Método Canguru, a linha de cuidado que fortalece vínculo entre famílias e bebês
“É uma sensação única; não tenho palavras.” É assim que Ana Carolina Almeida, de 25 anos, descreve a emoção de segurar o filho, Bernardo, junto ao peito. Calmo e tranquilo, o bebê prematuro aconchega-se dentro da roupa da mãe, sentindo o calor do contato direto com a pele. O gesto faz parte do Método Canguru, uma linha de cuidado voltada para o acolhimento do recém-nascido e de sua família, especialmente em casos de prematuridade e baixo peso. Método pode ser praticado por ambos os pais, bem como cuidadores do bebê, tanto em casa quanto no hospital | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Brasília A técnica baseia-se no contato pele a pele entre bebê e cuidadores, ao respeito das individualidades, ao envolvimento da mãe e do pai e ao apoio à amamentação. “É uma forma segura de colocar o recém-nascido em contato com a pele de seus responsáveis”, resume a enfermeira Juliana Dantas, da Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal (Ucin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Benefícios Entre as diversas vantagens, o Método Canguru reduz o tempo de separação entre a criança e a sua família, possibilita maior confiança e competência dos pais, proporciona estímulos sensoriais positivos e melhora o desenvolvimento do bebê. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que o bebê teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer” Ludmylla de Oliveira, enfermeira da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hmib O contato pele a pele ajuda, ainda, no controle de temperatura, estabilidade do recém-nascido, da frequência cardíaca e respiratória e dos sinais vitais. Também atua na diminuição do estresse e da dor e melhora o ganho de peso. “A posição oferece um ambiente sensorial muito próximo ao que ele teria dentro do útero, além de estar ouvindo e sentindo o cheiro dos pais, coisas que são muito fáceis de ele reconhecer”, detalha a enfermeira Ludmylla de Oliveira, da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hmib. A posição não é restrita aos hospitais ou internações, podendo ser replicada em casa. “Para fazer o contato pele a pele, não há nenhuma contraindicação”, indica Juliana Dantas. “O método recomenda que a posição seja feita pelo máximo de tempo possível, que tanto o bebê como o cuidador fiquem à vontade.” [LEIA_TAMBEM]Laise de Jesus, 22, não conhecia o método. Quando experimentou com a primeira filha, Laura Cecília, quis tentar mais de uma vez. “É o que ela [a bebê] mais gosta”, conta. “Fica o tempo todinho. Percebo-a mais tranquila, confortável e segura”. Como fazer O contato pele a pele começa na separação do material: um top ou tecido macio, de preferência algodão, que dê sustentabilidade e segurança para que o responsável faça suas atividades diárias. O bebê deve ser colocado em posição vertical, só de fralda, com a barriga em contato com o tórax da mãe, pai ou cuidador. Os braços ficam flexionados próximos à boca para dar conforto; a cabeça, lateralizada para qualquer dos lados; e as pernas, em “M”, com os joelhos um pouco mais acima das nádegas — uma posição similar àquela em que o bebê estaria dentro do útero. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com sintomas silenciosos a pré-eclâmpsia pode causar danos severos a mães e bebês
As doenças hipertensivas são responsáveis por cerca de 16% das mortes maternas em todo o mundo. Identificar esse quadro o mais cedo possível é fundamental para garantir a saúde de mães e bebês. A pré-eclâmpsia é rápida e perigosa. Quando não identificada e tratada de maneira precoce, pode causar danos severos, inclusive, o óbito. Por essa importância, a condição ganhou um dia mundial de conscientização, lembrado nesta sexta-feira (22). A pré-eclâmpsia está associada ao aumento da pressão arterial durante a segunda metade da gravidez ou até seis semanas após o parto. O surgimento repentino de edemas nos pés e nas mãos e as alterações verificadas em exames de sangue durante as consultas de pré-natal fizeram com que Fernanda Maria da Silva, 27 anos, fosse encaminhada para o acompanhamento de gestação de alto risco no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Um acompanhamento pré-natal adequado é fundamental para obter um diagnóstico precoce. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Nos dias seguintes, Fernanda teve uma crise hipertensiva, com sintomas de formigamento e dormência. Diante do quadro, a moradora de Sobradinho buscou atendimento emergencial. O exame revelou a perda de proteínas na urina (proteinúria), indicando uma lesão renal. No início deste mês, com 28 semanas de gestação, foi confirmado o diagnóstico: pré-eclâmpsia. “Está sendo tudo novo: uma experiência bem difícil e desafiadora”, revela a paciente sobre a segunda gestação. Durante a primeira, do garoto Derik, 7, não houve nenhuma intercorrência. A recomendação, a partir de agora, é repouso total. Desde então, Fernanda encontra-se sob os cuidados especializados da maternidade do Hmib. “Aqui é o melhor lugar onde eu posso estar neste momento. Toda a equipe é bastante acolhedora”, afirma. Acompanhamento pré-natal "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações tanto para mãe quanto para o bebê" Sarah Cintra, ginecologista Muitas vezes, os sinais de pré-eclâmpsia surgem de forma silenciosa, sem sintomas, principalmente, na fase inicial da gestação. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado — desde o primeiro trimestre e, regularmente, ao longo de toda a gravidez — é fundamental para obter um diagnóstico precoce. "As consultas gestacionais ajudam a oferecer um tratamento mais rápido e, com isso, reduzir, de forma importante, as complicações — tanto para mãe quanto para o bebê", explica a ginecologista e obstetra do Hmib, Sarah Cintra. O histórico clínico e os hábitos de vida podem indicar o surgimento da doença. São alguns exemplos: intercorrências em gestações anteriores; comorbidades crônicas (como diabetes, obesidade, hipertensão); tabagismo, sedentarismo e alimentação desequilibrada; e a própria pressão arterial elevada. Ao sentir sintomas como dor de cabeça forte na região da nuca, visão turva, náuseas, vômitos e dores abdominais, a grávida deve procurar assistência médica [LEIA_TAMBEM]Ainda assim, mesmo com o acompanhamento gestacional, é preciso ficar atento aos sinais: dores de cabeça fortes e persistentes, principalmente, na região da nuca; visão turva ou com a presença de pontos brilhantes; náuseas, vômitos e dores abdominais; além de edemas, precisam de assistência imediata. "Diante desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de emergência ou uma maternidade com atendimento obstétrico próxima de casa. A avaliação médica rápida será essencial para evitar as complicações mais graves", destaca Cintra. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes
Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta. O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Atendimento do Crie-DF, no Hmib, será interrompido nesta segunda (27)
Na manhã de segunda-feira (27), entre 10h e 12h, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie-DF), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), fará uma pausa em seu atendimento à população. O intervalo ocorrerá devido a uma reunião de alinhamento entre a Área Técnica de Imunização e a equipe do Crie-DF. O atendimento será retomado no período da tarde. O Crie-DF é destinado ao atendimento de indivíduos portadores de quadros clínicos específicos, que necessitam de imunobiológicos especiais (vacinas ou imunoglobulinas), indisponíveis no calendário básico de vacinação. São elegíveis para atendimento no centro pacientes portadores de determinadas doenças crônicas, recém-nascidos prematuros, pessoas com sistema imunológico comprometido, quem convive com pacientes imunossuprimidos ou já apresentou hipersensibilidade a alguma vacina. As reuniões para alinhamento técnico acontecem bimestralmente. O cronograma de reuniões e subsequentes pausas nos atendimentos pode ser conferido abaixo. • 1ª reunião: 27/4 – Hmib, das 10h às 12h; • 2ª reunião: 29/6 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 3ª reunião: 31/8 – Hmib, das 10h às 12h; • 4ª reunião: 26/10 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 5ª reunião: 14/12 – Hmib, das 10h às 12h. *Com informações da SES-DF
