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Reino Unido

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Estudantes inscritos no Pontes para o Mundo são convocados para a prova de línguas estrangeiras

Já está disponível a lista dos 1,2 mil estudantes convocados pela Secretaria de Educação (SEEDF) para a prova de conhecimentos em línguas estrangeiras do programa Pontes para o Mundo 2026. Previsto para os dias 23 e 24 deste mês, o curso representa um momento decisivo na jornada de quem sonha com uma experiência de intercâmbio no Reino Unido, Canadá, França ou Espanha, os quatro destinos desta edição. Destinos do programa para este ano são Reino Unido, Espanha, França e Canadá | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora” Iêdes Braga, secretária de Educação interina Os 1,2 mil convocados foram selecionados entre os 2.058 inscritos após a análise de documentos e o julgamento dos recursos apresentados. “Agora, cada estudante precisa preparar-se bem para a prova no idioma escolhido; é essa etapa que vai definir quem embarca para um dos destinos já anunciados”, explica o coordenador do programa, David Nogueira.  Até o momento, os estudantes foram avaliados por critérios documentais. A partir do dia 23, o conhecimento do idioma selecionado passa a ser o fator determinante para formar a lista dos 400 que vão embarcar. Os selecionados terão uma imersão de 13 a 16 semanas no exterior, com atividades desenvolvidas exclusivamente na língua do país de destino e convivência com estudantes de diferentes nacionalidades. [LEIA_TAMBEM]“O programa Pontes para o Mundo amplia horizontes, fortalece projetos de vida e mostra aos nossos estudantes da rede pública que o mundo também pertence a eles”, ressalta a secretária de Educação interina, Iêdes Braga. “A etapa das provas de idiomas é um momento importante desse processo, porque reconhece o esforço, a dedicação e a preparação desses jovens para viverem uma experiência acadêmica, cultural e humana transformadora.” Após a prova de idiomas, o cronograma prevê a divulgação do resultado preliminar em 2 de junho, com prazo para recurso entre os dias 3 e 5 daquele mês. O resultado definitivo sai em 29 de junho. Confira a lista de convocados.  Veja mais informações sobre o programa.   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Inscrições para o programa Pontes para o Mundo 2026 são prorrogadas até o dia 21 deste mês

A Secretaria de Educação (SEEDF) prorrogou o período de inscrições para o programa Pontes para o Mundo 2026: agora, o prazo vai até o dia 21 deste mês. A mudança foi publicada na sexta-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), por meio de retificação do Edital nº 18/2026.  Além da interação com pessoas de outra língua, o programa de intercâmbio permite aos estudantes aprimorar a vivência educacional | Foto: Jotta Castro/SEEDF “Alguns alunos ainda estavam enfrentando dificuldades para acessar o e-mail institucional, o que poderia comprometer a inscrição no programa; por isso decidimos ampliar o prazo, garantindo que todos tenham a oportunidade de participar do processo seletivo sem prejuízo”, explicou o coordenador do programa, David Nogueira. Com a alteração, o cronograma do programa também foi atualizado. Os interessados devem ficar atentos às próximas etapas do processo seletivo. A homologação das inscrições está prevista para o dia 22 deste mês, e as provas de línguas estrangeiras serão aplicadas em 23 e 24 de maio. O resultado final está previsto para ser publicado em 29 de junho. [LEIA_TAMBEM]Além da prorrogação, o edital traz ajustes na distribuição de vagas para estudantes dos colégios militares. Para esse público, as oportunidades estão divididas entre os idiomas inglês (com destino ao Reino Unido e Canadá) e espanhol. Criado no ano passado, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes da rede pública para um intercâmbio de três meses em instituições de ensino do Reino Unido. Em 2026, o programa foi ampliado. O número de alunos participantes subiu para 400, e, além das quatro nações que compõem o Reino Unido, serão incluídas instituições de ensino no Canadá, na França e na Espanha.  Acesse  o site oficial do programa.    *Com informações da Secretaria de Educação    

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CIL do Gama orienta estudantes sobre seleção do Pontes para o Mundo 2026

Na noite desta segunda-feira (7), o Centro Interescolar de Línguas (CIL) do Gama promoveu uma apresentação sobre a edição deste ano do programa Pontes para o Mundo com o objetivo de incentivar a participação dos estudantes elegíveis e esclarecer dúvidas sobre o processo. Iêdes Braga, secretária de Educação interina: “A gente cria os filhos para o mundo, e o programa Pontes para o Mundo contribui justamente para essa travessia, ampliando os horizontes de cada estudante” | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF “Os pais podem ficar tranquilos, porque o Estado garante toda a estrutura necessária, desde a alimentação até o suporte presencial da equipe durante todo o período do intercâmbio” David Nogueira, coordenador do Pontes para o Mundo O coordenador do programa, David Nogueira, conduziu um passo a passo detalhado para a inscrição e explicou as etapas do processo seletivo. Ele também abordou os critérios de participação e apresentou a estrutura completa do programa, trazendo mais segurança para estudantes, pais e responsáveis. “Os pais podem ficar tranquilos, porque o Estado garante toda a estrutura necessária, desde a alimentação até o suporte presencial da equipe durante todo o período do intercâmbio”, reforçou. Ele lembrou que o Pontes para o Mundo oferece uma experiência de mobilidade acadêmica integral, permitindo que o estudante dê continuidade aos estudos em um sistema educacional internacional.  [LEIA_TAMBEM]David também destacou as estratégias adotadas para assegurar o desempenho acadêmico dos participantes. Entre elas, está a disponibilização de uma plataforma de estudos voltada ao Programa de Avaliação Seriada (PAS), além de acompanhamento contínuo e apoio psicológico para lidar com desafios como o choque cultural e a saudade de casa.  Autonomia Participantes do encontro, ex-intercambistas do Cemi Gama compartilharam experiências e orientações práticas sobre a prova de proficiência e a rotina no exterior. Eles destacaram que, além do aprendizado da língua, o principal ganho é o desenvolvimento da autonomia. “A gente cria os filhos para o mundo, e o programa Pontes para o Mundo contribui justamente para essa travessia, ampliando os horizontes de cada estudante”, afirmou a secretária de Educação interina, Iêdes Braga, que acompanhou a apresentação. O sonho perto da realidade Bianca Domiciano, alunos do CED 08 do Gama, já começou a se preparar: “Minha preferência é Londres, porque os estudantes da minha escola compartilharam experiências muito positivas” Para alguns estudantes, o intercâmbio começa a se concretizar como uma possibilidade real. É o caso de Bianca Domiciano, aluna do Centro Educacional (CED) 08 do Gama, que já começou a se preparar para o processo seletivo. “Minha preferência é Londres, porque os estudantes da minha escola compartilharam experiências muito positivas”, relatou. “Eles falaram sobre o acolhimento nas escolas e pelas famílias. A ansiedade existe, mas estou confiante.” Sua mãe, que também acompanhou a apresentação, pontuou: “O coração fica apertado, mas ela precisa voar. É uma chance única de crescimento, e eu vou apoiar”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)    

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Startup do DF lidera desafio tecnológico internacional e conecta pesquisadores brasileiros à inovação

O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) promoveu, nesta semana, mais uma etapa do programa internacional Leaders in Innovation Fellowships (LIF Global), reunindo jovens pesquisadores brasileiros em torno de um desafio baseado em uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup residente do Distrito Federal. Startup brasiliense que representa o Brasil no programa internacional foi indicada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) | Foto: Divulgação/Biotic A escolhida para representar o Brasil na iniciativa foi a Polus, startup brasiliense especializada em soluções inteligentes para gestão e controle de sistemas de refrigeração industrial. A indicação foi do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa integra uma rede global que também atua em países como Índia e Colômbia, conectando ciência, empreendedorismo e mercado. Criado pela Royal Academy of Engineering, do Reino Unido, o LIF Global apoia pesquisadores na transformação de inovações tecnológicas em negócios de impacto. Com duração aproximada de sete meses, a iniciativa reúne treinamentos, mentorias e conexões internacionais, com etapas nos países participantes e uma fase final no Reino Unido, onde os projetos são apresentados a investidores e especialistas do ecossistema global. No Brasil, o programa conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pela seleção dos participantes e pela articulação local. Busca de soluções “Estar no LIF Global posiciona a Polus em um ambiente internacional de inovação, aproximando a empresa de pesquisadores, instituições e oportunidades que podem acelerar o desenvolvimento da nossa solução e sua expansão para outros mercados”, afirma o CEO da Polus, Luiz Filipe Guerra. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única” Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento Selecionados pelo CNPq, os participantes são pesquisadores com atuação empreendedora em diferentes regiões do país. Durante o encontro no Biotic, eles foram desafiados a analisar dados reais da operação da Polus para identificar padrões de ineficiência em sistemas de refrigeração, uma das principais fontes de custo energético da indústria. A dinâmica aproximou ainda mais a pesquisa do mercado e ampliou a aplicabilidade prática das soluções apresentadas. “Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”, avalia Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento. “Sabemos que o Brasil tem um enorme potencial de inovação, e testemunhar a excelência técnica e empreendedora da Polus nos confirma que é possível construir excelência nacional. Ter a oportunidade de conhecer a Polus por meio da parceria com o LIF da Royal Academy of Engineering foi um grande privilégio. Somos profundamente gratos por essa oportunidade.” Jovens empreendedores [LEIA_TAMBEM]Antes da etapa prática, os pesquisadores visitaram o Biotic e conheceram o ecossistema de inovação do Distrito Federal. Durante a visita, tiveram contato com startups formadas por jovens empreendedores que já atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas e na geração de negócios, reforçando o ambiente dinâmico e colaborativo do parque. Fundada por ex-alunos da Universidade de Brasília (UnB), a Polus surgiu a partir de uma solução artesanal de medição de energia e consolidou-se como referência nacional no controle inteligente de sistemas de refrigeração industrial. Hoje, a empresa controla e otimiza remotamente, com uso de inteligência artificial, centenas de câmaras frias em 15 estados brasileiros, atuando em todas as regiões do país e promovendo ganhos de eficiência energética, segurança operacional e sustentabilidade. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação”  Gustavo Dias Henrique, presidente do Biotic Além do desafio realizado no Brasil, o programa prevê novas etapas voltadas ao desenvolvimento dos participantes. Os pesquisadores deverão apresentar seus próprios negócios em um evento fechado com representantes da Embaixada Britânica e do CNPq antes de avançarem para a fase internacional, que inclui a possibilidade de participação em uma etapa final no Reino Unido. Oportunidades Voltado principalmente a projetos em estágio inicial, muitos ainda em fase de prova de conceito, o programa busca impulsionar o amadurecimento dessas iniciativas por meio da conexão entre ciência, mercado e oportunidades globais. “Quando conectamos pesquisadores a problemas reais de startups, aceleramos a transformação do conhecimento em soluções de impacto”, pontua o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique. “O Biotic existe para isso: aproximar ciência, mercado e governo e posicionar Brasília como um polo estratégico de inovação.” A atividade no Brasil marca um novo momento do programa, com maior integração entre os participantes e o ecossistema local. Ao reunir pesquisadores, startups e instituições públicas em torno de desafios concretos, o parque tecnológico firma sua posição como um dos principais polos de inovação do país, mostrando que, a partir de Brasília, soluções brasileiras não apenas nascem, mas também ganham escala e projeção internacional. *Com informações do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic)

