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Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF)

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FAPDF aponta crescimento de 240% no número de startups deep techs mapeadas no DF

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O Distrito Federal ampliou em 240% o número de startups de base científica mapeadas entre 2025 e 2026. O levantamento realizado pela Emerge Brasil (SP) e pela Cotidiano Aceleradora (DF), executoras do programa Deep Tech FAPDF, identificou 51 deep techs no Distrito Federal neste ano, diante de 15 negócios identificados no levantamento anterior. O resultado aponta para o crescimento do ecossistema científico-empreendedor da capital e reforça o potencial do DF na geração de negócios baseados em ciência, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026, realizado nos dias 11 e 12 de agosto, no Complexo Inova USP, em São Paulo. Considerado pela organização como o maior evento de deep tech da América Latina, o encontro reuniu startups, investidores, corporações, pesquisadores e representantes do poder público para aproximar tecnologias de fronteira de oportunidades de mercado. A participação do Distrito Federal fez parte de uma missão empresarial do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do DF (Sebrae-DF), que levou 21 das 30 startups selecionadas no programa Deep Tech FAPDF. A agenda teve como objetivo aproximar os empreendedores do ecossistema nacional de inovação, ampliar conexões com investidores e corporações e proporcionar às empresas contato direto com atores que podem contribuir para o desenvolvimento e a inserção de suas tecnologias no mercado. “A FAPDF tem um papel fundamental em criar caminhos para que o conhecimento produzido por nossos pesquisadores se transforme em negócios, tecnologias e soluções para a sociedade. O crescimento de 240% no número de deep techs mapeadas mostra que existe um ambiente científico qualificado no Distrito Federal e que, quando aproximamos pesquisa, empreendedorismo, mercado e capital, conseguimos transformar esse potencial em novas oportunidades para o DF”, afirma Ana Paula Aragão, superintendente científica, tecnológica e de inovação da fundação. Os dados foram apresentados durante o Deep Tech Summit 2026 | Fotos: Divulgação/FAPDF Além da participação no Deep Tech Summit, a missão incluiu agenda técnica no ecossistema paulista de inovação e participação no Investor Day, no Cubo Itaú, maior hub de inovação e fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina. A programação também contempla visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, onde está localizado o Sirius, um dos mais avançados aceleradores de partículas do mundo. Conexão entre laboratório e mercado Deep techs são empresas construídas a partir de conhecimento científico, pesquisa aplicada e tecnologias avançadas. Muitas dessas soluções surgem em universidades, laboratórios e centros de pesquisa e apresentam ciclos de desenvolvimento mais longos, maior complexidade tecnológica e necessidade de investimentos para validação e entrada no mercado global. É justamente nesse ponto que atua o programa Deep Tech FAPDF, criado para aproximar ciência, empreendedorismo, mercado e capital. A iniciativa tem investimento total de R$ 9,8 milhões e foi estruturada para apoiar os negócios de forma progressiva, concentrando mais recursos nas soluções que demonstram maior potencial de evolução tecnológica e mercadológica. Na primeira etapa, todos os participantes receberam acesso a capacitação em inovação e mentorias para desenvolver suas propostas. Na sequência, 30 projetos foram selecionados para a fase 2, recebendo R$ 60 mil cada, destinados à criação do business case e pitch, apresentação verbal curta e direta de uma ideia ou produto, a fim de convencer possíveis investidores a fecharem negócio. Ao todo, essa etapa representa até R$ 1,8 milhão em recursos. Depois, os negócios que apresentarem maior potencial avançam para a etapa de aceleração e validação tecnológica. Dessas, dez startups serão selecionadas e receberão R$ 600 mil cada, totalizando até R$ 6 milhões. O recurso é destinado a atividades como provas de conceito, prototipagem, validação tecnológica, entrevista com cliente  e preparação para a entrada no mercado e captação de investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF O programa prevê ainda uma terceira frente de apoio por meio do matching fund — modelo de financiamento coletivo turbinado. Nessa modalidade, para cada R$ 1 captado pela startup junto a investidores privados, o programa poderá aportar R$ 1 em recursos públicos, até o limite global de R$ 2 milhões. Dessa forma, o mecanismo busca estimular a entrada de capital privado e ampliar o volume de recursos destinado às empresas que demonstrarem capacidade de atrair investimentos. Durante a apresentação no Deep Tech Summit, em São Paulo, foram destacados os resultados da primeira edição do programa de fomento a deep techs da FAPDF. A iniciativa da fundação em parceria com as executoras Emerge Brasil (SP) e Cotidiano Aceleradora (DF), mobilizou 623 inscritos, recebeu 115 projetos submetidos, formando um portfólio de negócios de base científica em diferentes áreas tecnológicas, que ajudou a mapear parte do ecossistema de inovação do segmento no Distrito Federal, consolidando o DF no ranking de estados brasileiros mais relevantes de deep techs.  Entre os inscritos, 56,2% têm pós-graduação, incluindo mestrado ou doutorado. O levantamento também aponta que 38,2% são doutores e que 8,5% têm doutorado em andamento, o que demonstra o alto nível técnico-científico do público envolvido. Os projetos submetidos contemplam áreas como biotecnologia, inteligência artificial (IA) e dados, agritech, saúde, materiais avançados, nanotecnologia e energia. A análise do portfólio indica vocações do Distrito Federal em saúde avançada, biotecnologia, agro, bioeconomia, inteligência artificial e materiais. Para as startups participantes, a presença no Deep Tech Summit representa uma oportunidade de apresentar soluções a investidores, corporações, fundos de venture capital, instituições científicas e potenciais parceiros. Para a FAPDF, a missão permite acompanhar a maturidade dos projetos, observar sua interação com o mercado e reunir informações estratégicas para as próximas etapas do programa. Com o programa Deep Tech FAPDF, pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal ganham novas condições para avançar além do ambiente acadêmico, acessar mercado, atrair investimentos e gerar soluções tecnológicas com impacto para a sociedade.   *Com informações da FAPDF

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Em parceria com a FAPDF, Biotic recebe a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo

A Secretaria de Governança Digital e Integração do Distrito Federal (SGDI) realiza nesta sexta-feira (3), às 9h, na área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados para a integração de dados, a inovação e a modernização da gestão pública, fortalecendo a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal e ampliando a eficiência na prestação de serviços à população. Entre as ações que passam a integrar o Programa DF+Digital estão o Observatório do Turismo e o Observatório Olhar DF. A plataforma Olhar DF reunirá mais de 180 indicadores consolidados em parceria com diversos órgãos e entidades do GDF, ampliando o monitoramento de políticas públicas e apoiando a tomada de decisões baseada em evidências. Os indicadores também subsidiarão o processo de certificação de Brasília como Cidade Inteligente, Sustentável e Resiliente, contribuindo para a obtenção do selo Platina em Cidade Inteligente e dos selos Bronze em Cidade Sustentável e Cidade Resiliente. Durante o evento, também será lançado um programa de capacitação em inteligência artificial, desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Inteligência Artificial (Ciia) e a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A iniciativa será voltada para a qualificação de servidores públicos para o uso estratégico de tecnologias de inteligência artificial na gestão pública. A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados à integração de dados, à inovação e à modernização da gestão pública | Foto: Lúcio Bernardo Jr,/Agência Brasília Outro destaque da programação será a publicação de nove normativos estratégicos. Desse total, quatro correspondem a políticas de governança que passam a orientar a atuação dos órgãos e entidades do GDF em temas como governança digital, inovação, integração de dados e transformação digital. Entregas da FAPDF Ao longo de todo o dia de programação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal apresentará os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Distrito Federal, com destaque para os programas Start BSB, Deep Tech, Tecnova e Centelha. A programação também contará com a exposição de soluções desenvolvidas por startups apoiadas pela fundação, apresentações institucionais, atividades de networking, painéis e encontros voltados ao empreendedorismo e à inovação, além de espaços de integração entre pesquisadores, empreendedores, investidores e representantes do poder público, reforçando o papel da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo Data: Sexta (3) Horário: 9h às 18h Local: Área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto Entrada livre. *Com informações da FAPDF

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Como soluções biológicas do campo podem transformar o cuidado ambiental nas cidades

