se referir às ordens de serviço assinadas nesta quinta para obras de saneamento e abastecimento de água e a implantação de iluminação pública em São Sebastião. “Estamos dando a ordem de serviço para o terminal rodoviário do Jardim Botânico. São várias ordens de serviço no mesmo dia. É um governo que trabalha e entrega", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A nova rodoviária será erguida no Setor Habitacional Mangueiral, especificamente nos lotes 1 e 2 da CR 3, próximo à Avenida Pau-Brasil. Sob a coordenação da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), o projeto foi planejado para suprir as demandas atuais de deslocamento e preparar o sistema viário para os futuros eixos de expansão residencial, como o Setor Habitacional Tororó, cuja projeção populacional é de aproximadamente 110 mil habitantes. “Assinamos hoje a ordem de serviço e, a partir de amanhã, iniciamos os quatro meses de elaboração do projeto executivo. Ao todo, serão 18 meses até a entrega da obra. Será um terminal moderno, funcional e pensado para integrar diferentes modos de transporte, com bicicletário, estacionamento e estrutura totalmente acessível”, afirmou a secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda. A escolha do terreno de 4.983,69 metros quadrados ocorreu de forma conjunta entre a Semob-DF e a Administração Regional do Jardim Botânico. O local recebeu parecer favorável, que verificou a viabilidade física e jurídica do lote, além de identificar o ponto como estratégico para a conexão das linhas de ônibus que atendem a poligonal. Quando finalizada, a nova rodoviária vai abrigar a operação de 20 linhas de ônibus. O rearranjo técnico do setor visa organizar as operações do transporte coletivo local, mitigar os riscos de acidentes por meio da separação física entre o fluxo de pedestres e veículos, e dar maior agilidade e previsibilidade às viagens diárias da comunidade. “Vamos operar 20 linhas de ônibus e atender em torno de 100 mil pessoas por dia, sempre respeitando todas as normas de acessibilidade para pessoas com deficiência. Estamos muito felizes em dar esse passo para melhorar a mobilidade da região e proporcionar mais qualidade de vida à população”, destacou a chefe da pasta. Estrutura moderna e integração de modais Durante a cerimônia, a governadora destacou que a construção da Rodoviária do Jardim Botânico integra um conjunto de obras de infraestrutura lançadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na região, incluindo investimentos em saneamento básico e iluminação pública A empresa Hexa Engenharia e Construções LTDA. assume a responsabilidade pela execução dos serviços. O cronograma estipula os primeiros quatro meses para o desenvolvimento e finalização do projeto executivo, seguidos por 14 meses de obras físicas na localidade. O projeto arquitetônico prevê uma plataforma operacional de 1.025,20 metros quadrados, dividida em três blocos principais. A área de embarque e desembarque contará com oito baias dispostas em formato de "espinha de peixe", complementada por nove baias exclusivas para a estocagem e posicionamento dos coletivos. Para o atendimento direto ao cidadão, a estrutura física dispõe de bilheteria, banheiros públicos (masculino, feminino e adaptado para pessoas com deficiência), lanchonete, copa, salas operacionais e de segurança, além de um espaço voltado para a oferta de serviços públicos governamentais. Com foco na intermodalidade, o complexo estimula o uso combinado de diferentes meios de transporte. A rodoviária vai disponibilizar um bicicletário de 34,25 metros quadrados e um estacionamento rotativo com 15 vagas para automóveis, com reserva de vagas para idosos e pessoas com deficiência, além de seis vagas exclusivas para motocicletas. Acessibilidade e sustentabilidade As diretrizes técnicas da rodoviária seguem as normas de acessibilidade da NBR 9050/2020. Toda a área de circulação será equipada com piso podotátil, rampas de acesso com inclinação máxima de 8,33% e rotas acessíveis livres de barreiras urbanísticas, o que proporciona tráfego seguro e confortável para os usuários com mobilidade reduzida. O compromisso com o meio ambiente também orientou a concepção da obra. A cobertura das instalações utilizará telhas termoacústicas, solução que reduz a troca de calor e a propagação de ruídos, minimizando o gasto energético com climatização. Além disso, a engenharia do telhado já deixa a estrutura preparada para receber a futura instalação de painéis fotovoltaicos para geração de energia solar.