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Edital de 2026 do Pontes para o Mundo será publicado nesta segunda (30) 

Lançada a edição de 2026 do programa Pontes para o Mundo, os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal já podem se preparar para alçar voos mais altos. O novo edital da experiência acadêmica no exterior, promovida pela Secretaria de Estado de Educação (SEEDF), será publicado nesta segunda-feira (30), com início das inscrições na terça (31), marcando o começo de mais uma jornada rumo ao intercâmbio internacional. Este ano traz outra novidade: além do Reino Unido, França, Espanha e Canadá passam a fazer parte dos destinos do intercâmbio | Foto: Divulgação/SEEDF O lançamento deste ciclo reforça o convite para que os jovens aproveitem a oportunidade, se dediquem aos estudos e acompanhem atentamente o edital para participar do processo seletivo. “O programa representa uma chance concreta de transformação, incentivando os discentes a preparar-se para viver uma experiência que pode ampliar caminhos e perspectivas”, afirma a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. “Os resultados foram positivos, especialmente no fortalecimento da autonomia e da maturidade dos discentes, além da ampliação de seus projetos de vida” David Nogueira, coordenador da primeira edição do Pontes para o Mundo Neste ano, a iniciativa da SEEDF vai contemplar 400 estudantes com o intercâmbio de três meses. Além do Reino Unido, o programa passa a incluir Canadá, França e Espanha, ampliando as possibilidades de vivência acadêmica e cultural no exterior. Para participar, é necessário ter entre 16 e 17 anos, estar matriculado na segunda série do ensino médio da rede pública do DF e manter frequência mínima de 80%. Desta vez, os estudantes dos colégios militares também estão incluídos e poderão garantir uma vaga no programa. Todas as regras, prazos e etapas estarão detalhadas no edital e nos canais oficiais da secretaria. Plataforma digital A partir de terça-feira, quando começam as inscrições no novo site do programa, a plataforma reunirá, em um só lugar, todas as informações necessárias para quem deseja participar, desde orientações iniciais até detalhes sobre os destinos internacionais. De acordo com o coordenador da primeira edição, David Nogueira, o ambiente digital foi pensado para facilitar o acesso dos estudantes e centralizar o processo. “Além da inscrição, o site também funcionará como um guia preparatório para os participantes”, explica. Os alunos poderão conhecer melhor os países de destino, acessar informações práticas e se organizar para a experiência internacional.  Experiência que transforma [LEIA_TAMBEM]Criado em 2025, o Pontes para o Mundo levou 102 estudantes para o Reino Unido e permitiu aos participantes vivenciar novas culturas, desenvolver autonomia e ampliar perspectivas acadêmicas e pessoais. A primeira edição também serviu como base para o aprimoramento do programa. “Os resultados foram positivos, especialmente no fortalecimento da autonomia e da maturidade dos discentes, além da ampliação de seus projetos de vida”, avalia David Nogueira.  Para este novo ciclo, o programa será aperfeiçoado com reforço na preparação pré-embarque, no acompanhamento psicológico e pedagógico e nos mecanismos de monitoramento e avaliação. A cerimônia de lançamento do programa em 2026, no Cine Brasília, trouxe ainda mais inspiração para quem sonha em participar. Durante o evento, foi exibido o documentário Pontes para o Mundo: educação que amplia horizontes, apresentando a trajetória de estudantes da rede pública do DF que viveram essa experiência internacional em 2025.    *Com informações da Secretaria de Educação    

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Estudantes de Santa Maria investem na preparação para o programa Pontes para o Mundo 2026

Morar e estudar em outro país parecia um sonho impossível para muitos jovens que frequentam escolas da rede pública de ensino — mas, para alguns estudantes do Distrito Federal, tornou-se realidade graças ao programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), que teve a primeira edição no ano passado. A experiência vivenciada pelos alunos que participaram em 2025 inspirou outros a acreditarem que é possível um adolescente de escola pública estudar no exterior. De olho no intercâmbio internacional, Maria Eduarda, Lara Caroline, Antony Lucas e Geovana Pietra têm reforçado os estudos para participar do programa | Foto: André Amendoeira/SEEDF De olho nessa oportunidade, um grupo de alunos do Centro de Ensino Médio (CEM) 404 de Santa Maria decidiu antecipar-se e iniciar os estudos ainda neste ano, com o objetivo de cumprir parte dos pré-requisitos exigidos. E, mesmo durante as férias, os adolescentes Maria Eduarda Silva Lima, 16 anos; Lara Caroline Aires da Silva, 15; Antony Lucas Aguiar Pimentel, 16; e Geovana Pietra de Sousa Silva, 15, seguiram com a preparação. Agora, já cursando o segundo ano do ensino médio, eles compartilham mais um sonho em comum: a aprovação em todas as etapas para participar da segunda edição do programa.  Preparação Reuniões presenciais e atividades online fazem parte da programação de estudo do grupo do CEM 404 Desde que soube do programa, Geovana começou a mobilizar os amigos. “Vi que tinha a possibilidade de fazer esse intercâmbio”, conta. “Então, eu e o Antony começamos a pesquisar como o programa funciona; e, como a gente não tinha a possibilidade de ir no ano passado, pensamos em focar para conseguir ir no próximo. Começamos a chamar todo mundo, a formar o grupo de estudos”. A rotina inclui, além dos estudos individuais, reuniões presenciais e online. Antony e Lara contam que têm conseguido estudar e tirar notas acima de 7. “A gente já faz juntos os trabalhos de todas as matérias, aproveita e estuda”, explicou Lara.  A dinâmica entre eles foi organizada durante o período de recesso e férias escolares, conta Maria Eduarda: “A gente estudou inglês ao longo de toda a semana em casa, e, no final de semana, fazíamos uma videochamada para treinar a conversação e resolver exercícios”. Inspiração no primeiro grupo  No ano passado, 102 alunos estudaram por três meses no Reino Unido, na primeira edição do programa  | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF O desejo de participar de um programa como o Pontes para o Mundo permeia os pensamentos do grupo há bastante tempo. Inspirados por filmes, reportagens e histórias de outros adolescentes que tiveram a oportunidade de ter essa experiência, eles estão empolgados com a possibilidade de aprovação no processo seletivo de 2026. “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta. Acho que vai ser uma experiência única” Antony Pimentel, aluno do CEM 404 de Santa Maria Ao mesmo tempo em que sonham e seguem na preparação para as etapas do processo de seleção deste ano, eles tentam manter os pés no chão sem permitir, entretanto, que o medo seja um elemento paralisador. “Eu tenho um certo medo de não conseguir passar na seleção, mas não é algo que me impeça”, relata Antony.  “Confio muito no meu potencial, estudei bastante e quero muito viver isso, porque é o meu sonho e a minha expectativa é alta”, anima-se.  “Acho que vai ser uma experiência única, algo que nunca imaginei viver na minha vida, e eu posso viver durante a minha adolescência, com outros jovens com quem posso criar uma conexão muito forte, formar um novo grupo de amigos.” Torcida organizada Se depender da torcida das famílias, todos já estarão com os passaportes carimbados. A mãe de Geovana, a servidora pública Andreza Silva de Souza, é uma das entusiastas dos projetos da adolescente. Quando soube da existência do programa, foi a primeira a incentivar a filha. “Falei que é uma oportunidade ímpar, ainda mais para os estudantes da rede pública, cuja realidade torna quase impossível conseguir fazer um intercâmbio”, conta. “Aí, expliquei que é melhor ela começar a se preparar antes, porque geralmente as pessoas esperam chegar o edital, então começar antes é uma opção para aumentar as chances.” Pontes para o Mundo 2026 [LEIA_TAMBEM]A publicação do edital da segunda edição do programa está prevista para o final deste mês, e a ideia inicial é de levar 400 alunos para o intercâmbio. Em relação aos países selecionados, há possibilidade de que os participantes sejam enviados para o Reino Unido, Canadá, França e Espanha.   Os critérios de seleção deste ano devem permanecer os mesmos, sendo os principais ter idade entre 16 e 17 anos, frequência mínima de 80%, estudar na segunda série do ensino médio de alguma escola pertencente à SEEDF. Este ano, a previsão é que estudantes dos colégios militares também sejam contemplados no edital com oito vagas para cada escola. As informações a respeito de todas as etapas do programa estarão disponíveis em breve no site da SEEDF e nos demais canais oficiais de comunicação da pasta. O coordenador da primeira edição do Pontes para o Mundo, David Nogueira, avalia que a primeira edição do programa foi fundamental para consolidar o modelo da iniciativa. “Os resultados foram muito positivos, especialmente no desenvolvimento da autonomia, da maturidade e na ampliação das perspectivas acadêmicas desses jovens”, aponta.  “Para a segunda edição, nossa expectativa é aprofundar e aperfeiçoar o programa a partir das lições aprendidas”, pontua o professor. “Estamos fortalecendo a preparação pré-embarque, ampliando o acompanhamento psicológico e pedagógico dos estudantes antes e durante a experiência no exterior, e aprimorando os instrumentos de monitoramento e avaliação.”   *Com informações da Secretaria de Educação    