E se o cuidado com jardins, áreas verdes e até o combate ao mosquito da dengue deixasse de depender de produtos químicos e passasse a funcionar com base em processos naturais? Essa é a lógica por trás da Arbor Garden, startup brasiliense que transforma ciência em soluções biológicas aplicadas ao ambiente urbano. A startup faz parte do eixo III do Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) voltada à aceleração de startups. A etapa é executada pela Camp/Cotidiano Aceleradora, que atua no fortalecimento de modelos de negócio e na preparação das empresas para expansão. Levar para dentro das cidades tecnologias que já revolucionaram o agronegócio brasileiro pode parecer simples na teoria — mas, na prática, ainda é uma lacuna pouco explorada. Foi exatamente nesse espaço que a empresa encontrou seu ponto de atuação: desenvolver bioinsumos capazes de fortalecer plantas, tratar ambientes urbanos e enfrentar desafios de saúde pública de forma mais integrada, segura e sustentável. Segundo Rayssa Monnerat, fundadora da startup, esse movimento nasce de uma percepção clara de mercado. “A gente percebeu que o que já funciona muito bem no campo ainda não tinha chegado de forma estruturada às cidades. Nosso objetivo sempre foi trazer essas soluções biológicas para o ambiente urbano de forma simples, acessível e eficiente, mostrando que é possível cuidar de plantas, de espaços e até de questões de saúde pública sem depender de químicos.” A Arbor Biotecnologia atua no desenvolvimento e análise de soluções biológicas voltadas ao cuidado ambiental e à inovação em bioinsumos | Fotos: Divulgação/FAPDF Do campo para a cidade A Arbor Garden nasceu da percepção de que o uso de bioinsumos — produtos desenvolvidos a partir de microrganismos e processos naturais — já é consolidado no campo, mas ainda pouco presente no cotidiano urbano. Fundada por quatro sócios, em uma estrutura familiar que reúne competências complementares, a startup se posiciona como uma ponte entre ciência e aplicação prática. O objetivo é tornar acessíveis tecnologias biológicas de alta performance para o cuidado com plantas, ambientes urbanos e sistemas naturais. Em 2026, a empresa ampliou sua atuação com a criação da Arbor Biotecnologia, uma spin-off voltada à pesquisa, desenvolvimento de novas formulações e capacitação técnica, expandindo seu alcance para além da jardinagem. Ciência que vira solução no dia a dia As tecnologias desenvolvidas pela Arbor Garden têm como base os bioinsumos, que atuam diretamente no equilíbrio biológico do ambiente. No caso do fertilizante à base de microalgas, como o Arborella, o uso é simples: diluído na água, ele é aplicado na rega e fornece nutrientes, aminoácidos, vitaminas e minerais que fortalecem as plantas. Mais do que nutrir, o produto atua como bioestimulante, promovendo crescimento equilibrado e maior resistência. Já no controle biológico, soluções como o Arbor Guard utilizam microrganismos específicos para interromper o ciclo de vida de mosquitos — como o Aedes aegypti — ainda na fase larval. A atuação é direcionada, atingindo apenas o organismo-alvo, sem comprometer o restante do ecossistema. Na prática, isso representa uma mudança de abordagem: em vez de ações pontuais com químicos, entra em cena uma gestão biológica mais duradoura e alinhada aos processos naturais. No ambiente doméstico, o uso contínuo dos bioinsumos se traduz em plantas mais saudáveis, com crescimento equilibrado e maior resistência a estresse. Ao mesmo tempo, o uso em ambientes internos se torna mais seguro, especialmente em casas com crianças e pets. A proposta da Arbor Garden acompanha uma transformação mais ampla na forma como cidades e consumidores lidam com o meio ambiente Em contextos maiores, como condomínios, áreas comerciais e espaços urbanos, as soluções permitem ampliar o cuidado para além da estética. Entram em cena aplicações voltadas ao tratamento de ambientes, à degradação de matéria orgânica e ao manejo de água parada, contribuindo para uma gestão mais eficiente e integrada. Para a fundadora, esse modelo representa mais do que uma inovação técnica. “Mais do que vender um produto, a gente trabalha com uma mudança de mentalidade. É sair de uma lógica de combate pontual e começar a olhar para o ambiente de forma integrada, entendendo que plantas, água, solo e saúde urbana estão conectados — e que a biotecnologia pode atuar de forma preventiva, não só corretiva”, explica Rayssa. Um mercado em transformação A proposta da Arbor Garden acompanha uma transformação mais ampla na forma como cidades e consumidores lidam com o meio ambiente. A substituição de insumos químicos por soluções biológicas ganha espaço globalmente, impulsionada por preocupações com saúde, sustentabilidade e qualidade de vida. No Brasil, esse movimento começa a se consolidar também no ambiente urbano. Os números da startup refletem esse cenário: já são mais de 2 mil litros de produtos comercializados, presença em diferentes canais de venda e uma base crescente de clientes, que inclui desde consumidores domésticos até gestores de áreas verdes e empreendimentos urbanos. A Arbor Garden opera com um modelo híbrido, que combina venda direta, e-commerce e atuação no mercado empresarial (B2B). De um lado, atende quem cuida de plantas em casa; de outro, atua junto a condomínios, empresas de paisagismo, shoppings e gestores de áreas verdes, oferecendo soluções integradas de cuidado ambiental. A empreendedora destaca que essa mudança já é perceptível no comportamento do público. “Existe uma busca crescente por soluções mais seguras e sustentáveis, e isso tem impulsionado a adoção dos bioinsumos também no ambiente urbano”, afirma Rayssa. Agora, a empresa avança na ampliação do portfólio e na expansão de mercado, com foco no desenvolvimento de novas soluções biológicas voltadas à regeneração do solo, ao tratamento de ambientes e ao controle preventivo de vetores urbanos. *Com informações da FAPDF

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Com apoio da FAPDF, projeto usa dados e inteligência artificial para otimizar gestão hospitalar no DF

A saúde pública do Distrito Federal está prestes a dar um salto tecnológico significativo. Um projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Programa Desafio DF (2025), propõe a criação de uma plataforma inteligente capaz de acompanhar, em tempo real, toda a jornada do paciente dentro do sistema de saúde — da entrada no hospital até a alta. Intitulada “Monitoramento Ativo e Inteligente da Jornada do Paciente”, a iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG), com previsão de expansão para outras unidades da rede pública. A previsão para o início da implementação é em setembro deste ano. À frente do projeto está o coordenador Marcelo Estrela Fiche, pesquisador com trajetória consolidada na área de economia aplicada, gestão pública e inovação, com experiência em órgãos estratégicos do Governo Federal e atuação em projetos voltados para a transformação digital e para o uso de dados na administração pública. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal", destaca Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.  Mais do que digitalizar processos, o projeto propõe uma mudança estrutural: sair de um modelo reativo — em que problemas são identificados apenas depois que acontecem — para um modelo preditivo, capaz de antecipar riscos e evitar falhas assistenciais. A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF | Foto: Divulgação/FAPDF Da fragmentação à inteligência integrada Hoje, grande parte do atendimento na rede pública ocorre de forma fragmentada, com informações distribuídas em diferentes sistemas que não “conversam” entre si — um problema conhecido como falta de interoperabilidade, ou seja, a incapacidade de diferentes plataformas digitais compartilharem dados de forma integrada. Esse cenário contribui para atrasos em exames, falhas na administração de medicamentos, dificuldades de acompanhamento de pacientes em risco e aumento do tempo de internação. Para enfrentar esse desafio, o projeto propõe uma plataforma capaz de integrar, em tempo real, dados assistenciais, operacionais e administrativos, criando uma visão completa e contínua do paciente. Na prática, isso se materializa na criação de um perfil clínico unificado, que reúne exames, prescrições, internações e atendimentos em um único ambiente. Essas informações são organizadas em um datalake — um grande repositório que permite armazenar dados em diferentes formatos e analisá-los de forma integrada — alimentado por processos de ETL (Extract, Transform, Load), que extraem dados de múltiplas fontes, padronizam essas informações e as consolidam em um sistema central. A iniciativa é coordenada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP) e será inicialmente implementada no Hospital Regional do Gama (HRG) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF A partir dessa base integrada, a solução incorpora inteligência artificial (IA) clínica, que utiliza algoritmos para analisar grandes volumes de dados e identificar padrões que podem indicar riscos à saúde do paciente. Essa análise combina dados estruturados, como resultados de exames, com dados não estruturados, como anotações médicas, ampliando a capacidade de detecção de problemas. Com isso, o sistema consegue identificar precocemente sinais de agravamento — como risco de sepse (infecção grave que pode afetar o funcionamento de todo o organismo) ou insuficiência respiratória — e acionar automaticamente protocolos assistenciais. Além disso, a plataforma atua como uma camada de supervisão contínua: ao identificar atrasos ou inconsistências, envia alertas em tempo real para as equipes responsáveis. Se um exame ultrapassar o tempo previsto, por exemplo, o sistema notifica imediatamente os profissionais envolvidos, permitindo ação rápida e reduzindo falhas assistenciais. Segurança, gestão e inteligência para decisões públicas Como o projeto envolve o tratamento de dados sensíveis, a segurança da informação é um eixo central. Para isso, são utilizados mecanismos como anonimização, que impede a identificação direta do paciente, e blockchain, tecnologia que registra todas as operações de forma imutável e rastreável, garantindo transparência e integridade das informações. “A ciência não está restrita aos laboratórios, ela está à disposição da população para resolver problemas reais. É isso que a FAPDF promove ao investir em pesquisa aplicada e tecnologia: transformar conhecimento em soluções concretas que melhoram a saúde pública no Distrito Federal" Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF A solução também está alinhada à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando o uso ético e seguro das informações. Além do acompanhamento individual, o sistema incorpora um módulo de inteligência epidemiológica, capaz de analisar dados em escala populacional para identificar surtos, mapear padrões regionais de atendimento e prever aumentos de demanda por determinados serviços. Isso permite que a gestão pública atue de forma antecipada, organizando recursos, equipes e infraestrutura com base em evidências.  A implementação da solução deve gerar impactos significativos na rede pública de saúde do DF, tanto do ponto de vista clínico quanto operacional, com redução de eventos adversos, diminuição do tempo de internação e melhoria no uso de recursos hospitalares. Inovação aplicada à saúde pública e estratégia de transformação digital A proposta integra o Programa Desafio DF, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) voltada para o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios concretos da gestão pública, com foco na aplicação prática do conhecimento científico e tecnológico. Com investimento superior a R$ 3,8 milhões e execução prevista ao longo de 12 meses, o projeto de monitoramento da jornada do paciente se insere nesse contexto como uma iniciativa estruturante, capaz de redefinir a forma como o cuidado em saúde é planejado, executado e avaliado no Distrito Federal.   *Com informações da FAPDF

