Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes reúne participantes da ESP/DF
Representantes da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participam, nos dias 29 e 30 deste mês, do Fórum Nacional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, promovido pelo Ministério da Saúde (MS). Com o tema “O protagonismo de crianças e adolescentes na construção da Política Nacional de Saúde Mental”, o encontro vai reunir atores governamentais e não governamentais, além de gestores públicos, movimentos sociais e profissionais de saúde envolvidos com a temática proposta. Participantes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil reforçam a importância da construção de políticas públicas para essa área | Foto: Divulgação/Fepecs A equipe da ESP/DF vai acompanhar os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil (PRMSMIJ), que atuarão como mediadores na comissão de acolhimento do evento, além de crianças e adolescentes e seus responsáveis, que são usuários de serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi), locais que servem como cenários de aprendizagem do programa. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes” Bethania Serrão, coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental Infantojuvenil “Esse convite do Ministério da Saúde significa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo nosso programa na formação de profissionais especializados para o campo da saúde mental infantojuvenil, evidenciando a contribuição da residência para o fortalecimento do SUS”, avalia a psicóloga Bethania Serrão, coordenadora do programa. Políticas públicas Com o objetivo de incentivar o diálogo com todos os setores envolvidos, estimular a construção de recomendações e diretrizes sobre os diferentes desafios e fornecer subsídios técnicos e políticos para o trabalho intersetorial e o cuidado integral desse público, o fórum também será um espaço de promoção da participação social como elemento central na construção das políticas públicas. [LEIA_TAMBEM]“Acredito que nossa participação é o reconhecimento da trajetória que temos construído na formação de profissionais comprometidos com a saúde mental infantojuvenil e com a defesa de uma atenção psicossocial qualificada”, afirma Bethania. A presença de residentes e representantes da ESP/DF em um evento nacional indica que as experiências vivenciadas no âmbito do Distrito Federal são assertivas e eficientes, além de reafirmar que ensino, assistência e gestão caminham juntos na consolidação de um Sistema Único de Saúde (SUS) cada vez mais forte e mais sensível às necessidades de crianças e adolescentes. “Não basta preparar especialistas tecnicamente qualificados; é preciso formar profissionais capazes de atuar de maneira crítica, interprofissional e comprometida com os direitos de crianças e adolescentes”, sinaliza a coordenadora do programa. “A presença da residência nesse fórum reafirma um princípio fundamental do SUS: formar profissionais e construir políticas públicas são processos inseparáveis.” *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa de Ciências da Saúde
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Com recursos de R$ 1,4 milhão, Hospital de Base amplia atendimento oftalmológico
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) recebeu quatro novos equipamentos para exames e procedimentos oftalmológicos, em um investimento de R$ 1,4 milhão destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Criado pelo governo federal, o PAC busca impulsionar o crescimento sustentável do país por meio da expansão e modernização da infraestrutura pública, incluindo investimentos destinados ao fortalecimento da rede assistencial do SUS. Novo equipamento, que começou a ser utilizado neste mês, permite mais precisão nos procedimentos oftalmológicos | Foto: Divulgação/IgesDF A medida vai ampliar a capacidade assistencial de um serviço que processa, em média, 330 cirurgias por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de garantir mais precisão e segurança aos pacientes. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário” Stefânia Diniz, chefe da Oftalmologia do HBDF Entre os equipamentos entregues está um microscópio cirúrgico oftalmológico de última geração utilizado em procedimentos de alta complexidade, como cirurgias de catarata, glaucoma, córnea e retina. O aparelho começou a ser utilizado neste mês e representa um avanço tecnológico em relação aos equipamentos já existentes na unidade. Segundo o cirurgião oftalmológico Carlos José de Souza Júnior, do HBDF, a nova tecnologia proporciona melhor visualização das estruturas oculares, favorecendo a precisão dos procedimentos. “Nas cirurgias oftalmológicas, trabalhamos em um campo milimétrico”, explica. “Ter uma imagem mais clara e nítida permite que o profissional realize os procedimentos com maior segurança e destreza. Além disso, o equipamento tem sistema de vídeo com gravação, que também contribuirá para a capacitação e o aprendizado das equipes”. Mais tratamentos [LEIA_TAMBEM]Além do microscópio, o Hospital de Base, referência em oftalmologia de alta complexidade no Centro-Oeste, recebeu um fotocoagulador a laser, equipamento utilizado no tratamento de diversas doenças da retina. O aparelho é o primeiro do tipo na unidade e permite que parte dos procedimentos seja realizada em ambiente ambulatorial, dispensando a ocupação de salas cirúrgicas. Desde a implantação, o equipamento já foi utilizado em cerca de 40 procedimentos. “O laser torna o tratamento mais acessível porque o paciente não precisa ser encaminhado para uma sala de cirurgia”, aponta a chefe da Oftalmologia do HBDF, Stefânia Diniz. “Conseguimos aumentar a quantidade de procedimentos realizados, reduzir custos e oferecer mais comodidade ao usuário.” Também foram incorporados ao parque tecnológico da unidade um vitreófago com facoemulsificador — empregado em cirurgias de retina para tratar sangramentos, inflamações, infecções e descolamentos — e um biômetro óptico, utilizado para medições oculares essenciais no planejamento cirúrgico. *Com informações do IgesDF
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Representantes do GDF participam do 17º Congresso Internacional da Rede Unida
A Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) participa, até sexta-feira (26), do 17º Congresso Internacional da Rede Unida, em São Luís (MA). Com o tema “Sabedoria e soberania com alegria”, o evento reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores, estudantes, movimentos sociais e instituições de ensino de todo o Brasil e de diversos países para debater os desafios contemporâneos da formação em saúde, da gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), da participação social e da produção do cuidado. Fabiano Martins (E), coordenador do curso técnico em enfermagem da ESP/DF, com Felipe Proenço de Oliveira, do Ministério da Saúde, e Juliana Machado, gerente de ensino técnico da ESP/DF: “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde” | Foto: Divulgação/Fepecs Os representantes da ESP/DF são Juliana Larissa Machado, gerente de ensino técnico, e Fabiano dos Anjos Pereira Martins, coordenador do curso técnico em enfermagem. Eles participam de atividades científicas, debates e encontros institucionais voltados para o fortalecimento das redes colaborativas e a qualificação da formação profissional em saúde. A participação da ESP/DF conta também com o trabalho “Formação técnica em enfermagem no SUS-DF: inovação pedagógica por competências e integração ensino-serviço”, que foi selecionado para apresentação na modalidade de comunicação oral. [LEIA_TAMBEM]Segundo Fabiano Martins, esse estudo apresenta a experiência de construção e consolidação do projeto pedagógico do curso técnico em enfermagem da instituição, destacando estratégias de formação por competências, integração ensino-serviço, avaliação por evidências e fortalecimento dos cenários de prática no SUS. “A iniciativa evidencia o compromisso da escola com metodologias inovadoras de ensino e com a formação de profissionais alinhados às necessidades do sistema público de saúde”, afirma. Reuniões Além da participação nas discussões e atividades do congresso, a equipe participou de um encontro com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (MS), Felipe Proenço de Oliveira, reconhecido por sua contribuição à formulação de políticas públicas. Juliana e Fabiano também se reuniram com Francisca Valda da Silva, conselheira nacional de saúde e representante da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), e com Fernanda Lou Sans Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde. *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)
