Foi realizada na manhã desta quarta-feira (20) uma reunião de alinhamento seguida de vistoria no local onde será executada a obra do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad), na Quadra 74, Trecho 3 do Sol Nascente. O investimento estimado é de R$ 3,9 milhões. O processo, que inclui a contenção de erosão e a recuperação da área degradada, contará ainda com o plantio de árvores. Participaram do encontro a administradora regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, Michelle Aires; técnicos da Coordenação de Licenciamento e Obras da administração; servidores da Secretaria de Obras (SODF); e representantes da Basevi, empresa contratada para realizar o serviço.
A ação serviu para que os técnicos avaliassem a situação atual com o objetivo de promover as adequações e os ajustes necessários no projeto original antes do início dos trabalhos. O engenheiro responsável, Lucas Araújo, explicou que parte da erosão já foi aterrada ao longo do tempo com o depósito de material excedente de outras obras. “Por isso, inicialmente será construída uma via de serviço, para evitar que os veículos utilizados sofram avarias nos pneus”, apontou.
Na sequência, será implantado o sistema conhecido como Terramesh. Trata-se de uma estrutura modular que combina uma malha de aço (estilo gabião) a um reforço contínuo para a contenção do solo. O projeto prevê também a recomposição de taludes, a revegetação da área afetada, a implantação de drenos e outras intervenções técnicas.
De acordo com Araújo, a escolha do método construtivo foi estratégica para o local. “A ideia desse sistema é boa porque não vamos precisar de uma área muito grande. Temos um espaço disponível de cerca de 8 metros até o leito do córrego. Se fôssemos usar métodos tradicionais, precisaríamos de muito mais espaço e talvez tivéssemos que retirar casas. Devemos concluir a readequação do projeto em 15 ou 20 dias e, em seguida, iniciamos a obra, que deve ser concluída em cinco ou seis meses, talvez antes”, finalizou.