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Startup apoiada pela FAPDF cria rede de apoio para mulheres em viagens

Viajar sozinha ainda é, para muitas mulheres, uma experiência atravessada pelo medo. A insegurança, a falta de informação confiável e a ausência de redes de apoio fazem com que, muitas vezes, o desejo de explorar novos lugares seja deixado de lado. É nesse contexto que surge a startup Sutiãs que Voam, iniciativa brasiliense apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB (Eixo I, fase de ideação) e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma nova forma de pensar o turismo: mais segura, mais conectada e orientada pelas necessidades reais das mulheres. Idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira, a solução nasce de uma experiência pessoal e se transforma em uma ideia coletiva de cuidado, conexão e autonomia. A proposta é direta: permitir que mulheres viagem com mais tranquilidade e liberdade, a partir de roteiros verificados por outras mulheres, conectando viajantes a empreendedoras locais e criando uma rede baseada em confiança. A startup foi idealizada pela empreendedora Juliana Ferreira | Foto: Divulgação/FAPDF Quando a experiência pessoal encontra uma solução coletiva A ideia surgiu durante um intercâmbio de doutorado, quando Juliana se viu sozinha na Europa e precisou lidar com situações de vulnerabilidade que evidenciaram um problema maior: o turismo ainda não está preparado para acolher mulheres de forma plena. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento", diz.  A percepção de que esse não era um caso isolado, mas uma realidade compartilhada, foi o ponto de virada para transformar a experiência pessoal em um negócio estruturado. Mais do que facilitar viagens, o projeto nasce com um propósito claro: transformar vulnerabilidade em autonomia. Uma rede de proteção com tecnologia e segurança Na prática, o Sutiãs que Voam funcionará como uma plataforma digital colaborativa que conecta viajantes a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres — como guias, motoristas, fotógrafas, artesãs e anfitriãs locais. A solução atua em duas frentes: amplia a segurança de quem viaja e, ao mesmo tempo, fortalece o trabalho de empreendedoras locais, promovendo visibilidade, geração de renda e profissionalização. Além das viajantes solo, a proposta também considera outras realidades frequentemente negligenciadas pelo setor, como mulheres que viajam com filhos — incluindo crianças com necessidades específicas — e pessoas que desejam viajar acompanhadas de seus pets. Os roteiros são construídos a partir de uma lógica de curadoria colaborativa, que envolve indicação local, validação técnica e avaliação contínua pelas próprias usuárias, criando um ambiente baseado em validação coletiva e experiências compartilhadas. “Não se trata apenas de organizar informações, mas de construir um ambiente confiável onde a viajante se sente amparada desde o planejamento até a experiência", conta Juliana.  A plataforma incorpora mecanismos estruturados, como pagamentos realizados diretamente pelo sistema, tecnologias de detecção de comportamentos suspeitos, canal de denúncias e suporte contínuo ao longo da jornada. Outro diferencial está no sistema de verificação das prestadoras, organizado em múltiplos níveis, que inclui análise documental, checagem de antecedentes, validação técnica e, em alguns casos, visitas presenciais, garantindo maior confiabilidade para quem utiliza o serviço. Para a usuária, a experiência é simples: navegar por roteiros verificados, realizar a reserva pela plataforma, receber as informações da viagem e vivenciar a experiência com mais tranquilidade. “Hoje, existem muitas plataformas de turismo, mas poucas consideram, de fato, as necessidades das mulheres, especialmente em relação à segurança e ao acolhimento" Juliana Ferreira, idealizadora da startup Um problema real e um impacto que vai além da viagem A proposta dialoga diretamente com um movimento crescente no mundo: o aumento das viagens solo femininas e a busca por experiências mais personalizadas e com propósito. Segundo dados do projeto, o turismo representa cerca de 7,8% do PIB brasileiro, e há uma demanda crescente de mulheres interessadas em viajar — mas que ainda encontram barreiras estruturais. O problema, portanto, não é falta de interesse, mas de oferta qualificada. “Ao mesmo tempo em que proporciona mais segurança para quem viaja, também fortalece economicamente mulheres que atuam nos territórios locais", destaca a idealizadora da iniciativa.  Do Distrito Federal para uma rede global de mulheres Com lançamento previsto para este ano, a fase inicial prioriza a validação da proposta e a construção de confiança, com previsão de operação inicial baseada em roteiros verificados e parcerias locais. A estratégia prevê a expansão gradual para outras regiões do Brasil, respeitando as especificidades culturais de cada território e mantendo a lógica de curadoria colaborativa. A expectativa é que a plataforma alcance escala nacional e, futuramente, internacional, consolidando uma rede de apoio entre mulheres viajantes. O programa contribui com suporte técnico, estratégico e institucional, fundamentais para transformar uma experiência individual em uma solução estruturada e com potencial de escala.   *Com informações da FAPDF

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Pesquisa apoiada pela FAPDF busca explicar circulação de líquido essencial ao funcionamento do sistema ocular

Como o líquido responsável por manter o equilíbrio e a pressão dentro do olho humano circula? Essa é a pergunta que orienta uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), que utiliza modelagem matemática e simulações computacionais para investigar o comportamento do chamado humor aquoso. O projeto conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que tem papel fundamental no fomento de pesquisas científicas e tecnológicas na região. Coordenado pelo professor André von Borries Lopes, do Departamento de Engenharia Mecânica da UnB, o estudo busca compreender como esse fluido se movimenta na chamada câmara anterior do olho, região localizada entre a córnea e a íris. A dinâmica desse processo é essencial para o funcionamento adequado do sistema ocular e está relacionada a doenças como o glaucoma, uma das principais causas de cegueira no mundo. Segundo o coordenador do estudo, o fomento da FAPDF é essencial para possibilitar investigações que exigem infraestrutura computacional e trabalho interdisciplinar. “O apoio da FAPDF é fundamental para viabilizar pesquisas dessa natureza. O desenvolvimento de modelos matemáticos e simulações computacionais exige infraestrutura, formação de estudantes e tempo de investigação científica. Esse tipo de fomento fortalece a produção de conhecimento e amplia a capacidade de pesquisa no Distrito Federal”, destaca o professor. Simulações permitem observar fenômenos invisíveis Os pesquisadores utilizam modelos matemáticos capazes de reconstruir virtualmente o ambiente interno do olho | Foto: Divulgação/FAPDF Estudar o que acontece dentro do olho humano é um desafio científico, já que muitos fenômenos ocorrem em escalas microscópicas e não podem ser observados diretamente em exames clínicos. Para superar essa limitação, os pesquisadores utilizam modelos matemáticos capazes de reconstruir virtualmente o ambiente interno do olho, combinando informações sobre a geometria ocular, propriedades físicas do fluido e condições fisiológicas. “O apoio da FAPDF é fundamental para viabilizar pesquisas dessa natureza. O desenvolvimento de modelos matemáticos e simulações computacionais exige infraestrutura, formação de estudantes e tempo de investigação científica. Esse tipo de fomento fortalece a produção de conhecimento e amplia a capacidade de pesquisa no Distrito Federal” André von Borries Lopes, coordenador da pesquisa “Com os modelos matemáticos conseguimos reproduzir virtualmente o ambiente da câmara anterior do olho. Isso permite investigar diferentes cenários, testar hipóteses e compreender como o escoamento do humor aquoso se organiza em diferentes condições”, explica o professor André von Borries Lopes. Essas simulações ajudam os pesquisadores a identificar quais fatores físicos influenciam a circulação do fluido dentro do olho, incluindo diferenças de temperatura, características da geometria ocular e condições de drenagem. Física e medicina se encontram para compreender doenças oculares Ao simular o comportamento do humor aquoso, os pesquisadores conseguem avaliar como o sistema ocular reage a alterações na drenagem do fluido ou a mudanças na geometria da câmara anterior — situações que podem estar associadas ao aumento da pressão intraocular.  Esse tipo de análise ajuda a transformar fenômenos que não podem ser observados diretamente em padrões científicos mensuráveis. “A modelagem permite conectar o que a física prevê com aquilo que os médicos observam na prática clínica. Ao entender melhor como o fluido circula dentro do olho, conseguimos interpretar de forma mais clara fenômenos associados ao aumento da pressão intraocular”, afirma o pesquisador. No futuro, a evolução dessa linha de pesquisa pode permitir o desenvolvimento de modelos cada vez mais precisos do funcionamento do olho humano, contribuindo para o planejamento de tratamentos e para a compreensão de diferentes condições oculares. *Com informações da FAPDF

