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Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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FAPDF lança chamada de iniciativa que apoia startups do DF e da Ride

De uma marca brasiliense de chocolates que começou com brownies vendidos na escola a uma feira digital que ajuda agricultores familiares a vender antes mesmo da colheita. De soluções biológicas para o cuidado ambiental nas cidades a plataformas voltadas para a segurança de mulheres viajantes, a saúde emocional materna e o desenvolvimento de ativos cosméticos a partir da biodiversidade do Cerrado. Essas são algumas das trajetórias que passaram pelo ecossistema de apoio a startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para ampliar esse impacto, a FAPDF lança, nesta terça-feira (30), o edital do 3º ciclo do programa Start BSB. A chamada pública tem como objetivo apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação apresentados por startups do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O terceiro ciclo do programa prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e poderá selecionar até 100 projetos inovadores. Os recursos serão concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio financeiro não reembolsável, ou seja, os valores não precisam ser devolvidos, desde que sejam aplicados conforme as regras previstas no edital. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride. A iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de soluções, produtos, serviços e processos inovadores, contribuindo para a criação e o crescimento de negócios com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride | Foto: Divulgação/FAPDF Além do apoio financeiro, as startups selecionadas contarão com atividades de capacitação, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O objetivo é apoiar projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a estruturação inicial da ideia até a preparação para crescimento no mercado. Trajetórias que mostram o impacto do programa Entre as iniciativas apoiadas pelo Start BSB dos ciclos anteriores está a Exímio Cacau, marca brasiliense conduzida por jovens empreendedores que nasceu no ambiente escolar, com a venda de brownies e brigadeiros, e hoje reúne cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes. Com apoio do programa, a empresa estruturou a Exímio Lab, escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. Na agricultura familiar, a Óiaki se destaca como uma plataforma de comercialização digital, capacitação e inteligência artificial voltada a pequenos produtores rurais. A startup criou uma feira digital integrada ao WhatsApp e às redes sociais, permitindo que agricultores vendam diretamente aos consumidores, recebam pedidos e pagamentos antecipadamente e colham apenas aquilo que já está vendido. Com o apoio do Start BSB, a empresa validou seu modelo de negócio, iniciou a expansão nacional e cresceu 285% nos primeiros seis meses do programa. Na área ambiental, a Arbor Garden aposta em bioinsumos para levar soluções biológicas do campo para o ambiente urbano. A startup desenvolve produtos voltados para o fortalecimento de plantas, o cuidado com áreas verdes e o controle biológico de vetores como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Outro exemplo é o Sutiãs que Voam, plataforma colaborativa criada para tornar o turismo mais seguro e acolhedor para mulheres. A solução conecta viajantes a roteiros verificados e a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres, fortalecendo também a economia criativa local. A Mãe Borboleta também integra o conjunto de soluções apoiadas pelo programa. A startup propõe uma abordagem estruturada para ajudar mulheres a organizarem a rotina e cuidarem da saúde emocional, com conteúdos, comunidade, mentorias e eventos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna. Já a Biointech, criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade de Brasília (UnB), transforma conhecimento científico em soluções biotecnológicas. A startup desenvolve peptídeos bioinspirados em moléculas presentes no veneno de vespas do Cerrado, com aplicações voltadas à indústria de cosméticos. Essas trajetórias demonstram a diversidade de áreas atendidas pelo programa — agricultura familiar, alimentação, meio ambiente, turismo, saúde emocional, biotecnologia e economia criativa — e demonstram o papel da FAPDF no apoio a negócios inovadores capazes de transformar conhecimento, pesquisa e criatividade em soluções com impacto para a sociedade. Apoio em diferentes estágios O Start BSB está organizado em três eixos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. O Eixo I, de ideação e desenvolvimento de habilidades, é voltado a iniciativas em fase inicial, que ainda estão estruturando a solução e desenvolvendo competências empreendedoras. Serão selecionados até 50 projetos, com apoio de R$ 53 mil para cada proposta contemplada. O Eixo II, de incubação e pré-aceleração, é destinado a startups que já estão desenvolvendo o modelo de negócio e validando a solução. Nessa etapa, serão selecionados até 30 projetos, com apoio de R$ 110 mil para cada proposta contemplada. Já o Eixo III, de aceleração, é voltado a startups em estágio mais avançado, que buscam fortalecer sua atuação, ampliar mercado e se preparar para receber investimentos. Serão selecionados até 20 projetos, com apoio de R$ 200 mil para cada proposta contemplada. Cada eixo também contará com bonificação para as startups mais bem classificadas, conforme o desempenho nas atividades previstas pelo programa. Como se inscrever Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos inovadores e vínculo com o Distrito Federal ou a Ride, conforme as regras do edital. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As empresas participantes devem atender aos critérios previstos na chamada pública, incluindo sede e administração no DF ou na Ride, documentação regular e proposta compatível com as áreas apoiadas pelo programa. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, construção civil, economia circular, defesa, jogos eletrônicos, economia criativa, educação, energia, serviços financeiros, saúde, biotecnologia, bioeconomia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura avançada, microeletrônica, nanotecnologia, realidade aumentada, realidade virtual, governo digital, serviços, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições deverão ser realizadas pelo site oficial do Programa Start BSB, de 10 de julho a 3 de setembro. O resultado preliminar está previsto para 24 de setembro. O período para apresentação de recursos será nos dias 28 e 29 de setembro, e o resultado final está previsto para 15 de outubro. Após a divulgação do resultado final, os selecionados deverão cumprir as etapas de envio de documentação, constituição de empresa, quando necessário, e contratação junto à FAPDF, conforme os prazos estabelecidos no edital. Clique aqui e acesse o edital completo. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Projeto apoiado pela FAPDF desenvolve tecnologia para controle de voo de foguetes

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) incentiva o desenvolvimento de uma tecnologia considerada estratégica para o setor aeroespacial brasileiro: o sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes. A pesquisa é realizada na Universidade de Brasília (UnB), no Laboratório de Propulsão Química (CPL), sob coordenação do professor Olexiy Shynkarenko. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil. A proposta tem como objetivo desenvolver e testar um sistema compacto de vetorização de empuxo em nível de maturidade tecnológica TRL 4, que corresponde à validação de componentes em ambiente de laboratório. Na prática, o empuxo é a força de propulsão gerada pelo motor para impulsionar o foguete. O sistema de vetorização de empuxo permite controlar a direção dessa força, corrigindo e orientando a trajetória durante o voo. Essa tecnologia é fundamental para veículos suborbitais, foguetes de sondagem e futuras aplicações em sistemas espaciais mais complexos.  Segundo o professor Olexiy Shynkarenko, coordenador do projeto e do Laboratório de Propulsão Química da UnB, a equipe já dominava estudos de propulsão híbrida em motores de pequeno porte. O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo, conhecido pela sigla TVC, foi o passo seguinte para avançar da propulsão estática para o controle ativo de voo. “A capacidade de controlar a trajetória é o que viabiliza veículos espaciais guiados”, destaca o pesquisador. A tecnologia tem importância estratégica porque o controle de voo é uma das etapas mais sensíveis do desenvolvimento aeroespacial. Em situações de baixa velocidade ou em ambientes de vácuo, por exemplo, o controle por superfícies aerodinâmicas não é suficiente. Nesses casos, direcionar o empuxo do motor se torna essencial para manter a trajetória planejada. O projeto "Desenvolvimento e teste do sistema de vetorização de empuxo para motores de foguetes” foi contemplado pelo edital Demanda Espontânea, na modalidade de pesquisa tecnológica, com investimento de R$ 140 mil | Fotos: Divulgação/FAPDF Além do impacto científico, o domínio dessa tecnologia também contribui para a soberania tecnológica do país. De acordo com o pesquisador, sistemas desse tipo costumam ter acesso restrito no mercado internacional, o que reforça a necessidade de desenvolver soluções nacionais para reduzir a dependência de fornecedores externos. Da simulação ao teste em laboratório O projeto envolve diferentes etapas de pesquisa, desenvolvimento e validação. O trabalho começa com cálculos estruturais e simulações computacionais, usados para prever o comportamento do fluxo de gases, das temperaturas e dos esforços mecânicos envolvidos. Depois, a equipe desenvolve a parte mecânica do sistema, realiza a prototipagem e faz testes de integração com eletrônica e atuadores. Na etapa final, o sistema é acoplado a um motor de foguete em bancada de testes, permitindo a realização de ensaios em condições próximas às necessárias para validar a tecnologia em ambiente laboratorial. Esse processo é o que caracteriza o avanço do projeto para o TRL 4, nível que indica a validação de um componente em laboratório. Outro ponto importante é a preocupação em utilizar materiais, componentes e capacidades industriais disponíveis no Brasil. A equipe priorizou componentes comerciais, ligas metálicas de fácil acesso e processos convencionais de fabricação, de forma a tornar o sistema mais viável para produção nacional e reduzir gargalos de importação. Impacto para o Distrito Federal e para o setor aeroespacial O desenvolvimento do sistema de vetorização de empuxo pode fortalecer a posição do Brasil no setor aeroespacial ao permitir que projetos nacionais avancem da fabricação de componentes isolados para a engenharia de sistemas integrados. A pesquisa também pode abrir oportunidades para empresas nacionais, startups e indústrias de alta tecnologia. Isso porque o sistema envolve áreas como atuadores eletromecânicos, aquisição de dados, algoritmos de controle e integração mecatrônica, conhecimentos que também podem ser aplicados em automação, robótica e sistemas de posicionamento de precisão. Para o Distrito Federal, o projeto contribui diretamente para a formação de recursos humanos qualificados, especialmente na área de Engenharia Aeroespacial da UnB. A proposta também tem potencial para ampliar a produção científica, gerar cooperações com empresas do setor e fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação local. Sistema de vetorização de empuxo desenvolvido para controle de voo de foguetes. O apoio da FAPDF foi essencial para que a pesquisa avançasse. O fomento possibilitou a ampliação da infraestrutura do Laboratório de Propulsão Química da UnB e inseriu o Distrito Federal em atividades práticas de desenvolvimento de subsistemas aeroespaciais. Para o professor Olexiy, o investimento permitiu elevar a pesquisa a um novo patamar. “O fomento da FAPDF viabilizou a infraestrutura necessária para elevar a pesquisa de vetorização de empuxo à fase de testes físicos”, afirma. Segundo o pesquisador, atualmente a UnB se destaca por trabalhar com sistemas de vetorização de empuxo de dois graus de liberdade, o que amplia a capacidade de controle e coloca a universidade em posição relevante entre instituições brasileiras que atuam na área. Estratégia para o setor O avanço da pesquisa também se conecta a um movimento mais amplo de fortalecimento do setor aeroespacial no Distrito Federal. Na última semana, foi lançado oficialmente o hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB), durante o SpaceBR Show 2026, realizado em São Paulo. A iniciativa, que tem a FAPDF e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, busca ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. O hub foi criado como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta reforça o ambiente de inovação no qual pesquisas como a de vetorização de empuxo estão inseridas, contribuindo para consolidar o Distrito Federal como um dos polos estratégicos do setor aeroespacial no país. Próximos passos A base técnica desenvolvida no projeto já começa a ser incorporada em novas pesquisas do laboratório. Um dos desdobramentos é o projeto SARA v3, apoiado pelo CNPq, que prevê um motor híbrido de 1 kN f, ou seja, com força de propulsão equivalente, aproximadamente, ao peso de 100 kg na Terra. A experiência acumulada com o apoio da FAPDF permitiu que esse novo motor fosse concebido já com suporte estrutural para vetorização de empuxo, preparando a tecnologia para futuras etapas de qualificação em bancada e integração em veículos experimentais. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Pesquisa apoiada pela FAPDF desenvolve aplicativo para orientar alimentação segura de pessoas idosas