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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega a Ceilândia
Os atendimentos oferecidos pela carreta do programa Agora Tem Especialistas, instalada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), começaram nesta semana. Com foco no diagnóstico precoce de doenças e a definição de tratamentos, a ação é uma iniciativa do Ministério da Saúde (MS) com o apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF). O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (de camiseta amarela), visitou as instalações do serviço móvel neste sábado | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos” Raquel Mesquita, subsecretária de Atenção Integral à Saúde Neste sábado (13), a estrutura recebeu a visita do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de gestores da SES-DF. Totalmente estruturada com insumos, equipamentos e equipe multiprofissional, a unidade móvel de saúde oferta exames de tomografia e ultrassonografia para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) previamente agendados e encaminhados pela SES-DF. Somadas, a cada semana, serão oferecidas quase 600 vagas. Os exames de ultrassonografia são exclusivos para pacientes da Região de Saúde Oeste, que compreende Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. “Essa parceria vem para somar com todos os esforços que nós já estamos fazendo para reduzir as filas de exames eletivos”, afirma a subsecretária de Atenção Integral à Saúde, Raquel Mesquita. Agendamentos [LEIA_TAMBEM]Os atendimentos do programa Agora Tem Especialistas no HRC tiveram início na segunda-feira (8). A previsão é que continue no local por 60 dias. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Neste sábado, foram agendados 15 pacientes. Esta é a sexta unidade móvel em operação no Distrito Federal. Nas primeiras quatro, mais de 5,7 mil pessoas foram atendidas. Outra carreta do programa, voltada para a saúde da mulher, está atualmente instalada no estacionamento do Hospital Regional do Gama (HRG). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Mutirão amplia acesso a métodos contraceptivos e serviços de saúde na Estrutural
Moradoras da Cidade Estrutural tiveram acesso, neste sábado (13), a uma ação integrada de saúde promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com o Ministério da Saúde. A iniciativa, que segue ao longo deste final de semana, reúne diversos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), no estacionamento da UBS 1 da região, para ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e aos cuidados preventivos. O destaque foi a disponibilização do método contraceptivo de longa duração Implanon, voltado a mulheres de 14 a 49 anos de idade. Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a governadora Celina Leão declarou: “É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília 12 mil Total de unidades de Implanon que o Ministério da Saúde vai doar ao DF Durante o evento, a governadora Celina Leão ressaltou a importância do serviço para facilitar o planejamento familiar, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. “O Implanon é um sucesso”, lembrou. “Existe muita demanda, e hoje o ministro já anunciou que vai nos doar mais 12 mil unidades”, prosseguiu a chefe do Executivo. "É uma oportunidade para a saúde das nossas mulheres e mostra a importância dessa parceria com a União em prol de quem mais precisa.” O secretário da Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a iniciativa integra os esforços do GDF para ampliar o acesso da população aos serviços públicos de saúde e fortalecer as ações de prevenção e promoção da saúde em diferentes regiões administrativas: “Essa ação perpassa uma iniciativa de saúde simples, pois está trazendo dignidade, autonomia e fortalecimento para muitas mulheres. A população da Estrutural tem o maior índice de gravidez na adolescência, e temos um público muito jovem, então é uma certeza que a ação hoje desenvolvida vai refletir bons números para a população”. Dignidade e independência Geovanna Marinho (E), que engravidou aos 16 anos, fez o implante: “O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos” Mãe desde cedo, a designer de sobrancelhas Geovanna Marinho buscava um método contraceptivo de longa duração para dar continuidade ao planejamento familiar. Como o custo do Implanon na rede privada lhe seria um obstáculo, ela comemorou a oportunidade de poder se submeter ao procedimento de graça pelo SUS. “Eu engravidei com 16 anos e tive trauma da minha gravidez”, relatou. “Eu me esquecia da injeção todo mês, então isso aqui é o melhor para mim. O Implanon vai me dar três anos de tranquilidade, e eu não teria condições de pagar, porque é muito caro. Agora eu posso investir esse dinheiro em outras coisas, na minha área da beleza, e continuar correndo atrás dos meus sonhos.” “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres” Alexandre Padilha, ministro da Saúde Além da oferta do método contraceptivo, a população teve acesso a atendimentos e orientações em saúde. A operadora de caixa Kaethlen Mayara Rodrigues foi uma das mulheres que aproveitaram todos os serviços no local. “Eu achei muito legal porque faltava isso aqui na nossa cidade”, elogiou. “Além do Implanon, também fiz testes, tomei vacina e vou passar pelo dentista. Ter tudo isso perto da nossa casa ajuda muito quem precisa e nem sempre consegue se deslocar para outros lugares.” Método eficaz A rede pública de saúde do DF começou a utilizar o novo método contraceptivo no início deste ano. Foram quase 15,5 mil unidades oferecidas pelo Ministério da Saúde ao DF. De janeiro a maio de 2026, foram inseridos 6,6 mil desses implantes subdérmicos. Assim como o DIU (dispositivo intrauterino), o Implanon é classificado como contraceptivo reversível de longa duração (LARC, na sigla em inglês). [LEIA_TAMBEM]Por não depender de uso diário ou contínuo, como ocorre com anticoncepcionais orais ou injetáveis, é considerado altamente eficaz no planejamento reprodutivo. Além disso, a inserção é simples e rápida, feita por médicos e enfermeiros devidamente capacitados, apenas com anestesia local, aplicada na parte interna do braço. “Essa ação é algo que a gente está fazendo no SUS para ampliar a dignidade e a autonomia das mulheres”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O dispositivo protege pelo menos durante três anos para o risco da gravidez, ou seja, garante o planejamento familiar e a prevenção da gravidez durante três anos. É um método muito importante, sobretudo para as mulheres mais jovens. Graças a essa decisão de incorporar ao SUS, agora a mulher pode implantar e ficar três anos segura”. População elegível Toda a população em idade fértil tem acesso aos métodos contraceptivos a partir dos atendimentos nas unidades básicas de saúde (UBSs). A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) oferece preservativos, pílulas e injeções anticoncepcionais, além de procedimento cirúrgico de esterilização permanente. Apenas os preservativos proporcionam proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Arte: Agência Saúde-DF