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Projeto apoiado pela FAPDF investiga desafios e limites para uso responsável da inteligência artificial no Brasil

A inteligência artificial (IA) já está presente em diferentes dimensões da nossa rotina — no celular, no ambiente de trabalho, nos serviços públicos. Ela recomenda conteúdos e produtos, seleciona currículos, auxilia em diagnósticos médicos, apoia análises jurídicas e organiza enormes bases de dados com uma rapidez impressionante. Mas, diante de tantas aplicações, uma pergunta se impõe: como essa tecnologia realmente funciona — e até onde ela pode ir? É a partir dessa reflexão que nasce o projeto “Inteligência Artificial: desafios e limites”, desenvolvido no Departamento de Filosofia da Universidade de Brasília (UnB). O projeto é apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) por meio do Demanda Espontânea (2023), edital que faz parte do Programa de Pesquisa Básica da FAPDF, direcionado a projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação que buscam validar hipóteses, desenvolver conceitos e consolidar bases experimentais, posicionando-se assim na esteira de níveis iniciais de maturidade tecnológica (TRL 1 a 3). Coordenado pelo professor Philippe Claude Thierry Lacour, o estudo se dedica a examinar os fundamentos epistemológicos da IA — isto é, as bases que sustentam a forma como esses sistemas produzem resultados. “A inteligência artificial opera principalmente por cálculo formal, probabilidade e indução. O problema é que esses mecanismos não esgotam as formas de racionalidade que estruturam o conhecimento humano”, afirma o professor. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial" Philippe Lacour, coordenador do estudo Para Philippe Lacour, o apoio da FAPDF foi decisivo para consolidar o grupo de pesquisa. “O fomento da FAPDF foi crucial para estruturar uma dinâmica coletiva de investigação, formar estudantes e ampliar cooperações internacionais. Nosso objetivo é consolidar, no Distrito Federal, um polo de reflexão crítica sobre inteligência artificial.” O núcleo da pesquisa: cálculo não é compreensão Um dos eixos centrais do projeto é demonstrar que os grandes modelos contemporâneos de IA são extremamente eficientes na identificação de padrões, mas não produzem explicações causais no sentido científico clássico. A pesquisa distingue dois níveis fundamentais: correlação estatística, que identifica padrões recorrentes em grandes bases de dados; explicação científica, que envolve causalidade, fundamentação teórica e interpretação. Segundo Lacour, a IA funciona como instrumento heurístico — capaz de organizar informações e formular hipóteses —, mas não substitui o processo explicativo que caracteriza a ciência: “A IA é racional, mas não é uma ciência completa. Ela identifica regularidades, mas isso não equivale a explicar causas.” Essa distinção é especialmente relevante em áreas como saúde, direito e formulação de políticas públicas, nas quais decisões exigem justificativas transparentes e fundamentadas. Tradução automática: onde tudo começou Para aprofundar essa análise, o projeto retoma o campo da tradução automática — área que deu origem histórica à própria inteligência artificial. Ao examinar os limites da tradução de textos culturais e filosóficos, a pesquisa demonstra que o sentido não se reduz à frequência estatística de palavras. Traduzir envolve interpretação, comparação de contextos e escolhas qualitativas. Esse exemplo ajuda a evidenciar um ponto central da investigação: existem dimensões da racionalidade humana que não podem ser integralmente formalizadas por algoritmos. Críticas internas e impactos sociais O estudo também sistematiza críticas contemporâneas à IA em dois níveis. As críticas internas dizem respeito aos próprios limites do cálculo formal, da probabilidade e da indução. Já as críticas externas envolvem impactos sociais e políticos, como: vieses algorítmicos; riscos à privacidade de dados; concentração de poder tecnológico; consumo de energia elevado. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais | Foto: Divulgação/FAPDF O funcionamento das atuais aplicações de inteligência artificial baseia-se, em grande parte, nos chamados grandes modelos de linguagem, que constituem a base tecnológica de muitos sistemas utilizados hoje. Para serem treinados, esses modelos dependem de infraestrutura computacional de alto desempenho, operando em supercomputadores capazes de processar enormes volumes de dados de forma contínua. Esse processo exige grande quantidade de energia elétrica e sistemas intensivos de resfriamento para evitar o superaquecimento dos equipamentos. Mesmo após o treinamento, o consumo energético continua. Cada interação realizada por usuários é processada em servidores remotos, mantidos em data centers (centros de processamento e armazenamento de dados) que também consomem energia de forma permanente. Quanto maior e mais complexo o modelo, maior tende a ser esse custo. [LEIA_TAMBEM]Por isso, a expansão acelerada da IA tem levantado debates sobre sustentabilidade ambiental e responsabilidade no uso da tecnologia, especialmente em um cenário global de transição energética. Formação e consolidação de um polo crítico O projeto fomenta bolsas de iniciação científica e apoio técnico, produção acadêmica e cooperação internacional, fortalecendo a Universidade de Brasília como referência no debate filosófico sobre inteligência artificial. Mais do que analisar ferramentas específicas, a iniciativa contribui para a construção de fundamentos teóricos capazes de orientar políticas públicas, regulamentações e decisões institucionais. Compreender a IA é condição para utilizá-la de forma responsável e fortalecer esse debate no Distrito Federal, o que significa posicionar a região no centro de uma discussão estratégica que influencia o presente e o futuro da sociedade. *Com informações da FAPDF

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FAPDF abre calendário 2026 com editais voltados à difusão científica