Comer, engolir e se comunicar são ações presentes na rotina, mas podem se tornar mais desafiadoras com o envelhecimento ou após eventos como o acidente vascular encefálico (AVE). Alterações nessas funções podem afetar a saúde, a interação social e a independência da pessoa idosa. Para compreender melhor esse cenário, a Universidade de Brasília (UnB) desenvolve a pesquisa Comunicação, Cognição, Deglutição, Alimentação, Independência Funcional e Perfil Molecular de Idosos, com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning, com investimento de R$ 500 mil. A iniciativa é coordenada por Cristina Lemos Barbosa, professora adjunta do curso de fonoaudiologia da Universidade de Brasília (UnB/FCE), com atuação nas áreas de disfagia, voz e qualidade de vida. Mestre em fisiopatologia experimental e doutora em ciências, também é membro da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBFa) e da Dysphagia Research Society (DRS). O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição (termo usado para se referir ao ato de engolir). Quando há dificuldade nesse processo, chamada de disfagia, a pessoa pode apresentar riscos como desnutrição, desidratação e pneumonias aspirativas. “A alimentação segura é um dos pilares da saúde e da qualidade de vida. Dificuldades para mastigar ou engolir aumentam o risco de desnutrição, desidratação, pneumonias aspirativas e hospitalizações”, explica Cristina. Segundo a coordenadora, esses problemas podem afetar especialmente idosos mais frágeis e vulneráveis, mas muitas vezes passam despercebidos. Na prática, a pesquisa realiza avaliações clínicas padronizadas da cognição, independência funcional, força muscular, tosse, força de língua e segurança e eficiência da deglutição. O projeto também analisa marcadores moleculares em pacientes nas primeiras 72 horas após o AVE, com o objetivo de compreender como fatores biológicos podem influenciar a recuperação e a reabilitação. O estudo avalia funções relacionadas à comunicação, à cognição, à alimentação e à deglutição | Foto: Divulgação/FAPDF Um dos principais resultados esperados é o desenvolvimento de um aplicativo em formato de jogo educativo, conhecido como Serious Game. A ferramenta será voltada à orientação de pessoas idosas, familiares e cuidadores sobre alimentação segura e eficiente. De acordo com Cristina, a ideia surgiu da necessidade de ampliar o acesso a informações confiáveis e baseadas em evidências. “Muitas complicações relacionadas à deglutição poderiam ser prevenidas com informação adequada. O formato de jogo educativo torna o aprendizado mais interativo, favorecendo o engajamento de idosos, familiares e cuidadores”, afirma. O aplicativo será desenvolvido a partir dos dados obtidos nas primeiras etapas da pesquisa, que avaliam adultos e idosos após acidente vascular encefálico (AVE), além de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade acompanhadas por serviço de gerontologia. A proposta é que a ferramenta considere as capacidades cognitivas, funcionais e físicas dos usuários, com linguagem clara, acessibilidade e facilidade de uso. A identificação precoce de dificuldades relacionadas à alimentação, deglutição ou cognição pode ajudar a reconhecer fatores de risco antes que ocorram complicações mais graves. Com isso, o projeto busca contribuir para intervenções mais oportunas, melhor planejamento do cuidado e preservação da independência funcional. Segundo a coordenadora, o apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar uma pesquisa interdisciplinar que integra assistência, ciência e inovação. Além de apoiar o desenvolvimento da tecnologia, o projeto contribui para a formação de estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado, fortalecendo a produção científica no Distrito Federal. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Divulgado resultado final do Programa Centelha 3 DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado final do Programa Centelha 3 DF. Ao todo, 47 projetos foram aprovados na classificação geral da iniciativa, que incentiva a criação de empreendimentos inovadores e fortalece o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação no Distrito Federal. Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas. Desse total, pouco mais de R$ 3 milhões são oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT/Finep), enquanto cerca de R$ 1,7 milhão corresponde à contrapartida da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal. Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até aproximadamente R$ 101 mil, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos serão concedidos a até 47 projetos de inovação, com valor unitário de até R$ 100.968,95, conforme a disponibilidade orçamentária prevista no edital. Além disso, cada projeto poderá contar com até R$ 50 mil para concessão de Bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora, com recursos oriundos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ao todo, serão destinados mais de R$ 4,7 milhões à concessão de subvenção econômica à inovação para apoio às propostas aprovadas | Foto: Divulgação/FAPDF Entre os projetos aprovados estão soluções voltadas a áreas como inteligência artificial e machine learning, tecnologia social, impacto socioambiental, nanotecnologia, automação, biotecnologia e genética, blockchain, internet das coisas, manufatura avançada, química e novos materiais, design, mecânica e mecatrônica. A diversidade das propostas evidencia a capacidade do ecossistema local de gerar soluções para diferentes setores da sociedade, com aplicações em saúde, meio ambiente, educação, agricultura, acessibilidade, gestão pública, sustentabilidade, economia digital e inclusão social. No resultado final, os projetos aprovados contemplam diferentes localidades do DF, reforçando o papel do programa na descentralização das oportunidades de inovação. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o resultado final do Centelha 3 DF mostra a força criativa e empreendedora do Distrito Federal. "São projetos que nascem de problemas reais, em áreas estratégicas para a sociedade, e que agora terão a oportunidade de avançar com mais estrutura, orientação e apoio. O papel da FAPDF é justamente esse: criar condições para que boas ideias saiam do papel, ganhem maturidade e possam se transformar em negócios de base tecnológica com impacto econômico e social”, afirma Leonardo. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação Certi. No Distrito Federal, o programa é executado pela FAPDF. A lista final dos projetos aprovados e suplentes está disponível no site da FAPDF. Clique aqui e acesse o resultado final.

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Startup Mãe Borboleta aposta em tecnologia para ajudar mulheres a organizar rotina e a cuidar da saúde emocional

