Laboratório de Análises Clínicas do Hospital da Criança de Brasília garante precisão em exames
Em uma unidade hospitalar terciária, a precisão laboratorial não é apenas um suporte, mas o alicerce para as decisões clínicas e estratégia terapêutica que situa o paciente no centro do cuidado. No Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB), uma unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF), a estruturação da área de apoio diagnóstico constitui uma operação robusta que conta com o Laboratório de Análises Clínicas (LAC), unidade de bioimagem, laboratório de provas funcionais e serviço de anatomia patológica. Com uma produção anual que ultrapassa a marca de 560 mil exames, o LAC do hospital consolida-se como um centro estratégico para o manejo de condições complexas e raras de saúde de pacientes pediátricos, unindo assistência e pesquisa científica. Heitor Cristiano, no colo da mãe, durante coleta de sangue no Hospital da Criança de Brasília | Fotos: Divulgação/HCB Visando a otimizar os custos e reduzir os riscos logísticos, o HCB possui uma estrutura diagnóstica laboratorial que compõe o complexo da unidade de saúde. Além disso, os fluxos e processos do LAC estão organizados de modo a favorecer menor tempo possível entre a coleta da amostra e a decisão clínica. Quando se trata da especificidade das análises clínicas, o fator tempo pode definir o futuro do paciente, principalmente quando se trata de crianças e adolescentes acometidos por condições oncológicas, condições renais agudas ou crônicas, doenças cardiovasculares ou hepáticas, e condições genéticas raras. De acordo com Joana Paula Pereira da Silva, gerente de Apoio ao Diagnóstico Terapêutico da instituição, contar com fluxos eficientes e sistemas integrados reduz a dependência de serviços externos para os exames laboratoriais, que são cruciais para o apoio à decisão médica, especialmente em crianças que enfrentam quadros severos e instabilidade clínica. A gestora destaca que, no hospital, o LAC atua como um “hub centralizado”, sendo ponto de convergência que conecta, integra e gerencia exames de análises clínicas em um único local. O processamento e análise de exames laboratoriais é alimentando diretamente no prontuário eletrônico do paciente, em tempo real. Dessa maneira, a equipe multidisciplinar pode agir com base em dados sempre, 24 horas por dia, em todos os dias da semana. Aproveitamento do tempo "Com coleta, análise e liberação de resultados in loco para a maioria dos exames, evitamos deslocamentos desnecessários que poderiam estressar o paciente pediátrico. Para os exames de baixa demanda e alto custo, após análise de viabilidade, decidiu-se pela realização por laboratórios externos, porém os resultados são imediatamente integrados ao prontuário eletrônico do paciente. Utilizamos no Laboratório de Análises Clínicas sistemas informatizados conectados ao prontuário, permitindo que a equipe multidisciplinar acesse dados em tempo real", explica a gerente. Para Joana Paula, esse suporte maximiza as chances de melhores prognósticos e de melhor qualidade de vida, permitindo tratamentos individualizados, em tempo oportuno, otimizando também os custos de saúde. "Desde a admissão até a alta, com suporte 24/7 para casos críticos, prezamos por eficiência e conforto para pacientes e famílias que dependem do hospital a longo prazo, e, por isso, o laboratório está perfeitamente encaixado ao fluxo hospitalar para que a criança tenha todo o suporte em um único local", afirma. Produção do Laboratório de Análises Clínicas do HCB ultrapassa a marca de 560 mil exames anuais A especialização do laboratório se manifesta diretamente no suporte às linhas de cuidado mais sensíveis da unidade de saúde. Na oncologia, o monitoramento de marcadores tumorais e da toxicidade relacionada ao tratamento com quimioterapia é rigoroso; na nefrologia e cardiologia, o controle de eletrólitos e biomarcadores ocorre em tempo real. Esta capacidade técnica permite o ajuste preciso de dosagens de medicamentos de controle, como imunossupressores, minimizando riscos de deterioração dos rins ou supressão medular por meio de análise individualizada dos efeitos medicamentosos. Conforme a Gerência de Apoio ao Diagnóstico Terapêutico (GADT), esse acompanhamento previne intercorrências graves, detectando