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Canal recuperado garante água para produção de 60 famílias de Brazlândia
Depois de mais de dez anos convivendo com a falta de água nos períodos mais críticos do ano, produtores rurais da região do Pulador, em Brazlândia, passam a viver uma nova realidade. A recuperação do Canal do Pulador substituiu 2,5 quilômetros do antigo canal aberto por tubulações de Pead, garantindo que a água chegue de forma eficiente às 38 propriedades atendidas pelo sistema e reduzindo perdas por infiltração, evaporação e vazamentos. A obra representa mais do que uma reforma na infraestrutura de irrigação. Ela garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo. Uma das beneficiadas é a produtora rural Maria de Lourdes, 77 anos. Há anos ela enfrentava as dificuldades provocadas pela escassez de água. Agora, além de manter a produção de morango, já faz planos para diversificar a atividade. "Todo ano a água acabava. E, sem água, como é que a gente produz? A gente sofria com isso há mais de dez anos. Agora estou muito feliz. Comecei a produzir morangos e vou poder continuar. Já pretendo até criar peixes quando o tanque for instalado." Além da nova tubulação, o projeto prevê a instalação de 38 reservatórios revestidos com geomembrana, dos quais três já foram implantados. Os tanques permitirão armazenar água nas propriedades para utilização nos períodos de maior necessidade e também abrirão espaço para a piscicultura, criando uma nova alternativa de renda para os produtores. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, investir em infraestrutura hídrica significa garantir o futuro da produção rural. A obra garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo | Foto: Divulgação/Emater-DF "Água é o principal insumo da agricultura. Quando investimos em obras como essa, estamos garantindo que esse recurso chegue ao produtor com mais eficiência, reduzindo desperdícios e assegurando melhores condições para produzir alimentos durante todo o ano. Essa é uma ação que fortalece a agricultura familiar, preserva os recursos hídricos e leva mais segurança para quem vive da produção", destaca. Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Pulador, Demétrio Martins, a recuperação representa a retomada da capacidade produtiva da região. "O canal funcionava de forma muito precária. Muitas chácaras deixaram de plantar porque a água não chegava. Agora teremos condições de voltar a produzir. Tenho certeza de que esta região vai se consolidar como um grande polo produtor", afirma. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, destacou que o crescimento da área rural exige investimentos capazes de garantir o uso eficiente da água. "Antes havia água em abundância e poucas propriedades. Hoje a realidade é outra. A comunidade cresceu e os recursos naturais ficaram mais disputados. Essa canalização é fundamental porque mantém a área rural viva. É a água que garante boas condições para o plantio e permite que Brazlândia continue sendo um dos grandes celeiros de produção do Distrito Federal." O subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Paulo de Oliveira Barboza, também participou da inauguração e ressaltou que a obra é resultado da integração entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal e os produtores rurais. O engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF, Rildon Oliveira, que acompanhou todo o processo de recuperação, explicou que o antigo canal, utilizado havia mais de três décadas, já não conseguia atender à demanda dos produtores. "Era um sonho antigo da comunidade. O canal era aberto e apresentava muitas perdas por infiltração. A água simplesmente não chegava às propriedades localizadas no final do sistema. Agora isso muda completamente. As 38 chácaras passarão a receber água de forma igualitária, com muito mais eficiência e sem desperdícios", disse. Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 65 canais de irrigação, que somam mais de 240 quilômetros de extensão e abastecem mais de mil propriedades rurais. Desse total, mais de 150 quilômetros já foram recuperados por meio da substituição dos antigos canais abertos por tubulações, reduzindo perdas de água e tornando a irrigação mais eficiente. A obra foi executada em parceria entre a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Novacap, a Administração Regional de Brazlândia e a Associação dos Usuários do Canal do Pulador. O investimento de R$ 320 mil na aquisição dos materiais foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