A sobrecarga materna faz parte da rotina de muitas mulheres e, por muito tempo, foi tratada como algo natural. Cada vez mais esse tema tem ganhado visibilidade — inclusive no campo da inovação. É nesse contexto que surge a Mãe Borboleta, startup do Distrito Federal desenvolvida com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do programa Start BSB e executado pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), que propõe uma abordagem estruturada para apoiar mães na organização da rotina e no cuidado com a saúde emocional. O que é ser uma “mãe borboleta”? O conceito que dá nome à startup traduz a proposta central do método: olhar para a maternidade de forma mais equilibrada, considerando não apenas o cuidado com os filhos, mas também o bem-estar e a identidade da mulher. “Ser uma mãe borboleta não é sobre ter tudo perfeito. É sobre aprender a cuidar de si sem culpa, fortalecer a autoestima e organizar a rotina de um jeito que a mulher também caiba nela. É sair da sobrecarga e descobrir leveza mesmo em meio ao caos”, afirma Suellen Martins. Quando a experiência pessoal vira inovação A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade. “A startup nasceu para preencher a lacuna entre o cuidado clínico mental e a vida prática, combatendo a invisibilidade materna e o esgotamento”, ressalta. Com formação voltada à saúde mental materna e atuação na área de saúde da mulher, a fundadora identificou uma carência importante: muitas mães não encontram suporte contínuo após o parto e ao longo dos desafios da maternidade. A Mãe Borboleta nasceu da vivência da fundadora, Suellen Martins, que transformou sua trajetória pessoal e profissional em um método estruturado de apoio à maternidade | Fotos: Divulgação/FAPDF Foi a partir dessa percepção que surgiu o Método Mãe Borboleta, estruturado para apoiar mulheres no enfrentamento da sobrecarga emocional e organizacional. Do acolhimento presencial ao site O que começou com atendimentos individuais e encontros presenciais evoluiu para uma solução digital. Ao perceber que os resultados eram replicáveis, a startup estruturou um ecossistema acessível a mais mulheres. Hoje, a Mãe Borboleta reúne, em uma única plataforma: - conteúdos em áudio, vídeo e texto - comunidade segmentada - mentorias - agenda de eventos O diferencial está no foco: mais do que produtividade, a proposta é trabalhar a saúde emocional como base para reorganizar a rotina. A proposta da startup dialoga com movimentos globais voltados à maternidade consciente e ao enfrentamento do esgotamento parental. Ao integrar saúde mental e tecnologia, a solução busca ajudar mães a se reconectarem com sua identidade, longe das pressões e idealizações das redes sociais. Na prática, isso se traduz em um ambiente digital de escuta ativa e troca segura entre usuárias, inspirado na experiência dos encontros presenciais. Um método estruturado para sair da sobrecarga Base da solução, o Método Mãe Borboleta é composto por sete passos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna, combinando aspectos emocionais e práticos da rotina. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança Entre os pilares do método estão o desenvolvimento da autoresponsabilidade, a organização da rotina, o fortalecimento do autoconhecimento e a priorização do autocuidado — elementos que, segundo a fundadora, são essenciais para promover equilíbrio e bem-estar na maternidade. “O primeiro passo é a autoresponsabilidade — não pelo que acontece, mas pela forma como a mãe reage. Ao longo do processo, ela aprende a se priorizar, acolher o tempo da transformação e entender que sempre é possível recomeçar”, explica Suellen Martins. Crescimento e apoio à inovação A Mãe Borboleta opera com um modelo híbrido, que inclui assinatura da comunidade digital, mentorias, eventos e conteúdos editoriais. O público é formado, principalmente, por mulheres que buscam equilibrar carreira, autocuidado e maternidade, muitas delas empreendedoras ou profissionais liberais. A startup apresenta crescimento consistente, com expansão da comunidade e relatos de impacto positivo, como a redução da ansiedade e o fortalecimento da autoconfiança. O apoio da FAPDF, por meio do programa Start BSB — iniciativa voltada ao fomento de startups inovadoras no Distrito Federal — foi decisivo para a estruturação e escalabilidade da solução. A Mãe Borboleta integra o Eixo I do programa, voltado à ideação e validação de modelos de negócio inovadores. O programa é executado em parceria com a Finatec, responsável por oferecer suporte técnico e estratégico às startups participantes.  Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Mãe Borboleta evidenciam o papel estratégico da inovação no fortalecimento do empreendedorismo feminino e no avanço de soluções voltadas à saúde da mulher. “Fortalecer o empreendedorismo feminino no Distrito Federal é uma prioridade, porque sabemos que, quando mulheres inovam, elas não apenas criam negócios, mas transformam realidades sociais inteiras. Quando olhamos para soluções como a Mãe Borboleta, vemos a tecnologia sendo aplicada de forma sensível e estratégica para enfrentar desafios reais da saúde da mulher, especialmente no campo da saúde mental materna”, afirma Reisman.  Para Suellen, “o programa [Start BSB] permitiu estruturar a visão de negócio, superar desafios de modelagem e nos deu a validação institucional necessária para escalar a solução”. Próximos passos Entre os próximos passos, a startup prevê a ampliação da plataforma com novas funcionalidades e a expansão de suas ações para alcançar mais mulheres em diferentes contextos. A iniciativa também avança para outras frentes. O método deu origem ao livro Mãe Borboleta, com lançamento previsto para maio de 2026, ampliando o acesso ao conteúdo desenvolvido pela startup e fortalecendo sua proposta de apoiar mulheres em diferentes fases da maternidade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Tremores do Parkinson podem ser reduzidos com tecnologia inovadora

No contexto do Dia Mundial do Parkinson, celebrado em 11 de abril, é importante chamar atenção para os impactos dos tremores causados pela doença, que vão muito além de um sintoma clínico — eles afetam diretamente a autonomia, a autoestima e a qualidade de vida de quem convive com a condição, dificultando tarefas simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou se alimentar.  Foi a partir dessa realidade que surgiu uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública BIO Learning, vinculada ao Programa FAPDF Learning (2023). A pesquisa é coordenada pela professora Marcela Rodrigues Machado, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Tecnologia da UnB, que lidera uma equipe multidisciplinar dedicada ao desenvolvimento da solução. “A ideia surgiu da necessidade de oferecer mais autonomia e qualidade de vida às pessoas com Parkinson, por meio de uma solução tecnológica que acompanhe a evolução dos tremores ao longo do tempo”, destaca a coordenadora do projeto. A iniciativa resultou em um dispositivo vestível — ou seja, que pode ser utilizado diretamente no corpo — capaz de reduzir esses movimentos involuntários de forma inteligente e adaptável. Protótipo vestível instrumentado com sensores e circuitos eletrônicos para aquisição de dados e validação experimental do controle de tremores. (Foto: acervo do projeto) Como funciona o dispositivo inteligente A tecnologia é baseada em estruturas chamadas metamateriais inteligentes — materiais projetados para responder de forma específica a determinados estímulos, como vibrações e movimentos. Esse tipo de material já é utilizado em tecnologias que controlam ondas sonoras, vibrações mecânicas e até na engenharia aeroespacial para reduzir impactos e ruídos. No caso do Parkinson, os tremores acontecem em frequências específicas, como um “ritmo” repetitivo do movimento involuntário. O dispositivo atua exatamente nessas frequências, funcionando como um filtro que reduz a intensidade dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. Além disso, o sistema conta com sensores capazes de registrar os padrões de movimento do paciente, permitindo acompanhar a evolução da doença e gerar dados que podem apoiar decisões clínicas. Um dos diferenciais está no uso de materiais piezoelétricos, capazes de transformar movimento em energia elétrica. Na prática, isso permite que o próprio dispositivo aproveite a energia gerada pelos tremores para alimentar seus sistemas internos, tornando a tecnologia mais eficiente. Diferencial em relação às soluções atuais As órteses tradicionais geralmente utilizam estruturas rígidas ou mecanismos passivos que limitam o movimento e precisam ser substituídas conforme a progressão da doença. A proposta do projeto é oferecer uma solução mais leve, adaptável e programável, capaz de acompanhar as mudanças nos padrões de tremor sem necessidade de troca constante do dispositivo. Outro avanço importante é a possibilidade de monitoramento contínuo, algo que ainda não está amplamente disponível nas soluções existentes no mercado. Os testes em laboratório já demonstram resultados promissores, com redução significativa na intensidade das vibrações, inclusive em faixas de baixa frequência — um dos principais desafios nessa área. Impacto direto na qualidade de vida Se chegar ao mercado, a tecnologia pode representar um avanço significativo no cuidado com pacientes com Parkinson, permitindo maior estabilidade e segurança na realização de atividades cotidianas. “Nosso principal objetivo é devolver autonomia às pessoas, permitindo que elas realizem tarefas simples do dia a dia com mais segurança e confiança”, destaca a coordenadora do projeto. Além disso, o projeto já conta com pedidos de patente, evidenciando seu potencial inovador e sua relevância no cenário científico e tecnológico. Formação de talentos e geração de inovação A iniciativa também se destaca pela formação de recursos humanos qualificados, envolvendo estudantes de graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa, desenvolvimento de protótipos e experimentação. Com investimento de R$ 1 milhão da FAPDF, o projeto busca avançar no Nível de Maturidade Tecnológica (TRL), escala que mede o grau de desenvolvimento de uma tecnologia, desde os estágios iniciais até sua aplicação no mercado. Atualmente, a solução encontra-se no nível TRL 4 — fase de validação em laboratório — e tem como objetivo avançar para os níveis 5 e 6, que envolvem testes mais avançados e aproximação da aplicação prática. Apoio da FAPDF e próximos passos O apoio da FAPDF tem sido fundamental para viabilizar o desenvolvimento da tecnologia, incluindo a aquisição de equipamentos, a estruturação de laboratório e a formação da equipe. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto avançasse do campo teórico para uma aplicação mais próxima da realidade”, destaca a coordenadora. “O fomento permitiu investir em infraestrutura, desenvolver protótipos e formar uma equipe qualificada para transformar essa pesquisa em uma solução concreta.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Startup desenvolve ativos para cosméticos a partir do veneno de vespas do Cerrado