desvios nos exames de sangue antes mesmo que os primeiros sintomas clínicos se manifestem no paciente. Coleta Para além do rigor científico, o modelo de gestão do LAC incorpora a humanização como um requisito técnico. A coleta de material biológico em crianças exige protocolos diferenciados que vão desde a utilização de agulhas de menor calibre até a capacidade de definir as regras e ajustar as máquinas para analisar gotinhas de sangue de bebês (parametrização de microamostras em recém-nascidos). "Reforçamos o compromisso do HCB com a vida e o futuro dessas crianças por meio de protocolos personalizados que priorizam não só a sobrevida, mas o bem-estar integral – físico, emocional e familiar" Joana Paula Pereira da Silva, gerente de Apoio ao Diagnóstico Terapêutico do HCB A equipe é treinada para lidar com o medo e a recusa infantil por meio de técnicas de engajamento e educação em saúde a partir do uso de brinquedos terapêuticos, garantindo que o procedimento seja o menos traumático possível. "Reforçamos o compromisso do HCB com a vida e o futuro dessas crianças por meio de protocolos personalizados que priorizam não só a sobrevida, mas o bem-estar integral – físico, emocional e familiar. Assim, ajudamos a transformar desafios crônicos em rotinas gerenciáveis, devolvendo autonomia e esperança às famílias", afirma Joana Paula. Heitor Cristiano Silvano, de 7 anos, entra na sala de coleta do Hospital da Criança de Brasília e já anuncia que quer a "borboletinha". O menino se refere a um cateter que lembra a forma do inseto. "É que ele já ficou internado aqui e se acostumou a tirar sangue com a ‘borboletinha’. Quando ele chegou aqui, ele tirava sangue dia sim, dia não, mas como ele veio de outros hospitais, ele fazia isso todo dia. Então, ele preferia essa, que ele fala que não dói", diz a mãe do menino, Rafaela de Oliveira. Pacientes Em tratamento no hospital para lidar com a hipospadia, uma malformação congênita relativamente comum em meninos, Heitor já está habituado à rotina de exames de sangue. Ele passou por cirurgia no HCB e segue em acompanhamento com as especialidades hepatologia, genética e urologia. Rafaela de Oliveira diz que faz questão de explicar ao menino todo o processo de cuidado assistencial pelo qual ele passa e explica que, atualmente, ela também lida com esses momentos com mais naturalidade. "Ele perguntava e falava que era 'tomar sangue'; aí eu falava: 'não, mamãe tira sangue para ver se seus exames estão normais'. Porque, até então, ele faz um tratamento com uso contínuo de remédios. Então, por isso, que tem que ficar repetindo esses exames. Antes, era trabalhoso para mim, também. Já sabia que ia tirar sangue e ia ser aquela luta. Mas agora está tranquilo", diz a usuária. Infraestrutura tecnológica e protocolos rigorosos de controle de qualidade garantem eficiência laboratorial do HCB Tecnologia e segurança em prol do cuidado e da cura A eficiência laboratorial do HCB é sustentada por uma infraestrutura tecnológica que opera em conjunto com protocolos rigorosos de controle de qualidade mundialmente reconhecidos, referendados, também, pela Cultura de Acreditação Hospitalar que confere à unidade de saúde o selo de Excelência ONA 3, até então inédito em unidades hospitalares pediátricas públicas em toda região Centro-Oeste. A alta conformidade (95%) nos requisitos da Organização Nacional de Acreditação (ONA) reflete a maturidade da gestão do HCB e seu compromisso com a centralidade do cuidado com o paciente e sua família. Manuel de Paiva, supervisor do LAC do HCB, ressalta que o compromisso com a celeridade é um dos pilares da instituição: o hospital assegura que 98% dos exames de urgência e emergência sejam entregues em até duas horas, mantendo um índice de precisão diagnóstica também de 98%. Esse desempenho é validado por controles de qualidade rigorosos que seguem legislação própria e controles de qualidade externos, nos quais os processos de testagem cega garantem a fidedignidade dos dados que orientam as condutas terapêuticas. [LEIA_TAMBEM]Outro diferencial estratégico do HCB é a internalização de serviços críticos, como o de microbiologia. Antes dependente de empresas externas, a unidade agora realiza essas análises em metade do tempo original. A agilidade impacta diretamente as terapias que