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança o primeiro bloco de editais de 2026, marcando o início do calendário anual de fomento à ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal. As chamadas fazem parte do Programa de Difusão Científica, que incentiva a divulgação do conhecimento, a troca de experiências e a ampliação da presença da comunidade científica do DF em espaços de circulação científica, no Brasil e no exterior. O Programa reúne as chamadas FAPDF Publica, FAPDF Movimenta e FAPDF Participa. O lançamento está alinhado às estratégias e aos esforços de popularização da ciência no Distrito Federal e em todo o país, aproximando a pesquisa do cidadão e fortalecendo a ciência como ferramenta de transformação social. Os editais da FAPDF são os mais aguardados no ano por pesquisadores, estudantes e empreendedores, o que reforça o papel do Governo do Distrito Federal (GDF) como principal impulsionador da pesquisa e da inovação no território. Somente no ano passado, o GDF investiu R$ 140 milhões em pesquisas e projetos inovadores no DF, por meio de editais e iniciativas da Fundação que conectam universidades, setor produtivo e governo, com impactos reais para a sociedade e para a economia local. FAPDF Publica: apoio à publicação científica de alto impacto “Neste ano, a FAPDF antecipa o lançamento dos editais, o que permite que já na primeira quinzena do ano, pesquisadores, estudantes e empreendedores tenham acesso às oportunidades de fomento a projetos. Até o final do bimestre, novos editais serão lançados, especialmente voltados ao setor produtivo e à pesquisa aplicada”, afirma Leonardo Reisman, presidente da FAPDF. Os editais da FAPDF são os mais aguardados no ano por pesquisadores, estudantes e empreendedores, o que reforça o papel do Governo do Distrito Federal (GDF) como principal impulsionador da pesquisa e da inovação no território | Fotos: Divulgação/FAPDF A chamada FAPDF Publica incentiva a publicação de artigos científicos em revistas e periódicos nacionais e internacionais, ampliando a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no Distrito Federal e fortalecendo a presença da produção científica local no cenário acadêmico. Um exemplo do alcance desse apoio foi a publicação do artigo da pesquisadora Isabella da Silva Almeida na Scientific Reports, revista científica internacional de acesso aberto vinculada ao grupo Nature, reforçando a qualidade da ciência produzida no DF. Para 2026, a chamada destina R$ 1,5 milhão para custear despesas relacionadas à publicação. O apoio pode chegar a R$ 10 mil por artigo publicado no Brasil e até R$ 20 mil para publicações internacionais. A chamada contempla estudantes e pesquisadores da graduação ao pós-doutorado vinculados a instituições de ensino e pesquisa, empresas de base tecnológica, organizações da sociedade civil e startups do DF, desde que a publicação esteja relacionada a projetos apoiados pela FAPDF. Também estão incluídos custos como taxas cobradas pelas revistas, além de tradução e revisão dos textos. “Neste ano, a FAPDF antecipa o lançamento dos editais, o que permite que já na primeira quinzena do ano, pesquisadores, estudantes e empreendedores tenham acesso às oportunidades de fomento a projetos. Até o final do bimestre, novos editais serão lançados, especialmente voltados ao setor produtivo e à pesquisa aplicada” Leonardo Reisman, presidente da FAPDF FAPDF Movimenta: incentivo à realização de eventos científicos no DF Já a chamada FAPDF Movimenta apoia a realização de eventos científicos acadêmicos no Distrito Federal, como congressos, simpósios, workshops, seminários, mostras, feiras, jornadas científicas, fóruns e ciclos de palestras. A iniciativa fortalece o diálogo entre pesquisadores, amplia a circulação do conhecimento e contribui para aproximar a ciência da sociedade. A chamada é voltada a pesquisadores e profissionais de ciência, tecnologia e inovação, vinculados a instituições públicas ou privadas de ensino e pesquisa, centros de pesquisa, institutos e empresas de base tecnológica sediadas no DF. Um desses projetos é o III International Workshop on Quantum Nonstationary Systems, realizado no Centro Internacional de Física da Universidade de Brasília (CIF/UnB). O encontro reuniu pesquisadores do Brasil e do exterior e resultou na publicação de um livro científico internacional, com estudos inéditos e capítulos assinados por especialistas de diferentes países. Para 2026, o Movimenta prevê investimento de R$ 5 milhões. Desse total, R$ 2,5 milhões serão destinados a eventos do primeiro semestre (até julho) e R$ 2,5 milhões para o segundo semestre (até dezembro), com exceção do período eleitoral deste ano. FAPDF Participa: apoio à formação e à inserção científica A chamada FAPDF Participa, que nesta edição é exclusiva para estudantes, apoia a participação em eventos, cursos de curta duração e visitas técnicas nas áreas científica, tecnológica e de inovação, no Brasil ou no exterior. Podem participar estudantes regularmente matriculados na graduação (vinculados a programas de Iniciação Científica, Tecnológica ou Extensão), na pós-graduação lato sensu e na pós-graduação stricto sensu (mestrado ou doutorado), na condição de discentes. Com o Participa, a FAPDF apoia atividades como congressos, seminários, simpósios, workshops, cursos e visitas técnicas, contribuindo para ampliar redes de colaboração e fortalecer a circulação do conhecimento produzido no DF. Com o Participa, a FAPDF apoia atividades como congressos, seminários, simpósios, workshops, cursos e visitas técnicas, contribuindo para ampliar redes de colaboração e fortalecer a circulação do conhecimento produzido no DF Entre os resultados já alcançados com apoio do edital está a participação de Amanda Mendes de Lima, estudante vinculada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB), no 16º Seminário Docomomo Brasil, realizado na UFRGS, em Porto Alegre. No evento, ela apresentou trabalho desenvolvido no Distrito Federal, ampliando a presença da pesquisa local no debate nacional sobre arquitetura e urbanismo. Outro exemplo é a visita técnica à University of Maryland, nos Estados Unidos, realizada com apoio do programa, que possibilitou ao estudante Victor Leão vivenciar atividades acadêmicas e institucionais, além de apresentar seu trabalho no seminário do Laboratório de Computação Linguística e Processamento de Informação da universidade. Para 2026, o FAPDF Participa contará com investimento total de R$ 2,5 milhões, distribuídos ao longo do ano, garantindo apoio contínuo à participação em atividades acadêmicas nacionais e internacionais. Durante todo o mês de janeiro serão lançadas outras chamadas públicas e novos programas ao longo do primeiro trimestre, ampliando as oportunidades para a comunidade científica e o ecossistema de inovação do Distrito Federal. As publicações ocorrerão sempre às terças e quintas-feiras, conforme o cronograma previsto para o período. Clique aqui e acesse todos os editais FAPDF 2026.  *Com informações da FAPDF

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Inovação e cuidado: projeto apoiado pela FAPDF propõe modelo para fortalecer saúde emocional estudantil