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Cuidados na hora de o bebê dormir podem evitar a síndrome da morte súbita
Colocar o bebê para dormir com a barriga para cima até o primeiro ano de vida: essa é uma das medidas de prevenção à síndrome da morte súbita infantil (SMSI), caracterizada pela morte abrupta de crianças menores de 1 ano sem causa definida, durante o sono. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2024, 119 bebês morreram em decorrência da doença no Brasil. No Distrito Federal, no mesmo ano, foram registradas duas mortes. “O risco maior é até os seis meses de idade. Alguns cuidados diminuem essa ocorrência, como a posição segura para o sono, a utilização de colchão firme e plano, com lençol preso e sem travesseiro, pelúcias ou protetor de berço. A orientação é nunca colocar o bebê de bruços ou de lado para dormir, utilizar o saco de dormir em vez de cobertor a fim de evitar o sufocamento e o risco de superaquecimento. Caso seja prematuro, é indicado, ainda, fazer um rolinho preso ao colchão que fique ao redor do bebê”, explica a médica neonatologista e pediatra do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Marta Rocha. Uma lei de 2025 determina que os pais sejam orientados com relação à síndrome da morte súbita infantil ao sair da maternidade | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Orientação profissional Após a alta hospitalar, os pais devem deixar os hospitais e maternidades com as demonstrações e orientações profissionais sobre o posicionamento correto para dormir e de como organizar o ambiente de sono da criança. A prática é determinada pela Lei 7.722, de 14 de julho de 2025 e já é realidade nas unidades hospitalares do DF. A dona de casa Jessica Kelly dos Santos, 29 anos, moradora da Estrutural, recebeu todo o apoio da equipe do Hmib, após o nascimento da filha Vitória, que nasceu prematura de seis meses. [LEIA_TAMBEM]“Foi tudo muito bem explicado. Mostraram na prática como devemos proceder. Acho muito importante sair daqui com tudo esclarecido. Me sinto ainda mais segura para cuidar dela e garantir mais proteção”, afirmou. A filha ainda não recebeu alta, por conta da prematuridade, mas a mãe já está preparada para quando estiverem em casa. Todo cuidado é pouco Outro cuidado necessário é com a chamada cama compartilhada, devido ao potencial de obstruir as vias aéreas do bebê. Isso porque os cuidadores podem acidentalmente rolar sobre o filho enquanto dormem, além do risco do bebê ficar preso na roupa de cama. A recomendação é de que o bebê durma no quarto dos pais, próximo à cama deles, mas em sua própria superfície, como berço ou moisés. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF)
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Centro de Atenção às Pessoas em Situação de Violência no Hmib reinaugura ludoteca
O Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Violeta, instalado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), reinaugurou, na terça-feira (3), a sua ludoteca. O espaço é voltado ao atendimento de crianças, adolescentes e mulheres em situação de violência sexual, doméstica ou familiar. Originalmente destinada ao público infantil, a ludoteca do Hmib também abrange assistência a jovens e mulheres vítimas de violência | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Criada em 2014, a ludoteca ganhou reforma completa neste início de ano: troca de piso, plotagem de paredes, novo mobiliário com armários, mesas e assentos e doação de brinquedos adequados à terapia proposta. Embora o ambiente seja lúdico e mais infantil, o local também está aberto à assistência a jovens e mulheres vítimas de violência. “Muitos se sentem melhor e mais responsivos em espaços assim”, explica a psicóloga Helena Emerich, do Hmib. “Gostamos de dizer que o brincar na ludoteca tem sempre um objetivo. Estamos atentos à forma como a criança reage, por que ela escolhe determinado brinquedo, como ela lida com a frustração... Não é um mero brincar.” Acolhimento [LEIA_TAMBEM]A rede de Cepavs, também conhecida como “Flores em Rede”, oferece atendimento à pessoa em situação de violência no âmbito da Secretaria de Saúde (SES-DF) em 17 unidades. Dessas, dez possuem ludoteca ou receberam doações de materiais por meio de parceria com o Instituto Sabin. “As ludotecas são importantes ferramentas para garantir que crianças e outros públicos que vivenciaram situações de violências recebam um cuidado especializado e acolhedor”, reforça a subsecretária de Saúde Mental, Fernanda Falcomer. Atendimento O acesso ao serviço ocorre, prioritariamente, por demanda espontânea — quando o próprio cidadão o procura diretamente —, podendo também ser feito por meio de encaminhamentos. No local, há acolhimento, orientações e, a depender da necessidade, a pessoa é inserida no processo terapêutico. Para encontrar a unidade de referência por meio de seu endereço residencial ou CEP. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde convoca pessoas até 59 anos para vacinação contra febre amarela
A Secretaria de Saúde (SES-DF) convoca para a vacinação cerca de 40 mil pessoas entre 9 meses e 59 anos de idade que ainda não receberam a dose contra a febre amarela. Embora o Distrito Federal não apresente casos desde 2022, o sinal de alerta foi ligado após a morte de 38 micos e macacos em Goiás, entre setembro e fevereiro, vítimas da doença. Os óbitos dos animais indicam a circulação do vírus nesta parte do país. Contudo, até o momento, não há áreas do DF com confirmação da doença. Ainda assim, como estratégia de prevenção, mais de cem salas de vacina estão munidas de doses contra a febre amarela. Nelas, jovens e adultos poderão se vacinar. Equipes de saúde estão preparadas para verificar a situação vacinal de cada pessoa e recomendar a aplicação de imunizantes, conforme a necessidade | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF A orientação é administrar uma dose inicial aos 9 meses, seguida de reforço aos 4 anos. Pessoas com mais de 5 anos que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. Quem deve tomar No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residam ou se desloquem para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde. 18,6 mil Número de doses de vacina contra a febre amarela disponíveis na Rede de Frio da Secretaria de Saúde Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes da vacinação. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) A SES-DF assegura que não vai faltar vacina para todos esses públicos. “A Gerência de Rede de Frio dispõe, atualmente, de 18,6 mil doses contra a febre amarela”, enumera a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. “As unidades básicas de saúde e as redes de frio regionais possuem, juntas, 26 mil imunizantes em estoque. Adicionalmente, está previsto para o final deste mês o envio de novas doses pelo Ministério da Saúde". Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Alerta O contágio de febre amarela não ocorre por meio de macacos e micos, portanto matá-los não impede a transmissão da doença — ela é causada pela picada de mosquitos contaminados pelo vírus. A morte desses primatas, porém, serve como importante sinal de alerta para os seres humanos. A principal estratégia de vigilância da febre amarela é o monitoramento de casos da doença em primatas não humanos (micos e macacos). Após a identificação de óbitos, esses animais são recolhidos e testados pelas equipes da vigilância de zoonoses. “A partir desse processo, é possível obter um diagnóstico antecipado do risco de adoecimento da população e, assim, implementar ações de controle”, explica o diretor de Vigilância Ambiental da SES-DF, Edvar Yuri Schubach. [LEIA_TAMBEM]Somente em 2025, a secretaria recolheu 173 macacos mortos, o que não indica a doença. Caso você encontre um desses animais sem vida, a recomendação é colocar um balde sobre o corpo e isolar o local, além de afastar crianças e animais domésticos. Em seguida, ligue para a Zoonoses: (61) 3449-4434 ou 3449-4432. Sintomas A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte. O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib moderniza UTI neonatal com central de monitoramento