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Vai para a Copa do Mundo? Saiba os cuidados necessários antes de entrar no avião
A Copa do Mundo se aproxima, e muitos torcedores já estão preparando as malas para visitar um dos três países que vão sediar os jogos. Entre passagens, roteiros e camisas de time, um item indispensável deve estar nos preparativos: o cartão de vacina. Thallys Silva, enfermeiro do Ambulatório do Viajante do Hran, orienta: “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Viajar para outro país naturalmente envolve certo cuidado com a saúde. Como a Copa do Mundo é um evento que reúne milhões de pessoas de diferentes nacionalidades, exige atenção redobrada. A mistura e as multidões trazem maior risco na disseminação de doenças transmissíveis. “A orientação principal é atualizar o cartão de vacina na UBS [Unidade Básica de Saúde]", indica o enfermeiro Thallys Silva, do Ambulatório do Viajante do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). "Também é importante priorizar doses da tríplice viral, que engloba sarampo, caxumba e rubéola.” Sarampo O contexto global indica surtos de sarampo em todos os continentes. Em 2025, foram confirmados 248.394 casos da doença no mundo. O México soma mais de 14 mil casos desde 2025 e 36 mortes, enquanto os Estados Unidos registraram 49 surtos no ano passado. O Canadá, por sua vez, perdeu, neste ano, a certificação de país livre do sarampo. Para vacinação contra o sarampo, a orientação é procurar a UBS até 15 dias antes de viajar O Brasil, apesar do cenário, permanece como um país livre da circulação do vírus responsável pela doença — título conquistado em 2024. No entanto, em 2025, 94,7% dos casos confirmados (36 de 38) da doença ocorreram em pessoas sem histórico vacinal, o que reforça a importância da imunização como principal forma de prevenção. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos, além de profissionais de saúde de qualquer idade, devem receber duas doses da tríplice viral. Já os demais adultos, de 30 a 59 anos, precisam tomar uma dose. No caso do sarampo, recomenda-se procurar a UBS com antecedência mínima de 15 dias da viagem. Caso não seja possível cumprir o prazo, é importante receber a dose mesmo assim, pois ainda pode conferir proteção. Febre amarela Os viajantes devem se prevenir, ainda, contra a febre amarela, mesmo que os países que sediam a Copa (México, Canadá e Estados Unidos) não exijam o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). “Às vezes a pessoa considera apenas o destino final, mas precisa pensar, também, nas possíveis escalas pelo caminho”, explica Thallys Silva. “Se a escala for em um país muito rígido com o certificado, o indivíduo é deportado se não apresentar o documento”. [LEIA_TAMBEM]O esquema vacinal da febre amarela é de uma dose aos 9 meses, com reforço aos 4 anos, e a dose única, a partir dos 5 anos. Para áreas de riscos ou países que exigem o certificado, os viajantes devem tomar uma dose pelo menos dez dias antes da viagem. Para retirar o CIVP, basta acessar o aplicativo do Meu SUS Digital (Android e iOS), acessar o ícone da certificação e imprimir a guia. Salvar uma cópia no celular, de fácil acesso, também é recomendado. Todos os imunizantes inclusive o da tríplice viral e da febre amarela — estão disponíveis nas mais de 170 UBSs do Distrito Federal. Para se imunizar, basta apresentar um documento de identidade válido e com foto e, se possuir, a caderneta vacinal. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde do DF aplica mais de 340 mil vacinas contra gripe
Desde o início da campanha de vacinação deste ano, em 25 de março, o Distrito Federal já aplicou mais de 340 mil doses do imunizante contra o vírus Influenza, causador da gripe. Até o momento, a Secretaria de Saúde (SES-DF) mantém a estratégia definida pelo Ministério da Saúde e disponibiliza o imunizante a grupos prioritários. Arte: Agência Saúde-DF “Todas as vacinas recebidas são distribuídas às unidades da SES-DF e utilizadas na sua totalidade nos grupos prioritários”, explica a gerente da Rede de Frio Central, Tereza Luiza Pereira. Nessa população, estima-se que mais de 1,1 milhão de pessoas precisam da vacina contra a influenza. A meta é chegar a 90% de indivíduos protegidos. Imunizantes deste ano oferecem proteção contra três variantes do vírus Influenza Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, além de idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas até 45 dias após o parto, pessoas com comorbidades e deficiências, indígenas e quilombolas, população privada de liberdade e uma série de profissionais, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. A vacina deste ano protege esses grupos contra três variantes do vírus: Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria). A lista dos locais de imunização está disponível no site da SES-DF. Outros vírus e medicação [LEIA_TAMBEM]A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de 1 ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Chegada da influenza K reforça importância da vacinação
A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização. Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF Na rede pública, a vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já alcançou mais de 100 mil pessoas — a meta é chegar a 1,1 milhão. A imunização é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Este ano, a vacina protege contra três variantes do vírus. A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. Outros vírus e medicação A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra covid-19 O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Mudança no clima Casos de síndrome respiratória no DF, de janeiro até agora, passam de 1.600 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, dos quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus, e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea. O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. [LEIA_TAMBEM]Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A. Onde buscar atendimento Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h. Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Em Taguatinga, unidade móvel de saúde amplia acesso à tomografia