O aumento de sintomas como ansiedade, depressão, irritabilidade, uso abusivo de telas e ideação suicida entre adolescentes tem mobilizado escolas e famílias em todo o país. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o suicídio está entre as principais causas de morte de jovens de 15 a 29 anos, o que reforça a necessidade de ações preventivas que fortaleçam fatores de proteção desde a escola. Nesse cenário, a professora Kátia Vanessa Pinto de Meneses, do curso de Terapia Ocupacional da Universidade de Brasília (UnB), coordena o projeto "Educação existencial e sentido para a vida", apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Demanda Espontânea (2022), desenvolvido em escolas públicas do Distrito Federal. A iniciativa parte da premissa de que ajudar adolescentes a reconhecer valores pessoais, elaborar experiências difíceis e construir projetos de vida com significado reduz a vulnerabilidade ao sofrimento emocional e a comportamentos de risco. “Os adolescentes estão entre os grupos mais vulneráveis ao sofrimento silencioso. A intervenção busca ampliar a percepção de sentido da vida, fortalecendo fatores de proteção que previnem tédio, apatia, desesperança e impulsividade”, explica a pesquisadora. Baseada na Logoterapia, abordagem criada pelo psiquiatra e neurologista austríaco Viktor Frankl, a metodologia adapta conceitos existenciais — como liberdade, responsabilidade, sofrimento e propósito — para atividades pedagógicas que incluem diálogos socráticos, narrativas, fábulas, metáforas e dilemas morais. A linguagem e o formato foram ajustados para estudantes mais jovens, com dinâmicas curtas, exemplos concretos e espaços seguros de reflexão. A iniciativa parte da premissa de que ajudar adolescentes a reconhecer valores pessoais, elaborar experiências difíceis e construir projetos de vida com significado reduz a vulnerabilidade ao sofrimento emocional e a comportamentos de risco | Fotos: Arquivo Pessoal Fundamentação pedagógica e adaptação da metodologia para adolescentes mais jovens A intervenção desenvolvida pela Universidade de Brasília (UnB) tem origem em um modelo metodológico elaborado por Thiago Aquino, autor do livro Sentido da Vida e Valores no Contexto da Educação: Uma Proposta de Intervenção à Luz do Pensamento de Viktor Frankl, que inicialmente foi aplicado a estudantes mais velhos, com maior capacidade de abstração e autorregulação. Para ser implementada no ensino fundamental, a equipe precisou adaptar a proposta, preservando sua coerência teórica e seu rigor metodológico, mas respeitando as características cognitivas e emocionais da adolescência inicial. A versão revisada mantém os princípios centrais da intervenção — reflexão existencial, discussão de valores e exploração do sentido da vida — porém reorganiza sua forma de apresentação para torná-la acessível a estudantes mais jovens. As adaptações incluem linguagem mais simples, atividades mais curtas e lúdicas, exemplos próximos da realidade escolar e o uso de narrativas que facilitam a identificação imediata. Essas escolhas dialogam com teorias construtivistas e socioemocionais, reconhecendo que muitos dos processos de elaboração simbólica ainda estão em desenvolvimento nessa fase. Do ponto de vista emocional, a metodologia considera a menor capacidade de autorregulação típica desse período, oferecendo atividades que promovem segurança, acolhimento e expressão guiada de sentimentos. Assim, os conteúdos existenciais tornam-se não apenas compreensíveis, mas também eticamente adequados e emocionalmente manejáveis. Nesse processo, o projeto mobiliza estratégias pedagógicas amplamente reconhecidas na educação humanista e socioemocional: os diálogos socráticos estimulam questionamentos abertos e construção ativa de sentido; as analogias tornam conceitos abstratos mais concretos e próximos da experiência cotidiana; as fábulas funcionam como espaços simbólicos seguros, permitindo projeção emocional sem exposição direta; os dilemas morais incentivam o raciocínio ético, a consideração de diferentes perspectivas e o desenvolvimento de critérios internos de decisão. Em conjunto, essas estratégias fortalecem autoconhecimento, reflexão crítica, autonomia moral e propósito — pilares essenciais do desenvolvimento integral. O componente qualitativo aprofundou aspectos que os números não revelam: narrativas, desenhos, produções escritas e falas espontâneas revelaram nuances existenciais, ampliação da consciência de valores, mudanças na linguagem e maior clareza sobre projetos pessoais Avaliação integrada e análise multicamadas Para mensurar os efeitos da intervenção, o estudo adotou um delineamento quanti-qualitativo, com sorteio das turmas entre grupo experimental e grupo controle e aplicação de pré e pós-teste. A escolha metodológica permitiu captar mudanças mensuráveis e transformações subjetivas de forma conjunta e rigorosa. No componente quantitativo, instrumentos padronizados avaliaram sentido da vida, afetos positivos e negativos e percepção de valores. A pesquisa utiliza o Questionário de Sentido da Vida, ferramenta validada internacionalmente que mensura dimensões como presença de propósito, clareza de metas, coerência existencial e engajamento na busca por sentido. O instrumento é fundamental para identificar mudanças pré e pós-intervenção no processo de amadurecimento emocional dos estudantes. O componente qualitativo aprofundou aspectos que os números não revelam: narrativas, desenhos, produções escritas e falas espontâneas revelaram nuances existenciais, ampliação da consciência de valores, mudanças na linguagem e maior clareza sobre projetos pessoais. “Os dados quantitativos mostram a mudança. As narrativas mostram o caminho. Precisamos dos dois para compreender como o estudante elabora sentido, reconhece valores e transforma a forma de olhar para a própria vida”, destaca Kátia Meneses. A combinação das duas abordagens reforça que fenômenos como propósito, identidade e bem-estar emocional só podem ser avaliados de forma completa quando números e experiências dialogam. A metodologia também reduz interferências externas e aumenta a robustez dos achados. Impacto para políticas públicas e o papel estruturante da FAPDF Com maior clareza de propósito e capacidade de autorregulação, adolescentes tendem a apresentar menos comportamentos impulsivos e agressivos, contribuindo para a redução de conflitos e episódios de violência Os resultados demonstram que fortalecer o sentido de vida dos estudantes produz efeitos concretos no clima escolar. Com maior clareza de propósito e capacidade de autorregulação, adolescentes tendem a apresentar menos comportamentos impulsivos e agressivos, contribuindo para a redução de conflitos e episódios de violência. O engajamento escolar também cresce. Quando os estudantes compreendem o valor da escola para seus projetos pessoais, passam a se envolver mais nas atividades, demonstram maior persistência e ampliam foco e organização — favorecendo a aprendizagem. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, esse impacto evidencia como a ciência aplicada transforma realidades educacionais: “A pesquisa mostra que, quando oferecemos aos estudantes instrumentos para compreender quem são e o que valorizam, fortalecemos não apenas a saúde emocional, mas também a convivência, o engajamento e o desempenho escolar. Ciência de qualidade salva vidas e orienta políticas públicas, e a FAPDF vai continuar apoiando iniciativas que façam essa diferença", ressalta. “A pesquisa mostra que, quando oferecemos aos estudantes instrumentos para compreender quem são e o que valorizam, fortalecemos não apenas a saúde emocional, mas também a convivência, o engajamento e o desempenho escolar" Leonardo Reisman, presidente da FAPDF Além de viabilizar a intervenção, o financiamento da FAPDF permitiu a criação de vídeos, cartilhas, guias pedagógicos e manuais destinados à formação docente, com envolvimento de designers, editores e consultores pedagógicos. “O aporte da FAPDF tornou possível a criação de materiais didáticos físicos e digitais destinados à formação de professores, incluindo vídeos, cartilhas, guias pedagógicos e manuais de orientação”, destaca a pesquisadora. Essa estrutura tem potencial para integrar a metodologia ao Plano Distrital de Prevenção do Suicídio, à formação continuada de professores e a fluxos intersetoriais escola–saúde. A pesquisa também contribui para a criação de sistemas de monitoramento com indicadores de bem-estar emocional, engajamento, convivência e redução de comportamentos de risco. Expansão da metodologia e construção de uma política educacional continuada Com os resultados da fase piloto, o projeto prevê a ampliação da metodologia para outras escolas e níveis de ensino. Protocolos, materiais didáticos e guias de formação estão sendo estruturados para permitir replicação em diferentes faixas etárias, preservando rigor e sensibilidade ao tratar de temas existenciais complexos. A expansão inclui versões simplificadas para estudantes mais jovens, materiais aprofundados para o ensino médio e recursos específicos para apoiar o trabalho docente. A formação continuada é central nesse processo: ao formar multiplicadores, o projeto fortalece a autonomia das escolas na prevenção do vazio existencial e na promoção de bem-estar emocional. A estratégia também envolve articulação com gestores educacionais e integração da metodologia a políticas já existentes — como saúde mental escolar, convivência e currículos socioemocionais. Com evidências consolidadas e relatórios técnicos, o modelo pode se tornar política pública estruturante no DF. Novas linhas de pesquisa e inovação científica para o DF Ao integrar terapia ocupacional, psicologia, pedagogia, neurociências e tecnologia educacional, o projeto abre caminho para políticas educacionais mais robustas, humanas e sustentadas por evidências científicas Os achados abrem caminho para novas investigações voltadas ao sentido de vida, ao bem-estar e à convivência escolar. Uma das frentes é o desenvolvimento de intervenções digitais — aplicativos, plataformas gamificadas e ambientes virtuais que apoiem os estudantes na reflexão sobre valores, emoções e propósito. [LEIA_TAMBEM]Outro eixo envolve formação continuada de professores, investigando estratégias eficazes, modelos híbridos de capacitação e comunidades de prática. Há também potencial para criação de programas curriculares que integrem propósito, valores e saúde emocional à educação básica. Além disso, estudos longitudinais podem acompanhar trajetórias de sentido de vida, analisar impactos da intervenção em grupos específicos — como jovens com TDAH, dificuldades de aprendizagem ou alta vulnerabilidade social — e aprofundar relações entre sentido da vida, clima escolar e prevenção de comportamentos de risco. Ao integrar terapia ocupacional, psicologia, pedagogia, neurociências e tecnologia educacional, o projeto abre caminho para políticas educacionais mais robustas, humanas e sustentadas por evidências científicas. *Com informações da FAPDF

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Eventos de saúde, economia e inteligência artificial têm fomento do GDF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), visando promover a popularização da ciência e tecnologia, bem como estimular o ecossistema de inovação, tem fomentado propostas que atendem a vários setores da sociedade no DF. Nesta sexta-feira (6), por exemplo, foram publicados, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), os extratos dos resultados finais de três propostas que foram aprovadas para realização de eventos na área da saúde, da economia digital e da inteligência artificial. Juntas, as propostas receberam mais de R$ 900 mil em investimentos para o desenvolvimento do DF. [Olho texto=”“A inovação tecnológica na área de saúde tem um elevado potencial de impacto, pois potencializa a inclusão por meio da saúde digital e, ao mesmo tempo, reduz o custo de processos e procedimentos e permite ampliar o número de pessoas atendidas”” assinatura=”Gilmar Marques, coordenador tecnológico e de inovação da FAPDF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Um dos beneficiados foi o IV Encontro Internacional de Inovação em Saúde – IV Inovatec associado à II Feira de Inovação Tecnológica do Distrito Federal – com o tema central A inovação em Saúde como ferramenta para a transformação social. Para o coordenador tecnológico e de inovação da FAPDF, Gilmar Marques, “a inovação tecnológica na área de saúde tem um elevado potencial de impacto, pois potencializa a inclusão por meio da saúde digital e, ao mesmo tempo, reduz o custo de processos e procedimentos e permite ampliar o número de pessoas atendidas.” O evento ocorrerá de maneira híbrida, entre os dias 10 e 12 de novembro, no Salão Nobre da Arena BRB Mané Garrincha. Segundo a organização, a expectativa é que cerca de 15 mil pessoas circulem durante o período de realização da feira de tecnologia. A visitação é gratuita. O intuito do evento é promover a popularização da ciência e da tecnologia, bem como propiciar o maior encontro do setor produtivo de alta complexidade e a academia na área da saúde na região Centro-Oeste do Brasil. Brasília Mais TI Com o tema A tecnologia da informação rumo à inteligência artificial, a 5ª edição da Mostra de Tecnologia Brasília Mais TI foi outro evento contemplado. A edição será realizada entre os dias 25 e 27 deste mês, em formato de painéis presenciais. O evento abordará a importância de a tecnologia estar transformando a sociedade, os governos e os negócios, aumentando a produtividade e a qualidade de vida, e como o DF pode aproveitar essa transformação para resgatar o seu papel e tornar-se protagonista da geração de ideias e soluções tecnológicas para o Brasil. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”]’ O Brasília Mais TI é um dos principais eventos dedicados ao setor de tecnologia no Distrito Federal. A mostra contará também com transmissão ao vivo pelo canal oficial do Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF) no YouTube, com palestrantes e moderadores, além da participação ativa do público, com perguntas e respostas. A participação e a inscrição dos interessados são gratuitas. O evento será realizado no Clube de Engenharia de Brasília (Setor de Clubes Sul). Expo Impacto Com foco na economia digital, a 2ª Expo Impacto acontecerá no Eixo Cultural Ibero-americano, com entrada franca, de 9 a 12 de novembro, a partir de uma rica e variada programação. O projeto visa integrar a comunidade, o ecossistema de inovação e empreendedores com impacto social, para compartilhar seus conhecimentos sobre como ampliar possibilidades dentro da economia digital e seus subtemas, gerando impacto e negócios positivos. A economia digital refere-se ao uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) para realizar atividades econômicas, incluindo produção, distribuição e consumo de bens e serviços. *Com informações da FAPDF

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GDF inaugura em Taguatinga a Escola da Família

