04/11/2026 às 16h26 - Atualizado em 04/11/2026 às 16h26

Espetáculo 'A tecelã das noites' leva reflexão sobre violência contra as mulheres a escola do DF

Montagem inspirada em "As Mil e Uma Noites" terá oito apresentações no Jardins Mangueiral, com palestras e debates sobre relações de gênero

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília  | Edição: Plácido Fernandes 

Todas as noites, Shárrazad conta uma história ao rei Sharriar para escapar da morte. Com inteligência e criatividade, ela transforma as palavras em uma forma de resistência. Mais de mil anos depois, essa narrativa inspira o espetáculo A Tecelã das Noites, que chega ao Centro Educacional Jardins Mangueiral para promover reflexões sobre a violência contra as mulheres, o feminicídio e as relações de gênero.

De 3 a 6 de novembro, a montagem terá oito apresentações para estudantes na escola. A iniciativa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), e utiliza o teatro e a música ao vivo para estimular o diálogo sobre comportamentos abusivos e prevenção da violência. 

Espetáculo, que utiliza o teatro e a música ao vivo para estimular o diálogo sobre comportamentos abusivos e prevenção da violência, terá oito apresentações para estudantes do Centro Educacional Jardins Mangueiral | Foto: Divulgação  

"Levar esse debate às escolas, por meio do teatro, é uma forma de estimular a reflexão entre os jovens sobre o respeito, a igualdade e a importância de reconhecer comportamentos abusivos", lembra Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa.

Para o secretário, a arte é uma ferramenta importante para estimular o respeito e a igualdade desde cedo.

“Ao apoiar A Tecelã das Noites com recursos do FAC, o GDF reconhece o papel da arte na discussão de questões que afetam diretamente a sociedade. Levar esse debate às escolas, por meio do teatro, é uma forma de estimular a reflexão entre os jovens sobre o respeito, a igualdade e a importância de reconhecer comportamentos abusivos", afirma.

História antiga, debate atual

A proposta de levar a montagem às escolas também busca facilitar o diálogo com adolescentes e jovens. Por meio das histórias apresentadas no palco, os estudantes podem observar comportamentos abusivos e refletir sobre situações que fazem parte das relações cotidianas. 

Além das apresentações, os estudantes participam de palestras antes das sessões e de debates com a equipe artística. A programação também inclui material didático para ampliar a discussão em sala de aula.

A temporada terá ainda uma sessão com interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras), ampliando o acesso ao espetáculo.