Em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), a Secretaria de Saúde (SES-DF) inaugurou, nesta segunda-feira (6), a Unidade Móvel de Imagem. Instalada na Central de Radiologia de Taguatinga, a estrutura faz parte do programa federal Agora Tem Especialistas, que tem como focos a redução de filas e o atendimento humanizado. O objetivo é ampliar o acesso a exames de alta complexidade no Distrito Federal. Maria Conceição de Oliveira fez exame para investigar sinusite crônica: “O atendimento foi ágil e tranquilo”, relata | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “Além de aproximar o serviço da população, a unidade representa o compromisso da Secretaria de Saúde com a prevenção e com o diagnóstico precoce — ambos são pilares fundamentais para uma saúde pública mais eficiente e mais humana”, enfatiza a superintendente da Região de Saúde Sudoeste, Márcia Rodrigues. O programa iniciou a distribuição escalonada de unidades móveis em outubro de 2025. Cerca de 50 carretas estão em operação em todo o Brasil, com atendimentos voltados à saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem. Atendimento [LEIA_TAMBEM]Dedicada exclusivamente à realização de tomografias computadorizadas (sem contraste e sem sedação), a unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, com capacidade para processar cerca de 80 exames por dia. O resultado fica disponível em até dois dias, acessado por um QR code entregue ao paciente após o procedimento. A tomografia computadorizada permite visualizar com precisão órgãos, ossos e tecidos do corpo. O exame auxilia no diagnóstico de diversas condições, o que aumenta as chances de tratamentos mais eficazes. Pacientes de todo o DF poderão ser atendidos, por meio de convocação da Central de Regulação Ambulatorial (Cera). Maria da Conceição de Oliveira, de 39 anos, fez exame para investigar uma sinusite crônica e gostou do atendimento: “A assistência foi rápida e tranquila. Achei a estrutura muito organizada”. Maria de Lourdes Rodrigues, 79, também foi atendida rapidamente. “Gostei de ter sido chamada tão cedo”, lembra. “Preciso desse exame para dar continuidade ao meu tratamento”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Comitê distrital reforça vigilância sobre uso de agrotóxicos no DF
O cuidado com a saúde de quem vive e trabalha no campo ganhou novo impulso no Distrito Federal. No último mês, o Comitê Distrital de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vispea-DF), da Secretaria de Saúde (SES-DF), realizou reunião com a equipe técnica do Ministério da Saúde para alinhar ações e fortalecer a atuação em 2026. O encontro marcou o início das atividades do comitê neste ano e teve como foco a apresentação do programa federal e orientações para o avanço da Vispea no DF. A iniciativa reuniu representantes de diversas áreas da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS) da SES-DF, além do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) e da área de assistência à saúde. [LEIA_TAMBEM]Vigilância e prevenção no território A atuação da Vispea-DF é voltada principalmente às populações que vivem em áreas rurais, mais expostas ao uso de defensivos agrícolas, seja pelo manuseio inadequado, seja pela proximidade de locais onde os produtos são aplicados. Entre as ações desenvolvidas estão o monitoramento da presença dessas substâncias na água para consumo humano e nos alimentos consumidos pela população do DF, além da produção de boletins informativos e da articulação entre diferentes áreas da saúde. De acordo com o coordenador do comitê, João Suender, o trabalho tem impacto direto na qualidade de vida dessas comunidades. “A saúde dessas pessoas importa para o SUS [Sistema Único de Saúde] e o programa visa contribuir para reduzir esses impactos na prevenção de doenças e promoção de saúde”, afirma. Além de proteger trabalhadores rurais, o comitê também acompanha possíveis efeitos dos produtos na saúde da população em geral, reforçando a importância da vigilância contínua e da integração entre setores. O boletim do Comitê Vispea-DF pode ser acessado por meio deste link. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Pesquisa aponta que cerca de 30% da população do DF estará obesa em 2030
No Distrito Federal, cerca de 30% da população estará obesa em 2030, segundo projeção baseada em dados da última pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. A estimativa foi apresentada na sexta-feira (27), durante o Seminário do Dia Mundial da Obesidade, promovido pela Gerência de Nutrição da Secretaria de Saúde (SES-DF). Seminário apresentou debate sobre impactos, prevenção e cuidado da obesidade, bem como formulação de políticas públicas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF De acordo com o levantamento, em 2023, 60,3% da população do DF apresentava sobrepeso e 21,9% já se encontrava em condição de obesidade. Os dados também apontam que o Índice de Massa Corporal (IMC) alto estava associado a 15% das mortes prematuras, além de representar 55% das mortes precoces por diabetes também estavam associadas ao IMC alto. “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos” Carolina Gama, gerente de Nutrição da Secretaria de Saúde Entre 2018 e 2023, os adultos no DF apresentaram outros índices preocupantes: consumo abusivo de álcool, baixa ingestão de frutas e hortaliças e aumento da obesidade. Apesar disso, houve um aumento de indivíduos praticando atividade física em tempo livre e a redução do consumo de ultraprocessados, além do uso de tabaco. A gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, alertou sobre o papel central da alimentação na reversão desse cenário: “Sabemos que a obesidade é uma condição crônica e multifatorial, mas existe a expectativa de que a nutrição conduza esses processos. Há um foco grande em relação à nutrição quando se fala em obesidade”. Crianças e adolescentes Além de apresentar o cenário atual da obesidade no DF, o evento teve como objetivo promover um debate qualificado e intersetorial sobre os impactos, prevenção e cuidado da obesidade, além da formulação de políticas públicas. Entre os temas, destacou-se a criação de uma linha de cuidado específica para crianças e adolescentes com sobrepeso e obesas. “Nossa linha de cuidado é de 2015, e identificamos a necessidade de fazer uma atualização deste documento, inclusive para incluir as crianças e os adolescentes”, relatou a gerente. “Temos a intenção de iniciar um processo de atualização ainda neste ano.” [LEIA_TAMBEM]A assessora de Redes de Atenção à Saúde da SES-DF, Carolina Cesar, reforçou a importância de dedicar um olhar mais atento a este grupo específico: “Quanto mais crianças obesas e com sobrepeso, mais adultos doentes. Sabemos que as crianças estão vindo de um cenário diferente; a pandemia mudou completamente o estilo de vida das crianças. Elas estão mais reclusas, com muito tempo em tela, então está tudo muito diferente. São muitas abordagens, e é muito difícil mudar”. Cenário nacional No Brasil, de forma geral, um terço da população tem sobrepeso e obesidade. Em menos de duas décadas — de 2006 a 2023 — ocorreu um aumento de 105,6% da obesidade adulta, sendo mais prevalente em mulheres com o pico entre 45 a 59 anos. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Semana de mobilização contra a tuberculose reforça diagnóstico e tratamento
Uma tosse persistente, emagrecimento sem explicação, cansaço e febre, sobretudo no período da tarde. É assim que a tuberculose se manifesta na maioria das pessoas. Para os casos suspeitos, a rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) disponibiliza diagnóstico e tratamento. Neste mês, entre os dias 24 e 31, o assunto ganha ainda mais destaque com a Semana de Mobilização e Luta contra a Tuberculose. Julliane Mourão e Kátia Palhano, do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin), ressaltam a importância de os pacientes buscarem atendimento ao notarem sintomas da doença | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF O foco da ação nacional é retirar o Brasil da lista de localidades com maiores números de casos, além de promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o combate à discriminação. Isso porque o país precisa atingir a meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) de reduzir, até 2030, a incidência para menos de dez ocorrências por cem mil pessoas ao ano. Em 2024, o índice brasileiro foi de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Diagnóstico e tratamento O desafio é grande: a doença causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) é transmitida por via respiratória, ou seja, pelo ar. Estima-se que, durante um ano, uma única pessoa contaminada sem tratamento possa transmitir tuberculose para dez a 15 