Programa Aliança Protetiva é regulamentado
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A atuação de lideranças religiosas e sociais na prevenção e no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas passa a contar com regulamentação própria no Distrito Federal. Publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (17), a portaria publicada formaliza o programa Aliança Protetiva, iniciativa que já vinha sendo desenvolvida pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) por meio de encontros formativos e ações de orientação junto às comunidades. A formalização é resultado do amadurecimento de um trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, a partir da experiência dos encontros formativos realizados em diferentes regiões administrativas e do diálogo com lideranças religiosas e sociais. A regulamentação dá caráter permanente ao trabalho e estabelece diretrizes para capacitação das lideranças, mobilização comunitária, articulação com a rede de proteção e produção de materiais educativos. Também passam a integrar formalmente o programa um termo de adesão para as instituições interessadas e um protocolo de acolhimento e encaminhamento de pessoas em situação de violência doméstica e sexual. A participação das instituições é voluntária. A proposta é ampliar o acesso da população às informações e aos serviços especializados, aproveitando a proximidade que igrejas, organizações sociais e lideranças comunitárias mantêm com moradores de diferentes regiões do Distrito Federal. A atuação tem caráter preventivo e complementar e não substitui as atribuições das forças de segurança, dos órgãos do sistema de justiça ou dos demais serviços que integram a rede de proteção. Capacitação O programa prevê encontros formativos, seminários, palestras e oficinas destinados a preparar lideranças religiosas e sociais para reconhecer situações de violência | Fotos: Divulgação/SSP-DF O Aliança Protetiva prevê encontros formativos, seminários, palestras e oficinas destinados a preparar lideranças religiosas e sociais para reconhecer situações de violência e orientar corretamente mulheres que procurem essas instituições. As atividades também abordam formas adequadas de acolhimento, cuidados para evitar a revitimização e os canais disponíveis para atendimento e proteção. Com a formalização, o programa passa a ser organizado em quatro eixos: Formação e capacitação, Mobilização comunitária, Articulação com a rede de proteção e Produção de conhecimento e materiais educativos. As instituições que aderirem poderão atuar como pontos de apoio comunitário na prevenção da violência, desde que observem as orientações e os limites definidos pelo programa. Protocolo orienta o acolhimento Uma das principais medidas formalizadas pela portaria é o Protocolo de Acolhimento e Encaminhamento de Pessoas em Situação de Violência Doméstica e Sexual, destinado a orientar as instituições participantes diante de relatos ou indícios de violência. O documento estabelece que o atendimento deve priorizar respeito, discrição, proteção e cuidado. Entre as orientações estão realizar a escuta em ambiente reservado e seguro, evitar julgamentos ou questionamentos que atribuam culpa à vítima e não incentivar reconciliação ou mediação enquanto houver situação de risco ou violência ativa. O protocolo também reforça que argumentos religiosos não devem ser utilizados para justificar a permanência da mulher em contexto de violência. Níveis de risco Para facilitar a adoção das providências adequadas, o protocolo organiza as situações em três níveis: risco iminente, violência contínua e sem risco atual. São considerados indicativos de risco iminente, entre outros fatores, ameaça de morte, presença do agressor nas proximidades, posse ou acesso a arma e descumprimento de medida protetiva. Nessas situações, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190 e não tentar realizar mediação ou contato com o agressor. Nos casos de violência contínua, a mulher poderá ser orientada sobre o registro de ocorrência, a solicitação de medida protetiva de urgência e o acesso aos serviços especializados Nos casos de violência contínua, a mulher poderá ser orientada sobre o registro de ocorrência, a solicitação de medida protetiva de urgência e o acesso aos serviços especializados. Quando não houver risco atual, a atuação poderá envolver orientação, encaminhamento aos serviços da rede e, se houver interesse da mulher, acompanhamento comunitário ou espiritual responsável. Rede de Proteção As instituições participantes deverão manter atualizadas as informações sobre os serviços públicos disponíveis para facilitar o encaminhamento das mulheres atendidas. Entre os canais previstos no protocolo estão a Central de Atendimento à Mulher, pelo 180; a Polícia Militar, pelo 190; e a Polícia Civil, pelo 197, além dos centros especializados de atendimento à mulher (Ceams), Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e serviços de saúde. Nos casos de violência sexual recente, a orientação é buscar imediatamente atendimento em uma unidade de saúde ou hospitalar para os cuidados necessários e eventual coleta de vestígios. Quando houver criança ou adolescente envolvido, o protocolo prevê, ainda, comunicação ao Conselho Tutelar da respectiva região administrativa e, quando cabível, à Polícia Civil do DF. *Com informações da SSP-DF
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Agosto Lilás reforça orientação sobre direitos e canais de proteção às mulheres
O Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, ganha um significado especial em 2026 ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Instituída nacionalmente pela Lei Federal nº 14.448/2022, a iniciativa é dedicada à disseminação de informações sobre prevenção da violência, divulgação dos direitos das mulheres e fortalecimento do acesso aos serviços especializados de atendimento. Reconhecida internacionalmente como um dos principais instrumentos legais de proteção às mulheres, a Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos para prevenir, coibir e enfrentar a violência doméstica e familiar, além de ampliar a rede de atendimento e garantir maior proteção às mulheres em situação de violência. Mais do que lembrar uma data, o Agosto Lilás convida toda a sociedade a reconhecer que a violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e que identificar os sinais é um passo importante para interromper o ciclo da violência. A própria campanha alerta que comportamentos como controle excessivo das amizades, das roupas, do dinheiro, dos documentos, das mensagens, isolamento da família, ameaças, humilhações e ciúmes constantes não representam demonstrações de cuidado ou afeto, mas podem indicar situações de violência psicológica e controle. Cinco formas de violência A Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos para prevenir, coibir e enfrentar a violência doméstica e familiar | Foto: Divulgação A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: Violência física: qualquer conduta que cause dano ou sofrimento físico; Violência psicológica: ações que provoquem medo, isolamento, constrangimento, manipulação, ameaça ou diminuição da autoestima; Violência sexual: situações em que a mulher é obrigada ou constrangida a manter práticas sexuais sem consentimento; Violência patrimonial: retenção, destruição ou controle de bens, documentos, recursos financeiros e objetos pessoais; Violência moral: condutas que configurem calúnia, difamação ou injúria. Conhecer essas formas de violência ajuda mulheres, familiares, amigos e vizinhos a identificarem situações de risco e buscarem apoio especializado. Acolhimento faz diferença O enfrentamento à violência também depende da atuação das pessoas que convivem com a mulher. A orientação é acolher sem julgamentos, acreditar no relato, oferecer apoio, incentivar a busca pelos serviços especializados e, diante de situações de risco iminente, acionar imediatamente as forças de segurança. A denúncia representa uma medida de proteção da vida, da integridade física e dos direitos da mulher. Onde buscar ajuda No Distrito Federal, mulheres em situação de violência contam com uma rede especializada de atendimento composta por serviços de acolhimento, orientação psicossocial, assistência jurídica e proteção. Entre os equipamentos disponíveis estão a Casa da Mulher Brasileira, os centros especializados de atendimento à mulher (Ceams), os espaços Acolher, os comitês de proteção à mulher, a Casa Abrigo e o Centro de Referência da Mulher Brasileira. Os endereços, telefones e informações atualizadas sobre cada unidade podem ser consultados neste link. Canais de atendimento Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190. Também estão disponíveis: Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 (atendimento gratuito, 24 horas); Disque-Denúncia da Polícia Civil – 197.
