A atuação coordenada entre as forças de segurança e órgãos do Governo do Distrito Federal foi colocada em prática na noite dessa quarta-feira (25), durante exercício simulado da Operação Iguana — protocolo estratégico voltado à resposta a intercorrências em unidades de internação de adolescentes sob responsabilidade da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A ação reforça que o treinamento integrado é essencial para garantir respostas rápidas, seguras e eficazes em situações reais. A iniciativa foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), por meio da Subsecretaria de Operações Integradas.
A Operação Iguana é um mecanismo estruturado de integração que organiza a atuação conjunta das forças de segurança diante de ocorrências críticas nessas unidades. No modelo, os agentes socioeducativos — responsáveis pela prevenção, segurança interna e primeira resposta — realizam a avaliação inicial da situação. Quando a complexidade do caso supera a capacidade de resposta da unidade, especialmente considerando que esses profissionais, em determinadas circunstâncias, não atuam armados no interior das instalações, é feito o acionamento da operação para apoio externo.
O protocolo prevê diferentes cenários de acionamento, como fuga de internos, rebeliões, incêndios — intencionais ou acidentais — e situações com reféns. A partir dessa avaliação técnica, são mobilizadas instituições como a Polícia Militar (PMDF), Polícia Civil (PCDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e o Departamento de Trânsito (Detran-DF), garantindo uma resposta integrada e escalonada, conforme a natureza da ocorrência. A lógica de atuação é semelhante à da Operação Dragão, aplicada em unidades prisionais de adultos, sendo a Iguana voltada especificamente ao sistema socioeducativo.
"Quando treinamos de forma conjunta, alinhamos protocolos, fortalecemos a comunicação entre as instituições e garantimos que, diante de uma ocorrência real, cada força saiba exatamente como agir"
Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública
“A Operação Iguana traduz, na prática, o modelo de segurança que defendemos no Distrito Federal: integrado, coordenado e baseado em preparo contínuo. Não se improvisa resposta em situações críticas. Quando treinamos de forma conjunta, alinhamos protocolos, fortalecemos a comunicação entre as instituições e garantimos que, diante de uma ocorrência real, cada força saiba exatamente como agir. Esse simulado mostra que estamos prontos para atuar com rapidez, técnica e, acima de tudo, preservando vidas”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.
O subsecretário do Sistema Socioeducativo da Sejus-DF, Daniel Fernandes, destacou a importância da operação. “A Operação Iguana simboliza o amadurecimento do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal. Com este primeiro simulado, transformamos as diretrizes do Decreto nº 47.303/2025 em prática operacional de excelência e testamos as respostas do próprio Sistema Socioeducativo, bem como das demais forças coirmãs, para as situações de crise. Nosso foco é duplo: o aperfeiçoamento constante dos nossos profissionais e a proteção absoluta da vida. É o sistema de segurança pública do DF operando de forma integral e integrada para prevenir crises e garantir a paz social nas unidades sob nossa tutela”.