O que o veneno de uma vespa do Cerrado pode ter a ver com cuidados com a pele? Para pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), a resposta está na biotecnologia.  A partir de estudos sobre moléculas presentes nesses insetos, nasceu a Biointech, uma startup que transforma descobertas científicas em ativos para cosméticos. Criada a partir de pesquisas realizadas na Universidade de Brasília e fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio do programa Start BSB, a empresa desenvolve peptídeos bioinspirados capazes de dar origem a novos ingredientes para a indústria de cosméticos. Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, iniciativas como a Biointech demonstram o potencial da ciência para gerar inovação e desenvolvimento econômico. “Quando apoiamos a pesquisa científica, também abrimos caminho para o surgimento de novas tecnologias e empresas capazes de transformar conhecimento em soluções para a sociedade”, destaca. Da pesquisa científica ao nascimento da startup A história da Biointech começa no laboratório de neurofarmacologia da UnB, onde a professora Márcia Mortari pesquisava venenos de marimbondos em busca de novas moléculas capazes de tratar epilepsia refratária, um tipo da doença que não responde aos medicamentos disponíveis. Durante essas pesquisas surgiu uma molécula promissora chamada Neurovespina, que despertou o interesse em levar aquela descoberta científica para além do ambiente acadêmico. Foi nesse momento que surgiu a parceria que daria origem à Biointech. Pesquisas conduzidas no laboratório da Universidade de Brasília deram origem à Biointech | Foto: Divulgação/Biointech “Um dia, o João entrou na minha sala e perguntou se eu precisava de alguma coisa. Eu respondi que precisava de um sócio”, lembra Márcia Mortari, pesquisadora da UnB e cofundadora da startup. A partir desse encontro, Márcia uniu-se ao empreendedor João Davison Silva Ramalho, com quem fundou a Biointech em 2016, empresa criada para transformar descobertas científicas em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. “A Biointech nasceu com o propósito de transformar ciência de laboratório em soluções reais para pacientes e para a sociedade”, afirma João Davison Silva Ramalho, cofundador da empresa. O início dessa trajetória contou com o suporte financeiro da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital de Seleção Pública de Propostas para Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico ou de Inovação em Empresas Emergentes de Base Tecnológica — Startups Brasília, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento da empresa e a transformação da pesquisa acadêmica em soluções tecnológicas com potencial de aplicação no mercado. Hoje, a Neurovespina já apresenta resultados promissores. Em parceria com o Hospital Veterinário da UnB, seis cães com epilepsia refratária estão sendo tratados com a molécula e apresentam controle total das crises. Biotecnologia inspirada na biodiversidade Com o avanço das pesquisas, a Biointech ampliou sua atuação e passou a explorar também aplicações na área cosmética. A empresa desenvolve peptídeos bioinspirados no veneno de vespas do Cerrado, capazes de atuar como ingredientes ativos em formulações para cuidados com a pele. Essas moléculas não são extraídas diretamente dos animais. A partir do estudo das substâncias presentes na natureza, os pesquisadores desenham versões seguras e eficientes em laboratório, produzidas por síntese química a partir de aminoácidos de origem vegetal. O processo garante maior controle, segurança e escalabilidade na produção. Dessa pesquisa, surgiu a Linha Tekohá, composta por cinco ativos biotecnológicos voltados para aplicações como tratamento de acne, redução de linhas de expressão, melasma, olheiras e inchaço na região dos olhos. Para João Davison Silva Ramalho, o diferencial da empresa está justamente na conexão entre ciência e inovação. “Nosso trabalho é pegar uma descoberta científica e transformá-la em tecnologia aplicada, criando ingredientes inovadores a partir de moléculas inspiradas na biodiversidade brasileira”, explica. Pesquisas da Biointech também resultam em soluções voltadas à saúde, com aplicações em estudos sobre epilepsia | Foto: Divulgação/Biointech O desenvolvimento dessas soluções também é impulsionado pela participação da Biointech no programa Start BSB, iniciativa da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal voltada ao fortalecimento de startups inovadoras. No programa, a empresa é acelerada pela Cotidiano Aceleradora (Cooti), o que contribui para o amadurecimento do modelo de negócio e para a aproximação da startup com o mercado. Ciência, inovação e mercado Atualmente, o modelo de negócio da Biointech é predominantemente B2B (empresa para empresa), com foco no desenvolvimento e fornecimento de soluções biotecnológicas para empresas do setor cosmético, farmácias de manipulação e laboratórios de pesquisa. Além de comercializar seus próprios ativos, a startup também desenvolve peptídeos personalizados sob demanda, permitindo que empresas criem ingredientes exclusivos para novos produtos. A empresa também atua no desenvolvimento de soluções biotecnológicas e na distribuição de insumos utilizados por centros de pesquisa e laboratórios. Nos últimos anos, a Biointech tem ampliado sua presença no ecossistema de inovação, participando de eventos e feiras nacionais e internacionais do setor, como In-Cosmetics, In Beauty Portugal, Inova Sebrae e Campus Party, espaços voltados à conexão com parceiros, empresas e investidores. A empresa também vem expandindo suas frentes de pesquisa. Um dos projetos mais recentes envolve o desenvolvimento de um peptídeo com aplicação no setor agro, financiado pela Finep em parceria com o Ideelab. Para os próximos anos, a Biointech pretende ampliar sua capacidade de síntese de peptídeos em escala industrial e fortalecer seu papel como ponte entre universidade e indústria, contribuindo para transformar conhecimento científico em inovação tecnológica e novos produtos para o mercado. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Sai o resultado da primeira fase do Programa Centelha DF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulga o resultado da Fase 1 do Programa Centelha no Distrito Federal. Ao todo, 200 ideias inovadoras avançam para a Fase 2 da iniciativa, que apoia a transformação de ideias em negócios de base tecnológica. Nesta edição, o programa registrou, só no DF, 692 projetos submetidos, apresentados por 1.554 empreendedores cadastrados. O volume de propostas demonstra a mobilização do ecossistema local e o interesse de empreendedores em estruturar soluções inovadoras com potencial de mercado. As propostas foram submetidas por proponentes de 30 regiões administrativas, alcançando 88% do território do Distrito Federal, o que evidencia capilaridade e abrangência da iniciativa. As propostas contemplam ampla diversidade de setores estratégicos. Entre as temáticas mais recorrentes estão inteligência artificial e machine learning, impacto socioambiental e tecnologia social, refletindo alinhamento às agendas contemporâneas de transformação digital, inovação sustentável e desenvolvimento social. Arte: FAPDF A maioria das ideias foi apresentada por equipes de pequeno porte, característica comum de empreendimentos em estágio inicial de maturação, indicando forte protagonismo de empreendedores individuais e pequenos times na construção de novos negócios inovadores. Sobre o Programa Centelha O Programa Centelha incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios por meio da oferta de recursos financeiros na modalidade de subvenção econômica, bolsas de apoio técnico, capacitações e suporte à estruturação dos empreendimentos. Em sua terceira edição, o programa prevê investimento de R$ 155 milhões em todo o país, com expectativa de apoiar mais de 1.100 projetos. A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI. Acesse o resultado clicando aqui. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Educa.Conecta: projeto leva internet e inclusão digital a escolas rurais do DF

Promover a inclusão digital e fortalecer a educação pública em áreas mais afastadas do Distrito Federal são desafios que exigem soluções estruturantes, baseadas em ciência, inovação e políticas públicas eficazes. Nesse contexto, o projeto Educa.Conecta se destaca como uma iniciativa que alia pesquisa aplicada, tecnologia e impacto social, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa foi desenvolvida por meio do edital Demanda Induzida (2021) da FAPDF, voltado ao fomento de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação em áreas estratégicas, como ciência, tecnologia da informação, gestão pública e governo digital. O edital tem como foco apoiar projetos com potencial de gerar impacto social e subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Executado pela Universidade Católica de Brasília (UCB) sob a coordenação do professor doutor Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o Educa.Conecta tem como objetivo levar conectividade digital, energia sustentável e infraestrutura tecnológica a escolas públicas rurais do DF, criando condições para a ampliação do acesso às tecnologias da informação, a inovação pedagógica e a melhoria do desempenho educacional dos estudantes. Inclusão digital como estratégia de fortalecimento da educação A proposta do Educa.Conecta surgiu a partir da identificação de desafios relacionados ao acesso à internet e às tecnologias digitais no ambiente escolar, especialmente em unidades localizadas em áreas rurais. De acordo com Carlos Enrique, a experiência do ensino remoto implementado em 2020, durante a pandemia da covid-19, reforçou a importância da conectividade como elemento essencial para o processo educacional. Equipe técnica e pesquisadores em reunião de planejamento e acompanhamento das ações do projeto Educa.Conecta | Foto: Divulgação/Educa.Conecta “A conectividade e o acesso a recursos digitais são hoje componentes fundamentais para ampliar as possibilidades de aprendizagem e apoiar o trabalho pedagógico nas escolas”, destaca. Ao direcionar suas ações para escolas rurais, o projeto adota uma abordagem orientada à equidade, levando soluções tecnológicas a regiões que apresentam maiores desafios de infraestrutura e acesso, contribuindo para a ampliação de oportunidades educacionais. Tecnologia integrada à rotina escolar A implementação do Educa.Conecta teve início com a instalação de um laboratório tecnológico autossustentável nas escolas participantes. O espaço é equipado com computadores de alto desempenho, acesso à internet, garantindo autonomia energética e funcionamento contínuo dos equipamentos. Com a implantação da infraestrutura, a tecnologia passou a integrar a rotina escolar. Os alunos passaram a ter acesso regular ao laboratório, enquanto os professores incorporaram gradualmente o uso do espaço aos planos de aula. Diferentes disciplinas passaram a utilizar recursos digitais como apoio às atividades pedagógicas, ampliando as possibilidades de ensino e aprendizagem. Internet via satélite, energia sustentável e aprimoramento educacional Para assegurar conectividade em regiões onde a banda larga convencional não está disponível, o projeto adotou a internet via satélite, garantindo alcance, estabilidade e qualidade de sinal, independentemente da localização geográfica das escolas. Além disso, foram implantados sistemas de energia solar fotovoltaica, com baterias de alta capacidade, que asseguram o funcionamento dos equipamentos mesmo em locais com fornecimento elétrico instável. A solução contribui para a sustentabilidade ambiental e pode gerar redução de custos operacionais para as escolas. O Educa.Conecta também contempla ações de capacitação em iniciação digital para alunos e professores. As atividades são estruturadas a partir de diagnósticos prévios e organizadas de forma progressiva. Para os estudantes, as oficinas envolvem desde a familiarização com o computador até o uso da internet para pesquisas e acesso a conteúdos educacionais. Para os docentes, a formação combina capacitação técnica e pedagógica, apoiando a integração das tecnologias digitais ao processo de ensino-aprendizagem. Essas ações têm contribuído para maior engajamento dos alunos, diversificação das metodologias de ensino e fortalecimento das competências digitais da comunidade escolar. Impactos educacionais e sociais Com a chegada da conectividade e dos recursos digitais, o cotidiano escolar passou a incorporar novas práticas pedagógicas, como pesquisas online, uso de conteúdos multimídia e atividades interativas. Professores ampliaram suas estratégias de ensino, e os alunos demonstraram maior interesse e participação nas atividades escolares. Embora a conectividade esteja concentrada no ambiente escolar, os efeitos do projeto também se refletem nas famílias, a partir do fortalecimento do vínculo entre escola, estudantes e comunidade. A médio e longo prazos, a iniciativa tem potencial para contribuir com a melhoria do desempenho educacional, a permanência dos estudantes na escola e o fortalecimento da escola como espaço de inovação e inclusão digital. Além da implantação da infraestrutura, o projeto conta com uma estratégia consistente de monitoramento e avaliação de impacto, com produção de relatórios técnicos e artigos científicos que analisam os efeitos da conectividade digital sobre o desempenho educacional e indicadores socioeconômicos das comunidades atendidas. [LEIA_TAMBEM]Essa produção científica fortalece o caráter replicável do projeto e contribui para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à inclusão digital na educação, alinhando pesquisa, inovação e tomada de decisão baseada em evidências. Segundo o coordenador do Educa.Conecta, Carlos Enrique Carrasco Gutierrez, o fomento da Fundação foi decisivo para transformar a proposta em uma solução concreta para a educação pública rural. “O apoio da FAPDF foi essencial para que o projeto saísse do campo conceitual e se materializasse nas escolas. Sem esse investimento público, seria inviável implantar uma infraestrutura tecnológica desse porte, garantir conectividade estável e realizar o acompanhamento técnico e científico necessário para avaliar os impactos da iniciativa”, destaca. Com base nos resultados já observados, há expectativa de ampliação do Educa.Conecta para outras escolas e regiões do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), fortalecendo a inclusão digital como eixo estruturante da educação pública e ampliando o alcance das políticas públicas baseadas em evidências. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Divulgado edital do 5º Prêmio de Ciência, Tecnologia e Inovação com premiação individual de até R$ 12 mil