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Curso leva afeto, autoestima e novas oportunidades a pacientes com câncer
Mais do que aprender uma profissão, 18 mulheres em tratamento contra o câncer encontraram acolhimento, fortaleceram a autoestima, fizeram novas amizades e descobriram que ainda podem sonhar. Nesta quinta-feira (2), elas receberam os certificados de conclusão de um curso de artesanato, educação financeira e cabeleireiro promovido pela Rede Feminina de Combate ao Câncer para pacientes atendidas pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição. Entre linhas, pincéis, escovas e rodas de conversa, construíram uma rede de apoio que transformou o curso em muito mais do que uma capacitação: um espaço de acolhimento, fortalecimento emocional e novas perspectivas de geração de renda. Ao longo do primeiro semestre, as participantes se reuniram quinzenalmente na Casa Rosa, sede da instituição | Fotos: Divulgação/IgesDF Para a gestora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, esse é justamente o propósito do projeto. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras", explica. Cada encontro começava com uma conversa conduzida por uma psicóloga, em um formato semelhante ao de uma terapia em grupo. Para a paciente Keila Mesquita, essa experiência foi transformadora. "Eu tinha vergonha de conversar com as pessoas e até de sair de casa. Hoje me sinto segura para ir a qualquer lugar", comemora. Paciente oncológica há nove anos, Iraci Francisca dos Santos resume em uma única frase o significado que o projeto teve em sua vida. "Eu não tive infância, mas foi na Rede Feminina que construí minha primeira boneca. Muito obrigada por caminharem ao meu lado. Se não fosse a Rede, eu não estaria aqui hoje", afirma. Além de fortalecer a autoestima, a iniciativa também abriu novas possibilidades. Iraci conta que conseguiu vender algumas peças produzidas durante as oficinas e, com o dinheiro arrecadado, realizou um sonho antigo: comprar a porta da cozinha de sua casa. "Quando se está em tratamento de câncer, é comum surgir o sentimento de tristeza, isolamento e até depressão. A proposta desse curso é dar asas às pacientes, para que elas desenvolvam novas habilidades, descubram seu potencial e encontrem apoio emocional umas nas outras" Larissa Bezerra, gestora da Rede Feminina Depois desse momento de acolhimento, as participantes seguiram para as oficinas práticas. Nas aulas de artesanato, confeccionavam acessórios; já nas oficinas de cabeleireiro, aprendiam técnicas de corte, hidratação e escova. Todo o material era fornecido gratuitamente e podia ser levado para casa. A professora de artesanato Roseni dos Santos Ferreira agradeceu o empenho das alunas durante os meses de atividades. "Fazer uma capacitação envolve mexer com as habilidades e o sonho de cada uma de nós. A gente pode sempre, e nós mulheres juntas podemos muito mais", afirma. O projeto foi viabilizado por meio de uma emenda parlamentar destinada pela senadora Leila Barros, que participou da cerimônia de encerramento para prestigiar as alunas. Diante dos resultados positivos, uma nova turma, com 20 vagas, será aberta no segundo semestre deste ano. Histórias que ficam para sempre Durante a cerimônia, as participantes apresentaram parte dos trabalhos produzidos ao longo das aulas e compartilharam relatos emocionantes sobre a experiência. A paciente Marialva Helena Ferreira contou que faria o curso novamente, se tivesse oportunidade. "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", emociona-se. Apesar da celebração pelas conquistas, o encerramento também foi marcado pela saudade. Coordenadora de artesanato e voluntária da Rede Feminina por duas décadas, Mariângela Moreira faleceu no início de junho e foi homenageada durante a cerimônia. Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, voluntárias e pacientes compartilharam lembranças da colega. "Ela era uma pessoa maravilhosa, uma infinidade de bênçãos", resume a professora Roseni dos Santos Ferreira. Larissa Bezerra destacou o papel fundamental de Mariângela na instituição. "Ela era uma das bases da Rede, uma verdadeira fortaleza. Sempre perguntava se tínhamos comido, se estávamos bem. Cuidava de todos." Segundo Larissa, Mariângela será lembrada não apenas pela dedicação ao trabalho voluntário, mas também pela alegria que espalhava. "Ela despertava o amor nas pessoas e se dedicava intensamente a tudo o que fazia. Era alegre, divertida, brincalhona e estava sempre sorrindo. Tinha o dom de transformar qualquer ambiente." "Esse foi um curso de amor. Recebi tanto carinho que nem consigo explicar. Foi um amor que transbordou e chegou até nós. Tenho certeza de que muitas outras pessoas ainda serão abraçadas por essa iniciativa", destacou a paciente Marialva Helena Ferreira Como forma de preservar seu legado, a sala de artesanato da Rede Feminina passará a se chamar Sala Mariângela. A homenagem eterniza a história de uma voluntária que dedicou anos a acolher, ensinar e inspirar outras mulheres e simboliza o que marcou toda a cerimônia. Mais do que certificados, as participantes levaram para casa novas habilidades, amizades e a certeza de que ninguém precisa enfrentar o tratamento sozinha. *Com informações do IgesDF
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Canal revitalizado garante água para produção de 60 famílias e abre novas oportunidades para agricultores de Brazlândia
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GDF lança Edital de Chamamento Público nº 01/2026 para o Polo Agroindustrial do Rio Preto
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF) e da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), lançou o Edital de Chamamento Público nº 01/2026 para acolhimento de propostas de empreendimentos no Polo Agroindustrial Rural do Rio Preto, localizado na Região Administrativa Planaltina. O edital está aberto para consulta até o dia 31/7, com possibilidade de apresentação das propostas de 1º/8 até 31/8. O lançamento foi feito no gabinete da governadora Celina Leão, com a presença do presidente da Terracap, Júlio César Reis, e do secretário de Agricultura, Rafael Borges Bueno. A iniciativa visa atrair investimentos e incentivar a instalação de agroindústrias e empreendimentos voltados ao processamento de grãos, olericultura, biotecnologia, insumos agrícolas e demais segmentos ligados ao agronegócio, consolidando o Distrito Federal como referência nacional em inovação e desenvolvimento agroindustrial. A iniciativa visa atrair investimentos e incentivar a instalação de agroindústrias e empreendimentos voltados ao processamento de grãos, olericultura, biotecnologia, insumos agrícolas e demais segmentos ligados ao agronegócio | Foto: Divulgação Terracap O Polo Agroindustrial do Rio Preto foi concebido para estimular novos negócios, ampliar oportunidades para produtores e empreendedores e agregar valor à cadeia produtiva local, promovendo geração de emprego, renda e fortalecimento da economia regional. O complexo contará com área útil total de 58,1542 hectares destinada à implantação dos empreendimentos agroindustriais, conforme previsto no edital de chamamento público. A área será organizada em dois módulos, sendo o Módulo 1 com 36,1402 hectares e o Módulo 2 com 22,0140 hectares. Entre os principais diferenciais competitivos do polo está sua localização estratégica na bacia do Rio Preto, região que concentra cerca de 74% da área agrícola irrigada do Distrito Federal, garantindo fornecimento contínuo de matéria-prima ao longo de todo o ano e reduzindo impactos da sazonalidade produtiva. Por meio do edital, empresas e investidores poderão apresentar Carta-Consulta e Projeto de Viabilidade Técnica, Econômica e Financeira Simplificado (PVTEFS) para instalação de empreendimentos no polo. A análise da viabilidade técnica, econômica e financeira dos projetos será realizada pela Seagri-DF, observando critérios alinhados ao potencial produtivo da região e às estratégias de desenvolvimento econômico do Distrito Federal. O modelo de apresentação do PVTEFS está disponível em anexo ao edital, permitindo que os interessados elaborem e apresentem suas propostas. O edital estabelece os critérios de participação, documentação necessária, prazos e condições para apresentação das propostas. O cronograma prevê interstício mínimo de 30 dias entre a publicação do edital e o início do acolhimento das propostas. Após esse período, será aberto prazo de 30 dias para apresentação das propostas pelos interessados. Para ampliar a competitividade do projeto e atrair investidores, o GDF também prevê incentivos financeiros e tributários por meio do programa Pró-Rural/DF-Ride. Entre os benefícios previstos estão crédito presumido de até 80% de ICMS nas saídas de produtos industrializados e isenção de ITBI. Outro