utilizam antibióticos, permitindo que a equipe médica ajuste ou suspenda essas terapias com rapidez, reduzindo os riscos de resistência antimicrobiana (RAM) e otimizando o tempo de internação. Além disso, o hospital atua como referência na rede pública do Distrito Federal para exames especializados, como o teste do suor para fibrose cística, reforçando seu papel como polo de excelência em saúde pediátrica. O modelo de cuidado do HCB estende-se para além da bancada, integrando os laboratórios de análises clínicas, anatomia patológica e pesquisa translacional em um fluxo contínuo de conhecimento e aliança com o tratamento clínico. Essa abordagem permite que o hospital gerencie com precisão todas as etapas do processo laboratorial, possibilitando o avanço e aprimoramento científico sobre condições de saúde complexas da infância. Integração A atenção é redobrada na fase pré-analítica — que compreende desde o cadastro do paciente, registro do pedido até a coleta e entrada da amostra biológica pelo LAC, estágio que concentra, aproximadamente, 70% dos erros laboratoriais no setor de saúde. Para mitigar esses riscos, a instituição investe em treinamentos constantes e no nivelamento tecnológico de sua equipe, composta por profissionais biomédicos, farmacêuticos e técnicos de laboratório. Adimara Kely Souza, técnica de laboratório no HCB há sete anos, afirma que cada atendimento que presta traz consigo uma história diferente, de aprendizado e de troca. Para ela, a coleta de material biológico é um processo delicado tecnicamente, que exige comprometimento e delicadeza, porque é preciso lidar com a criança e com as famílias cujo protagonismo ela faz questão de fomentar, uma vez que elas podem atuar como barreira de segurança. “Muitas vezes, esse paciente vem coletar material no atendimento do ambulatório. Então, ele vem até nós direto da casa dele. E a gente vê que o paciente está mais 'molinho', pálido; a gente já coleta o material para o banco de sangue. Isso faz muita diferença no diagnóstico também. É uma responsabilidade que a gente carrega. A gente faz a diferença na vida desses pacientes", afirma. A integração entre o laboratório e o corpo clínico é outro aspecto importante da gestão hospitalar que também humaniza os dados técnicos e de rastreamento. A partir de discussões de casos específicos e da monitorização em tempo real de pacientes em estados críticos, como os de terapia intensiva e pós-transplante de medula óssea, o dado laboratorial torna-se uma ferramenta viva, e atuante, de cuidado. *Com informações do HCB
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Construído após 48 anos de espera, Jardim Burle Marx transforma área central de Brasília
Brasília tem alguns “pais fundadores”. Entre Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lucio Costa também está o paisagista Roberto Burle Marx, responsável por projetar, por exemplo, os jardins do Palácio do Itamaraty e a Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano (SMU). Foi ele ainda que, em 1975, imaginou um jardim com árvores, pontes e espelhos d'água para integrar a Rodoviária do Plano Piloto e a Torre de TV. A população da capital precisou esperar 48 anos. Mas, em 2023, o jardim, enfim, saiu do papel. Foram investidos R$ 13 milhões pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Banco de Brasília (BRB), com apoio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Companhia Energética de Brasília (CEB). As obras integram um projeto de intervenções na região da Torre de TV que, ao todo, recebeu aporte de R$ 20 milhões. Zelma Cantuária gostou do que viu: antes era um barro só e, agora, é cinco estrelas | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Hoje, o espaço que leva o nome de seu idealizador já está incorporado à rotina de quem circula pela área central de Brasília. "Antes, era um barro puro. Quando passava lá, a gente sujava os pés, os tênis, a calça toda. Batia um vento e sujava tudo. Agora está cinco estrelas. O espaço está lindo, maravilhoso", define a comerciante Zelma Cantuária, 65 anos. "A gente vai lá, tira foto, melhorou muito. Todo mundo gosta", emenda o marido de Zelma, o também comerciante Luiz Graciano, 62, que ainda relata ter observado um aumento nas vendas na lanchonete que o casal mantém na feira da Torre após a inauguração