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Última turma do Pontes para o Mundo retorna ao Brasil após três meses no Reino Unido

A estudante Maria Fernanda Caldeira, de 17 anos, estava entre os 19 jovens que retornaram à capital na manhã deste domingo (7), após três meses de intercâmbio pelo programa Pontes para o Mundo. Emocionada, ela e os colegas viajantes falaram sobre suas experiências no exterior, os estudos e a saudade do Brasil. O reencontro com familiares e amigos foi acompanhado pela secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá. Apaixonada por dança e estudante do renomado NPTC Group of Colleges, no Reino Unido, Maria Fernanda contou que o período longe de casa trouxe amadurecimento, novas amizades e uma convivência calorosa com a família anfitriã. “Enquanto eu estava vivendo lá, parecia que o tempo passava devagar, por causa da saudade; mas agora, olhando para trás, sinto como se os três meses tivessem voado. Fiz amizades incríveis, especialmente na aula de dança, e minha host family me acolheu de um jeito leve e divertido. A gente passava horas conversando, criando uma rotina que fez toda a diferença. Foi uma experiência que eu vou levar para a vida”, disse. A jovem destacou que a vivência ampliou seus horizontes pessoais e acadêmicos, enquanto sua mãe, Luciana Caldeira, acompanhava tudo a distância, com o coração apertado, mas tranquila por saber que a filha estava feliz e bem acolhida. “A Maria Fernanda já viaja muito por causa das competições de dança, então conseguimos lidar bem com a distância, apesar da saudade. Falávamos praticamente todos os dias por vídeo, e ver a felicidade dela lá fora deixava meu coração em paz. Se depender de mim, ela volta para estudar no exterior amanhã; eu apoio de olhos fechados”, afirmou. Maria Fernanda foi recebida pela mãe, Luciana Caldeira, no Aeroporto Internacional de Brasília após três meses de intercâmbio no Reino Unido | Fotos: Ícaro Henrique/SEEDF Reencontro O retorno dos estudantes trouxe clima de festa ao Aeroporto Internacional de Brasília, com famílias e amigos à espera, cartazes, flores e muitos abraços. Entre eles estava Jairo Santos, pai de Ana Clara, 16 anos, que acompanhou a distância os três meses da filha na Inglaterra. Protetor, ele admitiu que a preocupação deu lugar ao orgulho ao ver o amadurecimento da jovem, que enfrentou desafios, cuidou de si e voltou para casa mais independente. “No começo, bate aquela preocupação de pai protetor, né? A gente fica longe, sem saber o que pode acontecer. Mas, ao mesmo tempo, era o sonho dela, e com sonho a gente não brinca. Ela se dedicou, estudou e conquistou essa oportunidade pelo próprio mérito. Ver que conseguiu se virar, até quando ficou doente, me enche de orgulho.” Entre os estudantes que viveram intensamente os três meses de intercâmbio está Igor Pereira dos Santos, 17, que realizou o programa no País de Gales. Ele contou que a experiência e a convivência com a família anfitriã foram marcantes e transformadoras. “Ficar no País de Gales foi uma das melhores experiências da minha vida. Minha host family me acolheu como se eu fosse da família e me ensinou a olhar o mundo de um jeito mais amplo. Os estudos também fizeram muita diferença, porque pude conhecer outras formas de aprender e me desafiar. Quero muito voltar para continuar meus estudos lá. Esse intercâmbio abriu portas que eu nem imaginava”, declarou. Igor Pereira dos Santos, intercambista: "Ficar no País de Gales foi uma das melhores experiências da minha vida. Quero muito voltar para continuar meus estudos lá. Esse intercâmbio abriu portas que eu nem imaginava" Para Hélvia Paranaguá, a volta da última turma simbolizou o fechamento de um ciclo vitorioso. “A chegada dessa última turma simboliza o encerramento de um ciclo muito vitorioso. Acompanhar o desembarque e ouvir cada estudante sobre sua experiência no exterior é gratificante e mostra que o programa funciona e vale a pena. Estou muito feliz”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]A secretária falou ainda sobre os próximos passos do Pontes para o Mundo: “O programa é um verdadeiro sucesso. Estamos trabalhando para que, em 2026, mais alunos possam vivenciar essa experiência. Nossa meta é ampliar o número de participantes, passando dos atuais 101 para 400 alunos, e não apenas no Reino Unido, mas também em outros países, como Espanha, Canadá e Japão. Ano que vem traremos mais detalhes. Vai ser incrível”. O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela Secretaria de Educação (SEEDF), que oferece a estudantes da rede pública do DF a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição ocorreu entre setembro e dezembro de 2025, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para diferentes colleges na Inglaterra, País de Gales e Escócia. Para transformar a iniciativa em um programa permanente, a pasta encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Primeira edição do Pontes para o Mundo encerra ciclo com formatura na Escócia

O frio e a chuva típicos desta época do ano na Escócia deram lugar a uma calorosa celebração que marcou o encerramento do programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF). Depois de passarem pelo País de Gales e pela Inglaterra, os integrantes da delegação brasiliense acompanharam a formatura dos intercambistas em dois colleges localizados nas maiores cidades escocesas: Glasgow e Edimburgo. A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, na formatura da turma: “Parabéns a todos vocês. Que este seja apenas o começo de uma vida repleta de possibilidades, coragem e propósito” | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Na quarta-feira (26/10), 24 alunos do City of Glasgow College e do International Edinburgh College receberam o diploma do programa das mãos da secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. Emocionada, a gestora disse estar com o coração apertado ao ver o fim do ciclo dos intercambistas da primeira edição do programa, mas feliz por testemunhar tamanha evolução dos estudantes da rede pública. “Que esta jornada continue a inspirá-los a buscar novos desafios e a acreditar que o mundo é muito maior e mais acolhedor do que vocês jamais imaginaram”, declarou. “Parabéns a todos vocês. Que este seja apenas o começo de uma vida repleta de possibilidades, coragem e propósito.” “Vocês mostraram energia, imaginação e senso de humor, e o nosso college ficou mais vivo” Scott Torrance, Negócios Internacionais do Edinburgh College International Os alunos da rede pública do DF foram os primeiros do Brasil a estudar no City of Glasgow College e deixaram uma boa impressão. “Vocês vieram, aprenderam sobre diferentes coisas, em uma língua diferente, com o nosso inglês com sotaque escocês”, brincou Roy Gardner, vice-diretor da instituição. “Parabéns, porque é ainda mais difícil de entender”. Segundo o gerente de Negócios Internacionais do Edinburgh College International, Scott Torrance, os brasileiros trouxeram alegria ao campus. “Quando o grupo chegou, em setembro, vocês pareciam tão quietos…mas em uma semana, felizmente, percebemos que estávamos errados”, disse. “Vocês mostraram energia, imaginação e senso de humor, e o nosso college ficou mais vivo”. Tour e host families O estudante Gustavo Rocha levou Margareth Craig, que o hospedou, à cerimônia:  “Ela faz caminhadas, me levou a passeios e adora cozinhar. Eu aprendi muita coisa e vou sentir muita falta dela” | Foto: Mary Leal/SEEDF A cerimônia de formatura começou com um tour pelo City of Glasgow College guiado pelos próprios alunos que estudaram três meses na instituição. A delegação brasiliense encantou-se com as dependências a que os intercambistas tiveram acesso — salas de aula diferenciadas nas quais puderam ter lições como de comissário de bordo em um simulador de avião.  A festa também teve direito a apresentação de gaita de fole e um jantar com pratos tradicionais da Escócia. Alguns estudantes puderam até mesmo ter a presença de familiares que os receberam. Gustavo Reis da Rocha, 16 anos, aluno do Centro de Ensino Médio (CEM) 1 do Guará, estava acompanhado de Margareth Craig, 70 anos, que o hospedou em Glasgow.  “Foi muito legal conviver com a Margareth”, relatou o jovem. “No Brasil moro com meus pais; e, por ela ser mais velha, achei que não seria tão ativa, mas ela faz caminhadas, me levou a passeios e adora cozinhar. Eu aprendi muita coisa e vou sentir muita falta dela.” Programa Pontes para o Mundo [LEIA_TAMBEM]O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela SEEDF que oferece a estudantes da rede pública a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição ocorreu entre setembro e dezembro deste ano, no Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados a oito colleges diferentes na Inglaterra, no País de Gales e na Escócia. A partir do próximo ano, o número de vagas será ampliado. A previsão é que o Pontes para o Mundo também seja expandido para outros países. Além disso, para transformar a iniciativa em um programa permanente, a SEEDF encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).  *Com informações da Secretaria de Educação      

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Estudantes do DF celebram formatura do Pontes para o Mundo no País de Gales