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Inauguração da Sala Lilás e expansão do Programa Viva Flor ampliam rede de proteção às mulheres no DF
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inaugura, nesta sexta-feira (26), às 9h, a Sala Lilás, novo espaço destinado ao atendimento humanizado de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Durante a solenidade, a SSP-DF também anunciará a expansão do Programa Viva Flor, que passará a atender mulheres em mais cinco delegacias do Distrito Federal, o que amplia o acesso à tecnologia de proteção e fortalece a rede de enfrentamento à violência de gênero. A definição das novas unidades levou em consideração os indicadores de violência doméstica e a necessidade de ampliar a capacidade de resposta do Estado nas regiões com maior demanda. Com a descentralização do programa, iniciado em 2023, as mulheres poderão registrar a ocorrência e, após avaliação da equipe policial quanto à situação de risco, sair da própria delegacia já protegidas pelo sistema de monitoramento Viva Flor, da SSP-DF. O Viva Flor é destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou avaliação de risco realizada pela Polícia Civil do DF, que é avaliado pela autoridade policial durante o registro da ocorrência. O programa funciona por meio de um aplicativo instalado no telefone celular da vítima, que atua como um botão de emergência. Ao ser acionado, o chamado recebe prioridade máxima no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), permitindo o envio imediato de equipes da Polícia Militar do DF para o atendimento da ocorrência. O Viva Flor é destinado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou avaliação de risco realizada pela Polícia Civil do DF | Foto: Divulgação/SSP-DF Sala Lilás Instalada no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), a Sala Lilás foi concebida para oferecer acolhimento reservado, qualificado e ininterrupto às mulheres que buscam acesso às políticas públicas desenvolvidas pela SSP-DF, como o Programa Viva Flor e o Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP). O espaço funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados. A estrutura conta com recepção, sala de atendimento individualizado para escuta qualificada, ambiente reservado para acolhimento e brinquedoteca, garantindo maior conforto às mulheres que comparecem acompanhadas de seus filhos. Além do atendimento realizado pelas equipes da SSP-DF, está prevista a oferta de orientações nas áreas jurídica, psicológica e de assistência social, que estão sendo viabilizadas por meio de parcerias institucionais e Acordos de Cooperação Técnica com instituições de ensino superior, fortalecendo o atendimento integral às mulheres. Durante a solenidade, uma beneficiária do programa irá relatar como o acionamento do dispositivo de proteção permitiu a rápida atuação das forças de segurança, evitando que a situação de violência evoluísse para consequências mais graves. O depoimento evidencia a importância da resposta integrada do sistema de segurança pública e da efetividade das tecnologias de proteção adotadas pelo Governo do Distrito Federal. Entrega de viaturas Também serão entregues viaturas adquiridas por meio de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Serviço Inauguração da Sala Lilás e anúncio da expansão do Programa Viva Flor Data: sexta-feira (26) Horário: 9h Local: Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), na SSP-DF
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Pesquisa inédita investiga o que leva homens a matarem mulheres no DF
Entender o que motiva homens a cometerem feminicídio foi um dos principais objetivos da pesquisa inédita Panorama da Violência contra a Mulher no DF, apresentada nesta sexta-feira (12) pelo Governo do Distrito Federal (GDF). O levantamento, considerado o primeiro desse porte feito por um ente federativo no país, ouviu mais de 5 mil pessoas e 39 autores de feminicídio presos no Complexo da Papuda para mapear fatores associados à violência contra a mulher e subsidiar políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção. Na ocasião, a governadora Celina Leão anunciou a assinatura de um decreto para institucionalizar o estudo, que passará a ser feito a cada dois anos. “A maioria das pesquisas sobre violência às nossas mulheres não são feitas por órgãos públicos, são feitas por ONGs e entidades, mas a institucionalização de pesquisas públicas dá um caminho, um rumo do que que está acontecendo e de como enfrentar esse desafio. É inovador porque é a primeira pesquisa pública feita por um ente federativo que se debruçou sobre isso. E é uma das maiores do Brasil pelo número de pessoas que foram entrevistadas, são mais de cinco mil pessoas entrevistadas”, destacou Celina Leão, durante a apresentação dos dados. “A maioria das pesquisas sobre violência às nossas mulheres não são feitas por órgãos públicos, são feitas por ONGs e entidades, mas a institucionalização de pesquisas públicas dá um caminho, um rumo do que que está acontecendo e como enfrentar esse desafio", disse a governadora Celina Leão | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A chefe do Executivo pontuou, ainda, a abrangência do levantamento. “Quando a gente idealizou essa pesquisa, a meta era entrevistar os feminicidas, para chegar à pergunta: 'Por que os homens nos matam?' Isso é muito forte do ponto de vista de identificação de dados, de leitura de comportamento psicossocial, psicológico e comportamental. Entender a violência contra as mulheres é um pedaço da saída para combater, mas tomar providências sobre isso é mais importante ainda do que entender tudo que está acontecendo com as nossas mulheres. Eu vou soltar um decreto hoje para institucionalizar essa pesquisa, para que ela seja feita de dois em dois anos, para que a gente tenha um perfil e parâmetros verdadeiros de como isso acontece aqui no Distrito Federal”, acrescentou. Produzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Mulher (SMDF) e com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), o estudo deve subsidiar o aperfeiçoamento de políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres. Segundo o presidente do IPEDF, Manoel Clementino, a pesquisa teve dois objetivos principais: medir as diferentes formas de violência contra a mulher no Distrito Federal, incluindo o contexto em que ocorrem e a percepção da sociedade sobre o problema e compreender as motivações de homens presos por feminicídio de parceiras íntimas. “Esse recorte precisa ficar muito claro. Foi uma etapa importante da pesquisa para entender as motivações desses autores. Tivemos autorização judicial para acessar esses presos e contamos com a articulação entre diversos órgãos do governo. Foi algo inédito, tanto em termos de pesquisa quanto para a nossa instituição, que nunca havia feito uma incursão em um ambiente tão delicado como o sistema prisional. A Secretaria de Administração Penitenciária teve todo o cuidado com os nossos pesquisadores”, destacou. "Entender a violência contra as mulheres é um pedaço da saída para combater, mas tomar providências sobre isso é mais importante ainda do que entender tudo que está acontecendo com as nossas mulheres" Governadora Celina Leão Padrões As entrevistas com autores de feminicídio indicam que o crime não decorre de uma causa única, mas de trajetórias marcadas por padrões de masculinidade ligados à autoridade, controle e dificuldade em lidar com conflitos. Também foram identificados comportamentos de escalada da violência, como controle de celular, ameaças, agressões físicas e uso de armas. O secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, afirmou que os dados da pesquisa refletem a realidade enfrentada diariamente pelas forças de segurança. Segundo ele, o programa DF 360, que monitora ocorrências em tempo real, evidencia a frequência dos casos de violência doméstica. “Às vezes, durante a noite ou no fim de semana, a cada 10 ou 15 minutos surge um alerta de violência doméstica com a geolocalização de mulheres que ligam para o 190. Quando vemos números como os da pesquisa, percebemos que não estão fora da curva, são a realidade. E, pior ainda, são subnotificados, porque muitas mulheres não acionam a polícia por medo”, destacou. Para Patury, o levantamento ajuda a combater a negação sobre a dimensão do problema. “É uma pesquisa inédita e corajosa, porque busca entender algo que muitas vezes se evita discutir: as motivações desses crimes. Mas, para quebrar o ciclo, é preciso compreender e, para isso, é necessário perguntar”, afirmou. O secretário também apontou a questão patrimonial como um dos fatores relevantes nos casos de violência. “Não se trata apenas de quem é o provedor. Muitas vezes, a mulher sustenta a casa e o homem se apropria desse patrimônio, assumindo uma posição de poder. Essa relação está ligada a um contexto histórico de machismo estrutural”, explicou. Ele ressaltou ainda que o enfrentamento da violência vai além da atuação policial. “Segurança pública não se resolve apenas com polícia. Passa por educação, cultura, esporte e oportunidades”, concluiu. Panorama da violência contra a mulher A pesquisa foi feita em duas etapas: aplicação de questionário a 5.093 pessoas, em 80 pontos de grande circulação em todas as regiões administrativas do DF, e entrevistas em profundidade com 39 dos 50 homens presos por feminicídio no Complexo da Papuda. Entre os resultados, 77,6% das mulheres relataram já ter vivido alguma situação de violência ao longo da vida; 44,8% reconhecem ter sido vítimas e, entre essas, 15,4% ainda mantêm relação com o agressor. A dependência financeira aparece como principal fator associado à violência por parceiros íntimos. O estudo também aponta dificuldade no reconhecimento de formas de violência: 49,4% dos entrevistados não consideram que negar acesso ao próprio dinheiro seja sempre violência. Apenas 33,8% das mulheres e 19,7% dos homens identificaram corretamente todas as situações apresentadas. Persistem ainda percepções distorcidas sobre o papel da mulher, com concordância a frases como “toda mulher é um pouco histérica” (35,4%), “mulher é o sexo frágil” (34,9%) e “tem mulher que é pra casar, tem mulher que é pra cama” (33,3%), mais naturalizadas entre os homens. A pesquisa identificou diferenças regionais: em áreas de maior renda, a percepção do aumento da violência é menor, mas o reconhecimento das situações de violência é mais preciso; já em regiões de menor renda ocorre o inverso. Mais informações podem ser consultadas nos relatórios completos disponíveis no site do IPEDF. “Esse recorte precisa ficar muito claro. Foi uma etapa importante da pesquisa para entender as motivações desses autores. Tivemos autorização judicial para acessar esses presos e contamos com a articulação entre diversos órgãos do governo", explicou Manoel Clementino, presidente do IPEDF Ações A governadora aproveitou a coletiva para apresentar um panorama das ações do GDF em defesa das mulheres, desde 2019, com a criação da Secretaria da Mulher. Dois anos depois, foi inaugurada a Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia. Em 2023, a Força-Tarefa contra o Feminicídio foi instituída e, no ano seguinte, o programa Acolher Eles e Elas foi criado e o Comitê de Proteção à Mulher, criado. No ano passado, o Aluguel Social e o Passe Livre foram instituídos e houve a inauguração de quatro centros de referência da mulher brasileira. Para este ano, está prevista a abertura da Casa da Mulher Brasileira no Plano Piloto. A Secretaria da Mulher ampliou de forma histórica a rede de proteção às mulheres no DF e, na atual gestão, foram implantados 17 novos equipamentos públicos, o que elevou a estrutura de atendimento e acolhimento para 31 unidades. O fortalecimento da rede já apresenta resultados concretos: apenas em 2025, a secretaria fez mais de 70 mil atendimentos diretos e alcançou mais de 100 mil mulheres por meio de programas e ações, com investimentos superiores a R$ 86 milhões. A pasta intensificou, ainda, a mobilização social com campanhas estratégicas e institucionais de conscientização e proteção. Entre as principais iniciativas, estão A Sua Denúncia Salva; Agosto Lilás; Mães Mais que Especiais; Mulher, Não se Cale; Educar para Proteger; Feminicídio Zero; Reconstruindo Sorrisos; 21 Dias de Ativismo; e Salas Douradas, além de ações itinerantes de orientação à população. As campanhas ampliaram o acesso à informação, fortaleceram a rede de apoio e impactaram milhares de pessoas em todo o DF, ao reforçar o compromisso permanente do GDF com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres.