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança, nesta quinta-feira (29), o edital do 5º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. Em 2026, a premiação é direcionada exclusivamente a projetos fomentados pela fundação e vai conceder prêmios individuais de até R$ 12 mil, conforme a categoria. Com o tema "A ciência está em todo lugar", o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população. A proposta é mostrar ao público que a ciência está presente nas ações mais comuns do dia a dia, da água que chega limpa à torneira à vacina que salva vidas, e que o conhecimento produzido no DF transforma a vida das pessoas. Segundo o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a iniciativa é aguardada anualmente pela comunidade científica da capital. “O Prêmio FAPDF é um dos maiores reconhecimentos de valorização da ciência no Distrito Federal e um grande incentivo à popularização da ciência. É uma premiação esperada por pesquisadores da nossa capital, porque dá visibilidade aos talentos, fortalece a cultura científica e mostra como o conhecimento pode transformar a vida das pessoas”, afirma Reisman. Com o tema A ciência está em todo lugar, o prêmio busca fortalecer a popularização da ciência no Distrito Federal e reconhecer talentos e iniciativas que geram impacto real no cotidiano da população | Foto: Divulgação/FAPDF Nesta quinta edição, o Prêmio FAPDF contempla as seguintes categorias: - Pesquisador(a) destaque, nas áreas de Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas; - Pesquisador(a) inovador(a), com foco em inovações voltadas ao setor produtivo e ao setor público; - Startup inovadora, nas modalidades acelerada e não acelerada; - Profissional de comunicação, com atuação em divulgação e popularização da ciência, tecnologia e inovação; - Bolsista de iniciação científica e tecnológica, com destaque para a qualidade e relevância dos trabalhos de bolsistas apoiados pela fundação; - Servidor destaque da FAPDF, categoria que reconhece o trabalho do servidor efetivo ou comissionado que se destacou ao longo do ano no dia a dia da fundação. As inscrições para o 5º Prêmio FAPDF serão realizadas exclusivamente pelo Sistema de Informação e Gestão de Projetos (SIGFAP), conforme o cronograma do edital. Período de submissão dos trabalhos: de 4 de fevereiro a 23 de junho. A FAPDF reforça a importância de atenção no preenchimento das informações e no envio da documentação exigida. O edital completo está disponível no site fap.df.gov.br. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Lançado edital para apoiar projetos de extensão universitária com foco em inovação

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lança o Edital de Seleção Pública de Projetos de Extensão, com o objetivo de apoiar projetos de extensão universitária inovadores desenvolvidos por instituições de ensino superior do Distrito Federal. A proposta é ampliar a integração entre universidade e sociedade, estimulando a aplicação prática do conhecimento científico em soluções voltadas a desafios sociais, ambientais e econômicos da região. Com investimento global de R$ 1 milhão, o edital prevê o apoio a cinco projetos de extensão universitária, com valor máximo de R$ 200 mil por proposta, fortalecendo ações alinhadas às diretrizes de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal e contribuindo para o desenvolvimento social e a formação acadêmica qualificada. O edital tem como objetivo fomentar programas de extensão que apresentem caráter inovador, alinhados às diretrizes de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal. As propostas devem demonstrar, de forma clara, como os resultados esperados contribuem para a resolução de problemas reais da sociedade, indo além das ações tradicionais de extensão universitária. Entre os focos da chamada estão a transferência de conhecimento da universidade para a sociedade, o desenvolvimento de soluções tecnológicas e sociais, a formação de recursos humanos qualificados e o fortalecimento de parcerias entre universidade, governo, setor produtivo e sociedade civil. Com investimento global de R$ 1 milhão, o edital prevê o apoio a cinco projetos de extensão universitária, com valor máximo de R$ 200 mil por proposta | Foto: Divulgação/FAPDF Como participar e quem pode se inscrever Podem submeter propostas as instituições públicas e privadas de ensino superior sediadas no Distrito Federal, desde que possuam programas de extensão. Cada instituição poderá apresentar apenas uma proposta como proponente principal, podendo participar como parceira em outros projetos. Os projetos devem envolver, obrigatoriamente, no mínimo duas instituições de ensino superior, fortalecendo a atuação em rede e a cooperação interinstitucional. Eixos estratégicos e itens financiáveis Os projetos inscritos devem estar alinhados a pelo menos um dos eixos estratégicos previstos no edital, que orientam o tipo de iniciativa que a FAPDF busca apoiar. Esses eixos abrangem propostas voltadas à inovação e à extensão tecnológica, à promoção da inclusão social e redução das desigualdades, à sustentabilidade ambiental, à inclusão digital e acessibilidade, ao apoio ao desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências, ao empreendedorismo inovador e à economia criativa, além de ações nas áreas de saúde, bem-estar, qualidade de vida, cultura e identidade regional. Para a execução dos projetos, os recursos poderão ser utilizados em despesas de custeio e capital, desde que diretamente relacionadas às atividades previstas. Entre os itens financiáveis estão a concessão de bolsas de extensão universitária para professores e estudantes, a aquisição de materiais necessários ao desenvolvimento das ações, a contratação de serviços técnicos especializados, despesas de deslocamento vinculadas à execução do projeto, custos com proteção de propriedade intelectual, bem como ações de comunicação e divulgação dos resultados. Também é permitida a aquisição de equipamentos e softwares, observados os limites estabelecidos no edital. Prazo e submissão das propostas As propostas devem ser submetidas exclusivamente pelo Sistema de Informação e Gestão da FAPDF (Sigfap), no período de 3 de fevereiro a 27 de março deste ano. O edital terá vigência até 31 de dezembro, e os projetos selecionados terão prazo de execução de 12 meses, contados a partir da liberação dos recursos. O resultado preliminar está previsto para publicação a partir de 30 de abril, com divulgação no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) e no site da FAPDF. Clique aqui e acesse todos os editais da FAPDF do ano de 2026. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Em pesquisa apoiada pela FAPDF, vacina avança como alternativa contra câncer de mama agressivo