O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) e da Secretaria de Educação (SEE), entrega nesta sexta-feira (16), às 9h30, a nova instalação predial para a realização das atividades da Escola da Família, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 05 de Taguatinga Sul. O espaço oferece oficinas e cursos gratuitos para capacitação dos alunos da rede pública de ensino , beneficiando os estudantes no contraturno das aulas. Trata-se do projeto-piloto Aprender Comunidade, executado em parceria com a Iecap – Agência de Transformação Social, organização da sociedade civil que visa à promoção da inclusão social e à defesa de direitos sociais de pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social. O intuito da iniciativa é fortalecer e ampliar a rede de atuação da escola, oferecendo capacitação profissional, esportiva e cultural no local. “Essas oportunidades permitirão que os alunos descubram seus potenciais, desenvolvam habilidades valiosas e se preparem para o mercado de trabalho”, explica a coordenadora científica da FAPDF, Ana Paula Aragão. “Esse espaço representa uma conquista significativa para a educação e o desenvolvimento social na região.”. Com infraestrutura moderna e versátil, o espaço conta com um amplo ambiente multiuso, sala de atendimento, cozinha equipada, banheiro e depósito. Além disso, dispõe de materiais adequados para práticas esportivas, como tatames e protetores. A Escola da Família vai funcionar no CEF 05 de Taguatinga Sul, beneficiando os estudantes no contraturno das aulas | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Primeira turmas Com início na próxima segunda-feira (19), as primeiras turmas terão atividades de muay thai, teatro, culinária, desenvolvimento socioemocional e fotografia. A ação visa promover potenciais e diferenciais almejados para o mercado de trabalho, como disciplina, autoconhecimento e autoconfiança, além de criar um ambiente propício para a descoberta de vocações profissionais e empreendedoras. Podem participar dos cursos e oficinas alunos matriculados na unidade de ensino, por meio da coordenação do Aprender Comunidade na escola. As primeiras turmas terão atividades de muay thai, teatro, culinária, desenvolvimento socioemocional e fotografia Aprender Comunidade O Aprender Comunidade é um projeto-piloto de cocriação de escolas inovadoras, publicado pela FAPDF por meio do Edital n° 04/2019 com o objetivo de construir um caminho para a educação do futuro, moldado pela colaboração entre instituições, comunidade e estudantes. O CEF 05 de Taguatinga é o berço do projeto, que busca envolver todos os entes da comunidade escolar (pais, estudantes, professores) na construção da escola inovadora, capaz de promover a aquisição de habilidades que facilitem aos estudantes o desenvolvimento máximo de seu potencial. Baseada em premissas internacionais, a iniciativa busca superar o atraso e a evasão escolar, colocando à disposição da educação pública do DF caminhos para elaboração coletiva de estratégias educacionais, com maior participação e engajamento das famílias e da comunidade local. *Com informações da FAPDF e da Iecap  

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Edital investe R$ 9,8 milhões em apoio à pesquisa no DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou, nesta quarta-feira (1º), seu primeiro edital de 2023, o Programa Desafio DF. O objetivo é buscar soluções para demandas dos órgãos e instituições do Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa é uma ação de fomento a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no estudo de viabilidade de políticas públicas e conta com um investimento total de R$ 9,8 milhões. FAPDF lançou, nesta quarta-feira (1º), seu primeiro edital de apoio à pesquisa de 2023 | Foto: Divulgação “Programas como este são de extrema importância, pois promovem a interlocução entre os diferentes setores da sociedade para desenvolver o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) regional e encontrar soluções efetivas para as principais demandas do DF”, ressalta o diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. A edição de 2023 do Desafio DF seguirá fluxo contínuo ao longo de sua vigência, até o dia 31 de dezembro de 2023. Os pedidos devem ser submetidas à FAPDF para avaliação por meio de Documento de Oficialização de Demanda (DOD) até 31 de outubro deste ano. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A primeira etapa do programa envolve a submissão de demandas por instituições da Administração Pública Direta ou Indireta do Distrito Federal. Estabelecida a necessidade, a FAPDF lança chamadas públicas para a seleção de pesquisadores vinculados a instituições de CT&I ou organizações da sociedade civil (OSCs), para atuarem nos projetos que saneiem as necessidades apresentadas. O Programa Desafio DF existe desde 2020 e já aprovou projetos como o Mobtech, realizado para atender a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, e contou com um investimento de R$ 2,7 milhões da FAPDF.  O projeto consiste em um caminhão itinerante que rodou escolas, dando qualificação aos estudantes em robótica, programação e novas tecnologias. Já contou com mais de 8 mil aplicações de alunos da rede pública e mais de mil horas de capacitação apenas no último ano. *Com informações da FAPDF

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Premiação homenageará startups que se destacaram no DF em 2022

Mais de 900 startups estão em fase de idealização ou de operação no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). A Startup Brasília Awards 2022 vai homenagear nesta quinta-feira (15), às 18h, no Hípica Hall, os principais atores do ecossistema de inovação da região. [Olho texto=”“Fomentamos eventos como este por acreditarmos que a inovação é a peça-chave para a mudança da matriz econômica de Brasília. Nossos esforços são para que a nossa cidade se torne referência em soluções criativas e inovadoras”” assinatura=”Marco Antônio Costa Júnior, diretor-presidente da FAPDF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] O Startup Brasília Awards 2022 é mais uma ação promovida pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) em parceria com a Brasil Startups. O evento, fechado para convidados, contará com cerca de 200 participantes para a premiação em diversas categorias, como Startup do Ano, Mentor do Ano, Investidor do Ano, Desenvolvimento de Software, Melhor Programa Educacional de Empreendedorismo e Mulher Empreendedora. Os vencedores de cada categoria serão escolhidos por votação aberta ao público. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] De acordo com o diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior, o investimento em inovação é transformador. “Fomentamos eventos como este por acreditarmos que a inovação é a peça-chave para a mudança da matriz econômica de Brasília. Nossos esforços são para que a nossa cidade se torne referência em soluções criativas e inovadoras”, afirma. *Com informações da FAPDF

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Prêmio destaca trabalhos de pesquisa em ciência e tecnologia

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou, na noite desta terça-feira (22), o primeiro volume do periódico anual Diálogo Científico FAPDF – uma publicação com as 50 melhores pesquisas fomentadas pela fundação ao longo de 2021. Em um evento que aconteceu no Parque Tecnológico de Brasília, o presidente da instituição, Marco Antônio Costa Júnior, com a presença do vice-governador Paco Britto, premiou os 14 vencedores da primeira edição do Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os ganhadores e homenageados no 1º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação | Fotos: Vinicius de Melo/Agência Brasília “A FAPDF atua há 30 anos promovendo, apoiando e divulgando o saber. Em 2002, lançamos editais que fomentam pesquisas para estudantes do ensino médio, em parceria com a Secretaria de Educação. Também fomentamos pesquisas de nível superior e pós-graduação de alta performance”, ressaltou Marco Antônio. “Hoje, a premiação e o lançamento da publicação visam a valorização dos pesquisadores e da qualidade da pesquisa produzida no DF”, completou o presidente da FAPDF. [Olho texto=”“Passamos por um período assustador para o mundo nos últimos dois anos e não estaríamos aqui hoje, em um evento, se não fosse pela pesquisa, pela tecnologia e pela ciência”” assinatura=”Vice-governador Paco Britto” esquerda_direita_centro=”direita”] Nos últimos quatro anos, a fundação investiu mais de R$ 340 milhões em projetos. Só em 2021, um valor recorde de R$ 144 milhões e, para 2022, a previsão é de um investimento ainda maior. “Somente com foco na inovação podemos criar valor adicionado à nossa economia de forma sustentável, e mais empregos qualificados”, enfatizou Marco Antônio. As iniciativas visam fortalecer a ciência de Brasília e são duas entre os 21 editais, programas e chamadas públicas lançados pela FAPDF só em 2022, sendo que três deles beneficiam alunos de ensino médio. Os editais atendem também pesquisadores graduandos, mestrandos e doutores, criando uma cadeia produtiva com potencial. As oportunidades injetam inicialmente, no Distrito Federal, mais de R$ 60 milhões. O trabalho da fundação se traduz em números relevantes. Com o foco em promover uma cidade mais tecnológica e próspera, a FAPDF aprova, em média, 2 mil projetos por ano, além de mover 0,5% da arrecadação do Distrito Federal – recursos que são revertidos para o fomento da capacitação, pesquisa científica e incentivo a startups e pequenos negócios. Ministro de Ciência e Tecnologia, Paulo César Rezende; vice-governador Paco Britto; presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa, e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá “A ciência é o que engrandece as ações. Tudo o que podemos fazer pelas cidades, passa pela ciência, pelo conhecimento, e precisamos, cada vez mais, incentivar o processo de inovação”, destacou o secretário de Ciência e Tecnologia, Elísio Luz. “Sabemos que a tecnologia tem um poder incrível: de tornar as coisas razoáveis e disponíveis. Quando vemos a energia solar diminuindo as contas de energia, um WhatsApp diminuindo as contas telefônicas, pessoas fazendo consultas médicas com especialistas à distância, robôs fazendo cirurgias de alta complexidade, vemos que a sociedade tem um benefício real”, concluiu. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Pesquisadores, estudantes e startups vencedoras da primeira edição do Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, receberam gratificação em dinheiro, assim como troféu personalizado. Os 14 vencedores foram condecorados em quatro categorias: Pesquisador Destaque em Ciências Humanas e da Natureza, Pesquisador Inovador no Setor Público e Empresarial, Estudante Destaque e Startup Destaque, sendo uma acelerada e uma não-acelerada. Para Paco Britto, incentivar a ciência é incentivar soluções. “Passamos por um período assustador para o mundo nos últimos dois anos e não estaríamos aqui hoje, em um evento, se não fosse pela pesquisa, pela tecnologia e pela ciência”, lembrou o vice-governador. “O governo Ibaneis Rocha é um aliado da educação e acredita que o DF tem tudo para ser um polo de inovações, ser a capital da tecnologia e da inovação”, completou o vice-governador. O evento contou, ainda, com a presença do ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Alvim e a reitora da Universidade de Brasília (UnB), Márcia Moura, que foram homenageados durante a festa.