destaque é o modelo de Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), que assegura maior segurança jurídica aos investidores. Em um primeiro momento, será celebrada Concessão de Direito de Uso (CDU) da área integral do polo, funcionando como garantia inicial para as empresas selecionadas. Posteriormente, com a definição e individualização das áreas destinadas a cada empreendimento, serão formalizadas as respectivas Concessões de Direito Real de Uso (CDRU) para cada empresa, conforme a área correspondente ao projeto aprovado. O modelo prevê concessão pelo prazo de 30 anos, renovável por igual período, conforme estabelecido nas minutas de CDU e CDRU anexas ao edital. As empresas interessadas poderão apresentar projetos de viabilidade contendo projeção de geração de empregos, metas de sustentabilidade e estimativas de impacto econômico regional. A expectativa do Governo do Distrito Federal é consolidar o modelo de Polo Agroindustrial do Rio Preto como referência regional em desenvolvimento agroindustrial sustentável, ampliando oportunidades de investimento e fortalecendo a economia do Distrito Federal. Mais informações pelo e-mail: poloriopreto@seagri.df.gov.br *Com informações da Terracap
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Humanização transforma tarde de paciente no Hospital de Santa Maria
Depois de cerca de um mês internado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), João Antônio Lourenço, 32 anos, viveu um reencontro que emocionou familiares e profissionais da unidade. A pedido da família, ele recebeu a visita dos cães de estimação Thor e Mel, uma iniciativa que levou um pouco da rotina de casa para o ambiente hospitalar e reforçou a importância da humanização durante o tratamento. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação. Sensibilizada com o pedido, a equipe da clínica médica organizou o reencontro seguindo todos os protocolos de segurança e higiene. A mãe de João, Denise Lourenço, conta que a expectativa pelo reencontro era grande. "Ele estava ansioso para voltar para casa e reencontrá-los. Quando surgiu a possibilidade desta visita, ficamos muito felizes. Acho que esse momento trouxe mais ânimo e força para ele continuar o tratamento e seguir firme na recuperação até poder voltar para casa", afirma. João está internado após intercorrências relacionadas à esclerose lateral amiotrófica (ELA). Segundo a família, a saudade dos animais era um dos assuntos mais frequentes durante os dias de internação | Foto: Divulgação/IgesDF A iniciativa foi organizada por uma equipe multiprofissional, envolvendo profissionais do serviço social, psicologia, fisioterapia e demais áreas assistenciais. Antes da visita, os familiares receberam orientações sobre os cuidados necessários, como vacinação, banho e higiene dos animais, garantindo que o encontro acontecesse com segurança para todos. Segundo a assistente social Sarah Luiza Azevedo, ações como essa fazem parte da política de humanização adotada pela unidade. "Organizamos tudo com antecedência para que esse momento acontecesse de forma segura. Quando conseguimos aproximar o paciente daquilo que faz parte da sua vida, também fortalecemos o cuidado e o bem-estar durante a internação", explica. Para Sarah, ouvir os pacientes e suas famílias é um dos pilares de uma assistência verdadeiramente humanizada. "Muitas vezes, ninguém conhece melhor as necessidades do paciente do que os próprios familiares. Quando existe esse diálogo aberto, conseguimos construir um cuidado mais completo, respeitando a história, os vínculos e aquilo que faz sentido para cada pessoa durante o tratamento", ressalta. Para o superintendente do Hospital Regional de Santa Maria, Lucas da Silva Santos, a humanização também passa pelo reconhecimento das necessidades emocionais de cada paciente. "Cuidar vai além dos procedimentos e dos tratamentos. Sempre que é possível, buscamos oferecer uma assistência que considere o paciente em sua integralidade, respeitando sua história, seus vínculos afetivos e aquilo que contribui para seu bem-estar. São gestos como esse que tornam o cuidado ainda mais humano", destaca. Entre lambidas, afagos e olhares de carinho, Thor e Mel transformaram a tarde de João em um cenário de reencontro e afeto, mostrando que a humanização também está presente em gestos simples, capazes de fortalecer quem enfrenta o tratamento. *Com informações do IgesDF
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