Ao som de uma playlist que mesclou repertório de Beatles com Tribalistas, estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal, participantes da primeira edição do programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, celebraram a formatura da iniciativa no Reino Unido. Em seu discurso, o estudante Igor Pereira comentou: “Nós aprendemos sobre os nossos próprios sentimentos e sobre a cultura de diminuir o ritmo” | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF “A iniciativa foi criada com a missão de construir caminhos onde a distância já existiu, criar oportunidades onde havia dúvidas, abrir portas para que nossos jovens do Distrito Federal possam ver, experimentar e transformar o mundo com a força de suas próprias histórias”  Hélvia Paranaguá, secretária de Educação Os 28 alunos que viveram a experiência educacional internacional no País de Gales, no Pembrokeshire College e no NPTC Group of Colleges, foram os primeiros a receberem os diplomas da graduação. Emocionados, eles relembraram momentos da vivência de três meses, que classificaram como transformadora e única. Ao conhecer uma nova cultura, diferentes disciplinas e um novo modo de ensino, os intercambistas ganharam confiança e autonomia.  Durante a cerimônia de formatura realizada no País de Gales, a secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou o papel do programa na vida dos jovens estudantes: “A iniciativa foi criada com a missão de construir caminhos onde a distância já existiu, criar oportunidades onde havia dúvidas, abrir portas para que nossos jovens do Distrito Federal possam ver, experimentar e transformar o mundo com a força de suas próprias histórias”. Aos formandos, a secretária declarou que toda a comunidade escolar do Distrito Federal está muito orgulhosa dos intercambistas. “Aqui no País de Gales vocês enfrentaram o frio, a linguagem diferente, abraçaram novas rotinas, provaram novos sabores, aprenderam novas formas de pensar e, acima de tudo, descobriram habilidades que talvez não soubessem que tinham”, relatou. Novos aprendizados  Com um discurso feito na língua inglesa, aprimorada pelo intercâmbio realizado, Igor Pereira, 17 anos, aluno do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit) e do Pembrokeshire College, enfatizou os aprendizados que obteve com a experiência internacional.  “Nós honramos o nome do programa construindo pontes para o mundo, e agora, mais do que nunca, queremos explorar ainda mais o que a vida tem a nos mostrar” Maria Fernanda Caldeira, intercambista “Nós aprendemos sobre os nossos próprios sentimentos e sobre a cultura de diminuir o ritmo”, declarou. “Aprendemos a como nos manter calmos diante de situações difíceis e como isso pode nos ajudar a solucionar situações. A gente teve a chance de escolher as matérias, e acho que isso nos ajudou a criar um senso de pensamento crítico sobre o nosso próprio futuro ao responder uma simples pergunta: o que eu quero estudar?”   Já Maria Fernanda Caldeira, 17, aluna do Centro Educacional (CED) Stella dos Cherubins Guimarães Trois, que participou do programa no NPTC Group of Colleges, falou sobre a coragem dos estudantes de estarem ali. “Nós honramos o nome do programa construindo pontes para o mundo, e agora, mais do que nunca, queremos explorar ainda mais o que a vida tem a nos mostrar”, afirmou.  Momentos marcantes   O início da despedida dos professores foi marcado por muita emoção e pelas lembranças que os estudantes brasileiros levarão na mala. A diretora de jornada estudantil do Pembrokeshire College, Eva Rees, relembrou o primeiro contato do grupo com a neve.  [LEIA_TAMBEM]“Nunca neva em novembro, mas para vocês nós fizemos acontecer”, brincou. “Eu sei que desde o primeiro dia vocês estavam ansiosos para saber se veriam neve, e vocês não só viram, como aproveitaram ao máximo. Fizeram anjos, bonecos e guerra de bolas de neve. Tenho certeza que vocês sempre se lembrarão da primeira vez que viram a neve.” O Pontes para o Mundo é um programa de intercâmbio educacional executado pela Secretaria de Educação (SEEDF), que oferece a estudantes da rede pública de ensino do DF a oportunidade de vivência internacional. A primeira edição teve como destino o Reino Unido, onde os alunos selecionados foram direcionados para diferentes colleges na Inglaterra, País de Gales e Escócia. A partir do próximo ano, o número de vagas do programa será ampliado. A previsão é que o Pontes para o Mundo também seja expandido para outros países como Japão, Alemanha e Espanha. Além disso, para transformar a iniciativa em um programa permanente, a Secretaria de Educação (SEEDF) encaminhará um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).    *Com informações da Secretaria de Educação

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Estudante de Ceilândia cruza fronteiras para estudar no exterior pelo Programa Pontes para o Mundo

Um sonho que saiu do papel. Aos 17 anos, Letícia Joana Alves, aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 02 de Ceilândia, realizou a primeira viagem internacional antes mesmo de concluir o ensino médio. Ela foi uma das selecionadas do Pontes para o Mundo, programa da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) que oferece intercâmbio gratuito a estudantes da rede pública. Selecionada pelo programa Pontes para o Mundo, Letícia Joana vive o sonho de aperfeiçoar o inglês no País de Gales | Foto: Divulgação/SEEDF Na véspera do embarque, em 2 de setembro, Letícia mal conseguia dormir. Observava o movimento da rua em frente à casa onde mora, tentando assimilar o que estava prestes a viver. No dia seguinte, deixaria o país para vivenciar uma experiência de três meses no Reino Unido, destino que parecia distante para quem tinha o sonho, mas não os recursos financeiros. “Tudo aconteceu muito rápido. Eu estava sentada na calçada de casa, pensando no meu futuro, e no dia seguinte, embarcando para fora do país”, lembra a estudante. “Aqui no Reino Unido, os alunos têm muita autonomia. Eles tomam decisões, resolvem tudo sozinhos. No Brasil, a gente ainda não tem isso tão forte, mas o potencial é o mesmo”. [LEIA_TAMBEM]A comparação entre os dois mundos fez Letícia perceber o talento presente nas escolas públicas brasileiras e como a desigualdade limita sonhos. “Eu tive amigos com muito potencial, mas que precisaram deixar a escola para trabalhar. Se a gente tivesse a estrutura que tem aqui, de lá sairiam gênios, eu não tenho dúvida. O que me deixa mais feliz é saber que estão investindo na educação pública, e estar aqui, vivendo essa experiência, é a prova viva disso”, declarou. Inspiração de família O olhar maduro de Letícia vem de quem carrega uma história marcada por esforço e inspiração familiar. “Minha irmã faz Nutrição na UnB. Ela entrou pelo PAS, e foi com ela que aprendi o valor do estudo. Meus pais sempre disseram que é a única forma de mudar nossa realidade”, conta. A mãe, a promotora de vendas Marcilene de Lima, enfrentou dores e dificuldades sem deixar de ser exemplo. “Teve uma vez que ela machucou o braço e, mesmo com o atestado, a empresa não a deixou faltar. Ela trabalhou sentindo dor. E me disse: ‘Pra ter uma vida diferente, você tem que estudar’. Isso ficou na minha cabeça”, observa Letícia. Marcilene fala com emoção sobre a trajetória da filha e o orgulho que sente por suas conquistas: “A Letícia sempre foi uma criança muito falante, esperta e curiosa. Desde pequena, sempre se destacou nos estudos, sempre foi muito aplicada. Nossa família é composta por cinco pessoas: eu, meu esposo Jaílson Alves, que é pintor de automóvel, e três filhas. E nós cinco somos muito unidos. Em tudo o que acontece na nossa família, a gente está junto, um dando força para o outro”. A família da estudante: o pai, Jaílson Alves; as irmãs Lívia Michelle e Laura Miriam; a mãe, Marcilene de Lima; e Letícia | Foto: Arquivo pessoal Com a filha vivendo um novo capítulo longe de casa, Marcilene conta que o sentimento é de saudade, mas também de alegria e orgulho. “A gente conversa todos os dias. Está sendo difícil, porque nunca tínhamos nos separado, mas é uma coisa muito boa para ela, um futuro brilhante. É o que ela sempre quis, e a gente sempre deu força. Claro que tem dia que a saudade bate, mas estamos felizes por ela ter conseguido chegar onde chegou.” A estudante falou também sobre as lembranças de Ceilândia e as descobertas no Reino Unido. “Tudo que estou vivendo aqui está me mostrando que a vida pode ser melhor, mas também me dá mais vontade de ajudar a mudar a minha realidade, a realidade da minha família e até da minha cidade”, conta Letícia. “Eu amo a minha cultura. O jeito do brasileiro é único, a empatia, o calor humano, a força”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Aluno da rede pública do DF leva paixão pela arte para o Reino Unido

Apaixonado por música e teatro musical, o brasiliense Hugo Teixeira Gaudino, de 17 anos, foi um dos 102 alunos selecionados para o programa de intercâmbio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o Pontes para o Mundo. Morador do Riacho Fundo e estudante do Centro de Ensino Médio (CEM) Elefante Branco, na Asa Sul, ele agora vive em Royal Leamington Spa, no Reino Unido, onde concilia a rotina escolar com a descoberta de uma nova cultura. O intercambista Hugo Teixeira encantou-se com o espaço do college Royal Leamington: “Eu não sabia que havia um setor de moda aqui” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Hugo conta que, desde a infância, sempre esteve cercado de referências culturais em casa, o que facilitou a sua aprendizagem na escola e no inglês. “Sempre gostei de arte, de escutar música e de ir a peças teatrais. Acho que tive muito contato com o inglês nessa parte da arte mesmo, o que facilitou muito o meu aprendizado”, lembra o estudante. A música, aliás, entrou cedo na vida de Hugo. “Eu escutava música celta com a minha mãe, e isso foi me marcando. Acho que não teria passado nesse programa sem essa ligação com o teatro musical e com a arte”, relembra. Entre os favoritos, estão clássicos como Os Miseráveis e o recente Scarlett Pimpernel. Mas o gosto é variado: “Sou muito eclético, ouço de Joelma a heavy metal, pagode ou música pop, sem nenhum problema”. [LEIA_TAMBEM]Em Royal Leamington Spa, cidade inglesa onde está hospedado, Hugo já percebeu as diferenças culturais. “No Brasil, as pessoas são mais acaloradas. Aqui, são muito reservadas. Fui a um festival de comida e, mesmo em um grupo enorme, todos falavam baixo. Ainda estou me adaptando, mas estou animado para conhecer novas pessoas”, relata. O estudante encantou-se também com o espaço do college no qual vai estudar por três meses. “Eu não sabia que havia um setor de moda aqui. Fiquei encantado com as peças que os alunos criaram. Elas são fantásticas, e quero muito participar disso”, revela. Para o coordenador do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira, a vivência no Reino Unido é um divisor de águas para os estudantes. “Estamos em Royal Leamington Spa, em uma instituição com cinco campi, que une educação profissional e superior. Os alunos têm acesso a oficinas, laboratórios e a uma estrutura de ponta. Eles estão muito empolgados, e temos certeza de que será uma oportunidade de crescimento e aprendizado para todos”, afirma. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Estudantes brasileiros começam as aulas no Royal Leamington Spa College, no Reino Unido

