Piano no Metrô leva música e apresentações gratuitas à Estação Guará durante junho
Durante o mês de junho, a Estação Guará do Metrô-DF será palco do projeto Piano no Metrô, iniciativa que promove o encontro entre música, formação artística e ocupação cultural dos espaços públicos. Com incentivo do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), e do programa Cultura no Metrô, o projeto propõe aproximar o público do piano por meio de uma programação gratuita e acessível voltada aos usuários do sistema metroviário. A partir da esquerda, Raíssa Miranda, Rafael Bacelar, Gisele Pires Mota e Flor Furacão, os participantes do projeto | Foto: Divulgação “Ao ocupar um espaço de grande circulação com música, formação e experiências artísticas gratuitas, o projeto amplia o acesso à arte e reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas culturais democráticas, descentralizadas e acessíveis à população” Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa Durante 30 dias, a estação receberá um estande interativo equipado com piano disponível para livre utilização do público, estimulando o contato espontâneo com o instrumento em meio à rotina de deslocamento urbano. A proposta busca democratizar o acesso à música e ampliar as possibilidades de formação cultural em um ambiente de grande circulação de pessoas. Aulas e shows Idealizado pelo pianista, compositor e arranjador Victor Hugo Queiroz Porto, o projeto também oferece o minicurso Inicialização ao Piano, composto por sete videoaulas curtas e gratuitas. O conteúdo será exibido em uma televisão instalada ao lado do instrumento, permitindo que os usuários tenham uma experiência introdutória prática e acessível. Monitores acompanharão o funcionamento do espaço, orientando o público interessado em explorar os primeiros contatos com o piano. Além da experiência interativa, o Piano no Metrô terá uma programação de pocket shows gratuitos, às sextas-feiras, sempre às 17h30, no próprio espaço do projeto. As apresentações terão duração aproximada de 90 minutos e reunirão artistas convidados com trajetórias reconhecidas na música instrumental, erudita e popular. Participações Entre os nomes confirmados estão a pianista Gisele Pires Mota, pesquisadora da Universidade de Brasília (UnB); o músico, compositor e educador Rafael Bacellar, professor da Escola de Música de Brasília; a cantora, compositora e pianista Flor Furacão, conhecida na cena autoral do Distrito Federal; e a pianista Raíssa Miranda, que apresenta repertório entre a música de concerto e a música brasileira. [LEIA_TAMBEM]Inspirado em experiências internacionais de ocupação cultural de espaços urbanos, o projeto adapta à realidade do DF iniciativas que aproximam a população da arte em locais de circulação cotidiana. A proposta aposta no alto fluxo de passageiros do metrô como oportunidade para democratizar o acesso à música, estimular novos aprendizados e fortalecer a relação entre cultura e espaço público. “Ao ocupar um espaço de grande circulação com música, formação e experiências artísticas gratuitas, o projeto amplia o acesso à arte e reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas culturais democráticas, descentralizadas e acessíveis à população”, enfatiza o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto. Programação ⇒ 5/6: Gisele Pires ⇒ 12/6: Rafael Bacellar ⇒ 19/6: Flor Furacão ⇒ 26/6: Raíssa Miranda ⇒ Horário: 17h30 ⇒ Local: Estação Guará do Metrô-DF. *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Festival de Blues de São Sebastião chega à 3ª edição com programação gratuita
A Praça do Reggae, em São Sebastião, recebe neste sábado (16) a 3ª edição do Festival de Blues de São Sebastião, evento que vem fortalecendo a cena musical independente do Distrito Federal e promovendo o acesso democrático à cultura na região. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o festival reúne artistas e bandas da cena blues do DF em uma programação que mistura diferentes influências do gênero, valorizando a música autoral, a diversidade artística e a ocupação cultural dos espaços públicos. Artistas locais são as estrelas do Festival de Blues, que aposta no fortalecimento da produção independente do DF | Fotos: Divulgação/FAC-DF “Eventos como o Festival de Blues de São Sebastião mostram a importância de ampliar o acesso à cultura em todas as regiões do Distrito Federal, valorizando os artistas locais, ocupando os espaços públicos com arte e garantindo que a população tenha acesso a uma programação cultural diversa, gratuita e acessível. Esse é um compromisso permanente da Secretaria de Cultura e Economia Criativa com a democratização cultural e com o fortalecimento da produção independente do DF”, afirma o gestor da pasta, Fernando Modesto. [LEIA_TAMBEM]Com entrada gratuita, a programação começa às 17h, com abertura da DJ Eliane América, referência da cena independente do Distrito Federal. Ao longo da noite, sobem ao palco as bandas Hey Johnny, Quinta Essência, Walter Muganga, Arkablues, Brazilian Blues Band e Marcius Cabral e Banda. Além das apresentações musicais, o evento contará com estrutura de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras e audiodescrição, reafirmando o compromisso do projeto com inclusão e democratização do acesso à cultura. Realizado na Praça do Reggae, espaço tradicional de encontros culturais em São Sebastião, o festival busca aproximar o público da música, fortalecer artistas locais e movimentar a cena cultural periférica do DF. Serviço Festival de Blues de São Sebastião – 3ª edição Dia 16 (sábado), a partir das 17h Praça do Reggae – São Sebastião Entrada gratuita Evento com intérprete de Libras e audiodescrição Programação 17h — DJ Eliane América 17h15 — Banda Hey Johnny 18h — Banda Quinta Essência 19h — Walter Muganga e banda 20h — Banda Arkablues 21h — Brazilian Blues Band 22h — Marcius Cabral e Banda *Com informações da Secec-DF
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Livro 'Monumental' reúne arquivos, desenhos técnicos e fotos para contar a história do coração cívico de Brasília
Um dos espaços mais conhecidos de Brasília ganha nova leitura em Monumental, livro de Carlos Henrique Magalhães de Lima, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Fau/UnB). A obra será lançada terça-feira (28) e quarta-feira (29) e propõe um olhar sobre o Eixo Monumental a partir da arquitetura, da história, da memória urbana e das formas de ocupação da capital. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas, registros da construção de Brasília, desenhos técnicos e um ensaio contemporâneo da fotógrafa Joana França, produzido entre 2011 e 2018. O material permite acompanhar as transformações do Eixo Monumental ao longo de mais de seis décadas. Para o autor, a combinação entre documentos históricos e imagens atuais amplia a leitura sobre uma paisagem conhecida, mas nem sempre observada em suas mudanças. “Os registros da Joana França permitem pensar as transformações no espaço ao longo dos anos”, explica Carlos Henrique. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas e registros da construção de Brasília | Foto: Acervo/Arquivo Público A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto. Para Carlos Henrique, o Eixo Monumental deve ser observado tanto pelo caráter simbólico dos edifícios quanto pelas formas de uso público que se consolidaram no território. “É um lugar que tem aspecto monumental e simbólico, mas também permite diferentes formas de ocupação e apropriação. O livro é um convite para pensar adiante, para pensar o futuro do Eixo Monumental mantendo esse caráter de lugar popular, que permite ocupações variadas”, afirma. A pesquisa também chama atenção para camadas menos visíveis da construção dos edifícios monumentais. Além de arquitetos e engenheiros, a obra destaca o papel dos trabalhadores que atuaram nos canteiros e ajudaram a transformar desenhos, cálculos e projetos em concreto, mármore, vidro e cidade. “A pergunta inicial era como houve, naquele momento, uma confluência de trabalhadores, operários, arquitetos e engenheiros para fazer tanta obra em tão pouco tempo e com tanta perícia. No detalhamento, na execução das formas e na execução do concreto, tudo isso importa para a realização da obra”, observa Carlos Henrique. A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto | Foto: Divulgação/Joana França O autor faz pesquisas no Arquivo Público do DF desde a graduação, no início dos anos 2000. Ao longo da investigação para o livro, encontrou documentos, imagens e registros que ajudaram a estruturar a obra. Para ele, a instituição é essencial para a produção de conhecimento sobre Brasília. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil”, destaca. O apoio do FAC também ampliou o alcance do projeto. Segundo Carlos Henrique, o fundo foi decisivo não apenas pelo financiamento, mas pelo formato dos editais, que estimulam a circulação da produção cultural, a descentralização das ações e o diálogo com diferentes públicos. “O FAC tem importância enorme aqui em Brasília. Não é só o patrocínio em si, embora os recursos sejam fundamentais. O formato do edital também estimula a pensar em outros produtos, com repercussão maior e alcance de públicos que muitas vezes são deixados de lado”, afirma. Como contrapartida do projeto, Monumental terá exemplares em braile destinados a bibliotecas de Brasília voltadas a esse público. A iniciativa soma-se às versões em português e inglês da publicação, concebida para alcançar leitores interessados em arquitetura, história, fotografia, patrimônio e cidade. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil” Carlos Henrique Magalhães de Lima, autor do livro Monumental Sobre o autor Carlos Henrique Magalhães de Lima é arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Prourb-UFRJ), com estágio na École Nationale Supérieure d’Architecture Paris-Malaquais, é autor do livro Catedral de Brasília: projeto e obra (2024). Sua pesquisa investiga relações entre projeto, desenho e construção, com foco nos edifícios monumentais de Brasília. Serviço - Lançamento do livro Monumental Terça-feira (28) Local: Bar Beirute Asa Sul - SHCS CLS 109 Bloco A1 Lojas 2/4 Horário: 19h Quarta-feira (29) Local: Auditório Jayme Golubov — FAU/UnB, ICC Norte, subsolo, Campus Darcy Ribeiro Horário: 17h Atividade: lançamento seguido de debate com o autor, mediação de Leandro Cruz e certificação da UnB para inscritos Onde encontrar: Livraria do Chiquinho, na UnB, e site da editora Valor: R$ 50 Editora: Nada — Estúdio Criativo, em coedição com a Estereográfica
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Espetáculo ‘Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol’ encerra circulação nacional em Brasília
O espetáculo Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol retorna a Brasília para o encerramento oficial de sua turnê, de 28 de fevereiro a 1º de março, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Os ingressos estão à venda pelo Sympla. A peça estreou no Distrito Federal, em 2025, e circulou por Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. A turnê integra o projeto Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (FAC-DF). Idealizado por Cláudia Andrade, o espetáculo se constrói a partir de uma narrativa cênica contemporânea que integra artes visuais, videoarte e recursos audiovisuais. O resultado é uma experiência cênica de forte dimensão imagética, dedicada a investigar os caminhos do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a hipocrisia entranhada na sociedade, a finitude e os contrastes sociais da existência humana. Para o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o encerramento da circulação nacional de Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol na Sala Martins Pena “representa a força da criação que nasce no Distrito Federal, ganha o Brasil e retorna ao seu território de origem ainda mais amadurecida. Ver esse espetáculo, que surgiu a partir de uma oficina fomentada pelo FAC, consolidar-se em palcos de diferentes estados e voltar a Brasília reafirma a vitalidade da nossa cena cultural e a importância das políticas públicas continuadas”, afirma o secretário. "O Fundo de Apoio à Cultura tem justamente esse papel estruturante: apoiar a ideia no seu nascedouro, viabilizar a primeira montagem e garantir condições para que a obra circule, dialogue com novos públicos e projete o nome do DF nacionalmente" Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa “O Fundo de Apoio à Cultura tem justamente esse papel estruturante: apoiar a ideia no seu nascedouro, viabilizar a primeira montagem e garantir condições para que a obra circule, dialogue com novos públicos e projete o nome do DF nacionalmente. A efervescência da Sala Martins Pena, ocupada por uma produção local que alcançou reconhecimento fora daqui, é um símbolo claro da retomada cultural que estamos vivendo, com investimento, planejamento e, sobretudo, confiança nos nossos artistas”, enfatiza Abrantes. Além das apresentações, a circulação do espetáculo se destaca pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. O projeto inclui sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, além de ações sociais voltadas a estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA), pessoas com deficiência visual e integrantes de projetos sociais. Ao final de cada espetáculo, a plateia é convidada para participar de um bate-papo com as artistas. Depois de estrear em Brasília, em 2025, a peça passou pelos palcos do Espírito Santo, de Minas Gerais e de São Paulo | Foto: Divulgação/Han Thiago A trajetória da peça não se encerra com o fechar das cortinas. Em abril haverá oficinas e debate sobre os desafios da circulação teatral no Brasil. Essas ações reforçam o caráter público e democrático do projeto, que entende o teatro como ferramenta de encontro, reflexão e transformação social. Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol Sessões: Sábado (28), às 20h; e domingo (1º), às 19h Local: Sala Martins Pena do Teatro Nacional Cláudio Santoro Ingressos: Sympla e link na Bio Instagram: @trilhasespetaculo a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) Duração: 80 minutos Classificação indicativa: 16 anos *Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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Abertas as inscrições para oficina do II Festival de Teatro Verônica Moreno
O II Festival de Teatro Verônica Moreno está com inscrições abertas para a oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe, conduzida pelo Coletivo Mulheres da Vida (SP). O encontro será em 28 de setembro, das 9h às 13h, no Complexo Cultural Samambaia, com participação gratuita para interessados a partir de 16 anos. O evento é realizado com patrocínio de R$ 300 mil do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). A oficina será ministrada pela atriz Fernanda Viacava e pela iluminadora Nara Zocher. A proposta é apresentar exercícios práticos e materiais utilizados no processo de criação do espetáculo Gabri[elas], explorando a construção de dramaturgias baseadas no encontro entre artistas e personagens reais. A atividade contará com 20 vagas, abertas a atores, estudantes de artes cênicas e demais interessados. A oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe será ministrada pela atriz Fernanda Viacava e pela iluminadora Nara Zocher, no Complexo Cultural Samambaia | Foto: Rogério Alves/Arquivo Imaginário Cultural Fernanda Viacava tem experiência no teatro, cinema e televisão, com atuações em produções como A Menina que Matou os Pais e Sintonia (Netflix). Pelo trabalho em Gabri[elas], recebeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Passos (MG). Nara Zocher é formada pelo Teatro Escola Macunaíma e pela USP, e atua como atriz, iluminadora e pesquisadora em projetos de integração das artes cênicas em São Paulo. “Para a oficina dentro do festival, teremos a oportunidade de compartilhar algumas pílulas da criação do espetáculo, utilizando conceitos muito caros ao teatro, tanto em sua simplicidade quanto em sua complexidade técnica”, explica Viacava. O II Festival de Teatro Verônica Moreno será realizado de 27 de setembro a 2 de outubro no Complexo Cultural Samambaia. A programação reúne dez espetáculos selecionados por chamada pública, além de atividades formativas, rodas de conversa, exposição, homenagens e ações de acessibilidade. As apresentações incluem grupos locais, nacionais e universitários, com diferentes linguagens e faixas etárias. Fundo de Apoio à Cultura O FAC é o principal mecanismo de fomento cultural do Governo do Distrito Federal (GDF). Criado para apoiar artistas, produtores e coletivos, o fundo possibilita a realização de projetos em diferentes linguagens artísticas e assegura a descentralização das políticas públicas de cultura, ampliando o acesso da população a iniciativas gratuitas em todas as regiões administrativas. [LEIA_TAMBEM]De acordo com a coordenação do projeto, a escolha de Samambaia como sede tem relação direta com a trajetória da atriz e diretora Verônica Moreno, homenageada pelo festival. “O evento impacta diretamente a cidade de Samambaia, que passa a receber espetáculos e atividades formativas em um espaço público de cultura que leva o nome de uma artista fundamental para a região”, afirma Marília Abreu, coordenadora geral do projeto. Todas as sessões terão acessibilidade em Libras. A programação também inclui o Prêmio Verônica Moreno, que homenageia mulheres de destaque no teatro do Distrito Federal. → Oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe · 28 de setembro, das 9h às 13h · Complexo Cultural Samambaia · Inscrição neste link · Atividade gratuita, com 20 vagas → II Festival de Teatro