Reforma amplia pronto-socorro de Brazlândia de 26 para 55 leitos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Hospital Regional de Brazlândia terá mais que o dobro de leitos no pronto-socorro: a capacidade passará de 26 para 55, com a reforma e a ampliação da unidade. A governadora Celina Leão visitou as obras neste sábado (10/10) e pediu que as equipes priorizem a área destinada ao tomógrafo, para permitir o início dos exames antes da conclusão de toda a construção. “O meu pedido hoje para a engenharia foi que eles fizessem primeiro essa parte, que voltasse a força total nessa parte, que já me libera o tomógrafo”, afirmou a governadora. A intenção, explicou, é que o hospital possa oferecer o atendimento mesmo com os demais serviços da obra em andamento. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento. “O médico não conseguia dar um laudo, aquele paciente ficava internado custando mais caro para o Sistema Único de Saúde do que comprar o tomógrafo e instalar”, disse. O contrato para concluir os serviços que ficaram pendentes após a rescisão com a empresa anterior tem valor de R$ 16,19 milhões. Segundo o resumo técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a intervenção abrange 2.880,30 m² e inclui, além do pronto-socorro, reformas na agência transfusional, responsável pelo suporte às transfusões de sangue, na odontologia e no laboratório de análises clínicas. Também estão previstas uma unidade de cirurgia ambulatorial e intervenções na subestação de energia. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Mais atendimentos e novos serviços O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, informou que o projeto prevê atendimento de ortopedia, dois consultórios odontológicos e duas salas para pequenas cirurgias. Para ele, a estrutura permitirá atender em Brazlândia pacientes que hoje precisam buscar parte desses serviços em outras regiões administrativas. A tomografia é um desses casos. “Imagina uma pessoa que precisa de uma tomografia aqui. Essa pessoa tem que se deslocar até Ceilândia, numa ambulância”, afirmou. Segundo o secretário, ter o equipamento no hospital também oferece melhores condições para o diagnóstico e ajuda a atrair profissionais. A projeção apresentada por Juracy é ampliar a capacidade de cerca de 1,5 mil para até 6 mil atendimentos mensais. Esse patamar depende da formação das equipes necessárias ao funcionamento da nova estrutura. Retomada da obra O presidente da Novacap, Fernando Leite, explicou que a substituição da empresa e a necessidade de manter o hospital em funcionamento foram alguns dos desafios. “Nós tivemos que fazer uma obra com o hospital em funcionamento. Isso trouxe uma série de atrasos”, relatou. Sobre a construtora anterior, Leite afirmou: “Ela teve que desistir da obra”. Segundo ele, os procedimentos para rescindir o contrato e contratar outra empresa prolongaram a execução dos serviços. O presidente também destacou as características da construção, como a altura entre o piso e o teto e o tipo de laje, e associou essas escolhas ao conforto de pacientes e profissionais. “Mais conforto ambiental, melhor qualidade de vida para quem está trabalhando, para quem está sendo atendido”, disse. A Novacap busca concluir os serviços antes do prazo previsto no contrato. “Nós vamos acelerar essa obra. Isso que eu quero destacar”, afirmou Fernando Leite.
Ler mais...
Dia Mundial de Combate à Meningite destaca importância da prevenção
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Celebrado anualmente em 5 de outubro, o Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância de prevenir a doença, cujas formas podem ser prevenidas por um conjunto de vacinas aplicadas desde os primeiros dias de vida até a adolescência. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem mais de cem salas de vacina preparadas para atender as famílias e ampliar a proteção contra a doença. Os locais e horários de atendimento estão disponíveis neste site. A orientação aos pais ou responsáveis é ir até uma sala de vacina com um documento de identificação da criança e a caderneta de vacinação. As equipes de atendimento analisam a situação e indicam quais doses podem ser aplicadas, mesmo se houver atraso. A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Os pacientes podem apresentar febre alta, dor de cabeça, dificuldade para mexer o pescoço, vômitos e náuseas. A doença exige avaliação médica imediata, e a necessidade de internação e o tratamento dependem da causa e da gravidade do quadro. Os profissionais de saúde alertam para a importância da prevenção. "A meningite é uma doença endêmica no Brasil, o que significa que casos são esperados ao longo de todo o ano", afirma o gerente de Epidemiologia de Campo da SES-DF, Victor Bertollo Pôrto. Em 2025, foram registrados 106 casos e 11 óbitos no DF. Arte: Agência Saúde DF Vacinação Para prevenir diversas formas de meningite, há uma série de vacinas a serem aplicadas, começando pela BCG, aplicada preferencialmente ainda nas maternidades. Para manter a imunidade da criança, são aplicadas no início da vida: DTP-HB-Hib, pneumocócica conjugada VPC20/VPC10, meningocócica C e meningocócica ACWY. Juntos, esses imunizantes protegem contra diversos sorotipos de bactérias que podem causar a meningite, além de infecções virais gerais que podem evoluir para meningite. Considerando os esquemas dessas vacinas, há doses aplicadas aos 2, 3, 4, 5, 6, 12 e 15 meses, aos 4 anos e dos 11 aos 14 anos. "É de extrema importância seguir o calendário básico de vacinação porque foi pensado exatamente no momento ideal em que a criança vai gerar a melhor resposta e também o momento ideal de proteção para a criança, para que, quando ela for exposta àquele agente etiológico, ela já esteja protegida", afirma a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Idosos e grupos especiais A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) também é indicada para idosos a partir de 85 anos e indivíduos com comorbidades ou condições que aumentam o risco de doença pneumocócica grave, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave, diabetes e certas condições neurológicas. Nesses casos, a aplicação depende de avaliação clínica e, quando necessário, de autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). A página do serviço reúne informações sobre o atendimento. Populações indígenas a partir de 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação prévia com vacina pneumocócica conjugada também devem tomar a vacina VPC20. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Dia Mundial contra a raiva: vacinação no DF registra recorde de animais imunizados
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A vacinação contra a raiva alcançou 99.903 cães e gatos no Distrito Federal neste ano, o maior quantitativo registrado nos últimos anos. Foram imunizados 82.878 cães e 17.025 gatos, um aumento de 87,18% em relação a 2025. O resultado reforça a importância da vacinação para manter a raiva sob controle e proteger tanto os animais quanto a população. Apesar dos avanços, a doença continua exigindo atenção permanente, já que o vírus segue circulando entre animais. "É um resultado expressivo, com o maior quantitativo registrado nos últimos anos", celebra o diretor de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Wendel Medeiros. O assunto é sério e que ganhou data própria. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885. Hoje, mais de um século depois, a imunização de cães e gatos ainda é uma das principais formas de prevenção. "É um desafio estratégico da saúde pública a necessidade de fortalecer a percepção de risco contínuo, considerando que o vírus da raiva mantém circulação ativa", afirma Medeiros. Onde e como vacinar seu animal? Todos os cães e gatos, a partir dos três meses de vida, devem ser vacinados anualmente, inclusive fêmeas que estiverem prenhas ou amamentando. Caso o animal esteja doente, a equipe irá avaliar o caso. Mesmo que os pets vivam em casas ou apartamentos, é preciso levá-los para receber a dose, pois há chance de haver contato com outros animais, como morcegos. Nesta segunda-feira (28), é celebrado o Dia Mundial contra a Raiva, uma homenagem a Louis Pasteur, cientista francês que desenvolveu a primeira vacina de combate à doença, em 1885 | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Além das campanhas de vacinação, o imunizante está disponível de segunda a sexta-feira na sede da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival) e nos Núcleos Regionais de Vigilância Ambiental. A lista completa com endereços e horários de funcionamento está disponível neste link, atualizada conforme a disponibilidade do serviço. Para que o animal receba a dose, o tutor precisa ser maior de idade e levar um documento de identificação válido e com foto. Vale ressaltar que a vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) é destinada exclusivamente a cães e gatos. Quem tiver