O dia 27 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, além de marcar um momento de conscientização, reforça a importância de investir em ciência para ampliar as possibilidades de prevenção, diagnóstico e tratamento. Entre os estudos que avançam nesse caminho, destaca-se uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) que tem desenvolvido uma vacina terapêutica in situ — aplicada diretamente no local do tumor, sem necessidade de preparo prévio em laboratório — com potencial para fortalecer a resposta natural do organismo contra o câncer de mama. A iniciativa é apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Demanda Induzida (2022), e coordenada pelo professor João Paulo Longo, do Instituto de Ciências Biológicas da UnB — reconhecido como Pesquisador Inovador do Setor Empresarial no 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, deste ano. Inovação baseada em décadas de pesquisa O projeto reúne mais de 20 anos de avanços em nanotecnologia, fototerapia e imunologia tumoral. Estudos anteriores do grupo demonstraram o controle de metástases pulmonares em modelos 4T1 — um dos mais agressivos para o estudo do câncer de mama. Momento de preparação das amostras que compõem as etapas experimentais da vacina terapêutica in situ | Foto: Arquivo Pessoal Esses resultados vêm sendo construídos por uma equipe multidisciplinar e já foram publicados em revistas científicas internacionais. Entre os autores, além do professor João Paulo Longo, estão pesquisadoras e pesquisadores como Camila Magalhães Caradador, Luana Cristina Camargo e outros integrantes do grupo de imunoterapia e nanobiotecnologia da UnB, que assinam estudos em periódicos como Current Pharmaceutical Design e Biomedicine & Pharmacotherapy. Essas pesquisas mostraram que fármacos como a doxorrubicina, uma quimioterapia capaz de destruir células tumorais, também ativam sinais que estimulam o sistema imunológico. Esse processo, chamado de morte celular imunogênica (MCI), ocorre quando as células cancerígenas liberam moléculas que atraem e ativam células de defesa, funcionando como um alerta natural do organismo. Esse entendimento abriu caminho para uma nova abordagem: transformar o próprio tumor em um ponto de ativação da resposta imune. E é esse o princípio da vacina terapêutica in situ. Aplicada diretamente no tumor ou ao redor dele, ela estimula o sistema imunológico dentro do próprio organismo, sem necessidade de preparo prévio em laboratório. Em vez de receber uma vacina pronta, o corpo reage aos sinais liberados pelo próprio tumor, tornando o processo mais direto e potencialmente mais aplicável na prática clínica. A partir desse princípio, o grupo desenvolveu um sistema emulgel nanoestruturado — um tipo de gel que combina água e óleo na mesma formulação, criando uma base estável capaz de carregar e liberar medicamentos de forma controlada no local aplicado. Nessa mistura, surfactantes permitem que o gel forme pequenas gotículas estáveis em contato com a água. Essas nanogotículas, extremamente pequenas (milhões de vezes menores que um grão de areia), atuam como veículos para transportar os fármacos. O sistema também incorpora imunoadjuvantes, substâncias que intensificam a resposta do sistema imunológico. João Paulo Longo no 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação | Foto: Marck Castro Segundo o professor Longo, essa estratégia cria “um depósito artificial que libera de forma controlada as moléculas produzidas pela morte celular imunogênica”, favorecendo a ativação de células de defesa, como dendríticas, monócitos e neutrófilos, essenciais para iniciar a resposta antitumoral. Como funciona a vacina terapêutica in situ Na etapa de aplicação, o emulgel atua como um veículo que entrega aos poucos fármacos capazes de induzir a MCI — como doxorrubicina, paclitaxel ou mitoxantrona — associados a imunoadjuvantes que reforçam a ativação do sistema imunológico. Por ser termossensível, a liberação dessas moléculas se intensifica com o aumento da temperatura na região, algo comum em processos inflamatórios ao redor do tumor. A MCI envolve três sinais bioquímicos principais: exposição de calreticulina — proteína que migra para a superfície da célula e sinaliza para que seja eliminada; liberação de ATP (adenosina trifosfato) — molécula que atua como alerta químico indicando dano; liberação de HMGB1 (High Mobility Group Box 1) — proteína que atrai células do sistema imunológico ao local. Esses sinais são chamados de DAMPs (Padrões Moleculares Associados a Dano), um conjunto de mensagens químicas que avisam ao sistema de defesa que o organismo precisa reagir. Para verificar se a vacina é capaz de induzir esses sinais ao longo do tratamento, o estudo segue um cronograma específico de aplicação das doses e acompanhamento da resposta imunológica. Esse esquema mostra a rotina experimental usada na pesquisa e ajuda a visualizar como o tumor reage ao longo das semanas.  Avaliação, impactos e resultados esperados Os resultados da vacinação serão medidos por indicadores como: redução do tumor primário; controle de metástases pulmonares; presença de infiltrado linfocitário, grupo de células de defesa que indica ativação do sistema imunológico. Nos modelos pré-clínicos utilizados, o tumor primário é de mama, mas a disseminação costuma atingir o pulmão — por isso, esse órgão é monitorado como o principal local de metástase durante o estudo. Imagem obtida pelo sistema IVIS (In Vivo Imaging System), que utiliza luz para acompanhar o crescimento tumoral em modelos pré-clínicos. As duas imagens superiores mostram os grupos-controle: à esquerda, animais sadios; à direita, animais com tumores em progressão, identificados pelo brilho mais intenso. As imagens inferiores correspondem aos grupos imunizados, sendo que o grupo à direita apresentou a melhor resposta ao tratamento, com menor sinal tumoral | Foto: Divulgação  As análises incluem: tomografia computadorizada, bioluminescência, técnica que utiliza luz emitida por células marcadas para acompanhar a evolução tumoral; imunohistoquímica, método que revela células do sistema imune nos tecidos. “Durante o estudo pré-clínico, conseguimos rastrear em tempo real como os tumores e as metástases evoluem após a vacinação. Isso nos dá uma visão precisa da eficácia do sistema e do tipo de resposta imunológica que conseguimos induzir”, explica o professor Longo. O sistema também é altamente personalizável, permitindo ajustes nos fármacos e nos componentes conforme o tipo de tumor, ampliando seu potencial para outras neoplasias sólidas. Desafios e próximos passos O desenvolvimento de um sistema nanoestruturado eficaz envolve desafios como: garantir a estabilidade da formulação; controlar a liberação dos fármacos; preservar a capacidade imunogênica nos tecidos subcutâneos. Após os resultados pré-clínicos, uma das próximas etapas é avançar para estudos em pacientes veterinários, estratégia já adotada pelo grupo em outros projetos e que pode contribuir para validações regulatórias e aplicações clínicas futuras. “A grande esperança das imunoterapias é oferecer tratamentos personalizados, menos tóxicos e mais eficazes”, afirma Longo. “Se conseguirmos resultados semelhantes aos obtidos em laboratório, poderemos estar diante de uma inovação acessível para um grande número de pacientes.”  Apoio institucional e impacto para o Distrito Federal Para o professor Longo, o apoio da FAPDF tem sido decisivo para a consolidação da pesquisa em nanobiotecnologia e imunologia tumoral no Distrito Federal. “Grande parte dos equipamentos que utilizamos hoje foi adquirida com recursos da FAPDF, incluindo sistemas de imagem e infraestrutura laboratorial. Sem esse apoio, muitos desses estudos simplesmente não existiriam”, destaca. Ele reforça ainda o papel da fundação na formação de novos pesquisadores: “Alguns estudantes recebem bolsas, e grande parte dos materiais utilizados ao longo do projeto é financiada pela FAPDF”, conta.  Para o presidente da fundação, Leonardo Reisman, iniciativas como esta mostram o impacto real da ciência produzida no DF: “Apoiar pesquisas que transformam a vida das pessoas é a essência da FAPDF. Projetos como este mostram que a ciência do Distrito Federal tem capacidade de gerar soluções reais para desafios que impactam milhares de famílias. A inovação não acontece apenas nos grandes centros internacionais — ela acontece aqui, nos nossos laboratórios, pelas mãos de pesquisadores comprometidos com o futuro da saúde brasileira”, afirma. Vacinas terapêuticas baseadas em MCI representam uma das frentes mais promissoras da oncologia contemporânea. Com menor toxicidade e maior personalização, esse tipo de abordagem tem potencial para ampliar o acesso a terapias mais seguras, eficazes e humanizadas — especialmente em um país onde o câncer de mama permanece entre as principais causas de mortalidade. *Com informações da FAPDF  

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Pesquisadoras que marcaram a história da ciência no Distrito Federal serão homenageadas

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realiza, no dia 4 de novembro, às 19h, a cerimônia do 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, evento que nesta edição celebra também os 33 anos da Fundação. Neste ano, o prêmio presta uma homenagem especial a três mulheres que deixaram marcas profundas na história da pesquisa do Distrito Federal e seguem inspirando novas gerações de cientistas: Mercedes Bustamante, Maria Sueli Felipe e Rose Monnerat. A homenagem integra a série documental da FAPDF Memória Científica do DF, iniciativa que reconhece pesquisadores e pesquisadoras cuja trajetória ajudou a consolidar o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação da capital. As três cientistas têm diferentes trajetórias, mas compartilham o mesmo legado — o de transformar o Distrito Federal em referência em pesquisa e inovação. Sobre as homenageadas Mercedes Bustamante Bióloga e professora titular do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante é uma das maiores referências em ecologia e mudanças ambientais globais no Brasil. Sua trajetória, marcada por décadas de dedicação à pesquisa sobre o Cerrado e a sustentabilidade ambiental, teve impacto direto na formulação de políticas públicas e em ações de conservação em todo o país. Bióloga e professora titular do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), Mercedes Bustamante é uma das maiores referências em ecologia e mudanças ambientais globais no Brasil | Fotos: Divulgação/FAPDF Membro da Academia Brasileira de Ciências, Mercedes é reconhecida tanto por sua excelência acadêmica quanto por seu papel institucional na consolidação da ciência no Distrito Federal. Sua carreira também reflete uma parceria histórica com a FAPDF, que apoiou diversas etapas de sua produção científica. Maria Sueli Felipe Professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) e professora aposentada do Instituto de Biologia da UnB, Maria Sueli Felipe construiu uma trajetória sólida e inspiradora nas áreas de micologia, biotecnologia e biodiversidade. Pioneira nos estudos sobre fungos e microrganismos no Centro-Oeste, foi responsável por fortalecer a pesquisa em biologia e consolidar a UnB como referência nacional nesse campo. Professora da Universidade Católica de Brasília (UCB) e professora aposentada do Instituto de Biologia da UnB, Maria Sueli Felipe construiu uma trajetória sólida e inspiradora nas áreas de micologia, biotecnologia e biodiversidade Ao longo de sua carreira, formou gerações de cientistas e se destacou pelo compromisso ético, pela excelência acadêmica e por sua atuação incansável em incentivar a presença de mulheres na ciência, deixando um legado de conhecimento e de exemplo humano. Rose Monnerat Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat é doutora em genética e biologia molecular e uma das principais referências brasileiras em bioinsumos e controle biológico. Sua pesquisa contribuiu para o desenvolvimento de soluções sustentáveis para a agricultura, promovendo a redução do uso de agrotóxicos e a valorização da biodiversidade nacional. Pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat é doutora em genética e biologia molecular e uma das principais referências brasileiras em bioinsumos e controle biológico Com uma carreira voltada à inovação e à sustentabilidade, Rose representa o compromisso da pesquisa pública com um futuro mais equilibrado, tecnológico e ambientalmente responsável. Tributo Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a homenagem reflete o compromisso da Fundação em reconhecer o papel transformador da ciência e o protagonismo das mulheres que a constroem: “Celebrar essas três pesquisadoras é reconhecer o impacto humano e social da ciência e manter viva a nossa missão”, destaca Reisman. Assista aos episódios da série Memória Científica do DF: - Mercedes Bustamante - Maria Sueli Soares Felipe - Rose Monnerat *Com informações da FAPDF

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Aplicativo Ativa Mente une tecnologia e saúde para promover qualidade de vida aos idosos