do jardim: "O pessoal vem para ver, aproveita e dá uma passada por aqui também". Mais até do que beleza, o local trouxe um novo clima para o centro da capital. “O jardim traz diversos benefícios. O primeiro deles é o estabelecimento de um novo microclima a uma região que anteriormente era bastante árida, seca e nada convidativa, obrigava que as pessoas passassem de uma forma muito rápida para fugir do sol. E o jardim convida as pessoas a permanecer no centro, no coração de Brasília”, aponta o diretor de Aprovação e Licenciamento da Administração Regional do Plano Piloto, Igor Carvalho. “Então hoje, por exemplo, quando uma pessoa está indo da Torre de TV para a rodoviária pegar um ônibus, você tem um espaço onde essa pessoa pode sentar, relaxar, aproveitar um pouco e, posteriormente, depois de uma grande descompressão, ir para casa ou voltar para o trabalho”, acrescenta o diretor. Turismo O Jardim Burle Marx virou mais um ponto turístico da capital federal Exatamente por estar no coração da capital federal, o Jardim Burle Marx também virou um novo ponto turístico para aqueles que visitam a cidade. "Brasília vive um momento muito positivo no turismo, com crescimento do fluxo de visitantes, fortalecimento do calendário de eventos e reconhecimento nacional em diversos segmentos. O Jardim Burle Marx chega para agregar ainda mais valor à experiência turística da capital, qualificando um espaço emblemático da cidade e oferecendo mais uma opção de convivência, lazer e contemplação integrada ao nosso patrimônio urbanístico e arquitetônico", destaca o secretário de Turismo, Bernardo Antunes. Um desses turistas é Fernando Gomes, 43, que veio de Canela (RS) a trabalho e, entre um compromisso e outro, aproveitou para visitar a região. "Estive ali embaixo da Torre de TV, achei belíssimo o jardim, o paisagismo", conta o produtor cultural, que já havia visitado a região em 2018, antes da construção do jardim: "É muito bacana voltar depois e ver que está mais bonito".
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Nota - Operação Bypass
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Nova Policlínica da PCDF ampliará atendimentos médico e psicológico a policiais civis
O cuidado com a saúde física e mental dos policiais civis do Distrito Federal ganhará uma nova estrutura especializada. A governadora Celina Leão assinou, nesta sexta-feira (15), a ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil do DF (PCDF). O complexo, que contará com aporte de R$ 34,8 milhões, vai ampliar atendimentos médicos, odontológicos e de reabilitação para os servidores da corporação. Durante a assinatura da ordem de serviço, Celina Leão destacou que o investimento reforça a política de valorização dos profissionais da segurança pública. "Todos nós precisamos cuidar da saúde mental e cuidar de quem cuida, porque a polícia é a primeira porta de entrada. A delegacia, às vezes, é o primeiro registro de alguma situação de grave violência, de ameaça. As pessoas chegam, às vezes, em um estado emocional muito alterado. Então, esses profissionais são seres humanos, que precisam de um local também adequado para ter um atendimento”, afirmou a governadora. “E, hoje, dar essa ordem de serviço é uma mensagem muito clara para a Polícia Civil de que nós nos preocupamos com vocês, queremos que vocês estejam bem, que a saúde mental de vocês esteja bem, que os nossos policiais estejam bem para atender a nossa população", concluiu a chefe do Executivo. Durante a assinatura da ordem de serviço, Celina Leão destacou que o investimento reforça a política de valorização dos profissionais da segurança pública | Foto: Renato Alves/Agência Brasília A nova unidade será construída em uma área de aproximadamente 11,6 mil metros quadrados, com cerca de 6,9 mil metros quadrados de área edificada. O investimento total é de R$ 34.801.914,39, sendo a maior parte proveniente de contrato de repasse firmado entre a União, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a PCDF, além de recursos próprios da instituição. Os serviços ofertados na Policlínica são destinados tanto aos servidores da ativa, como aos inativos vivos, bem como aos dependentes. De acordo com o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, a saúde mental dos policiais é uma prioridade. “Todo dia