roedores, primatas ou suínos deve focar em outras medidas preventivas: evitar o contato e isolar animais que apresentem alteração de comportamento, como dificuldades de locomoção, alteração nos sons produzidos e salivação excessiva. Produtores com rebanhos de bovinos, ovinos, caprinos, equinos e suínos também precisam ficar atentos à raiva. Nesses cenários, as ações preventivas ficam a cargo da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri-DF). Quais cuidados tomar? Caso cães ou gatos estejam com sinais de raiva, é preciso acionar a Vigilância Ambiental pelo telefone (61) 3449-4434 (WhatsApp). Nunca tente manejar, tratar ou medicar o animal por conta própria. Destaca-se que a Vigilância Ambiental não é responsável por resgatar animais de rua. Outro cuidado fundamental é evitar o contato com animais como morcegos ou macacos, principalmente se estiverem mortos. A Vigilância Ambiental também pode ser contatada nesses casos. Vale lembrar que animais silvestres são protegidos por lei e matá-los é crime. Como a raiva é transmitida? O vírus causador da raiva, do gênero Lyssavirus, é transmitido pela saliva, por meio de mordidas, lambidas e arranhões de animais infectados. Em geral, o ciclo da doença é iniciado entre animais silvestres, passando para animais de criação ou animais domésticos, antes de haver casos em humanos. Em cães e gatos, a transmissão pela saliva ocorre de dois a cinco dias antes do aparecimento dos sinais da doença. Isso porque, no primeiro momento, o vírus se multiplica no local da lesão. Só depois migra para o cérebro e as glândulas salivares, causando os sintomas. Depois dessa fase, a possibilidade de óbito é de quase 100%. O que fazer em caso de mordida? Se houver acidentes com animais, lave imediatamente o ferimento com água e sabão. Em seguida, procure atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital para ser avaliado. Os profissionais do SUS são treinados para avaliar a ocorrência de acordo com as características do paciente, do ferimento e do animal envolvido. No momento da avaliação, pode ser indicada a profilaxia pós-exposição, de acordo com o risco identificado pelos profissionais de saúde. A conduta pode envolver vacina e/ou soro antirrábico. Quais são os sintomas em humanos? Nos seres humanos, os sinais da raiva são similares aos de várias outras doenças: febre, dor de cabeça, perda de apetite e náuseas. Porém, em poucos dias, surgem sintomas neurológicos, como alterações de comportamento, espasmos, convulsões, delírios, alucinações e paralisia. O paciente também sofre com dificuldade para beber água e deglutir alimentos, além de apresentar salivação intensa. Em seguida, há o estado de coma e, em quase todos os casos, o óbito. Vale lembrar que a raiva não é transmitida por ficar no mesmo ambiente que um animal contaminado nem pelo contato com fezes ou urina. Também não há contaminação em caso de mordidas ou picadas de répteis, insetos ou aves, pois a doença afeta apenas mamíferos. Casos no DF Desde a fundação de Brasília, em 1960, foram registrados somente dois casos de raiva humana no DF: em 1978 e em 2022, ambos tendo como resultado o óbito. "A situação dos casos de raiva em humanos está controlada no DF. Mas, a manutenção desse cenário seguro exige vigilância e imunização contínuas", explica a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de Vigilância Epidemiológica da SES-DF. Os agentes atuam de forma integrada na identificação e na investigação de situações suspeitas, na avaliação do risco de exposição e na adoção das medidas necessárias para interromper a cadeia de transmissão. Vacina para prevenção O SUS também disponibiliza um esquema de vacinação pré-exposição para pessoas que têm mais chances de sofrer acidentes com animais ou entrar em contato com o vírus. É o caso de médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, biólogos e estudantes dessas áreas. Também tomam a vacina funcionários de zoológicos, de clínicas veterinárias e de propriedades rurais, entre outras categorias. Para receber as doses, o profissional pode procurar uma unidade de saúde e apresentar um documento que comprove o risco de exposição ao vírus da raiva, como crachá funcional, declaração laboral ou da faculdade. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Calor e tempo seco exigem cuidados redobrados com a saúde das crianças
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Manter as crianças hidratadas, o calendário de vacinação em dia e redobrar os cuidados com o preparo e a conservação dos alimentos estão entre as principais medidas para proteger a saúde infantil durante períodos de calor intenso e baixa umidade. Pais e responsáveis também devem ficar atentos aos sinais de desidratação e procurar atendimento caso a criança apresente sintomas de alerta. Uma das medidas mais eficazes para proteger o público infantil é manter o calendário de vacinação em dia. Exemplo disso é a vacina rotavírus humano (VRH), imunizante oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que previne formas graves de diarreia. O esquema é composto por duas doses: a primeira deve ser aplicada aos dois meses e a segunda aos quatro meses de idade. O cardápio das crianças também exige cuidados especiais, como detalha a referência técnica distrital (RTD) de pediatria da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Juliana Araújo. “Com o calor na faixa entre 20° C e 50° C, os alimentos entram em uma zona propícia para a rápida multiplicação de bactérias e vírus. Por isso, é fundamental atentar-se às condições de preparo, higiene e acondicionamento”, explica. Refeições e lanches deixados fora de refrigeração por mais de duas horas ou preparados com muita antecedência oferecem riscos de contaminação. A orientação é manter alimentos quentes acima de 60° C e refrigerados abaixo de 5° C. Também é recomendável evitar ambientes muito quentes ou com aglomeração de pessoas. Se for necessário frequentar esses locais, a orientação é reforçar continuamente a ingestão de água. Por que o cuidado deve ser redobrado O período de calor intenso e baixa umidade relativa do ar favorece o aumento de infecções por vírus gastrointestinais, como norovírus, adenovírus e rotavírus. O ressecamento do solo facilita a suspensão de poeira com esses agentes infecciosos no ar. Além disso, o tempo seco causa o ressecamento das mucosas nasais e inibe o mecanismo natural que varre as impurezas das vias aéreas, reduzindo a proteção contra microrganismos. Por estarem em desenvolvimento, os bebês e as crianças são impactados de maneira especial por essas condições. Outro problema crítico é a desidratação, que ocorre de forma muito mais rápida nos pequenos. Como eles têm uma taxa metabólica elevada, a perda de líquidos pela transpiração e por eventuais diarreias ou vômitos pode evoluir rapidamente para quadros mais graves. Sinais de alerta e atendimento Os pais e responsáveis devem observar atentamente os sinais de desidratação infantil. É preciso buscar assistência médica imediata caso a criança apresente: diminuição perceptível ou ausência de urina; febre; boca, lábios e mucosas ressecados; olhos fundos e ausência de lágrimas ao chorar; letargia, prostração ou sonolência excessiva. As unidades básicas de saúde (UBS) são a principal porta de entrada para essa assistência. Na UBS, as equipes de Saúde da Família realizam o acolhimento, a classificação de risco e iniciam os procedimentos de reidratação, que buscam favorecer a absorção intestinal de água e eletrólitos. Caso haja necessidade, o paciente é encaminhado a um serviço de emergência. Clique aqui e confira o horário de funcionamento da UBS mais próxima da sua residência ou veja a lista completa de UBS do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
DF amplia capacidade de monitoramento de doenças