Verônica Moreno · 27 de setembro a 2 de outubro · Complexo Cultural Samambaia · Entrada gratuita A Oficina Gabri[elas] é gratuita; serão disponibilizadas 20 vagas → Programação 27/9 (sábado) · 19h – Solenidade de abertura, exibição do filme Verônica Moreno e o Teatro da Transformação e entrega do Troféu Verônica Moreno à artista Áurea Liz · 20h30 – Abertura da exposição Salão de Palhaçaria Feminina+ 28/9 (domingo) · Das 9h às 13h – Oficina Gabri[elas] — Narrativas que nos Compõe · 16h – Roda de conversa “Teatro como ferramenta de transformação” · 20h – Espetáculo convidado: Varieté Perpétua – Uma gala para Verônica (DF) 29/9 (segunda-feira) · 10h – Espetáculo Pai Nosso (Coletivo Arar/DF) – 14 anos · 15h – Espetáculo O Vestido da Rainha (Cia Bambolina/SP) – Livre · 20h – Espetáculo Gabri[elas] (Coletivo Mulheres da Vida/SP) – 16 anos 30/9 (terça-feira) · 10h – Espetáculo Inventando Moda (Cia Boca do Lixo/GO) – Livre · 15h – Espetáculo Zezinho e o Livro Mágico (Grupo Caras/DF) – Livre · 20h – Espetáculo Amélie (Trupe Trabalhe Essa Ideia/DF) – Livre 1º/10 (quarta-feira) · 20h – Espetáculo O Misterioso Desaparecimento de W (Adriana Nunes/DF) – 16 anos 2/10 (quinta-feira) · 10h – Espetáculo Ofélias Explicam (Chia Liaa/DF) – 16 anos · 15h – Espetáculo Sementes – Sessão Azul (Casulo Teatro/DF) – Livre
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Complexo Cultural de Planaltina recebe a mostra Lumiato com três peças de teatro de sombras
Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF) e apoio do Complexo Cultural de Planaltina, a Mostra Lumiato, com sessões gratuitas de teatro de sombras, promete encantar públicos de todas as idades, nos próximos três fins de semana. A iniciativa, realizada pela Companhia Lumiato Teatro, é uma referência nacional e internacional na linguagem do teatro de sombras contemporâneo e apresenta três espetáculos que combinam arte visual, narrativa poética e temáticas sensíveis e relevantes. O teatro de sombras é uma linguagem em que utiliza luz e sombra, em projeções de silhuetas de personagens, figuras e cenários. O projeto é voltado a estudantes dos ensinos fundamental e médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ー tanto da rede pública como da privada ー e aberto a famílias e à comunidade em geral. A mostra reúne as montagens Iara – O Encanto das Águas, 2 Mundos e Memória Matriz. Os espetáculo da Mostra Lumiato propõem reflexão sobre lendas indígenas e colonização da América, entre outros temas | Fotos: Divulgação/Diego Bresani De acordo com os organizadores, cada obra propõe uma experiência artística única e reflexiva, abordando desde lendas da cultura indígena até questões ligadas à colonização das Américas e à memória feminina transmitida por gerações. O diretor e fundador da Cia. Lumiato, Thiago Bresani, conta que a mostra é resultado do trabalho de pesquisa da companhia com a linguagem do teatro de sombras para diferentes faixas etárias. “Cada espetáculo tem uma faixa etária e é diferente dentro dessa linguagem. Com isso, o público terá três percepções e experiências diferentes com a linguagem”, explica. Bresani conta que algumas apresentações contam com tradução em libras (língua brasileira de sinais) e audiodescrição. As peças Cada espetáculo é dedicado a uma faixa etária ⇒ Iara – O Encanto das Águas (classificação livre) apresenta a história de um jovem indígena que tem um sonho enigmático com uma mulher sobrenatural. Em busca de respostas, ele recorre ao pajé da aldeia e acaba descobrindo os mistérios da lenda da sereia brasileira, mergulhando também nas profundezas do próprio destino. Sessões abertas ao público: sexta-feira (8), às 10h, 15h e 19h, e sábado (9), às 17h. ⇒ 2 Mundos (classificação 12 anos) é inspirado no processo de colonização, propõe uma reflexão sobre o encontro — e o confronto — entre culturas. A partir de um conflito trágico, a narrativa aponta para uma nova possibilidade de esperança e reconstrução. Sessões abertas ao público: sexta-feira (15), às 15h e 19h, e sábado (16), às 19h. ⇒ Memória Matriz (classificação 14 anos) aborda a relação entre mãe e filha, marcada pelos legados geracionais e pelas tecnologias de gênero que determinados contextos históricos impõem sobre o processo de tornar-se mulher. Com delicadeza e força, o espetáculo provoca uma reflexão sobre identidade, afeto e resistência. Sessões abertas ao público: sexta-feira (22), às 15h e 19h, e sábado (23), às 19h.