Com o objetivo de ampliar a segurança clínica de bebês recém-nascidos e aprimorar a rotina assistencial, a Secretaria de Saúde (SES-DF) implementou uma central de monitoramento de leitos na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Com investimento de R$ 264 mil, a tecnologia, chamada telemetria, permite o acompanhamento simultâneo, contínuo e integrado dos principais parâmetros vitais dos bebês. Equipamento permite acompanhar continuamente os principais parâmetros vitais dos leitos dos recém-nascidos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “É um ganho para o SUS, para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente” Virgínia Lira, pediatra neonatal do Hmib “O objetivo é que a gente monitore e tenha uma visão ampla da unidade intensiva, diminuindo o tempo de ação”, explica a pediatra neonatal Virgínia Lira, do Hmib. “Isso significa que, se há uma intercorrência, por exemplo, já consigo ir diretamente ao leito em que ela ocorre. Antes, tínhamos que fazer rondas, ou até mesmo as próprias enfermeiras vinham nos avisar.” Como funciona No Hmib, os painéis estão distribuídos em pontos estratégicos da unidade. Há uma central principal de vigilância, na qual todos os painéis com leitos — das alas azul e verde (mais graves) e amarela (intermediários) — estão interligados. Por meio deles, as equipes acompanham, em tempo real, as condições clínicas dos bebês internados. [LEIA_TAMBEM]Além disso, cada ala conta com painéis instalados ao final dos corredores, garantindo que técnicas de enfermagem e enfermeiras tenham acesso imediato às informações dos leitos sob sua responsabilidade. Pelo sistema, é possível monitorar frequência cardíaca, temperatura corporal, saturação de oxigênio, pressão arterial e frequência respiratória. Ao serem admitidos na unidade, os recém-nascidos são cadastrados, enquanto os profissionais de enfermagem inserem os dados no sistema de monitoramento. A ferramenta conta ainda com alarmes sonoros, ajustáveis conforme a avaliação das equipes. “É um ganho para o SUS [Sistema Único de Saúde], para os profissionais e, principalmente, para os bebês internados, que passam a contar com um monitoramento ainda mais seguro e eficiente”, avalia Virgínia Lira. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF recebe 50 mil doses de vacinas contra a febre amarela
A Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta segunda-feira (26), um lote de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela. O estoque garante o atendimento a toda população que procurar esse imunizante nas mais de cem salas de vacina. Há estimativa de aproximadamente 40 mil pessoas nessa situação. “A vacinação da febre amarela é extremamente importante, lembrando que é uma doença que pode causar óbito”, afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A vacinação é importante, inclusive, porque a febre amarela pode ser assintomática | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A febre amarela pode ser assintomática, mas seus sinais mais comuns são dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia (sensibilidade excessiva à luz). Em alguns casos, a doença evolui para dores abdominais, o que indica lesões no fígado. A pessoa então apresenta uma coloração amarelada, cenário em que pode haver insuficiência renal e até a morte. O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de uma pessoa infectada fora da capital federal, em Tocantins. Desde setembro do ano passado, a SES-DF está em alerta para possíveis casos, por causa da morte de macacos e micos pela doença em Goiás. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas a morte deles é um indicativo da circulação do vírus. Quem deve se vacinar Para crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, orienta-se a administração de uma dose inicial aos 9 meses, seguida de dose de reforço aos 4 anos. Aquelas a partir dos 5 anos, que possuam histórico de uma dose da vacina aplicada antes dessa idade, devem completar o esquema com uma dose de reforço. Entre crianças de 5 anos ou mais e adultos de 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única da vacina. Por fim, as pessoas com 60 anos ou mais podem ser imunizadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada do risco/benefício. No caso de gestantes e de mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas àquelas que residem ou desloquem-se para áreas onde esteja confirmada a circulação do vírus da febre amarela. Mesmo nessas situações, será necessária uma avaliação de profissionais de saúde. [LEIA_TAMBEM]Já pessoas com histórico de alergias a ovo de galinha ou a gelatina devem passar por uma avaliação médica antes de receberem a vacina. Nesses casos específicos, a recomendação é receber o imunizante no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Quem estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países para a entrada em seus territórios. O documento é gratuito e não tem prazo de validade. Como deve fazer quem não sabe se recebeu a vacina? A SES-DF recomenda levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação, porém, quem não tiver registros da vacina contra a febre amarela pode comparecer se tiver dúvidas se foi imunizado. “A ausência da caderneta ou do cartão de vacinação não impede o atendimento nem a vacinação”, explica a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da SES-DF. “Nesses casos, a equipe deve buscar os registros nos sistemas de informação disponíveis. Quando não for possível localizar o histórico, a equipe conversa com o usuário e avalia se a vacinação poderá ser realizada no momento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib e HRL estão em lista de melhores hospitais públicos do país