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Treze laboratórios da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passam, ao longo de 2026, por uma capacitação conduzida pelo Laboratório Central de Saúde Pública do DF (Lacen-DF) para ampliar a capacidade de monitoramento de doenças causadas por microrganismos. O objetivo é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos. A chefe do Núcleo de Bacteriologia da Gerência de Biologia Médica do Lacen-DF, Glaura Caldo, explica que o ganho da capacitação é duplo. “A qualificação foca na capacidade dessas unidades em entregarem diagnósticos cada vez mais adequados para o paciente e, ao mesmo tempo, também tenham a capacidade de triar as bactérias necessárias para a vigilância epidemiológica", explica. Isso significa que exames coletados de pacientes em qualquer unidade da SES-DF, seja um hospital, uma unidade básica de saúde (UBS) ou um ambulatório, podem resultar em alertas sobre a presença de um novo tipo de doença na população. Teste prático O treinamento envolve um teste prático. O Lacen-DF envia amostras-teste para serem analisadas como se fossem exames de pacientes. Em seguida, os laboratórios regionais, a maioria localizada nos hospitais da SES-DF, precisam entregar o resultado. São avaliados tanto o tempo para a liberação do resultado quanto a precisão dos diagnósticos. O objetivo da iniciativa é garantir maior precisão em diagnósticos de doenças como meningite, tuberculose e infecções bacterianas, com possibilidade de ampliação para quadros causados por vírus e fungos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Também entra no foco a capacidade de utilização de equipamentos disponíveis nos laboratórios regionais, como o MicroScan WalkAway, capaz de fazer a identificação de bactérias e seu perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. "Fazemos um controle de qualidade com cepas bem diferentes, incluindo amostras raras. Podemos ter a certeza que a população está muito bem assistida em todos os laboratórios. Mas sempre queremos aprimorar", conta Glaura Caldo. Profissionais que passam pela avaliação também aprovam a metodologia. “É uma espécie de ensaio de proficiência. Além de treinar os profissionais que estão fazendo os exames, conseguimos padronizar os laboratórios da rede”, opina o biomédico do Núcleo de Patologia Clínica do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), Samuel Araújo. O HRT tem o maior laboratório regional sob gestão direta da SES-DF, com 200 a 300 amostras para cultura microbiológica avaliadas por dia. A padronização é uma meta do Lacen-DF. Periodicamente, os resultados são discutidos com representantes dos 13 laboratórios para proposição de melhorias e troca de experiências. Um ganho mútuo de conhecimento. “Aprendemos com as melhores práticas. Incorporamos, por exemplo, conhecimentos sobre um processo para diferenciação de bactérias”, conta o biomédico do HRT. Além do HRT, também participam das capacitações servidores lotados nos setores de microbiologia dos laboratórios dos hospitais regionais de Planaltina (HRPl), Sobradinho (HRS), da Região Leste (HRL), Asa Norte (Hran), Guará (HRGu), Gama (HRG), Samambaia (HRSam), Ceilândia (HRC) e Brazlândia (HRBz), no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), no Laboratório Regional do Guará e no Laboratório Regional de Ceilândia. Juntos, esses laboratórios e o Lacen-DF integram uma rede que realiza mais de 15 milhões de exames ao ano. Novas tecnologias, mais serviços A diretora do Lacen-DF, Solange Fagundes, ressalta que, ao longo dos anos, houve avanços nas técnicas empregadas, o que permite aprimorar os serviços à população. “A entrega aumentou graças ao advento da automação e de equipamentos que produzem muitos exames por minuto”, conta. Novos serviços também foram adicionados à rede. Hoje, o Lacen-DF é capaz de fazer a vigilância genômica das amostras. "É um passo que permite detectar o tipo de bactéria ou de vírus e saber até se é o caso de uma nova cepa", explica a diretora. Essa capacidade é especialmente necessária para a dengue, que tem quatro tipos já identificados. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Grupo é criado para aprimorar gestão das Farmácias de Alto Custo
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) criou, nesta terça-feira (25), o Grupo de Intervenção e Apoio à Gestão das Farmácias de Alto Custo. A iniciativa tem como objetivo otimizar e padronizar os processos de atendimento nas unidades do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) da Asa Sul, de Ceilândia e do Gama. Instituído pela Ordem de Serviço nº 26/2026, o grupo vai atuar na identificação de gargalos e no acompanhamento de indicadores relacionados ao funcionamento das três unidades. Entre as prioridades estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas, com identificação das causas de eventuais demoras no atendimento e na entrega de medicamentos. A equipe técnica também vai avaliar a força de trabalho, buscando adequar a distribuição dos profissionais às necessidades de cada unidade e acompanhar a produtividade. Na área de logística, serão monitorados o abastecimento e os níveis de estoque, com medidas preventivas para reduzir o risco de desabastecimento. Entre as prioridades das novas medidas estão a análise dos tempos de espera e da formação de filas | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF Outra frente de atuação será a padronização dos processos de trabalho, com a harmonização dos procedimentos adotados nas três Farmácias de Alto Custo do DF. Gestão baseada em indicadores O trabalho será orientado pelo acompanhamento sistemático de indicadores de desempenho. A proposta é identificar antecipadamente problemas assistenciais, administrativos ou logísticos e, a partir desse diagnóstico, estabelecer planos de ação específicos para cada situação. Vinculado à Assessoria de Gestão Estratégica da Subsecretaria de Assistência Farmacêutica e Logística (SAFLOG), o grupo terá caráter temporário e permanecerá em atividade pelo período necessário ao aprimoramento da gestão e do funcionamento das unidades. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Sábado tem vacinação urbana e rural
O Núcleo Rural Monjolo, no Recanto das Emas, recebe neste sábado (4) uma equipe de vacinação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para facilitar o acesso da população local a vacinas que previnem doenças como sarampo, tétano e pólio. Já o Carro da Vacina leva vacinação itinerante ao trecho 3 do Sol Nascente. Também no sábado, 46 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em 20 Regiões Administrativas abrem as portas para atendimento à população. A lista completa com endereços e horários está disponível aqui. Salas de imunização contam com profissionais capacitados para tirar dúvidas a respeito da situação vacinal | Foto: Ualisson Noronha/Arquivo Agência Saúde DF É possível se vacinar independentemente do local de moradia, bastando levar um documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Estarão disponíveis vacinas para pessoas de todas as faixas etárias, sempre aplicadas conforme o indicado para cada idade e os grupos prioritários. Em cada local de atendimento, as equipes estão preparadas para identificar os imunizantes indicados para cada pessoa. No domingo (5), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal na segunda-feira (6). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Horto agroflorestal é inaugurado no Complexo Penitenciário da Papuda
Há cinco anos, quando escolheu uma sala com janela voltada para o canteiro na Unidade Básica de Saúde Prisional (UBSP) 14 de São Sebastião, a enfermeira de Saúde da Família Renata Calorio imaginou um Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) ali no lado de fora. Nesta semana, durante a cerimônia de inauguração, viu o sonho tornar-se realidade. A nova unidade passa a funcionar dentro da Penitenciária do Distrito Federal IV (PDF IV), onde também ocorreu a solenidade de lançamento. Estavam presentes profissionais e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) e representantes de órgãos que contribuíram com a implantação — Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Convívio social Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho — tanto para a capacitação profissional quanto para a remição de pena. Aos profissionais do sistema prisional, a área verde favorece a melhoria da ambiência. A juíza titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal (VEP-DF), Leila Cury, avalia que o projeto alinha-se à principal missão do sistema prisional: a ressocialização. "O reeducando irá, em algum momento, voltar para o convívio social. Atividades que trazem oportunidades de educação e trabalho ajudam a fazer com que ele saia daqui melhor do que quando entrou", afirma. Aos internos, a proposta da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos, além de relacionar-se com o próprio cuidado em saúde, é oferecer uma chance de trabalho | Foto: Divulgação/Seape-DF Cuidado integral Neste semestre, a residência multiprofissional em Atenção Básica com ênfase em práticas integrativas em saúde (PIS) incorporou a UBSP como um dos cenários da formação. As equipes de Saúde da Família que atuam no Complexo Penitenciário da Papuda disponibilizam modalidades de práticas integrativas em saúde (PIS), como terapia comunitária integrativa (com foco em luto), auriculoterapia e lian gong. O titular da Seape-DF, Wenderson Teles, reconhece que as ações da Rhamb e das PIS representam importante estratégia de promoção do cuidado integral. "Sabemos que muitos do nosso público têm o primeiro contato com os serviços de saúde no sistema prisional", destaca. Práticas integrativas As PIS são entendidas como formas de cuidado que abordam a saúde do ser humano em sua multidimensionalidade, baseadas em teorias e experiências de diferentes culturas de cuidado. O monitoramento da Rhamb, conforme instituído na SES-DF pela Portaria n.º 137, de 15 de abril de 2025, também é responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
Ler mais...