Com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) estão desenvolvendo o aplicativo Ativa Mente, uma inovação em gerontotecnologia — área que integra envelhecimento humano e tecnologia para promover qualidade de vida na terceira idade. A proposta é voltada à promoção do autocuidado, da saúde cognitiva e do bem-estar de idosos com Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como diabetes e hipertensão. A iniciativa dá continuidade ao projeto Viva Bem, antes restrito ao acompanhamento de idosos com diabetes, e agora ampliado para um público mais diverso. O diferencial do Ativa Mente está na abordagem integral: além de funcionalidades já conhecidas, como lembretes de medicamentos e incentivo à prática de exercícios físicos, a nova versão incorpora estimulação cognitiva (memória, atenção e orientação), buscando preservar a autonomia do idoso e estimular corpo e mente de forma integrada. Do apoio à inovação O projeto foi contemplado pelo edital FAPDF Learning (2023), recebendo R$ 1 milhão em recursos. O investimento viabilizou a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a concessão de bolsas de pesquisa, assegurando condições para que a equipe multidisciplinar da UnB conduzisse o trabalho com rigor científico. Idoso participa das etapas de validação do aplicativo Ativa Mente, que estimula corpo e mente para promover qualidade de vida | Foto: Arquivo pessoal Participam do projeto docentes e discentes de diferentes áreas — enfermagem, ciência da computação, design, psicologia e educação física —, sob a coordenação da professora Silvana Schwerz Funghetto, especialista em envelhecimento humano e tecnologias educacionais. Segundo a pesquisadora, o aporte da FAPDF foi determinante: “O apoio da fundação permitiu estruturar todas as etapas do projeto, desde a análise inicial até a validação junto aos usuários. Trata-se de um investimento que não apenas fortalece a ciência local, mas também responde a uma demanda social urgente”. Rigor científico e validação tecnológica O desenvolvimento do aplicativo segue o método Design Instrucional Contextualizado (DIC), estruturado em cinco etapas (análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação). A validação envolve oficinas participativas e testes com idosos do Distrito Federal, assegurando que a tecnologia atenda às reais necessidades do público-alvo. Para garantir qualidade e confiabilidade, o projeto utiliza instrumentos reconhecidos internacionalmente: - SF-36, questionário de 36 itens que mede a qualidade de vida relacionada à saúde, avaliando aspectos como vitalidade, capacidade funcional, dor e saúde mental; - System Usability Scale (SUS), escala simples e consolidada que mensura a usabilidade de sistemas digitais a partir da experiência dos usuários; - Technology Acceptance Model (TAM), modelo que avalia a aceitação tecnológica considerando utilidade percebida e facilidade de uso. [LEIA_TAMBEM]O conceito de autocuidado — central no projeto — diz respeito à capacidade do idoso de gerir sua própria saúde de forma ativa, fortalecendo sua autonomia e reduzindo a dependência de serviços de alta complexidade. Impactos e relevância social A Ativa Mente deverá alcançar o nível máximo de maturidade tecnológica (TRL 9 — estágio que indica plena prontidão de uso), com registro de propriedade intelectual junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e disponibilização gratuita nas plataformas Google Play e Apple Store. Além de apoiar o autocuidado dos idosos, a ferramenta permitirá gerar relatórios analíticos que poderão subsidiar políticas públicas e estratégias de atenção primária em saúde, contribuindo para a redução de internações hospitalares e para a eficiência do Sistema Único de Saúde (SUS). O reconhecimento da inovação já começou. O projeto recebeu menção honrosa em 2º lugar no II Congresso Internacional de Tecnologia, Inovação e Gerontologia e no III Seminário Internacional de Inovação e Longevidade, realizados em São Paulo. Para a professora Silvana Schwerz Funghetto, a relevância da iniciativa vai além do desenvolvimento tecnológico: “O aplicativo não é apenas uma ferramenta de monitoramento, mas um aliado direto para que o idoso seja protagonista do seu cuidado, preservando sua independência e qualidade de vida por mais tempo”. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Hormônio do estresse no cabelo: técnica com nanopartículas promete diagnóstico rápido e sem exames invasivos

Um método inovador desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB) promete transformar a forma como avaliamos o estresse crônico. A pesquisa, coordenada pelo professor Juliano Alexandre Chaker, utiliza fios de cabelo e nanopartículas de carbono para medir o cortisol, o chamado “hormônio do estresse”, com rapidez, precisão e sem necessidade de exames invasivos. Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Learning 2023, o projeto une ciência de ponta e inovação tecnológica para oferecer diagnósticos acessíveis e confiáveis, com potencial de aplicação em saúde pública, toxicologia forense e meio ambiente. Inovação científica: como funciona o método O cortisol é um dos principais indicadores fisiológicos do estresse, mas sua medição tradicional em exames de sangue é altamente sensível a variações do momento da coleta. Situações cotidianas — como enfrentar um engarrafamento antes de ir ao laboratório — podem alterar significativamente os resultados. Além disso, os níveis de cortisol mudam ao longo do dia, acompanhando os ciclos circadianos, ou seja, o “relógio biológico” que regula nossas funções em um período de 24 horas, o que dificulta diagnósticos consistentes. A proposta da pesquisa é superar essas limitações utilizando o cabelo como matriz de análise. Trata-se de uma amostra não invasiva, que acumula não apenas cortisol, mas também outros glicocorticoides (hormônios produzidos pelas glândulas adrenais, acima dos rins), metais e poluentes. Cada centímetro de cabelo corresponde, em média, a um mês de registro biológico, permitindo que os pesquisadores realizem uma espécie de “linha do tempo” do estresse. Equipamento de espectrometria de massas MALDI-TOF, peça central do método inovador desenvolvido na UnB | Fotos: Arquivo pessoal/Juliano Alexandre Chaker Para viabilizar a análise, o grupo desenvolveu uma adaptação da técnica de espectrometria de massas MALDI-TOF (dessorção/ionização a laser assistida por matriz — tempo de voo, em inglês Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization — Time of Flight), um equipamento de alta precisão normalmente utilizado para estudar proteínas de alto peso molecular. O diferencial está no uso de nanopartículas de carbono como matriz ionizante, o que gera espectros mais limpos e possibilita a detecção de moléculas pequenas, como o cortisol, sem interferência de sinais sobrepostos. As amostras são aplicadas em placas específicas, que funcionam como suporte dentro do equipamento durante a leitura. Cada placa comporta centenas de pontos de análise e, uma vez posicionada no MALDI-TOF, os resultados são gerados em questão de segundos. Da coleta ao resultado em segundos O processo começa com a coleta de pequenas mechas de cabelo, que servem como amostra não invasiva. Em laboratório, o cortisol é extraído com solventes específicos, misturado às nanopartículas de carbono e aplicado em placas de análise. Cada placa comporta mais de 300 amostras e o equipamento processa cada uma em apenas cinco segundos, fornecendo resultados com altíssima precisão e em grande escala. Atualmente, o projeto se prepara para a fase de validação, que depende da aprovação do comitê de ética em pesquisa. A etapa prevê a coleta de amostras de cabelo de 50 voluntários, acompanhada de questionários sobre fatores de estresse. Os resultados obtidos com a técnica inovadora serão comparados a métodos de referência, como a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas — técnica considerada padrão-ouro, que separa os componentes de uma amostra antes de analisá-los, garantindo alta precisão, embora demande mais tempo e custo. Professor Juliano Alexandre Chaker, coordenador do Laboratório de Nanotecnologia Verde (NaVe/UnB), onde desenvolve pesquisas em nanotecnologia aplicada ao diagnóstico de estresse e toxicologia Assim, o estudo busca não apenas demonstrar rapidez e acessibilidade, mas também a equivalência em relação às técnicas tradicionais já consolidadas. Impactos esperados Segundo o professor Juliano Chaker, o objetivo é oferecer uma metodologia confiável e de baixo custo, que possa futuramente ser disponibilizada como serviço técnico especializado. “O potencial é enorme. Além do estresse crônico, podemos aplicar o método na toxicologia clínica e forense, incluindo a detecção de drogas de abuso e agentes intoxicantes em exames de rotina”, explica. Com resultados rápidos e a possibilidade de análises retrospectivas — olhando para meses de acúmulo registrados no cabelo — a técnica pode apoiar desde políticas públicas de saúde mental até investigações criminais, com ganhos em tempo, custo e confiabilidade. Apoio institucional e rede de colaboração O projeto conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Learning 2023, que tem sido essencial para viabilizar bolsas, infraestrutura e atividades de pesquisa. “A FAPDF é fundamental para a vida do pesquisador no Distrito Federal. Sem esse apoio, seria inviável mantermos uma infraestrutura de ponta e formar novos talentos em áreas estratégicas como a nanotecnologia aplicada à saúde e ao meio ambiente”, afirma Juliano Chaker. A iniciativa é desenvolvida no Laboratório de Nanotecnologia Verde da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pelos professores Juliano Alexandre Chaker e Marcelo Sousa, em parceria com programas de pós-graduação em Nanociência e Nanotecnologia da instituição. Além do fortalecimento acadêmico, o grupo mantém colaborações com órgãos como a Polícia Civil e a Polícia Federal, além de parcerias consolidadas em outros projetos com agências como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), ambas vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Essa rede de cooperação reforça o caráter multidisciplinar da pesquisa, ampliando suas perspectivas de aplicação tanto na saúde pública quanto na toxicologia forense e ambiental. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Abertas inscrições para o 6º período dos programas Participa e Publica

O Programa Difusão Científica da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está com inscrições abertas, de 4 a 7 de agosto, para o 6º período dos editais 02/2025 (FAPDF Participa) e 03/2025 (FAPDF Publica), voltados ao fortalecimento da produção e da circulação do conhecimento científico no Distrito Federal. Arte: FAPDF O edital FAPDF Participa seleciona propostas de apoio à participação em eventos, cursos de curta duração e visitas técnicas, com atividades previstas para os meses de outubro e novembro. Já o edital FAPDF Publica tem como objetivo incentivar a publicação de artigos científicos em todas as áreas do conhecimento, com foco na ampliação da visibilidade da produção científica do Distrito Federal em periódicos qualificados. Para participar, os interessados devem acessar o site da FAPDF, ler atentamente os editais e submeter as propostas dentro do prazo previsto. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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FAPDF divulga resultado preliminar do edital de pós-graduação

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) divulgou o resultado preliminar do Edital nº 05/2025 – Programa de Desenvolvimento de Pós-Graduação (PDPG), publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 1º de agosto. Arte: FAPDF O edital tem como objetivo apoiar programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) de instituições de ensino superior do Distrito Federal, fortalecendo a qualificação acadêmica, a produção científica e o impacto regional da pesquisa desenvolvida no DF. Prazo para recursos Conforme previsto na publicação, os interessados têm o prazo de três dias úteis, contados a partir de 1º de agosto, para apresentar recursos. O resultado preliminar está disponível no site da FAPDF. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Incêndios florestais e riscos químicos: pesquisa avalia impacto da fumaça na saúde dos bombeiros do DF