Os primeiros dias de aula no Royal Leamington Spa College, no Reino Unido, marcaram a chegada de 13 estudantes brasileiros do programa Pontes para o Mundo. Na terça-feira (9), o grupo participou de uma visita guiada ao campus e conheceu a estrutura da instituição, que oferece cursos em áreas como artes, moda e tecnologia da informação (TI). Além da recepção, os alunos também fizeram uma visita a Leamington Spa, passando por pontos turísticos da cidade. Luiz Felipe Rocha, do CEM Urso Branco, vai aproveitar para seguir estudos na área de tecnologia da informática: “Estou bem feliz por poder continuar o que já estudava no Brasil, adquirindo ainda mais conhecimento” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF Entre o grupo que vai passar três meses no college britânico está Luiz Felipe Rocha, 16 anos, aluno do Centro de Ensino Médio (CEM) Urso Branco também matriculado no curso técnico de informática na Escola Técnica de Brasília — área em que poderá seguir nos estudos, no exterior. [LEIA_TAMBEM]É muito legal ver a variedade de estudantes aqui, de diferentes nacionalidades”, relatou. “Eu já identifiquei meu curso, que é o de TI, e estou bem feliz por poder continuar o que já estudava no Brasil, adquirindo ainda mais conhecimento.” Acompanhamento O secretário-executivo da Secretaria de Educação (SEEDF), Isaias Aparecido, acompanha os alunos durante os primeiros dias de aula no Reino Unido, junto a outros servidores da pasta. “Nossos alunos chegando ao Royal Leamington Spa College é a prova de que o Pontes para o Mundo está cumprindo seu papel de abrir portas e ampliar horizontes”, exaltou Isaias. “Essa é uma oportunidade única para que eles adquiram conhecimento técnico e se preparem para o futuro.”  *Com informações da Secretaria de Educação    

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Estudantes do Pontes para o Mundo iniciam aulas no Reino Unido

Começou uma nova fase para os 102 estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal que embarcaram para a vivência internacional Pontes para o Mundo em escolas britânicas. Nesta segunda-feira (8), eles tiveram o primeiro contato com a rotina acadêmica e conheceram a estrutura das instituições educacionais. Os alunos da rede pública de ensino do DF foram recebidos por representantes das respectivas instituições de ensino e conheceram a estrutura dos colleges | Foto: Jotta Casttro/SEEDF No Cambridge Regional College, escola que recebe cerca de 4 mil alunos diariamente, o primeiro dia de aula foi marcado por uma apresentação sobre o sistema de ensino inglês e um tour pelas dependências do local. Os estudantes foram recebidos por representantes da instituição e apresentados ao programa de acolhimento para discentes intercambistas de diferentes países. No Cheshire College South & West, em Cheshire, as alunas Emily Cristine Araújo, 16 anos, e Letícya Oliveira, 17 anos, compartilharam suas primeiras impressões sobre o college. “A equipe é muito atenciosa, e a escola parece ser bem legal. Acho que vamos fazer vários amigos e estou bem ansiosa para isso, porque quero melhorar meu inglês e conhecer muita gente daqui”, disse Emily. Para Letícya, o acolhimento na nova escola tem feito diferença. “Estou gostando bastante. Achei o ambiente muito bonito, e todo mundo é muito educado e atencioso com a gente o tempo todo. Minhas expectativas estão sendo atendidas, com certeza.” As alunas Emily Cristine (à esquerda) e Letícya Oliveira vão estudar juntas no Cheshire College South & West, em Cheshire Educação profissional A diretora de Educação Profissional da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), Joelma Bomfim, destacou a importância da experiência internacional para os estudantes. Segundo ela, eles foram bem recebidos e puderam conhecer a estrutura das instituições educacionais, que contam com salas de aula e laboratórios preparados para o desenvolvimento de habilidades práticas. “O ensino profissional precisa ser voltado para a prática e para o mundo do trabalho. Além disso, desenvolver a língua inglesa é fundamental para a globalização e para o entendimento das profissões, permitindo o crescimento pessoal e abrindo portas em áreas de grande vivência profissional”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]Escócia Os alunos do Edinburgh College, na Escócia, foram recepcionados pela equipe da instituição e iniciaram as atividades com uma visita de ambientação. Durante o percurso, conheceram as instalações do campus, como biblioteca, salas de aula e cantina. Em seguida, receberam orientações sobre a primeira semana de aula, além de dicas úteis sobre a cidade de Edimburgo. Ainda pela manhã, participaram de duas atividades em sala: uma de produção de texto e outra de prática oral. Após a programação, os estudantes foram acompanhados pela equipe da escola e pelas monitoras para o almoço na cantina. À tarde, realizaram um city tour pelo centro de Edimburgo, ocasião em que puderam se familiarizar com os principais pontos da cidade e aprender sobre as formas de locomoção no dia a dia. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Pontes para o Mundo: Estudantes da rede pública se despedem de Brasília rumo a intercâmbio no Reino Unido

O embarque que parecia distante, um sonho até então reservado à televisão, finalmente se tornou realidade nesta quinta-feira (4). No saguão do Aeroporto Internacional de Brasília, malas fechadas, olhares ansiosos e abraços empolgados marcaram o tom da despedida de parte dos 102 estudantes da rede pública que seguiram rumo ao Reino Unido — onde vão participar de um intercâmbio por meio do programa Pontes para o Mundo, financiado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A primeira-dama Mayara Noronha Rocha e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, acompanharam a partida dos estudantes | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília Acompanhados pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha, 27 jovens embarcaram em um voo da companhia Air France/KLM às 14h20, com destino à capital da Inglaterra. Durante a preparação, os estudantes se reuniram na sala VIP do Banco de Brasília (BRB), onde receberam as orientações das equipes da Secretaria de Educação (SEEDF) e se despediram de familiares e amigos.  Idealizadora da iniciativa, a primeira-dama vê a viagem também como um instrumento de inclusão social. “Para esses jovens, quase 100% deles, é a primeira vez que vão fazer uma viagem internacional”, lembrou. “Eu entrei no aeroporto me imaginando vivendo tudo isso, porque eu tive esse sonho um dia", comentou Mayara. “Eu, que também vim de escola pública, também me formei no CIL [Centro Interescolar de Línguas]. Eu digo que não é só gratificante por ver a realização em cada aluno, mas por ver o retorno que vem para as famílias. É a oportunidade de os pais olharem para os seus filhos e conseguirem constatar, comprovar que eles estão crescendo e estão preparados para conquistar o mundo.” Com participação ativa em todos os estágios do programa, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também acompanhou o embarque. “Hoje está saindo o último grupo; ontem embarcaram 33 estudantes, e hoje estão indo 69, totalizando 102 contemplados”, contabilizou. “Além disso, estão indo dez profissionais da secretaria para acompanhá-los durante os primeiros dias para auxiliar nesse momento de ambientação, visitando as famílias, as casas, os locais onde eles vão ter aulas. Os alunos terão uma hora de estudo por dia na plataforma do PAS [Programa de Avaliação Seriada] para que não percam também o conteúdo da prova que farão quando retornarem”. Portas abertas para o mundo Nicole Gomes, aluna do CEM 2 de Ceilândia: “Eu espero voltar uma outra pessoa do intercâmbio, que eu possa me transformar e transformar a minha família, as pessoas ao meu redor, os colegas da minha escola, incentivar os estudos deles, principalmente”  Nicole Gomes, 16 anos, aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 2 de Ceilândia, comemorava: “É a primeira vez que estou aqui, e ainda fui recepcionada com essa sala maravilhosa. Estou sentindo incrível ver que todo o meu esforço e minhas notas valeram a pena. Eu espero voltar uma outra pessoa do intercâmbio, que eu possa me transformar e transformar a minha família, as pessoas ao meu redor, os colegas da minha escola, incentivar os estudos deles, principalmente”.  Cauã Diniz, do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois: "Eu não esperava que ia acabar sendo desse jeito, não esperava nem mesmo que ia conseguir passar, e hoje estou aqui, por tudo que eu fiz em todos esses anos” Para Cauã Diniz, 16, do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois, em Planaltina, a viagem é a realização de um sonho antigo. “Estou achando o máximo”, disse. “Eu não esperava que ia acabar sendo desse jeito, não esperava nem mesmo que ia conseguir passar, e hoje estou aqui, por tudo que eu fiz em todos esses anos. Eu sempre gostei de aprender coisas novas, de querer realmente ir para fora. Minha mãe fala que, quando eu era pequeno, eu já queria meio que explorar outros lugares. Então, estou muito empolgado”. Colaboração “Nos colleges onde vão estudar, eles vão ter conexão com meninos do mundo inteiro, então é uma troca de experiência que vai permitir que eles cresçam muito” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação O Pontes para o Mundo é fruto de parceria entre o GDF, a Secretaria de Educação e instituições internacionais. A iniciativa seleciona estudantes da rede pública para viver experiências de imersão cultural e linguística, ampliando oportunidades acadêmicas e profissionais. Hélvia Paranaguá enfatiza que o programa visa a preparar jovens para os desafios. “Nos colleges onde vão estudar, eles vão ter conexão com meninos do mundo inteiro, então é uma troca de experiência que vai permitir que eles cresçam muito”, pontuou. “Vão enriquecer no conhecimento pessoal também porque saem de casa. Eles vão viver não só a cultura, mas a escola, a aula e o mundo de uma forma diferente”.  A expectativa é que o Pontes para o Mundo disponibilize 400 vagas no próximo ano, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Agora, o GDF trabalha para enviar um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente. [LEIA_TAMBEM]“O PL [projeto de lei] está pronto, estamos apenas ajustando e logo será enviado para a CLDF. A ideia é que esse programa deixe de ser uma política de governo e passe a ser de Estado. Então, independentemente de quem venha no futuro para governador, ele manterá Pontes para o Mundo porque será lei.” Centro Interescolar de Línguas Mais do que memorizar palavras estrangeiras, aprender um novo idioma é acessar culturas, abrir portas para o mundo e ampliar horizontes pessoais e profissionais. Há 50 anos, o CIL cumpre esse papel no Distrito Federal. Com 17 unidades espalhadas por 14 regionais de ensino, a rede é uma política pública consolidada que já formou milhares de estudantes do ensino público em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão — o último, oferecido exclusivamente no CIL 1 de Brasília. Entre 2019 e este ano, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar. No mesmo período, o GDF investiu R$ 1,37 milhão em serviços de manutenção predial para garantir a qualidade dos espaços. Atualmente, 829 professores integram o corpo docente desses centros, cuja missão,  vai além do ensino gramatical: é promover uma formação integral voltada à comunicação, expressão e inclusão.  

