Não é necessário aguardar 24 horas para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. Pelo contrário: dados oficiais comprovam que as chances de localização são maiores nas primeiras horas do desaparecimento, sendo fundamental a agilidade no registro do boletim de ocorrência para que a investigação tenha início o mais cedo possível. O primeiro passo a ser tomado é procurar a Polícia Civil do DF (PCDF): o registro do boletim de ocorrência pode ser feito presencialmente na delegacia mais próxima; por telefone, no Disque 197; ou de forma virtual, por meio da Delegacia Eletrônica. Em casos de emergência, é necessário acionar também a Polícia Militar (190).
Apesar do registro online ser uma ferramenta que dá celeridade ao processo de comunicação de desaparecimento, também é necessário o comparecimento de um familiar ou responsável à delegacia mais próxima com o objetivo de complementar o registro da ocorrência. Neste momento, fotos, documentos, contextualização, caracterização física — altura, cor dos olhos, cabelo, tatuagem, cicatrizes e marcas de nascença, entre outros —, roupas e objetos que a pessoa usava ou carregava quando foi vista pela última vez são cruciais para ajudar na investigação.
Informações sobre condições de saúde, deficiência, uso de medicamentos, estado emocional ou situação de vulnerabilidade também são úteis. Para além das características físicas, deve ser feita também uma contextualização do desaparecimento: onde e quando a pessoa foi vista pela última vez, percursos e trajetos habituais, rotina, pessoas com quem mantinha contato, uso de veículos, entre outras informações.
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