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GDF alerta para risco de aumento de violência doméstica durante a Copa do Mundo
A abertura oficial da Copa do Mundo 2026 acontece nesta quinta-feira (11). A programação dos jogos segue até 19 de julho e, em meio à festa do futebol, um alerta importante precisa ser reforçado: os casos de violência doméstica tendem a aumentar durante grandes competições esportivas. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os registros desse tipo de violência chegam a crescer quase 26% em dia de jogos. Enquanto milhões de pessoas se reúnem para torcer pela Seleção Brasileira, muitas mulheres enfrentam dentro de casa uma realidade marcada pelo medo, pelas agressões e pela violação de direitos. Para auxiliar no combate a esse crime, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) permanece em campo com acolhimento, orientação e proteção às mulheres do DF. Funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana, a Casa da Mulher Brasileira (CMB), localizada em Ceilândia, segue disponível durante todo o período de Copa do Mundo. Principal porta de entrada da rede de proteção às mulheres em situação de violência no Distrito Federal, o espaço oferece atendimento especializado, escuta qualificada e encaminhamento para os serviços necessários, garantindo suporte imediato para quem precisa de ajuda. Somente entre 2023 e 2025, a Casa da Mulher Brasileira realizou 98.840 atendimentos | Foto: Arquivo/Agência Brasília A Casa da Mulher Brasileira oferece acolhimento, suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção às mulheres. Somente entre 2023 e 2025, o equipamento realizou 98.840 atendimentos, demonstrando a importância da estrutura para o enfrentamento da violência contra a mulher no Distrito Federal. O espaço também dispõe de alojamento, realiza encaminhamentos para outros serviços da rede, especialmente a Casa Abrigo, e atende crianças e adolescentes órfãos do feminicídio por meio do programa Acolher Eles e Elas. “A Casa da Mulher Brasileira serve como porta de entrada ao acolher a mulher no momento em que ela decide buscar ajuda, tanto em casos de risco iminente quanto durante a busca de orientação, proteção, escuta qualificada ou informações sobre direitos. Garantir que nenhuma mulher enfrente a violência sozinha é um dos nossos principais compromissos. Queremos que a Copa seja marcada pela alegria do esporte, nunca pela violência contra as mulheres”, afirmou a secretária interina da Mulher, Jackeline Aguiar. Como denunciar e buscar ajuda Os relatos podem ser feitos pelos seguintes canais: * 190 – Polícia Militar do Distrito Federal * 197 – Polícia Civil do Distrito Federal * 180 – Central de Atendimento à Mulher * 156, opção 6 – Central de Atendimento do GDF * Maria da Penha Online Mulheres em situação de violência também podem procurar diretamente a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Casa da Mulher Brasileira (CMB) Telefone: (61) 3181-1474 E-mail: cmb@mulher.df.gov.br Endereço: CNM 1, Bloco I, Lote 3, Ceilândia Durante toda a Copa do Mundo, a Casa da Mulher Brasileira permanecerá de portas abertas para acolher, orientar e proteger mulheres em situação de violência. *Com informações da SMDF
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GDF na Sua Porta leva serviços de atendimento às mulheres na Colônia Agrícola 26 de Setembro
Um espaço todo dedicado ao cuidado, à escuta e ao fortalecimento feminino. É isso o que as moradoras da Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Vicente Pires, encontrarão na quinta edição do programa GDF na Sua Porta, que começou nesta segunda-feira (25). Até sexta-feira (29), a Secretaria da Mulher (SMDF) o programa estará na Rua 1 (Entrada 2), das 9h às 16h, com uma rede de apoio pronta para acolher cada mulher da região. No local, o estande do Comitê de Proteção à Mulher oferece informações sobre direitos, funcionamento da rede de proteção do Distrito Federal e canais de denúncia. O objetivo é facilitar o acesso das mulheres aos serviços públicos sem que precisem se deslocar para outras regiões. “Estamos com muitos serviços gratuitos para as mulheres aqui na 26 de Setembro. O nosso estande traz acolhimento, proteção e informação. O objetivo principal desse programa é aproximar o serviço público da população, por meio de diversos serviços itinerantes diretamente nas regiões administrativas”, afirmou a secretária da Mulher interina, Jackeline de Aguiar. No estande, equipes da Subsecretaria de Proteção à Mulher conversam com o público, esclarecem dúvidas sobre a rede de apoio, explicam os tipos de violência de gênero e indicam onde buscar ajuda especializada | Foto: Divulgação/SMDF No estande, equipes da Subsecretaria de Proteção à Mulher conversam com o público, esclarecem dúvidas sobre a rede de apoio, explicam os tipos de violência de gênero e indicam onde buscar ajuda especializada. Nas etapas anteriores do programa, realizadas no Riacho Fundo II, Itapoã, Paranoá e Samambaia, a SMDF prestou atendimento a mais de duas mil mulheres. A moradora Marli Miranda, de 64 anos, utilizou o serviço no primeiro dia e destacou a praticidade da ação na comunidade: “É muito importante essa divulgação e acolhimento para as mulheres. Muitas passam por agressão e não sabem como agir. Esse atendimento mais perto da população faz a diferença nas nossas vidas e facilita o nosso dia a dia. É muito mais rápido e eficiente”. Serviço GDF na Sua Porta Local: Rua 01, Entrada 2, às margens da DF-001, 26 de Setembro Data: desta segunda (25) a sexta-feira (29) Horário: 9h às 16h *Com informações da Secretaria da Mulher
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GDF participa da 7ª Semana Legislativa pela Mulher
A Secretaria da Mulher (SMDF) participou, nessa segunda-feira (19), da abertura da 7ª Semana Legislativa pela Mulher, realizada no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Com o tema “Política, Representatividade e Participação”, a iniciativa reúne autoridades, especialistas, lideranças sociais, representantes da sociedade civil e da comunidade acadêmica para discutir o fortalecimento da presença feminina nos espaços de poder e decisão. Realizada anualmente pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, a Semana Legislativa pela Mulher se consolidou como um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva, articulando órgãos públicos, instituições e redes de defesa dos direitos das mulheres. Durante a abertura, a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destacou a importância de fortalecer políticas públicas e ampliar a conscientização sobre o protagonismo feminino. Ao longo da programação, especialistas, lideranças sociais e representantes de órgãos públicos debaterão estratégias para ampliar a participação feminina nos espaços de representação política e social | Fotos: Divulgação/SMDF “O propósito é a conscientização da importância do papel da mulher e a promoção da equidade entre homens e mulheres em todos os seus aspectos. Hoje, nós temos muitas políticas públicas institucionalizadas que trazem proteção e acolhimento às mulheres. Quero parabenizar todos os servidores desta Casa por esse evento tão especial”, afirmou a secretária. Nesta edição, o eixo central convida à reflexão sobre os caminhos para uma democracia mais inclusiva, diversa e representativa, apontando desafios e estratégias para ampliar a voz, a participação e a influência das mulheres na sociedade e na política. Logo na manhã do primeiro dia de programação, a SMDF também participou do painel de debates com a subsecretária de Ações Temáticas e Participação Política, Dayanne Timóteo, e a secretária-executiva do Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio do DF, Letícia Araújo, ambas representantes de áreas estratégicas geridas pela pasta. Durante o debate, foram apresentadas ações desenvolvidas pela SMDF voltadas ao fortalecimento da participação feminina, ao enfrentamento da violência contra a mulher e à produção de dados e indicadores disponíveis no Observatório da Mulher que auxiliam na formulação de políticas públicas mais eficazes. O painel também destacou a importância do monitoramento das informações sobre violência de gênero para ampliar estratégias de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres do Distrito Federal. Realizada anualmente pela Câmara Legislativa, a Semana Legislativa pela Mulher se consolidou como um espaço de escuta, diálogo e construção coletiva, articulando órgãos públicos, instituições e redes de defesa dos direitos das mulheres Ao longo da programação, especialistas, lideranças sociais e representantes de órgãos públicos debaterão estratégias para ampliar a participação feminina nos espaços de representação política e social, além de fortalecer iniciativas voltadas à garantia de direitos e à promoção da igualdade de oportunidades. A procuradora Especial da Mulher da CLDF, Jaqueline Silva, ressaltou a importância da união entre instituições e sociedade para gerar mudanças concretas. “A participação da mulher na política é essencial. Aqui, construímos diálogo junto ao Governo do Distrito Federal e fortalecemos parcerias que geram resultados concretos para as mulheres. É no Parlamento que muitas iniciativas nascem e ajudam a transformar realidades”, declarou. *Com informações da Secretaria da Mulher
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Jornada da Mulher Trabalhadora certifica mais de 300 alunas em cursos profissionalizantes
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), entregou nesta terça-feira (28) mais de 300 certificados a mulheres que participaram de cursos de qualificação profissional no programa Jornada da Mulher Trabalhadora. A iniciativa celebra o resultado e o esforço delas em busca de um espaço no mercado de trabalho. Presente na cerimônia, a governadora Celina Leão destacou a qualificação profissional como caminho para ampliar a autonomia das mulheres e romper ciclos de violência. “Esse curso pode abrir portas para o primeiro emprego, para a primeira renda”, avaliou. Segundo a chefe do Executivo, a independência financeira é decisiva para que mulheres deixem relações abusivas. “A mulher, quando começa a ganhar o dinheiro dela, não aceita mais viver em ambiente tóxico. A autonomia financeira é um passo importante para vocês se estabelecerem.” “A mulher, quando começa a ganhar o dinheiro dela, não aceita mais viver em ambiente tóxico. A autonomia financeira é um passo importante para vocês se estabelecerem", destacou a governadora Celina Leão | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O projeto focou especializações de alta demanda no setor de estética, com cursos gratuitos de alongamento de unhas, extensão de cílios e tranças. O programa é mais uma ação do GDF para fomentar a inserção feminina no mercado de trabalho, por meio de iniciativas empreendedoras voltadas à conquista da independência financeira. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes Ferreira, o objetivo é alcançar mais de 40 mil pessoas qualificadas este ano em todos os cursos oferecidos pelo GDF. “Qualifica DF, Renova DF, Jornada da Mulher Trabalhadora e outros, no decorrer do ano. A nossa ideia é dar oportunidade a todo mundo, principalmente àqueles jovens que saem do ensino médio e não têm ainda uma profissão”, afirma. “Então, a partir dos 16 anos já vale a pena participar; não há limite de idade, até idosos participam conosco. O resultado é muito positivo.” "A nossa ideia é dar oportunidade a todo mundo, principalmente àqueles jovens que saem do ensino médio e não têm ainda uma profissão”, ressaltou Thales Mendes Ferreira, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda Os cursos são oferecidos pelo Instituto Cultural e Social do Distrito Federal (INCS). “A Jornada é um projeto de capacitação feminina que, desde 2019, já capacitou mais de 15 mil alunas. A gente tenta trazer para essas mulheres autonomia financeira”, explica a presidente do INCS, Karina Martins. “A maioria das capacitações é na área da beleza, porque é o que elas gostam mais. Mas já tivemos cursos na área administrativa e de saúde, como cuidador de idosos”, acrescenta, ao destacar que os cursos ocorrem ao longo de 23 dias, com entrega de certificados ao fim. Oportunidade Mais do que aulas e momentos de aprendizagem, participar do programa significa uma chance de retomar a vida profissional. Joelma dos Anjos, de 47 anos, é uma dessas mulheres. Atualmente desempregada, a moradora do Gama aproveitou a oportunidade para aprender a fazer tranças e extensão de cílios. “Fiquei sabendo das inscrições por meio de uma amiga. Aí fui lá e fiz, porque eu acho que é um meio de ganhar dinheiro mais rápido, com um retorno mais rápido”, conta, ao fazer planos para o futuro. “Quero colocar em prática tudo o que aprendi e viver disso, ter a minha renda profissional por meio desses cursos". “Fiquei sabendo das inscrições por meio de uma amiga. Aí fui lá e fiz, porque eu acho que é um meio de ganhar dinheiro mais rápido, com um retorno mais rápido”, afirmou Joelma dos Anjos Com a qualificação, Jaqueline Pegoraro, de 24 anos, deu o pontapé no aperfeiçoamento profissional. A moradora da Estrutural está desempregada e quer aproveitar a oportunidade para se capacitar cada vez mais. “Eu fiquei sabendo do curso pelo Instagram. Eles divulgam bastante, eu me interessei e resolvi fazer”, conta a aluna de extensão de cílios. “Eu já me identifico mais com a área da beleza. E eu acho que quanto mais aprendizado, melhor para mim. E foi incrível, maravilhoso, os professores são muito atenciosos e o aprendizado foi maravilhoso. Vai me ajudar bastante, porque eu vou ter minha independência financeira e vou conseguir conquistar outras coisas, como faculdade e outros cursos”, afirma a jovem. Capacitação Para participar do projeto Jornada da Mulher Trabalhadora, as interessadas devem residir no Distrito Federal e ter no mínimo 16 anos de idade — para as jovens de 16 e 17 anos, é obrigatório apresentar autorização dos pais ou responsáveis por meio de um formulário. O programa atende preferencialmente pessoas em situação de vulnerabilidade social que buscam qualificação profissional, como desempregadas, trabalhadoras informais ou beneficiárias do seguro-desemprego. As aulas foram divididas em turmas matutinas e vespertinas. Desta vez, as capacitações beneficiaram especialmente moradoras do Gama e do Guará II. As próximas cidades deste ciclo são Planaltina, Ceilândia, 26 de Setembro, Riacho Fundo, Itapoã e Sobradinho II.