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Filha de auxiliar de limpeza prepara-se para três meses de estudo no Reino Unido

A educação pode transformar sonhos em realidade. Aos 17 anos, a estudante Mariana Lopes Campos, do Centro de Ensino Médio (CEM) Paulo Freire, em Santa Maria, está prestes a viver uma experiência que promete transformar a sua vida. Ela foi selecionada para o programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF), e vai passar três meses no Reino Unido, aprimorando o inglês e conhecendo uma nova cultura.  Mariana Lopes com a mãe, Márcia Regina, e a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá:  “Eu estava muito ansiosa para saber para onde iria. Estou feliz demais e pronta para essa nova fase” | Foto: Jotta Casttro/SEEDF “Eu comprava livros, lia com ela, incentivava muito, porque queria que tivesse o estudo que eu não tive. Hoje, ela está realizando não só o sonho dela, mas também o meu” Márcia Regina Campos, mãe de Mariana Dedicada desde a infância, Mariana começou a aprender inglês ainda no sexto ano, no Centro Interescolar de Línguas (CIL) 2, na Asa Norte. O esforço agora será recompensado pela oportunidade de ela aplicar na prática o que aprendeu. “Eu estava muito ansiosa para saber para onde iria. Estou feliz demais e pronta para essa nova fase”, contou a aluna. O orgulho da família não cabe em palavras. A mãe, Márcia Regina Campos, que trabalha como auxiliar de limpeza na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), se entusiasma ao falar sobre a filha. “A Mariana sempre foi nota dez”, relatou. “Eu comprava livros, lia com ela, incentivava muito, porque queria que tivesse o estudo que eu não tive. Hoje, ela está realizando não só o sonho dela, mas também o meu”. Acompanhamento  Para a auxiliar de limpeza, o intercâmbio é mais do que uma viagem, mas uma conquista de anos de dedicação. “Eu nunca criei meus filhos para ficar debaixo das minhas asas”, conta. “Sempre incentivei a buscar os sonhos deles. A Mariana sempre foi muito estudiosa, e agora está colhendo os frutos”.  O coordenador do programa, David Nogueira, vai acompanhar a turma durante os três meses no Reino Unido, dando apoio tanto pedagógico quanto pessoal aos estudantes. “Como é a primeira turma, a ideia é estar mais perto, para ajudar no que for preciso”, explicou. “Os alunos vão produzir relatórios, podcasts e vídeos sobre a experiência, fazendo uma relação com a realidade de onde vieram. Também vou visitar os colleges para ver de perto como eles estão se sentindo e para que possam conversar comigo com liberdade”. Torcida em família No sábado (23), foi realizado o último encontro com os 102 estudantes selecionados ao Pontes para o Mundo. Os alunos, que embarcam entre 3 e 7 de setembro para o Reino Unido, se reuniram no Teatro Nacional Claudio Santoro para o recebimento do kit viagem (mala, uniformes do programa, cartão e acessórios). A cerimônia celebrou o início da despedida dos viajantes com suas famílias. [LEIA_TAMBEM]Aluno do Centro Educacional (CED) 6 de Ceilândia, Enzo Cardoso Gonçalves, de 16 anos, vai ter o prazer de comemorar o aniversário, em 9 de outubro, no País de Gales, para onde foi selecionado. Apaixonado por língua estrangeira desde criança, ele contou que começou a aprender o inglês com filmes e músicas. “Eu assistia aos filmes americanos e ouvia as músicas e sonhava aprender a língua”, lembrou. “Pedi para os meus pais, eles me colocaram em um curso particular, e depois segui no CIL de Ceilândia. Agora, com essa oportunidade, vou poder praticar lá fora e realizar um sonho.” A emoção também tomou conta da família de Enzo, que marcou presença no sábado, já em clima de despedida. A mãe, a bancária Ana Lídia Cardoso dos Santos, fez questão de levar todos os parentes para celebrar a conquista. “Nunca pensei que mandaria meu filho para fora do Brasil com apenas 16 anos”, comentou. “É um presente para ele e para toda a família. Estamos com uma expectativa muito alta de que ele volte com muito conhecimento para agregar à sociedade também”.  *Com informações da Secretaria de Educação      

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Estudantes selecionados pelo programa Pontes para o Mundo recebem kits de viagem antes de intercâmbio no Reino Unido