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e o Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, estão em levantamento inédito com os cem melhores hospitais públicos do Brasil. O estudo foi realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) em parceria com a OPAS-OMS (Organização Pan-Americana de Saúde), Instituto Ética Saúde (IES), Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). “Com essa premiação, buscamos reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar do país, bem como promover a melhoria contínua da qualidade e da eficiência dos serviços públicos de saúde prestados à população”, afirma o médico Renilson Rehem, idealizador do projeto. A diretora do Hmib, Marina Silveira, destacou o reconhecimento do trabalho ético e comprometido de médicos, enfermeiros, equipes multiprofissionais, profissionais administrativos e colaboradores. “Isso é resultado de um esforço coletivo pautado na assistência humanizada, na qualificação contínua e no compromisso permanente com a saúde de gestantes, recém-nascidos, crianças e famílias que confiam em nosso cuidado. A unidade segue firme em sua missão de oferecer um serviço público de qualidade, seguro e resolutivo”, disse. Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) está em levantamento com os 100 melhores hospitais públicos do Brasil | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Para definição da lista, foram usados critérios de acreditação hospitalar, taxas de ocupação e taxa de mortalidade, disponibilidade de leitos de terapia intensiva e tempo médio de permanência dos pacientes internados, dentre outros. A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo Branco, também destacou o reconhecimento. “Isso é resultado do esforço diário de uma equipe multidisciplinar que se dedica com amor, profissionalismo e espírito de coletividade, porque acredita que pode fazer a diferença para o crescimento do SUS. Parabéns a todos servidores do HRL”. A lista considera serviços hospitalares dos governos federal, estadual ou municipal, com assistência 100% pelo SUS, sem nenhum tipo de atendimento por operadora de saúde. A seleção inclui hospitais gerais e hospitais especializados, com mais de 50 leitos e produção registrada no Ministério da Saúde. Confira a lista completa. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Hmib comemora 59 anos como referência pediátrica no DF
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) completa 59 anos nesta terça-feira (25). A unidade chega a quase seis décadas como referência a gestantes e recém-nascidos do Distrito Federal e do Entorno. Para comemorar, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) preparou programação que incluiu apresentações da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, homenagens e mostras artísticas e culturais. A secretária-executiva de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Marques, parabenizou os servidores e destacou a relevância da unidade para os pacientes. “Nossa função, como profissionais da saúde, é cuidar. Hoje, celebramos a vida e as pessoas que constituem este hospital, tanto as que cuidam quanto as que são cuidadas." Para comemorar, a unidade da Secretaria de Saúde (SES-DF) preparou programação que incluiu apresentações da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira, homenagens e mostras artísticas e culturais | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Referência O Hmib possui a maior unidade de terapia intensiva neonatal (Utin) da rede pública, com 56 leitos reconhecidos pelo Ministério da Saúde. A unidade é referência no atendimento de prematuridade extrema, malformação e cardiopatia neonatais, além de recém-nascidos com necessidade de intervenção cirúrgica imediata. “Este hospital é parte fundamental do DF. Trabalhamos para que aquele bebê frágil chegue à fase adulta da melhor forma. Temos um papel fundamental no início da vida humana”, declarou a diretora do Hmib, Marina Silveira. Em 2024, segundo dados do InfoSaúde DF, ocorreram mais de 2,4 mil nascimentos na unidade. Desses, 79% foram de gestantes do DF e 21% de outras localidades. Neste ano, até o momento, foram mais de mil partos, sendo 79,4% de grávidas do DF e 20,6% de mulheres provenientes de estados como Minas Gerais e Goiás. Também estiveram na celebração os deputados distritais Jorge Vianna e Deyse Amarillo; a representante da senadora Damares Alves, Katia Mota; e o diretor-presidente do Hemocentro, Osnei Okumoto. *Com informações da SES-DF
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Concurso de desenho revela sentimentos e sonhos de pacientes do Hospital Materno Infantil de Brasília
Em comemoração à Semana da Criança, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) promoveu o 1º concurso de desenho. Com o tema Meu mundo colorido, a iniciativa convidou as crianças internadas a expressar, por meio da arte, sentimentos, sonhos e percepções sobre o mundo. Segundo a enfermeira da pediatria e integrante do Grupo de Humanização do Hmib, Elizangela do Carmo Martins, a ação proporciona momentos de leveza, criatividade e esperança no ambiente hospitalar, além de fortalecer o vínculo entre pacientes, familiares e profissionais de saúde. Os desenhos vencedores ficarão expostos no corredor do Hmib até o final da próxima semana | Foto: Divulgação/SES-DF Samuel de Araújo Carvalho, 9 anos, foi o vencedor na categoria de 8 a 10 anos, destacando-se com uma ilustração cheia de cores e emoção. Na faixa etária de 4 a 5 anos, a ganhadora foi Mariana Chaves Faria. Já na categoria de 11 a 13 anos, a ganhadora foi Marina Santana de Carvalho, 13. Ao todo, 20 crianças participaram do concurso e receberam certificados e kits com livros de colorir e canetinhas. Os desenhos estão expostos no corredor central do hospital, em uma mostra especial que celebra a infância, a arte e o cuidado humanizado. A exposição ficará aberta ao público até o final da próxima semana. Arte: Agência Saúde *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hospital Materno Infantil de Brasília realiza 8ª cirurgia de correção de espinha bífida
Gabriel Henrique ainda nem nasceu e já enfrentou o seu primeiro grande desafio. Diagnosticado com meningomielocele, o bebê passou por uma cirurgia de alta complexidade ainda dentro do útero da mãe para corrigir uma malformação conhecida como espinha bífida. O procedimento durou cerca de quatro horas e ocorreu com êxito, nessa quarta-feira (8), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Essa foi a oitava cirurgia fetal na unidade. O pai, Ricardo Henrique Sousa, 37 anos, conta que o diagnóstico foi descoberto após a segunda ecografia, quando a médica identificou uma suspeita de hidrocefalia no feto. “Depois disso, foi aquela correria atrás de neurologista e soubemos de um procedimento feito por um médico aqui no Hmib, com condições parecidas com a do nosso filho”, relembra. A gestante Liane Cristina Oliveira, 38, também recorda do susto quando recebeu o diagnóstico. “Ficamos sem saber o motivo, o que aconteceu, porque os primeiros exames morfológicos mostravam que tudo estava bem", conta. Oitava cirurgia Esta foi a oitava cirurgia realizada pela equipe especializada do Hospital Materno Infantil de Brasília desde outubro de 2023 | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Desde 2023, o Hmib faz esse tipo de procedimento. Em outubro daquele ano, a pequena Ágatha foi a primeira a passar pela intervenção — uma operação que envolveu equipe multidisciplinar, com especialistas em cirurgia fetal, neurocirurgia e anestesiologistas. Especialista em medicina fetal e um dos responsáveis pela cirurgia de Gabriel, o médico Marcelo Filippo destaca que, apesar de cada cirurgia ser única, a bagagem de outras operações traz a experiência. “Com a quantidade de procedimentos aumentando, ficamos mais seguros com a técnica”, explica. “O mais impressionante é quando vemos o resultado no bom desenvolvimento dessas crianças. Presenciar a felicidade da família olhando seus bebês saudáveis é muito gratificante”, acrescenta. Recuperação A meningomielocele causa limitações motoras e neurológicas desde o útero, com impactos por toda a vida. O nome — espinha bífida — refere-se à parte da coluna do bebê que fica exposta. Nesse cenário, as chances de recuperação são maiores nos casos em que o procedimento é feito ainda durante a gestação. Os benefícios incluem redução de infecções, danos neurológicos e problemas de mobilidade.[LEIA_TAMBEM] Segundo Filippo, o uso do ácido fólico durante a gestação — ou antes, se há planos de engravidar — pode ser crucial para diminuir o risco do diagnóstico. Serviço A cirurgia fetal é um serviço regulado e está disponível para toda a rede pública da Secretaria de Saúde (SES-DF). Por se tratar de um caso de urgência, o tempo de espera é reduzido, pois o sucesso depende da agilidade no diagnóstico e na realização do procedimento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde pública do DF adota protocolos especiais para combater sepse em pacientes
