O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) alcançou economia superior a R$ 50 milhões na gestão de insumos hospitalares. Os resultados foram apresentados nessa terça-feira (3), durante a 3ª edição do Encontro de Farmacêuticos Hospitalares, que também definiu metas estratégicas para 2026 com foco em eficiência, modernização e segurança do paciente.
Os dados consolidados referem-se ao desempenho de 2025 e demonstram avanços no controle de estoques, na redução de desperdícios e no fortalecimento da governança logística nas unidades administradas pelo Instituto. As medidas impactam diretamente a qualidade da assistência prestada à população.
Realizado na sede do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF/DF), o encontro, que segue até quinta-feira (5), reúne profissionais dos Núcleos de Insumos Farmacêuticos e de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (Opme). A programação inclui apresentação de indicadores, alinhamento estratégico e palestras voltadas à segurança do paciente e ao papel da farmácia hospitalar na sustentabilidade do sistema público de saúde.
Para a superintendente de Administração e Logística do IgesDF, Bárbara Santos, a iniciativa reforça a cultura de transparência e corresponsabilidade na gestão. “Apresentamos resultados concretos e a direção estratégica que orienta nossa gestão. O IgesDF monitora mais de 40 estoques de materiais e medicamentos, e o farmacêutico tem papel essencial na segurança do paciente e no cumprimento dos critérios estabelecidos pela Anvisa”, destaca.
Eficiência e responsabilidade com os recursos públicos
No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o estoque da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) foi reduzido em valor superior a R$ 60 milhões em comparação ao ano anterior. O giro de estoque mais que dobrou e a conformidade dos inventários manteve-se próxima de 95%. No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o resultado foi próximo de R$ 20 milhões apenas na CAF. No consolidado entre farmácias e centrais, a redução de custos superou R$ 28 milhões.
Nas unidades de pronto atendimento (UPAs), a redução total foi de aproximadamente R$ 6 milhões. No Hospital Cidade do Sol (HSol), houve estabilidade com leve diminuição nos valores armazenados. Em 2025, a exatidão dos inventários nas UPAs e no HSol superou 98%, com índices próximos de 100% no controle de psicotrópicos.