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Com mais de 1,8 mil mulheres assistidas, programa Viva Flor amplia rede de proteção no DF
Com cerca de 1.810 mulheres assistidas de forma simultânea, o programa Viva Flor é uma das políticas públicas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Distrito Federal. Criado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) como projeto-piloto em 2017 e implementado oficialmente em 2018, tem apresentado crescimento contínuo ao longo dos anos. A partir de 2023, o Viva Flor registrou expansão mais acelerada, impulsionada por avanços operacionais, modernização tecnológica e ampliação da rede de atendimento. Os dados evidenciam uma evolução significativa no número de mulheres protegidas, com salto expressivo nos últimos anos marcado por importantes aprimoramentos. Com mais de 3.034 mulheres já atendidas desde sua criação, não houve nenhum registro de feminicídio entre as participantes. "O Viva Flor é a tradução da nossa determinação em enfrentar a violência. Proteger mulheres não é promessa: é prática diária e obrigação do Estado. Com mais de 1,8 mil mulheres assistidas de forma simultânea, esta política pública de segurança integral demonstra seu grande impacto. Desde a criação, não houve nenhum registro de feminicídio entre as mais de 3.034 participantes já atendidas. Graças à modernização tecnológica e à integração com o sistema de justiça, garantimos que a proteção seja uma resposta imediata e eficaz no Distrito Federal", ressalta a governadora Celina Leão. Inicialmente operando apenas por meio de aplicativo, o programa passou, em 2021, a contar também com um dispositivo próprio de acionamento emergencial, semelhante a um telefone móvel — garantindo inclusão de mulheres em situação de maior vulnerabilidade, sem acesso contínuo à internet ou a smartphones pessoais. Os dados evidenciam uma evolução significativa no número de mulheres protegidas | Foto: Divulgação/SSP-DF “Desde a implantação, o Viva Flor vem se consolidando como uma das principais políticas públicas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar no Distrito Federal. Os resultados do Viva Flor demonstram que políticas públicas estruturadas, baseadas em evidências e sustentadas pela integração entre instituições, têm capacidade real de salvar vidas. O crescimento expressivo do programa, especialmente nos últimos anos, reflete o compromisso do Governo do Distrito Federal em ampliar a proteção às mulheres com uso de tecnologia, agilidade nos fluxos e atuação humanizada. Estamos consolidando uma rede cada vez mais eficiente, capaz de chegar mais rápido e proteger melhor quem mais precisa", enfatiza o secretário de Segurança Pública do DF interino, Alexandre Patury. Nos anos seguintes, a iniciativa avançou na integração com o sistema de justiça e no aperfeiçoamento dos fluxos operacionais. A incorporação do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e a atuação articulada deram mais celeridade à análise dos casos e à resposta às vítimas. A partir de 2023, com a consolidação desses mecanismos, o programa avançou ainda mais e passou a ser oferecido — estrategicamente — nas unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deams I e II) e, no ano passado, em delegacias circunscricionais. O modelo permite que as mulheres saiam das unidades policiais com o dispositivo de proteção ativado. A medida reduz significativamente o tempo entre a denúncia e a efetiva proteção, fortalecendo a política pública como instrumento de resposta imediata e eficaz, mas, de toda forma, necessita da validação do sistema de Justiça. “A evolução do Viva Flor reflete o aprimoramento contínuo dos fluxos operacionais e a consolidação da integração entre segurança pública e sistema de justiça. A incorporação do PJe, a atuação articulada com as Deams e a integração com o Copom Mulher permitem reduzir o tempo de resposta, qualificar o atendimento e garantir maior efetividade na proteção das vítimas em situação de risco”, destaca a secretária-executiva institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira. "O Viva Flor é a tradução da nossa determinação em enfrentar a violência. Proteger mulheres não é promessa: é prática diária e obrigação do Estado" Governadora Celina Leão A renovação do Termo de Cooperação Técnica (TCT) reforça esse cenário de evolução e integração. O acordo, firmado entre a SSP-DF, Secretaria da Mulher (SMDF), Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), Ministério Público, Defensoria Pública e forças de segurança, consolida a atuação conjunta e garante maior eficiência nos fluxos de atendimento. A cooperação existe desde 2017. Perfil das vítimas A maior parte das vítimas que utilizam o sistema está na faixa etária de 30 a 59 anos (67%), seguida por mulheres de 18 a 29 anos (26%) e acima de 60 anos (6%). O recorte demonstra que o programa alcança principalmente mulheres em idade economicamente ativa, o que amplia o impacto da proteção não apenas para as vítimas, mas para as famílias. No campo operacional, a integração com o Copom Mulher da Polícia Militar do DF e a capacitação dos operadores fortalecem a resposta em tempo real. O Copom Mulher atua nos casos em que as ocorrências são provenientes do programa Viva Flor e da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), de forma semelhante aos acionamentos realizados diretamente pelo 190. No entanto, nesses casos, há um nível de atenção ainda maior, considerando a gravidade da situação, uma vez que se trata de mulheres já amparadas por medidas protetivas. Nesses casos, o atendimento é prestado de maneira mais direcionada e prioritária, levando em conta o histórico da vítima e o risco envolvido. Essa atuação integrada fortalece a rede de proteção às mulheres e contribui significativamente para a eficácia das ações, proporcionando maior agilidade na resposta policial, mais segurança e acompanhamento contínuo das vítimas. Os integrantes do Copom participaram de encontros e palestras com representantes dos programas, fortalecendo o vínculo institucional e ampliando o conhecimento mútuo. "O Copom Mulher é um grande avanço para a sociedade, porque traz um atendimento mais humano, acolhedor e sensível às mulheres que enfrentam a violência doméstica. Hoje, essas mulheres encontram mais orientação, mais escuta e mais apoio para romper o ciclo da violência e recomeçar com segurança uma nova história”, conclui a chefe do Copom Mulher, major Patrícia Jacques da Silva. *Com informações da SSP-DF
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Águas Claras ganha núcleo de acolhimento do programa Direito Delas
A rede de proteção às mulheres do Distrito Federal ganhou mais um importante reforço na manhã desta sexta-feira (27), com a inauguração do 12º núcleo do programa Direito Delas, em Águas Claras. A nova unidade, coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), está localizada no Cowmeia Coworking, no Edifício Easy, na Rua das Pitangueiras, Lotes 5/6, e passa a oferecer atendimento gratuito, humanizado e integrado para mulheres em situação de violência. O espaço foi estruturado para garantir acolhimento completo, com atendimento social, psicológico e orientação jurídica, fortalecendo a rede de apoio e ampliando o acesso aos serviços em uma das regiões mais populosas do DF. Com a nova unidade, o programa consolida sua expansão e reforça a presença em diferentes territórios, reconhecendo que a violência contra a mulher não escolhe classe social nem endereço. A nova unidade passa a oferecer atendimento gratuito, humanizado e integrado para mulheres em situação de violência | Fotos: Jhonatan Vieira/Ascom Sejus-DF Criado para oferecer suporte às vítimas e seus familiares, o Direito Delas já soma mais de 17 mil atendimentos realizados, tornando-se uma das principais políticas públicas do DF no enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa atua com uma equipe multiprofissional e promove não apenas o acolhimento imediato, mas também o fortalecimento da autonomia e da reconstrução de trajetórias. Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a inauguração do novo núcleo representa mais um passo no compromisso de cuidar das mulheres em todas as regiões do Distrito Federal. “A violência não escolhe classe social nem endereço, e é por isso que precisamos estar cada vez mais próximos das mulheres. O Direito Delas é mais do que um programa — é um espaço de acolhimento, escuta e transformação. Com essa nova unidade em Águas Claras, ampliamos o acesso e reafirmamos nosso compromisso de garantir proteção, dignidade e recomeço para quem precisa”, destacou. A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência, Uiara Mendonça, responsável pela coordenação do programa, também ressaltou a importância da ampliação da rede. “Cada novo núcleo representa mais portas abertas para mulheres que precisam de apoio. Nosso trabalho é garantir um atendimento humanizado, com escuta qualificada e encaminhamentos efetivos, para que essas mulheres consigam romper o ciclo da violência e reconstruir suas vidas com segurança”, afirmou. O Direito Delas já soma mais de 17 mil atendimentos realizados, tornando-se uma das principais políticas públicas do DF no enfrentamento à violência de gênero Além do acolhimento, o programa investe em iniciativas que promovem a autonomia das mulheres atendidas, como capacitação profissional e encaminhamento para oportunidades de renda, fortalecendo o protagonismo feminino e a independência financeira. Com a chegada do 12º núcleo, o Direito Delas segue avançando e consolidando uma rede de proteção cada vez mais acessível, reafirmando que cuidar das mulheres é também promover justiça, cidadania e dignidade para toda a sociedade. Confira os 12 núcleos de atendimento: Águas Claras ⇒ Endereço: Cowmeia Coworking Edifício Easy, Rua das Pitangueiras, Lotes. 5/6 ⇒ Telefones: (61) 98382 0130 ⇒ Horário de funcionamento: Terças e quintas, das 9h às 17h - Atendimento mediante agendamento Plano Piloto ⇒ Endereço: Estação Rodoferroviária, Ala Central, térreo ⇒ Telefones: (61) 2244-1118/2244-1119/2244-1282/98314-0626 ⇒ Horário de funcionamento: das 8h às 17h Ceilândia ⇒ Endereço: Shopping Popular de Ceilândia – espaço do Na Hora ⇒ Telefones: (61) 2244-1421/2244-1805/98314-0620 ⇒ Horário: das 8h às 17h Estrutural ⇒ Endereço: Setor Central, Área Especial 5 ⇒ Telefones: (61) 2244-1130/98382-0189 ⇒ Horário: das 8h às 17h Guará ⇒ Endereço: QELC, Alpendre dos Jovens Lúcio Costa ⇒ Telefones: (61) 2244-1419/2244-1803/98314-0619 ⇒ Horário: das 8h às 17h Itapoã ⇒ Endereço: Praça dos Direitos, Quadra 203, Del Lago II ⇒ Telefones: (61) 2244-1418/2244-1802/98314-0632 ⇒ Horário: das 8h às 17h Paranoá ⇒ Endereço: Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras ⇒ Telefones: (61) 2244-1417/2244-1801/98314-0622 ⇒ Horário: das 8h às 17h Planaltina ⇒ Endereço: Promotoria de Justiça de Planaltina ⇒ Telefone: (61) 3555-2737/98314-0611 ⇒ Horário: das 12h às 19h Recanto das Emas ⇒ Endereço: Estação da Cidadania – CEU das Artes, Q 113, Área Especial 1 ⇒ Telefone: (61) 2244-1424/2244-1808/98314-0613 ⇒ Horário: das 8h às 17h Samambaia ⇒ Endereço: Quadra QS 402, Conjunto G, Lote 01 ⇒ Telefones: (61) 2244-1422/98314-0792/98314-0631 ⇒ Horário: das 8h às 17h São Sebastião ⇒ Endereço: Quadra 101, Conjunto 8 ⇒ Telefones: (61) 2244-1131/98314-0627 ⇒ Horário: das 8h às 17h *Com informações da Sejus-DF