Com a intensificação e maior frequência dos incêndios florestais no Distrito Federal, um estudo fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) está investigando os riscos químicos aos quais os bombeiros militares estão expostos durante o combate ao fogo. O projeto, intitulado “Avaliação de risco químico para bombeiros militares por exposição à fumaça em incêndios florestais no Distrito Federal”, é conduzido pela professora Eloísa Dutra Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo, e foi selecionado pelo edital Demanda Espontânea (2022). Estudo visa contribuir para protocolos de segurança e políticas públicas com foco na saúde dos bombeiros militares | Foto: Divulgação/CBMDF A pesquisa é inédita no Brasil por avaliar a exposição dos bombeiros em condições reais de combate ao fogo, um desafio que coloca esses profissionais em contato direto com substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas. O estudo busca gerar dados concretos para embasar protocolos de segurança e políticas públicas voltadas à saúde ocupacional desses trabalhadores. Trajetória e motivação Com uma carreira consolidada na área da toxicologia, Eloísa Dutra Caldas é professora titular do Departamento de Farmácia da UnB desde 1997 e uma das principais referências no país em toxicologia ocupacional. Formada em química e mestre em química analítica pela UnB, fez doutorado em química ambiental pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, com foco nos impactos de substâncias químicas na saúde humana. Há mais de 20 anos, coordena pesquisas que avaliam riscos e exposição a contaminantes, sempre com o objetivo de proteger a saúde de trabalhadores em situações críticas. A proposta do estudo nasceu a partir da experiência do bombeiro militar Fausto Jaime Miranda de Araújo, doutorando em ciências da saúde na UnB. Graduado em agronomia e com mestrado em toxicologia alimentar, Fausto sempre esteve envolvido em projetos de pesquisa, mas foi sua vivência no Corpo de Bombeiros que acendeu o alerta para a falta de medidas preventivas no combate a incêndios florestais. O bombeiro militar e doutorando Fausto Jaime Miranda de Araújo usa máscara respiratória e coletor de amostras para análise das partículas presentes na fumaça, logo após o combate ao incêndio | Foto: Fausto Jaime/Projeto de Avaliação de Risco Químico “Desde o início do meu trabalho na corporação, percebi que a exposição à fumaça é um problema grave, especialmente nos incêndios florestais, onde muitas vezes não usamos nem máscaras de proteção. O poder público não tem dado a atenção devida a esse risco; e, com as mudanças climáticas, os incêndios tendem a aumentar”, explica. Além da experiência prática, Fausto também se especializou em engenharia de segurança do trabalho, o que fortaleceu sua compreensão sobre os perigos invisíveis que cercam os bombeiros. Para ele, este é um problema de saúde pública global: “Somente recentemente a comunidade científica começou a dar atenção à proteção dos bombeiros florestais. O cenário mundial, com incêndios cada vez mais intensos e frequentes, reforça a urgência de pesquisas como a nossa”. O que a fumaça revela: substâncias tóxicas e desafios de análise [LEIA_TAMBEM]As primeiras análises indicam a presença de poluentes altamente tóxicos, como benzeno, tolueno, xileno, etilbenzeno, formaldeído, acroleína e hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPA) — compostos reconhecidos por causar sérios danos ao organismo, incluindo doenças respiratórias e câncer. Em várias amostras, os níveis detectados ultrapassaram em muito os limites ocupacionais recomendados, chegando a ser centenas de vezes maiores, no caso do benzeno. Coletar essas informações em condições reais de combate ao fogo foi um desafio à parte. Para garantir dados fiéis à realidade, a equipe desenvolveu um sistema de monitoramento com bombas de coleta instaladas nos uniformes dos bombeiros, exigindo grande logística e apoio do Corpo de Bombeiros. Mais de 100 tentativas em diferentes focos de incêndio foram necessárias para obter 35 amostras válidas, revelando o quão complexa é a tarefa de mensurar a exposição a substâncias invisíveis no calor do combate. Impacto e próximos passos Mais do que um avanço científico, o estudo tem um papel social evidente: proteger a saúde dos bombeiros e, indiretamente, da população exposta à fumaça. Os resultados preliminares reforçam a necessidade urgente de medidas como o uso de equipamentos de proteção respiratória adequados, algo que ainda não é rotina na corporação. A equipe agora está na fase de análise detalhada dos dados e na preparação de artigos científicos. Também está prevista uma nova etapa com a coleta de material biológico, como amostras de urina, para avaliar de forma ainda mais precisa os impactos da exposição química no organismo dos bombeiros. Com apoio da FAPDF, a pesquisa busca transformar esses resultados em recomendações práticas e políticas públicas, contribuindo para protocolos de segurança mais rigorosos e ações de prevenção que beneficiem não apenas a corporação, mas toda a população do DF, que também sofre os efeitos da fumaça durante os períodos de queimadas. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Tecnologia leva realidade aumentada à indústria do Distrito Federal

Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto AuQUA-DF propõe soluções inovadoras que unem tecnologia de ponta à realidade produtiva do Distrito Federal e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O nome AuQUA é a sigla em inglês para Augmented-based Quality Assurance, que pode ser traduzido como Garantia de Qualidade Baseada em Tecnologias Aumentadas. A nomenclatura reflete o propósito do projeto de incorporar recursos avançados (como realidade imersiva, inteligência artificial e visão computacional) para otimizar processos de montagem e controle de qualidade no setor industrial. Protótipo do projeto AuQua DF em sua fase de testes | Fotos: Divulgação/FAPDF Coordenado pelo pesquisador Sanderson César Macêdo Barbalho, o projeto AuQUA-DF foi selecionado no âmbito do edital FAPDF Learning (2022). A iniciativa desenvolve um Sistema de Assistência ao Trabalhador Baseado em Inteligência Aumentada, voltado a operações manuais de montagem. A tecnologia fornece instruções dinâmicas por realidade aumentada (RA) e executa testes automatizados em tempo real, por meio de câmeras inteligentes e integração com dados CAD (modelos digitais de montagem criados por computador), experiências operacionais anteriores e conhecimento especializado. [LEIA_TAMBEM]Segundo o coordenador, o objetivo central é viabilizar esse sistema para pequenas e médias empresas, com foco em eficácia de custos e acessibilidade: “Estamos propondo um sistema baseado em câmeras e aprendizado profundo que permite fornecer instruções em tempo real e testar operações complexas de montagem, mesmo em ambientes com hardware limitado. Essa abordagem representa uma contribuição relevante para o campo da inteligência aumentada e sua aplicação prática na indústria”. O projeto conta com a participação de instituições de pesquisa renomadas, como Universidade de Brasília (UnB), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Araraquara e RWTH Aachen, da Alemanha. Também estão envolvidas empresas do setor industrial e tecnológico, como Extreme Digital Systems (EDS), Randon Implementos e Baldan Máquinas Agrícolas. Professor Sanderson César Macêdo Barbalho (à esquerda) com seus alunos do projeto AuQua DF Ao integrar tecnologias emergentes com metodologias participativas e foco na inclusão produtiva, o AuQUA-DF exemplifica como o apoio à pesquisa aplicada pode gerar soluções com impacto real no setor industrial. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Lançada segunda chamada do Start BSB, que apoiará mais 100 startups

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) lançou nessa quinta-feira (26), no último dia do Innova Summit – evento que ocorreu no Centro de Convenções Ulysses Guimarães –, o segundo ciclo do programa Start BSB. Após contemplar as primeiras 100 startups na fase inicial do projeto, a FAPDF abre nova chamada pública para selecionar outras 100, do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). Arte: FAPDF Considerado um dos maiores programas de fomento ao empreendedorismo inovador da região, o Start BSB é voltado à aceleração de startups e ao fortalecimento do ecossistema de inovação do DF e da Ride. A proposta é impulsionar ideias com alto potencial de impacto, oferecendo suporte técnico, mentorias, capacitação e conexões com o mercado e investidores, desde o estágio inicial até a consolidação no mercado. A meta do programa é alcançar 300 startups ao longo de três ciclos anuais, acelerando o desenvolvimento de negócios inovadores em diferentes estágios de maturidade, desde a criação da solução até sua entrada estruturada e sustentável no mercado. Eixos de atuação O Start BSB está estruturado em três eixos complementares: · Eixo I – Ideação e Pré-incubação Desenvolve competências empreendedoras e ajuda a estruturar ideias inovadoras; [LEIA_TAMBEM]· Eixo II – Incubação e Pré-aceleração Visa validar e consolidar modelos de negócio escaláveis; · Eixo III – Aceleração Focado na consolidação das empresas e captação de investimentos. Investimento O segundo ciclo do programa conta com um investimento total de R$ 12 milhões, distribuídos da seguinte forma: · Eixo I: R$ 4,5 milhões (R$ 1,5 milhão por ano); · Eixo II: R$ 3,9 milhões (R$ 1,3 milhão por ano); · Eixo III: R$ 3,6 milhões (R$ 1,2 milhão por ano). Cada fase é conduzida por instituições gestoras e executoras especializadas, selecionadas via chamadas públicas. Entre as parceiras estão a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Multiplicidades e o Camp – programa de aceleração promovido pela Cotidiano, responsável pela tração e desenvolvimento de startups em estágio inicial. Mais informações no site oficial do Start BSB ou na rede social do programa. Prêmio FAPDF Durante painel realizado no Auditório Master, o diretor-presidente da Fundação, Leonardo Reisman, falou sobre o 4º Prêmio FAPDF, cujas inscrições estão abertas até 15 de julho, no site da instituição, por meio do edital Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação. A premiação reconhecerá pesquisadores, startups, servidores públicos e projetos inovadores em oito categorias. A iniciativa, que oferecerá valores em dinheiro, busca valorizar ações que promovam transformação social e avanços tecnológicos. As categorias contempladas incluem Estudante Destaque, Bolsista de Iniciação, Pesquisador Destaque, Pesquisador Inovador, Profissional de Comunicação, Iniciativa GovTech, Startup Acelerada e Startup Não Acelerada, com prêmios que chegam a R$ 12 mil para o primeiro lugar. O diretor-presidente da Fundação, Leonardo Reisman, participou do podcast Inova Talks, parte da programação do Innova Summit | Foto: Divulgação/FAPDF Inova Talks O diretor-presidente da FAPDF também participou do podcast Inova Talks, parte da programação do Innova Summit. E aproveitou para incentivar os participantes a aproveitarem o evento como um ponto de partida para suas próprias jornadas empreendedoras. “Não sejam apenas um ouvinte ou espectador de tudo o que estão vivenciando. Encarem o evento como um indutor de jornada, por que não? Como empreendedor ou empreendedora, essa faísca que pode surgir numa palestra ou numa interação tem o potencial de se transformar em um projeto, em uma ideia. E, nesse caminho, você pode contar com o Governo do Distrito Federal e com a FAPDF por meio dos diversos editais de apoio à inovação.” *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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