Nesta semana, é lembrado o Dia Mundial da Sepse (13 de setembro), data que busca sensibilizar a população, profissionais de saúde e autoridades sobre a necessidade urgente de ampliar o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz dessa condição. A sepse, chamada popularmente infecção generalizada, é uma resposta inflamatória grave do organismo a uma infecção. Quando não tratada de forma rápida, pode evoluir para a falência de múltiplos órgãos e levar à morte. Quadro elaborado pela Secretaria de Saúde resume o que é a doença | Arte: Agência Saúde-DF De acordo com dados internacionais publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a sepse é responsável por 48,9 milhões de casos e 11 milhões de mortes por ano, o que representa cerca de 20% de todas as mortes no mundo. Quase metade desses casos ocorre em crianças menores de cinco anos. No Brasil, o cenário é ainda mais desafiador. Estima-se que a taxa de mortalidade por sepse chegue a 60%, número muito acima da média de países desenvolvidos, que gira em torno de 20%. O reconhecimento rápido dos sinais da sepse pode salvar vidas. Os primeiros cuidados devem ser iniciados ainda na primeira hora após a suspeita de infecção, período conhecido como “hora de ouro”, aponta a infectologista Clarisse Lisboa, da SES-DF. “No começo, achei que era só um machucado, mas em pouco tempo meu quadro piorou muito”, relata Michel Strogoph Horovits, internado no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) em tratamento contra sepse. “Se não fosse a agilidade da equipe daqui, eu não estaria melhorando. Hoje entendo a importância de reconhecer os sinais cedo.” “Crianças precisam ter um cuidado especial, pois o sistema de defesa das crianças ainda não está totalmente maduro, o que as tornam mais vulneráveis às infecções” Clarisse Lisboa, infectologista Clarisse Lisboa alerta: “O diagnóstico e o tratamento ágil fazem toda a diferença para reduzir a mortalidade, por isso precisamos olhar para esse problema com mais atenção, e adotamos o uso de protocolos clínicos que comprovadamente salvam vidas, que seguem os pilares: prevenção, reconhecimento e diagnóstico precoces, tratamento correto e reabilitação”. Tratamento O tratamento geralmente exige internação em unidades de terapia intensiva (UTIs). A primeira medida é a administração de antibióticos de largo espectro, por via endovenosa, antes mesmo da identificação do agente infeccioso. Quando o paciente apresenta queda acentuada de pressão arterial, podem ser utilizados vasopressores para estabilizar a circulação. Em situações graves, pode ser necessário o uso de suporte avançado, como ventilação mecânica e hemodiálise. “Crianças precisam ter um cuidado especial, pois o sistema de defesa das crianças ainda não está totalmente maduro, o que as tornam mais vulneráveis às infecções”, pontua Clarisse Lisboa. “Além disso, os sinais e sintomas de infecção na criança podem ser mais difíceis de identificar pela dificuldade em comunicar o que ela sente.” Ela lembra que é fundamental manter o cartão de vacinas atualizado e não deixar de buscar auxílio médico quando houver suspeita de infecção, para que o tratamento adequado seja iniciado o mais rapidamente possível. Capacitação pediátrica [LEIA_TAMBEM]Para enfrentar esse desafio, o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), em parceria com a Sociedade de Pediatria do Distrito Federal (SPDF), vai ofertar uma capacitação voltada ao reconhecimento precoce da sepse pediátrica. O treinamento será realizado na quinta-feira(11), de forma presencial, no grande auditório do Hmib, e também virtualmente, pelo aplicativo Zoom. As vagas presenciais são limitadas a 150 pessoas. Com o lema “Reconhecer para Agir”, a capacitação reforça a importância da identificação rápida dos sinais clínicos de sepse para que a intervenção médica ocorra ainda na chamada “hora de ouro”, capaz de salvar vidas e evitar sequelas graves. Os participantes receberão certificado emitido pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) do Hmib, além de certificado específico para o curso online fornecido pela SPDF. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Hmib recebe mil mantas e 200 lençóis doados pela Fábrica Social
O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) recebeu, na quarta-feira (30), uma doação de mil mantas e 200 lençóis confeccionados pela Fábrica Social — projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF). A entrega faz parte da Campanha do Agasalho Solidário 2025, idealizada pela primeira-dama, Mayara Noronha Rocha, e coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Distrito Federal. A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes do Hmib | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com dimensões padronizadas, os lençóis (2,70m x 1,70m) e as mantas (2,20m x 1,60m) possuem etiquetas de identificação da rede pública e foram produzidos conforme as especificações técnicas da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa tem como objetivo substituir peças do enxoval hospitalar com maior tempo de uso, contribuindo para o bem-estar dos pacientes da unidade. [LEIA_TAMBEM]Segundo a diretora-geral do Hmib, Marina da Silveira, a chegada dos itens representa mais do que a reposição de enxoval. "É um gesto concreto de cuidado e acolhimento aos nossos pacientes. Diariamente lidamos com mães, bebês e crianças que enfrentam momentos delicados, e oferecer conforto e dignidade no atendimento é parte essencial da nossa missão. Somos imensamente gratos”, afirma. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Unidades de saúde do DF recebem novos equipamentos
Agência Brasília · UNIDADES DE SAÚDE DO DF RECEBEM NOVOS EQUIPAMENTOS Servidores, pacientes e acompanhantes terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Nesta semana, a pasta deu início à distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBSs). “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante. Parcerias com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do DF também viabilizam a aquisição de equipamentos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Os hospitais regionais da Asa Norte (Hran), Planaltina (HRPl), Guará (HRGu), Gama (HRG), Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz) e Taguatinga (HRT), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), receberão, no total, 95 camas infantis, a serem utilizadas tanto nas emergências quanto nos setores de internação. O investimento foi de R$ 492 mil. No Parque de Apoio da SES-DF, também estão em processo de recebimento, incorporação e distribuição 69 cadeiras de rodas infantis, com investimento de R$ 108 mil. A Subsecretaria de Infraestrutura da pasta já começou a distribuição de cinco mil colchões adultos. Arte: Divulgação/SES-DF Além disso, foi entregue, nesta semana, mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm beneficiado consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Estão ainda sendo distribuídos 80 televisores entre unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), responsáveis pelo monitoramento e prevenção de doenças, e UBSs. Os aparelhos - fruto de investimento de R$ 85 mil - serão usados tanto como painéis de informações de atendimento quanto para áreas de espera. Parcerias De forma adicional, a SES-DF também firma parcerias para renovar as unidades de saúde. Acordos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vão