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Com mais de 17 mil atendimentos, Direito Delas fortalece acolhimento a vítimas de violência
“O Núcleo Direito Delas me ajudou, e continua me ajudando, especialmente na minha autoafirmação, a entender quem eu sou, o que realmente quero e o que posso fazer”, relata Ana Lucia Barbosa, 59 anos, vítima de violência doméstica no Distrito Federal que foi acolhida pelo programa criado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). Ela passou três décadas em um relacionamento abusivo, marcado por violência psicológica, emocional, financeira, além de episódios de assédio moral e sexual no ambiente profissional. A separação ocorreu em 2018, mas a ruptura definitiva só veio anos depois, quando questões patrimoniais e familiares precisaram ser formalizadas. Foi nesse contexto que Ana chegou ao Núcleo Direito Delas, por indicação de uma amiga, e iniciou atendimento psicológico. Ela conta que o acolhimento foi decisivo para reconhecer, especialmente, o abuso financeiro e para fortalecer a autoestima e a capacidade de agir. Somente em 2025, mais de 2,4 mil pessoas ingressaram no programa Direito Delas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Enquanto eu tivesse algo preso a ele, eu não conseguiria seguir em frente”, relata. A partir do atendimento, passou a buscar os direitos e a reorganizar a vida. A vítima também destaca que o processo no Núcleo ajudou a resgatar a autoestima e identidade, apagadas ao longo de anos de desvalorização. “Voltar em quem eu era antes do relacionamento foi fundamental para reencontrar quem eu realmente sou”, afirma. Segundo ela, o fortalecimento emocional foi gradual, mas transformador. Ao final, deixa uma mensagem para outras mulheres: buscar, antes de tudo, a própria verdade, investir no autoconhecimento e não ter medo de procurar ajuda. “Quando você decide algo dentro de si, isso se torna realidade. A força está dentro da gente. E os caminhos começam a se abrir.” Rede de proteção Desde 2024, após a política pública ter sido reestruturada em novembro de 2023 em substituição ao antigo Pró-Vítima, a iniciativa registrou 17.803 atendimentos, com um crescimento no último ano, quando saltou de 7.570 para 10.233, revelando o fortalecimento da rede de proteção. Somente em 2025, mais de 2,4 mil pessoas ingressaram no programa. “O compromisso do GDF com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade tem se refletido em avanços na proteção das vítimas, especialmente, por meio do fortalecimento de programas como o Direito Delas e da articulação com a rede de atendimento intersetorial” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, o atendimento especializado contribui para a proteção das vítimas, o fortalecimento emocional, o acesso a direitos e a retomada de projetos de vida, com o intuito de reduzir situações de revitimização e ampliar a confiança do coletivo feminino nas instituições públicas. “O compromisso do GDF com mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade tem se refletido em avanços na proteção das vítimas, especialmente, por meio do fortalecimento de programas como o Direito Delas e da articulação com a rede de atendimento intersetorial”, afirma. “As ações educativas ampliam o conhecimento da população sobre direitos das mulheres, canais de denúncia e formas de prevenção da violência, o que promove maior engajamento comunitário e fortalece a cultura de não tolerância à violência de gênero”, destaca Passamani. A secretária complementa ainda que os resultados alcançados indicam que as iniciativas implementadas contribuem para maior alcance da política pública, qualificação do atendimento e ampliação do alcance das ações, para favorecer respostas mais rápidas, humanizadas e eficazes às situações de violência. Esse aumento reflete principalmente o fortalecimento das mulheres e o acesso à informação, ressalta a subsecretária de Apoio às Vítimas de Violência, Uiara Mendonça. De acordo com ela, a divulgação do programa e a conscientização sobre o que é violência fazem com que mais pessoas busquem ajuda. “Muitas chegam por indicação de vizinhas, amigas ou familiares, o que demonstra que a informação rompe o ciclo da violência”, explica. Para ela, as mulheres estão mais encorajadas e fortalecidas, buscando seus direitos — e é por isso que o programa se consolidou como uma referência no DF. Ações preventivas e educativas O programa vai além do atendimento psicossocial e da orientação jurídica, explica Uiara Mendonça. Desde a regulamentação, em novembro de 2023, 13.918 pessoas foram alcançadas por ações preventivas e educativas, como palestras, rodas de conversa e outras atividades de sensibilização e orientação realizadas em todo o DF. “Após o primeiro acolhimento, muitas mulheres retornam ao mesmo ambiente de violência, muitas vezes convivendo com o agressor. Por isso, o programa desenvolve ações voltadas à autonomia e ao rompimento do ciclo da violência, como o projeto Banco de Talentos”, explica Uiara. Uiara Mendonça: “Após o primeiro acolhimento, muitas mulheres retornam ao mesmo ambiente de violência, muitas vezes convivendo com o agressor. Por isso, o programa desenvolve ações voltadas à autonomia e ao rompimento do ciclo da violência, como o projeto Banco de Talentos” No projeto, mulheres aprendem trabalhos manuais e artesanais com outras mulheres, inclusive não vítimas de violência. A iniciativa tem foco terapêutico e empreendedor. Hoje, mais de 450 artesãs integram o Banco de Talentos, com produtos expostos em shoppings do DF, como o Alameda Shopping, e em uma loja colaborativa, o que fortalece a geração de renda e a autonomia financeira. Além disso, o programa promove ações educativas e de conscientização nos núcleos de atendimento, como palestras, e também atua em espaços como canteiros de obras, garagens de ônibus e empresas de limpeza urbana, em parceria com sindicatos e empresas. Política pública O programa Direito Delas atende a vítimas de violência, incluindo crianças de 7 a 14 anos vítimas de estupro, conforme previsto no Código Penal, no artigo 217-A, que trata do estupro de vulnerável. O recorte etário foi definido a partir de um grupo de trabalho, quando o antigo nome do programa, Pró-Vítima, foi alterado para Direito Delas, para reforçar a ideia de que as pessoas chegam ao serviço não como vítimas, mas como sujeitos de direitos. A política também atende a órfãos do feminicídio, vítimas de violência doméstica — em sua maioria mulheres — e pessoas idosas, homens e mulheres. Não é um programa exclusivo para mulheres, embora a maioria das pessoas atendidas sejam meninas e mulheres. Além disso, a iniciativa oferece uma abordagem integral, que inclui atendimentos individuais, orientação jurídica, acompanhamento psicológico, espaços de reflexão coletiva, além de oportunidades de empreendedorismo e aprendizado. Atualmente, o DF conta com 11 núcleos de atendimento. Confira: Plano Piloto ⇒ Endereço: Estação Rodoferroviária, Ala Central, térreo ⇒ Telefones: (61) 2244-1118/2244-1119/2244-1282/98314-0626 ⇒ Horário de funcionamento: das 8h às 17h Ceilândia ⇒ Endereço: Shopping Popular de Ceilândia – espaço do Na Hora ⇒ Telefones: (61) 2244-1421/2244-1805/98314-0620 ⇒ Horário: das 8h às 17h Estrutural ⇒ Endereço: Setor Central, Área Especial 5 ⇒ Telefones: (61) 2244-1130/98382-0189 ⇒ Horário: das 8h às 17h Guará ⇒ Endereço: QELC, Alpendre dos Jovens Lúcio Costa ⇒ Telefones: (61) 2244-1419/2244-1803/98314-0619 ⇒ Horário: das 8h às 17h Itapoã ⇒ Endereço: Praça dos Direitos, Quadra 203, Del Lago II ⇒ Telefones: (61) 2244-1418/2244-1802/98314-0632 ⇒ Horário: das 8h às 17h Paranoá ⇒ Endereço: Quadra 5, Conjunto 3, Área Especial D, Parque de Obras ⇒ Telefones: (61) 2244-1417/2244-1801/98314-0622 ⇒ Horário: das 8h às 17h Planaltina ⇒ Endereço: Promotoria de Justiça de Planaltina ⇒ Telefone: (61) 3555-2737/98314-0611 ⇒ Horário: das 12h às 19h Recanto das Emas ⇒ Endereço: Estação da Cidadania – CEU das Artes, Q 113, Área Especial 1 ⇒ Telefone: (61) 2244-1424/2244-1808/98314-0613 ⇒ Horário: das 8h às 17h Samambaia ⇒ Endereço: Quadra QS 402, Conjunto G, Lote 01 ⇒ Telefones: (61) 2244-1422/98314-0792/98314-0631 ⇒ Horário: das 8h às 17h São Sebastião ⇒ Endereço: Quadra 101, Conjunto 8 ⇒ Telefones: (61) 2244-1131/98314-0627 ⇒ Horário: das 8h às 17h
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GDF homenageia 500 pessoas com a Medalha Mulher Mais Segura
O Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu, nesta terça-feira (10), a solenidade de outorga da Medalha Mulher Mais Segura. Instituída pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), a condecoração reconhece ações e serviços de destaque no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A iniciativa integra o eixo Mulher Mais Segura do programa DF Mais Seguro — Segurança Integral e, nesta edição, homenageou cerca de 500 pessoas que atuam ou contribuíram para o enfrentamento desse tipo de crime no Distrito Federal. Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher começa muitas vezes pelo atendimento das forças de segurança pública. “A gente ainda vem de uma cultura muito machista no nosso país, e isso precisa ser repensado. Todas as nossas forças de segurança passaram pelo curso Ressignificar, para um atendimento mais humanizado a essas mulheres. O primeiro contato com a vítima precisa ser um contato de acolhimento, de escuta e compreensão, e não de revitimização. É isso que estamos construindo todos os dias na segurança pública”, defende. “A gente ainda vem de uma cultura muito machista no nosso país, e isso precisa ser repensado. Todas as nossas forças de segurança passaram pelo curso Ressignificar para um atendimento mais humanizado a essas mulheres. O primeiro contato com a vítima precisa ser um contato de acolhimento, de escuta e compreensão, e não de revitimização. É isso que estamos construindo todos os dias na segurança pública” Celina Leão, vice governadora do DF O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltou as ações de prevenção e repressão conduzidas pelo Estado, que são fundamentais para ampliar o engajamento da sociedade e promover mudanças culturais: “O Estado tem feito a sua parte com políticas públicas de prevenção e de repressão. Hoje, por exemplo, não há autores de crimes mais graves contra mulheres em liberdade no Distrito Federal. Mas isso, por si só, não é suficiente. Precisamos lutar juntos por uma mudança de cultura, para que desde a infância os meninos aprendam a respeitar as meninas e possamos construir um país melhor”. A cerimônia homenageou pessoas que tiveram atuação relevante na defesa das mulheres. “São pessoas de diferentes profissões, origens e realidades sociais, mas que têm em comum essa luta e esse exemplo de dedicação à causa. Homens e mulheres que acreditam que, juntos, podemos construir uma cultura de mais respeito e proteção às mulheres”, completou. Entre as homenageadas está a capitã da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) Thalita