Lavagem nasal: técnica é usada no combate a gripes e resfriados
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem uma rede de unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e de hospitais para atender os pacientes. Porém, em casa já é possível tomar uma atitude que reduz o agravamento de gripes, além de ajudar até a evitar a doença. A lavagem nasal, prática com mais de cinco mil anos de história, é recomendada por sociedades médicas nacionais e internacionais como medida de higiene e tratamento das vias aéreas e pode ser realizada desde os primeiros dias de vida do bebê até por adultos e idosos. "A lavagem nasal é uma das principais medidas para higienização e desobstrução das vias áreas superiores, evitando assim a proliferação e agravamento dos quadros respiratórios obstrutivos e auxiliando na recuperação de infecções de vias aéreas superiores como também de quadros alérgicos. Pode ser usada em quadro de rinites, infecções respiratórias de vias aéreas superiores e até sangramento nasal leve, neste último caso após orientação médica", afirma a médica pediatra Juliana Queiroz, que é referência distrital em pediatria da SES-DF. A lavagem nasal contribui para a limpeza mecânica de muco, crostas e contaminantes do ar. Os primeiros registros da limpeza nasal vêm da milenar medicina Ayurveda, originária da Índia, e há referências ao procedimento também na cultura greco-romana. No século XIX, a prática passou a ser difundida na medicina ocidental e, desde então, nunca mais saiu de cena. Como fazer? A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Em bebês até seis meses, a criança pode ser posicionada deitada de costas com a cabeceira elevada acima de 30 graus e a cabeça virada para o lado, irrigando a narina de cima. Outra opção é mantê-la sentada no colo do adulto, com a cabeça levemente inclinada para frente, enquanto o adulto estabiliza a mandíbula do bebê e apoia a própria bochecha na da criança para evitar movimentação. A posição correta muda conforme a idade da criança, e esse detalhe faz toda a diferença. Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Para crianças entre seis meses e dois anos, a posição sentada no colo é a recomendada, com a cabeça levemente inclinada para frente e estabilizada pelo adulto. Em crianças maiores de dois anos, também é possível realizar a lavagem em pé, com o tronco projetado para frente e a cabeça rotacionada, sempre irrigando a narina que estiver para cima. Um truque útil é pedir à criança que abra a boca o que eleva o palato mole, fecha a nasofaringe e evita que a solução escoe para a boca. Independentemente da faixa etária, o dispositivo deve sempre ser direcionado lateralmente à narina, evitando trauma no septo nasal. A pressão deve ser suave e contínua, nunca forçada, e o jato direcionado em ângulo de 45 graus para cima em relação ao plano do palato. O melhor momento para fazer a limpeza é antes das mamadas, antes de dormir ou após o banho, já que o vapor ajuda a fluidificar o muco e facilita o procedimento. Essas últimas regras também valem para a limpeza nasal de pessoas maiores. A frequência de duas a três vezes ao dia é a mais comum nas recomendações clínicas. Os dispositivos utilizados, sejam seringas, sprays, jato contínuo ou frascos de alto volume, devem ser higienizados após cada uso e substituídos a cada três meses. Água ou soro fisiológico? A resposta é direta: soro fisiológico. A solução isotônica a 0,9% é a mais indicada para uso em crianças. A solução hipertônica, a 2% ou 3%, pode causar ardor e irritação da mucosa e apresenta maior frequência de efeitos adversos em comparação à isotônica. O soro industrializado, disponível em qualquer farmácia, é a opção mais prática. Para quem preferir preparar em casa, a orientação é dissolver nove gramas de cloreto de sódio, o popular sal de cozinha, em um litro de água filtrada e fervida. A solução deve ser mantida na geladeira após o preparo e nunca aplicada gelada. O ideal é usá-la em temperatura ambiente ou levemente aquecida. Contraindicações A lavagem nasal é segura, mas há situações em que ela não deve ser feita. Todas as contraindicações em crianças devem ser conversadas com profissionais de saúde. São consideradas contraindicações a suspeita de corpo estranho, disfagia com risco de aspiração, fissura palatina, defeitos da base do crânio e fraturas de face. Sangramentos ou feridas na região também pedem pausa imediata e consulta ao pediatra. Fazer a lavagem em excesso também pode ser prejudicial, pois remove a camada de muco responsável pela adesão de partículas, comprometendo o transporte mucociliar. O ideal é manter a frequência máxima de três vezes ao dia, ou conforme a orientação de profissionais de saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Adolescentes de até 19 anos podem se vacinar contra o HPV no sábado (27)
Adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que nunca se vacinaram contra o papilomavírus humano (HPV) podem garantir a proteção neste sábado (27). É o último final de semana para aproveitar a ampliação da faixa etária: em 1º de julho, essa vacina volta a ser ofertada apenas a jovens entre 9 e 14 anos. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) terá 48 locais de atendimento. A lista completa está disponível no site da pasta. Não haverá imunização no domingo (28) e, por conta do jogo do Brasil na segunda-feira (29), as salas de vacina reabrem apenas na terça-feira (30). No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas. Por exemplo: para gestantes, idosos a partir de 60 anos e outros grupos prioritários é oferecido o imunizante em combate à gripe. Já crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a proteção contra a dengue. No sábado, além da vacinação contra o HPV, haverá outras doses disponíveis para pessoas de todas as faixas etárias, aplicadas conforme diretrizes estabelecidas | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Outra vacina da lista é a da febre amarela: o esquema padrão é de uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Já os adultos até 59 anos, que nunca se imunizaram antes, tomam uma dose única. Adultos também recebem a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola: é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos. Em todos os casos, a SES-DF orienta levar documento de identificação válido e com foto e a caderneta vacinal. Caso tenha perdido esta última, a pessoa ainda assim deve comparecer a um dos locais de atendimento para uma análise vacinal. Já quem fizer parte de grupos profissionais previstos para a vacinação contra a gripe, caso de professores, trabalhadores da saúde, caminhoneiros, dentre outros, precisa levar algum documento que comprove o exercício da ocupação, como crachá ou contracheque. Por fim, gestantes e pessoas com deficiências ou comorbidades previstas para a vacinação precisam levar exames, relatório médico ou outro tipo de comprovação. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes
Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda. Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano
Ler mais...