qualificar o atendimento na rede de UBSs, para as quais está prevista a entrega de 25 bisturis elétricos, 166 balanças antropométricas e 166 estadiômetros, equipamentos que fornecem dados precisos sobre o crescimento das crianças. A secretaria precisa fazer todo o processo de escolha, recebimento, cadastro e distribuição dos equipamentos. Um destaque é na área de saúde feminina. Serão distribuídas às UBSs 168 macas ginecológicas, utilizadas em exames, partos e outros procedimentos de ginecologia e obstetrícia, além de 88 mesas auxiliares para esses atendimentos e 910 bandejas de DIU, conjunto de componentes necessários à inserção dos dispositivos intrauterinos. Veículos também têm sido entregues, por meio de parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Essas parcerias são de suma importância”, reforça o subsecretário de Infraestrutura da SES-DF, Leonídio Neto. “Os órgãos entendem que a melhor forma de atender ao interesse público é destinar recursos e bens à saúde, com atendimento direto à população”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Comitiva internacional conhece trabalho do GDF na aplicação de medicamentos em bebês
Com o objetivo de fortalecer parcerias e apresentar o protagonismo do Distrito Federal, na gestão em saúde pública, especialmente em imunização, a Secretaria de Saúde (SES-DF) recebeu, nesta quinta-feira (10), uma comitiva da França. Estiveram presentes representantes de uma empresa farmacêutica global que tem como foco a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e a comercialização de medicamentos e vacinas. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF. “A reunião foi extremamente produtiva. Fomos a primeira unidade da Federação a implementar o uso do nirsevimabe. Discutimos como fortalecer a parceria nas áreas de pesquisa, capacitação e comunicação, com o objetivo de ampliar a prevenção e gerar dados científicos que ajudem a expandir essa estratégia para outros estados e operadoras de saúde”, destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. O encontro foi marcado pela troca de experiências e reconhecimento das ações inovadoras implementadas na saúde pública do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Pioneirismo Durante a reunião, a equipe da SES-DF apresentou os resultados iniciais do protocolo VSR (Vírus Sincicial Respiratório), que tornou o DF pioneiro na aplicação do nirsevimabe (medicamento que protege bebês contra infecções graves causadas pelo VSR, principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida) em recém-nascidos prematuros, iniciada em abril deste ano. Mais de 1.850 bebês foram imunizados em apenas dois meses. “Compartilhamos nossas experiências com os colegas da Secretaria e com os representantes da empresa, mostrando o impacto positivo dessa estratégia para a prevenção de internações por VSR. Nossa meta é expandir o protocolo em 2026 e, ainda este ano, iniciaremos um estudo de efetividade com base nos dados de hospitalização, reforçando o DF como referência nacional na condução de políticas públicas baseadas em evidências”, afirmou a coordenadora de Atenção Especializada à Saúde (Cates), Julliana Macêdo. Referência nacional O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos Outro destaque foi a apresentação da transformação do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), que passou de um modelo centralizado e limitado para um sistema descentralizado e inovador, tornando o DF uma referência nacional em descentralização do Crie. Em 2024, foi implementado o projeto Crie Virtual, que atende pacientes de baixa complexidade. “Gostaria de agradecer e parabenizar pelos resultados apresentados, que realmente me impressionaram. Acreditamos muito que essas informações podem contribuir com a comunidade científica para transformar o panorama dessa doença. O nosso trabalho é essencial para mudar a realidade de doenças causadas pelo vírus sincicial respiratório, especialmente em crianças”, afirmou a diretora-geral internacional de Vacinas da Sanofi, Juliette Payet. [LEIA_TAMBEM]A iniciativa ampliou o acesso da população elegível aos imunobiológicos especiais, permitindo que este grupo receba as vacinas próximas ao domicílio, sem a necessidade de deslocamento físico até o Crie Único, localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). A descentralização para 92 unidades espalhadas nas sete regiões de saúde do DF permitiu mais acessibilidade, imunização em tempo oportuno, mais agilidade e segurança no atendimento e assistência integral para cada usuário. Além disso, a iniciativa ampliou a aplicação mensal de imunobiológicos de 320 em 2024 para 890 doses em 2025. Atualmente, o Crie Virtual tem quase 8 mil pacientes cadastrados. A equipe especializada do Crie Único do Hmib, composta por médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, atende pacientes de alta complexidade. O encontro foi finalizado com a visita da comitiva ao Crie Único, no Hmib, para conhecer de perto a estrutura, a equipe e os fluxos que garantem a execução eficaz dos protocolos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Atendimento virtual do Crie, no Hmib, amplia acesso à vacinação no DF
O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano. E, em agosto do ano passado, o serviço foi ampliado – a criação do Crie Virtual permite que vacinas especiais cheguem diretamente às unidades básicas de saúde (UBSs), o que dispensa o deslocamento dos pacientes até o centro. Até o momento, 84 UBSs do Distrito Federal estão conectadas à plataforma, com previsão de chegar a 90 nos próximos meses. O Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) atende pessoas com quadros clínicos especiais há pouco mais de um ano | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A nova plataforma, que recebe em média 50 formulários por dia, permite que pacientes sejam avaliados remotamente, sem a necessidade de deslocamento até o centro. Atualmente, o sistema registra 7.020 formulários cadastrados. Desses, 6.510 foram encaminhados às salas de vacinação da rede básica e 510 ao atendimento presencial no Crie, antes de seguirem com o calendário vacinal em uma UBS perto de casa. O secretário de Saúde (SES-DF), Juracy Lacerda, destaca que o trabalho do Crie é essencial para garantir a imunização segura de pessoas com condições clínicas especiais: “Seguimos avançando na ampliação dos atendimentos com a implementação do Crie Virtual, planejado para levar o serviço a mais unidades básicas e promover o acesso humanizado e ágil em toda a rede pública”. De janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025, o centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas. No último ano, a equipe também prestou atendimento presencial a mais de 8,3 mil pessoas, sem contar com as orientações e esclarecimentos feitos por telefone a pacientes e profissionais das UBSs. O centro realizou mais de 3,9 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 7,5 mil vacinas de janeiro até a primeira quinzena de junho de 2025 Neste ano, os atendimentos presenciais por faixa etária ficaram distribuídos da seguinte forma: 827 pacientes entre 1 mês e 2 anos; 431 entre 3 e 9 anos; 196 entre 10 e 19 anos; 1.790 entre 20 e 59 anos; 721 entre 60 e 100 anos. Do total, 1.713 são mulheres e 2.252 são homens. A vacina mais aplicada nesse público foi a Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que protege contra infecções graves como meningite e pneumonia, especialmente em crianças, com 1.177 doses. Em seguida, aparece o imunizante contra a Hepatite A, com 880 aplicações. Para ser atendido pelo Crie, o paciente precisa apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades, imunossupressão ou outras