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Sai resultado final de projetos selecionados para a Iniciativa Amazônia +10

A primeira chamada de propostas da Iniciativa Amazônia +10 mobilizou mais de 500 pesquisadores em 20 estados brasileiros. Foram selecionadas 39 propostas de 18 estados e do Distrito Federal, com investimentos das fundações estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs) totalizando R$ 41,9 milhões. A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) destinou, por meio de adesão, R$ 500 mil para a primeira chamada e teve três propostas selecionadas (veja ao final). A Iniciativa Amazônia +10 tem como objetivo apoiar a pesquisa e a inovação tecnológica na Amazônia Legal, promovendo a interação natureza-sociedade e o desenvolvimento sustentável e inclusivo da região. A chamada previu que cada uma das propostas submetidas fosse apresentada por pesquisadores de pelo menos três estados, representados pelas FAPs que aderiram à chamada: São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro, Pará, Paraná, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Amapá, Distrito Federal, Alagoas, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Piauí, Santa Catarina, Acre e Tocantins. E exigiu também que pelo menos um dos pesquisadores signatários da proposta fosse vinculado a instituição de ensino superior ou de pesquisa, ou ainda a empresas com sede na região da Amazônia Legal. Objetivo da Iniciativa Amazônia +10 é apoiar a pesquisa e a inovação tecnológica na Amazônia Legal | Foto: Divulgação/TV Brasil Ela busca promover ações convergentes de CT&I que fortaleçam diretrizes, eixos e proposituras do Planejamento Estratégico de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, visando superar obstáculos para o reflorestamento de áreas degradadas, o desenvolvimento de atividades agrícolas de baixa emissão de gases de efeito estufa, a agregação de valor nas cadeiras produtivas da bioeconomia, a geração de alimentos, a produção de fármacos, a geração de energia limpa e a garantia de acesso a serviços básicos para as populações que habitam na região. Além dos investimentos das FAPs, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou o aporte de R$ 12 milhões em bolsas de pesquisa para os projetos aprovados dos estados que compõem a região da Amazônia Legal. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Os projetos de pesquisa selecionados estão orientados em três grandes eixos temáticos: Território, Povos da Amazônia e Fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. Propostas do DF selecionadas: ? Integrando conhecimentos locais e ciência em busca de soluções para a restauração ecológica frente às mudanças climáticas na Amazônia mato-grossense Distrito Federal: Isabel Belloni Schmidt / Universidade de Brasília (UnB) Mato Grosso: Pedro V. Eisenlohr / Universidade do Estado do Mato Grosso (Unemat) Rio de Janeiro: Maura da Cunha / Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) ? Inov’Açaí – Coconstrução de conhecimentos, inovações e políticas públicas para sustentabilidade da produção comunitária na Bioeconomia Amazônica Distrito Federal: Janaína Deane de Abreu Sá Diniz / Universidade de Brasília (UnB) Amapá: Paulo Gustavo Pellegrino Correa / Universidade Federal do Amapá (Unifap) Pará: Hervé Louis Ghislain Rogez / Universidade Federal do Pará (UFPA) Paraíba: Eliane Superti / Universidade Federal da Paraíba (UFPB) ? Environmental contaminants and multiple exposure risks in the Eastern Brazilian Amazon Distrito Federal: Carlos José Sousa Passos / Universidade de Brasília (UnB) Amapá: Alexandro Cezar Florentino / Universidade Federal do Amapá (Unifap) Pará: Tânia Maria Pires Moraes / Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) Veja todos os resultados no site da FAPDF. Saiba mais sobre a Iniciativa Amazônia +10 neste link. *Com informações da FAPDF  

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Plataforma online facilita participação de estudantes em eventos culturais

[Olho texto=”“Vai facilitar bastante para nós que buscamos diversificar a programação escolar, e também para os espaços culturais que, muitas vezes, não veem sua divulgação chegar a todos os lugares”” assinatura=”Stefane Rissoli, professora da Escola Classe 14 do Gama ” esquerda_direita_centro=”direita”] Uma plataforma vai construir um canal de aproximação entre as escolas e a programação cultural de Brasília, viabilizada, com recursos do GDF. Chamada de Mediato Conecta, a ferramenta online é uma iniciativa da startup de mesmo nome, beneficiada com recursos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Por meio do programa Start Bsb, a empresa foi uma das 50 selecionadas e teve investimentos da ordem de R$ 112 mil para levar sua inovação adiante. Lançada esta semana, o Conecta (acesse aqui) é um site onde as escolas podem pesquisar sobre atrações culturais e marcar um agendamento para levar estudantes aos locais – museus, teatros, passeios etc. Desenvolvida durante sete meses, a ferramenta recebeu não só a subvenção da FAPDF para o projeto, como também uma bolsa financeira de cerca de R$ 35 mil para que o seu criador pudesse se dedicar à “criatura”. Estudantes durante apresentação de espetáculo teatral: a maioria teve contato com as artes cênicas pela primeira vez | Foto: Divulgação/FAPDF “O empreendedorismo inovador e a atuação integrada entre governo, setor produtivo, academia e sociedade constituem o melhor caminho para transformar tecnológica e socialmente a nossa capital. O Start BSB é um importante instrumento para essa jornada, como podemos ver com a recém-lançada Mediato Conecta, uma das startups fomentadas e capacitadas pelo nosso programa e que proporcionará a estudantes, educação através da arte e cultura brasiliense”, afirma o diretor-presidente da FAPDF, Marco Antônio Costa Júnior. “Para a startup tocar uma iniciativa como essa, demora um pouco. O fato de ter uma bolsa, além da subvenção, foi essencial. Permitiu que o nosso idealizador se dedicasse exclusivamente a isso, com carinho”, pontua a empresária Arlene Von Sohsten, uma das responsáveis pelo empreendimento. “Nossa plataforma é a ponte entre os espaços culturais e as escolas do DF. Qualquer equipamento cultural pode subir seu conteúdo, seja teatro, dança, cinema. E fazemos isso chegar até as escolas”, explica Arlene, lembrando que esta é uma forma de vencer algumas burocracias e formatar o passeio pelo site. Dezenas de colégios candangos já experimentaram outras experiências culturais desenvolvidas pela Mediato. Entre eles, a Escola Classe 14 do Gama e a Meninos e Meninas do Parque, localizada no movimentado Parque da Cidade. A instituição atende crianças e adultos em vulnerabilidade social. Uma turma com estudantes de 7 a 14 anos da escola do Plano Piloto assistiu à peça teatral Menina Valente, no Sesc Ceilândia. Professora da unidade, Stefane Rissoli frisa que ali foi a primeira vez que a maioria dos alunos teve contato com o teatro. Para ela, uma nova ferramenta que vai ampliar as opções culturais é mais um avanço. “Vai facilitar bastante para nós que buscamos diversificar a programação escolar, e também para os espaços culturais que, muitas vezes, não veem sua divulgação chegar a todos os lugares. Uma ótima ideia”, define. Sobre o Start BSB O Start BSB é um programa de apoio a startups e projetos inovadores voltado para pessoas físicas, maiores de 18 anos e residentes no DF ou Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride). O projeto conta com mais de R$ 5 milhões em recursos e, além de subvenção econômica, prevê bolsas, capacitações e suporte para o desenvolvimento das iniciativas contempladas. É promovido pela FAPDF, com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e operado pela Fundação Certi.

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Prorrogado prazo para inscrições no Start BSB

As inscrições para o programa Start BSB permanecerão abertas até as 18h de 1º de setembro. O prazo foi ampliado em virtude da pandemia de Covid-19 e das necessidades de atendimento às recomendações das autoridades de saúde na execução dos projetos envolvidos. Promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do DF (FAPDF), o programa é operado pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), e vai selecionar propostas para apoio financeiro a startups e projetos inovadores no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF). Veja mais informações sobre o StarBSB na página da Secti. * Com informações da FAPDF

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