Neste sábado (23), o último encontro com os 102 estudantes da rede pública do Distrito Federal deu um gostinho do que os jovens vão viver ao embarcarem, em setembro, para o intercâmbio internacional do programa Pontes para o Mundo. A cerimônia foi realizada na Sala Martins Pena, no Teatro Nacional, com apresentações culturais e entrega dos kits de viagem, que incluem uniforme, mochila e garrafinha de água. O governador Ibaneis Rocha participou do evento e destacou a importância do programa, que nasceu de uma proposta da primeira-dama Mayara Noronha Rocha junto com a Secretaria de Educação (SEEDF). “Agradecemos ao governo do Reino Unido e ao BRB por toda a parceria que tem sido empreendida, certamente será uma experiência muito boa para esses estudantes que talvez não tivessem nenhuma expectativa de conhecer um outro país, outra língua e outra realidade. Quem viaja pelo mundo sabe o tanto que se adquire conhecimento. Desejo que eles consigam crescer muito na vida, que seja uma experiência que eles tragam para dentro dos seus lares e possam agarrar o futuro com toda condição”. Ibaneis Rocha participou da entrega de kits de viagem para os participantes do programa Pontes para o Mundo, neste sábado (23), na Sala Martins Pena | Foto: Renato Alves/Agência Brasília Durante a cerimônia, o governador também anunciou a ampliação do programa, que contará com 400 vagas no próximo ano, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Ele indicou, ainda, o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente. Segundo Ibaneis Rocha, o Pontes para o Mundo é uma das inúmeras iniciativas deste GDF em prol de uma educação de qualidade. “Temos investido muito na melhoria da educação no Distrito Federal. Reformamos quase todas as escolas — das nossas mais de 800 escolas, estão faltando só 53, que nós vamos concluir as reformas até o ano que vem —, e investimos na qualidade dos nossos professores, o que faz com que o ensino do DF proporcione muitos avanços para esse grupo que se dedica”, concluiu. Idealizadora do projeto, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha falou sobre as perspectivas que aguardam os estudantes: “Que eles aproveitem cada instante, seja na culinária, no aprendizado, conhecendo novas culturas e pessoas... Essa experiência é mais que a realização de um sonho — em poucos meses, já dá frutos. Vai além do crescimento pessoal, trazendo perspectivas de negócios, investimentos, empregos e desenvolvimento para o Distrito Federal. Eles terão a oportunidade de fazer amizade com gente do mundo inteiro, a prova de que a solidariedade, a educação e a perspectiva de crescimento do nosso país não têm fronteiras”. Presente no evento, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou o impacto do programa na vida dos jovens: “Vai ser um divisor de águas na vida deles. Eu mesma fiz intercâmbio aos 15 anos e isso mudou minha visão de mundo, me deixou mais independente. Agora, eles terão a chance de conviver com pessoas de outras nacionalidades, com apoio integral do GDF. É realmente um sonho que deixou todos radiantes”. O titular da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF), Paco Britto, exaltou o Pontes para o Mundo e a possibilidade da iniciativa se tornar fixa na rede pública de ensino do DF. “O programa começou levando estudantes às embaixadas e, agora, eles têm a oportunidade de realmente conhecer o mundo. É uma ação inovadora e enriquecedora, com a Serinter-DF dando suporte em vistos e logística. O objetivo é garantir conhecimento e conectividade com o mundo. O encaminhamento do projeto de lei anunciado pelo governador para tornar o programa permanente é uma grande vitória para a população do Distrito Federal”, comemorou. Os estudantes do programa vão embarcar para o Reino Unido nos dias 3 e 4 de setembro, permanecendo 17 semanas em escolas parceiras | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Empolgação além das fronteiras Instituído em maio pela Secretaria de Educação, o programa tem o objetivo de proporcionar vivências acadêmicas, culturais e de inovação em instituições de ensino do Reino Unido. O embarque dos alunos está previsto para os dias 3 e 4 de setembro, com permanência de 17 semanas em escolas parceiras. Durante a estadia, os estudantes terão rotina definida conforme o calendário local, com atividades que vão além da sala de aula, como visitas técnicas, culturais e encontros com orientadores. O intercâmbio prevê ainda apoio emocional aos participantes e às famílias. Desde o início de agosto, sessões de acompanhamento psicológico têm preparado os alunos para a experiência, com exercícios de autorregulação e incentivo à autonomia. Para a estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar, de 16 anos, foi na entrega de kits que a ficha finalmente começou a cair: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito. Tenho me dedicado aos estudos para chegar preparada. Sem o apoio do GDF, eu não teria condições de realizar esse sonho, então estou muito feliz”. A estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar está ansiosa para visitar o Reino Unido: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito" | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Os pais de Isabelle demonstraram orgulho e empolgação pela nova aventura da filha. “Estamos ansiosos, porque a Isabelle é filha única, mas também muito felizes por ela ter essa chance. Essa oportunidade vai ser importante para o futuro dela, principalmente porque quer seguir carreira em Relações Internacionais”, destacou a mãe da jovem, Ellen Neris dos Santos Alencar. O pai, Ramon do Nascimento Alencar, complementa: “Fiquei ansioso e com medo no início, mas também muito feliz, porque o sonho dela é o meu sonho. Tenho orgulho da minha filha e sei que ela voltará com mais conhecimento, educação e sabedoria”. [LEIA_TAMBEM]O aluno Sebastião Leite Gonçalves, 17, nunca imaginou sair de Planaltina para o Reino Unido. “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Minha expectativa é aprender bastante, principalmente o inglês britânico, já que conheço apenas o americano. Quero aproveitar ao máximo o conhecimento e a cultura local. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece”. A mãe do jovem, Maria Leite, disse ter ficado com o coração mais calmo após ver a organização e receber todas as orientações das equipes do programa. “Estou com o coração apertado pela saudade, mas muito feliz por ele ter essa chance de aprender uma nova língua e cultura. O programa é maravilhoso, mostra que o governo está investindo na educação e no futuro dos jovens. As orientações foram bem organizadas e nos deixaram tranquilos”, ressaltou. Sebastião Leite Gonçalves nunca imaginou sair do país: “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece" | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Também de Planaltina, o estudante Jordan Cardoso, 16, exala animação: “Estou ansioso e nervoso, mas muito animado. Será minha primeira vez fora do Brasil, uma oportunidade única de aprendizado. O programa é muito bom, está entregando o que prometeu, e fico feliz também por ele ser expandido para outros alunos”. A mãe, Lindalva Ramos Figueiredo, está orgulhosa do filho: “Sempre acreditei no Jordan, que é um aluno dedicado e cheio de perspectivas. Esse projeto é excepcional, uma oportunidade única para os jovens da rede pública. Está muito bem organizado e serve de incentivo para que outros estudantes se dediquem, sabendo que no futuro poderão ter a mesma chance. A educação é o que transforma e garante um futuro melhor”. O evento reuniu ainda o vice-embaixador interino do Reino Unido, Graham Knight, além de representantes dos colleges britânicos e autoridades locais. “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições. Para o Reino Unido, além do intercâmbio cultural, há também um valor comercial, fortalecendo relações entre os países. O programa amplia o olhar para além de Londres e Oxford, mostrando universidades e oportunidades em outras regiões, reforçando também a inovação e a diversidade do Reino Unido”, destacou Knight. Graham Knight, vice-embaixador interino do Reino Unido: “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições" | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Centro Interescolar de Línguas Mais do que memorizar palavras estrangeiras, aprender um novo idioma é acessar culturas, abrir portas para o mundo e ampliar horizontes pessoais e profissionais. Há 50 anos, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) cumpre esse papel no Distrito Federal. Com 17 unidades espalhadas por 14 regionais de ensino, a rede é uma política pública consolidada que já formou milhares de estudantes do ensino público em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão — o último, oferecido exclusivamente no CIL 01 de Brasília. Entre 2019 e 2025, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar. No mesmo período, o GDF investiu R$ 1,37 milhão em serviços de manutenção predial para garantir a qualidade dos espaços. Atualmente, 829 professores integram o corpo docente desses centros, cuja missão vai além do ensino gramatical: é promover uma formação integral voltada à comunicação, expressão e inclusão.

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Estudantes do programa Pontes para o Mundo recebem orientações finais antes de embarque para o Reino Unido

Contagem regressiva rumo ao Reino Unido. Os estudantes participantes do programa Pontes para o Mundo deram mais um passo importante na preparação para a experiência de estudos em solo estrangeiro. Em um novo encontro preparatório, realizado neste sábado (9), no Museu Nacional da República, os alunos entregaram parte da documentação médica exigida e acertaram a marcação dos exames de perfil psicológico, que serão feitos durante a semana. O último encontro antes da viagem está programado para 22 de agosto, às 19h, na Escola de Música de Brasília. No encontro, os alunos entregaram parte da documentação médica exigida e acertaram a marcação dos exames de perfil psicológico, que serão realizados durante a semana | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF A reunião com as famílias contou com a presença da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, da primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, do secretário-executivo da Educação, Isaías Aparecido, e da oficial de Educação do governo britânico no Brasil, Isabela Braga. “Este é um sonho, e a cada encontro com vocês temos mais certeza de que fizemos a escolha certa. Com o apoio da primeira-dama, Mayara Noronha, que sonhou com esse intercâmbio, seguimos investindo para que esta seja apenas a primeira de muitas portas que vocês irão abrir para o mundo”, declarou Hélvia Paranaguá. "Não fiquem restritos ao nosso quadradinho, pois vocês têm capacidade de avançar pelo mundo" Mayara Noronha, primeira-dama do DF Mais 400 vagas em 2026 A primeira-dama do DF falou sobre o impacto transformador do programa e anunciou a ampliação das vagas para a próxima edição. “Vocês são 102 jovens que estão indo realizar um sonho, mas queremos ir além. No próximo ano, vamos quadruplicar esse número, chegando a 400 estudantes. É a oportunidade de ter acesso à cultura, aprimorar o inglês e dialogar com pessoas do mundo inteiro. Não fiquem restritos ao nosso quadradinho, pois vocês têm capacidade de avançar pelo mundo”, afirmou Mayara Noronha. Para o estudante Gustavo Reis da Rocha, 16 anos, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Guará, a expectativa é de vivenciar um aprendizado único. “Acho que vai ser muito legal, vamos ter muitas experiências novas e estudar bastante, de uma forma diferente, já que é um país com um sistema educacional distinto do nosso. Descobri que lá eles não têm o ensino médio como temos aqui, então será algo muito diferente do que estou acostumado”, disse, empolgado para a sua primeira viagem internacional. [LEIA_TAMBEM]A oficial de Educação do governo britânico no Brasil, Isabela Braga, destacou o papel das parcerias internacionais e deu as boas-vindas aos estudantes. “Nosso trabalho é promover conexões entre instituições britânicas e brasileiras, seja por meio de eventos, bolsas de intercâmbio, cooperação acadêmica ou tecnologias educacionais. Este intercâmbio será uma experiência enriquecedora e profissionalizante, capaz de transformar o futuro de cada participante”, garantiu. A CEO da agência de turismo Futura Viagens, Fernanda Martins, falou sobre a experiência da empresa de viagens na condução de intercâmbios educacionais e a importância do momento para os estudantes. “Temos 18 anos de atuação e um histórico sólido no atendimento a órgãos públicos, especialmente com alunos de escolas públicas. A expectativa é que esses jovens cheguem ao Reino Unido com uma mala cheia de sonhos e retornem com parte deles realizados, novos planos e ideais para voar ainda mais alto. Queremos que as famílias fiquem tranquilas, confiantes de que esta é a melhor escolha para oferecer autonomia e ampliar horizontes”, ressaltou. O estudante Gustavo Reis da Rocha, do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Guará, está ansioso para conhecer o sistema educacional do Reino Unido Preparação para o PAS Durante o encontro, também foi feita a entrega do Guia do PAS (Programa de Avaliação Seriada), material de apoio composto por apostilas e conteúdos preparatórios para que os alunos possam dar continuidade aos estudos enquanto estiverem no exterior. O material foi reunido a partir de uma campanha de doação e inclui acesso a uma plataforma digital e recursos impressos. “No segundo semestre, muitos desses estudantes vão prestar a segunda etapa do PAS, e não dá para deixar a preparação de lado. Por isso, firmamos uma parceria com a Secretaria de Educação para entregar um kit completo com três livros das matérias do exame, um livro de obras do edital, acesso à plataforma online e simulados remotos. Assim, eles poderão manter o ritmo de estudos mesmo no Reino Unido”, explicou um dos sócios do Guia do PAS, Luiz Augusto. O secretário-executivo da Educação, Isaías Aparecido, destacou a dimensão social do programa. “Este é um trabalho que realiza sonhos de toda a equipe da Secretaria de Educação, do governador e de tantos que acreditaram no projeto. Eu fui aluno de escola pública, estudei no Centro de Línguas, e sei o quanto este momento representa para jovens de diferentes condições sociais. Tenho plena confiança de que essa experiência será um sucesso e abrirá portas para as próximas edições”, apontou. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)

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Cerca de 300 estudantes fazem avaliação de proficiência em língua inglesa para o programa Pontes para o Mundo