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Projeto leva oficinas de crochê gratuitas à Estrutural com foco em renda e inclusão
A comunidade da Estrutural recebe uma nova etapa do projeto Vigília Cultural Artesanato, Empreendedorismo & Formação. A iniciativa promove oficinas gratuitas de crochê com foco na valorização do artesanato local, geração de renda e fortalecimento da cultura no Distrito Federal. O programa conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Nesta edição, o projeto fornece gratuitamente todo o material necessário, camisetas para os participantes e, pela primeira vez, também oferece transporte. Ao longo das aulas, os alunos confeccionam peças artesanais de crochê, como bolsa, cropped e turbante. A proposta reconhece o artesanato como uma das engrenagens da economia criativa no DF, com mais de 11 mil profissionais formalizados, e que hoje é também um vetor de turismo, inclusão e desenvolvimento social. Um dos principais objetivos do Vigília Cultural é apresentar um modo de gerar renda para famílias carentes | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília "Esse apoio foi fundamental para manter a iniciativa. Sem o FAC, seria muito difícil dar seguimento ao projeto”, destaca o produtor e gestor cultural Márcio Apolinário. Segundo ele, o principal objetivo é oferecer à comunidade a chance de aprender um ofício com potencial de geração de renda. “Com esse conhecimento, os alunos podem se sustentar e ajudar suas famílias de forma simples”, afirma. Nesta edição, o foco são as oficinas de crochê, escolhidas por terem maior adesão nas experiências anteriores com outras técnicas artesanais, como acessórios manuais, flores do cerrado e cestaria. “O crochê foi o que mais atraiu participantes. Por isso, decidimos repetir”, explica Apolinário. Ele acrescenta que outras técnicas não estão descartadas, como a cerâmica, mas lembra que exigem uma estrutura mais complexa, com uso de forno, por exemplo. “O crochê é mais acessível, com linha e agulha, já dá para começar a produzir.” Márcio Apolinário explica a escolha pelo crochê para essa edição do projeto: "É mais acessível, com linha e agulha, já dá para começar a produzir" O público é majoritariamente feminino, composto por mulheres que sustentam as próprias famílias e, muitas vezes, levam os filhos pequenos para o espaço. “Algumas crianças também aprendem o crochê ou ficam desenhando. A faixa etária é bem variada. Há homens participando também, mas a adesão maior é das mulheres, muitas em situação de vulnerabilidade. Por isso, além das aulas, a gente também oferece um lanche durante o encontro.” [LEIA_TAMBEM]A seleção é feita de forma acessível, com divulgação em grupos de WhatsApp da comunidade, carro de som, faixas no local e apoio da agência do trabalhador, que ajuda no processo de inscrição. “Tivemos uma boa adesão, com cerca de 42 participantes no total. A maior procura foi pelo turno da noite, então fizemos algumas adaptações nas turmas.” A dona de casa Joana*, 26 anos, decidiu participar da oficina de crochê ao enxergar na oportunidade uma forma de retomada profissional e geração de renda. Mãe de duas meninas, ela está atualmente fora do mercado de trabalho. “Estava em casa só cuidando delas, e a nossa renda é muito apertada”, explica. Ela conta que estava tentando se reinserir no mercado quando engravidou da filha mais nova. “Assim que comecei a trabalhar de novo, descobri que estava grávida. Mas tive pressão alta na gestação e precisei sair do trabalho”, relata. O contexto de vulnerabilidade também se agravou com a perda do companheiro. “As meninas da assistência social me falaram que estava tendo esse curso, e eu aproveitei.” Agora, mesmo com uma bebê recém-nascida nos braços, Joana* se mostra animada com a oportunidade. “Nunca tinha feito crochê, mas sempre via vídeos. Minha avó sabe fazer de tudo. Achei legal porque tem umas peças, tipo sapatinhos, que estão em alta. Vim pela oportunidade. Dá pra cuidar da bebê e aprender ao mesmo tempo.” Domingas de Jesus: "Meu objetivo é realmente aprender, colocar em prática e conseguir uma renda extra" A diarista Domingas de Jesus, 60, está adorando participar da oficina de crochê. Ela soube do curso por meio de um carro de som. Apesar de nunca ter feito crochê antes, ela está empolgada com o aprendizado e vê no curso uma oportunidade de renda. “Meu objetivo é realmente aprender, colocar em prática e conseguir uma renda extra. Vai me ajudar, sim”, afirma. Além de aprender um novo ofício, ela destaca que a oficina também tem sido importante para o convívio e o bem-estar. “Ajuda a distrair, a gente conhece mais pessoas, convive mais com a cidade. Gostei bastante”, finaliza. *O nome da entrevistada foi trocado por motivos de segurança
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