novos indivíduos. "O diagnóstico e o tratamento melhoraram muito”, avalia a supervisora do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) da SES-DF, Kátia Palhano, que trabalha há 21 anos atendendo pacientes com tuberculose. “Hoje, o acesso aos serviços é mais amplo, porém é preciso que os profissionais não negligenciem a condição e atentem aos sinais.” Arte: Agência Saúde DF Atualmente, a rede de 178 unidades básicas de saúde (UBSs) é referência para pessoas com suspeita da doença no DF. Nesses locais, há exames para detecção, medicamentos e profissionais para acompanharem o tratamento, cuja duração mínima é de seis meses. As situações mais graves são encaminhadas ao Cedin, localizado na Asa Sul. Foi o caso de uma mulher de 58 anos que prefere não se identificar. Há dois anos, ela procurou ajuda médica após uma tosse que não ia embora. “Eu não conseguia nem andar, de tanto que tossia”, lembra. Com o apoio da família, faz acompanhamento no Cedin sob supervisão de um pneumologista. “Quando fiz o exame e deu positivo, disseram-me que eu iria ficar bem. Senti uma força muito grande para seguir com o tratamento. Quando você é bem-acolhida, consegue encarar”. “Trabalhamos com a prevenção. Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão” Julliane Mourão, enfermeira do Cedin A aposentada também enfrenta sequelas, como a tuberculose ocular, situação que leva a sintomas como inflamação dos olhos, visão embaçada e hipersensibilidade à luz. O acompanhamento especializado permite identificar essas e outras variantes da doença, que podem afetar ossos e articulações, meninges, testículos e próstata, entre outras possibilidades. Prevenção Para recém-nascidos, é fundamental a aplicação da vacina BCG para prevenir a tuberculose | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Os sintomas assustam, mas a enfermeira do Cedin Julliane Mourão garante que a tuberculose pode ser diagnosticada muito antes de a pessoa eliminar sangue pela tosse, por exemplo. “Trabalhamos com a prevenção”, explica. “Isso inclui uma vasta avaliação, como a de contatos próximos das pessoas com tuberculose, de forma a quebrar a cadeia de transmissão”. Pessoas imunossuprimidas, que receberam órgãos ou que precisam tomar medicamentos imunossupressores, também estão no foco nas atividades preventivas. Em recém-nascidos, a vacina BCG é crucial na prevenção de formas graves de tuberculose. [LEIA_TAMBEM]Kátia Palhano explica que, ao iniciarem o tratamento, os pacientes param de transmitir a doença. O uso de máscaras é uma medida adicional para impedir a contaminação. “Não há, portanto, justificativa para ter medo ou evitar a convivência”, pontua a médica. “Essas práticas reforçam o preconceito e resultam da falta de informação, criando estigmas sociais”. Situação no DF De acordo com boletim epidemiológico de tuberculose no Brasil divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2024, o DF registrou 447 novos casos da doença, sendo 366 de tuberculose pulmonar. Nacionalmente, foram 84,3 mil novas ocorrências naquele ano, levando à incidência de 39,7 casos para cada cem mil habitantes. Essa média é mais elevada nas regiões Norte (62,7) e Sudeste (43,4), sendo menor no Nordeste (36,2), Sul (30) e Centro-Oeste (24,3). No DF, especificamente, a incidência ficou em 15 casos para cada cem mil habitantes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Dia do Rim alerta para importância de exames de rotina no cuidado com a saúde
A segunda quinta-feira do mês de março é considerada, no calendário da saúde, o Dia Mundial do Rim. A data chama a atenção para cuidados com o sistema urinário e para a importância da dosagem de creatinina, exame que auxilia no diagnóstico de doença renal crônica. O Ministério da Saúde define doenças renais crônicas como “alterações heterogêneas que afetam tanto a estrutura quanto a função renal, com múltiplas causas e múltiplos fatores de risco”. A pequena Maria Clara de Oliveira, de Tocantins, faz acompanhamento quinzenal com pediatras do Hospital da Criança | Foto: Divulgação/HCB “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada” Kallyne Morato, nefrologista do HCB Atualmente, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) acompanha mais de 60 crianças e adolescentes com esse diagnóstico, oferecendo acompanhamento ambulatorial e internação, bem como terapia renal substitutiva (hemodiálise e diálise peritoneal), quando necessária. Apesar de se voltar aos pacientes já diagnosticados com a doença, o HCB alerta para a necessidade de atenção aos exames de todas as crianças. Presente nos músculos, a creatinina é uma proteína filtrada pelos rins; quando eles apresentam problemas de funcionamento, a concentração dessa proteína na corrente sanguínea se eleva — alteração percebida na dosagem de creatinina. A coordenadora de nefrologia pediátrica do HCB, Kallyne Morato, explica que o resultado do exame não deve causar pânico, mas dar início à investigação clínica. Exames “O valor que vemos no exame não pode ser interpretado de forma isolada”, afirma. “Há outros valores que utilizamos para fazer o cálculo da função renal, mas é lógico que, quanto mais elevado, maior a chance de a função estar, de fato, reduzida.” A médica lembra a importância de que tanto crianças quanto adultos façam a dosagem de creatinina anualmente. “Ela é superfácil de ser realizada, porque conseguimos, em um exame simples de sangue, ver se está alterada e ter esse alerta para fazer a investigação”, orienta. [LEIA_TAMBEM]Para garantir que as crianças façam a dosagem regularmente, é importante manter o acompanhamento com o pediatra na Atenção Primária à Saúde (APS). O encaminhamento ao HCB, unidade terciária da rede pública do DF, é feito por meio de regulação. Além disso, a equipe do hospital recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis: alimentação infantil equilibrada e com baixo consumo de produtos industrializados. Outra recomendação é reduzir o tempo de telas, incentivando a prática de atividade física. “A criança não vai fazer musculação, mas ela vai brincar, andar de bicicleta”, ilustra Kallyne. Beber água também é importante, mas a quantidade ideal varia de acordo com a criança. Segundo a médica do HCB, essa orientação é passada aos pais durante as consultas de rotina com o pediatra. “É importante manter o seguimento, avaliando o crescimento, desenvolvimento e alimentação da criança”, explica. Acompanhamento Foi durante uma consulta que Lauren Santos, 6 anos, descobriu a doença renal crônica e passou a ser acompanhada rotineiramente por um pediatra. “Eu acho que, se não fosse pelos exames, eu teria perdido minha filha, porque eu nem sabia que uma criança podia ser diagnosticada com doença renal crônica”, relata a mãe da menina, Eva Caroline Santos. Com o diagnóstico, as duas foram encaminhadas ao Hospital da Criança de Brasília, onde Lauren passou por sessões regulares de hemodiálise. O quadro mudou em abril de 2025, quando ela passou por um transplante de rim. Após esse procedimento, mãe e filha puderam voltar ao Tocantins, seu estado de origem. Hoje, elas comparecem ao HCB a cada 15 dias, para que Lauren passe por consultas, exames e receba medicação. “Ela está superbem”, comemora Eva. “A equipe já está avaliando para aumentar o tempo entre as consultas de acompanhamento”. *Com informações do Hospital da Criança de Brasília José de Alencar
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Residentes aprovados em processo seletivo são recepcionados em evento de acolhimento integrado