enfrentar criminalidade não é só a questão física, é uma questão psicológica, mental. Quando eu vejo um investimento e esse acolhimento, é o Governo do Distrito Federal dizendo que nós merecemos esse cuidado. Nós damos nossas vidas por outros e nós também merecemos essa atenção. Esse reconhecimento, esse encaminhamento e essa possibilidade de a gente se sentir valorizado é muito bom e a gente só tem a agradecer”, ressaltou. O projeto prevê dois blocos com consultórios médicos e odontológicos, salas de fisioterapia e pilates, academia, piscina para hidroterapia, farmácia, auditório e áreas administrativas. A estrutura permitirá ampliar os atendimentos em áreas como clínica médica, medicina do trabalho, psiquiatria, psicologia, fisioterapia, odontologia e clínica da dor. “Mais do que uma obra em si, isso aqui representa uma preocupação com bem-estar físico e profissional dos nossos servidores. Estamos cuidando daqueles que cuidam ou já cuidaram do cidadão. Essa obra foi pensada e desenhada com as práticas mais modernas de saúde ocupacional, sustentabilidade e qualidade de vida. Teremos aqui consultórios médicos, odontológicos, hidroterapia, área de piscinas para treinamento, pista de atletismo, um amplo auditório, farmácia, áreas técnicas e temáticas e uma academia”, completou o diretor-geral da Polícia Civil do DF, José Werick. A governadora Celina Leão cumprimenta secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury | Foto: George Gianni/GDF “Na policlínica, temos um serviço que tanto é de saúde ocupacional nacional, como a perícia, trabalhista, como de assistência médica, com consultas também na área odontológica e psicológica, então a gente oferece muitos serviços e, com o aumento do espaço, a gente vai poder também aumentar esse catálogo de atendimentos ofertados pela corporação”, acrescentou o diretor da Policlínica da PCDF, Marcos Melo. Valorização do servidor Além de ampliar a capacidade de atendimento, o novo espaço também será utilizado para programas institucionais voltados ao bem-estar e à prevenção de doenças ocupacionais. Segundo a corporação, a proposta é oferecer um ambiente moderno e adequado às demandas dos servidores, fortalecendo ações de promoção da saúde e reabilitação física e emocional. A expectativa é que a nova policlínica contribua para reduzir afastamentos por problemas de saúde, ampliar o acompanhamento especializado e oferecer atendimento mais humanizado aos profissionais da corporação. Serviços ampliados Os investimentos na Polícia Civil não se restringem à nova Policlínica. Além das novas delegacias e da ampliação no horário de funcionamento dessas unidades, passando a ser 24 horas, este Governo do Distrito Federal investiu R$ 47 milhões para construir novas sedes do IML e do Instituto de Pesquisa de DNA Forense. Os espaços já foram inaugurados e, com instalações modernas que elevam a qualidade das investigações criminais e do atendimento oferecido à população, consolidam o DF como referência nacional em perícia forense.
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Representantes de conselhos comunitários reúnem-se com o novo comandante da PMDF
Dirigentes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) do Distrito Federal reuniram-se, na manhã desta sexta-feira (15), com o comandante-geral da Polícia Militar do DF (PMDF), coronel Rômulo Palhares, para apresentar demandas e estreitar laços com a corporação. A governadora Celina Leão também participou do encontro, que reuniu os conselhos de todas as regiões administrativas do DF. “Estou muito feliz de estar aqui hoje porque, além de prestigiar a Polícia Militar, eu posso trazer respostas a algumas daquelas demandas que vocês trouxeram naquela última reunião que fizemos com os Consegs no Palácio do Buriti", lembrou a chefe do Executivo, que, entre as ações já adotadas, destacou melhorias na iluminação pública, aumento do efetivo das forças de segurança e a consolidação do programa DF 360, que prevê, entre outras ações, o compartilhamento de imagens de câmeras de segurança privadas em vias públicas com o governo. "Quero ter 100% de Brasília monitorada", afirmou. Celina Leão: "Quero ter 100% de Brasília monitorada" | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília O secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, enfatizou