Santos, de 41 anos, que atua na área de comunicação organizacional da corporação e desenvolve pesquisa de mestrado voltada à análise de políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica dentro da PM. “Receber essa medalha é um reconhecimento importante desse trabalho e do esforço de quem se dedica ao enfrentamento desse tipo de crime”, afirma. Segundo a capitã, a atividade na proteção de gênero faz parte da rotina policial. “Se a gente observar a atuação da Polícia Militar, em algum momento da carreira todo policial acaba lidando com situações de violência contra a mulher. Não apenas nas unidades especializadas, mas em diversas ocorrências do dia a dia, que envolvem desde casos de violência doméstica até outras formas de violência”, acrescenta. Outra homenageada foi Flávia Portela, que há mais de duas décadas atua em iniciativas da sociedade civil voltadas à segurança comunitária e à prevenção. “Já são 23 anos de trabalho voluntário junto aos Conselhos Comunitários de Segurança, que têm um papel fundamental para a segurança pública do DF, especialmente na prevenção e na promoção da segurança cidadã”, explica. Flávia também integra a diretoria do Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade, ligado ao Instituto Nossa Marca, e participa do projeto Elas com Elas, desenvolvido há quase dez anos com foco na prevenção da violência e na inserção de mulheres no mercado de trabalho. “Essa medalha é muito importante porque reforça o papel da sociedade civil no enfrentamento da violência. O trabalho conjunto com o poder público é essencial, porque sem a participação da sociedade, não há segurança”, afirma. “A Medalha Mulher Mais Segura também serve como um alerta para que a gente continue refletindo sobre o lugar que a mulher deve ocupar na sociedade e sobre a necessidade de fortalecer políticas e ações que garantam mais proteção e oportunidades.” Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF, e Celina Leão, vice-governadora | Foto: Luh Fiuza/VGDF Mulher Mais Segura O eixo Mulher Mais Segura, que integra o programa DF Mais Seguro — Segurança Integral, faz parte da estratégia de segurança pública do Distrito Federal voltada à prevenção e ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa reúne ações institucionais, ferramentas tecnológicas e mecanismos de articulação entre órgãos públicos para fortalecer a rede de proteção, qualificar o atendimento às vítimas e aprimorar as estratégias de prevenção, responsabilização de agressores e combate ao feminicídio. Contexto Instituída pelo Decreto nº 46.243, de 9 de setembro de 2024, a Medalha Mulher Mais Segura é uma honraria permanente da SSP-DF, criada para reconhecer ações meritórias e a excelência de serviços no combate à violência contra a mulher e à violência doméstica e familiar. A condecoração reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a valorização de boas práticas institucionais e com o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres. A entrega da medalha ocorre em um contexto de ampliação das políticas públicas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção no DF. O GDF mantém iniciativas que integram segurança pública, acolhimento e autonomia econômica, como o atendimento da Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia, o programa de acompanhamento a vítimas de violência doméstica da Polícia Militar e ações de capacitação e geração de renda nos espaços ProMulher. Essas políticas ampliam o acesso a serviços especializados, garantem proteção às vítimas e contribuem para reduzir a violência de gênero no Distrito Federal.
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GDF participa do 1º Encontro da Empregabilidade Feminina na Câmara dos Deputados
Nesta segunda-feira (9), a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) participou do 1º Encontro da Empregabilidade Feminina, realizado na Câmara dos Deputados. Durante o evento, a Assessoria Especial de Empregabilidade para a Mulher da pasta apresentou palestra a servidores e gestores de contrato para dialogar sobre a parceria firmada por meio do Acordo de Cooperação Técnica nº 179/2025 entre a SMDF e a Câmara. Desde o início da atual gestão, a Secretaria da Mulher do DF também tem fortalecido a empregabilidade feminina por meio de 14 acordos de cooperação técnica. As parcerias já garantiram emprego formal a 365 mulheres vítimas de violência, acompanhadas por equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais. Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a autonomia econômica é uma das principais portas de saída para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. “Uma mulher com emprego, renda e independência financeira tem mais condições de se libertar de relações abusivas e recomeçar a vida com dignidade. Essa ação fortalece uma política pública que salva vidas", afirmou. Giselle Ferreira: "Este encontro representa um passo importante para ampliar oportunidades e construir novos caminhos para mulheres do Distrito Federal" | Foto: Samuel Marques/SMDF Os acordos de cooperação técnica (ACTs) estabelecem que contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra reservem entre 2% e 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Um desses acordos foi assinado em dezembro de 2025 pela secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, e pelo primeiro-secretário da Câmara dos Deputados, deputado Carlos Veras, garantindo a reserva mínima de 2% das vagas em contratos de terceirização para mulheres atendidas pela SMDF. A secretária da Mulher do DF, Giselle Ferreira, apresentou os principais aspectos da política de empregabilidade voltada a mulheres em situação de violência doméstica e familiar e destacou os equipamentos e serviços oferecidos pela pasta. “Este encontro representa um passo importante para ampliar oportunidades e construir novos caminhos para mulheres do Distrito Federal. Sabemos que a violência contra a mulher não é apenas física ou psicológica; muitas vezes, ela também está associada à dependência financeira. Por isso, a Secretaria da Mulher tem trabalhado para transformar essa realidade”, acrescentou. Além das mulheres em situação de violência doméstica, os acordos também contemplam a inclusão de outros grupos em vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, pessoas trans e travestis, quilombolas, indígenas e refugiadas. A iniciativa integra as políticas do Governo do Distrito Federal voltadas à promoção da autonomia econômica e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres. *Com informações da SMDF
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Casa da Mulher Brasileira promove acolhimento e fortalece vítimas na superação da violência
“Hoje eu posso sorrir; antes eu vivia triste, assombrada. Você não tem noção do quanto foi difícil sair desse relacionamento. Foram dez anos de muitas brigas, ameaças, violência física e psicológica. A Casa da Mulher Brasileira foi muito importante para que saísse dessa condição.” O relato de Joana (nome fictício para proteger a identidade da vítima), de 39 anos, traduz a dor de uma década marcada pela violência e evidencia a importância da Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Ceilândia, no processo de rompimento do ciclo de agressões em situações de violência contra a mulher. Desde 2021, quando a casa foi reaberta pelo Governo do Distrito Federal (GDF), foram realizados 40.340 atendimentos — entre acolhimento, suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção — a 10.933 mulheres. Joana chegou até o equipamento público de gestão da Secretaria da Mulher (SMDF) em 2022, após ser encaminhada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil (PCDF), quando um dos vizinhos denunciou uma das tantas agressões que ela sofreu do ex-marido. “Aceitei, vim, e a casa foi me dando todo um suporte”, lembra. Desde 2021, quando a casa foi reaberta pelo GDF, foram prestados 40.340 atendimentos — entre acolhimento, suporte psicossocial, orientação jurídica e encaminhamento à rede de proteção — a 10.933 mulheres | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília O primeiro apoio foi por meio da capacitação que é ofertada às mulheres vítimas de violência e em vulnerabilidade social. Joana se inscreveu no curso de cabeleireira. Pegou gosto pelo ramo do embelezamento e emendou aulas de design de sobrancelha e alongamento de unhas. “Hoje posso pagar minhas contas sozinha. Sempre sonhei em ter minha liberdade financeira, porque foi exatamente a condição que me deixou vulnerável. Assim que começamos a namorar, ele pediu para que não trabalhasse mais. Então foram os cursos que me abriram portas para que eu começasse a ganhar o meu próprio dinheiro. Isso foi o que me ergueu”, conta. Paralelamente aos cursos, Joana contou com suporte psicológico na Casa da Mulher Brasileira, para entender que vivia um relacionamento abusivo e resgatar a autoestima. “Não achava e não sabia que eram violências. Ele me xingava, me afastou da minha família, me agrediu diversas vezes. Eu tinha medo de falar com outras pessoas e me sentir culpada. A casa foi muito importante por causa disso, porque lá as pessoas nos escutam e não nos condenam. A casa acolhe a gente”, completa. Também foi no local que a mulher recebeu orientações sobre benefícios e auxílios sociais — hoje, ela é beneficiária dos cartões Creche, Material Escolar e Uniforme —, apoio jurídico para garantir a pensão alimentícia dos três filhos por meio da Defensoria Pública do DF, entrou para o programa de Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e conseguiu medidas protetivas contra o agressor. Joana contou com suporte psicológico na Casa da Mulher Brasileira, para entender que vivia um relacionamento abusivo e resgatar a autoestima Selma de Melo, assessora especial da Subsecretaria de Promoção da Mulher, que integra a Casa da Mulher Brasileira, revela que histórias como a de Joana são comuns dentro da CMB. “Nós temos aqui diversos relatos de mulheres que começaram a aprender a viver após a participação de qualquer ação conosco. Elas saem realizadas, porque sabem que têm um lugar onde podem procurar ajuda. Sabemos que temos conseguido alcançar e salvar muitas vidas, e isso é muito gratificante”, defende a servidora. Espaço de acolhimento Inaugurada em Ceilândia em 2021, a Casa da Mulher Brasileira é um equipamento público da rede de proteção feminina que funciona 24 horas e oferece acolhimento, atendimento psicossocial, cursos de capacitação e suporte jurídico e policial a mulheres em vulnerabilidade e em situações de violência. A unidade serve como porta de entrada ao acolher a mulher no momento em que ela decide buscar ajuda, tanto em casos de risco iminente quanto durante a busca de orientação, proteção, escuta qualificada ou informações sobre direitos. O espaço dispõe de alojamento, faz o encaminhamento para outros serviços da rede, especialmente a Casa Abrigo, e atende os órfãos do feminicídio pelo programa Acolher Eles e Elas. “A Casa da Mulher Brasileira é o nosso principal equipamento público. É a Lei Maria da Penha na prática, porque é onde trabalhamos toda a rede de