Nesta sexta-feira (27), novos residentes da rede pública de saúde foram homenageados. Com o tema “Acolher para cuidar”, o auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, recebeu cerca de mil aprovados no processo seletivo promovido pela Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF), instituição formadora no campo das especializações. Entre médicos e outras 15 categorias profissionais, o desejo era o mesmo: comemorar a conquista e começar a nova trajetória de trabalho. Distribuídos pelas unidades de saúde da rede pública do DF, os novos residentes vão atuar acompanhados por preceptores e tutores e vivenciar o dia a dia de quem trata, acolhe, salva e cura pessoas. Terão a oportunidade de se especializar com a certeza de fazer parte de uma das residências mais concorridas do país, que é considerada padrão ouro, tamanha a referência dos programas oferecidos. Novos residentes se especializam para atuar junto ao SUS, reforçando a qualidade da saúde pública do DF | Fotos: Divulgação/Fepecs “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam” Celina Leão, vice-governadora Durante a solenidade de abertura, gestores e autoridades destacaram a importância de os residentes atuarem no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), que propicia o desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores necessários à profissão. O evento simboliza uma nova etapa na formação profissional e tem como objetivo promover a integração entre as diferentes áreas da saúde, o alinhamento institucional e o fortalecimento da saúde pública. A vice-governadora Celina Leão lembrou que se trata da “maior contratação de residentes do DF”, e citou sua mãe, Maria Célia Leão, que estava na plateia, como exemplo de dedicação ao estudo: “Aos 83 anos, é mestranda na área da saúde”. Celina também falou sobre a importância dos novos residentes para a rede pública e fez um pedido: “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam”. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, também saudou os novos residentes e seus familiares: “Lembrem-se do juramento que fizeram e não desanimem diante do cansaço de 60 horas semanais de trabalho. Valorizem o cuidado centrado no paciente”. Presente à solenidade, a diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, ressaltou: “Os novos residentes representam uma melhora no atendimento à população do DF, com cuidado, eficiência e qualidade, reforçando o papel formador do SUS”. Também participaram da mesa de abertura representantes do Ministério da Saúde (MS), da Comissão de Residência Médica (Coreme) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). A diretora da Escola de Saúde Pública do DF (ESP/DF), Fernanda Monteiro, relembrou a própria trajetória na residência “há 24 anos”. Natural do Rio Grande do Sul, a gestora se especializou em saúde pública e disse ter se “apaixonado”, pois “vivenciei verdadeiramente o SUS”. De acordo com ela, “a residência é uma oportunidade de ter ideias inovadoras e questionar as políticas públicas para aprimorá-las”. Após sua residência, Fernanda traçou seu caminho até chegar ao Ministério da Saúde (MS), onde atuou durante 11 anos na área da saúde da criança. Hoje, servidora da Secretaria de Saúde (SES), continua uma "defensora do SUS e acreditando na formação e capacitação de profissionais como um dos pilares mais importantes". Coordenadora da pós-graduação lato sensu e extensão, Vanessa Guimarães Campos parabenizou os aprovados no processo seletivo para as residências. “Vocês são os melhores dentre dez mil candidatos”, exaltou. Ela agradeceu o investimento do governo local, de R$ 164 milhões por ano em bolsas para residências, e lembrou aos residentes: “Qualifiquem os campos educacionais disponibilizados pela Secretaria de Saúde”. Homenagens Entre os homenageados especiais, estavam novos residentes, um representante do Ministério da Saúde e a vice-coordenadora da Comissão de Residência Médica (Coreme) Durante a solenidade, a equipe da ESP-DF promoveu homenagens. O primeiro a ser chamado foi o residente Lucas Moura de Oliveira, pela conquista da nota mais alta na residência médica para o programa de anestesiologia. Em seguida, subiu ao palco Layane dos Santos Silva, que obteve a nota mais alta na residência multiprofissional para o programa de vigilância em saúde e epidemiologia. Representando o Ministério da Saúde, Felipe Proenço foi homenageado pela liderança de um programa de especialistas que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimento no SUS. Além dele, a vice-coordenadora da Coremu, Dalila Matilde Rezende, recebeu homenagem por sua liderança e apoio às demandas da entidade distrital. Histórico [LEIA_TAMBEM]Iniciada em 1964, a residência médica foi estabelecida no Hospital de Base, com a antiga Comissão de Internos, Residentes e Estagiários (Cinre). Em 2001, passou a ser vinculada à Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) que, hoje, é mantenedora da ESP-DF. No início dos anos 1980, eram ofertadas cerca de 110 vagas anuais de residência médica pela Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Já na década de 1990, o número de vagas teve um aumento significativo e passou para 302 anuais. Em 2017, foram ofertadas 444 vagas, por meio de edital público, e, em 2024, o número passou para 554. Atualmente, são oferecidos 120 programas de residência médica, com destaque para três inéditos: neurologia em rede, cardiologia em rede e ecocardiografia. No âmbito das residências em áreas profissionais, o marco inicial foi em 1992, com oferta de menos de 30 vagas. Em 2015, foi instituída a residência multiprofissional, que hoje abrange 21 programas e 15 categorias diferentes. Com oferta de 434 vagas anuais, a novidade deste ano é a residência em análises clínicas. O ano de 2026 será lembrado como uma referência positiva, pois está recebendo o maior número de residentes desde a década de 1960. *Com informações da Fepecs
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Sexta edição da Caderneta da Pessoa Idosa traz atualizações e conteúdo ampliado
A nova Caderneta da Pessoa Idosa do Ministério da Saúde (MS) foi lançada com atualizações importantes, com avanços tanto na didática quanto no conteúdo do material. Em sua sexta edição, o documento passa a incluir informações sobre saúde mental, prevenção de violência, cuidados paliativos e seguridade social. Público idoso encontra, na nova versão da caderneta, recursos que facilitam o acesso a informações sobre educação em saúde | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Essa versão recente representa um passo significativo para aprimorar a qualidade da assistência no SUS [Sistema Único de Saúde], especialmente no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS)”, afirma a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. Dentre as inovações, a gestora destaca a inclusão do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20), que permite avaliar condições de fragilidade e necessidades específicas de cada indivíduo. O documento contempla, ainda, conteúdos com fontes maiores para aumentar a legibilidade, além de utilizar ilustrações e QR codes — recursos que facilitam o acesso rápido a materiais complementares de educação em saúde, tanto para os usuários quanto para os profissionais. Apoio essencial [LEIA_TAMBEM]Simone Lacerda vê na caderneta uma ferramenta fundamental aos serviços da APS, ao registrar aspectos como medicamentos em uso, avaliação ambiental do domicílio, suporte sociofamiliar e testes complementares. “Isso significa que, na UBS [Unidade Básica de Saúde], temos uma visão completa do perfil de cada pessoa idosa, facilitando a identificação precoce de riscos e a elaboração de planos de cuidados personalizados, alinhados às necessidades de cada um e com acompanhamento longitudinal”, detalha. A gestora defende que o diferencial da APS seja a chamada “capilaridade”, condição em que as UBSs e as equipes de Saúde da Família funcionam como elo entre o planejamento elaborado pelo MS e a garantia de cuidado integral ao maior número de usuários de saúde, em todos os territórios. “Essa estrutura é vital, especialmente porque a população idosa cresce significativamente a cada ano”, aponta. “No Distrito Federal, por exemplo, o Censo IBGE 2022 registra quase 365 mil indivíduos com 60 anos ou mais, o que corresponde a quase 13% da população total”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Abertas vagas para mestrado profissional em saúde da família