a importância da presença de Celina. “A participação da governadora foi memorável, porque eles fizeram perguntas diretamente a ela”, avaliou, ao destacar a premissa constitucional de que todo poder emana do povo. “Então, como não escutar o povo? O povo tem de participar de toda decisão administrativa, de toda a gestão, inclusive da segurança pública. Essa é uma oportunidade que os Consegs nos dão, de ter o povo na sua própria comunidade indicando quais são as mazelas que dificultam o combate ao crime, que dificultam que a segurança pública consiga alcançar exatamente o que eles querem. Os Consegs indicam, participam e verificam, porque segurança pública não é só segurança pública. Educação, esporte, iluminação e podas de árvores também fazem parte. Se os Consegs participam e falam, a gente dá muito mais legitimidade para o processo”, explicou o secretário. “Hoje aqui temos todos os presidentes dos Consegs e todos os comandantes de batalhão, porque são eles que trabalham diariamente com essas lideranças comunitárias. Estava falando havia pouco do nosso compromisso com a sociedade, com a segurança pública. Em 2025, nós éramos a segunda capital mais segura do país. Dados de 2026 mostram que hoje somos a primeira capital mais segura do país. O nosso compromisso com cada um é de que não vamos perder essa primeira posição. Isso é compromisso com a vida, é compromisso com a sociedade e com a segurança de cada um”, emendou o comandante-geral, Rômulo Palhares. Participação da comunidade Alexandre Patury: "Segurança pública não é só segurança pública. Educação, esporte, iluminação e podas de árvores também fazem parte" Os Consegs são canais de participação popular para tratar de assuntos ligados à segurança pública. Hoje, o DF conta com 45 conselhos, sendo um em cada região administrativa e mais dez em áreas rurais. Mas há a intenção de ampliar esse número. “A gente está em fase de formação de outros três Consegs, dois em áreas rurais e um na área do SCIA [Setor Complementar de Indústria e Abastecimento]. Atualmente, SCIA e Estrutural são cobertos por um único conselho", adiantou o subsecretário dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública, tenente-coronel Luiz Gustavo Danzmann. [LEIA_TAMBEM]Para os representantes dos conselhos, o encontro com a cúpula da PMDF foi produtivo. "É superimportante a aproximação entre as forças de segurança e os Consegs, que são ramos, ligações com a comunidade. Essas reuniões, a apresentação do novo comandante-geral, reforçam esse compromisso da Polícia Militar com os conselhos. E o fortalecimento dos conselhos depende muito disso, além do apoio da comunidade", enfatizou o presidente do Conseg do Sudoeste e Octogonal, José Antônio de Souza. O presidente do Conseg do Lago Oeste, Carlos Magno, agradeceu a reunião, que chamou de “comunhão”. “É muito bom para nós”, destacou, ao elogiar a atuação rural da PMDF. “O batalhão rural está sempre no Lago Oeste correndo. Eu vejo que eles têm um empenho muito forte”. Magno reforçou o interesse da comunidade do Lago Oeste em participar do DF 360. “A PMDF nos enviou vídeos didáticos para fazer essa integração das câmeras da comunidade. E nós temos um grupo só de representantes das ruas. Então, está todo mundo mobilizado e interessado nisso”, completou.
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Parquinhos de Ceilândia ganham reforço na manutenção e reformas
Em parceria com o programa GDF Presente, a Administração Regional de Ceilândia promoveu um mutirão de limpeza e reforma no parquinho da QNM 21, em Ceilândia Sul. As equipes executaram serviços na área externa, como corte do mato, poda de árvores, retirada de galhos e recolhimento de lixo e entulho, devolvendo à comunidade um espaço mais limpo, organizado e seguro para o lazer das crianças. Podas, retirada de lixo e limpeza geral fizeram parte da iniciativa | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia “Esse parquinho é muito utilizado pelas famílias da comunidade”, comentou a secretária Lucilene Dias da Costa, de 38 anos. “Com a limpeza e a revitalização, o local ficou muito melhor e mais seguro para as crianças brincarem. Ficamos muito felizes em ver esse cuidado com um espaço tão importante para todos nós.” [LEIA_TAMBEM]Além da QNM 21, outros parquinhos também receberam