proteção”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “É um espaço democrático, porque às vezes a mulher não quer ir até uma delegacia. Ela quer procurar uma ajuda, um apoio. É bom ressaltar que o trabalho lá é de prevenção. É para a mulher que está passando por violência, que quer registrar uma ocorrência, mas também é a casa da mulher. Aquela que quer passar por uma capacitação, buscar orientação, saúde e atendimento jurídico”, destaca. “A Casa da Mulher Brasileira é o nosso principal equipamento público. É a Lei Maria da Penha na prática, porque é onde trabalhamos toda a rede de proteção” Giselle Ferreira, secretária da Mulher “Trabalhamos muito a porta de saída, oferecendo capacitação, aluguel social e apoio psicológico, porque informação e conhecimento são o caminho para tudo”, defende Giselle. “Temos trabalhado muito e com muita seriedade, levado essa pauta para que realmente a mulher possa acreditar no Estado, pois, quando ele está sendo acionado, irá atrás de uma solução.” Nos últimos anos, a Casa da Mulher Brasileira apresentou um salto significativo de mulheres atendidas. Passando da média de mais de mil, entre 2022 e 2024, para 6.265 em 2025, totalizando 13.009 atendimentos. Entre os principais fatores que explicam o crescimento, destacam-se as ações itinerantes na Estrutural e no Parque da Vaquejada, a parceria com o Centro Pop e iniciativas de saúde, autoestima e autonomia das mulheres, como o projeto Reconstruindo Sonhos. Ampliação da rede O DF conta também com unidades do Centro de referência da Mulher Brasileira (CRMB), que funcionam das 9h às 18h, de portas abertas para acolhimento, atendimento psicossocial e formação profissional de mulheres. Elas estão localizadas no Recanto das Emas, Sol Nascente/Pôr do Sol, São Sebastião e Sobradinho II. “Nós construímos duas na região Norte e duas na região Sul justamente para democratizar esse espaço. Essas novas casas têm como diferencial a terapia individualizada”, explica a secretária da Mulher. Além disso, o GDF assinou um contrato para construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira (CMB) – Tipo I, no Plano Piloto. O equipamento será implantado na Quadra 903 da Asa Sul, e oferecerá atendimento humanizado, integrado e contínuo às mulheres em situação de violência em todo o DF. Como denunciar Os relatos podem ser feitos de forma presencial ou digital pelos seguintes canais: 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 156 opção 6 (Central 156 do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Maria da Penha Online.
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Inscrições abertas para o programa Maria da Penha Vai à Escola
Escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal já podem se inscrever para as palestras do programa Maria da Penha Vai à Escola. A iniciativa, coordenada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), tem como objetivo promover ações educativas de prevenção e enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar. As inscrições seguem abertas até o dia 13 deste mês. As inscrições podem ser feitas por este link. As atividades integram a programação da 32ª Semana Nacional da Justiça pela Paz em Casa, que será realizada entre 9 e 13 de março deste ano em todos os tribunais do país. O ciclo de palestras ocorre três vezes ao ano, nos meses de março, agosto e novembro, e busca fortalecer ações educativas de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar. O ciclo de palestras ocorre três vezes ao ano, nos meses de março, agosto e novembro, e busca fortalecer ações educativas de enfrentamento à violência contra meninas e mulheres no ambiente escolar | Foto: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Durante os encontros, serão abordados temas como a prevenção e o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, o combate à violência no namoro, a atuação da Rede de Proteção às Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar e os principais pontos da Lei Maria da Penha. A proposta é ampliar o diálogo com a comunidade escolar, promovendo informação, conscientização e formação cidadã, além de incentivar a construção de uma cultura de respeito e proteção aos direitos das mulheres. Parceria institucional Idealizado pelo Núcleo Judiciário da Mulher do TJDFT, o Maria da Penha Vai à Escola foi criado em 2014 e, desde então, conta com a parceria da Secretaria de Educação (SEEDF). A iniciativa estabelece um regime de cooperação entre os órgãos envolvidos, com foco na divulgação da Lei Maria da Penha e no fortalecimento da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar. O público-alvo do programa inclui estudantes, profissionais da educação e demais integrantes da comunidade escolar das escolas públicas do DF. *Com informações da SEEDF
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Campanha Não Acabe Com a Minha Festa combate o assédio no Carnaval do DF
Durante o período festivo, situações como beijo forçado, toques inapropriados e “encontrões” costumam acontecer com muita frequência, acabando com a festa de diversas mulheres durante a folia. “Já passei por situações de assédio no Carnaval em que eu disse ‘não’ e a pessoa não me respeitou. Nós vamos para curtir, e essas situações estragam a nossa festa. Essa ação é essencial para o combate à violência contra as mulheres. Precisamos alertar a população sobre esse crime”, enfatizou a recepcionista Larissa Oliveira, de 32 anos. A Secretaria da Mulher (SMDF) lançou, nesta sexta-feira (6), o calendário de ações da campanha Carnaval Sem Assédio, que chega ao quarto ano consecutivo reforçando o compromisso com a prevenção e o enfrentamento do assédio, e da violência contra as mulheres durante o período carnavalesco. Na tarde desta sexta-feira, equipes da pasta estiveram em um estabelecimento comercial da Asa Sul realizando ações de conscientização, orientação e acolhimento junto a foliões, comerciantes e trabalhadores do setor. A estratégia busca alertar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre a importância do respeito, além de reforçar os canais de denúncia disponíveis para vítimas e testemunhas de violência de gênero, prática que tende a se intensificar nesta época do ano. Os materiais são entregues em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações | Fotos: Divulgação/SMDF A vice-governadora Celina Leão afirmou que o combate ao assédio no Carnaval é fundamental para garantir que a festa seja um espaço seguro, livre e inclusivo para todas as mulheres. "O nosso foco é promover a segurança e a proteção de todas. Essa é uma festa de celebração e o combate ao assédio permite que todos participem sem medo de violência ou intimidação. Folia sim, assédio não!” Com o slogan “Não Acabe Com a Minha Festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser distribuídos desde o dia 2 de fevereiro por aproximadamente 90 servidores da pasta. Os materiais são fixados em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações. "O nosso foco é promover a segurança e a proteção de todas. Essa é uma festa de celebração e o combate ao assédio permite que todos participem sem medo de violência ou intimidação. Folia sim, assédio não!” Celina Leão, vice-governadora do DF Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, as iniciativas de prevenção são fundamentais no combate ao assédio contra as mulheres. “Nossa equipe está atuando em diversas cidades do DF para divulgar os canais de denúncia, entre eles o Disque 180, que garante acolhimento e orienta as vítimas sobre como proceder, assegurando apoio imediato. Essa iniciativa educa sobre consentimento, combate a violência de gênero, que aumenta nessa época, e encoraja as denúncias de assédio sexual, que é crime. Carnaval feliz é Carnaval sem assédio!”, ressaltou. “Não apenas no Carnaval, mas durante todo o ano, precisamos reforçar essa prevenção. Essa ação, em parceria com a Secretaria da Mulher, é muito importante, porque sabemos que muitos casos de assédio acontecem neste período. Estamos aqui para conscientizar os homens e incentivar as denúncias por meio do Disque 180”, afirmou o proprietário do estabelecimento da Asa Sul, Henrique Migras. Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 8 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher). "Essa iniciativa educa sobre consentimento, combate a violência de gênero, que aumenta nessa época, e encoraja as denúncias de assédio sexual, que é crime. Carnaval feliz é Carnaval sem assédio!”, destaca Giselle Ferreira, secretária da Mulher do DF Carnaval sem assédio De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), não houve registro de ocorrências de assédio durante o período de Carnaval nos últimos dois anos, resultado atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres. A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo prevê que espaços públicos e privados adotem medidas para garantir segurança, proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, assédio ou importunação sexual, bem como àquelas que estejam sob risco de sofrer esse tipo de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos. Confira o cronograma das ações: 9/2 – 14h às 17h – Bares e comércios do Jardim Botânico 10/2 – 10h às 17h – Estabelecimentos do Sudoeste/SIG 11/2– 14h às 17h – Temporâneo; Fausto e Manuel; Pontão 12/2 – 14h às 17h – Beirute; Simpsons; Parque da Cidade 13/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos da Asa Norte 14/2 – 16h às 19h – Bloquinho Fica Comigo 14/2 – 18h às 20h – Festival Me Leva 6/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos do Varjão 9/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos de Sobradinho I e II 10/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos de Planaltina 11/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos do Paranoá 12/2 – 14h às 17h – Estabelecimentos do Itapoã 15/2 – 15h às 18h – Blocos no Plano Piloto 16/2 – 14h às 17h – Blocos no Plano Piloto 17/2 – 18h às 20h – Estabelecimentos do Setor Comercial Sul *Com informações da SMDF
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Ação Carnaval Sem Assédio é lançada pelo quarto ano consecutivo no DF