Diabetes é a principal causa de amputações no Brasil
O diabetes mellitus é uma doença causada por problemas na produção ou resistência à absorção de insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia para o organismo. Essa deficiência pode resultar em uma série de complicações de saúde, que vão de disfunções cardiovasculares — afetando coração e vasos sanguíneos — a neuropatias diabéticas — problemas no sistema nervoso periférico, danificando nervos sensitivos e motores. As consequências do quadro podem ser graves. “O diabetes é a principal causa de amputações no Brasil, provocadas pela síndrome do pé diabético, uma complicação crônica da doença”, afirma a enfermeira Samaya Ribeiro, responsável pelo Ambulatório do Pé Diabético do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), da Secretaria de Saúde (SES-DF). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 85% das amputações de membros inferiores são feitas em pacientes com pé diabético. A síndrome é caracterizada pelo aparecimento de feridas de difícil cicatrização, que gradativamente evoluem para úlceras e infecções mais graves, resultado dos níveis elevados de açúcar no sangue ou da circulação sanguínea deficiente nas extremidades do corpo. “Em geral, o usuário que chega ao Cedoh já sofreu vários níveis de acometimento. Nos pés, além do dano vascular, também há o comprometimento nervoso. O paciente descompensado apresenta uma irrigação sanguínea cada vez mais deficiente e, ao mesmo tempo, a alteração neurológica: ele perde completamente a sensibilidade dos membros. Esse é um processo gradativo. Muitas vezes ele só percebe uma lesão quando o trauma já evoluiu e a área já está necrosando. Com esse grau de comprometimento, infelizmente, nossa intervenção acaba por ficar bastante limitada”, comenta Samaya. O diabetes pode provocar disfunções cardiovasculares e neuropatias, originando a síndrome do pé diabético | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Diabetes tipo 2 e primeiros sintomas A enfermeira do Cedoh ressalta que a maioria dos pacientes com complicações nos pés enfrentam o diabetes tipo 2, ocasionado a partir de condições como sobrepeso, sedentarismo, alimentação inadequada e hipertensão. “Essa é uma doença que se desenvolve ao longo de muitos anos. Se o usuário é diagnosticado na idade adulta, geralmente já idoso, é porque ele já desenvolve a doença há, no mínimo, cinco anos”, afirma. Dos primeiros sinais até a necessidade de amputação do membro, decorre um longo caminho. Por parecer inofensivo, o primeiro sintoma costuma ser ignorado: o ressecamento dos pés. “O nome disso é ‘xerodermia’ e, nesse caso, significa que já existe um comprometimento das fibras nervosas que estimulam a produção de suor e sebo no pé. Então, o paciente vai ter sempre os pés ressecados independentemente de hidratá-los com creme. O ressecamento evolui rapidamente para fissuras; às vezes pegamos pacientes que chegam praticamente sem andar, porque há verdadeiras ‘crateras’ nos pés”, conta Samaya. Outro sintoma simultâneo é a diminuição do tato em mãos e pés, afetando a chamada sensibilidade protetora, que é uma sensibilidade extremamente fina, sutil. Esse sentido avisa — ao se calçar um sapato, por exemplo — se há a presença de alguma pedrinha ou se a palmilha está dobrada, se há algo de estranho. Em seguida o paciente perde a sensibilidade à dor, à pressão, à vibração — enfim, a pessoa perde a capacidade de discernir a temperatura. “Temos casos de pacientes que quiseram fazer um escalda-pés em casa, mas como não sentiam que a água estava quente demais, chegam aqui com queimaduras de segundo grau, porque enfiaram os pés em água fervente”, relata a enfermeira. É nesse estágio do pé diabético que as lesões têm mais chances de se agravar, ao ponto de haver necrose no local. Mesmo a retirada de calos, se feita sem a devida higienização ou por alguém que não seja profissional de saúde, pode levar a infecções graves, tornando necessária a amputação do membro. Arte: Agência Saúde DF Acompanhamento contínuo A aposentada Maura Aleixo, de 77 anos, conhece bem essa história. Em tratamento no Ambulatório do Pé Diabético do Cedoh, ela relata sofrer com os efeitos do diabetes há mais de 40 anos. “Acho que estava com uns 30 anos quando começou. Surgiu um problema aqui no meu pé esquerdo, parecendo um calo. Fui num médico da minha cidade, em Unaí [MG], e ele me mandou fazer um exame de glicose no sangue. Deu 380 miligramas por decilitro, muito alto”, lembra. Embora o diagnóstico já tenha mais de quatro décadas, a síndrome do pé diabético é uma condição que não tem cura, apenas tratamento. “Desde lá venho tratando, e não sara. É assim: o pé melhora, mas quando fica bom torna a inchar, o ferimento abre de novo”, conta. A situação foi ainda pior na perna direita, em que Maura precisa utilizar hoje uma prótese ortopédica abaixo do joelho. “Tudo começou por causa de um bicho-de-pé. Foi minha filha que tirou, daí esse pé foi inchando, foi apodrecendo, no fim tive que amputar a perna. Isso foi em 1996, tudo por causa do diabetes”. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Sábado (20) tem vacinação em 19 regiões administrativas do DF
A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá vacinação em 19 regiões administrativas neste sábado (20). É possível se vacinar independentemente do local de moradia, bastando levar um documento de identificação válido e com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A lista completa com endereços e horários está disponível no site da pasta. Estarão disponíveis vacinas para pessoas de todas as faixas etárias, sempre aplicadas conforme o indicado para cada idade e os grupos prioritários. A novidade é a vacina Ppneumocócica 20, indicada para crianças de até 4 anos, 11 meses e 29 dias de idade, de acordo com o histórico vacinal. Em cada local de atendimento, as equipes estão preparadas para identificar os imunizantes indicados para cada pessoa. Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a vacina contra a dengue; já idosos, crianças de até 5 anos, pessoas com comorbidades e profissionais como professores e caminhoneiros estão aptos a tomar a dose em combate à gripe (influenza). Nesses casos, é necessário levar documentação para comprovar fazer parte de um dos grupos prioritários. No domingo (21), não haverá atendimento. As mais de cem salas de vacinação reabrem em horário normal na segunda-feira (22). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Tempo frio exige atenção redobrada com saúde de idosos
Nas ruas, casacos, luvas e cachecóis indicam que é a vez de o frio visitar o Distrito Federal. Se jovens e adultos já sofrem com a queda de temperaturas, os idosos passam pelas consequências do tempo de modo mais severo, necessitando de cuidados específicos. “Durante os períodos de frio, observa-se aumento dos casos de infecções respiratórias, como gripe, covid-19 e pneumonia, além de doenças crônicas, como asma e bronquite. Nesse cenário, os idosos aparecem como um dos públicos mais vulneráveis”, explica Larissa de Freitas Oliveira, referência técnica distrital (RTD) em geriatria da Secretaria de Saúde (SES-DF). Isso porque, à medida que o organismo envelhece, a redução de massa muscular e do tecido subcutâneo e as alterações na circulação sanguínea reduzem a capacidade de regular a temperatura corporal. Como resultado, os idosos têm mais dificuldade para produzir e conservar calor. Complicações As baixas temperaturas também provocam nesse grupo a vasoconstrição, quando os vasos sanguíneos se contraem para reduzir a perda de calor, o que pode aumentar a pressão arterial e exigir maior esforço do coração. “Diversos estudos demonstram associação entre temperaturas mais baixas e aumento da ocorrência de eventos cardiovasculares, incluindo infarto agudo do miocárdio e AVC [acidente vascular cerebral]”, argumenta a RTD. A aposentada Maria Clara da Silva Faria, de 88 anos, adotou novos hábitos para atravessar o período com mais segurança. Com o apoio da filha, Maria do Rosário Borges, 54, a rotina passou a incluir alguns cuidados extras. Idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa e apatia, entre outros sintomas | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF “Fico de olho para que ela não durma de cabelo molhado, intensifiquei o tempo ao sol, a ingestão de frutas cítricas, e a incentivo a beber água, porque, no frio, percebi que ela não sente sede”, comenta a filha. Dicas Para evitar riscos, é recomendável manter os ambientes protegidos de correntes de ar, utilizar roupas adequadas em camadas, cobertores e meias, especialmente à noite e nas primeiras horas da manhã. A alimentação deve ser equilibrada, com adequada ingestão de líquidos. Outro fator que merece destaque é a desidratação. É comum que idosos não sintam a necessidade fisiológica de ingerir líquidos, mesmo em períodos de temperaturas mais altas. No frio, essa vontade diminui ainda mais. A menor ingestão de líquidos pode favorecer tonturas, queda súbita da pressão arterial, confusão mental, constipação, infecções urinárias e piora da função renal. “Por isso, familiares e cuidadores devem incentivar a oferta regular de água ao longo do dia, independentemente da percepção de sede, observando sinais como boca seca, redução do volume urinário, urina mais escura, sonolência ou piora do estado geral”, orienta Larissa de Freitas Oliveira. Sinais de alerta Os idosos devem procurar avaliação médica em casos de falta de ar, dificuldade para respirar, febre persistente, tosse intensa, dor no peito, palpitações, tontura, desmaios, confusão mental, sonolência excessiva, piora importante do estado geral ou sinais de desidratação. “Nessa população, infecções nem sempre se manifestam com febre, mas por meio de prostração, perda de apetite, fraqueza ou alterações comportamentais. Qualquer mudança aguda do estado habitual da pessoa idosa merece atenção”, alerta a médica. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
Ler mais...