Na manhã deste domingo (8), os irmãos gêmeos Tiago Felipe e José Pedro Lima Travassos, de 16 anos, chegaram à Faculdade Senac da 913 Sul com o mesmo objetivo: conquistar uma vaga no programa de intercâmbio Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação (SEEDF). A prova de proficiência em língua inglesa, etapa classificatória do programa, foi aplicada a cerca de 300 alunos aprovados na fase inicial da seleção, que vai levar 100 estudantes da rede pública ao Reino Unido por 17 semanas, entre setembro e dezembro. O resultado final da seleção dos alunos será divulgado no final deste mês. Avaliação foi aplicada no domingo (8) a cerca de 300 alunos aprovados na fase inicial da seleção, que levará 100 estudantes da rede pública ao Reino Unido | Fotos: Jotta Casttro/SEEDF Alunos do Centro Interescolar de Línguas (CIL) de Ceilândia, os gêmeos chegaram para fazer a prova de proficiência em língua inglesa acompanhados pelos pais, Maria Aparecida Lima e Elizabeto Travassos. Os irmãos contam que foi durante a pandemia da covid-19 que começaram a estudar inglês por conta própria. Agora, enxergam no programa uma oportunidade real de transformar os estudos em uma vivência internacional.  “Comecei a praticar inglês por volta de 2020, talvez até um pouco antes, de forma bem autodidata. Aprendi muito assistindo filmes, jogando e conversando com estrangeiros pela internet. Eles falavam inglês comigo, eu respondia, e assim fui pegando o jeito”, conta Tiago Felipe.  O irmão José Pedro Lima estava confiante na avaliação. “Acho que a prova vai ser relativamente fácil, nível A1 ou B1, então deve ser tranquilo. Vai ser de boa mesmo”, brincou o estudante. Animado com a possibilidade de sair do país pela primeira vez, ele já tem em mente o que pretende fazer assim que desembarcar. “Estudar e aprender uma cultura completamente diferente da minha vai ser incrível. Mas a primeira coisa que eu vou fazer chegando lá, se eu passar, será comprar coisas, com certeza. Quero levar lembranças para casa. Roupas também, sem dúvida”, diz João Pedro.  Expectativa em família A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, com os irmãos Tiago Felipe e José Pedro, de 16 anos, e os pais, Maria Aparecida Lima e Elizabeto Travassos Ver os filhos crescerem e conquistarem o mundo é o sonho de muitos pais. Para Maria Aparecida Lima, dona de casa, e Elizabeto Travassos, esse momento chegou mais cedo do que imaginavam. Com os dois filhos perto de fazer a primeira viagem internacional, o casal vive uma mistura de alegria, ansiedade e orgulho. “A gente nunca ficou longe deles. Eles são muito inteligentes, sempre foram. Um deles se formou no CIL com apenas 15 anos, o aluno mais novo da unidade a se graduar”, conta Maria Aparecida. “Eles sempre tiveram muita facilidade com idiomas, aprenderam inglês e até francês sozinhos, em casa, durante a pandemia, sem curso nem professor.” Para o pai, Elizabeto, além da saudade, há também a missão de manter a família firme. “O coração fica apertado, claro. Além de sentir falta deles, eu ainda tenho que acalmar a mãe. Mas a gente sabe que eles estão conquistando algo que ninguém tira, que é o conhecimento. Nós trabalhamos a vida inteira por isso, para que eles tenham asas e possam voar. É o futuro deles”, concluiu.  Seleção A avaliação realizada no domingo é uma das etapas decisivas do processo seletivo do programa. A prova foi aplicada nos turnos matutino e vespertino, nos campi do Senac (913 Sul) e do Instituto Federal de Brasília (IFB), no Riacho Fundo, com a proposta de avaliar quatro competências linguísticas - escuta, fala, leitura e escrita, com base no Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (QECR), considerando níveis de proficiência entre A1 e B2. A prova avalia a competência linguística dos estudantes; selecionados vão participar de intercâmbio no Reino Unido A iniciativa é voltada para estudantes do ensino médio e da educação profissional da rede pública do DF. Os alunos selecionados deverão se dedicar integralmente aos estudos em instituições estrangeiras, com a obrigação de aprovação nas disciplinas cursadas. Para garantir a tranquilidade dos jovens durante a experiência no exterior, o Governo do Distrito Federal (GDF) oferece uma ajuda de custo mensal e ações de acolhimento e cuidado com a saúde emocional. Segundo a SEEDF, a proposta é mais do que ensinar inglês: é construir pontes para o mundo por meio da educação pública de qualidade. “Ao implantar o programa, a Educação dá um passo ousado e necessário rumo a uma escola pública mais inclusiva, moderna e conectada com o mundo. Estamos investindo na formação integral dos nossos jovens e reafirmando que acreditamos no potencial de cada um deles. Este é um compromisso com o presente e, sobretudo, com o futuro da nossa educação”, afirmou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, que acompanhou a avaliação dos alunos. O secretário-executivo da Educação, Isaías Aparecido, também acompanhou a aplicação das provas e destacou a importância da iniciativa para a rede pública: “Hoje é um dia muito importante para os nossos estudantes da rede pública de ensino. Eles estão participando da prova de proficiência em língua inglesa como parte do programa Pontes para o Mundo, uma iniciativa do Governo do Distrito Federal que representa um marco no avanço da educação pública no Distrito Federal”. Novos horizontes [LEIA_TAMBEM]Para a subsecretária de Educação Básica, Iêdes Braga, o programa representa mais do que uma oportunidade educacional, mas uma estratégia de transformação que prepara os estudantes da rede pública para os desafios de um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. “Este programa vai muito além do aprendizado de um novo idioma. Ele abre portas para o conhecimento, amplia horizontes e cria oportunidades reais de crescimento pessoal, acadêmico e profissional. Dominar a língua inglesa é, hoje, uma habilidade essencial para quem deseja acessar melhores oportunidades no mercado de trabalho, participar de intercâmbios e acompanhar os avanços da ciência e da tecnologia”, afirma Iêdes Braga. À frente da coordenação do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira destaca que esta fase é decisiva para garantir que os estudantes estejam preparados para a experiência internacional. Ele também aponta os desafios logísticos, pedagógicos e emocionais envolvidos em levar os alunos para uma imersão no exterior, sem deixar de lado a continuidade dos estudos e o acompanhamento individual. “Esta etapa avalia a competência linguística dos estudantes, já que eles passarão meses no Reino Unido. Além da seleção, nossos maiores desafios envolvem preparar as escolas, engajar as famílias, garantir apoio à saúde física e mental dos estudantes e escolher parceiros no exterior que ofereçam acolhimento e segurança. É uma responsabilidade enorme, mas os benefícios para os jovens e para a educação pública fazem tudo valer a pena.” *Com informações da SEEDF  

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Pontes para o Mundo: GDF vai enviar alunos da rede pública para intercâmbio no Reino Unido

Cem estudantes da rede pública do Distrito Federal vão poder aproveitar uma vivência internacional educacional no Reino Unido de forma gratuita. A oportunidade será possibilitada por meio do programa Pontes para o Mundo, lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).  Programa proporciona a estudantes do ensino médio uma excelente oportunidade de praticar idiomas e conhecer novas culturas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília   | Foto: Divulgação/Biotic   “Será uma experiência única para nossos estudantes, e estamos apenas começando o programa” Governador Ibaneis Rocha A vivência terá duração de 17 semanas, na Inglaterra e no País de Gales. A primeira edição ocorrerá entre setembro e dezembro deste ano. Podem participar estudantes matriculados na segunda série do ensino médio, de 16 a 18 anos. Dos alunos inscritos, 70 frequentarão cursos de formação técnica e 30 cursarão o ensino médio regular enquanto estiverem no Reino Unido. “Nós estamos lançando esse programa para dar essa oportunidade aos nossos alunos de fazerem um intercâmbio completo, gratuito, custeado pelo governo”, anunciou o governador Ibaneis Rocha. “Eles terão seguro, dinheiro para alimentação, hospedagem e apoio psicológico. Será uma experiência única para nossos estudantes, e estamos apenas começando o programa.” Programa será expandido “Vai ser uma experiência única na vida desses meninos, porque eles vão ter uma visão de como é que é um país que só fala a língua que eles estão estudando para isso” Hélvia Paranaguá, secretária de Educação “Vai ser uma experiência única na vida desses meninos, porque eles vão ter uma visão de como é que é um país que só fala a língua que eles estão estudando para isso”, comemorou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “Queremos expandir o programa para outros idiomas ofertados no CIL [Centro Interescolar de Línguas], como o francês, o japonês e o espanhol.” A primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, também ressaltou a importância dessa iniciativa: “Vocês conseguem imaginar esses 100 alunos da escola pública fazendo um intercâmbio e colocando em prática tudo o que aprenderam no CIL? Será uma experiência enriquecedora para os nossos estudantes”.  Os interessados devem se inscrever nas secretarias de suas escolas. Inicialmente, a seleção vai considerar o histórico escolar, com base nas notas da primeira série do ensino médio. Os 300 melhores serão convocados para a segunda etapa, que consiste em um teste de proficiência em inglês. A classificação final será feita somando o resultado dessa prova à média escolar. Os 100 primeiros garantirão a vaga no programa. O Pontes para o Mundo é um programa de caráter permanente criado para fortalecer ainda mais a formação educacional, bem como promover a internacionalização dos alunos da rede pública do DF.

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Comitiva do GDF visita principal museu de arte moderna de Londres

O governador Ibaneis Rocha e o presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, visitaram nesta quarta-feira (30) o Tate Modern, museu de arte moderna que fica às margens do rio Tâmisa, em Londres. A ida ao museu faz parte da programação da conferência do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) em solo britânico. A visita guiada teve duração de 1h30 e teve a participação de empresários e autoridades. O Tate Modern é o mais importante do Reino Unido no segmento de arte moderna e o mais visitado do mundo nesta área. Ele reúne obras de artistas como Pablo Picasso e Andy Warhol. Palestra Ibaneis Rocha viajou a Londres para participar do evento do Lide. O chefe do Executivo do DF foi um dos palestrantes no painel 3: ESG – Sustentabilidade, com o tema “ESG e economia real: Aliados para um futuro sustentável”. Em sua fala, ele destacou que o ESG só é possível se a economia real estiver andando bem. Ele enfatizou a importância de o Estado funcionar como uma empresa, destacando que essa abordagem gera oportunidades, especialmente para aqueles que mais necessitam. Também trouxe números do aumento do investimento em infraestrutura no DF desde 2019.

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