recentemente serviços de manutenção e reforma, entre eles, o da QNN 36 e o da EQNN 4/6, ao lado da Escola Classe 21. Nessas localidades, foram realizados reparos em brinquedos, troca de areia, capina, roçagem e limpeza geral. A ação integra o trabalho contínuo de zeladoria urbana desenvolvido na cidade, com foco na recuperação e conservação de áreas públicas utilizadas diariamente pelas famílias. “Nosso compromisso é manter os espaços públicos em boas condições de uso, oferecendo mais segurança, conforto e qualidade de vida para a população”, resumiu o administrador regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza. *Com informações da Administração Regional de Ceilândia
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Praças dos Bombeiros Militares participam de cerimônia de troca do uniforme
Trinta alunos do Curso de Formação de Praças dos Bombeiros Militares participaram, nesta sexta-feira (15), da cerimônia de troca de uniforme. A solenidade, frequentemente referida como “troca de pele”, marca o fim do período de instrução escolar e o começo da atuação efetiva, com a substituição do uniforme inicial pelo operacional na cor laranja, símbolo internacional das atividades de salvamento. A governadora Celina Leão esteve presente no evento. Durante o discurso, Celina Leão reforçou a essencialidade da corporação para a sociedade. "Toda vez que você olha uma viatura do Corpo de Bombeiros, você se sente seguro, você sabe que ali realmente tem homens e mulheres preparados para situações de emergência”, enfatizou ela, que também observou a presença feminina. “Fico muito feliz de ver tantas mulheres nessas fileiras, que são altamente treinadas, preparadas. Recebi alguns vídeos delas fazendo barra, puxando as mangueiras pesadas, e eu tenho certeza que elas, junto com os nossos homens, vão fazer aquilo que a sociedade precisa.” "Toda vez que você olha uma viatura do Corpo de Bombeiros, você se sente seguro, você sabe que ali realmente tem homens e mulheres preparados para situações de emergência”, destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A governadora destacou, ainda, os valores de disciplina e coragem presentes em cada militar: “É uma carreira difícil, é uma carreira em que o tempo todo eles lidam com situação de urgência, de emergência, de muito estresse, precisa ter um emocional muito equilibrado. Então, a gente tem muito carinho pelo Corpo de Bombeiros, muito respeito, e eu vim pessoalmente dar boas-vindas a esses bombeiros”. Segundo o comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, os militares que receberam o novo fardamento agora poderão atuar nas ocorrências. “Hoje eles estão prontos para a atividade na rua, para poder melhor servir a sociedade. Com o uniforme laranja, podem salvar, socorrer, têm todo o conhecimento básico necessário para serem bombeiros. O curso continua, mas a partir de agora já começam as atividades externas”, explicou. O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, ressaltou que os militares que receberam o novo fardamento agora poderão atuar nas ocorrências Com o uniforme laranja, a militar Francielly Souza conta que realiza um sonho antigo: salvar vidas. “É um momento muito especial, a realização de um sonho. Foi muita batalha para a nossa turma chegar até aqui”, disse. “Estou pronta para a jornada que vem pela frente, de muito aprendizado. E espero que dê tudo certo.” O momento de transição reuniu amigos e familiares dos bombeiros. A professora Daniely Santos foi prestigiar a conquista de uma prima junto com outros membros da família. “Nós estamos muito felizes e orgulhosos de ver o desempenho dela e chegar até aqui hoje”, disse, reconhecendo a atuação da corporação. “Cada um é designado para algo e ficamos muito orgulhosos, de verdade, de vê-la desempenhando esse papel tão importante para a sociedade. Os bombeiros são primordiais na vida de todo cidadão.” “Estou pronta para a jornada que vem pela frente, de muito aprendizado. E espero que dê tudo certo", afirmou a militar Francielly Souza Intitulada como “Brasília – 66 Anos”, a turma é composta por militares aprovados no concurso de 2017. A cerimônia foi composta pela execução do Hino Nacional pela Banda de Música do CBMDF, homenagem aos veteranos da corporação, além da queima simbólica do uniforme inicial.