Carreta da Saúde na Escola levará consultas e exames a estudantes da rede pública
A saúde dos estudantes da rede pública do Distrito Federal ganhará reforço com a criação da Carreta da Saúde na Escola. O Governo do Distrito Federal (GDF) sancionou a Lei nº 7.908/2026, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última quinta-feira (11), que cria o programa para levar atendimento médico e odontológico preventivo diretamente às escolas, com realização de exames, consultas e encaminhamentos para tratamento na rede pública de saúde. A norma, que ainda será regulamentada, tem como objetivo ampliar o acesso dos estudantes aos serviços de saúde e promover ações preventivas e curativas. Segundo a coordenadora do Programa Saúde na Escola (PSE) pela Secretaria de Saúde (SES-DF), Alana Siqueira, a integração entre saúde e educação é fundamental para a promoção do desenvolvimento integral dos alunos. “A articulação entre os setores favorece a identificação precoce de necessidades de saúde, o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção, o fortalecimento dos vínculos com as famílias e a construção de ambientes escolares mais saudáveis e acolhedores. Além disso, contribui para melhores condições de aprendizagem, permanência e qualidade de vida”, afirma. Na avaliação da diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Larisse Cavalcante, a iniciativa reforça essa integração ao aproximar os serviços de saúde da comunidade escolar e ampliar o atendimento preventivo aos estudantes da rede pública. Além dos atendimentos clínicos, a Carreta da Saúde na Escola desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF “Ao levar atendimentos preventivos diretamente ao ambiente escolar, a Carreta da Saúde na Escola favorece a identificação precoce de condições que podem interferir no desenvolvimento e na aprendizagem e possibilita encaminhamentos oportunos para o tratamento adequado”, enfatiza. Saúde itinerante A Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para realizar consultas médicas e odontológicas, exames clínicos, triagens e encaminhamentos para serviços especializados. O atendimento será feito por equipes multidisciplinares compostas por médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Segundo a publicação, as visitas serão realizadas por meio de um cronograma para atender progressivamente todas as escolas públicas do DF. Atendimentos Entre os procedimentos previstos estão consultas médicas de rotina, atendimentos odontológicos, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, avaliação de peso e altura, além de testes de visão. Quando necessário, os estudantes poderão ser encaminhados para exames especializados e acompanhamento na rede pública de saúde. A legislação também determina que os alunos diagnosticados com condições que exijam tratamento recebam encaminhamento prioritário para as unidades públicas de saúde. As famílias serão informadas sobre os resultados e orientadas sobre o processo de atendimento. Além dos atendimentos clínicos, o programa desenvolverá ações educativas voltadas à promoção da saúde. As atividades abordarão temas como alimentação saudável, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças e cuidados com o bem-estar físico e mental. Parcerias estratégicas A lei prevê ainda que a implementação e a manutenção do programa possam contar com parcerias com entidades privadas que poderão contribuir para a aquisição de equipamentos, veículos e insumos necessários ao funcionamento das unidades móveis. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Planaltina recebe serviços de saúde em evento GDF Na Sua Porta
A partir desta segunda (15) até a próxima sexta-feira (19), das 9h às 16h, a população de Planaltina pode contar com serviços da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mais perto de casa. É o evento GDF na Sua Porta, que leva serviços do Governo do Distrito Federal (GDF) em uma estrutura itinerante e está instalada ao lado do Complexo Cultural de Planaltina. Na parte da saúde, são ofertados vacinação para pessoas de todas as faixas etárias, atenção na área de saúde mental, consultas de atenção primária à saúde, atendimento odontológico, entrega de absorventes para mulheres em situação de vulnerabilidade social e vacinação antirrábica para cães e gatos. "É tudo de bom, é muito eficaz. Próximo de casa, de graça e rápido", elogiou a feirante Aridiane Farias, de 47 anos. Ela conta que a estrutura foi montada perto de casa, o que facilitou a rotina dela e da filha, Júlia Giovanna, que completou 17 anos nesta segunda-feira (15). Mãe de uma bebê de 7 meses, a adolescente aguardava para inserir o implanon, novo método contraceptivo disponível em unidades da SES-DF. "Eu fiquei sabendo que teria aqui e fiquei muito feliz", contou. De acordo com o diretor de Atenção Primária à Saúde da Região Norte, responsável pela área de Sobradinho e Sobradinho II, Fercal, Arapoanga e Planaltina, Alcir Galdino, ações como o GDF na Sua Porta ajudam a promover a importância dos cuidados da população. "Trazemos mais visibilidade para o que fazemos no dia a dia. É muito importante para as pessoas nos conhecerem, para explicarmos um pouco como é o funcionamento da atenção primária, para que as pessoas entendam essa oferta de serviço", ressaltou. Criado em março deste ano, o GDF na Sua Porta foi o primeiro ato oficial de Celina Leão como governadora | Foto: Matheus Oliveira/SES-DF Serviços e entregas A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou da abertura do GDF na Sua Porta. “O GDF na Sua Porta é um programa de cuidado”, afirmou a governadora. “Ele cuida da parte de zeladoria, da troca de parquinhos, das quadras que estão depredadas e faz um mapeamento dos espaços usados para descarte irregular de lixo. Toda vez que a gente entrega o GDF na Sua Porta, eu gosto muito depois de passar na cidade. Ela fica com outro visual, fica arrumada, limpa.” Em Planaltina, o pacote vai de obras de drenagem, calçadas e recuperação asfáltica a ações de lazer, esporte, iluminação, transporte e saneamento. Entre os serviços previstos estão a instalação de 13 pontos do programa De Cara Nova, dois papa-lixos, dois papa-entulhos no Setor Leste e no Vale do Amanhecer, obras em calçadas, manutenção e instalação de 27 pontos de encontro comunitário (PECs), limpeza da Praça do Museu e serviços em quadras esportivas. Criado em março deste ano, o GDF na Sua Porta foi o primeiro ato oficial de Celina Leão como governadora. A iniciativa leva gabinetes móveis e serviços públicos às regiões administrativas para ouvir demandas da população e organizar respostas de diferentes órgãos do governo. Antes de Planaltina, o programa passou por Itapoã, Paranoá, Riacho Fundo II, Samambaia, Colônia Agrícola 26 de Setembro e Ceilândia. Na edição mais recente, em Ceilândia, foram registrados mais de 14 mil atendimentos ao longo de sete dias. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Dia Nacional da Imunização alerta para importância das vacinas em todas as idades