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF), por meio da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), em associação com a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), integra o conjunto de instituições de ensino superior que ofertam vagas para a Turma 6 do mestrado profissional em saúde da família em rede nacional (Profsaúde). Abertas no início deste mês, as inscrições podem ser feitas até 6 de março. Confira o formulário de inscrição. UnDF é uma das instituições a oferecer oportunidades para profissionais da saúde | Foto: Divulgação/UnDF O edital prevê 600 vagas em âmbito nacional, distribuídas entre 44 instituições de ensino superior e seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No âmbito da UnDF/Escs, serão ofertadas 12 vagas, destinadas a profissionais do Programa Mais Médicos pelo Brasil (PMMB) e a multiprofissionais da saúde. Aprovado em 2016 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Profsaúde tem como objetivo qualificar profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuam na Atenção Primária à Saúde (APS) em todo o país. Para se inscrever no processo seletivo, o candidato deve ser brasileiro residente no Brasil ou estrangeiro com residência legal no país, além de comprovar vínculo obrigatório com a Atenção Primária à Saúde. Distribuição de vagas Modalidade Vagas Programa Mais Médicos pelo Brasil 4 para ampla concorrência e 4 para ações afirmativas Multiprofissionais 2 para ampla concorrência e 2 para ações afirmativas Enquadram-se em multiprofissionais candidatos com graduação em farmácia, fisioterapia, bacharelado em educação física, fonoaudiologia, nutrição, odontologia, psicologia, saúde coletiva, serviço social, terapia ocupacional e medicina. Ações afirmativas Dentro do quadro geral de vagas, serão contempladas reservas para ações afirmativas distribuídas em 30% para pessoas autodeclaradas negras (pretas e pardas), 5% para indígenas, 5% para quilombolas, 10% para pessoas com deficiência (PcD) e 5% para pessoas trans (travesti, transexual ou transgênero. Para participar é necessário enviar documentação específica a cada modalidade de vaga e os documentos exigidos pela instituição. Pessoas autodeclaradas pretas e pardas poderão ser convocadas para banca de heteroidentificação, enquanto PcDs também podem ser encaminhadas a uma etapa de avaliação psicossocial. Processo seletivo A seleção contará com três etapas principais: prova escrita, análise curricular e entrevista. Como será cada etapa Sobre a etapa 1. Prova escrita Serão 2 questões sobre temas relacionados à APS, tendo como base as referências indicadas no anexo 4 do edital Etapa eliminatória Peso 1 Nota mínima: 6,0 Todas as pessoas aprovadas irão para a próxima etapa 2. Análise do Currículo Lattes Os critérios de avaliação seguirão conforme o Roteiro para a análise de currículo, anexado no item 7 do edital Etapa classificatória Peso 5 Próxima etapa receberá até 4 vezes o número de vagas da instituição 3. Entrevista As perguntas serão feitas com base no currículo analisado com o objetivo de identificar motivações e as condições para a realização do curso Etapa classificatória Peso 4 Os resultados preliminares e finais serão publicados no site da Fepecs, seguindo as datas do cronograma. A classificação final será definida pelo limite de vagas de cada instituição de ensino superior, considerando a reserva para ações afirmativas. A duração prevista do curso de mestrado Profsaúde é de 18 a 24 meses, totalizando 975 horas. A estrutura do programa prevê nove encontros presenciais, além de atividades telepresenciais e tarefas desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem. Ao se inscrever, o candidato assina um termo de compromisso declarando ter disponibilidade de tempo para participar de, no mínimo, todos os encontros presenciais e realizar as atividades acadêmicas previstas. [LEIA_TAMBEM] O programa Aprovado pela Capes/MEC em 2016, o Profsaúde é um programa de mestrado profissional financiado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde. A rede nacional do programa reúne 44 instituições de ensino superior em todas as regiões do país, além de seis unidades da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada uma com reserva específica de vagas. Faça sua inscrição por meio deste link. *Com informações da UnDF
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Atuação em surto de sarampo confere reconhecimento à Secretaria de Saúde do DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) foi reconhecida pelo Ministério da Saúde por sua atuação no combate ao surto de sarampo em 2025. O documento ressalta a pronta resposta adotada pela pasta do GDF, a articulação interinstitucional e o trabalho coordenado das equipes de vigilância. Esses pontos, conforme sinaliza o texto, foram decisivos para a detecção oportuna, investigação, contenção e prevenção de novos casos. Certificação destaca engajamento da Secretaria de Saúde no combate ao sarampo | Imagens: Agência Saúde-DF “Esse resultado demonstra a capacidade de resposta do nosso sistema de saúde, o empenho das equipes e a seriedade com que tratamos eventos de relevância epidemiológica”, avalia o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda. “É uma conquista coletiva que fortalece a vigilância e amplia a proteção da população.” Vigilância ativa A atuação da SES-DF incluiu o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a busca ativa de casos suspeitos e a investigação laboratorial. Como parte da estratégia, as equipes de saúde promoveram ações de imunização nas salas de vacina da rede pública e em locais de grande circulação, levando em conta dados de áreas com baixa cobertura. Em 2023, foram registrados 30 casos suspeitos, todos investigados e descartados. Em 2024, o número chegou a 36 notificações, também sem confirmações. Já em 2025, até a semana epidemiológica 52 (27 de dezembro), foram registrados 72 ocorrências suspeitas, com a confirmação de um caso importado da doença. Arte: SES-DF Após a comprovação, as medidas de controle foram adotadas de forma imediata. A SES-DF atuou na busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com a paciente, que permaneceu em isolamento domiciliar para evitar a transmissão. Foram fornecidas orientações sobre a doença, sinais de alerta, verificação do cartão e bloqueio vacinal seletivo. Além disso, foi emitido comunicado para toda a rede pública e privada de saúde. Vacinação [LEIA_TAMBEM]O sarampo é uma doença infecciosa, altamente contagiosa e que pode causar complicações graves e óbitos, especialmente em crianças. A principal forma de prevenção é a vacina. A SES-DF reforça a importância de manter em dia as doses de tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba. As recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) são duas doses da tríplice viral para pessoas de 12 meses a 29 anos, uma para adultos entre 30 anos e 59 anos e duas para profissionais de saúde, independentemente da idade. Clique aqui e veja os locais de vacinação contra o sarampo no DF. A população deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) de referência ao apresentar febre acompanhada de manchas vermelhas ou rosadas na pele, além de sintomas como tosse, coriza ou conjuntivite. É importante levar o cartão vacinal para avaliação e atualização, se necessário. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Teste da orelhinha está disponível em todas as maternidades da rede pública de saúde do DF