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Aplicativo agiliza devolução de itens esquecidos em trens e estações do Metrô-DF
Você sabia que pode comunicar a perda de um objeto pelo aplicativo da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF)? O sistema do Achados e Perdidos foi integrado ao aplicativo para facilitar o registro e a devolução de itens encontrados nos trens e estações. No ano passado, foram feitas 755 consultas online, enquanto de janeiro a abril deste ano, já foram contabilizados 289 atendimentos digitais. O app do Metrô-DF está disponível gratuitamente para sistemas Android e iOS. A aba Achados e Perdidos fica na parte de Serviços, ao lado de Segurança. Ao iniciar um registro, o passageiro deve fornecer o máximo de informações sobre o objeto perdido e a situação, como as estações em que esteve, período do dia e características específicas do produto. Após a solicitação, a equipe do Posto Central de Objetos Achados e Perdidos (Pcoap) faz uma busca detalhada no sistema e informa se há algo com características semelhantes às descritas ou se ainda não existem registros compatíveis no estoque. Até estatueta de São Longuinho, o santo das coisas perdidas, foi esquecida no Metrô | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Há 28 anos trabalhando no Pcoap, a agente de estação Maria de Lourdes Galvão explica que a digitalização do sistema gera mais celeridade à devolução dos itens. “Antes, era muito manual. Os objetos demoravam uns cinco dias ou mais para chegar até aqui e podermos comunicar às pessoas. Depois de digitalizado, consigo saber em questão de minutos onde o objeto está e informar onde pode ser retirado”, esclarece. Segundo Maria de Lourdes, por ano, são esquecidos de 16 mil a 18 mil itens nas estações e trens do Metrô-DF. São milhares de chaves, cartões de crédito e de transporte, garrafas de água, bolsas, sacolas, bicicletas, uniformes, blusas de frio, brinquedos, sapatos e até itens curiosos, como microondas, televisores. E creia: até mesmo uma estátua de São Longuinho, o santo das coisas perdidas e causas difíceis! Ao encontrar algo, a orientação aos passageiros é entregar a algum funcionário da companhia, para que seja notificado no sistema. São inseridos detalhes como cor e tamanho, e no caso de mochilas, bolsas e sacolas, o conteúdo encontrado. O material fica na estação em que foi recolhido até ser levado ao posto oficial. Entre os milhares de itens perdidos estão bicicletas, cartões de crédito, brinquedos, blusas de frio, sapatos, microondas e televisores “Depois que chega ao posto, fazemos uma análise para checar se é ou não perecível, se está com mau cheiro ou estragado, e mantemos guardados por seis meses. No fim desse período, é feita uma nova triagem para ver se tem condições de ser aproveitado”, salienta Maria de Lourdes. Roupas, calçados, óculos e outros artigos são doados a instituições sociais. Cartões de transporte são devolvidos ao sistema de bilhetagem. O que não pode ser doado passa por incineração. [LEIA_TAMBEM] Segundo a agente de estação, a missão do setor é garantir a devolução aos donos de forma ágil e assertiva. “Nosso objetivo não é manter aqui, muito menos guardar para a doação: é devolver. Por isso a gente faz todo um trabalho de campo, de pesquisa, e vê se tem condição de localizar o usuário para devolver. Com a digitalização do sistema, é bem mais fácil, porque a pessoa entra no campo de achados e perdidos do aplicativo e pode informar o que perdeu, e quando a gente encontra podemos entrar em contato”, reforça. O bancário Gabriel Montserrat elogia o serviço: “Acho muito importante porque muitas vezes alguém pode perder algo dentro do metrô sem saber" A praticidade foi elogiada pelo bancário Gabriel Montserrat, 27 anos. “Acho muito importante porque muitas vezes alguém pode perder algo dentro do metrô sem saber. Com essa opção no aplicativo, a gente consegue registrar, e a pessoa pode vir aqui retirar. É uma opção muito importante para quem utiliza o transporte diariamente”, comenta. Para a advogada Alice Pereira, 25, reunir as funcionalidades do Metrô-DF em um único aplicativo facilita o acesso aos serviços. “Uso esse aplicativo todo dia, é muito bom, principalmente, para ver o horário dos trens. Já tinha visto a questão dos achados e perdidos, mas nunca cheguei a usar. Achei bem legal, adianta muito o nosso lado, economiza o nosso tempo e evita burocracia”, destaca. Para retirar um objeto localizado, é necessário apresentar documento oficial com foto e comprovar a propriedade do item. O Posto Central de Objetos Achados e Perdidos funciona na Estação Galeria, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3353-7337.
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