situações que aumentem a vulnerabilidade. Entre os perfis atendidos estão transplantados de órgãos ou medula óssea, pacientes oncológicos, pessoas que vivem com HIV, cardiopatas, hepatopatas, crianças e adultos com síndromes genéticas, além de prematuros. “Para cada tipo de condição há um rol específico de vacinas. O calendário é montado de forma personalizada, considerando as necessidades do paciente”, explica a enfermeira e responsável técnica do Crie, Isabel Toledo. O atendimento, no entanto, não é espontâneo: é necessário apresentar encaminhamento médico, seja da rede pública ou particular, com relatório que descreva a condição de saúde e, preferencialmente, o CID (Classificação Internacional de Doenças). Esse documento pode ser entregue presencialmente ou enviado por meio do Crie Virtual. A agenda é organizada com horário marcado – o agendamento pode ser feito por telefone, que atende usuários de todo o Distrito Federal e entorno, ou presencialmente, após análise da documentação. “O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses. As demais são programadas e orientadas”, detalha Isabel. Sobre o perfil dos atendidos, a maior parte é composta por adultos de 20 a 59 anos, seguidos por bebês de até 2 anos. Também há atendimento para pessoas que convivem com os pacientes, especialmente em casos de transplante, que passam por avaliação. Para ser atendido pelo Crie, é preciso apresentar uma condição clínica que justifique o uso de imunobiológicos especiais, como comorbidades e imunossupressão Atendimento Em agosto de 2023, a enfermeira Priscila Alencar, 42, foi submetida a um transplante de medula óssea após o diagnóstico de mieloma múltiplo, um câncer hematológico. A partir desse procedimento, precisou reiniciar todo o calendário vacinal, com aplicação de imunizantes específicos e em ambiente controlado, como o oferecido pelo Crie. Na consulta, a equipe analisou o histórico médico encaminhado pela hematologista e traçou o novo calendário vacinal, considerando as restrições para pacientes imunossuprimidos, como a impossibilidade de tomar vacinas com vírus vivos antes de dois anos do transplante. [LEIA_TAMBEM]Segundo Priscila, o acolhimento e a atenção recebida foram diferenciais no processo de cuidado. “Mesmo sabendo que eu era profissional de saúde, me explicaram tudo com calma e carinho. O atendimento é humanizado, desde a triagem até a aplicação das vacinas. Sempre com um sorriso no rosto e atenção às particularidades de cada paciente”, destaca. Ela também ressalta a importância do registro adequado no sistema de informação e elogia a possibilidade de acompanhar as doses pela caderneta digital: “É um serviço essencial, que precisa ser valorizado e ampliado. Eu fui muito bem acolhida e espero que mais pessoas tenham acesso a esse cuidado tão necessário”. Crie Virtual O cadastro no Crie começa com o relatório médico que indica a necessidade de imunização especial. Com esse documento e o cartão de vacinas em mãos, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de casa, onde será inserido no sistema do Crie Virtual por um profissional da sala de vacina. O formulário do Crie Virtual segue um protocolo específico e inclui dados como nome do paciente, nome da mãe, endereço, unidade básica de saúde (UBS) de origem, relatório médico, exames e histórico vacinal. A equipe do Crie avalia essas informações, consulta os sistemas oficiais de registro de vacinação e monta um calendário individual. Esse plano é encaminhado à UBS indicada, que será responsável por aplicar as vacinas. Isabel Toledo, responsável técnica do Crie: "O paciente passa por avaliação médica, tem seu calendário vacinal elaborado e, no mesmo dia, já pode receber as primeiras doses" Vacinas disponíveis Entre os imunizantes fornecidos pelo Crie estão a vacina hexa acelular (DTPa/Hib/HB/VIP); a vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis acelular adulto (dTpa); a Haemophilus influenzae tipo b conjugada (Hib); a vacina contra hepatite A adulto (HA) e hepatite B recombinante (HB); a vacina HPV4 (6, 11, 16 e 18); a meningocócica C conjugada (MenC); a meningocócica ACWY conjugada (MenACWY); a pneumocócica polissacarídica 23 valente (VPP23); a pneumocócica conjugada 13 valente (VPC13); e a vacina contra poliomielite 1, 2 e 3 inativada (VIP). Além dessas, o centro também disponibiliza a vacina contra gripe para pacientes com alergia ao ovo, e um esquema específico para aplicação do imunizante contra a febre amarela em pacientes alérgicos, sempre com acompanhamento médico e observação após a dose. Eventos adversos O Crie também é referência para os chamados Eventos Supostamente Associados à Vacinação ou Imunização (Esavi). “Quando ocorre uma reação adversa grave, o paciente é encaminhado para cá. A equipe médica faz a investigação, pede exames, acompanha de perto e ajusta o esquema vacinal, se necessário”, explica Priscila. A enfermeira destaca que um Esavi nem sempre têm relação causal com a vacina, ou seja, ele pode não ter sido causado pela vacina, mas sim por outro fatores.
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Gestantes aprendem na prática como cuidar de seus bebês
Como dar o primeiro banho no bebê? Qual a maneira correta de trocar a fralda? Quais vacinas são aplicadas logo nos primeiros dias de vida? Com 31 semanas de gestação, Mírian Sales, 28 anos, encontrou respostas para essas e outras dúvidas neste sábado (14), durante o curso gratuito para gestantes e acompanhantes promovido no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Durante o curso, são ensinadas técnicas de banho e higiene do bebê, troca de fraldas e até cuidados com o coto umbilical | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A atividade, voltada para mães e suas redes de apoio, ocorre sempre no segundo e quarto sábado do mês, das 9h às 12h, no auditório da unidade. A proposta é preparar os participantes para os cuidados com o recém-nascido, combinando orientações práticas e acolhimento multiprofissional. “Como mãezinha de primeira viagem, eu precisava disso. O curso é esclarecedor, empodera e traz segurança. Recomendo para todas as gestantes”, contou Mírian, logo após treinar a troca de fraldas em uma das atividades práticas. “Amei! Essa prática ajuda a gente a se preparar de verdade.” [LEIA_TAMBEM]O curso faz parte do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e aborda temas como adaptação do bebê fora do útero, amamentação, administração de medicamentos, prevenção de infecções, cuidados com o coto umbilical, troca de fraldas, banho e os direitos da gestante e do recém-nascido. Segundo a tutora Priscila Guimarães, é essencial que mães e acompanhantes participem. “Eles aprendem não só os cuidados básicos, mas também como evitar infecções e criar um ambiente mais seguro em casa. Os primeiros 28 dias de vida são muito importantes, pois o bebê está se adaptando ao ambiente, às pessoas e à iluminação”, explica. Viviane Souza, 31, e o marido Alisson Gomes, 33, participaram do encontro às vésperas do nascimento da primeira filha, Laura. “É nossa primeira filha, então queremos aprender tudo”, contou Viviane. Já Alisson destacou o impacto do aprendizado: “Estar aqui é um exercício de amor e responsabilidade. Me sinto mais preparado para cuidar da Laura”. À espera da primeira filha, Viviane Souza e Alisson Gomes participaram juntos do curso: “É nossa primeira filha, então queremos aprender tudo”, destacou a gestante A formação é conduzida por uma equipe multidisciplinar formada por enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Para a assistente social residente Dáfynne Mello, o principal objetivo é acolher e informar: “É um espaço preparado para tirar dúvidas, fortalecer vínculos e oferecer segurança. Basta chegar”.