A Secretaria da Mulher (SMDF) lança, nesta sexta-feira (6), às 14h, o calendário de atuação da ação Carnaval Sem Assédio, iniciativa que chega ao seu quarto ano consecutivo com o objetivo de prevenir e combater situações de assédio e violência contra as mulheres durante o período carnavalesco. A ação leva equipes da SMDF a estabelecimentos comerciais e blocos de carnaval em regiões administrativas do DF, promovendo conscientização, orientação e acolhimento. A estratégia busca alertar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre a importância do respeito e reforçar os canais de denúncia disponíveis para vítimas e testemunhas de violência de gênero, prática que tende a se intensificar nesta época do ano. Com o slogan “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser entregues desde o dia 2 de fevereiro por cerca de 90 servidores da pasta. Os materiais são fixados em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações. “O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência” Celina Leão, vice-governadora “O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”, destaca a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. “Com o trabalho de todo o GDF, vamos buscar ter um carnaval sem casos de assédio e garantir segurança, orientação e o acolhimento das mulheres”. Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher). Carnaval sem assédio De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), não houve registro de ocorrências de assédio durante o período de Carnaval nos últimos dois anos, resultado atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres. “Estar nos blocos, nos bares e nos espaços onde as pessoas estão é fundamental”, enfatiza a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “O Carnaval Sem Assédio é uma ação que salva vidas, porque informa, orienta e mostra às mulheres que elas não estão sozinhas. Respeito também faz parte da festa.” Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) | Foto: Divulgação/SMDF A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo prevê que espaços públicos e privados adotem medidas para garantir segurança, proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, assédio ou importunação sexual, bem como àquelas que estejam sob risco de sofrer esse tipo de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos. Serviço Dia: 6/2 Hora: 14h Local: New Mercadito – 201 Sul *Com informações da SMDF
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Parceria amplia rede de proteção às mulheres em grandes eventos
Com o compromisso de promover ambientes cada vez mais seguros, acolhedores e responsáveis para o público feminino, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) reforça a atuação preventiva em grandes eventos por meio de parcerias estratégicas com a iniciativa privada. Após implementação para teste no último final de semana, passa a funcionar um ponto de embarque prioritário para mulheres durante o festival Verão R2, no Setor de Clubes Sul. A iniciativa ocorre a partir da parceria firmada entre a SSP-DF e a R2 Produções e Eventos, responsável pelo festival, formalizada em 2024, e conta também com o apoio da empresa de transporte por aplicativo Belascar. A parceria com a empresa de aplicativos foi firmada no ano passado, ampliando o alcance das ações de prevenção e proteção voltadas às mulheres em espaços de lazer e grande circulação. Além disso, a parceria integra o protocolo Por Todas Elas, reforçando o compromisso com a adoção de diretrizes de prevenção, acolhimento e encaminhamento adequado em situações de risco ou de violência contra a mulher, contribuindo para a construção de um ambiente mais seguro e responsável. O estacionamento exclusivo estará identificado com faixas e um balão inflável, tornando o local de fácil visualização e garantindo maior ordenamento do fluxo de pessoas e veículos | Foto: Divulgação/SSP-DF O ponto de embarque funcionará de forma contínua durante toda a programação do evento, previsto para terminar em 15 de fevereiro, garantindo atendimento prioritário ao público feminino. O objetivo é prevenir situações de risco no retorno das mulheres após os shows, considerado um dos momentos mais sensíveis em grandes eventos. “Esta ação é um exemplo claro de como parcerias fortes podem gerar mudanças significativas na segurança das mulheres no Distrito Federal”, avalia o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. “Nosso objetivo é o feminicídio zero e que o DF seja referência na redução da violência contra a mulher.” Vagas exclusivas Durante os shows do festival, a ação prevê ainda a criação de uma estrutura especial de embarque e desembarque, com um espaço reservado e organizado, incluindo vagas destinadas exclusivamente a motoristas do sexo feminino, vinculadas a aplicativos de transporte e também taxistas, para que possam estacionar e realizar o embarque das mulheres participantes do evento com mais segurança e tranquilidade. "Nosso objetivo é o feminicídio zero e que o DF seja referência na redução da violência contra a mulher" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública do DF O estacionamento exclusivo estará identificado com faixas e um balão inflável, tornando o local de fácil visualização e garantindo maior ordenamento do fluxo de pessoas e veículos. “A medida visa a ampliar a proteção em grandes eventos e, sobretudo, fortalecer a percepção de segurança, especialmente no momento do deslocamento e retorno ao lar. Esses eventos são oportunidades importantes para alcançar um público amplo, promover o conhecimento sobre os direitos das mulheres e oferecer apoio direto a quem mais precisa. Nosso compromisso é estar onde as mulheres estão, garantindo que todas tenham acesso às informações e recursos necessários para uma vida digna e segura”, destaca a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Siqueira. Parceiro da Segurança A ação integra o projeto Parceiro da Segurança, pelo qual a SSP-DF atua em conjunto com o setor privado na prevenção de crimes por meio de cursos, orientações e iniciativas práticas voltadas ao cuidado e à redução de riscos em espaços coletivos. A iniciativa integra o eixo Cidadão Mais Seguro, do programa DF Mais Seguro, que promove a garantia de direitos e liberdades, envolvendo sociedade civil e setores do governo no enfrentamento qualificado à criminalidade, com apoio da inteligência e da tecnologia. *Com informações da SSP-DF
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Projeto Papo Delas leva debate sobre prevenção da violência contra a mulher a mais de 12 mil colaboradores em todo o DF
O enfrentamento à violência contra a mulher começa pelo diálogo. Com esse propósito, cerca de 100 colaboradores da Sustentare Saneamento participaram, na sexta-feira (19), do Papo Delas, palestra voltada à conscientização e à prevenção da violência doméstica. O encontro foi realizado no CEU das Artes, em Ceilândia Norte, e proporcionou um espaço de escuta, reflexão e troca de experiências sobre um tema urgente e necessário. A iniciativa integra o programa Direito Delas, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), que desde sua criação, há seis anos, já alcançou mais de 12 mil colaboradores. A ação tem como objetivo ampliar o debate, sensibilizar servidores e trabalhadores e contribuir para a ruptura do ciclo da violência contra a mulher, reforçando a importância da informação e do engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa e segura. Para o varredor Diones Barbosa, de 37 anos, o bate-papo é fundamental para desconstruir a ideia de que homens são proprietários de suas parceiras. “As mulheres hoje ocupam outro patamar na sociedade: estudam, trabalham e cuidam da casa. Elas merecem viver com dignidade e ter liberdade para fazer suas próprias escolhas, sem serem tratadas como propriedade”, afirmou. Marcela Passamani: “Promover a conscientização é uma estratégia fundamental para prevenir a violência doméstica. O diálogo fortalece a informação, incentiva a denúncia e reafirma o compromisso do poder público com a proteção dos direitos das mulheres” O também varredor Luís Antônio da Silva, 38 anos, reforçou a importância do debate e destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser uma responsabilidade de toda a sociedade. “Qualquer forma de agressão, seja física, verbal ou psicológica, é crime e precisa ser combatida de maneira firme”, disse. Esta foi a quarta edição do projeto na Sustentare Saneamento, onde mais de mil colaboradores já foram sensibilizados sobre a importância de identificar os primeiros sinais da violência e de agir para romper o ciclo. A iniciativa também já passou por instituições como a rede de hotéis HPlus e o grupo Dia Dia Atacadista, reforçando, a cada edição, a importância de buscar ajuda e fortalecer a rede de apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade. Presente em todos os encontros, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância de ampliar o diálogo com trabalhadores e servidores. “Promover a conscientização é uma estratégia fundamental para prevenir a violência doméstica. O diálogo fortalece a informação, incentiva a denúncia e reafirma o compromisso do poder público com a proteção dos direitos das mulheres”, afirmou. *Com informações da Sejus-DF
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Chegada do Papai Noel reúne cerca de mil pessoas em Ceilândia
“Comi cachorro-quente, pipoca, tomei refrigerante e ganhei um monte de balinha e uma bola do Flamengo”, disse o pequeno Gael, de 6 anos, bastante animado ao lado da mãe, a atendente Lorrane Correia, de 32 anos, após dar um abraço apertado e tirar uma foto com o Papai e a Mamãe Noel. Eles foram algumas das cerca de mil pessoas presentes no Natal Solidário, ação promovida pela Secretaria da Mulher (SMDF) no Centro Olímpico e Paralímpico Parque de Vaquejada, em Sol Nascente/Pôr do Sol, na tarde desse sábado (13). Durante o evento, o público teve acesso a atividades esportivas e recreativas, brinquedos infláveis, contação de histórias e exposição de viaturas do Departamento de Trânsito (Detran-DF). Também foram ofertados serviços como massagem, aula de defesa pessoal e ações de cuidado e beleza voltadas ao público adulto. Durante o evento, o público teve acesso a atividades esportivas e recreativas, brinquedos infláveis, contação de histórias e exposição de viaturas do Departamento de Trânsito (Detran-DF) | Fotos: Divulgação/SMDF Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, o Natal Solidário representa mais do que um momento de celebração. “A iniciativa reafirma o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com o cuidado, a inclusão e a garantia de direitos, fortalecendo vínculos familiares e levando acolhimento às comunidades”, destacou. Um dos momentos mais marcantes da programação foi a chegada do Papai e da Mamãe Noel em um helicóptero do Detran-DF, que emocionou crianças e familiares. “Minha filha chorou quando viu os dois. Ela fica muito emotiva nesse período”, relatou a diarista Edilene Nogueira, de 27 anos, mãe da pequena Nathany, de 5 anos. O Natal Solidário 2025 é uma grande ação social promovida pelo Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria da Mulher e apoio de órgãos como a Secretaria de Esporte e Lazer (SEL-DF), o Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e a Polícia Militar (PMDF), além do Detran. O Natal Solidário integra diversas políticas públicas de inclusão, esporte, cidadania e promoção das mulheres “O objetivo foi promover um dia de integração comunitária, celebração natalina e garantia de direitos, fortalecendo vínculos familiares e oferecendo atividades que estimulem o bem-estar físico, emocional e social das famílias atendidas”, destacou a subsecretária de Promoção das Mulheres, Renata Daguiar. O Natal Solidário integra diversas políticas públicas de inclusão, esporte, cidadania e promoção das mulheres. A iniciativa reforça a importância do lazer como direito social, o papel do esporte como ferramenta de convivência comunitária e prevenção de vulnerabilidades e a valorização das mulheres por meio de serviços de cuidado, acolhimento e autonomia. *Com informações da SMDF
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