Há um desafio cultural na vacinação a ser superado: muitas famílias se preocupam em garantir as doses de bebês, mas deixam de vacinar as crianças maiores, adolescentes, adultos e idosos. O tema ganhou destaque no Fórum Brasil Imune, realizado na sede da Organização Mundial de Saúde (OMS), em Brasília, nesta terça-feira (9), Dia Nacional da Imunização. Os dados do Distrito Federal mostram este cenário. Três vacinas estão com a cobertura acima da meta de 90%: a BCG, rotavírus e a primeira dose contra hepatite B. Todas são para bebês de até 4 meses. Por outro lado, a segunda dose da vacina contra a varicela (catapora), a ser tomada aos 4 anos de idade, teve adesão de 67,2%. Entre as crianças de 10 anos de idade, que já podem se vacinar contra a dengue, 41,9% tomaram uma dose e apenas 16% completaram o esquema vacinal de duas aplicações. A meta também é de 90%. Não há dados específicos de coberturas de vacinas previstas para adultos, como as que protegem contra febre amarela, tétano e sarampo, mas na vacinação contra o vírus influenza, os grupos prioritários de adultos têm tido adesão abaixo de 40%. "Nós queremos envelhecer e envelhecer com saúde. A vacinação é importante para isso", afirma a gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Ela diz que, para fazer frente a esse desafio, servidores têm sido treinados para indicarem a vacina de maneira ampla. "Se uma mãe, um pai, uma avó ou um avô leva uma criança para vacinar, também é importante verificar a situação vacinal do responsável", esclarece. Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Novas rotinas, novas estratégias Durante o Fórum Brasil Imune, também foram debatidos desafios para a vacinação na atualidade, como famílias que têm pouco tempo disponível em rotinas cada vez mais complexas. "Nós não podemos aceitar ver o óbito de uma pessoa por uma doença para a qual temos vacina disponível", disse a representante da Organização Pan-Americana no Brasil, Lely Guzman. A meta é que as ações sejam cada vez mais adaptadas à realidade da população. No DF, por exemplo, apesar de ter mais de cem salas de vacinação, a SES-DF tem investido nas chamadas "ações extra muros", quando as equipes atuam em espaços de grande circulação de pessoas, como feiras, shoppings centers, mercados e eventos. Também há o programa Saúde na Escola, parcerias com órgãos públicos e Carros da Vacina, que fazem atividades itinerantes. Em maio, a SES-DF alcançou a marca de um milhão de vacinas aplicadas somente em 2026, um salto de 14,7% frente ao mesmo período do ano passado. Em 2025, até o fim do ano, foram aplicadas 2,9 milhões de doses, cerca de 100 mil a mais que em 2024, quando foram registradas 2,8 milhões de doses. Vacinação de adolescentes e adultos Adolescentes entre 9 e 14 anos têm indicação prioritária para a vacina HPV, aplicada em dose única para prevenir infecções que podem causar diversos tipos de câncer. Até 30 de junho, adolescentes até 19 anos podem receber essa vacina, mas somente 11,3% do público entre 15 a 19 anos aderiu à campanha. Entre adultos, a vacinação segue um calendário que varia conforme a idade e o histórico individual. A dT, que protege contra tétano e difteria, deve ser reforçada a cada 10 anos a partir da vida adulta. Já a tríplice viral permanece indicada até os 59 anos, com duas doses para quem tem entre 20 e 29 anos e uma dose para aqueles entre 30 e 59 anos sem comprovação vacinal. Por fim, a hepatite B é recomendada para qualquer adulto não vacinado, independentemente da idade. Vacinas contra covid-19 e gripe (influenza) seguem com esquemas atualizados conforme orientações do Ministério da Saúde, especialmente para pessoas acima de 60 anos ou com condições de risco. Para o atendimento, é necessário apresentar um documento de identidade válido e com foto e, preferencialmente, a caderneta de vacinação. As equipes verificam o histórico e avaliam a necessidade de novas doses. A imunização pode ser feita em qualquer ponto, independentemente do local de residência. Conheça os locais de aplicação dos imunizantes aqui. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
Centro Ludovico Pavoni tem áreas de diagnóstico e reabilitação reformadas na Asa Norte
O Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (Ceal-LP), na Asa Norte, passou por reforma em áreas de diagnóstico, reabilitação e acolhimento de pacientes. Conveniada à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a unidade integra a rede de assistência do Governo do Distrito Federal (GDF) e atende crianças, idosos e pessoas com deficiência auditiva, intelectual e com transtorno do espectro autista (TEA). Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM), entre outros atendimentos. A reforma contemplou espaços usados no atendimento de bebês, crianças pequenas, idosos e familiares. Foram feitas troca de telhado, forro e piso, pintura, retirada de infiltrações, adequações nas redes elétrica, hidráulica e lógica, instalação de elevador, escadas de incêndio e portas corta-fogo, além de ajustes na recepção da clínica audiológica. Segundo a direção do Ceal-LP, as obras receberam investimentos de cerca de R$ 1 milhão em emenda parlamentar da senadora Leila Barros. O investimento reforça a estrutura física de uma unidade que mantém atendimento pelo SUS por meio de convênio com a SES-DF. Especializado em reabilitação, o Ceal-LP oferece pelo Sistema Único de Saúde (SUS) serviços de avaliação, diagnóstico, intervenção terapêutica, adaptação de aparelhos auditivos e acesso ao sistema de frequência modulada (FM) | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do Ceal-LP, Maria Inês Serra, afirma que a parceria com o poder público é decisiva para manter o atendimento às famílias. “Se a gente não tem a parceria do GDF, não consegue oferecer para essas famílias o que entende como diferencial na vida delas”, disse. “São crianças que mudam de vida por esse atendimento, com uma equipe robusta, com fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria e psiquiatria infantil”. Segundo Maria Inês, alguns espaços apresentavam limitações para o atendimento, realidade que mudou após a reforma. “Hoje temos um ambiente bonito, agradável, seguro, sem infiltrações, limpo e adequado para receber essas famílias”, aponta. O diretor do Ceal-LP, padre José Rinaldi, destacou que a reforma teve impacto direto em dois momentos centrais do atendimento: o diagnóstico e o início da reabilitação. “No diagnóstico, passam bebês e idosos. Na reabilitação, os bebês e as famílias são acolhidos para começar um caminho de estímulo, terapia e mudança de vida”, afirmou. Para o padre, o cuidado com o ambiente também pesa na forma como pacientes e familiares enfrentam o tratamento. “A reforma nos deu a possibilidade de oferecer ambientes bonitos e agradáveis a bebês e idosos em momentos importantes da vida deles”, disse. “Quando o idoso perde a audição, corre o risco de se afastar da família e da sociedade. Com diagnóstico, aparelho adequado e acompanhamento, ele recebe uma nova qualidade de vida”. Atualmente, o Ceal-LP atende 420 crianças, segundo a coordenação da instituição. O centro oferece serviços como fonoterapia, psicologia, terapia ocupacional, fisioterapia, neuropediatria, psiquiatria infantil, otorrinolaringologia e assistência social. No caso da deficiência auditiva, o acesso ocorre pelo Sistema de Regulação (Sisreg), após encaminhamento de médico otorrinolaringologista da rede pública. Para reabilitação auditiva, deficiência intelectual e TEA, o acesso ainda não está regulado. Nesses casos, a unidade de saúde em que o usuário é atendido faz o encaminhamento ao Ceal-LP, que avalia o caso e orienta os próximos passos. Para o primeiro acesso, a família deve apresentar encaminhamento médico ou de especialista não médico da rede pública para entrada na lista de espera. Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos; surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo A prioridade para intervenção terapêutica contempla crianças de 6 meses a 7 anos, período considerado estratégico para o desenvolvimento. Segundo Maria Inês, a maior demanda hoje está no atendimento a crianças com autismo, com fila de espera superior a mil crianças. Uma história que volta ao ponto de partida Entre os exemplos do impacto do Ceal-LP está o de Lucas Vinícius Diniz, 22 anos. Surdo desde o nascimento, ele começou a ser atendido na instituição ainda criança e hoje trabalha no local como auxiliar administrativo. Com apoio da família e acompanhamento especializado, desenvolveu a comunicação oral, a leitura labial e o uso da Língua Brasileira de Sinais (Libras). “Eu comecei aqui com uns 7 ou 8 anos. Tive o apoio dos meus pais e do padre, que me colocaram para ler. O primeiro livro foi O Pequeno Príncipe. Fui forçando a leitura labial”, contou Lucas. “Sem esse suporte, minha vida seria bem diferente.” Lucas usa implante coclear em um dos ouvidos. Sem o equipamento, sente apenas vibrações. Para ele, o acompanhamento recebido no Ceal-LP ajudou a enfrentar barreiras fora da instituição. “O mundo lá fora é difícil. Eu sei Libras, mas também é bom aprender português e outras formas de comunicação”, afirmou. Serviço Ceal-LP (SGAN 909, módulo B, Asa Norte) - Atendimento ambulatorial: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados. - Informações sobre acesso ao serviço, documentos e andamento de solicitações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3349-9944 ou presencialmente.