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Maio Furta-Cor: Rede pública de saúde do DF oferece suporte à saúde mental das mães
Pesquisas da Fiocruz apontam que cerca de 25% das mulheres sofrem de depressão pós-parto e até 20% podem apresentar sintomas depressivos durante a gravidez. Os números revelam um cenário preocupante e que demanda atenção especializada. No Distrito Federal, a rede pública de saúde conta com medidas de conscientização, prevenção e acolhimento psicológico desde o pré-natal até o período após o parto. Um dos destaques é a campanha Maio Furta-Cor, instituída pela Lei nº 7.163/2022, do DF, que dedica o mês à sensibilização sobre o bem-estar emocional das mães com ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde (SES-DF). “É um mês de sensibilização pela saúde mental materna. É uma campanha nacional que nasceu em 2020 e virou lei em vários lugares, inclusive aqui no DF, porque nós precisamos cuidar melhor das mães e não só da saúde física delas”, explica a psicóloga perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e representante do Maio Furta-Cor em Brasília, Alessandra Arrais. Aline Dutra com as psicólogas do projeto Pré-Natal Psicológico do Hmib | Foto: Arquivo Pessoal “O pré-natal obstétrico e fisiológico acontece muito com o interesse de garantir que o bebê nasça com saúde. Costumo dizer que é um olhar interesseiro e não interessado pela mãe. Essas mulheres acabam ficando sem uma assistência adequada do ponto de vista emocional. Qual é a consequência disso? A gente não rastreia os sintomas da depressão pós-parto e mesmo de depressão gestacional”, destaca a especialista. Para mudar esse cenário, o Hmib oferece um serviço pioneiro no Brasil: o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal, iniciativa da psiquiatra Maria Marta Freire, que inclui o acompanhamento psiquiátrico e psicológico por meio do Programa Pré-Natal Psicológico voltado a gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave, e do grupo de Luto Perinatal, que atende mulheres que tiveram perdas gestacionais. O encaminhamento é feito pelas unidades básicas de saúde (UBSs) ou durante internações no próprio hospital. “É um modelo de atenção à saúde da mulher que pretende ser preventivo, psicoprofilático, psicoeducativo e psicoterapêutico. Ele é um trabalho complementar ao abordar questões que não são vistas no pré-natal obstétrico”, aponta Alessandra Arrais. Alessandra Arrais desenvolveu o Pré-Natal Psicológico que tem como objetivo acompanhar gestantes e puérperas com até seis meses de pós-parto que enfrentam sofrimento mental grave Desenvolvido por Alessandra Arrais com o apoio das psicólogas perinatais voluntárias, Solange Bittar e Alessandra Sancho, o pré-natal psicológico tem como objetivo acompanhar a mulher ao longo da gestação para reduzir os fatores de risco associados ao desenvolvimento de quadros depressivos. “Qual é o risco aumentado para o adoecimento? Ter histórico de depressão e ansiedade antes da gestação. Já ter tido depressão pós-parto. Não ter rede de apoio. Ter uma relação conflituosa com o pai do bebê. Passar por problemas adversos durante a gestação. Gravidez na adolescência. Ser uma mulher que sofre muito de TPM e da disforia pré-menstrual, porque mostra que ela é mais sensível às mudanças hormonais. Ter sofrido abortos, óbitos perinatais e perdas durante a gestação”, esclarece. “Já um fator de proteção é exatamente a realização do pré-natal psicológico. A prevalência da depressão pós-parto é muito menor nas mulheres que passam pelo programa”. Apoio gestacional A dona de casa Josenilda Oliveira dos Santos, 41 anos, conta que na gravidez do primeiro filho – hoje com 15 anos – ela foi diagnosticada com depressão ainda durante a gestação. Há alguns anos, ela teve três perdas perinatais e passou pelo grupo de Luto Perinatal do Hmib para lidar com novos episódios de transtornos depressivos. [LEIA_TAMBEM]Hoje, grávida de 25 semanas de Sarah Beatriz, ela é acompanhada pelo Projeto Pré-Natal Psicológico. “Já estou indo para o segundo mês de acompanhamento e tem sido muito bom. Quando eu cheguei estava muito depressiva, angustiada e com muito medo. Tenho melhorado bastante, porque me sinto acolhida pelos conselhos, pelas orientações e pelo relato das colegas. Esse grupo é uma ajuda tanto para mim, quanto para outras mães”, diz. A professora Aline Dutra Martins Saboia, 32 anos, está pela segunda vez no projeto de pré-natal. A primeira experiência foi em meados de 2022 quando estava grávida de Helena, hoje com 2 anos. “Tudo se iniciou quando eu tive duas perdas gestacionais. No posto de saúde de Sobradinho, me encaminharam para a psiquiatria do Hmib, que fez o meu tratamento de luto perinatal, e depois, quando eu engravidei, me encaminhou para o pré-natal psicológico. Foi algo que me ajudou muito, porque eu tinha muito medo e tudo me assustava. Eles me deram esse suporte durante a gestação e também depois”, afirma. Aline lembra que, quando a filha tinha apenas 16 dias, ela teve que lidar com críticas de familiares em relação à decisão de furar a orelha da menina. Aquilo causou um quadro de ansiedade que conseguiu ser combatido graças aos encontros do grupo. “Eu entrei em desespero depois dessa ocorrência. Tinha muito medo e não conseguia dormir. Foram as profissionais do projeto que me acalmaram”, recorda. Hoje, em sua segunda gestação, ela retorna ao acompanhamento de pré-natal psicológico. “Tem sido muito gratificante poder reconhecer a importância desse projeto, que nos faz aceitar as diferentes maternidades e que mostra que não existe essa romantização. Maternar é uma coisa muito desafiadora e toda mãe se sente frustrada por não conseguir alcançar certos objetivos que almeja. Todas essas inúmeras coisas são trabalhadas nos encontros amenizando essa dor e angústia que todas sentimos. Esse é um processo que me ajuda tanto psicologicamente, como emocionalmente e na minha autoestima”, defende. A expectativa é de que o serviço – hoje disponível no Hmib e previsto na Lei nº 7.620, de dezembro de 2024 – passe a ser multiplicado em outras unidades de saúde. Atualmente, a SES investe na capacitação de profissionais por meio de cursos, como o Parto do Princípio, ministrado este ano para 50 profissionais, e um segundo em fase de gravação, batizado de Curso de Saúde Mental Materna. Ambos os cursos são iniciativas da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF, em parceria com a Escola Superior de Saúde Pública do DF (EAPSUS). “A ampliação dessas equipes está prevista para garantir acesso ao atendimento especializado em todo o DF, assegurando diagnósticos e tratamentos rápidos que contribuam para a estabilidade emocional das mães e o desenvolvimento saudável dos bebês”, informa o secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante.
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