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realiza o teste da orelhinha, também chamado de triagem auditiva neonatal, em todas as maternidades da rede pública de saúde. O exame é fundamental para identificar precocemente possíveis alterações auditivas que podem impactar o desenvolvimento da fala, da linguagem e da comunicação da criança. De janeiro a outubro de 2025, o DF registrou 23 mil desses procedimentos. Já em 2024, foram aproximadamente 35,3 mil exames. Segundo Ocânia da Costa Vela, referência técnica distrital (RTD) de fonoaudiologia da SES-DF, a pasta, com essa cobertura, assegura que os recém-nascidos sigam sendo avaliados antes da alta hospitalar. Teste da orelhinha é importante para prevenção e combate à surdez | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena” Ocânia Vela, fonoaudióloga da Secretaria de Saúde “Manter a triagem auditiva logo nos primeiros dias de vida é essencial para o diagnóstico precoce de prevenção e combate à surdez”, reforça a gestora. “Quanto mais cedo se identifica uma alteração, mais chances a criança tem de desenvolver linguagem, interação social e comunicação oral de maneira plena.” Quando o bebê não passa no exame, é encaminhado, via regulação, para serviços especializados de diagnóstico e acompanhamento, como o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal) e o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), habilitados pelo Ministério da Saúde. Esses serviços oferecem avaliação, diagnóstico completo, adaptação de aparelhos auditivos e acompanhamento terapêutico. De acordo com Ocânia, a audição pode ser afetada em qualquer idade. As causas vão desde infecções e fatores genéticos até a exposição prolongada a sons muito altos, principal motivo de perda auditiva. Quando fazer o exame [LEIA_TAMBEM]O teste deve ser aplicado preferencialmente nas primeiras 48 horas de vida, ainda na maternidade, e, no máximo, até 30 dias após o nascimento. Caso a criança não tenha feito o exame na alta, é possível retornar à maternidade de origem até 90 dias de vida. Após esse período, o exame pode ser agendado via regulação. Rápido, indolor e seguro, o procedimento é feito com o bebê dormindo, por meio da emissão otoacústica evocada (EOAE), que detecta a resposta das células da cóclea (estrutura em forma de caracol do ouvido interno). Há vários recursos tecnológicos para a habilitação e a reabilitação da pessoa com deficiência auditiva para uma melhora na linguagem e nos resultados socioemocionais — como próteses auditivas como o implante coclear (IC) e a prótese auditiva ancorada no osso (PAAO), ambas ofertadas na Atenção Hospitalar. O tratamento é feito de acordo com cada caso. Essas tecnologias são fornecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos serviços que compõem a rede de cuidados à pessoa com deficiência. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Quer parar de fumar? Saiba como cumprir a promessa em 2026
É hora de colocar em prática todas as promessas para o novo ano. E, se entre as suas metas estiver a de parar de fumar, a Secretaria de Saúde (SES-DF) tem mais de 70 locais onde é possível fazer o tratamento contra o vício. O serviço é gratuito, não sendo exigido encaminhamento médico para todos os interessados, de adolescentes a idosos. Tratamento antitabagismo inclui diferentes abordagens e pode ser acessado por qualquer pessoa interessada | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF No local escolhido, as equipes multidisciplinares fazem a avaliação e convidam o paciente para atividades que vão de conversas em grupo a atendimentos individualizados. A principal estratégia é a do tipo cognitivo-comportamental, mas pode haver uso de medicamentos, como a terapia de reposição de nicotina. O tratamento ofertado nas unidades da SES-DF segue protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Há encontros estruturados que têm como foco o processo de parar de fumar. Em caso de sucesso, o paciente continua a ser acompanhado para manter fora da rotina o antigo vício. A duração depende de pessoa para pessoa. Números no DF Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabaco é uma das maiores ameaças à saúde pública global e a principal causa de morte evitável no mundo, matando mais de 8 milhões de pessoas por ano. No DF, o último boletim epidemiológico sobre o tema, com dados de 2023, estima que cerca de 8,4% da população acima de 18 anos seja fumante, representando mais de 200 mil pessoas. Apenas em 2024, o programa de controle do tabagismo da SES-DF atendeu 1,7 mil pacientes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Meningite cresce no país, acendendo o alerta sobre a importância da vacinação
A meningite, doença conhecida pela rapidez com que evolui e pelas graves sequelas que pode deixar, voltou a acender um sinal de alerta no Distrito Federal. De janeiro a setembro deste ano, o DF confirmou 69 casos da doença. Até o dia 1º deste mês, o Brasil registrou 11,2 mil casos de meningite, sendo 4.867 do tipo bacteriana e 3.821 do tipo viral, resultando em 1.121 mortes. Destas, 799 foram causadas por meningite bacteriana e 83, pela doença viral, segundo dados do Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações oferece gratuitamente cinco vacinas preventivas contra a meningite | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Apesar do aumento pontual de casos, o DF registra um avanço importante na imunização. Em 2024, foram aplicadas 30,3 mil doses de vacinas que protegem contra diferentes tipos de meningite — número maior que o do ano anterior. A cobertura vacinal chegou a 95,3%, um crescimento de quase 2%. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, esclarece que uma única ida a um local de vacinação pode servir para atualizar diversos esquemas vacinais. “A dose da meningite pode ser aplicada junto a qualquer outra vacina do calendário”, lembra. “Manter a caderneta atualizada é a forma mais eficaz de proteger, principalmente, bebês, adolescentes e jovens adultos”. Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente cinco vacinas que ajudam a prevenir meningites: BCG, Pentavalente, Meningocócica C, Pneumocócica 10v e Meningocócica ACWY. A ACWY é direcionada especialmente a adolescentes de 11 a 14 anos, sendo também aplicada como reforço aos 12 meses de idade. Prevenção contínua A Secretaria de Saúde (SES-DF) reforça que a vacinação continua sendo a principal barreira contra surtos de meningite e orienta que pais, responsáveis e adolescentes verifiquem suas cadernetas para manter o esquema vacinal em dia. [LEIA_TAMBEM]O imunizante está disponível nas diversas salas de vacinas distribuídas nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF, que podem ser conferidas neste link. O esquema vacinal contra meningite começa com duas doses da vacina meningocócica C, aos 3 meses e aos 5 meses, e, agora, reforço aos 12 meses, que passará a ser feito com a vacina ACWY. De acordo com a Nota Técnica nº 77/2025, do MS, bebês que deixaram de tomar a dose de reforço aos 12 meses podem receber a vacina até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já aqueles que receberam a dose aos 12 meses com a vacina meningocócica C são considerados vacinados, sem necessidade da dose de reforço. *Com informações da Secretaria de Saúde
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