Ler mais...
Saúde leva inserção de implanon e vacinação a Ceilândia durante GDF na Sua Porta
A população de Ceilândia recebe, desde segunda-feira (1º), a 6ª edição do programa GDF na Sua Porta. A iniciativa reúne atendimentos em diversas áreas, como saúde, educação e assistência social, além de orientações sobre cuidados com animais domésticos. A ação permanece em Ceilândia até o dia 12. A estrutura conta com serviços essenciais à população como cadastro social, atendimentos do Na Hora, da Defensoria Pública e outros. Na área da saúde, os moradores têm acesso à inserção de implanon (anticoncepcional), serviços de odontologia, vacinação, acompanhamento em saúde do programa Bolsa Família, distribuição de absorvente, atendimento de saúde mental e consultas com equipes de saúde da família. Segundo o diretor regional de Atenção Primária à Saúde, Vanderson Moreira, a presença da saúde em eventos do tipo fortalece o vínculo entre os serviços públicos e a comunidade. “É uma aproximação da saúde com o público. Ceilândia tem o privilégio de receber essa ação e de abrir as portas aos nossos serviços que ficam dentro das unidades básicas”, comentou. Moradores tiveram acesso à inserção de implanon, serviços de odontologia, vacinação, acompanhamento em saúde do Bolsa Família e entre outros | Foto: Jhontan Cantarelle/ Agência Saúde DF Acesso Mariana de Sousa, 18 anos, por exemplo, foi uma das moradoras da região que aproveitou a oportunidade para realizar a inserção do implanon. “Foi muito tranquilo, ajuda bastante quem não tem dinheiro para colocar”, comentou. O programa tem como objetivo atender demandas prioritárias da população de forma integrada, aproximando os serviços públicos dos cidadãos e encaminhando as solicitações que necessitam de continuidade aos órgãos competentes. Mariene do Nascimento, 43 anos, compareceu ao local para receber a vacina contra a gripe e descobriu que precisava atualizar outros imunizantes. “Como cuidadora, eu sempre tomo a vacina da gripe todo ano, mas não sabia que precisava de mais cinco”, comentou. “Acho ótimo esses tipos de eventos”, completou. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...
DF tem 77 locais de atendimento para quem quer parar de fumar
Você trocaria algo caro e que faz mal por uma vida mais saudável e com mais tempo de qualidade ao lado de sua filha? Há oito meses, essa foi a decisão que a diarista Keila Maria de Abreu, de 40 anos, resolveu tomar. Com o apoio da Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Taguatinga, encarou de frente o desafio de parar de fumar e hoje já colhe os benefícios da decisão. "Um dia de trabalho meu era só para pagar o cigarro. Depois que parei, consegui comprar um guarda-roupa. E toda semana saímos para comer alguma coisa gostosa", comemora. A alegria contagiou a família: "Confesso que minha mãe ficou bem nervosa ao parar com o cigarro, mas hoje está mais tranquila, mais do que quando fumava todos os dias", elogia a filha Ana Luiza de Abreu, de 15 anos. A adolescente também celebra o bem-estar familiar: "A casa não está mais com cheiro ruim. Eu também estou respirando melhor". A quase 50 quilômetros dali, na UBS 3 de São Sebastião, outra mulher tem a mesma motivação para parar de fumar. A publicitária Hélida Wonstein, 40, não quer servir de mau exemplo para os filhos. Por esse motivo, neste mês, passou a frequentar o grupo de tabagismo da unidade de saúde. "Já consegui tirar aqueles cigarros que eram habituais no dia a dia, como aqueles depois de tomar um café", conta. Ela ainda não marcou o "dia D" para afastar o vício totalmente, mas está otimista: "Eu já parei uma vez. Vou conseguir de novo", promete. O grupo contra o tabagismo da Secretaria de Saúde destacam-se pela abordagem multidisciplinar e o acolhimento a um público diverso | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Abordagem multidisciplinar Histórias semelhantes são ouvidas diariamente nos 77 grupos para tratamento contra tabagismo em unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Equipes multiprofissionais oferecem apoio necessário com diversas abordagens, que vão desde o uso de medicamentos a dinâmicas coletivas. "Temos tratamento de reposição de nicotina e de controle da ansiedade, além de outras questões, mas o resultado é alcançado por meio de frentes distintas, com informação e atenção em áreas como psicologia e serviço social. É integral", explica a farmacêutica Cristiane Falcão, da UBS 2 de Taguatinga. "Fazemos dinâmicas como perguntar o que o cigarro significa para cada um: as pessoas definem como amigo, como companhia, como relaxante. Depois perguntamos o que o cigarro já tirou: dinheiro, saúde, tempo com filho. Também informamos muito sobre a composição desses produtos, e as pessoas se surpreendem", acrescenta a farmacêutica Fernanda França, da UBS 3 de São Sebastião. Outro método de sucesso na unidade é a "cápsula do tempo", no qual pacientes registram seus anseios antes do tratamento e, 30 dias depois, podem ter orgulho da própria mudança. Prazo O caminho que leva a uma vida longe do vício não é linear e o tempo não se apresenta de forma igual para todo mundo. Há quem decida largar o cigarro com apenas um encontro. Mas há, também, pacientes que tentam várias vezes antes de conseguir completamente. "Com um apoio estruturado, a taxa de sucesso, no geral, varia entre 15% e 85%. Nosso objetivo é atingir pelo menos 30%", explica o coordenador do Programa de Controle do Tabagismo no DF, Saulo Viana. Antônio Eustáquio diz que nunca é tarde para parar de fumar; aos 69 anos, comemorou 12 meses longe do cigarro, depois de descobrir um enfisema pulmonar Desafio para todas as idades Os grupos de tabagismo caracterizam-se pela diversidade, com pessoas de classes sociais, profissões e faixas etárias distintas. Aos 69 anos, o aposentado Antônio Eustáquio Russo diz que sempre é hora de largar o vício. "Nunca é tarde para nada. Se a pessoa quer ter uma qualidade de vida melhor, precisa buscar uma UBS que presta esse serviço e participar", aconselha. Ao descobrir o início de um enfisema pulmonar, Antônio decidiu procurar a UBS 2 de Taguatinga. "Comecei a fumar aos 13 anos. Foram 55 anos de cigarro", conta. Ele disse ter dispensado apoio de fármacos durante o tratamento, preferindo a experiência de conversar com os profissionais e com outros pacientes. "A minha decisão de parar tem que ser definitiva", opina. É a trilha que o estudante Mateus Mota quer adotar. Aos 20 anos, ele diz que a futura carreira na área de educação física não condiz com o tabagismo: "Como eu posso melhorar a vida, a saúde e o físico de alguém se não faço isso por mim?", reflete. O vício começou aos 17 anos, com a versão eletrônica, o vape. Em seguida, vieram os cigarros tradicionais. Mateus já participou do primeiro encontro, na UBS 3 de São Sebastião. A meta é parar de fumar e comemorar os 21 anos sem cigarro. "O grupo ajuda porque você abre um pouco sua percepção e começa a ver a sua doença, o seu vício. Hoje, sinto vergonha de fumar", relata. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
Ler mais...